Análise Transacional – Parte 1

Uma teoria da personalidade e um método terapêutico eficaz para melhorar a qualidade das relações humanas.


Nós aprendemos a voar como os pássaros;
a nadar como os peixes, mas não aprendemos
ainda a conviver como irmãos.
(Martin Luther King)

O que é Análise Transacional?


A palavra transacional vem de transação. Transação significa troca, isto é, um intercâmbio. Neste sentido, uma transação comercial, por exemplo, implica numa troca ou intercâmbio de algo entre duas ou mais pessoas. Dentro da Análise Transacional, por outro lado, a palavra transação significa comunicação, onde se dá uma troca, um intercâmbio de perguntas e respostas em que duas ou mais pessoas fazem entre si. Ao estudarmos a palavra comunicação e separarmos as cinco primeiras letras e as quatro últimas se formarão as seguintes palavras: COMUM e AÇÂO, ou seja: COMUN
IC AÇÃO.

 

Desta forma, para que ocorra uma boa comunicação, é preciso que exista uma ação em comum, isto é, algo em comum entre as pessoas. Além de que, para que se efetive uma boa comunicação, é necessário estabelecer uma relação de confiança e de respeito mútuo entre os envolvidos.

Neste sentido, a Análise Transacional, abreviada para AT, constitui-se numa teoria da personalidade e num método potente de análise do comportamento humano que levam ao autoconhecimento e, consequentemente, a uma boa comunicação. Esta técnica foi criada pelo Psiquiatra Canadense Dr. Eric Berne, no fim da década de 50.

Para que serve o autoconhecimento?


Pitágoras, um dos grandes sábios da humanidade, além de introduzir o termo filosofia, trouxe dos templos egípcios a máxima secular “Gnothi se auton” (conhece-te a ti mesmo), inscrita na entrada de sua escola e depois no templo de Apolo, em Delfos.

Quando perguntaram a Tales de Mileto, matemático grego do séc. V a. C, qual era a tarefa mais difícil para o ser humano, ele respondeu: “Conhecer-se a si mesmo”.

O grande psicanalista C.G. Jung dizia que “o consciente é uma pequena ilha rodeada pelo imenso mar do inconsciente”.

Através do autoconhecimento, portanto, você aprende a identificar o que precisa ser mudado em suas atitudes para se conviver melhor e ser uma pessoa mais agradável.

Caro leitor, como um exercício de autoconhecimento, procure responder a essas perguntas: Você fica à vontade com as outras pessoas ou fica tenso?
Você é uma pessoa agradável ou desagradável?
Qual (is) a(s) queixa(s) que as pessoas fazem a seu respeito?

Você sabe lidar bem com suas emoções?
Você se conhece verdadeiramente?

Somos muito ignorantes a nosso respeito e com isso vamos ter uma comunicação deficiente.
Conhecemos as nossas casas, os nossos carros, mas muito pouco do nosso mundo interior, das nossas reações, atitudes, pensamentos e sentimentos. Desta forma, conhecer-se a si mesmo é a chave para melhorar os padrões de comunicação e um instrumento para a melhoria das relações interpessoais.

Na verdade, toda nossa conduta, nossas atitudes, a forma de nos relacionarmos tem muito a ver com a nossa Personalidade (Mundo Interior).

Como é a teoria da Personalidade da Análise Transacional?

- Você conhece alguém que costuma ser crítico, autoritário, exigente, aponta um dedo acusativo aos outros, exatamente como o pai fazia com ele?
– Você conhece alguém que costuma ter surtos de fúria, é impaciente, quer que as coisas aconteçam do seu jeito tal como fazia quando criança?
– Você conhece alguém que ao invés de ficar se lamentando da falta de sorte, sentindo pena de si mesmo, ou culpando os outros diante de um problema, procura soluções sem perder seu tempo?


Se conhece gente assim, então você já viu as três partes da personalidade humana em ação que em Análise Transacional (AT) são chamadas de Pai, Adulto e Criança.

2º a AT, carregamos dentro de nós os nossos pais (ou outras figuras de autoridade, como os avós, tios, irmãos (as) mais velhos, professores), o adulto que somos e a criança que fomos.

Na verdade, a maior parte das pessoas funciona, isto é, age como seus pais de forma crítica, agressiva, impulsiva, medrosa, insegura, preconceituosa, ou de forma infantil como fazia quando criança, ao invés de agir como uma pessoa adulta, procurando se relacionar na base do diálogo, do entendimento na busca de soluções de forma equilibrada.

Em resumo, trazemos gravados em nossa estrutura de personalidade os pais que tivemos, aquele (a) menino (a) que fomos e um lado adulto, coerente, racional que busca resolver os problemas do dia-a-dia. Essas três estruturas da personalidade se comunicam entre si, através de diálogos internos. Desta forma, para que haja uma boa comunicação, é necessário escutar os “ruídos internos”, ou seja, esse bate-papo que ocorre em nossas cabeças.


Neste aspecto, existem dois tipos de comunicação:
a) Intrapessoal (interno, consigo mesmo);
b) Interpessoal (externo, entre as pessoas).

Estamos na Era da Comunicação, isto é, da informação. Portanto, só sobrevive no mercado aquele profissional que se adapta às mudanças e está bem informado e, portanto, atualizado.
Por outro lado, não basta só ter conhecimento técnico, é preciso saber se relacionar, ter competência interpessoal, ou seja, ser bem relacionado para que aumente o leque de oportunidades em sua vida. Mas para isso, é preciso que você esteja bem consigo mesmo para estar bem com as pessoas. Em outras palavras, é fundamental se comunicar bem consigo mesmo (comunicação intrapessoal) para se comunicar bem com os outros (comunicação interpessoal).
É por isso que nas entrevistas de seleção as empresas estão interessadas em saber qual o perfil de personalidade dos candidatos. Desta forma, para que haja uma comunicação eficaz, entra o componente emocional, isto é, o controle emocional. Ou seja, você precisa saber lidar bem com suas emoções. Através de seu controle emocional, vai interromper o diálogo interno que ocorre dentro de sua cabeça. Quantas vezes você escutou uma voz interior, uma voz contrária que lhe diz que não adianta nem tentar porque você não é capaz, que é um fracasso? Essa mesma voz costuma te lembrar que tudo que você começa não termina porque entra no desânimo, perde interesse, se desmotiva por ser imediatista, querer as coisas para ontem.

Portanto, dominar a sua ansiedade, seus medos, insegurança, preocupações, crenças autolimitadoras, enfim, superar os bloqueios emocionais de seu passado é o grande desafio.
É por isso que Buda dizia: “O Rei mais nobre de todos os reis é aquele que é capaz de se dominar”.
Para isso, é preciso se tornar mais lúcido, mais consciente através da prática do autoconhecimento e, na medida em que você se torna mais consciente, diminui o seu grau de ignorância, alienação a seu respeito.

 

 

Caso Clínico: Medo de se relacionar com as pessoas
Homem de 40 anos, solteiro.

O paciente veio ao meu consultório por conta de sua timidez e medo de se expor, de não conseguir se relacionar com as pessoas.
Procurava sempre se isolar em seu ambiente de trabalho. Almoçava sozinho ao invés de acompanhar os seus colegas de trabalho. Encontrava muita dificuldade em explanar o seu trabalho junto à Diretoria.
Ficava constrangido, tenso e muito ansioso ao ter que se expor em reuniões de trabalho. Gaguejava ao ter que conversar com o seu chefe. Sentia-se inferiorizado, não conseguia ficar à vontade na presença de seu chefe, embora este não fosse autoritário, nem exigente. Não participava das reuniões sociais que o seu trabalho exigia, principalmente nos finais de ano.
Perdeu inúmeras chances de ser promovido, principalmente para exercer um cargo de mando por conta de sua inibição e de ser uma pessoa muito fechada e antissocial.

Ao regredir, ele se viu com 6 anos de idade, presenciando seu pai batendo em sua mãe. Ele me relatou: “Quase todos os dias vejo o meu pai alcoolizado batendo em minha mãe. Eu me sinto sozinho, desamparado, sem nenhum apoio porque só vejo a minha mãe apanhando, indefesa”.
– Peço, em seguida, que o paciente regrida no momento de sua concepção para que saiba em que circunstância foi concebido pelos seus pais: “Vejo o meu pai fazendo sexo com minha mãe como se ela fosse um objeto. Não existe carinho nem companheirismo entre eles. Não a vejo satisfeita nesse relacionamento. Há muita carência, ela tem medo de ficar sozinha. No entanto, ficou feliz em saber que estava grávida”.
– Peço então para que ele vá para o 1º trimestre de gestação: “Minha mãe se anula, sempre atendendo os desejos de meu pai. É só o que vejo”.
– Vá agora para o 2º trimestre: “Não me sinto bem, sinto que atrapalho a vida de minha mãe na correria do dia-a-dia. Ela continua anulando os seus sentimentos em detrimento dos caprichos de meu pai. Ela parece uma escrava. Meu pai continua bebendo. Não o vejo fazendo carinho na barriga de minha mãe. Eu me sinto distante dele. Ele não está nem aí! Sinto que ele só fez engravidar a minha mãe”.
– Vá para o último trimestre, peço-lhe: “Minha mãe está chorando porque se sente pesada, não consegue fazer direito o trabalho doméstico e o meu pai só reclama e fala palavrão, xingando-a. Ela quer que chegue logo o dia de meu nascimento para se livrar de mim. Ela não aguenta mais aquele peso”.
– Peço para que ele vá para o momento de seu nascimento: “A minha mãe se sente aliviada. Vejo-me agora nos braços dela. Todo mundo está alegre, meus tios/as, avós… Só não vejo o meu pai”.
– Vá agora para a sua infância: “Eu me vejo esperando o meu pai me levar para passear. Mas ele nunca me leva. Ele está sempre brigando com a minha mãe ou encostado no bar, no balcão, tomando pinga. Tenho 7 anos, não tenho irmãos, me sinto sozinho, desprezado. Entretanto, fico sempre esperando o meu pai chegar do trabalho para me levar a algum lugar. Eu precisava de alguém ao meu lado. Na verdade, eu buscava um substituto para o meu pai. Agora entendo porque eu fazia tudo o que os meus colegas de escola mandavam. Sempre fui muito submisso, bonzinho e todos se aproveitavam de mim. Eu mendigava atenção, carinho e companhia… Agora me vejo com 16 anos. Eu me sinto envergonhado, meio ridículo na hora de tirar a roupa nas aulas de natação. Os meus amigos riam do tamanho do meu pênis.
Comecei então a prestar atenção nos órgãos genitais de outros rapazes. Notei que o meu era menor que o deles. A primeira garota com a qual transei falou que eu tinha um pênis pequeno e espalhou para as meninas do colégio. Eu fiquei muito constrangido e inferiorizado. Daí em diante fui me fechando, me escondia no vestiário nas aulas de educação física. Eu me sentia menos homem, tinha dificuldades de me soltar e pensava: -Se me mostrar como sou as pessoas não vão me aprovar, vão ver que eu tenho alguma coisa errada.
Desde criança, o meu pai sempre me recriminava,  me criticava, falava que eu não servia para nada, zombava de mim, dizia que eu era fraco, medroso. Nunca me senti à vontade com o meu pai. A presença dele me incomodava. Agora estou entendendo o porquê desse medo de me expor, de hoje não confrontar as pessoas no âmbito profissional.

Vem sempre o pensamento: – Eles vão acabar descobrindo o meu problema sexual (pênis pequeno) e vão rir de mim. Por isso, não me exponho muito. Explica também porque sempre tive dificuldades de arrumar uma namorada”.

Após essa sessão de regressão, fizemos alternadamente sucessivas sessões de hipnoterapia para incutir no seu subconsciente palavras e frases sugestivas positivas para desprogramar seu sentimento de infelicidade e baixa autoestima.

Durante o tratamento, sugeri também que ele procurasse um médico especialista (urologista) para uma avaliação clínica em relação ao tamanho de seu pênis. E realmente foi constatado que ele tinha um pênis desproporcional à sua estatura. Paralelamente à terapia regressiva e hipnoterapia, o paciente se submeteu ao tratamento médico para aumentar o tamanho de seu órgão genital.
No decorrer da terapia, ele foi resgatando sua autoconfiança e autoestima, expondo-se mais em público. E foi o que ele fez com sucesso, permitindo se relacionar com as pessoas, sem medo ou insegurança. Ao término do tratamento, confidenciou satisfeito que estava namorando e que mudou de emprego passando a ganhar mais.

 

Resgate sua Criança Interior

Não se pode resolver problemas com palavras,
mas só com a experiência, não apenas a experiência
corretiva, mas revivendo o medo inicial (tristeza, raiva).
Alice Miller

 

Os leitores assíduos de meus artigos e casos clínicos certamente ficaram maravilhados com os enormes benefícios nas vidas de meus pacientes após terem passado pelas sessões de regressão de memória na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006. Todavia, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão, recentemente a espiritualidade me orientou, sugeriu que eu complementasse em meu trabalho com a TRE (essa terapia é evolutiva não só por colaborar na evolução espiritual dos pacientes, mas também pelo seu método terapêutico estar em constante evolução, aprimoramento) a Análise Transacional (A.T.) para que os pacientes possam se conhecer melhor, lidar com suas emoções e, com isso, melhorar a qualidade das relações humanas.

Dr. Eric Berne, psiquiatra canadense, criador da Análise Transacional na década de 50, afirmava que carregamos dentro de nós os nossos pais, o adulto que somos e a criança que fomos. Ele se baseou em três pressupostos fundamentais que serviram de base para o surgimento da Análise Transacional, uma teoria da personalidade humana e um método terapêutico de autoconhecimento eficaz e potente.

Os três pressupostos são:
a) Todos nós tivemos pais ou alguém que fez a função de;
b) Todos temos um lado adulto da personalidade que funciona como um computador interno disponível que processa todas as informações do ambiente para resolvermos os problemas;
c) Todos já fomos crianças, isto é, um lado infantilizado, imaturo de nossa personalidade. É comum as pessoas medirem o grau de maturidade através da idade. Na verdade, a maturidade se mede nas atitudes.

Você tem consciência quando está agindo feito criança?


Não é raro observar alguns comportamentos infantis de pais em relação a seus filhos, de irmãos muito mais velhos em relação aos menores e até mesmo da esposa em relação ao seu marido ou vice-versa.

Veja o caso da esposa que briga com o marido por ciúmes. Ele dá um beijo na filha e a esposa morre de ciúmes e disputa com a filha o seu afeto. Neste aspecto, essa esposa é uma criança “fantasiada de adulto”, pois age de forma possessiva e infantil.
Ao brigar com o marido, ela está regredida cronologicamente falando. Na verdade, está brigando com o seu pai por que ele dava mais atenção à sua irmã quando ela era criança. Portanto, quem tem uma “criança mal resolvida” dentro de si tende a se tornar uma péssima mãe, confundindo-se com dela.

Pai é a mesma coisa, quer os brinquedos dele. Compra um videogame para o filho, mas não o deixa brincar, fica disputando o brinquedo como fazia com o seu irmão na sua infância. Muitos pais morrem de ciúmes do filho recém-nascido se queixando com as esposas que elas não lhes dão a devida atenção. Muitos ainda querem seus carros importados e não se ligam nos problemas financeiros de suas famílias. Foram mimados quando criança e, por isso, a dificuldade de lidarem com as suas frustrações, não aceitando a realidade.

Outros reagem à frustração de forma irada, aos gritos. Em muitos casos uma explosão de ira provocada por um motivo aparentemente banal pode ter suas raízes num passado remoto. Na maioria das vezes esse grito pode ser um grito contido que quando criança teve que engolir diante de um pai autoritário e castrador em sua infância.
Desta forma, feridas abertas na infância podem deixar marcas profundas e criar distorções em nossa personalidade.

Portanto, para gerar comportamentos saudáveis é preciso tratar dessa ferida conversando com a ”criança interior” que existe em todos nós, através da regressão de memória.

Dr. Eric Berne dizia: “Os pais deliberada ou inconscientemente ensinam a seus filhos desde o nascimento como se comportar, pensar, sentir e perceber. Libertar-se destas influências não é algo fácil. Grande parte do que é ensinado na família tem caráter opressivo. Estes ensinamentos impostos às crianças é que eu denomino de treinamento básico de vida, que inclui um ataque sistemático, uma castração dos três potenciais humanos primários: intimidade, consciência e espontaneidade”.

Concordo e assino embaixo a respeito das declarações do psiquiatra canadense acima referidas. Realmente, os pais têm uma forte influência na personalidade da criança; porém, trazemos o nosso caráter, a nossa personalidade de vidas passadas de acordo com a visão reencarnacionista.

Numa ocasião, um paciente, delegado da polícia federal, me confidenciou: “Sabe, Osvaldo, o que vou falar me constrange e é algo que me incomoda desde quando era criança. Nunca concordei com as atitudes de meus pais e irmãos. Todos roubavam e me obrigavam a fazer o mesmo, mas eu me recusava a fazer o que eles queriam. Até hoje eles me criticam pela minha atitude ética e o meu relacionamento com os meus familiares piorou ainda mais pelo fato de ter me tornado um policial”.

Por outro lado, outro paciente, um rapaz de 22 anos, me procurou por ter também problemas de relacionamento com os pais. Filho do meio de cinco irmãos teve uma boa educação, carinho e sentido de limites por parte dos pais. Tinha tudo para ser uma pessoa bem sucedida. Não obstante, nunca quis saber de estudar e gostava de se envolver com traficantes de drogas, assaltantes de carros, etc. O próprio paciente reconheceu que seus pais não tiveram nenhuma responsabilidade por suas inclinações negativas. Por isso, queria entender o porquê dessas inclinações dentro da TRE.

A Análise Transacional, a AT, como uma psicologia tradicional, que lida apenas com essa vida, realmente não explica de forma convincente o porquê das atitudes desses dois pacientes.
Por outro lado, não há como negar que os nossos pais, o meio ambiente em que fomos criados, os fatos ocorridos quando estávamos no útero materno e em nossa infância, reforçaram – e muito – as inclinações, tanto negativas como positivas, que trazemos de vidas passadas.

Desta forma, uma coisa não exclui outra. As duas terapias (TRE e AT) se completam e são muito importantes para um melhor entendimento do homem, esse ser complexo e desconhecido.
A ciência e a tecnologia tiveram grandes avanços, mas a ciência do homem, do comportamento, ainda se encontra na fase pré-embrionária, não explicando de forma convincente como ocorre o processo de mudança, de cura terapêutica nos vários distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos de causa desconhecida, comportamentais e de relacionamento interpessoal.
Muitos pacientes foram beneficiados num curto espaço de tempo ao se submeterem à Terapia Regressiva Evolutiva(TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual. Mas, honestamente falando, sou incapaz de explicar o mecanismo exato de como ocorreu a cura na vida desses pacientes. Evidentemente, ainda demanda muita pesquisa para uma melhor compreensão de como ocorre o processo de cura terapêutica.
Mas não tenho dúvida alguma em afirmar que a TRE e a AT nos fornecem subsídios importantes para entendermos e melhorarmos a forma de nos relacionarmos com os pais, irmãos, cônjuges, amigos, chefes, colegas de trabalho, etc..
Nos próximos artigos, irei abordar de maneira detalhada as estruturas internas que compõem o nosso mundo interior, isto é, a nossa personalidade dentro da ótica da Análise Transacional.

 

Caso Clínico:
Brigas constantes com a esposa
Homem de 32 anos, casado, um filho de 2 anos.


Veio ao meu consultório por conta de suas brigas constantes com sua esposa. Dizia ser muito impaciente, estourado, nervoso. Queria entender o motivo de ser tão explosivo e impaciente.
Segundo o relato do paciente, seu temperamento explosivo, aliado ao ciúme que sentia pelo filho de 2 anos é que estavam desencadeando suas frequentes brigas com a esposa a ponto dela querer separar-se dele. Embora fosse filho adotivo, nunca faltou amor por parte dos pais adotivos. Mas, desde criança, as coisas tinham que ser do seu jeito. Costumava entrar em depressão, pois sempre teve dificuldade de ouvir um não, de suportar uma frustração. Não gostava de ser contrariado.

Ao regredir, o paciente se viu com 4 anos de idade, pele morena, cabelos lisos e claros. Sentia-se revoltado pelo fato dos tios darem mais atenção ao seu pai do que para ele. Reagia também com raiva por se sentir rejeitado. Ficava agitado, nervoso e inquieto. Viu-se brincando sozinho, pois não tinha amigos na rua onde morava. Por isso, tinha que conviver com pessoas mais velhas. Sentia tristeza, solidão, queria muito ter amigos de sua idade.
O paciente me disse: – Não me vejo brincando com crianças de minha idade, convivo só com pessoas mais velhas… Vejo uma prima bem mais velha comentando para meus pais adotivos que iria adotar uma criança, mas ao ver o meu jeito inquieto e nervoso, acabou desistindo. Eu me sinto culpado e acabo me afastando de todos, sentindo-me mais sozinho ainda.

Em seguida, pedi para que o paciente avançasse na regressão para a fase de sua adolescência: – Continuo me sentindo sozinho. Perdi muito amigos e me sinto menosprezado. Sempre termino com as minhas namoradas, até que conheci minha atual esposa. Foi paixão à primeira vista. Eu podia ficar longe de todos, mas não dela. Acabamos casando e cinco anos depois tivemos o nosso filho.

Meu filho sempre tomava o nosso tempo. Aí eu fiquei estressado, vieram as discussões. Ele me atrapalhava, pois não podia sair com a minha esposa, assistir TV juntos, ir ao restaurante, sempre tínhamos que dar atenção ao nosso filho. Isso me magoava muito, ia guardando mágoas, ficava chateado, angustiado, com raiva, nervoso e impaciente.

Estava me sentindo muito pressionado, triste. Meu filho me afastava de minha esposa e o culpava por isso. Eu pensava: – Criança é nova, tem toda a energia do mundo, o que não ocorre com os idosos. Eles, sim, merecem mais atenção.
Eu o interpelei dizendo: – Da mesma forma que os idosos, as crianças também necessitam de atenção, apoio e ajuda. E o seu filho tem apenas 2 anos. O paciente então me respondeu: – Mas o problema é que não o vejo como criança. Quando meu filho quer brincar comigo eu fico bastante constrangido, não sei lidar com ele, tenho vontade de sair correndo. Fico com muita vergonha, eu me censuro porque sinto e ajo como se tivesse menos idade. Não consigo pegá-lo no colo, brincar com ele, também não tenho muita paciência.

Antes de encerrarmos a sessão, eu lhe disse: – Você sofre de Síndrome de Peter Pan (personagem de desenho animado de Walt Disney que não queria crescer, se tornar adulto).

Faltou em sua infância conviver com crianças de sua idade. Daí hoje o seu constrangimento, sua inibição de brincar com seu filho.

Expliquei-lhe que era natural se frustrar com frequência diante de uma negativa, pois ele não havia aprendido a ouvir um não (seu limite de tolerância à frustração era muito baixo).

Era necessário, portanto, diminuir seu orgulho, desenvolver a humildade e conversar mais com sua criança interior. É o que fizemos nas sessões posteriores, alternando com a hipnoterapia, incutindo em seu subconsciente palavras e frases afirmativas de autoconfiança, paciência, tolerância, equilíbrio, compreensão e atitudes adultas.

Gradativamente, no decorrer do processo terapêutico, o paciente foi se permitindo brincar com o seu filho, pegá-lo no colo, dialogar mais com as pessoas – principalmente com sua esposa – ao invés dos comportamentos explosivos e agressivos. Após 10 sessões de regressão, demos por encerrado de forma positiva o nosso trabalho.

 

 

 

Deixe que a vida siga o seu curso natural

Você confia na vida? Deixa ser conduzido por ela? Ou a vê como uma inimiga, fica sempre esperando pelo pior, pois não confia nela.
Para muitos, ser otimista é sempre esperar que coisas boas aconteçam em suas vidas, é ser uma pessoa positiva, pensar positivamente.

A minha visão de otimismo é um pouco diferente. Para mim uma pessoa otimista é aquela que vê o ótimo em tudo, ou seja, mesmo diante de acontecimentos dolorosos, ainda assim, consegue extrair uma lição, um aprendizado, não perde a fé na vida. Já o pessimista, é o inverso: mesmo diante do belo, dos acontecimentos positivos, consegue extrair, ver sempre o negativo, o ruim, desprezando o lado positivo da vida. Não está, portanto, aberto, receptivo para tirar uma lição, um aprendizado em suas experiências de vida.

Ao abrir a janela num dia ensolarado, céu azul e límpido, ao olhar uma roseira em seu jardim, o pessimista só vê os espinhos, não se permite ver a tonalidade das cores, a maciez das pétalas, o encanto, a beleza da natureza, o brilho das estrelas, a luz do vaga-lume, o cantar dos pássaros, o murmúrio da cachoeira, a água límpida, pura, cristalina da correnteza dos rios, o cheiro da terra úmida, o orvalho da manhã, o sorriso de uma criança.
Um amigo meu, pessimista, traduzia sua vida numa anedota contando que no final do túnel via uma luz e, ao se aproximar dela, para sua surpresa, viu que na verdade eram os faróis de um trem chegando a todo vapor em sua direção.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão (nesta terapia, é o mentor espiritual – ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual – que conduz a sessão de regressão, e o meu papel como terapeuta é procurar abrir o canal de comunicação para que o mentor de cada paciente possa orientá-lo melhor acerca de seus problemas e a sua resolução) cheguei à conclusão de que a perfeição existe em toda obra da criação. Ou seja, tudo acontece da maneira e na hora certa para o nosso melhor. Se algo nos parece errado é porque nos faltam os elementos necessários para entender as causas que geraram determinados acontecimentos em nossas vidas. Em outras palavras, enxergamos a Vida por meio da “fresta de uma fechadura”.

Nesta terapia, com os mentores espirituais dos pacientes, compreendi que seja o que for que nos esteja reservado para o futuro, somos protegidos pela Vida e por amigos espirituais, mesmo que a gente não os veja no nosso dia-a-dia. Mas, para que possam nos ajudar mais é preciso conectar-se com eles, indo de acordo com uma das Leis Universais – a Lei da Afinidade – orando, meditando e cultivando o sentimento de gratidão pelo nosso Criador e pela Espiritualidade (mentor espiritual, amigos espirituais, parentes desencarnados, etc.).
É preciso também que estejamos atentos, antenados, com humildade e flexibilidade para percebermos os toques que eles nos dão e, com isso, mudarmos a nossa maneira de ver e agir.

Certa ocasião, no final do tratamento, a paciente me entregou um vaso com uma muda de bambu dizendo que era presente de seu mentor espiritual.
Surpreso e, ao mesmo tempo, honrado com o presente, agradeci de coração à paciente. Depois que ela foi embora, pude compreender o toque que o mentor espiritual dela me deu presenteando-me com a muda de bambu. Essa planta é conhecida pela sua resistência, flexibilidade em se moldar de acordo com a força do vento. Por se envergar diante do vento, ela não se quebra.
Portanto, o recado que o mentor espiritual da paciente me deu por meio desse presente foi que eu precisava ser mais flexível diante da vida.

Flexibilidade é o que diferencia a teimosia da persistência. Teimosia é persistir nos mesmos erros e não parar para refletir o porquê de não estar dando certo. Ser teimoso é usar a mesma chave sem perceber que o miolo da fechadura foi trocado. Por outro lado, ser persistente é ter flexibilidade de parar para refletir quando algo não dá certo. Ou seja, se tudo que você fez até agora não deu certo, é preciso ter humildade e rever o porquê das coisas não darem certo em sua vida. Obviamente, uma pessoa teimosa nunca costuma admitir que é teimosa, mas, sim “persistente”, “determinada” e, com isso, não se permite mudar. Quer controlar tudo, não deixa que a vida a conduza por não confiar nela, resiste, quer continuar na mesmice. Com isso, cedo ou tarde colherá a dor da desilusão.

Caso Clínico:
Mulher de 58 anos, separada, 2 filhos.
Medo do sucesso.

Veio ao meu consultório querendo entender por que ficava procrastinando, não conseguia soltar sua criatividade em seu trabalho como profissional autônoma e, com isso, ficava empacada, bloqueada, pois tinha medo do sucesso. Sofria também de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) – compulsão de guardar, empilhar as coisas que achava, acreditava que um dia iria utilizá-las. O outro motivo que a trouxe em meu consultório era entender o porquê de sua mãe ter sido autoritária, possessiva e rígida com ela. Na infância, tinha muito medo dela porque era muito severa e batia nela.

Quando sua mãe foi internada no hospital, sua tia que a criou perguntou-lhe se queria vê-la, mas a paciente não quis. Logo depois, ela veio a falecer.
Após ter passado por 8 sessões de regressão, na 9ª sessão, ao regredir, a paciente me relatou: “Vejo pessoas sentadas em bancos estudando, lendo. É um jardim bem amplo, claro, muito bonito. Homens e mulheres estão vestidos de branco, descalços. Uns ficam lendo, outros caminham, conversando. Tem sol, é bem claro, parece ser no plano espiritual. Estou nesse jardim também vestida de branco, uso um roupão branco (é a vestimenta usual do Astral Superior)”.

- Veja se vem alguém conversar com você nesse lugar? – Peço à paciente.
“Uma mulher está se aproximando de mim, mas não sei quem é”.

- Como que ela é? – Pergunto à paciente.
” Ela usa um vestido branco, saia rodada. É uma pessoa de idade, parou para falar comigo”. (Pausa).

- Escute o que ela lhe diz?(a comunicação com os espíritos desencarnados sempre ocorre de forma intuitiva, em pensamento).
” Ela me abraça… Acho que é a minha mãe (quando sua mãe faleceu a paciente tinha 10 anos e me disse que não se lembrava muito da aparência física dela).
Ela me abraça apertado, chora, pede perdão pelo tratamento dado a mim, pela rigidez, intolerância; achava que estava fazendo o melhor”.

- Como você se sente? – Pergunto à paciente.
” Eu me sinto aliviada, digo à minha mãe que já passou, que não tem nada que pedir perdão. Ela me diz que fica feliz … Agora, ela está indo embora”.

- Como você se sente revendo sua mãe? – Pergunto à paciente.
” Eu me sinto feliz, aliviada e mais tranquila”.

- Veja se vem mais alguém conversar com você nesse plano? – Peço à paciente.
” Tem um homem de barba, alto, de idade, magro. Ele me mostra um livro, que está em suas mãos. Diz que a sabedoria que está nesse livro, está também dentro de mim, que é só buscá-la dentro de mim mesma. Diz ainda que estou no caminho certo”.

- Pergunte quem é ele? – Peço novamente à paciente.
” Fala que é o meu mentor espiritual, que é uma ponte para o meu Eu Superior (alma, espírito).
Revela que não tenho mais medo do sucesso, que agora estou pronta para executar as tarefas que me propus no lado profissional, e que posso contar sempre com a ajuda dele e dos amigos espirituais que me guiam pelo caminho que eu quiser trilhar. Pede para eu colocar em prática o conhecimento que possuo, pois a porta está aberta”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer de sua mãe? – Peço à paciente.
” Diz que está resolvido, o reencontro entre nós solucionou as nossas pendências, pois conseguimos nos perdoar.
Pede para eu mostrar o meu trabalho, confiar no que faço porque se não mostrar ninguém pode avaliar o meu talento. Reafirma que as pessoas têm que conhecer o meu trabalho. Não adianta ficar escondida, produzir as coisas só para mim. Pede também para não ficar acumulando, guardando objetos, coisas que não têm mais utilidade, pois tudo vai fluir a partir do momento que eu soltar, deixar circular, não guardar comigo. Afirma que isso é em relação a tudo em minha vida, é para não reter nada, liberar, produzir, criar coisas novas. Diz que minha criatividade no trabalho só vai fluir se eu soltar, não segurar as coisas produzidas, deixar fluir sempre com desprendimento, sem apego para que a Vida siga o seu curso natural.
Diz ainda: “Vá em frente fazendo as coisas correta e adequadamente. Agindo assim, você vai obter o que deseja. Confia na Vida, solta, desprenda!”.

Na sessão seguinte (10ª e última), a paciente me disse que teve um insight, uma compreensão de que estava repetindo, reproduzindo sem saber a rigidez e o autoritarismo de sua mãe em sua vida e, por conta disso, resolveu seguir, colocar em prática as orientações de seu mentor espiritual fazendo uma faxina externa (jogou fora todos os objetos, pertences que estava empilhando, que não servia mais, pois percebeu que não fazia mais sentido guardá-los) e, principalmente, uma faxina interna, soltando seus medos, mudando de atitude em relação a si e em relação à vida confiando, entregando ao Universo suas preocupações.

Percebeu também que após ter conversado com o seu mentor espiritual soltou um peso enorme em suas costas, seu trabalho começou a fluir, e mesmo em relação aos seus dois filhos (quando se encontravam brigavam muito) houve uma melhora significativa, pois estavam conseguindo conversar, dialogar, sem brigas.

 

 

 

 

A eficácia da fé na cura da alma

“A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega”.
Albert Einstein.

Na folha de S. Paulo do dia 29/04/2010 saiu uma matéria cujo título era “Religiosidade protege coração”. A matéria relatava dois estudos internacionais que indicavam que a religiosidade protege o ser humano de problemas cardíacos e de doenças como hipertensão.

O primeiro estudo foi feito por médicos norte-americanos que acompanharam por 30 anos a saúde cardiovascular de 6500 adultos e constataram menor número de mortes por doenças do coração entre os que seguiam alguma religião.
O segundo estudo foi realizado pela Universidade de Duke (USA) com 3963 pessoas e concluiu que a leitura de textos religiosos, a prática de oração ou a participação em cultos reduziu em 40% o risco de a pessoa desenvolver hipertensão.

Portanto, o estudo concluiu que a crença num Ser Supremo deixa a pessoa mais tranquila e confiante, diminui a produção dos hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol e, com isso, leva a queda na frequência cardíaca e na pressão arterial. Em outros estudos, médicos norte-americanos também têm dedicado especial atenção às influências positivas que a experiência religiosa pode exercer na recuperação de enfermos hospitalizados.

Com base em todos esses resultados, a Sociedade de Cardiologia de São Paulo incluiu, pela primeira vez, a relação entre Espiritualidade e Saúde como tema de Congresso. Na Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra, coordenou a cadeira de Medicina e Espiritualidade.

O famoso psiquiatra, criador da Bioenergética, discípulo de Reich, notável por sua seriedade e postura científica, Alexandre Lowen, em sua obra: “O corpo em depressão – As bases biológicas da fé e da realidade”, assim escreveu: “Os psiquiatras geralmente não pensam em termos religiosos, e eu, em especial, relutava muito em fazer isso. Teria evitado a palavra fé se ela não tivesse surgido espontaneamente durante meu estudo da natureza da depressão. Fui forçado à conclusão de que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. Quando ocorre uma perda de fé, as pessoas parecem perder também o desejo e o impulso de se lançarem na vida, de procurarem suas extensões, e de lutar. Acredito que pouco importa que Deus as pessoas venerem, que crenças tenham, mas o que importa é a sua fé profunda. A pessoa que não tem fé, não pode amar, e a pessoa que não pode amar, não tem fé. As pessoas fortes têm fé e as pessoas que têm fé são fortes. Tanto para a sociedade, como para o indivíduo, a fé é a força que sustenta a vida e a faz movimentar-se para frente e para cima. Nossa única salvação está na fé”.

Portanto, aos poucos, vem se formatando um novo paradigma que traz uma nova medicina, não apenas organicista, fisicista, mas abrangendo também os aspectos mentais, emocionais e espirituais do ser humano integral (mente, corpo e espírito).
Na antiguidade, havia uma estreita relação entre a medicina e a religião. Tempos depois, houve uma ruptura desses dois segmentos, pois a medicina estruturou-se em conceitos puramente organicista, materialista, recusando-se a levar em conta a realidade espiritual do ser humano.

Por isso, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) – abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, tem como objetivo unir a ciência psicológica e a espiritualidade.

Na minha prática clínica, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão de memória, constatei que 90% dos problemas de meus pacientes têm como origem uma causa espiritual (obsessão espiritual), e apenas em 10% dos casos a origem é de ordem psicológica.
Nesta terapia, é frequente o paciente se curar da enfermidade de sua alma, a obsessão espiritual, após fazer a oração do perdão para que o seu obsessor espiritual busque o caminho da luz.

Desta forma, como terapeuta da alma, prescrevo sempre ao paciente que sofre de uma interferência espiritual obsessora a oração do perdão para que ambos, obsessor e obsidiado, possam se reconciliar por meio do amor e do perdão, e se libertem definitivamente das amarras do passado.

Portanto, nesta terapia, a fé é imprescindível para o êxito do tratamento. Sendo assim, ela é contraindicada aos pacientes que não têm fé, que são céticos, incrédulos acerca da espiritualidade (plano espiritual, reencarnação, leis universais, carma, etc.), pois não vão se entregar nessa terapia. Aplica-se aqui a máxima secular: “A dúvida é a inimiga da fé”.
Santo Ignácio de Loyola (Jesuíta da Companhia de Jesus) dizia: “Aos que creem, nenhuma palavra é preciso; aos que não creem, nenhuma palavra é possível”.

A fé é uma conquista interior; portanto, é intransferível, não pode ser explicada e ensinada, mas pode ser vivenciada. Por isso, o meu objetivo como terapeuta não é doutrinar o paciente a acreditar nas forças invisíveis, na reencarnação, lei do retorno, mas convidá-lo a passar pela experiência da regressão de memória e, após isso, tirar suas próprias conclusões, pois a fé só se torna certeza através da vivência.

 

 

Caso Clínico:
Por que não consigo sair de meu casamento, embora seja infeliz?
Mulher de 30 anos, casada.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não conseguia sair de seu casamento, embora fosse infeliz, pois não tinha coragem de se separar do marido. Conheceu um homem pela Internet, encontraram-se, foi amor à primeira vista, mas ele também era casado, infeliz em seu casamento, e não conseguia se separar da esposa.
Apesar dos dois terem tentado parar de se comunicar pela Internet, não conseguiram pela afinidade grande que havia entre eles. Estava muito angustiada e insegura, pois havia combinado com ele em se encontrar nos EUA, onde o mesmo residia.

Além do impasse que a impedia de definir sua vida afetiva, a paciente tinha também muito medo de ficar sozinha. Era esse o motivo maior de sua angústia e insegurança, pois teria que viajar sozinha, para um país estranho. O outro motivo que a trouxe em meu consultório era o seu relacionamento familiar, pois não se sentia amada pela sua mãe e irmãos. Por mais que agradecesse à sua família, não era correspondida. Queria entender também qual era o seu caminho espiritual, porque não se encontrava em nenhuma religião.

Após passar por 4 sessões de regressão, na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: “A impressão é que vejo um castelo da era medieval, estou escondida, próximo dessa construção. Vejo homens a cavalo, que passam por mim… conheço um deles, me viu escondida. Esses cavaleiros estão atrás de mim, e esse homem, apesar de estar com eles, não tem raiva de mim; pelo contrário, está preocupado comigo.
Eu corro no sentido contrário, em direção à floresta; esses soldados são inimigos de minha tribo, sou uma índia nessa vida passada. (pausa). O soldado que me viu, eu o reconheço, é o meu amante da vida atual. Ele entra na floresta e me encontra, somos apaixonados. Ele me diz que guerra é guerra, mas que não quer que aconteça nada comigo. Ele, como soldado, está para matar a minha tribo. Sinto muita tristeza porque estamos em lados opostos. Digo para ele que também vou matar, que não vou ter piedade. Choramos juntos!
A gente se despede, desço a colina, olho para trás pela última vez, e dou as costas para ele. Ele fica parado, queria que eu ficasse com ele, mas digo que o meu povo está em primeiro plano. Ele fica decepcionado, com o coração partido pela minha decisão, e vai embora também. Morro numa das batalhas, mas ele sobreviveu, e acabou voltando para sua terra, profundamente amargurado”.

- Veja o que acontece com você após sua morte? – Peço à paciente.
“Vejo-o agora com mais idade, ainda pensando em mim com muita saudade. Estou perto dele, em espírito; ele pensa que o povo dele é mais sábio, tento falar que somos todos seres humanos, que nenhum povo é superior ou inferior, mas alguém me puxa e me diz: “Dê um tempo!
É um índio… é o meu pai dessa vida passada, e também o meu mentor espiritual. Ele me pega pelas mãos, nos afastamos e sentamos por perto.
O meu mentor espiritual me explica que a fruta precisa amadurecer ao seu tempo, não adianta forçar para que ela amadureça, e que eu precisava entender isso.
Sinto tristeza por não poder fazer nada pelo homem que eu amo, me sinto impotente. Sinto também um profundo respeito e amor pelo meu mentor espiritual.
Ele era o pajé da tribo, pede para me manter firme e tranquila, olhar a natureza, que ela é sábia, e que tudo flui na hora certa. Diz que a vida é sábia, mas que a gente precisa guerrear também, que precisamos ter coragem, não desistir de viver, e cultivar a paciência”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual por que você não consegue sair desse casamento?
“Diz que é um resgate, uma dívida de meu passado, que preciso amar com equilíbrio e me perdoar. Assim, vou me libertar. Fala também que não existe erro, mas aprendizado. Ele sorri e me abraça carinhosamente”.

- Pergunte qual o motivo do reencontro com o seu amante da vida atual?
“Diz que é permissão de Deus, que pedi muito no astral, e que tenho mérito para isso. Fala para eu viajar para os EUA com o pensamento de que vou aprender mais, ir com equilíbrio porque ele vai me acompanhar nessa viagem. Por isso, não há motivo para temer, pois estou buscando a minha felicidade. Revela que não há como fugir desse reencontro, que terei grandes e boas surpresas nessa viagem. Mas que é para eu me abrir para o novo e aprender.
Diz que o medo que tenho de ficar sozinha é pela minha falta de fé, que os amigos espirituais estão sempre do meu lado, e que todos estão trabalhando para que eu me fortaleça. Diz também que o medo de ficar sozinha vem de uma vida passada em que morri sozinha numa masmorra, mas isso é passado, que não mais me afetará.

Em relação ao meu caminho espiritual, fala que vou ainda fazer muitas coisas boas, vou poder ajudar muita gente, mas que não preciso de uma religião, basta ter amor no coração. Fala ainda que a minha vida parece estar toda bagunçada porque é tempo de mudança e que a mão de Deus está ajeitando-a; por isso, pede para confiar em mim e no meu coração. Afirma que a espiritualidade está sempre comigo, que é para voltar às minhas origens como índia, ou seja, apenas crer.

Em relação à minha família (mãe e irmãos), esclarece que são dívidas do meu passado, e que às vezes é preciso ter uma pessoa endurecida do nosso lado para perdermos um pouco de nossa ingenuidade, mas um dia vou ainda entender melhor a minha mãe. Diz também: “Você nasceu numa família bastante diferente porque o seu espírito aceitou, foi uma condição que o seu espírito aceitou”.

Ele se despede de mim, me dá um beijo na testa, reafirma que está sempre comigo, e agradece ao senhor pela oportunidade que ele teve nessa terapia de se manifestar para me orientar”.

A Organização Mundial da Saúde já reconhece a Obsessão Espiritual

Muitas pessoas me mandam e-mails questionando em que base científica a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual, criada por mim em 2006, fundamenta-se ao defender a tese de que a Obsessão Espiritual, como enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada, pois se não for a causa primária do(s) problema(s) do paciente, é sempre um fator secundário, portanto, agravante nos transtornos de humor (depressão, transtorno bipolar), transtornos de ansiedade (síndrome do pânico, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo – TOC, ansiedade generalizada), distúrbios psiquiátricos graves (esquizofrenia, psicoses), doenças orgânicas de causa desconhecida pela medicina, disfunção sexual (impotência, frigidez, perda da libido, falta de orgasmo, etc.), dificuldades financeira/profissional e problemas de relacionamento interpessoal.

Quero ressaltar que essa terapia, como um novo método terapêutico de autoconhecimento e cura, que busca agregar a ciência psicológica e a espiritualidade, não partiu de nenhum pressuposto teórico, mas da observação sistemática das experiências de meus pacientes em mais de 20.000 sessões de regressão de memória, as quais conduzi em meu consultório.

Essa terapia é independente, desvinculada de quaisquer instituição, religião, seitas ou grupos, pois quando o ser humano se apega exclusivamente a algo, limita-se, tende a cercear sua liberdade de pensamento como ser espiritual em evolução.

Por isso, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, assim denominei por três motivos:

1º) É regressiva porque a regressão de memória é o seu instrumento principal de autoconhecimento e cura;

2º) É evolutiva porque colabora na evolução espiritual do paciente, ou seja, através de seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), o paciente saberá a causa de seu(s) problema(s) e sua resolução, bem como se está ou não cumprindo sua missão de vida e suas aprendizagens. Portanto, se o paciente estiver se desvirtuando de seu caminho, terá a grande oportunidade de saber, através dessa terapia, qual o seu verdadeiro caminho; caso contrário, irá desperdiçar essa encarnação;

3º) É evolutiva também porque é uma terapia progressista, em constante evolução, aperfeiçoamento em seu método terapêutico.

 

 

As pessoas que questionam em que base científica a TRE se fundamenta ao defender a tese da obsessão espiritual na etiologia (causa) do(s) problema(s) de meus pacientes, esclareço que essa doença da alma já é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A obsessão espiritual passou a ser conhecida pela OMS como “Estados de transe e possessão”, que é um item do CID – Código Internacional de Doenças – que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora na gênese da patologia do paciente.

O CID 10, item F.44.3 – define Estados de transe e possessão como “a perda temporária da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente”.

Entretanto, faço aqui uma pequena ressalva nessa definição, pois há três tipos de mediunidade, ou seja, há médiuns que ficam totalmente conscientes durante a incorporação de um ser espiritual; os que ficam semiconscientes e quando desincorporam lembram apenas de alguns fragmentos do que foi dito pelo espírito; e, por último, os que ficam totalmente inconscientes, e quando se desincorporam não lembram absolutamente de nada do que foi dito; perdem, portanto, a consciência do meio ambiente.

Portanto, no trecho final da definição “com a manutenção de consciência do meio ambiente”, faria uma pequena correção para “com a manutenção ou não da consciência do meio ambiente”.

O CID 10, item F.44.3 – Estados de transe e possessão, faz também uma distinção entre o estado de transe normal (mediúnico), que acontece por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por um distúrbio psiquiátrico.

Desta forma, uma pessoa que entra em transe mediúnico durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas, não é considerada doente.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos – nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou que popularmente se chama de loucura -, bem como na interferência de um ser desencarnado das trevas, a obsessão espiritual.

O manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM – V – alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura. Portanto, é preciso fazer um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.

Antes de 1998, a OMS definia saúde como “o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual. Mas, após essa data, passou a definir saúde como “o estado de completo bem estar do ser humano integral: biológico, psicológico, social e espiritual”.
Quero esclarecer também que a TRE – A Terapia do Mentor Espiritual foi criada não para substituir a medicina, mas, sim, complementá-la.

Melhor explicando: a medicina cuida do corpo físico e a TRE do corpo sutil, da alma, do espírito. Por isso, que escrevi também um artigo em meu site, cujo título é “Terapia médica e Terapia espiritual: Por que dividir se podemos somar?”

Essa é a minha esperança, que as duas possam um dia caminhar lado a lado, formando uma parceria e quem sai ganhando é a população.

Caso Clínico:
Medo de amar e ser abandonado
Homem de 36 anos, solteiro

O paciente veio em meu consultório dizendo que estava muito deprimido, cansado da vida. Disse também que sempre quis constituir uma família, ter filhos. Foi criado pelos avós, pois seus pais tinham ido embora, foram para EUA tentar uma vida melhor, disseram que voltariam, mas isso não aconteceu.

Seu avô era muito austero e agressivo, sempre o deixava de castigo, qualquer coisa que o neto fizesse ficava zangado, e a avó sofria de Alzheimer. Aos 9 anos se sentia só, um grande vazio. Sua avó faleceu e então sua vida se agravou, pois seu avô ficou pior, começou a beber e ficou mais agressivo.

Saiu de casa aos 11 anos e foi para a rua, apanhou muito, passou fome, e embora nunca tenha se drogado, bebia cachaça para matar a fome que consumia seu corpo já debilitado. Conheceu uma senhora que era dona de um bar, ela lhe deu emprego, e ele passou a fazer a faxina do bar, lavava banheiro; não reclamava, pois durante os dois anos que passou na rua sem ter o que comer, uma cama já era muito bom.

O nome da dona do bar era Áurea, Dona Áurea, ela o colocou na escola do município, aprendeu então a ler, escrever. Dona Áurea tinha um filho que morava na Europa e trabalhava em uma multinacional francesa. Ela conseguiu por meio do filho que o paciente entrasse nessa empresa como Office boy e hoje ele é um dos diretores dessa companhia.

Mas o motivo que o trouxe ao meu consultório foi assim relatado por ele: – Apesar do sucesso profissional e financeiro que conquistei com muito sacrifício, sou muito fechado, mas me considero uma pessoa boa. Dona Áurea faleceu há 3 anos, ela foi uma pessoa, a única, diga-se de passagem, que cuidou de mim, pois fui criado pelo mundo. As mulheres acham que não tenho sentimento, que pareço ser uma pessoa fria, mas não sou. Na verdade, tenho muito medo de ser abandonado, de amar e ser posto de lado. Tentei entrar em contato com meus pais que moram nos EUA, porém, sem sucesso; sei que tenho irmãos, mas não consegui até agora encontrá-los. Não consigo entender o porquê de tudo isso ter acontecido em minha vida.

Conheci pessoas que vieram aqui em seu consultório para fazer regressão de memória e descobriram que foram ruins, que fizeram mal para alguém numa vida passada, mas sinto que no meu caso não é isso. Não estou dizendo que sou santo, que não tenho falhas. Sinto apenas que não é isso.
Após passar por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão o paciente me relatou: – Vejo uma casa branca de madeira, grande, cercada de árvores. Há uma mulher em uma cadeira de balanço, parece que está costurando. Também vejo quatro crianças brincando. (pausa).
Prossiga na cena – Peço ao paciente.

- Ando pelo lugar, tudo é muito limpo, bonito, há muitos empregados na casa, subo a escada interna da casa, vejo um homem sentado em um escritório, parece que é um advogado… Não, na verdade, ele é um Juiz de Direito e está trabalhando em um caso. Chego mais perto (paciente participa nessa sessão como espectador) e vejo que ele está decidindo uma causa, parece que está muito nervoso… Sua esposa chega e ele disfarça o nervosismo; eles descem, vão para uma mesa que fica no jardim da casa, e todos vão almoçar. Essa cena é de uma vida passada. (pausa).

Eu sou esse juiz, estou muito preocupado, pois está em minhas mãos um caso de família, onde irei julgar um homem que maltrata muito seus filhos e esposa. Ele batia tanto em seus filhos que um deles ficou surdo; por isso, por ele ser violento, a esposa morria de medo dele; desta forma, como juiz, tinha que dar um fim nesse caso. Porém, esse homem não era qualquer um, ele era um professor muito conhecido e renomado na cidade, e o que ocorria dentro da casa dele só chegou ao meu conhecimento quando um dos meus filhos o viu espancando sua esposa. Acabei investigando, e o caso então veio a público.

É claro que a sentença não iria ser favorável para aquele pilantra, mas todos da comunidade estavam contra mim, diziam que não era da minha conta, pois era um problema familiar.

Eu não pensava assim, estava investido pelo Estado de proteger quem realmente precisasse, e aquela senhora iria morrer se não fizesse algo.

Dr. Osvaldo, nessa regressão, tudo parece tão nítido, o cheiro dos livros, as minhas roupas, as pessoas que eu converso…

- Prossiga na cena, peço-lhe.

- Vejo o dia do julgamento, e ele sendo condenado, a esposa abraçada com seus filhos; era uma mistura de choro com risos. Ele foi preso, porém, a minha vida profissional virou um inferno, até mesmo meus amigos juristas me deram as costas.
Avance na cena – Peço ao paciente.

- O tempo passou, agora me vejo em casa com cabelos grisalhos, minha esposa do meu lado. Recebo a noticia que o Sr. Afonso, o professor que espancava a esposa e filhos, havia se suicidado na cadeia. Veio a lembrança do que ele me falou no final do julgamento: – Excelência, um dia quando nos encontrarmos o senhor vai ver o quanto é bom se meter na vida dos outros, o senhor vai sofrer e muito…

Vejo agora aqui no consultório um vulto escuro (ser espiritual obsessor), mas não consigo identificar quem é…

-Tenha calma, concentre-se, você vê algo mais além desse vulto? – Pergunto ao paciente.

- Sim, vejo uma luz… Na verdade, um homem todo de azul claro, cabelos nos ombros. Ele afirma que é o meu mentor espiritual.

- O que ele lhe diz? – Indago o paciente.

- Diz que essa sombra (ser espiritual obsessor) só fez o que fez na minha vida atual porque no meu íntimo tinha dúvida a respeito do meu comportamento como juiz, pois não estava realmente convicto de que havia feito a coisa certa.

A sombra, Dr. Osvaldo, é o Afonso, o professor Afonso, ele disse que iria me fazer sofrer, e eu acreditei. Será que é isso? (paciente fala em prantos).

Eu estava fazendo o meu trabalho, dando o melhor de mim como Juiz nessa vida passada, como esse ser obsessor espiritual pode me prejudicar tanto na minha vida presente?
– O que mais seu mentor espiritual lhe diz? – Peço ao paciente.

- Diz que a partir do momento que aquelas palavras que o professor me disse não tiver mais força, ou seja, eu não der mais força, importância, todo o meu sofrimento e medo irão embora. Mas lhe indago: – e tudo o que passei na minha vida atual, como vou esquecer?

Ele me responde com uma voz bem tranquila: – o que passou serviu de crédito para você. Sua futura esposa já está pronta para vir e muito em breve, e após seu casamento, seu primeiro filho virá (nessa terapia, o mentor do paciente pode lhe fazer também uma progressão, ou seja, uma revelação futura, caso julgar que isso lhe será benéfico, útil). Você foi um homem honrado e continua sendo na vida presente.

- Agora, Dr. Osvaldo, vejo o meu mentor espiritual segurando a mão do professor Afonso e os dois prontos para ir em direção à Luz.

Antes, pergunte ao seu mentor espiritual qual o nome dele? – Peço ao paciente.

- Ele me respondeu:- Pedro Henrique, seu mentor, amigo e filho espiritual, tenho muito orgulho de você; agora que me conhece, basta pensar em mim, que sentirá a minha energia. Seja feliz, chegou a sua hora!

Ele foi embora, junto com o meu obsessor espiritual, disse o paciente emocionado.
Um ano e meio após o tratamento, recebi seu e-mail: – Querido Dr. Osvaldo,
É com muita alegria que escrevo para contar-lhe as boas novas. Conheci Raquel, dois meses depois que terminei o tratamento, casei em dezembro e acredito que ela está grávida de um menino.
Estou muito feliz, e todo o sofrimento que passei, a sensação de abandono, medo de amar, realmente não sinto mais.

Hoje, sou um homem completo, tenho uma família, um ótimo trabalho, estou indo para a França trabalhar, junto com a minha esposa. Quero agradecer a Deus, a sua equipe espiritual, ao meu mentor e também ao senhor, por ter tido toda a paciência do mundo comigo. Muito obrigado! Darei notícias sempre.

Um grande abraço,
De seu paciente.

 

 

Curso Presencial ou via Skype em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual

O que é a TRE?

É uma nova e breve abordagem terapêutica criada por mim, que busca unir a ciência psicológica com a espiritualidade.
Nesta terapia, é o (a) mentor (a) espiritual (ser desencarnado, diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) do paciente que descortina o seu “véu do esquecimento” do passado (barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia), seja desta (infância, nascimento e útero materno) ou de outras vidas, para que ele possa saber a causa de seu(s) problema(s), sua resolução, bem como suas aprendizagens necessárias e indispensáveis na encarnação atual.

 

PROGRAMA: Aulas quinzenais


Módulo 1 
 

Aula 1:

O que é a TRE e como ela surgiu?

A TRE, assim denominei, por cinco motivos.

TRE: Uma terapia de vanguarda, personalizada, feita sob medida para cada paciente.

Conversar com os Espíritos: Questão religiosa ou uma realidade espiritual?

Religião é diferente de Espiritualidade.

Duração: 2 horas

 

Aula 2:

Como você era no passado e como é hoje? (Traços de personalidades)

A ilusão dos rótulos, dos papéis sociais.

Para que serve a regressão de memória?

Visão relativista x visão absolutista da vida.

Quem é o mentor espiritual e como entrar em contato com ele?

Qual a diferença entre TVP (Terapia de Vida Passada) e TRE (Terapia Regressiva Evolutiva)?

Duração: 2 horas

 

Aula 3:

Os Seis perfis de pacientes que procuram a TRE:

  1. a) Regressão de memória;
  2. b) Regressão e Progressão de memória;
  3. c) Desobsessão espiritual;
  4. d) Fortalecimento da fé;
  5. e) O paciente passa pelas quatro experiências acima mencionadas;
  6. f) Não obtém resultado, pois ainda não está pronto (nesse caso, aplica-se a máxima secular hindu “Quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece”).

Duas condições básicas para que o paciente tenha êxito nessa terapia:

  1. a) Maturidade espiritual;
  2. b) Merecimento

As duas etapas do processo terapêutico em TRE:

  1. a) Conscientizadora;
  2. b) Transformadora e / ou Curadora

Há três grupos de resultados na TRE:

  1. a) Resultado imediato já durante o processo terapêutico;
  2. b) Resultado ocorre gradativamente após a terapia;
  3. c) Não há resultado (10% dos pacientes).

Todo processo de autoconhecimento é feito de três passos:

  1. a) Humildade;
  2. b) Não ter vergonha do que vai descobrir nessa terapia;
  3. c) Coragem

Duração: 2 horas

 

Aula 4:

O véu do esquecimento do passado (barreira da memória).

Três condições básicas para se descortinar o véu do esquecimento do passado(2º Kardec):

  1. a) Em algumas circunstâncias;
  2. b) Anuência do Espírito Superior (Mentor Espiritual)
  3. c) Objetivo útil.

As Leis Universais:

  1. a) Lei da Palingenesia (reencarnação);
  2. b) Lei da Causa e efeito (Carma);
  3. c) Lei da Afinidade;
  4. d) Lei do Esquecimento.

O Portal da Espiritualidade.

Indicações e contraindicações da TRE.

Duração: 2 horas

 

Módulo 2

Aula 1:

A reencarnação existe? Podemos prová-la cientificamente?

Desde a década de 50, muitos cientistas vêm pesquisando a tese da reencarnação de várias maneiras distintas:

1) Recordações espontâneas das vidas passadas;

2) Recordações induzidas pela regressão de memória;

3) Médiuns ou sensitivos que fazem captação;

4) Marcas de nascença em crianças e adultos;

5) Sonhos e/ou pesadelos recorrentes;

6) Déjà vu;

7) Meditação;

8) Impressões digitais ligadas à reencarnação;

9) Ressonância magnética com voluntários em regressão de memória;

10) Presença dos obsessores espirituais nas sessões de regressão;

11) Experiências de quase morte (E.Q.M);

12) Transcomunicação instrumental (T.C.I)

Duração: 2 horas

 

Aula 2:

O que é a hipnose?

Testes de sensibilidade hipnótica:

  1. a) Cruzar as mãos na nuca;
  2. b) Jogar o peso da mão contra a parede;
  3. c) Barco.

Os três níveis de aprofundamento hipnótico:

  1. a) Leve;
  2. b) Médio;
  3. c) Profundo.

As Ondas cerebrais:

  1. a) Beta (30 a 14 c/s)
  2. b) Alfa (13 a 8 c/s)
  3. c) Teta (7 a 4 c/s)
  4. d) Delta (3,5 a 0,05 c/s)

Mitos e verdades (perguntas e dúvidas mais comuns sobre hipnose e regressão de memória).

Formas de vivência regressiva (os cinco sentidos e o 6º sentido – intuição)

Como o paciente se comunica com os espíritos?(os cinco canais de comunicação e o 6º sentido)

Intuição – 6º sentido: O principal canal de comunicação na TRE.

Os três tipos de eventos que ocorrem na TRE:

  1. a) Recordações do passado (desta e/ou outras vidas);
  2. b) Presenças espirituais boas e/ou ruins;
  3. c) Misto.

Os cinco fatores que ocasionam os problemas do ser humano:

  1. a) Interno (Psicológico);
  2. b) Externo (Espiritual);
  3. c) Misto (Psico-Espiritual);
  4. d) Cármico;
  5. e) Acordo feito no Astral.

Participação do paciente na regressão de memória:

  1. a) Ativa;
  2. b) Passiva;
  3. c) Misto

Papéis que o paciente desempenha nesta e em outras vidas:

  1. a) Vítima;
  2. b) Algoz;
  3. c) Misto

Duração: 2 horas

 

Módulo 3

Aula 1:

Definição de obsessão espiritual, segundo Kardec;

Definição de saúde, segundo a O.M.S(Organização Mundial da Saúde):

Desde 1988, a OMS incluiu o bem estar espiritual como uma das definições de saúde ao lado dos aspectos físico, mental e social.

Estados de transe e possessão (nome científico da obsessão espiritual) – CID-10, item F44.3

Estado de transe mediúnico (psicofonia) e estado de transe patológico (psicose ou loucura).

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM – IV) da Associação Americana de Psiquiatria (AAP).

Diagnóstico Diferencial: Como distinguir um transe mediúnico de um transtorno psiquiátrico?

Sintomas clínicos mais comuns de uma obsessão espiritual.

O assédio espiritual e suas consequências.

As três categorias de espíritos:

  1. a) Amigos;
  2. b) Iludidos;
  3. c) Inimigos.

Duração: 2 horas

 

Aula 2:

As Seis formas de obsessão espiritual:

1) Desencarnado para encarnado;

2) Encarnado para desencarnado;

3) Desencarnado para desencarnado;

4) Obsessão recíproca;

5) Auto-obsessão;

6) Encarnado para encarnado.

O que é a mediunidade?

O valor da prece na cura da alma (Limpeza Espiritual dos 21 dias e Oração do Perdão).

Os ciclos da vida:

1) Vida intrauterina

2) O nascimento

3) A experiência da morte

4) O espaço entre vidas (intervalo entre vidas)

5) O plano astral:

  1. a) Superior;
  2. b) Intermediário;
  3. c) Inferior

Duração: 2 horas

 

Aula 3:

Terapia Médica e Terapia Espiritual: Por que dividir se podemos somar?

Doenças Orgânicas:

  1. a) Orgânicas propriamente ditas;
  2. b) Causa cármica;
  3. c) Causa espiritual (obsessão espiritual)

Desobsessão espiritual: Reconciliação, a única terapêutica.

O que é o Karma? (Karma = Neurose = Script)

Pacientes resistentes: como lidar com eles?

Três fatores que ocasionam as resistências:

  1. a) Interno (psicológico);
  2. b) Externo (espiritual);
  3. c) Misto (psicoespiritual)

A Ética na TRE.

O perfil do Terapeuta em TRE: como deve ser um terapeuta nesta abordagem?).

Duração: 2 horas

 

Módulo 4

Aula 1:

A entrevista de avaliação do paciente (anamnese)

Consultório Dr. Osvaldo Shimoda – Ficha de Cadastro do paciente (Modelo)

Preparação do ambiente de atendimento:

  1. a) Incenso;
  2. b) Prece;
  3. c) Agradecimento no encerramento do dia.

Explicar ao paciente as seis formas de vivências:

  1. a) Cinco sentidos físicos;
  2. b) Intuição (6º sentido)

Esclarecimentos do que o paciente deve observar durante e após a sessão de regressão.

Duração: 2 horas

 

Aula 2:

Explicar ao paciente as três possibilidades de acontecimentos na TRE:

  1. a) Recordar seu passado seja desta e/ou de vidas passadas;
  2. b) Presenças espirituais boas e/ou ruins;
  3. c) Mista.

A técnica da TRE (7 passos ):

1) Prece;

2) Relaxamento progressivo com fundo musical;

3) A escada;

4) O jardim;

5) O portão (Portal da Espiritualidade);

6) O retorno;

7) Finalização (situar o paciente no aqui e agora).

Cinco possibilidades de algo ocorrer após o paciente atravessar o portão (Portal).

Sugestões de perguntas na condução do processo regressivo.

A avaliação do tratamento pelo Mentor Espiritual:

  1. a) Encerramento;
  2. b) Prosseguimento imediato;
  3. c) Prosseguimento posterior;
  4. d) Prosseguimento depende do terapeuta e do paciente em comum acordo.

Tempo, intervalo de cada sessão e duração do tratamento.

Duração: 2 horas


Módulo 5

Tratamento com Dr.Osvaldo Shimoda (Entrevista + 3 sessões de regressão)


Módulo 6

Prova teórica – Duração: 2 horas 


Módulo 7

Prova prática (O aluno deverá trazer um paciente para aplicar a técnica da TRE sob a supervisão do Dr.Osvaldo Shimoda – Entrevista + 3 sessões de regressão).

 

Valor do investimento: R$ 7500,00 (reais).

Local do curso: Rua Luis Góis, 2068 – Saúde – São Paulo, Capital,

Próximo Metrô Santa Cruz (Consultório do Dr. Osvaldo Shimoda).

Telefone: (11) 5078.9051 ou 

E-mail: osvaldo.shimoda@uol.com.br

Obs.: Para alunos de outros Estados ou que residem no Exterior, o curso poderá ser realizado também via SKYPE (Vídeo conferência).

Skype: osvaldo.shimoda

Novos rumos à terapia

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psico-espiritual, busca agregar a ciência psicológica com a espiritualidade e, com isso, amplia enormemente a visão do paciente no seu modo de ver a vida e seus problemas, o que não ocorre com os enfoques tradicionais de psicoterapia que só trabalham com o limitado espaço de tempo entre o início e o fim dessa vida, desconsiderando a tese da reencarnação e, por conseguinte, a natureza espiritual do ser humano.

Sendo assim, os enfoques tradicionais de terapia ainda não reconhecem a TRE por acharem equivocadamente que os temas: reencarnação, plano espiritual, mentor espiritual e obsessor espiritual são assuntos de “caráter religioso” e, portanto, não científico. Quero informar que esses assuntos não são necessariamente de caráter religioso e, sim, de pesquisa científica desde 1950, aonde a reencarnação vem sendo estudado dentro de uma metodologia científica.

Dr. Ian Stevenson, por exemplo, renomado psiquiatra norte-americano, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia e sua equipe, pesquisaram mais de 3000 crianças em várias partes do mundo e selecionaram 20 crianças que recordavam espontaneamente suas vidas passadas. Assim, publicou o livro “20 Casos Sugestivos de Reencarnação”, que é mais um tratado científico do que um livro destinado ao público leigo.

Por conta do desconhecimento, preconceito, despreparo de nossa cultura ocidental em aceitar a natureza espiritual do ser humano, a TRE por ser uma terapia ainda nova, desenvolvida por mim em 2006, tem gerado em muitas pessoas dúvidas, temores infundados com relação à sua aplicação terapêutica, objetivo, e mesmo confusão, pois muitos acham que essa terapia é religiosa ou espírita.

Mas por que essa confusão?

Porque na TRE os pacientes conversam com os seus respectivos mentores espirituais (seres desencarnados, de elevada evolução espiritual responsáveis diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) e recebem suas sábias orientações acerca da causa e resolução de seus problemas, bem como os aprendizados necessários à sua evolução espiritual.

Ora, conversar com os espíritos não é privilégio exclusivo dos religiosos ou dos espíritas. Os índios, por exemplo, através de seus rituais entram em contato com os espíritos. Se você tomar o chá ayahuasca (na linguagem quécha, aya significa espírito ou ancestral, e huasca significa vinho ou chá) vai ter experiências extrafísicas interessantes (desdobramento, regressão às vidas passadas, contato com parentes desencarnados, anjos, mentores espirituais, progressão de memória, etc.) e, muitas vezes, curas de fobias, síndrome do pânico, depressão, ansiedade generalizada, vícios, etc.

Ressalto que esse chá não é alucinógeno como muitos ainda acreditam, pois após 18 anos de estudos, o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas do Brasil retirou em 23 de novembro de 2006 a Ayahuasca da lista de drogas alucinógenas definitivamente.

Quero esclarecer também aos leitores que a regressão de memória não é o fim em si dessa terapia, a TRE, mas um meio, um instrumento de autoconhecimento e cura.

Na verdade, o fim em si dessa terapia é ajudar o paciente não só a encontrar a causa e resolução de seus problemas, mas, principalmente, a se tornar um ser humano melhor.

Sendo assim, a regressão de memória como instrumento de autoconhecimento e cura ajuda o paciente a buscar a origem de seus traumas (bloqueios psico-espirituais) para que se desvincule, desligue deles definitivamente, bem como tirar lições de como era em outras vidas, isto é, traços de personalidades negativos e, com isso, verificar se vem evoluindo muito, pouco, ou mantendo, repetindo as mesmas inclinações, tendências negativas de personalidade e erros oriundos de vidas passadas.

Caso Clínico: Desagregação familiar

Mulher de 25 anos, solteira.

Veio ao meu consultório querendo entender por que foi criada num ambiente familiar onde seu pai era alcoólatra e, com isso, a violência e o desamor prevaleceram no seio familiar.

Queria entender também por que sua mãe cometera suicídio (ela se enforcou no banheiro) e, com a morte dela, a família se desagregou de vez, os irmãos se mostravam materialistas, pensando só no dinheiro, nas vantagens financeiras.

Por último, queria entender por que sua vida estava bloqueada e qual era o seu verdadeiro caminho profissional, espiritual e sua missão de vida.

Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ela me relatou: “Sinto uma brisa, um ventinho bem suave, agradável aqui no consultório (normalmente quando o paciente sente uma brisa suave e agradável no consultório é sempre a presença de um ser espiritual de luz; o contrário, isto é, quando sente calafrios, vento gelado, desagradável, é a presença de um ser espiritual das trevas, um obsessor espiritual).

- Pede para esse ser de luz de identificar – Peço à paciente.

“Diz que é o meu mentor espiritual. Revela que na encarnação anterior à atual deixei um rastro de muitas dores e sofrimentos por estar cumprindo ordens”.

- De quem? – Pergunto à paciente.

“De um general, pois eu era oficial, e a minha função era esvaziar os lugares onde as tropas de meu país iriam ocupar. Com isso, destruí muitas famílias, vidas”.

- Quando ocorreu essa guerra?

“Foi na 2ª guerra mundial e eu era um oficial nazista”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual por que na vida atual você foi criada num ambiente familiar de violência e desamor?

“Diz que foi um aprendizado para eu vivenciar, sentir na pele o que causei na guerra”.

- E que lição você precisou extrair dessa experiência familiar?

“Valorizar a vida do ser humano , o amor e o respeito”.

- Por que sua mãe cometeu suicídio se enforcando no banheiro?

“Muitas cobranças que ela vinha sofrendo, mas diz que não vai entrar mais em detalhes por que isso não vai ser benéfico, útil a mim”.

- Pergunte se ele pode lhe informar onde está a sua mãe falecida?

“Diz que não pode me informar, mas que ela irá reencarnar novamente”.

- Pergunte-lhe por que seus irmãos só pensam no aspecto financeiro após a morte de sua mãe?

“Fala que a carência afetiva, a ausência dela fez com que eles buscassem preencher essa lacuna com bens materiais. Diz que eles sentem um vazio interior grande. Fala que preciso perdoá-los e seguir o meu caminho”.

- Pergunte-lhe qual o seu verdadeiro caminho profissional e espiritual?

“Revela que é trabalhar auxiliando pessoas, ajudando-as”.

- Que tipo de ajuda?

“Diz que é ajudá-las a superar seus traumas”.

- E o seu verdadeiro caminho espiritual?

“Diz que não preciso seguir nenhuma religião ou doutrina. Posso frequentar se tiver vontade alguma religião, mas não seguir especificamente uma, pois já tenho conhecimento suficiente sobre a espiritualidade”.

- Por que sua vida está bloqueada?

“Explica que muitas vezes é preciso fechar todas as portas para que a gente possa enxergar”.

- O quê?

“A nossa luz que buscamos que é a iluminação espiritual”.

- Qual é o seu verdadeiro propósito de vida, sua missão?

“É reparar os traumas que causei às pessoas na guerra para eu poder ter a chance de viver e encontrar o que busco profissional, financeira e afetivamente.

“Esclarece que todas as portas foram fechadas para que possam ser abertas novamente (nem sempre são os obsessores espirituais que fecham, boicotam as nossas vidas, mas também os seres superiores de luz para que possamos aprender, crescer)”.

- Você quer fazer uma última pergunta ao seu mentor espiritual?

“Quero saber se vou encontrar o meu verdadeiro companheiro?

Diz que sim, e que vai ser um colega de trabalho. (pausa).

Finaliza dizendo sobre o meu verdadeiro caminho profissional, sugere que eu faça com o senhor o curso de formação de terapeuta em TRE, pois como terapeuta vou me sentir mais livre porque essa terapia não está ligada a nenhuma religião.

Ele agradece ao senhor pela oportunidade que teve nessa terapia de me esclarecer acerca de minha vida porque esse era o momento”.

Como superar os obstáculos da vida?

A vida tem seus próprios meios de desenvolver a nossa consciência; muitas vezes, utilizando métodos que ainda não podemos entender, como por exemplo, a morte de entes queridos por acidente de carro, doenças graves, assassinatos, perdas financeiras, falência, desemprego, etc.
Esses incidentes nos parecem injustos ou incompreensíveis porque nos faltam elementos para entender as suas causas. Por isso, é comum os pacientes virem ao meu consultório revoltados, sentindo-se injustiçados diante das agruras da vida. Entretanto, ao entrarem em contato com os seus respectivos mentores espirituais – seres desencarnados de elevada evolução espiritual, responsáveis diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual – são orientados acerca da causa de seus problemas e sua resolução.

Diante das adversidades, dos obstáculos, próprios dessa vida terrena, de provas e expiações, para depurar as más inclinações e tendências inferiores que trazemos de outras encarnações, podemos encontrar três situações em nossas vidas:
1) Aquelas que não estão sob nosso controle e, portanto, não podem ser mudadas pelas nossas ações;
2) Aquelas que estão sob nosso controle e só dependem de nós para serem mudadas;
3) Aquelas que, embora não possamos modificar diretamente, podemos tentar influenciar na mudança.

Sendo assim, nas provas, nos testes da vida, temos a opção de escolher os caminhos, entretanto, não podemos nos afastar do que precisamos passar, experimentar. E nas expiações, nada podemos fazer, a não ser nos resignarmos porque se trata de um resgate cármico de erros cometidos no passado.
Todavia, quero deixar bem claro que a aceitação das coisas que não podemos mudar, não pode ser entendida como um convite à inércia, pois como Espíritos, estamos sempre em evolução, em constante aprendizado.
Neste aspecto, os problemas, os obstáculos da vida, são sempre oportunidades de aprendizado e de mudança interna.
Resumindo, há uma oração que traduz muito bem o que expus até agora, que é a oração da serenidade, escrita pelo teólogo protestante Reinhold Niebuhr, que viveu de 1862 até 1971, e que trabalhava no Union Theological Seminary, nos EUA.
É uma oração bem curta e singela, porém, muito profunda: “Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; coragem para modificar aquelas que podemos, e sabedoria para distinguir umas das outras”.

Essa oração destaca quatro virtudes fundamentais que precisamos desenvolver para superar os obstáculos da vida: serenidade, aceitação, coragem e sabedoria.

Caso Clínico:
Por que nunca tive estabilidade financeira, profissional e afetiva?
Homem de 47 anos, solteiro.

O paciente veio ao meu consultório querendo entender por que nunca teve uma estabilidade financeira, profissional e afetiva, enfim, nunca foi próspero. Sentia-se perdido, pois não sabia qual era o seu verdadeiro caminho profissional. Tinha baixa autoestima, sentimento de desvalorização e inferioridade, pois até hoje, aos 47 anos, não tinha conseguido nada em sua vida; por isso, sentia-se um fracassado. Queria entender também por que nunca se deu bem com o pai, pois o relacionamento dos dois sempre foi conturbado, difícil, sem diálogo.

Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, assim me relatou: “Vejo uma mulher toda de branco, com véu também branco… Ela me espera no portão (na verdade, esse portão é um portal, um recurso técnico que utilizo sempre nessa terapia, que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo terreno), tem cabelos claros, cacheados, olhos azuis, bem escuros, e quando olho no fundo deles, irradia uma luz branca muito forte”.

- Pede para ela se identificar – Peço ao paciente.
“Minerva é o nome dela, a Deusa das matas, e afirma que é uma das minhas mentoras espirituais. Ela me diz: – Nem sempre fazemos o que queremos, mas temos que seguir em frente. Siga o caminho da luz, ultrapasse todos os obstáculos da vida e acredite no seu potencial. A vitória não está longe, mas a luta continua.

Estamos andando num jardim (plano espiritual de luz) e chegam outras mulheres também vestidas de branco. Há muitas borboletas coloridas de vários tamanhos.

O jardim tem uma grama alta, o vento sopra, balançando o gramado. A gente continua andando, conversando como se fossemos velhos conhecidos. Sinto como se tivesse conversando com uma amiga que não falo há muito tempo (para quem não sabe, o mentor espiritual é o nosso verdadeiro amigo fiel).

Sinto também vontade de chorar, saudade, ao mesmo tempo amor e paz, pois ela transmite muito amor, carinho, compreensão, e me sinto muito protegido e seguro”.
– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer? – Peço ao paciente.
“Pregue o amor por meio das palavras e também através do seu exemplo de vida, da ajuda mútua, da compreensão das diferenças, da aceitação de cada situação, mostrando para cada pessoa que sempre há uma solução e não aceitar ser escravizado por ninguém, sendo plenamente feliz. Ela diz ainda: – Coragem, meu filho! Você sabia no Astral, antes de reencarnar, que não ia ser tranquila sua encarnação atual, mas, no final, você vai conseguir fazer o que precisa”.

- Pergunte à sua mentora espiritual por que você não tem prosperidade?
“Quando acreditar em si terá tudo o que deseja, pois não se sente merecedor – ela me responde”.

- Pergunte-lhe por que você não se sente merecedor? – Peço novamente ao paciente.
“Outros fizeram coisas piores que você nas existências passadas e nem por isso estão se autopunindo como você faz hoje. Lembre-se de que estamos em constante evolução e aprendizado, por isso, o erro faz parte. Deixe de ser tão exigente consigo mesmo, perdoe-se. Por não se perdoar, não se sente merecedor de ser amado, de ter prosperidade, de ser uma pessoa admirada, respeitada. (pausa).
Eu lhe indago o que fiz no passado para não me sentir merecedor? (pausa).
Diz que numa vida passada saí do caminho do amor, usei a violência e o poder de maneira errada, querendo impor e manter uma situação, quando, na verdade, sempre o melhor caminho é o bom argumento, a colaboração e a união entre as pessoas. Diz ainda: – Não desperdice energia lutando, mas, faça com que as pessoas o sigam. Você sabe aonde chegar e como chegar; então, siga em frente e ajude o maior número possível de pessoas.

- Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro caminho profissional para ajudar as pessoas?
“Você deve seguir todos os caminhos onde se faça ser ouvida, ela responde. (pausa).
Vejo agora um auditório cheio, estou no palco e as pessoas me ouvem (nesta terapia, pode ocorrer do mentor espiritual do paciente lhe mostrar uma cena futura). Atrás de mim, tem uma imagem projetada num telão de uma borboleta pousando numa flor.

- Pergunte à sua mentora espiritual qual o significado dessa cena da borboleta?
“ Diz que é um seminário que vou ministrar sobre a conscientização da natureza, do meio ambiente. Vou falar também sobre a integração de pessoas, do amor coletivo, a eliminação do ódio e das guerras. Eu pergunto se vou precisar falar em inglês?”.
Ela responde: – Você precisa saber várias línguas, mas existe uma língua universal que é o amor, onde todos entendem.

Pergunto ainda como posso mudar os meus relacionamentos afetivos?
– Acreditando mais em você e respeitando as diferenças entre as pessoas. Cada um tem sua vida, maturidade e missão. Saiba aproveitar essas diferenças para aprender e evoluir como ser de luz que é. Muitas vezes, as pessoas reagem a partir de nossas ações, ou seja, todos têm medo, receio e fantasmas vindo de outros relacionamentos. No fundo, todos querem se autoproteger e não sofrer, machucar-se. Mas é preciso dizer o que sente e o que pensa e não ter medo de se expor, de amar. Amor não se mede pelo retorno e, sim, por quanto você ama, o que sente, e o que ele representa para você. Não espere ser feliz, através do sentimento do outro. Seja feliz por você, aceite-se, ame-se!

A partir do momento que se aceitar, se amar e entender que todos têm imperfeições, falhas, dias ruins, você vai conseguir entender melhor as pessoas e saber que a felicidade está dentro de você mesmo. (pausa).
Minha mentora espiritual está sentada num banco de madeira nesse jardim, e eu estou sentado na grama, apoiado no colo dela. Ela diz ainda: – Como você pode querer fazer alguém feliz antes de ser feliz?
Ame-se e acredite! O sucesso, a prosperidade, a saúde, a alegria e o amor são dons do ser de luz.
Você já nasceu com esses dons, então, não os bloqueie. Simplesmente aceite e os receba, use-os da melhor maneira, com sabedoria, em benefício do maior número de pessoas. É obrigação de todos os seres que estão um pouco melhor posicionados socialmente ajudarem àqueles que nessa encarnação têm que passar por grandes provações. Ser irmão não é resolver os problemas alheios, mas sim fazer com que esses problemas se tornem mais fáceis de serem resolvidos”.

- Pergunte-lhe por que você e o seu pai tiveram um relacionamento conturbado?
“Já fomos pai e filho também numa outra encarnação. Foi numa época antiga, medieval… Vejo uma imagem num casebre pobre e ele me cobrando por ter trazido pouco dinheiro. Vejo só nós dois morando nesse casebre, não tem luxo, não tem quase nada, só um fogão à lenha. Tem uma mesa de madeira, não sei se o meu pai nessa vida passada não podia trabalhar. As nossas roupas são trapos, bem pobres. Ele já tem uma idade avançada, usa um cajado para andar, e eu também não sou novo, devo ter uns 40 anos.
Digo-lhe que só consegui isso, e lhe entrego umas moedas. Na verdade, esse dinheiro é de esmola que pedi na rua. Tenho uma sensação de tristeza, de fracasso por não arrecadar mais dinheiro porque ele já tinha certa idade.

Eu me sinto um fracassado por não conseguir proporcionar uma vida melhor para o meu pai. (pausa).
Estou ainda sentado, apoiado no colo de minha mentora espiritual, e quando faço as perguntas para ela, do seu lado abre uma tela me dando às respostas… Agora nessa tela aparecem as imagens de duas crianças andando num jardim”. (pausa).

- Pergunte à sua mentora espiritual quem são essas crianças?
“As crianças correm em direção a uma mulher muito bonita, que diz: – O papai chegou!”.

- Você conhece essa mulher? – Pergunto ao paciente.
“Não. E as duas crianças não consegui vê-las de frente porque estavam correndo em direção à mãe”.

- Então, pergunte à sua mentora espiritual quem são essas crianças e essa mulher? – Peço novamente ao paciente.
“Fala que foi a minha família numa vida passada, em 1930”.

- Pergunte por que ela lhe mostrou essa família?
“Ela responde: – Porque a vida continua e os amores vão e vêm. Não desista, lute pelo novo amor. Acredite, isto está perto de acontecer. Viva sempre em plenitude, busque o todo, viva tudo por inteiro: os relacionamentos, o trabalho, as amizades. Quando estiver num lugar, esteja sempre inteiro: mente e corpo. Levante a cabeça, siga em frente e não desista. A felicidade está muito mais próxima do que você imagina. A alegria de viver é o seu objetivo. Seja feliz!”.

 

 

 

Encontro entre anjos encarnados

Apesar de existir uma farta literatura sobre os anjos, ainda assim, em se tratando de temas ligados à espiritualidade, desconhecemos muitas coisas. Por isso, é preciso pesquisar, aprofundar mais a respeito desse assunto.
A minha pesquisa sobre os anjos teve início quando criei em 2006 a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual.

Foi nas sessões de regressão que os mentores espirituais de alguns pacientes lhes revelaram que eram anjos encarnados.

Na ocasião, pela minha ignorância acerca desse assunto, fiquei surpreso, pois não sabia que havia entre nós anjos encarnados que convivem conosco – muitas vezes lado a lado -, podendo até ser um membro de nossa família. Acreditava que os anjos são almas tão evoluídas que não precisavam mais encarnar (realmente, muitos não precisam mais encarnar, pois são espíritos muito adiantados; mas é importante esclarecer ao leitor que há diferentes categorias de anjos quanto ao grau de adiantamento, de pureza).
Em verdade, os anjos são realmente almas evoluídas, mas encarnados nesta vida terrena, são pessoas normais, com seus conflitos, anseios e problemas como qualquer encarnado, sujeitos também às vibrações de dor, medo e ira, próprios do planeta Terra. Porém, diferenciam-se de outros encarnados pela sua pureza de alma. Por conta disso, são muito sensíveis, sentem muito a dor alheia e, por isso, sensibilizam-se com os problemas, dramas sociais, talvez muito mais do que a maioria das pessoas. Ficam profundamente incomodados, angustiados com as atrocidades, as mazelas praticadas pelos seres humanos (roubos, estupros, assassinatos, fome, miséria, destruição da natureza, etc.).

Pela pureza de espírito, muitos não conseguem lidar com os problemas terrenos. Se não forem bem orientados, ficam perdidos, confusos, desorientados, por não suportarem a maldade humana. Mas quando bem orientados, retomam o caminho a que vieram nesta jornada, que é o de ajudar o próximo em todas as áreas do saber humano: medicina, ciência e tecnologia, diplomacia, direito, economia, artes, música, etc. Desta forma, são muito úteis à humanidade.
Entretanto, na vida amorosa, os anjos encarnados costumam encontrar dificuldades em se relacionar, a não ser que o (a) parceiro (a) seja uma alma afim, um anjo encarnado também.
Mas por que encontram essa dificuldade?
Porque os anjos encarnados são livres, independentes, não suportam se sentirem presos, tolhidos em suas ações. Seu espírito, sua essência é livre, desapegada.
Daí a importância de encontrar também um companheiro, uma alma afim, que esteja sintonizado com o seu modo livre de viver.

É o caso de uma paciente, um anjo encarnado, que procurou a TRE para entender por que não conseguia encontrar um homem que a amasse verdadeiramente, pois não conseguia firmar-se em seus relacionamentos afetivos.

Caso Clínico:
Por que não encontro um homem que me ame verdadeiramente?
Mulher de 40 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não encontrava um homem que a amasse verdadeiramente, e que assumisse o relacionamento; por isso, não conseguia ter um relacionamento afetivo duradouro. Sentia-se carente, frustrada, infeliz, e, com isso, desenvolveu uma compulsão alimentar como válvula de escape. Após passar por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, assim me relatou: “Vejo um jardim muito bonito do plano espiritual, cheio de crianças e de mulheres tomando conta delas. No meio das crianças, sai correndo uma menina de três anos que vem em minha direção pula em meu colo, agarra-se em meu pescoço, e diz: – Oi! (pausa).
Ela está agora se transformando, regredindo ao útero materno, e estamos ligados pelo cordão umbilical… Sou a mãe dela, mas a vejo como um feto sem vida, morto… Peço que ela me mostre o que foi que lhe aconteceu.

Agora, ela regride na minha barriga, no 7º mês de gestação… A minha barriga está saliente, estou desesperada, descabelada, ando na areia de uma praia – é uma vida passada – e entro no mar.

Eu me suicidei, vejo o meu corpo boiando na água… Dois seres de luz nos socorre, resgatam os nossos espíritos, levando-nos para uma luz maior.
Estou sorrindo e a menina, minha filha, que está no meu colo, também sorri. Agora estamos bem e penso: – Aquela vida não deu certo!

Vejo agora uma cena da vida atual, tenho 25 anos, estou grávida de novo dessa menina, mas com muito medo do parto. Passo mal, desmaio, e acabo tendo um aborto espontâneo; a menina sai em espírito, subindo em direção ao céu, e me fala: – Mamãe, não deu certo de novo!

Peço perdão, chorando, por ter sido fraca novamente, e ela me diz: – Não tem problema!

Ela se transforma numa jovem, me abraça e diz que me entende. Imploro pelo seu perdão, mas ela pede para eu não ficar triste, que ela está bem, num lugar bom. Fala que eu preciso me perdoar, pois ela está bem. (pausa).
Vejo agora no consultório o meu mentor espiritual se aproximando; ele é bem alto, sua luz é dourada, segura as minhas mãos e fala: – Nós precisamos de você e de outros anjos encarnados nesse processo de transição do planeta Terra.
Ele irradia uma luz azul em meu peito, fala que é para marcar os seres que vão ser protegidos por eles, e para que saibam onde estamos localizados na Terra.

Afirma que a minha missão como anjo encarnado é salvar o maior número possível de almas. Eu lhe pergunto sobre os seres das trevas que me assediam constantemente.

Ele diz: – Você está com uma barreira de proteção; eles até chegam perto de você, mas não podem ultrapassá-la, pois está protegida.
O meu mentor espiritual me esclarece que estou superestimando os seres das trevas, pois a força do bem, do Universo, é muito maior; por isso, não se deve dar um peso maior às trevas. Afirma ainda que o meu grande aprendizado nesta vida terrena é transpor desafios, ver-me livre, deixar para trás os meus medos. Assegura, no entanto, que ele está sempre me ajudando, pois é o meu mentor espiritual. Ele estende a sua mão e me leva novamente naquele jardim do plano espiritual com crianças e fala: – Escolha! (pausa).

Vejo um menino de dois anos, cabelo castanho, encaracolado, e o pego no colo. Pergunto se posso escolher mais uma criança. Diz que sim, e vejo agora uma menina loirinha, sentada, ela está um pouco triste… Aproximo-me dela e ela me dá a mão. O menino continua em meu colo.
O meu mentor espiritual revela que essas duas crianças serão os meus futuros filhos, e que a menina loirinha virá primeira. Mas lhe indago quem será o pai dessas crianças?
Ele me mostra um homem forte, fala que ele é também um anjo encarnado, um guerreiro da luz, e que será o meu futuro marido. Ele usa um bigode, barba, aparenta ser mais velho e mais maduro do que eu.

O meu mentor espiritual me diz: – Com ele, você não perderá sua essência, sua liberdade, pois vocês são almas afins, anjos encarnados. Esse homem vai ser para você uma fonte de energia, irá lhe trazer paz e confiança, será atencioso, generoso, querendo sempre o seu bem.
Seus relacionamentos afetivos não deram certo até agora porque você sempre teve medo de perder sua liberdade como anjo encarnado. Mas o questiono como vou ter dois filhos se já estou com 40 anos?
Ele me responde: – Seus dois filhos podem vir com um ano de diferença! (pausa).

Agora, ele me mostra grávida, feliz, sorridente, de mãos dadas com aquele homem (nessa terapia, o mentor espiritual do paciente pode lhe mostrar não só uma cena de uma vida passada – regressão de memória -, mas também uma cena futura – progressão de memória -, caso julgar que isso é necessário, útil)”.
Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer de sua compulsão alimentar? – Peço à paciente.
” Ele me orienta que quando tiver ímpeto, compulsão em comer em demasia, respirar fundo e pedir a Deus e às legiões do bem para me limparem, e que eu volte ao meu equilíbrio. (pausa).
Esclarece que quando entro na compulsão alimentar, baixo a minha energia e, guardada a devida proporção, diz que me alimento como àqueles homens primitivos da idade da pedra.
Entretanto, quando me sintonizo com a luz, eu me elevo, passo a ter uma fome normal, natural e equilibrada. (pausa).

Peço para que me dê um pouco de energia, pois estou precisando, e ele me coloca dentro de sua luz. O meu mentor espiritual é bem grande, fico na altura de sua barriga”.

- Pergunte-lhe se você terá que voltar a essa terapia? – Peço à paciente.
” Ele me responde: – Vamos ver como você caminha! (pausa).
Mas intuo que ele diz que seria bom eu voltar mais para frente nessa terapia.

Agora, o meu mentor espiritual está realinhando os meus chacras, o meu campo de energia. Fala que se eu tivesse o mesmo equilíbrio e clareza emocional que ele, iria conseguir fazer sozinha esse realinhamento, isto é, eu me autocuraria. Esclarece que a gente pode expandir, fazer isso de dentro para fora com a nossa própria energia. Esclarece ainda, que a nossa essência, nosso Eu Superior, está no chacra cardíaco, por isso é preciso expandir o núcleo de energia do chacra cardíaco para o resto do corpo. Fala que isso é a verdadeira autocura, e que é uma questão de praticar. Ele sorri segurando as minhas mãos e finaliza dizendo: – Vá em paz porque sempre estarei com você!

 

 

 

O poder da prece sobre os espíritos obsessores

Os leitores assíduos de meus artigos em meu site pessoal (www.osvaldoshimoda.com) já devem ter percebido que a oração do perdão (impresso que entrego aos meus pacientes) é um instrumento, um recurso terapêutico indispensável por sua eficácia no tratamento da desobsessão espiritual.

Em minha estatística, 90% dos pacientes que vêm ao meu consultório se a obsessão espiritual (ser desencarnado, desafeto do paciente, seja desta ou de outras vidas, por ter sido prejudicado, movido a ódio e desejo de vingança, quer a qualquer custo ajustar contas com o paciente) não for a causa primária, é sempre uma causa secundária, agravante de seu(s) problema(s).

Apenas 10% dos casos, a causa é puramente psicológica, não havendo, portanto, nenhuma interferência espiritual provocando ou agravando seu(s) problema(s).
Esse percentual altíssimo de 90% dos casos de pacientes com interferência espiritual obsessora em meu consultório se explica, obviamente, por sermos espíritos em evolução, portanto, passíveis de erros, frutos da ignorância, falta de esclarecimento acerca das leis universais.

Sendo assim, por conta das más ações praticadas no passado, sobretudo em vidas passadas, ganhamos inimigos que podem reencarnar juntos em nosso convívio familiar, social, profissional, ou continuarem no astral inferior, nas trevas, como obsessores desencarnados (os piores inimigos são aqueles que a gente não vê, pois se aproveitam de sua condição de invisibilidade para nos prejudicar).

São esses seres espirituais que – na maioria dos casos – sabotam, dificultam ao máximo a vinda dos pacientes ao meu consultório, ou mesmo durante o tratamento, não deixando que os mesmos se concentrem nas sessões de regressão, semeando dúvidas para que desacreditem na eficácia dessa terapia.
Por isso, faço questão de lembrar aos meus pacientes a máxima de Cristo: “Orai e Vigiai”.

Desta forma, para que o paciente tenha êxito nessa terapia, a TRE(Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, é imprescindível a fé, a prece, principalmente se o obsessor espiritual for um espírito endurecido, rancoroso e vingativo. Mas, quando o paciente tem fé, faz a oração do perdão de coração em sua casa após eu prescrevê-la, com humildade e bons sentimentos, isso irá amainar o ódio desse ser espiritual. E isso também o encorajará a pedir ajuda para os espíritos amparadores de luz, que o levarão ao astral superior.

Vencido pelo cansaço (muitos vêm obsediando o paciente há séculos) e desejosos de se reabilitarem, aceitam serem levados para a luz.
Mas, antes de eu recomendar ao paciente para fazer a oração do perdão, é necessário nessa terapia que ele converse com o seu obsessor espiritual nas sessões de regressão para que saiba o que fez para ele nas vidas passadas.
Entretanto, é o mentor espiritual do paciente que determina se ele irá ou não revivenciar o que fez ao seu desafeto espiritual. Em muitos casos, o mentor espiritual prefere revelar, não o deixando reviver cenas de como o prejudicou, por serem fortes, chocantes. Mas quando necessário, o faz regredir, rememorar o passado.
Eu me recordo de um paciente em que numa das sessões de regressão, seu mentor lhe mostrou e também ao seu obsessor espiritual – que estava presente no consultório – uma cena de uma vida passada.

Após ver toda a cena, o obsessor espiritual, aos prantos, pediu perdão ao paciente, pois veio a perceber que ele não fora o causador de sua morte. Ele achava que o responsável fora o paciente que o delatou na vida passada e, com isso, acabou sendo enforcado naquela vida.
Chorava, pedindo perdão pelo erro que havia cometido (o obsessor espiritual o perseguiu implacavelmente, obsediando-o durante 300 anos).

Após o paciente tê-lo perdoado, aceitou prontamente ser levado para a luz.
Portanto, na maioria dos casos, é necessário que o paciente saiba o que fez ao obsessor para que faça a oração do perdão de coração, consciente do mal que lhe causou no passado, pois uma prece feita com arrependimento sincero, vinda do coração, sem dúvida, é muito mais eficaz.

Caso Clínico:
Sem rumo na vida
Homem de 42 anos casado.

O paciente veio ao meu consultório querendo saber qual era o seu verdadeiro propósito de vida. Apesar de ser bem sucedido financeira e profissionalmente, estava perdido, sem rumo na vida. Antes, sabia do que queria, traçava metas claras e as concretizava. Mas veio a perceber que canalizou toda sua energia apenas no lado material, ou seja, no financeiro e profissional, esquecendo o lado espiritual (uma grande parcela da população – talvez a maioria – vive o seu cotidiano apenas para o trabalho, estudo, família, esposa, filhos, lazer, viagens, etc., e se esquece de desenvolver o lado espiritual, seu verdadeiro propósito de vida).

Por isso, ele sentia um vazio, insatisfação (a alma é impiedosa, nos cobra quando nos desvirtuamos de nosso verdadeiro propósito a que viemos na encarnação atual).

Já havia pensado em fazer uma terapia de regressão, pois chamava sua atenção esse lado espiritual. Só depois que leu os meus artigos é que tomou a firme decisão de me procurar.
Queria entender também por que as pessoas mais próximas – pai, irmãos e primos – eram tão dependentes dele em todos os aspectos. Com isso, acabava sendo “o pai” de todos.

Após passar por três sessões de regressão, na 4ª sessão, o paciente me relatou: “Vejo um gramado vasto, o sol no fundo, e um lago no meio desse jardim. Tem também uma pedra enorme na frente do lago, com um desenho entalhado… Não consigo ver esse desenho. Vejo um monte de borboletas nesse jardim. Sinto muita paz… Agora, aparece um leão, surge na minha frente… É uma coisa bem feroz (nessa terapia, é comum o ser espiritual obsessor plasmar em forma de um animal feroz – o que chamamos de zoantropia – para atemorizar o paciente).
Ele não quer que eu continue, prossiga nessa terapia. É uma coisa ruim, meio sem cor, preto e branco”.

- Veja quem é esse ser espiritual das trevas?
“É o meu inimigo… Diz que o enforquei numa vida passada. (pausa).
Falo para ele que não quero o seu mal e, sim, o seu perdão por ter feito justiça com as minhas próprias mãos… Ele mudou de feição, está chorando”.

- Pergunte-lhe se quer buscar à luz?
“Diz que quer… Vejo agora uma mulher muito bonita, veste uma túnica branca, irradia muita luz. Revela que é a minha mentora espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual). Fala que vai ajudá-lo, levá-lo para a luz. (pausa).
Vejo flores, continuo nesse jardim (o paciente estava descrevendo o jardim do astral superior), cheguei perto do lago, me deu sede… A água é bem limpa, cristalina. Estou com vontade de beber essa água. (pausa).

Vejo dois anjos em cima de uma pedra enorme. Sai uma luz muito forte deles, são muito bonitos, eles passam muita paz. Falam que vão meu ajudar. Eu lhes agradeço de coração. Afirmam que vão me ajudar em tudo que eu for fazer daqui para frente. (pausa).

Agora, mudou o cenário… Estou em Roma, numa outra encarnação, em cima de uma biga (carro romano de duas ou quatro rodas atrelado com dois cavalos).

Têm umas pontas de lança nas duas rodas. Sou alto, uso uma saia de couro, sou um soldado romano. Uso um capacete, sandália também de couro com as tiras entrelaçadas nas pernas. Estou dentro de uma arena… As pessoas aplaudem… O meu adversário está entrando também na arena. Vamos lutar… Cortei a sua cabeça com uma espada, a platéia entra em delírio, me aplaudem. À minha esquerda, está a platéia, à direita é onde ficam o rei e a nobreza. Não queria fazer isso, saio triste da arena, fui obrigado a fazer aquilo, pois fizeram a minha família como refém. (pausa).

Voltei novamente para a cena daquele jardim, para o lago. Os anjos me pegaram pelo braço, estou voando, estão me levando… Vejo uma luz muito forte do meu lado direito… É um grupo de espíritos de luz.
Vejo a silhueta deles em forma humana – são homens e mulheres, me cumprimentam… Sinto (intuo) que todos eles fazem parte de minha família espiritual (é a nossa família de origem, de onde viemos no astral superior e retornaremos após o nosso desencarne).
A minha mentora espiritual revela que vim ao consultório do senhor para aprender, evoluir espiritualmente. Fala que está na hora de evoluir, que tenho muita coisa ainda para fazer nesta encarnação”.

- Pergunte à sua mentora espiritual qual é o seu verdadeiro propósito de vida?
“Ajudar muita gente, e que ainda vou descobrir como. Diz que vai me revelar mais para frente. Pede para fazer a oração do perdão para aquele ser que foi levado para a luz e outros que ainda estão nas trevas”.

Na sessão seguinte (5ª e última), o paciente me relatou: “Vejo novamente aquele lago límpido e cristalino da sessão passada. Minha mentora espiritual está do outro lado do lago. Pede para ir nadando em sua direção. Tenho medo de entrar nesse lago, mas ela pede para não ter medo, diz que a água vai ajudar a limpar o meu perispírito (envoltório que cobre o nosso corpo espiritual).
Atravessei o lago, cheguei nela… Ela me diz que sou bem-vindo, que estava me esperando faz tempo”.

- Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro propósito de vida?

“Você sabe, meu filho! Você reencarnou nesse plano terreno para ajudar às pessoas ao seu redor dando amor, carinho. Mas não se resume só à sua família, é bem mais amplo. Você acabou se desvirtuando de seu verdadeiro propósito”.

- Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você se desvirtuou?
“Trabalhando muito, atendo-se apenas ao lado material. Você não era assim, parou de pensar na espiritualidade, no amor, no bem, enfim, em tudo aquilo que o faz feliz. Todos os seus parentes de hoje sofreram muito em suas mãos, em várias encarnações. Por isso, está aí nessa jornada terrena para resgatar o mal que lhes causou. Você os maltratou de todas as formas no passado, mas não será útil lhe revelar como”.

- Pergunte-lhe por que você os trata como se fosse o pai deles?

“O pai é aquele que dá o maior amor. É assim que você vai reverter o que fez com eles no passado, por não ter lhes dado amor”. (pausa).

- Pergunte à sua mentora espiritual se ela tem mais algo a lhe dizer deles?

“Deles, não tenho mais nada a lhe dizer. Vamos dar um passo de cada vez. Estou aqui para te mostrar o que precisa saber, mas tudo na hora certa”.

- Pergunte em relação ao nosso tratamento, se ela tem mais algo a lhe revelar?

“Fala que por enquanto não, que talvez eu precise voltar mais para frente à essa terapia. Caso precisar, irá me orientar. Esclarece que irá se comunicar comigo em sonho. Pede para continuar fazendo a oração do perdão por mais dois meses. Revela que não só aquele ser obsessor foi levado à luz, mas vários outros seres obsessores, graças a oração do perdão que venho fazendo.

Diz também que a minha nuca não está esquentando tanto como antes (os obsessores provocam peso, pressão, dor e, muitas vezes, ardume na nuca), mas afirma que ainda há outros seres que terei que ajudar a serem levados para a luz. Por isso, pede para continuar fazendo a oração do perdão. Revela que o nome dela é Marta, que estará sempre me ajudando; diz que sou uma pessoa muito boa. Está se despedindo, indo embora”.