Sensitiva Ana no Espaço da Espiritualidade

Caro leitor (a):

O Espaço da  Espiritualidade  irá contar com o trabalho valioso da sensitiva Ana nos dias 07 a 12 de Setembro de 2015.

Agende já sua consulta pelo e-mail: sensitivaana@uol.com.br .

As consultas poderão ser realizadas presencialmente ou à distância ( Via Skype ).

Atenciosamente ,

Osvaldo Shimoda

Vivência em Grupo: TRE – A Terapia do Mentor Espiritual – Últimas vagas

O que pode ocorrer nesta vivência em grupo:

1) Regressão de memória : revelação passada, seja desta ou de outras vidas;

2) Progressão de memória : revelação futura;

3) Desobsessão espiritual;

4) Fortalecimento da fé na existência do plano invisível;

5) O paciente passa pelas 4 experiências acima mencionadas;

Local: Rua Luís Góis, 2068 – Saúde (Clínica do Dr.Osvaldo Shimoda).

Data: 19/09/2015

Horário: 19hrs às 22hrs.

Turma: Máximo de 10 pessoas.

Inscrição só por e-mail: osvaldo.shimoda@uol.com.br

Valor: R$ 300,00 (depósito bancário)

É possível aprender sem dor?

“Deus dorme nos minerais, sente nos vegetais, sonha nos animais e desperta nos homens”.

– Ditado oriental antigo

No atual estágio de evolução em que encontramos, não é possível aprender sem dor.

Por conta do grau de alienação, de inconsciência em que se encontra, a grande massa de pessoas não acredita que está nessa vida terrena para evoluir, isto é, se tornar um ser humano melhor.

Por isso, vive por viver, não está preocupada em evoluir, apenas busca o prazer, a felicidade momentânea, mas se não consegue, acaba sofrendo.

Mas por que sofre?

Porque não consegue lidar com os maus hábitos (vícios) e imperfeições, isto é, os defeitos, as inclinações negativas de personalidade, tais como a maledicência, ódio, ira, egoísmo, inveja, ciúme, ganância, vaidade, orgulho, sentimentos de inferioridade, medo, etc., oriundos de várias encarnações passadas.

Desta forma, somente os grandes avatares (mestres espirituais) – dá para contar nos dedos quantos são – não passam pela dor e sofrimento na mesma proporção como passamos, pois já vieram com o conhecimento e sabedoria para ajudar esse Planeta.

Na verdade, eles vieram mais para ensinar do que aprender pelo nível de consciência e evolução que se encontravam.

O conhecimento é transmissível, porém, não a sabedoria. É o que esses avatares possuíam porque é relativamente fácil adquirir conhecimento, mas, sabedoria é para poucos, pois requer um trabalho interior intenso. A vida é como uma escola, à medida que vamos atingindo níveis mais elevados de entendimento a nosso respeito e da vida, as disciplinas vão se tornando mais difíceis, e a verdade nelas contidas vai se tornando cada vez mais ampla e profunda. Por isso, é no âmago das matérias difíceis que se encontra a verdade profunda.

Os grandes mestres espirituais se empenharam numa disciplina de autoconhecimento e busca da verdade profunda, com entrega e receptividade e, principalmente, amaram e serviram à humanidade.

Não obstante, por conta do baixo nível de evolução da grande massa de homens eles foram tão pouco compreendidos e estupidamente julgados, quando não crucificados no meio de ladrões como ocorreu com Jesus Cristo.

Sendo assim, para a maioria das pessoas, o sofrimento é para despertar para a vida, para uma nova consciência e, neste aspecto, há os que aprendem rápido com o sofrimento, mas outros demoram em fazer seus aprendizados.

Muitos aprendem somente quando vão ao fundo do poço, porém, há aqueles que nem assim conseguem mudar, evoluir. Mas como tudo na vida tem o seu tempo, pois a natureza não dá saltos, não é necessário “apressar o rio” porque ele tem seu fluxo natural, seu próprio ritmo. Analogamente falando, devemos também respeitar e aceitar o nível de evolução de cada um, porém, isso requer humildade, que é reconhecer e respeitar as nossas limitações e a dos outros.

Finalizo esse artigo parafraseando Freud, o pai da psicanálise: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, o ser humano tende a mudar”.

Caso Clínico: Trabalho de magia negra

Homem de 28 anos, solteiro.

Paciente me procurou bastante angustiado, pois há oito anos sentia constantes dores de cabeça, no estômago e fadiga; à noite ficava agitado, seu sono era picado na maioria das vezes. Procurou vários especialistas, fez todos os exames médicos e não acusaram nenhuma anomalia.

No centro espírita onde trabalhava como médium de psicofonia (incorporação) foi orientado pelos mentores da casa que sua ex-namorada havia lhe feito um trabalho de magia negra. Ao procurá-la para se reconciliar, ele lhe indagou por que havia feito esse trabalho, mas ela não conseguia falar, só chorava.

O trabalho de magia negra também fez com que ele não sentisse mais desejo sexual pela sua atual namorada. Quando a tocava, sentia que estava fazendo “algo errado”, pois não a via mais como mulher, e, sim, como uma filha.

Queria entender também por que apesar de ajudar tantas pessoas como médium no centro espírita, os mentores espirituais da casa não o orientaram como ele poderia resolver suas dores constantes de cabeça e estômago, além de enjoos e fadiga.

Após ter passado por duas sessões de regressão de memória, na 3ª sessão, o paciente me relatou: “Vejo um guerreiro de armadura da idade média (ele estava se vendo numa vida passada). Ao mesmo tempo apareceu outra imagem, uma fazenda num campo (estava vendo também uma cena de outra vida passada).

A imagem desse guerreiro de armadura montado num cavalo branco está do meu lado esquerdo e a cena da fazenda eu a vejo do meu lado direito.

O guerreiro segura um escudo com uma mão e com a outra, uma lança grande. Vejo agora uma mulher, uma senhora que usa uma bata branca, ela diz que é a minha mentora espiritual. Fala que nessa existência passada como guerreiro acabei morrendo numa batalha levando uma machadada na cabeça.

Fala ainda que aquela cena da fazenda foi outra vida onde eu era um pequeno comerciante, e que morava nessa fazenda. (pausa).

Agora apareceu uma imagem eu abraçando uma criança, que era minha filha nessa vida da fazenda. A minha mentora espiritual fala que essa filha é a minha namorada atual, e que a minha esposa nessa existência passada faleceu de uma doença.

Por isso foi uma encarnação que senti muita tristeza e me apeguei demais à minha filha. Ela me esclarece que a causa de minhas dores de cabeça constantes e a falta de desejo sexual pela minha atual namorada veio depois que a minha ex-namorada fez esse trabalho de magia negra para me prejudicar. Ou seja, a magia negra disparou como um gatilho traumas de minhas vidas passadas.

Esclarece ainda que a dor de cabeça veio da machadada que levei na cabeça, e que tirou a minha vida naquela existência passada como guerreiro, e a falta de desejo sexual pela minha namorada vem daquela existência que ela foi minha filha”.

Na 4ª sessão, ele me relatou: “A minha mentora espiritual diz que no trabalho de magia a minha ex-namorada enterrou os objetos que representavam a minha cabeça, fotos minha e de minha atual namorada. Ali foi aprisionada a minha força, que dali é puxada a minha energia vital, onde os seres trevosos a manipulam. É isso que faz com que eu sinta muita fadiga”.

– Pergunte à sua mentora espiritual por que você teve que passar por essa experiência de magia negra?

“Diz que foi um aprendizado para minha evolução, amadurecimento espiritual, mas que ela está sendo desfeita. Na magia negra foram usados dois bonecos – um me representando e o outro a minha atual namorada; ambos foram amarrados um de costa para o outro para cortar a relação homem e mulher. Diz ainda que foram usados os elementos ácidos para amargar a nossa relação e crescimento material”.

Na 5ª e última sessão, o paciente me relatou: “A minha mentora espiritual fala que os médicos do Astral vão fechar a minha memória perispiritual (corpo espiritual) daquelas duas encarnações onde foram ativados com o trabalho de magia e, com isso, os traumas, as impressões negativas vão parar de vibrar em minha mente, pois foram trazidas à tona de meu inconsciente. Diz que todas as impressões negativas daquelas encarnações passadas vão ser desagregadas, diluídas com o tempo.

Mas pede para que eu assuma uma nova postura perante a mim mesmo, que devo deixar tudo o que passei para trás em busca de novos aprendizados, de paz, equilíbrio, mudando meus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes, enfim, tudo o que passei de negativo, pois esse ciclo está se encerrando.

Afirma que a minha missão na vida atual é realmente o que venho fazendo no centro espírita, pois sou um médium de cura não só físico, mas também espiritual nos trabalhos de desobsessão de muitos encarnados que sofrem ataques espirituais de seus obsessores espirituais.

Afirma ainda que devo sempre levar esperança para os irmãos desacreditados de si mesmo, dos que perderam a fé na vida, pois sempre é hora de um recomeço. Diz que o meu principal aprendizado é dar mais valor à vida, ter fé, acreditar mais em mim mesmo. Diz que passei por todas essas experiências, dores, como aprendizado para poder ajudar os irmãos encarnados que passam também pelas mesmas dificuldades que estou passando.

Revela que muito em breve começará um novo ciclo em minha vida, que é quando faço aniversário. Finaliza dizendo que no centro espírita onde trabalho os mentores espirituais da casa não me orientaram a respeito de meus problemas oriundos da magia negra porque estava no início de um ciclo de aprendizado que veio de Deus para eu adquirir a sabedoria e a experiência com esses problemas.

Ela faz questão de esclarecer que ninguém pode interferir nesse ciclo de aprendizado; por isso, reafirma novamente para ter fé, confiar, acreditar mais em mim, e que apesar das dificuldades sempre existe um caminho de luz a seguir, mas que infelizmente nas dificuldades muitas pessoas se entregam a um caminho negativo e, com isso, muitas vezes, cometem até o suicídio”.

 

 

 

Vivência em Grupo: TRE – A Terapia do Mentor Espiritual

O que pode ocorrer nesta vivência em grupo:

1) Regressão de memória : revelação passada, seja desta ou de outras vidas;

2) Progressão de memória : revelação futura;

3) Desobsessão espiritual;

4) Fortalecimento da fé na existência do plano invisível;

5) O paciente passa pelas 4 experiências acima mencionadas;

Local: Rua Luís Góis, 2068 – Saúde (Clínica do Dr.Osvaldo Shimoda).

Data: 19/09/2015

Horário: 19hrs às 22hrs.

Turma: Máximo de 10 pessoas.

Inscrição só por e-mail: osvaldo.shimoda@uol.com.br

Valor: R$ 300,00 (depósito bancário)

Droga é um canal dos obsessores espirituais.

Na minha prática clínica com os drogaditos (viciados em bebida alcoólica, maconha, cocaína, crack, etc.) pude notar que muitos são pessoas dotadas de mediunidade e, com isso, sofrem a atuação de espíritos obsessores, que se sintonizam com seus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes negativos, 2ª a Lei da Afinidade.

Por isso, só o tratamento médico tem se mostrado ineficaz na maioria dos casos, pois os espíritos obsessores fazem com que eles mantenham no vício, dificultando a sua recuperação. Desta forma, o tratamento médico deve ser feito paralelamente ao tratamento espiritual.

Na verdade, todo o consumo de drogas – quaisquer que sejam – abre um canal no campo de energia do viciado para que os obsessores espirituais, vampiros espirituais, os influenciem negativamente, sugando sua energia.

Resultado: cansaço, desvitalização, depressão, desânimo pela vida, que podem levar ao suicídio.

As drogas podem ser consideradas como um dos piores flagelos de que a humanidade tem notícia. Além dos casos de overdose, milhares morrem também em acidentes de trânsito, falta ao trabalho, queda de produção e qualidade, e por isso, estimam os estudiosos que se perdem anualmente 25 bilhões de dólares em produtividade.

Além das drogas abrirem um canal para que os obsessores espirituais os prejudiquem, podem agir também como “gatilhos disparadores” de seus medos, fobias, depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar, traumas, oriundos de suas vidas pretéritas.

É comum ouvir relatos de pacientes que após consumirem bebida alcoólica, maconha, cocaína, crack, ecstasy, passaram a sofrer de problemas psicoemocionais.

Veja a seguir, o caso de uma paciente que passou a ter crises de pânico, depressão, fobia social com pensamentos e sentimentos persecutórios achando que era o anticristo, após consumir drogas.

Caso Clínico: Por que me sinto uma pessoa má?

Mulher de 28 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que sofria de fobia social, sentia-se excluída, rejeitada pelas pessoas por achar que era uma pessoas má, que tinha uma energia ruim. A fobia social surgiu há um ano quando consumiu maconha, ecstasy e LSD. Entrou num quadro depressivo, persecutório, achando que as pessoas a olhavam de forma negativa, que falavam mal dela, acreditava que era o anticristo. Sentia também baixa autoestima, sentimento de inferioridade, desânimo, desvitalização, cansaço, a ponto de não ter vontade de tomar banho e uma tristeza sem fim. Brigava muito com o namorado por ser muito possessiva, ciumenta, insegura e, com isso, o sufocava, querendo saber sempre onde ele estava.

Outro ponto que queria entender nessa terapia era por que nunca amou ninguém, pois se achava fria. A paciente sofria também de compulsão alimentar – desde os 12 anos de idade.

Em sua vida, ocorriam também sincronicidades. Ela me exemplificou que quando saiu de meu consultório – após a 1ª consulta – pegou um táxi e o nome do taxista era o mesmo de seu ex-namorado. Não era de beber constantemente, mas, quando bebia perdia o controle, pois bebia em excesso. Por último, queria saber qual era o seu verdadeiro caminho profissional.

Após passar por duas sessões de regressão de memória, na 3ª sessão, ela me relatou: “Vem à mente que nada é por acaso e pede para eu ter fé” (paciente estava sendo intuída em pensamento por um ser espiritual de luz).

– Veja quem é esse ser espiritual de luz que lhe fala isso? – Peço-lhe.

“O meu mentor espiritual pode ser uma pessoa conhecida falecida?”.

– Pode sim. Quem seria essa pessoa? – Pergunto-lhe.

“Acho que é o meu avô materno, pois ele era muito evoluído, e faleceu há um ano”.

– Pergunte-lhe se ele é mesmo o seu avô materno?

“Disse que sim… Sinto fome, minha barriga está roncando como se tivesse com fome (a nossa sessão de regressão iniciou após a paciente ter tomado seu café da manhã). (pausa).

Agora me vejo nitidamente sentada como um mendigo (ela estava descrevendo uma cena de uma vida passada).

Sou homem, magro, cabelos castanhos, sujos, desgrenhados, estou sentado numa calçada forrada com papelão… Acho que é no Brasil.

Sinto fome, vazio na barriga, e quando falo isso me vem à imagem do mendigo.

O meu avô materno, meu mentor espiritual, fala que a minha compulsão alimentar vem dessa vida passada onde fui um mendigo, pois passei fome”. (pausa).

– Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode superar essa compulsão alimentar?

“Diz que é fazendo caridade, doando alimentos”. (pausa).

Na 4ª sessão de regressão, ela me relatou: “Veio à mente a figura de uma cerveja… Vejo uma luz incidindo nessa garrafa. Veio em pensamento que é como se tivesse me recuperando, que estou passando por um processo de recuperação, que a garrafa de cerveja é simbólica, e que a luz incidindo na garrafa é a recuperação de minha bebedeira. Agora, vem em pensamento – embora não veja – que fui um alcoólatra numa vida passada e que também eu era um homem.

O meu avô materno diz que a minha bebedeira descontrolada é um hábito, um vício dessa vida passada que trago na vida presente, mas que estou sendo curada”. (pausa).

Na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: “Meu mentor espiritual está me esclarecendo que essa necessidade que tenho de querer controlar meu namorado a ponto de sufocá-lo, diz que faço isso como minha mãe faz também comigo hoje. Fala que ela sempre me superprotegeu e, com isso, acabou me sufocando porque ela estava muito carente com o falecimento de sua mãe, a minha avó materna (paciente nasceu três meses após a morte de sua avó materna).

Ele explica que a minha mãe projetou em mim sua carência afetiva, isto é, o que ela queria para ela”.

– Pergunte-lhe como você pode lidar com sua mãe?

“Pede para que eu dê amor à minha mãe”.

– Pergunte-lhe por que você nunca se permitiu amar ninguém?

“Disse que é porque tenho medo de perder a pessoa amada, que ela venha a morrer e, com isso, se eu amar vou acabar sofrendo. Estou me lembrando de quando tinha três anos na vida atual tinha muito medo de perder meus pais e sonhava muito com eles morrendo. Meu avô materno diz que é daí que vem a minha insegurança, o medo de amar e vir a perdê-los”.

– Como você pode superar esse medo da perda?

“Diz que é amando, entregando-me, vivendo o amor”.

– Pergunte-lhe de onde vem sua crença de que você é má, que tem uma energia negativa?

“Veio à imagem de uma bruxa, feiticeira… Ele diz que eu era ela numa outra existência passada, mas que não era uma pessoa má; no entanto, sofri preconceitos, perseguições, e acabei sendo queimada na fogueira”.

– Por que há um ano você teve uma crise de pânico e se achava o anticristo?

“Diz que foram as drogas, que abriu um canal para os espíritos obsessores, vampiros espirituais me influenciarem negativamente, sugando a minha energia. Daí esse cansaço, desvitalização constante, fadiga, depressão, falta de ânimo em viver”.

– Por que essa necessidade que você teve de consumir drogas?

“Ele me esclarece que foi para eu passar por provações e, com isso, evoluir mais. Diz que a minha baixa autoestima, o sofrimento que isso me causou foi um teste para buscar a minha evolução”.

– Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro caminho profissional?

“Eu me vejo como uma juíza batendo o martelo num tribunal de justiça”.

– Qual é o seu principal aprendizado, lição maior que você precisa aprender na encarnação atual?

“Veio que é ser menos vaidosa, ser mais humilde, isto é, aceitar os acontecimentos da vida como elas são”.

– Pergunte-lhe se há necessidade de você voltar a essa terapia mais para frente?

“Diz que talvez precise retornar, caso venha a sentir necessidade de voltar”.

– Você tem mais alguma pergunta a fazer ao seu mentor espiritual?

“Não, só tenho a agradecê-lo”.

Falando com os espíritos

Conversar com os espíritos é algo muito mais comum do que muitos possam imaginar. Quando era psicanalista, uma mãe me falou preocupada que seu filho de quatro anos vivia conversando sozinho com um “amigo invisível”. Eu lhe orientei na ocasião que isso era normal, pois a psicologia explica que a criança em seu desenvolvimento passa por uma fase de fantasia, de criar personagens, de conversar e interagir com eles, próprio dessa idade.

Hoje percebo que essa explicação que dei àquela mãe apreensiva fora muito simplista, reducionista, pois, nem sempre quando uma criança conversa com “alguém” é algo fantasioso, produto de sua imaginação.

Em muitos casos, a criança pode, sim, estar conversando com um amigo mesmo, ou seja, com um espírito, um ser desencarnado. Por isso, ouvir vozes, seja em crianças ou adultos, pode ser uma fantasia, um transtorno psiquiátrico (loucura, um surto psicótico) ou mesmo mediunidade – nesse caso, a pessoa realmente está escutando, tendo uma comunicação espiritual, extrafísica.

Nesse aspecto, existe uma diferença entre a voz interior (você conversando consigo mesmo, um diálogo interno, intrapsíquico) e a voz exterior (você conversando com um espírito).

Ao passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, é comum o paciente conversar com um espírito – seja das trevas (obsessor espiritual) ou da luz (mentor espiritual) e ficar em dúvida se está conversando consigo mesmo ou com um ser espiritual.

Mas por quê?

Porque em 90% dos casos, nessa terapia, a TRE, a comunicação com os espíritos ocorre de forma intuitiva, isto é, em pensamento (vêm palavras ou frases à mente) ou em forma de impressão, sensação (o paciente intui, tem a impressão que o ser espiritual está lhe dizendo algo). Por isso, a maioria de meus pacientes conversa com os espíritos nessa terapia intuitivamente, em pensamento. Sendo assim, a comunicação se dá telepaticamente, pois os seres espirituais entram em suas mentes e leem seus pensamentos.

Mas em 10% dos casos, o paciente escuta nitidamente um espírito falar de fora, no “pé de seu ouvido”. Como ele escuta nitidamente o espírito falar por ser um médium audiente, não tem dúvida nenhuma que está conversando com um ser desencarnado.

Em 2006 quando estava no início da elaboração dessa terapia, a TRE, eu ia pedir ao paciente perguntar ao seu mentor espiritual qual era a causa de seu problema (nessa modalidade de terapia, o meu papel como terapeuta é intermediar, estimular a comunicação entre o paciente e seu mentor espiritual para que ele possa lhe mostrar a causa e resolução de seus problemas, bem como as aprendizagens necessárias e indispensáveis à sua evolução espiritual) o paciente me disse: – Dr. Osvaldo, o meu mentor espiritual me falou em pensamento, veio à minha mente, que a causa do meu problema de vitiligo (doença de pele causada pela falha de pigmentação, isto é, da falta de melanina que é uma proteína responsável pela coloração da pele) vem de outra vida, onde discriminei, prejudiquei muito escravos negros como capataz de uma fazendo no período colonial. Por isso, pela lei do carma (também chamado de lei do retorno, da semeadura, causa e efeito) estou agora colhendo, sentindo na pele a dor da rejeição, da discriminação que causei aos negros na vida passada, pois não consigo arrumar um emprego por conta dessa doença, o vitiligo.

Foi aí que entendi que os espíritos leem nossos pensamentos, pois, no caso desse paciente, nem formulei a pergunta e, no entanto, seu mentor espiritual lhe respondeu antecipando o que eu ia lhe perguntar.

Sendo assim, na maioria das vezes, os seres espirituais se comunicam com a gente por meio de nossa voz interior, em pensamento, intuindo-nos. Por isso, nem sempre bons ou maus pensamentos vêm de nossa mente. Muitas vezes, quando vem um mau pensamento, principalmente quando vem subitamente, sem um motivo aparente, você pode estar sendo atacado, assediado espiritualmente.

Eu me recordo de uma paciente que me relatou depois da 1ª sessão de regressão, após ter saído de meu consultório quando estava no metrô, o trem estava chegando à plataforma de embarque e desembarque, subitamente, veio um pensamento suicida: “Se joga, se atira, agora é o momento!”.

Assustada com a ideia suicida que veio à sua mente de forma inesperada e repentina deixou o trem passar para se recompor.

Perguntei à paciente como havia saído da 1ª sessão. Ela me respondeu que saiu bem, estava tranquila, não estava triste e nem alegre. Quando iniciamos a 2ª sessão, ela me disse: “Dr. Osvaldo tenho a impressão que alguém está rindo de mim, a risada não escuto de fora, mas dentro de minha cabeça, vem em impressão. É uma gargalhada de um ser espiritual masculino que me diz: – Gostou do susto que lhe dei no metrô? Vi sua cara de espanto!”. Era o seu obsessor espiritual, onde ela tirou sua vida numa existência passada.

Do mesmo modo, quando vem em nossa mente um bom pensamento, pode ser o nosso mentor espiritual nos intuindo. Lembro-me do caso de outra paciente que me relatou que já estava encerrando seu expediente no escritório de advocacia onde trabalhava como advogada e seu chefe lhe entregou um processo para refazê-lo, pois havia um erro que não podia passar. Pensou: “Ele me entregou esse processo justamente no final de meu expediente onde tenho um compromisso hoje à noite. Não vai dar tempo, vou ter que desmarcá-lo”.

Estava chateada com o imprevisto, porém, subitamente, escutou uma voz interior: “Não precisa desmarcar seu compromisso, vai dar tempo, não se preocupe, você vai encontrar esse erro”.

Ao ler o processo com calma, encontrou o erro e chegou a tempo no seu compromisso. Numa das sessões de regressão, seu mentor espiritual lhe esclareceu que foi ele que a orientou a respeito daquele processo.

Caso Clínico: Por que os homens somem de minha vida e me trocam por outras mulheres.

Mulher de 37 anos, solteira.

Paciente me procurou querendo entender por que em seus relacionamentos afetivos (teve quatro namorados) foi traída, trocada por outras mulheres, e até hoje eles estão casados com elas. Por conta dessas frustrações amorosas veio a essa terapia saber se iria encontrar seu verdadeiro companheiro e ter filhos.

Queria saber também por que seus pais biológicos não a criaram e a deram para ser adotada (nunca chegou a conhecer seus pais biológicos).

Por último, queria saber qual era o seu verdadeiro propósito, sua missão de vida.

Na 1ª sessão de regressão, ela me relatou: “Vejo uma casa grande de madeira, é uma época bem antiga (paciente estava vendo uma cena de sua vida passada).

As mobílias são bem antigas, mas a casa não tem gente… Tem uma escada que dá para os quartos… Eu subo a escada e vejo três quartos: um é bem iluminado, parece um quarto de criança, poucos móveis; o outro, não é tão iluminado, parece o quarto de um adolescente e o último tem uma cama de casal, é grande, tem várias mobílias.

No quarto do adolescente quando entrei me deu uma tremedeira, um calafrio forte… Só de pensar nesse quarto me sinto mal “(paciente fala chorando).

– Qual a impressão que você tem em relação a esse calafrio? – Pergunto à paciente.

“Talvez receio… Esse adolescente que fica nesse quarto, eu o vejo andando para lá e para cá, cabisbaixo, como se estivesse perturbado (ela estava vendo um espírito, um ser desencarnado das trevas).

Ele é magro, tento entrar nesse quarto, falar com ele, mas ele não quer me ouvir. Sinto um calafrio muito forte em meu corpo, mas não é um frio físico (ela estava sentindo um frio espiritual porque estava captando as emanações vibratórias desse espírito que estava nas trevas, que é um lugar muito frio).

Tenho a impressão que ele foi meu filho nessa vida passada e ele está com raiva de mim e não sai desse quarto. Fala que está preso nesse quarto, que está meio escuro. Sinto muito tremor, e ele não me deixa entrar nesse quarto. Diz que o prendi nesse quarto, que o deixei ali. Parece que o deixei de castigo. Agora, ele ficou perturbado com a minha presença. Fala que sou ruim, que fui ruim com ele”.

Fizemos juntos a oração do perdão para esse ser espiritual adolescente, emanando-lhe a luz dourada, o amor de Cristo. (pausa).

“Parece que finalmente ele olhou para mim e vem me abraçar. A gente está ali na porta. Eu lhe peço desculpas se o prejudiquei como mãe nessa vida passada”.

– Pergunte-lhe se quer ir para a luz? – Peço à paciente

“Diz que sim, está saindo daquele quarto, indo devagarzinho em direção a uma luz maior. Ele está indo de costas para mim, em direção àquela luz”.

Na 2ª sessão, antes da regressão, a paciente comentou que assim que terminou a 1ª sessão, ao sair de meu consultório teve a impressão (intuiu) que alguém a xingou, chamando-a de tonta e vagabunda. Teve a impressão que era aquele ser espiritual, seu filho adolescente daquela vida passada, que a enganou, pois não havia ido para a luz.

Demos início a nossa 2ª sessão de regressão e assim ela me relatou: “Vejo um lugar com um gramado bem verde, muitas árvores, é um jardim bem calmo e sereno (ela estava descrevendo o plano espiritual de luz).

Têm algumas crianças, todas vestidas de branco, brincando nesse jardim. Tem uma criança que chegou perto de mim, é uma menina. Ela tem cabelo bem comprido, é loirinha, deve ter uns cinco anos. Olha para mim sorrindo, ela saiu do grupo dessas crianças… Ela pegou na minha mão… Agora, ela saiu correndo em direção àquele grupo. Quando a vi associei ao quarto de menina daquela casa que vi na sessão passada…  Acho que ela foi minha filha naquela existência passada. (pausa).

Nossa! Chegou agora um homem de camiseta e calça branca, descalço, deve ter uns 40 anos. Estamos sentados num banco de madeira nesse mesmo jardim.

Diz que o seu nome é Roberto e é o meu mentor espiritual. Fala que é um amigo de longa data e que sempre esteve ao meu lado para me ajudar. Ele me orienta para continuar orando para aquele ser espiritual, o meu filho adolescente da vida passada. Diz que aquela menina é mesmo a minha filha dessa vida passada. Agora, ele está indo embora”.

Na 3ª sessão, a paciente me disse: “Vejo uma cidade da Europa, bem montanhosa, região bem fria, casas de pedras, blocos de pedras, é noite. Estou numa taberna, num bar (ela estava descrevendo outra vida passada).

Sou garçonete, magra, uso um vestido longo, cintura bem marcada, cabelos presos e claros.  Uso um avental de garçonete, devo ter uns 25 anos. Seguro dois canecos de cerveja. Sentados à mesa têm vários homens conversando e bebendo. O ambiente é iluminado por tochas. Eu trabalho muito, principalmente à noite. (pausa).

Aqui no consultório estou vendo o meu mentor espiritual e aquela menina, a minha filha, em espírito, que me diz: – Mãe, hoje vou ficar aqui do seu lado!

Sinto o meu braço direito pesado… Tenho a impressão que o meu filho adolescente também está aqui do meu lado direito. Fala que não quer se separar de mim, quer andar junto comigo. A minha filha fala para ele largar um pouco de mim, que não precisa ficar grudado o tempo inteiro comigo. Ele diz que eu batia muito nele, mas que com a sua irmã eu não fazia nada. Tenho a impressão que ele é muito teimoso, que as coisas têm que ser do jeito dele. Fala ainda que o deixei naquele quarto há muito tempo e que nessa terapia é como se a gente tivesse se reencontrado ao relembrar essa vida passada e, por isso, ele não vai se separar de mim. Diz que se sente magoado por tê-lo deixado naquele quarto”.

Pergunte-lhe como ele morreu naquela vida passada?

“Diz que se tornou um adulto, todos da família morreram, que ele ficou sem mim. A impressão é que ele ficou sem ninguém, deixou a nossa casa e ficou na rua, tornou-se um andarilho e acabou morrendo sozinho. (pausa).

Tenho a impressão que ele também está presente naquela taberna, que é uma vida anterior àquela em que ele foi meu filho. Ele frequentava a taberna, pois estava interessado em mim, era apaixonado por mim, mas, o desprezei porque não estava interessado nele. Ele fala que me amou muito nessa vida passada da taberna. Bebia muito quando ia lá para desafogar suas mágoas. Ficava me observando eu dando atenção aos fregueses, pois eles me paqueravam”.

– Pergunte ao seu filho qual é o nome dele?

“Diz que é Caio. Ele está aqui no consultório do meu lado direito, grudado, de joelhos e cabisbaixo, segurando o meu braço, não quer se desgrudar de mim. Fala que está triste porque não o quero perto. Fala também que é por isso que hoje quando estava namorando ele se comunicava em pensamento com os meus namorados – entrando em suas mentes – para desistirem de mim, atrapalhando os meus relacionamentos. Diz que na taberna acabamos nos envolvendo, mas que eu ficava com ele e também com outros homens”.

Na 4ª e última sessão, a paciente me relatou: “Meu mentor espiritual está aqui novamente no consultório e me revela que o Mário (nome fictício), o rapaz que estou atualmente namorando vai me ajudar a valorizar a família, que juntos vamos constituir uma família, pois preciso muito valorizá-la porque naquela vida que tive dois filhos não valorizei.

Fala que o Caio (seu filho e obsessor da vida passada) está bem melhor porque tenho orado muito para ele e que ele tem ouvido as minhas preces. Fala ainda que a família é tudo o que a gente tem na vida e que nas existências passadas eu tratava mal a todos: pai, mãe, filhos, pois não tinha amor por eles, não fazia muita questão de ficar com eles. Mas que hoje estou mudando porque tenho ficado mais sozinha e, com isso, estou percebendo a importância de uma família. Diz que a minha mãe adotiva da vida presente é fundamental em minha vida, que vai ainda me ensinar muitas coisas”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual por que na vida atual seus pais biológicos não te criaram?

“Fala que isso foi necessário para eu aprender a dar valor à família, a amá-la, pois é na dor que a gente aprende e que sei agora o quanto é ruim sentir a dor de não ser parecida com a minha família adotiva. Revela que o Caio já está na luz, tanto que não sinto mais meu braço direito pesado, e que ele está muito ansioso em vir novamente como meu filho. Diz que aquela menina também vai vir como minha filha na vida atual. Ele está encerrando o tratamento dizendo que essa terapia foi excelente, que me ajudou muito, agradece ao senhor como terapeuta por intermediar e auxiliar a nossa comunicação. Ressalta que essa terapia, a TRE, é realmente muito eficaz porque vai direto ao ponto, na causa verdadeira dos problemas dos pacientes.

Diz que muitas das minhas dúvidas já foram esclarecidas, que ele está muito feliz por ter participado e me ajudado nesse tratamento. Afirma que a equipe espiritual que assessora o senhor aqui no seu consultório é muito boa, e que são muitos os seres de luz, mentores espirituais que fazem parte dessa equipe.

Fala que a minha família já está formada no plano espiritual e que agora é uma questão de tempo, pois tudo acontece ao seu tempo na vida terrena”.

Você já conversou com o seu mentor espiritual?

Se você fizer essa pergunta aos seus entes queridos ou mesmo às pessoas mais próximas é provável que a resposta seja um não. Mas por quê?

Por desconhecimento (muitos não sabem sequer o que é o mentor espiritual), incredulidade, ou mesmo acreditando, é grande o número de pessoas que ainda não conversaram com seus respectivos mentores espirituais.

Não por acaso, em 2006 criei a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura.

Nessa modalidade de terapia, o intuito é fazer com que o paciente entre em contato com seu mentor (a) espiritual e, com isso, receba suas sábias orientações acerca da causa e resolução de seus problemas, bem como os aprendizados necessários e indispensáveis ao seu aprimoramento espiritual.

Neste artigo, quero aprofundar, esclarecer melhor a respeito desse grande mestre espiritual, benfeitor e amigo fiel, que é a base, presença indispensável do sucesso dessa terapia.

É importante distinguir o papel do mentor espiritual e do anjo da guarda. O papel do mentor espiritual difere do que muitos pensam do anjo da guarda, pois, não é o de proteger seu pupilo, mas, sim, orientá-lo, aconselhá-lo, ensiná-lo; sua função, portanto, é exclusivamente de orientação espiritual.

Já a proteção espiritual fica a cargo dos espíritos protetores, que podem ser familiares desencarnados (pai, mãe, avô, avó, bisavós, tios, etc.), amigos de outras encarnações, e, principalmente, do anjo da guarda – ser alado que pertence a uma ordem elevada.

Mas pode acontecer também do anjo da guarda acumular uma dupla função: ser um protetor e ao mesmo tempo um mentor espiritual, um orientador.

O (a) mentor (a) espiritual pode ser sua alma gêmea (é o meu caso), ter sido em outras vidas seu irmão (a), pai, mãe, marido, esposa, avô, avó, etc., ou não ter vivido com você em nenhuma existência passada, mas, somente no plano espiritual.

Quando peço aos pacientes perguntarem aos seus mentores espirituais desde quando são seus orientadores, muitos respondem “desde sempre”, “desde quatro gerações (encarnações) para cá”.

Pode acontecer também um rodízio de mentores espirituais pelo fato de eles ascenderem para dimensões mais elevadas, ou mesmo precisarem reencarnar para uma determinada missão. Um caso conhecido é o do Chico Xavier, onde seu mentor espiritual, Emmanuel, já está encarnado.

Os mentores espirituais não sabem tudo e estão empenhados em aprenderem e aprimorarem seus conhecimentos para melhor ampararem os seus pupilos.

Há encarnados que têm mais de um mentor espiritual, ou seja, uma equipe (é o meu caso também), dependendo de suas missões nesta vida terrena, mas há um que é o seu principal mentor espiritual por estar mais ligado e ter mais afinidade.

Muitas pessoas acreditam que o seu mentor espiritual é exclusivo deles, que são os únicos tutelados. Isso não corresponde à verdade, pois um mentor espiritual tem vários tutelados, ou seja, ampara, orienta, responde diretamente pelo aprimoramento espiritual de vários pupilos.

Numa das sessões de regressão, uma paciente ao conversar com seu mentor espiritual ficou decepcionada e com ciúmes, pois ele lhe esclareceu que não era mentor espiritual só dela, mas também de outros. Ao lhe indagar se ficava 24 horas com ela, respondeu brincando que quem ficava 24 horas com um encarnado são os obsessores espirituais (seres desencarnados, desafetos espirituais, que movidos a ódio e vingança por tê-los prejudicado no passado, seja desta ou de outras vidas, querem nos prejudicar).

Por ter vários pupilos para cuidar, orientar, ele lhe esclareceu que era muito atarefado, mas que se ela o chamasse, ele viria ao seu encontro. O mentor espiritual está sempre próximo de nós e sua interferência em nosso dia-a-dia vai além do que a gente imagina. Eu me recordo de um paciente que veio ao meu consultório bastante frustrado, depressivo, pois se sentia um perdedor porque havia prestado várias vezes o concurso público para agente de Polícia Federal e não era aprovado.

Numa das sessões de regressão, seu mentor espiritual lhe mostrou uma cena futura como agente da Polícia Federal onde se viu morto por um traficante de drogas.

Após ter mostrado essa cena ao paciente, ele lhe disse: “Você entendeu agora por que não consegue passar nesse concurso? Se você se tornar um agente de Polícia vai abreviar sua vida, partir antes do previsto, e, nós da espiritualidade, não queremos que isso aconteça”.

Caso Clínico: Ausência da figura paterna

Mulher de 30 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de se sentir rejeitada pelos homens, a começar pelo próprio pai falecido que sempre fora ausente com ela. Sofreu muito em seus relacionamentos afetivos, pois seus namorados a traíram e acabaram trocando-a por outras mulheres. Com isso, sentia-se abandonada, rejeitada.

Seu desejo era ter seu verdadeiro companheiro e constituir uma família. Queria entender também por que era alvo frequente de difamação, de confusão no ambiente de trabalho, pois as colegas fofocavam, falavam que ela era amante do chefe, o que não correspondia à verdade.

Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: “Estou vendo o meu avô materno que é falecido… Eu o vejo como era quando vivo e estou no colo dele, devo ter uns cinco anos (paciente fala chorando).

Ele diz que é o meu mentor espiritual… Até achei que ele já havia reencarnado”.

– Pergunte-lhe por que essa ausência da figura paterna em sua vida?

“Diz que é um resgate cármico, pois numa vida passada fui prostituta e pratiquei nove abortos. Esclarece que na encarnação atual o meu pai e os meus namorados foram essas crianças que abortei. Meu avô fala que senti muita dor ao ser rejeitada por eles porque ao abortá-los na vida passada eles também sentiram a dor da rejeição, do abandono. Afirma que a gente só não faz para o outro aquilo que a gente sabe o quanto dói. Fala que quando uma criança é abortada sente muito a dor da rejeição, do abandono. Então, pela lei do carma, a lei do retorno, como as crianças que abortei na vida passada sentiram a dor da rejeição, do abandono, hoje, na vida atual, como consequência senti também – através de meu pai e de meus namorados – a mesma dor que eles sentiram quando foram abortados”.

– Pergunte ao seu avô se você vai ainda ter um companheiro e constituir uma família?

“Diz que não é para pensar nisso agora porque há outras questões para eu resolver antes, mas afirma que o mais importante nesta vida terrena é conseguir evoluir porque a verdadeira felicidade, onde a gente sente felicidade plena é no plano espiritual de luz”.

– Pergunte-lhe por que você é alvo de difamação em seu ambiente de trabalho?

“Fala que é também um resgate cármico do que semeei naquela vida como prostituta, pois eu era amante de muitos homens casados. Mas pede calma, pois essa situação de difamação vai se esgotar no tempo certo; por isso, ele pede calma e paciência, pois tudo  vai passar.

Pede para orar mais, pois sente falta de minha voz orando. Reafirma novamente para ter calma e paciência, pois no devido tempo tudo irá se resolver. Está se despedindo, me dá um beijo na minha testa e vai embora”.

Os Reptilianos e a Abdução

Os Reptilianos são humanóides (não humanos, mas que se assemelham a nós) com aspectos de répteis. Segundo os estudiosos no assunto, a origem desses seres é explicada por três teorias distintas:

a) Extraterrestres (ET’s): 0s reptilianos seriam seres de outro planeta ou sistema estelar .

b) Intraterrestres (IT’s): São provenientes da Terra que evoluíram naturalmente e que residem em cavernas intraterrenas, cidades subterrâneas, ou até bases subaquáticas. São seres evoluídos dos dinossauros que se esconderam debaixo da Terra após o grande meteoro que destruiu boa parte da vida na superfície terrestre.

c) Intradimensionais(ID’s): Seriam seres espirituais que existem no nosso mesmo espaço, mas em níveis vibracionais diferentes. Nós encarnados, pertencemos à terceira dimensão vibracional, já os mortos, os seres desencarnados e os reptilianos, segundo essa teoria, fariam parte da quarta dimensão. A terceira, a qual fazemos parte, é uma dimensão mais densa e física; já a quarta seria para nós, “o mundo dos fantasmas”, o mundo extrafísico, invisível aos nossos olhos.

Em minha experiência clínica, nos relatos de meus pacientes nas sessões de regressão de memória, venho observando muitos reptilianos como obsessores espirituais dos pacientes e, aproveitando-se de seu estado de invisibilidade, exercem sua ação nociva, manipulando o campo de energia dos pacientes de diversas formas possíveis e inimagináveis, usando armas espirituais (artefatos fluídicos, portanto, não detectáveis por nenhum aparelho médico terreno sofisticado, como a ressonância magnética), parasitas, energias semeada, chegando a criar doenças graves no encarnado com febres, inflamações, dores e outros sintomas orgânicos, confundindo assim o raciocínio clínico do médico e dificultando o tratamento adequado.

Eu me recordo de uma paciente que me procurou, pois se sentia desvitalizada, cansada, não tinha ânimo para nada, só queria dormir.

Nos fins de semana, passava só dormindo. Não tinha vontade própria, sua rotina era de casa para o trabalho e vice-versa.

Fez todos os exames médicos necessários, mas não acusou nenhuma anomalia. Procurou um psiquiatra achando que estava com depressão e este a encaminhou para fazer psicoterapia com uma psicóloga, mas a desvitalização e o desânimo persistiam.

Então, ao ler os meus artigos e casos clínicos no meu site, resolveu me procurar. Numa de suas sessões de regressão, sentiu fortemente um ser espiritual mexendo em seu pescoço, em sua nuca. Pedi-lhe que perguntasse quem estava mexendo em sua nuca e o ser espiritual se identificou como o seu mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual).

Ele lhe pediu calma, que confiasse, pois havia uma equipe médica de seres espirituais de luz que estava fazendo uma cirurgia espiritual nela. Decorrido certo tempo, seu mentor espiritual lhe mostrou um objeto preto cilíndrico, um artefato fluídico, e, dentro, a paciente viu luzinhas coloridas.

Perguntou ao seu mentor espiritual o que era aquele objeto fluídico.

Ele lhe disse que esse objeto que havia retirado de sua nuca era uma arma espiritual que seu obsessor espiritual lhe implantou quando estava dormindo para deixá-la sem vontade, desvitalizada, e, com isso, poder manipulá-la como ele gostaria. Após a retirada desse artefato fluídico, a paciente voltou ao seu estado normal, não mais se sentia desvitalizada, sem ânimo.

Os obsessores reptilianos costumam se mostrar aos pacientes nas sessões de regressão com os olhos amarelos, as pupilas em forma de uma fenda como as cobras, ou os olhos totalmente pretos (a esclera, a parte branca dos olhos desaparece, é toda tomada pelo preto ).

Vou transcrever uma sessão de regressão de outro paciente que veio me procurar por conta de sua dependência química, a cocaína, e era seu obsessor reptiliano que estava agravando seu vício.

“Estou andando numa praia”… Tem alguém na outra ponta… É uma pessoa (reptiliano) toda de preto, com uma capa espacial em cima do corpo… Acho que é um homem. (pausa).

Pergunte-lhe quem é ele?

Diz que o nome dele é Amael. Ele me diz: – Você me enganou!

Pergunte-lhe como você o enganou?

Ele diz: – Você me roubou pela herança dos nossos pais na vida passada. Você abusou de minha boa vontade, me roubou, me matou enforcando.

Você quer lhe dizer algo ou lhe perguntar?

– Quero lhe perguntar se ele cria problemas em minha vida.

Ele me respondeu: – Sou seu vício, seu fim!

Agora, ele me deu as costas, e está indo embora. Saiu andando e deixou pegadas de patas na areia em formato de um réptil com três dedos, igual às patas de um boneco de dinossauro que meu filho brinca.

Os reptilianos também são responsáveis pela abdução, que é a pessoa que foi sequestrada ou raptada por alienígenas, e

que se desviou de um ponto, afastou-se ou arredou para um outro lugar. Ela é estudada pela ufologia, que é a ciência que estuda os registros e relatos de fenômenos relacionados a objetos voadores não identificados (OVNIs) e extraterrestres. O sequestro de pessoas por alienígenas, em boa parte dos casos o abduzido sofre exames médicos, colocação de implantes, chips em seu corpo e supressão da memória do ocorrido. No fim do séc. 20, cerca de um terço dos norte-americanos relataram que foram abduzidos, segundo uma pesquisa do Instituto Gallup.

A primeira narrativa sobre abdução ocorreu com o casal norte-americano Betty e Barney Hill. Segundo eles, o fato ocorreu em 19 de setembro de 1961. Nas noites seguintes à abdução, Betty teria tido uma série de pesadelos nos quais se recordou de ter sido abduzida. Sob hipnose, o casal relatou que os alienígenas teriam extraído uma amostra do esperma de Barney e enfiado uma agulha no umbigo de Betty.

Relatos como esse do casal sobre abdução são muito comuns mundo afora e o mesmo vêm ocorrendo em meu consultório com meus pacientes, que têm como característica comum um breve período de amnésia após a abdução e o fato dos extraterrestres terem implantado algo em seus corpos.

Veja o caso de uma paciente que me procurou por não conseguir se firmar afetivamente pelo fato de seus relacionamentos afetivos serem muito conturbados. Queria entender também por que tinha pesadelos  constantes e seu humor era muito instável.

Caso Clínico: Abdução

Mulher de 25 anos, solteira.

Após ter passado por três sessões de regressão, na 4ª sessão, ela me relatou: “Estou deitada numa mesa cirúrgica e, em cima de mim, tem a luz de um holofote que inside sobre mim”. (pausa).

– Você já passou por alguma cirurgia? – Pergunto à paciente.

“Não, nunca passei por uma cirurgia, e também nunca fui internada num hospital… Não consigo me mexer e sinto o meu nariz pulsar… Alguém colocou algo dentro de meu nariz, mas não vejo nada”.

– Pergunte à sua mentora espiritual se ela tem algo a lhe dizer nessa sessão? – Peço-lhe.

“Não consigo me comunicar com ela, mas sinto algo em minha barriga. (pausa).

Agora, eu me vejo num jardim bem florido, gramado bem verde (ela estava descrevendo o plano espiritual de luz).

Estou com minha mentora espiritual, que está com roupa branca, é uma senhora morena que passa muita suavidade e tranquilidade.

Ela fala que na próxima sessão vai me fazer lembrar dessa cirurgia que passei na vida atual, embora não me lembre”.

Na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: “Estou vendo novamente a minha mentora espiritual no mesmo gramado da sessão passada. Ela pede para trazer aquela imagem da sala de cirurgia que me vi deitada na sessão passada.

Vejo a luz do holofote em cima de mim, a minha mentora fala para não ter medo, que é só uma lembrança, uma experiência que tive na existência atual… Eu tento ver nessa sala de cirurgia quem está ao meu redor, mas não consigo, pois estou anestesiada. (pausa).

A minha mentora espiritual me revela que fui abduzida… Vejo agora uma mão com três dedos, cinza. Esse ser enfia algo em meu nariz… Seus olhos são totalmente pretos… Sinto que tem outro ser próximo dos meus pés com olhos de um réptil, as pupilas são em forma de uma fenda amarela. Tenho a impressão que é ele que comanda tudo. Acho que eles estão também colocando algo em minha barriga. Estou deitada numa maca, e, de onde estou, vejo outro saguão mais escuro.

Vejo agora a casa onde morei em São Paulo… A minha mentora espiritual me diz que mostrou essa casa para que eu saiba que foi nessa época que fui abduzida. (pausa).

– Pergunte para sua mentora espiritual onde fica essa sala de cirurgia?

“Diz que é um lugar onde eles ficam, mas não é numa nave espacial. Ela me esclarece que fui abduzida na hora que estava dormindo, e que colocaram um chip dentro do meu nariz para estudarem o meu emocional e na barriga colocaram implantes, não sei se é para colher o material genético.

Diz ainda que o mais importante é eu saber que esses implantes potencializam o controle deles sobre mim. Ela fala também que vim a essa encarnação para afastá-los, ajudar as pessoas a tirarem delas os implantes por meio de minha mediunidade como canal dos médicos do plano de luz. Mas eles querem me impedir de fazer isso, de cumprir a minha missão.

Fala também que tudo isso que vem acontecendo comigo, de estar sentindo na pele essa experiência de abdução está me fortalecendo para que futuramente possa ajudar essas pessoas, que como eu estão sofrendo com os ataques dos reptilianos, pois sei muito bem o que é isso. Esclarece que quando começo a me equilibrar emocionalmente, os implantes que eles instalaram em mim me desequilibram.

Isso explica por que o meu humor é instável, são eles que tumultuam os meus relacionamentos afetivos, sabem que é o meu ponto fraco, pois fico muito fragilizada emocionalmente.

Mas, pede para eu olhar para o lado da luz, o lado positivo porque essa experiência que venho passando me ajudou a procurar essa terapia.

Diz que tudo que estou passando já está chegando ao fim, pede para não me preocupar porque os médicos do plano de luz vão retirar os implantes e o chip que os reptilianos instalaram em mim.

Agora, estamos caminhando naquele jardim do plano de luz, ela está me dando um passe. (pausa).

Ela está se despedindo de mim, me dá um beijo, reafirma novamente para não me preocupar, pois tudo irá se resolver”.

Vivência em Grupo: TRE – A Terapia do Mentor Espiritual

O que pode ocorrer nesta vivência em grupo:

1) Regressão de memória : revelação passada, seja desta ou de outras vidas;

2) Progressão de memória : revelação futura;

3) Desobsessão espiritual;

4) Fortalecimento da fé na existência do plano invisível;

5) O paciente passa pelas 4 experiências acima mencionadas;

Local: Rua Luís Góis, 2068 – Saúde (Clínica do Dr.Osvaldo Shimoda).

Data: Sábado dia 04 de Julho.

Horário: 19hrs às 22hrs.

Turma: Máximo de 10 pessoas.

Inscrição só por e-mail: osvaldo.shimoda@uol.com.br

Valor: R$ 300,00 (depósito bancário)

Quebra de Paradigmas: Crenças limitadoras

A chave do sucesso é fazer coisas diferentes.  Mas, para isso, é preciso olhar com outros olhos, isto é, quebrar paradigmas, crenças equivocadas, auto-limitadoras.

O mundo está cheio de paradigmas. Então, a questão é quebrar os paradigmas. A Internet quebrou uma série de paradigmas. Sou da época da Biblioteca Municipal, das enciclopédias Barsa e Britânica, da datilografia.

Quando tinha que pesquisar um tema escolar ficava o dia todo na Biblioteca Municipal em São Paulo, na capital. Hoje, com a Internet, não preciso mais sair de casa para pesquisar um determinado assunto. São as facilidades da tecnologia ao nosso alcance.

Mas, para quebrar os paradigmas é preciso deixar as experiências velhas de lado para adquirir novas experiências. Todavia, há uma tendência do ser humano de rejeitar o novo, o desconhecido. Na língua portuguesa existe um nome para isso que se chama misoneísmo, o mesmo que neofobia, que é a aversão, repulsa a tudo o que é novo ou aquilo que representa mudança. A história da medicina ou das invenções estão recheadas de misoneísmo. Galileu teve que se retratar, caso contrário, seria queimado na fogueira pela santa inquisição da Igreja Católica por defender a teoria heliocêntrica (o sol é o centro do Universo) que ia contra a teoria geocêntrica (a Terra é o centro do Universo) defendida pela Igreja Católica.

Genner, descobridor da vacina contra a varíola, o povo revoltado o acusou de pretender inocular a bestialidade no homem.

Horácio Weiss, descobridor da anestesia, acabou se matando por não ter aguentado tantas perseguições, campanhas difamatórias, injúrias contra ele.

Thomas Alva Edison, inventor e cientista norte-americano, descobridor da lâmpada e do fonógrafo, era visto como um louco, lunático, pois tinha o desejo ardente de iluminar o mundo. Tentou 10.000 vezes para descobrir a lâmpada. Ele dizia: “Eu não falhei, encontrei 10.000 soluções que não davam certo”; “Uma experiência nunca é um fracasso, pois sempre vai demonstrar algo”; “O gênio é aquele que tem uma grande paciência”.

Em 1470, o parlamento francês confiscou os primeiros livros impressos em Paris porque o povo considerava os tipógrafos e os impressos como “coisas de bruxaria”.

Dominico acabou morrendo numa masmorra por ter provado cientificamente o fenômeno do arco-íris. A lista de grandes cientistas, pensadores ou inventores que foram perseguidos e/ou mortos por terem ousado quebrar os paradigmas de suas épocas, não termina por aqui.

Na minha prática clínica com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, observo claramente que o que infelicita os pacientes de não terem sucesso em suas vidas – principalmente nas áreas afetiva, profissional e financeira – são suas crenças equivocadas que acabam limitando, sabotando suas vidas, impedindo-os de serem prósperos e felizes.

Veja, a seguir, o caso de uma paciente que não conseguia se firmar nos seus relacionamentos afetivos por ter uma crença negativa dos homens, oriunda de uma vida passada (no momento de sua morte, decidiu nunca mais deixar que homem nenhum a aprisionasse, e isso a impedia na vida atual de se entregar em seus relacionamentos afetivos).

Caso Clínico: Porque não consigo me firmar nos meus relacionamentos afetivos?

Mulher de 32 anos, solteira.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de não conseguir ter um relacionamento afetivo estável e constituir uma família.

Queria saber por que quando se apaixonava por um homem, ficava insegura, com medo que a abandonasse, e acabava acontecendo mesmo (ela teve quatro namorados). Queria entender também por que tinha o hábito de procrastinar, adiar o que precisava fazer, deixando sempre para depois. E, por último, tinha um sonho recorrente que sempre a acompanhava de que não havia se formado (ela se formou em Farmácia) no curso de 2º grau ou na Faculdade. No sonho, um aluno ou professor lhe dizia que precisava voltar a estudar e se formar. Acordava sempre angustiada querendo entender por que esse sonho se repetia.

Após passar por três sessões de regressão, na quarta sessão, a paciente me relatou: “Na escadaria (recurso técnico que utilizo nessa terapia onde peço aos pacientes para que imaginem descendo uma escadaria e, com isso, aprofundem seu relaxamento progressivo) uma moça me pegou pelo braço suavemente e me ajudou a descê-la. (pausa).

Vejo o lodo de um pântano, e estou atolada nele até a altura do umbigo. Falo para mim mesma: – Não mereço estar nesse pântano, não entendo por que estou aqui? Estou revoltada por estar nesse lodo. (pausa).

Aquela moça que me conduziu pela escadaria, apareceu de novo. Ela tem pele clara, olhos grandes e amendoados, é bonita, tem uma luz em volta dela. Ela se veste como uma indiana, cores bem claras. Passa uma energia muito positiva”.

– Pede para ela se identificar – Peço à paciente.

“Diz que é a minha mentora espiritual… Estou agora dentro desse lodo dando voltas, não consigo sair… É a mesma sensação que sinto hoje nos meus relacionamentos afetivos que não dão certo. Eu me sinto impotente nesses relacionamentos mal sucedidos como se não conseguisse me mexer, exatamente como estou me sentido nesse pântano. A minha mentora espiritual me diz: – É você que se colocou aí!”.

– Pede para ela lhe esclarecer melhor como você se colocou aí? – Peço-lhe.

“Ela me responde: – Você fica atolada nos seus problemas, em seus pensamentos negativos. Fez um lodo ao seu redor se atolando e por isso não consegue sair. Ela agora me mostra uma flor de lótus (na Índia essa flor simboliza o crescimento espiritual, a pureza, uma vez que essa bela flor emerge das águas sujas, turvas e estagnadas) e me diz: – De todo lodo tem que nascer uma flor de lótus; você tem que transcender esses pensamentos negativos onde você mesma se colocou.

Ela está me mostrando a flor de lótus com muita luz em volta e fala: – Você pode! Acredite que você pode!

Agora, vejo uma mão me agarrando, alguém me prende… É um homem bem forte (paciente estava trazendo uma cena de sua vida passada).

Ele fala: – Você não vai!

Eu digo: – Eu vou me soltar!

Esse homem fica me aprisionando pela força. Agora, ele me soltou. Vejo uma taberna, mesa de jogo, e ele jogando. Hoje, na vida atual, eu odeio jogos… Eu me vejo nesse lugar, sou jovem, muito maquiada, uso uma roupa bem sensual, decotada”.

– O que você faz nessa taberna? – Pergunto à paciente.

“Eu danço, e esse homem me pega para dançar, ele se sente meu dono, mas não é meu marido. Ele é dono desse lugar, fica rindo e bebendo.

Danço num palco para entreter os homens. O lugar é horrível! Há também outras mulheres que dançam. O chão é de madeira bem rústica, época bem antiga do período medieval. Odeio esse homem, tenho um ódio profundo dele! (pausa).

Estou relacionando esse homem com o rosto de meu primeiro namorado da vida atual. Ele fica bebendo com outros homens (paciente me disse que seu primeiro namorado teve sérios problemas com a bebida alcoólica).

Ele vem conversar comigo e lhe falo: – Não aguento mais!

Ele tem muito ciúme de mim, mas, às vezes, sinto pena dele; outras vezes, ódio, vontade que ele morra. Começo a beber também, fico alcoolizada, não consigo dançar, e ele me manda dormir. Eu começo a beber cada vez mais… Agora me vejo feia nesse lugar como se não prestasse mais para nada. Bebo na hora de dançar porque não quero dançar. Não tenho mais vontade de me arrumar, mas ainda moro nessa taberna.

Eu acabei me tornando uma faxineira, não danço mais, me mantenho feia para não ser mais explorada por esse homem. No início, ele brigava comigo, mas agora me ignora. (pausa).

Eu me vejo fora daquela taberna, estou passeando ao ar livre, parece que aquela taberna fechou. Estou livre, porém, estou velha, ando curvada, uso bengala. Moro com uma família que me acolheu. Sinto que desperdicei minha vida. No começo, eu o amava, ele me convenceu a ficar com ele para abrir um negócio. Mas agora já estou velha, ele me aprisionou. (pausa).

Estou caminhando num jardim, penso muito nos erros que cometi… Não sei se estou morta ou apenas desmaiada. Meu corpo está caído num gramado e vejo alguns seres espirituais de luz e sinto uma pressão no meu umbigo (chacra umbilical é onde o cordão de prata liga o nosso corpo espiritual do corpo físico).

Eles estão me ajudando a sair de meu corpo físico, a desencarnar. A minha mentora espiritual fala que eu era muito apegada à matéria nessa vida passada. Eu caio no gramado e acabo morrendo. Falo para mim mesma: – nunca mais vou deixar homem nenhum me aprisionar, vou fazer tudo o que quero! (foi essa decisão que a paciente tomou em relação aos homens no momento de sua morte nessa vida passada, e que trouxe ainda à encarnação atual. Daí sua dificuldade de se entregar nos seus relacionamentos afetivos).

Sinto que esse homem roubou minha vida, me aprisionou e me fez ir contra os meus princípios. Quando fiquei livre já era tarde, pois estava velha. Agora, a minha mentora espiritual está finalizando essa sessão, faz um cumprimento com as palmas das mãos justapostas e me diz: – Namastê! (é um cumprimento, saudação utilizada na Índia, no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas, que significa “O Deus que habita no meu coração saúda o mesmo Deus que habita no seu coração”).

Pede para ficar tranquila e diz: – Nós mesmos nos aprisionamos e também nos libertamos! Fique em paz!”.

Na quinta e última sessão, a paciente me disse: “A minha mentora espiritual me mostra um lugar muito claro e limpo (a paciente estava vendo o astral superior, isto é, o plano espiritual de luz). Tem muita luz, vejo muitas pessoas (seres de luz) que caminham tranquilas, serenas, esse lugar não tem sofrimento e nem maldade, diferente do plano terreno. Essas pessoas se vestem de branco. É impressionante!

Esse lugar é de muita paz e serenidade, não dá vontade de sair daqui. A minha mentora espiritual me pergunta: – Por que não viver dessa forma, com serenidade , amor e confiança? É mais fácil se aprisionar do que questionar suas próprias crenças. As pessoas preferem se aprisionar no lodo, não é mesmo? (pausa).

Agora, ela me esclarece em relação ao meu sonho recorrente de não ter me formado ainda. Diz que têm dois aspectos a considerar nesse sonho: 1) Esse sonho representa a minha auto-cobrança, crença de não me achar digna das coisas que conquisto, principalmente em minha área profissional; 2) Devo aprender a perseverar e completar tudo o que inicio até o fim, sem procrastinar.

A minha mentora espiritual me assegura que quando isso acontecer não vou mais ter esses sonhos recorrentes.

Diz ainda que a minha cobrança interna e o meu comportamento procrastinador é uma auto-sabotagem comigo mesma, mas que isso vai acabar na medida em que for trabalhando essas tendências internas… Eu lhe pergunto por que as coisas não acontecem em meus relacionamentos afetivos?

Ela me responde: – As coisas estão acontecendo, é você que não as vê; você está evoluindo, indo na direção da luz divina, está tudo bem, não se preocupe!

Pede para memorizar mentalmente aquele plano espiritual de luz que ela me mostrou, que vai me ajudar e me acalmar nos momentos difíceis quando me sentir angustiada. Ela me orienta dizendo para não me abandonar, pois o meu medo de ser abandonada pelos homens, na verdade, sou eu que estou no auto-abandono, eu que me rejeito e não eles. Diz ainda: – Se você não se aprisionar ninguém será capaz de te aprisionar. Não culpe os homens, apenas os abençoe, os perdoe, os deixe ir, e siga o seu caminho.

Agora, ela está passando energia no meu perispírito (corpo espiritual). (pausa).

Pede para eu continuar com atitudes positivas, ter fé e perseverança. Afirma que todos os meus bloqueios serão vencidos. Ela me mostra novamente a flor de lótus e fala: – Não se esqueça: da lama nasce o lótus!

Fique na paz e no amor divino! Namastê!”.