Vivência em Grupo: TRE – A Terapia do Mentor Espiritual

O que pode ocorrer nesta vivência em grupo:

1) Regressão de memória : revelação passada, seja desta ou de outras vidas;

2) Progressão de memória : revelação futura;

3) Desobsessão espiritual;

4) Fortalecimento da fé na existência do plano invisível;

5) O paciente passa pelas 4 experiências acima mencionadas;

Local: Rua Luís Góis, 2068 – Saúde (Clínica do Dr.Osvaldo Shimoda).

Data: Sábado dia 04 de Julho.

Horário: 19hrs às 22hrs.

Turma: Máximo de 10 pessoas.

Inscrição só por e-mail: osvaldo.shimoda@uol.com.br

Valor: R$ 300,00 (depósito bancário)

Quebra de Paradigmas: Crenças limitadoras

A chave do sucesso é fazer coisas diferentes.  Mas, para isso, é preciso olhar com outros olhos, isto é, quebrar paradigmas, crenças equivocadas, auto-limitadoras.

O mundo está cheio de paradigmas. Então, a questão é quebrar os paradigmas. A Internet quebrou uma série de paradigmas. Sou da época da Biblioteca Municipal, das enciclopédias Barsa e Britânica, da datilografia.

Quando tinha que pesquisar um tema escolar ficava o dia todo na Biblioteca Municipal em São Paulo, na capital. Hoje, com a Internet, não preciso mais sair de casa para pesquisar um determinado assunto. São as facilidades da tecnologia ao nosso alcance.

Mas, para quebrar os paradigmas é preciso deixar as experiências velhas de lado para adquirir novas experiências. Todavia, há uma tendência do ser humano de rejeitar o novo, o desconhecido. Na língua portuguesa existe um nome para isso que se chama misoneísmo, o mesmo que neofobia, que é a aversão, repulsa a tudo o que é novo ou aquilo que representa mudança. A história da medicina ou das invenções estão recheadas de misoneísmo. Galileu teve que se retratar, caso contrário, seria queimado na fogueira pela santa inquisição da Igreja Católica por defender a teoria heliocêntrica (o sol é o centro do Universo) que ia contra a teoria geocêntrica (a Terra é o centro do Universo) defendida pela Igreja Católica.

Genner, descobridor da vacina contra a varíola, o povo revoltado o acusou de pretender inocular a bestialidade no homem.

Horácio Weiss, descobridor da anestesia, acabou se matando por não ter aguentado tantas perseguições, campanhas difamatórias, injúrias contra ele.

Thomas Alva Edison, inventor e cientista norte-americano, descobridor da lâmpada e do fonógrafo, era visto como um louco, lunático, pois tinha o desejo ardente de iluminar o mundo. Tentou 10.000 vezes para descobrir a lâmpada. Ele dizia: “Eu não falhei, encontrei 10.000 soluções que não davam certo”; “Uma experiência nunca é um fracasso, pois sempre vai demonstrar algo”; “O gênio é aquele que tem uma grande paciência”.

Em 1470, o parlamento francês confiscou os primeiros livros impressos em Paris porque o povo considerava os tipógrafos e os impressos como “coisas de bruxaria”.

Dominico acabou morrendo numa masmorra por ter provado cientificamente o fenômeno do arco-íris. A lista de grandes cientistas, pensadores ou inventores que foram perseguidos e/ou mortos por terem ousado quebrar os paradigmas de suas épocas, não termina por aqui.

Na minha prática clínica com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, observo claramente que o que infelicita os pacientes de não terem sucesso em suas vidas – principalmente nas áreas afetiva, profissional e financeira – são suas crenças equivocadas que acabam limitando, sabotando suas vidas, impedindo-os de serem prósperos e felizes.

Veja, a seguir, o caso de uma paciente que não conseguia se firmar nos seus relacionamentos afetivos por ter uma crença negativa dos homens, oriunda de uma vida passada (no momento de sua morte, decidiu nunca mais deixar que homem nenhum a aprisionasse, e isso a impedia na vida atual de se entregar em seus relacionamentos afetivos).

Caso Clínico: Porque não consigo me firmar nos meus relacionamentos afetivos?

Mulher de 32 anos, solteira.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de não conseguir ter um relacionamento afetivo estável e constituir uma família.

Queria saber por que quando se apaixonava por um homem, ficava insegura, com medo que a abandonasse, e acabava acontecendo mesmo (ela teve quatro namorados). Queria entender também por que tinha o hábito de procrastinar, adiar o que precisava fazer, deixando sempre para depois. E, por último, tinha um sonho recorrente que sempre a acompanhava de que não havia se formado (ela se formou em Farmácia) no curso de 2º grau ou na Faculdade. No sonho, um aluno ou professor lhe dizia que precisava voltar a estudar e se formar. Acordava sempre angustiada querendo entender por que esse sonho se repetia.

Após passar por três sessões de regressão, na quarta sessão, a paciente me relatou: “Na escadaria (recurso técnico que utilizo nessa terapia onde peço aos pacientes para que imaginem descendo uma escadaria e, com isso, aprofundem seu relaxamento progressivo) uma moça me pegou pelo braço suavemente e me ajudou a descê-la. (pausa).

Vejo o lodo de um pântano, e estou atolada nele até a altura do umbigo. Falo para mim mesma: – Não mereço estar nesse pântano, não entendo por que estou aqui? Estou revoltada por estar nesse lodo. (pausa).

Aquela moça que me conduziu pela escadaria, apareceu de novo. Ela tem pele clara, olhos grandes e amendoados, é bonita, tem uma luz em volta dela. Ela se veste como uma indiana, cores bem claras. Passa uma energia muito positiva”.

– Pede para ela se identificar – Peço à paciente.

“Diz que é a minha mentora espiritual… Estou agora dentro desse lodo dando voltas, não consigo sair… É a mesma sensação que sinto hoje nos meus relacionamentos afetivos que não dão certo. Eu me sinto impotente nesses relacionamentos mal sucedidos como se não conseguisse me mexer, exatamente como estou me sentido nesse pântano. A minha mentora espiritual me diz: – É você que se colocou aí!”.

– Pede para ela lhe esclarecer melhor como você se colocou aí? – Peço-lhe.

“Ela me responde: – Você fica atolada nos seus problemas, em seus pensamentos negativos. Fez um lodo ao seu redor se atolando e por isso não consegue sair. Ela agora me mostra uma flor de lótus (na Índia essa flor simboliza o crescimento espiritual, a pureza, uma vez que essa bela flor emerge das águas sujas, turvas e estagnadas) e me diz: – De todo lodo tem que nascer uma flor de lótus; você tem que transcender esses pensamentos negativos onde você mesma se colocou.

Ela está me mostrando a flor de lótus com muita luz em volta e fala: – Você pode! Acredite que você pode!

Agora, vejo uma mão me agarrando, alguém me prende… É um homem bem forte (paciente estava trazendo uma cena de sua vida passada).

Ele fala: – Você não vai!

Eu digo: – Eu vou me soltar!

Esse homem fica me aprisionando pela força. Agora, ele me soltou. Vejo uma taberna, mesa de jogo, e ele jogando. Hoje, na vida atual, eu odeio jogos… Eu me vejo nesse lugar, sou jovem, muito maquiada, uso uma roupa bem sensual, decotada”.

– O que você faz nessa taberna? – Pergunto à paciente.

“Eu danço, e esse homem me pega para dançar, ele se sente meu dono, mas não é meu marido. Ele é dono desse lugar, fica rindo e bebendo.

Danço num palco para entreter os homens. O lugar é horrível! Há também outras mulheres que dançam. O chão é de madeira bem rústica, época bem antiga do período medieval. Odeio esse homem, tenho um ódio profundo dele! (pausa).

Estou relacionando esse homem com o rosto de meu primeiro namorado da vida atual. Ele fica bebendo com outros homens (paciente me disse que seu primeiro namorado teve sérios problemas com a bebida alcoólica).

Ele vem conversar comigo e lhe falo: – Não aguento mais!

Ele tem muito ciúme de mim, mas, às vezes, sinto pena dele; outras vezes, ódio, vontade que ele morra. Começo a beber também, fico alcoolizada, não consigo dançar, e ele me manda dormir. Eu começo a beber cada vez mais… Agora me vejo feia nesse lugar como se não prestasse mais para nada. Bebo na hora de dançar porque não quero dançar. Não tenho mais vontade de me arrumar, mas ainda moro nessa taberna.

Eu acabei me tornando uma faxineira, não danço mais, me mantenho feia para não ser mais explorada por esse homem. No início, ele brigava comigo, mas agora me ignora. (pausa).

Eu me vejo fora daquela taberna, estou passeando ao ar livre, parece que aquela taberna fechou. Estou livre, porém, estou velha, ando curvada, uso bengala. Moro com uma família que me acolheu. Sinto que desperdicei minha vida. No começo, eu o amava, ele me convenceu a ficar com ele para abrir um negócio. Mas agora já estou velha, ele me aprisionou. (pausa).

Estou caminhando num jardim, penso muito nos erros que cometi… Não sei se estou morta ou apenas desmaiada. Meu corpo está caído num gramado e vejo alguns seres espirituais de luz e sinto uma pressão no meu umbigo (chacra umbilical é onde o cordão de prata liga o nosso corpo espiritual do corpo físico).

Eles estão me ajudando a sair de meu corpo físico, a desencarnar. A minha mentora espiritual fala que eu era muito apegada à matéria nessa vida passada. Eu caio no gramado e acabo morrendo. Falo para mim mesma: – nunca mais vou deixar homem nenhum me aprisionar, vou fazer tudo o que quero! (foi essa decisão que a paciente tomou em relação aos homens no momento de sua morte nessa vida passada, e que trouxe ainda à encarnação atual. Daí sua dificuldade de se entregar nos seus relacionamentos afetivos).

Sinto que esse homem roubou minha vida, me aprisionou e me fez ir contra os meus princípios. Quando fiquei livre já era tarde, pois estava velha. Agora, a minha mentora espiritual está finalizando essa sessão, faz um cumprimento com as palmas das mãos justapostas e me diz: – Namastê! (é um cumprimento, saudação utilizada na Índia, no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas, que significa “O Deus que habita no meu coração saúda o mesmo Deus que habita no seu coração”).

Pede para ficar tranquila e diz: – Nós mesmos nos aprisionamos e também nos libertamos! Fique em paz!”.

Na quinta e última sessão, a paciente me disse: “A minha mentora espiritual me mostra um lugar muito claro e limpo (a paciente estava vendo o astral superior, isto é, o plano espiritual de luz). Tem muita luz, vejo muitas pessoas (seres de luz) que caminham tranquilas, serenas, esse lugar não tem sofrimento e nem maldade, diferente do plano terreno. Essas pessoas se vestem de branco. É impressionante!

Esse lugar é de muita paz e serenidade, não dá vontade de sair daqui. A minha mentora espiritual me pergunta: – Por que não viver dessa forma, com serenidade , amor e confiança? É mais fácil se aprisionar do que questionar suas próprias crenças. As pessoas preferem se aprisionar no lodo, não é mesmo? (pausa).

Agora, ela me esclarece em relação ao meu sonho recorrente de não ter me formado ainda. Diz que têm dois aspectos a considerar nesse sonho: 1) Esse sonho representa a minha auto-cobrança, crença de não me achar digna das coisas que conquisto, principalmente em minha área profissional; 2) Devo aprender a perseverar e completar tudo o que inicio até o fim, sem procrastinar.

A minha mentora espiritual me assegura que quando isso acontecer não vou mais ter esses sonhos recorrentes.

Diz ainda que a minha cobrança interna e o meu comportamento procrastinador é uma auto-sabotagem comigo mesma, mas que isso vai acabar na medida em que for trabalhando essas tendências internas… Eu lhe pergunto por que as coisas não acontecem em meus relacionamentos afetivos?

Ela me responde: – As coisas estão acontecendo, é você que não as vê; você está evoluindo, indo na direção da luz divina, está tudo bem, não se preocupe!

Pede para memorizar mentalmente aquele plano espiritual de luz que ela me mostrou, que vai me ajudar e me acalmar nos momentos difíceis quando me sentir angustiada. Ela me orienta dizendo para não me abandonar, pois o meu medo de ser abandonada pelos homens, na verdade, sou eu que estou no auto-abandono, eu que me rejeito e não eles. Diz ainda: – Se você não se aprisionar ninguém será capaz de te aprisionar. Não culpe os homens, apenas os abençoe, os perdoe, os deixe ir, e siga o seu caminho.

Agora, ela está passando energia no meu perispírito (corpo espiritual). (pausa).

Pede para eu continuar com atitudes positivas, ter fé e perseverança. Afirma que todos os meus bloqueios serão vencidos. Ela me mostra novamente a flor de lótus e fala: – Não se esqueça: da lama nasce o lótus!

Fique na paz e no amor divino! Namastê!”.

 

O Caminho da Evolução

Em 2006, quando estava no início da elaboração da TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual), uma mentora espiritual de uma paciente me mandou um recado (ocasionalmente, ainda hoje, o mentor espiritual de um paciente me manda um recado): “Irmão, essa terapia, a TRE, é para os aprimorandos e não para os neófitos, iniciantes no campo da espiritualidade.

Ela estava querendo dizer que para o paciente ser beneficiado por essa terapia é necessário que o mesmo tenha um mínimo de maturidade espiritual, ou seja, que preencha 3 requisitos: 1) Fé em si mesmo, ou seja, acreditar em sua percepção, no que traz como conteúdo nas sessões de regressão de memória e fé também na existência do plano invisível; 2) Humildade; 3) Esclarecimento – leitura prévia, conhecimento acerca de assuntos ligados à espiritualidade como mediunidade, reencarnação, obsessão espiritual, lei do carma, etc.

Por isso, uma pessoa de mente fechada, preconceituosa acerca dos fundamentos da espiritualidade não vai estar aberta, receptiva para se entregar nessa terapia.

Sendo assim, é importante esclarecer que a TRE não é uma terapia de massa, onde toda a população possa se beneficiar com ela. Acredito que o mesmo se aplica ao Budismo, Seicho-No-Ie, Kardecismo, pois nem todos têm o entendimento necessário para se beneficiar de seus ensinamentos.

No processo evolutivo do ser humano existem 4 grupos de pessoas:

1º) Os que dormem profundamente na ilusão do ego, são movidos predominantemente pelo desejo de vingança, ódio, ira, rancor, violência, ganância, drogas, sexo promíscuo, egocentrismo, arrogância, autoritarismo. Agem por impulso, pelos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes ainda inferiores.

Se tiverem uma religião (normalmente não frequentam, pois são materialistas) são religiões com rituais e magia negra.

2º) Nesse grupo, o que prevalece é o emocional, e se seguem uma religião tendem à devoção e ao fanatismo, isto é, a fé cega, irracional.

3º) É o grupo dos racionais, agem predominantemente pela raciocínio lógico, analítico, cartesiano , são movidos pelo intelecto. Muitos são céticos, incrédulos, não estão abertos, receptivos aos assuntos de cunho espiritual e muito menos de religião; querem comprovação científica de tudo, pois só acreditam no que é observável, palpável, concreto, mensurável, testável. São intelectualmente desenvolvidos, porém, cegos espiritualmente falando. Há também nesse grupo os que estão abertos, receptivos a esses assuntos, mas querem entender tudo pela razão, pelo intelecto, buscam a fé raciocinada e não acreditar por acreditar.

4º) É o grupo minoritário, são os grande avatares, mestre espirituais. Para compreendê-los, como por exemplo: Jesus Cristo, Buda, Sócrates, é preciso estar no mesmo nível de consciência e de evolução deles.

Por isso, como a grande maioria das pessoas não estão no mesmo nível de evolução desses grandes mestres, eles foram tão pouco compreendidos e estupidamente julgados. Cristo foi crucificado no meio de ladrões e Sócrates, o grande filósofo grego que viveu no séc. V a.C. foi  julgado e condenado a tomar cicuta(veneno) por não venerar os deuses da cidade de Atenas, introduzir inovações religiosas e de corromper os jovens com suas ideias.

Apesar de durante o julgamento lhe ser dada a oportunidade de renunciar às suas ideias, preferiu mantê-las fiel em busca da verdade. Ele reagiu com serenidade à sentença de morte e desafiou o júri dizendo: “Enquanto eu puder respirar e exercer minhas faculdades físicas e mentais jamais deixarei de praticar a filosofia, elucidar a verdade, exortar todos que cruzarem meu caminho a buscá-la. Portanto, senhores, saibam que não alterarei minha conduta, mesmo que tenha de morrer cem vezes”.

Não por acaso, Albert Einstein disse: “Existem duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humano”.

No atual estágio de evolução em que encontramos, somos como aquela figura mitológica, o Centauro, cujo membro superior é de um homem e o membro inferior é de um animal, um cavalo. Portanto, evoluir é se tornar um ser humano por inteiro e não metade humano e metade animal. Em outras palavras, evoluir é depurar a nossa alma, isto é, eliminar ou pelo menos atenuar o nosso lado ainda primitivo, animalesco, que são os nossos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes inferiores, tais como desejo de vingança, ódio, rancor, orgulho, arrogância, excessiva vaidade, ganância desmedida, autoritarismo, ciúme, inveja, ignorância, preconceitos, intolerância, etc.

Por fim, evoluir é dominar a si mesmo, isto é, os maus hábitos e imperfeições que trazemos de várias encarnações; é desenvolver o que os grandes mestre espirituais conseguiram que é a tríade: fé, sabedoria e compaixão.

Nascemos para evoluir, é a nossa vocação, como tudo na natureza, pois viemos da Luz e retornaremos para a Luz.

 

 

 

Caso Clínico: Depressão e tentativas de suicídio.
Mulher de 28 anos, casada.
A paciente desde criança via vultos acinzentados com muita frequência. Escutava alguém chamá-la pelo seu nome. Esses vultos eram entidades espirituais desencarnadas das trevas que sussurravam em seu ouvido sugerindo para se suicidar. Sempre sentia que tinha alguém (entidade espiritual) acompanhando-a na rua ou em sua casa.
Era comum também sentir calafrios, arrepios no corpo quando essa entidade espiritual a acompanhava.
Por conta dessas tentativas de suicídio (tentou se suicidar com facas, tomando remédios em excesso e atirando-se para ser atropelada) e de agredir o marido (jogava copos no marido, embora não quisesse agredi-lo). Foi internada quatros vezes em hospital psiquiátrico.
Desde criança sofria também de depressão por se sentir rejeitada pela sua família (em especial pela sua mãe), bem como insegurança e medo de enfrentar a vida.

Após passar por quatro sessões de regressão, na quinta sessão a paciente me relatou: “Estou entrando num túnel… Agora ficou bem mais claro… É a saída do túnel. Em volta de mim vejo um azul celeste, parece que estou nas nuvens (pausa).
Vejo agora uma pessoa… Ela está longe”.

– Aproxime-se dela – peço à paciente.
“É um homem. Ele está com um roupão branco, azul e dourado… Mas não consigo ver o seu rosto. Sei que ele é um homem, e é um ser de luz, irradia uma luz intensa – um arco-íris em sua volta.
Sinto que é o meu mentor espiritual. Ele me envolve com sua luz, sinto paz, alegria, vontade de dançar. É uma sensação indescritível! (pausa).
Agora, ele está me puxando para fora de meu corpo… Nossa! Estou flutuando, estou mais ou menos um metro acima de meu corpo! (ela estava deitada no divã de meu consultório).
Meu Deus, é incrível! Estou em espírito, flutuando, pairando acima de meu corpo físico. Vejo nitidamente o senhor (referindo-se a mim enquanto terapeuta) sentado na poltrona em frente ao divã com um bloco de papel fazendo anotações.
É a primeira vez que saio fora de meu corpo (paciente estava em desdobramento, em espírito).
É bastante diferente a sensação de estar dentro do corpo físico e fora. Eu me sinto muito bem, leve. Em espírito, sinto que posso fazer tudo, conseguir tudo o que quero. Eu me sinto poderosa. Olhando daqui de cima, sinto que sou totalmente diferente dessa que está deitada no divã, e que é medrosa, insegura, tem medo de enfrentar a vida. Percebo que essa que está deitada, de corpo carnal, é fraca (paciente referia-se a ela como se estivesse observando outra pessoa).

Ela quer se matar, fugir de seus problemas. O pensamento constante de se matar é um ato de desespero, uma fuga, porque ela não consegue encarar os seus problemas.
É uma sofredora porque é fraca. Na verdade, ela quer abreviar a sua vida com o intuito de se libertar desse corpo físico. É incrível, a sensação de estar fora do corpo é muito boa! (pausa).
Agora, o meu mentor espiritual está me fazendo voltar para o meu corpo físico… Estou descendo, entrei nele. Não enxergo mais o senhor e nem a mim. Não sinto ainda o meu corpo, está dormente. Mas sinto uma paz muito grande. Foi uma experiência muito boa, gratificante!”.

– O que você aprendeu com essa experiência de sair fora de seu corpo físico? – Pergunto-lhe.
“Não tinha consciência do quanto estava sendo fraca, escondendo-me diante da vida. Aprendi que devo enfrentá-la sem temor, pois em espírito senti muita autoconfiança, eu me senti capaz, algo que nunca senti em minha vida. Percebi também que tinha medo das pessoas, das críticas alheias, do que as pessoas iriam pensar de mim, caso viesse contrariá-las. Desta forma, acabei me anulando, principalmente em relação à minha família, para não ser criticada, rejeitada.
É impressionante, só em espírito, fora de meu corpo, percebi que preciso encarar os meus problemas de frente, não me escondendo das pessoas. Eu colocava uma espécie de véu no meu rosto, não querendo me enxergar e nem perceber a realidade dos fatos.
Percebo agora claramente que posso ser eu mesma, sem medo de contrariar as pessoas e ser rejeitada. Essa experiência fora de meu corpo que o meu mentor espiritual me propiciou na sessão de hoje, acalmou o meu coração e a minha mente, e me fez enxergar o que preciso mudar em minha vida (pausa).
Agora, ele está me dizendo que estou curada, equilibrada no aspecto espiritual. No entanto, esclarece que o meu corpo físico ainda precisa de tratamento. Diz que agora estou nas mãos dos médicos, e que não posso deixar de tomar os remédios, pois venho tomando-os há muito tempo (há mais de oito anos). Explica que o meu corpo físico se acostumou com as medicações, e que por isso, as medicações devem ser diminuídas gradativamente com orientação médica. Pede, portanto, para eu ter paciência. Diz que está sempre comigo… Agora está se despedindo de mim. O meu mentor espiritual exala uma fragrância suave, de essência floral”.

Mesmo com o término da sessão de regressão, a paciente me disse que continuava sentindo ainda o odor agradável que o seu mentor espiritual exalava. O seu marido, que a acompanhou em todas as sessões de regressão, relatou que ela estava muito bem, percebeu claramente mudanças em seu humor e comportamento, pois ela não estava mais agressiva e chorosa. Antes, mesmo tomando as medicações, era muito agressiva e instável emocionalmente.
Notou também que a esposa estava mais autoconfiante e tranquila, agora estava saindo sozinha de casa, o que não acontecia antes do tratamento, pois não sentia mais que alguém a perseguia na rua.
A paciente me disse que não pensava mais em se matar, pois aquelas vozes que sussurravam em seu ouvido haviam desaparecido.
Sua depressão havia também desaparecido, pois não se sentia mais rejeitada pela sua família, embora sua mãe e família ainda a tratassem com frieza.

O Apego leva ao sofrimento

Buda, Siddharta Gautama, dizia que o apego é um dos pilares que sustenta o sofrimento humano. É o apego de toda ordem: apego ao passado, às humilhações, ofensas, maus tratos, o sofrimento que alguém nos causou, e que a gente não esquece, não perdoa de coração, por conta do orgulho – outra forma de apego; apego aos bens materiais – são pessoas que preferem reagir ao assalto e perder suas vidas a entregar seus carros; apego à negatividade, vendo tudo com os olhos do mal, do pior, do temor, do criticismo, vendo e apontando só os defeitos alheios; apego ao corpo, à beleza física apenas – não por acaso, muitas mulheres sofrem de transtorno alimentar como a bulimia (excessiva preocupação em não engordar e, com isso, se ingerir uma comida provocam vômitos por sentirem culpa) e a anorexia (medo intenso de engordar a ponto de chegar a uma magreza exagerada que pode levar a um grau de desnutrição extrema chamada caquexia) por se apegarem ao corpo.

São excessivamente vaidosas, prendem-se apenas ao aspecto externo, esquecendo-se de desenvolver os aspectos internos como a bondade, compaixão, caridade, simplicidade, humildade, sabedoria e equilíbrio interno.

O apego é que nos impede também de largar o velho e partir para o novo, e isso dificulta uma mudança verdadeira. É o apego que faz com que se cultivem os vícios, inclusive os emocionais. É o caso da dependência afetiva, onde o casal nutre um relacionamento tóxico, doentio, destrutivo, e mesmo a solidão a dois.

Nesses casos, o cônjuge exerce na vida do outro como uma droga exerce nos drogaditos (viciados em drogas). O relacionamento é decorrente de um “amor” tirano, déspota, possessivo, ciumento, que tolhe, sufoca a liberdade do outro, mas mesmo assim, o casal não se separa, pois o cônjuge funciona na vida do outro como uma droga nociva. O apego à dor, ao sofrimento, cria o medo do novo, do desconhecido. Mas a vida é feita de escolhas dos quais teremos que assumir responsabilidades, e isso significa sair do papel de vítima, parar de culpar, responsabilizar os outros, a vida pelos nossos infortúnios. No entanto, a minha prática clínica me ensinou que infelizmente muitos pacientes estão dispostos a tudo, menos abrir mão de sua própria dor, de seu apego.

Por isso, Freud, o pai da psicanálise, dizia: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, o ser humano tende a mudar”.

Neste aspecto, só existem dois caminhos para o ser humano evoluir, crescer, meta única da reencarnação: pela dor ou pelo amor. Por isso, numa das sessões de regressão a mentora espiritual de uma paciente sabiamente lhe disse: “Filha, desapegue-se de tudo, menos de Deus”.

Caso clínico: Perda do pai

Mulher de 53 anos, solteira.

A paciente veio me procurar por conta da perda de seu pai e, após seu falecimento, perdeu 5 kilos, pois comia forçada, sentia muitos enjoos, depressão, ficou sem chão. Morava sozinha em São Paulo, na capital, e depois da morte do pai, sua mãe de 77 anos passou a morar sozinha (sua irmã e cunhado moravam perto da casa dela).

Por conta da idade avançada de sua mãe, ficava preocupada em deixá-la morar sozinha (a mãe morava no interior de São Paulo).

Por isso, queria saber nessa terapia se a solução era mudar-se para o interior e morar com a mãe; mas, para isso tinha que deixar o seu emprego na capital. Ficava também se remoendo, culpando-se se fez a escolha certa ao mudar-se para São Paulo e ter deixado seus pais idosos no interior. Queria saber também qual era o seu verdadeiro propósito de vida (missão), bem como seu principal aprendizado nesta vida.

Depois da morte do pai, sentia também palpitação quando acordava e um gosto amargo na boca, além da falta de apetite. Desde a adolescência se interessava por assuntos espirituais e, com a morte do pai, intensificou suas pesquisas sobre assuntos ligados à espiritualidade como a vida após a morte. Começou a questionar sobre a finitude desta vida, pois, num piscar dos olhos, perdera o seu pai.

Na 1ª sessão de regressão, assim ela me relatou: “Sinto que tem uma pessoa (ser espiritual) do meu lado esquerdo segurando um cajado, parece um ancião, usa roupa branca e barba também branca… Vi também de relance o rosto de meu pai falecido sorridente (é comum nessa terapia os seres espirituais – seja das trevas ou da luz – aparecerem aos pacientes só mostrando seus rostos ou partes deles, isto é, um par de olhos ou um olho)”.

– Pergunte em pensamento a esse ancião, ser espiritual, quem é ele? – Peço à paciente.

“Fala que é o meu mentor espiritual, pede para não me preocupar, que está tudo certo, pede para ter mais confiança, pois tudo vai ser encaminhado (paciente fala chorando).

Fala ainda que o meu pai está bem, que a minha mãe vai ficar bem, e que no momento certo vou saber o que fazer. Diz que tenho que trabalhar a minha ansiedade, que tudo na vida sempre ocorre no momento certo, e que o falecimento de meu pai veio para mostrar que tenho que trabalhar bastante o meu lado espiritual. Revela ainda que preciso aprender a me desapegar de muitas coisas, mas que estou no caminho certo ao estar pesquisando esse lado espiritual. (pausa).

Nossa! Tive a impressão que vi uma luz bem forte em cima de minha cabeça!

É uma luz branca, que brilha intensamente. O meu mentor espiritual me orienta dizendo que não é hora ainda de eu voltar para a cidade onde minha mãe reside, tenho que ficar em São Paulo, pois é aqui que vou conseguir muitas coisas.

Ele me diz: – Não tente mudar o curso do rio! Esclarece que era a hora de meu pai ter partido desse mundo. Falou para não ser ansiosa e confiar mais na espiritualidade.

Diz que tenho poder de ajudar as pessoas, que devo exercitar esse poder com palavras e sorriso, ser uma luz na vida das pessoas”.

Na 2ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “O meu mentor espiritual já está aqui… Não sei se pode ser, se isso é possível, mas ele trouxe o meu pai… Eles estão num jardim do plano espiritual de luz. Meu pai usa uma bata branca, longa, está do lado de meu mentor espiritual (paciente fala chorando muito).

O meu pai está com aspecto mais jovem (ele faleceu com 78 anos), aparenta ter entre 40 a 50 anos. Ele me pergunta por que estou duvidando se é ele mesmo?

Falo que não tenho palavras (chora muito). Falou para não me preocupar que ele está bem no plano de luz, que não deu tempo para ele me esperar no hospital onde estava internado, pois tinha que partir no dia seguinte (ela viajou e não conseguiu chegar a tempo para vê-lo ainda vivo).

Pede para não ficar me remoendo, achando que não fez isso ou aquilo para ele. Diz que às vezes teve que ser muito rígido comigo como pai porque senão eu não iria encontrar o meu caminho, por isso teve que ser assim para que eu amadurecesse. Diz ainda que está num lugar muito bonito, em paz. Fala que me ama muito, que agora precisa ir. Esclarece que o motivo dele vir conversar comigo foi para se despedir de mim e dizer que me ama muito, que está bem no plano de luz, mas que sente saudade da família… Eu o vejo todo iluminando, ele está muito bem… Ele está se despedindo de mim, indo embora num jardim bonito do plano de luz. (pausa).

O meu mentor espiritual fala que o meu pai queria falar comigo, pois sentia o meu sofrimento e foi dada essa permissão. Diz que agora tem que ir embora também”.

Na 3ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “Estou vendo novamente aquele jardim do plano de luz. Vejo o meu mentor espiritual que me fala: – Tenha calma, serenidade e paciência!

Eu lhe perguntei se vou encontrar o meu verdadeiro companheiro?

Diz que quando era mais jovem tive a oportunidade de formar uma família, mas que não soube identificar o meu marido, por orgulho e preconceito e, com isso, deixei passar essa oportunidade de casar e constituir uma família. Mas que isso não trouxe nenhum prejuízo em minha evolução e esclarece que até evoluí mais porque tive que resolver tudo sozinha em minha vida, e isso me fez crescer. Talvez se tivesse um marido iria me acomodar, me escorar nele. Ele fala: – Você veio nesta vida para perder o medo. Você iria se acomodar, ser muito dependente de seu marido, ou o contrário, ser muito controladora.

Você teve que passar por uma caminhada sozinha para amadurecer; se tivesse casada, seu relacionamento afetivo não iria dar certo. Vai vir seu verdadeiro companheiro ainda nesta vida, onde vocês serão parceiros. Não vai ser aquela paixão, mas serão bons companheiros. Cuide de sua mãe com amor e carinho. Seja humilde e cuidado com as palavras”.

Na 4ª sessão de regressão, ela me relatou: “O meu mentor espiritual fala que está muito contente por eu estar fazendo esse tratamento, que já era para ter começado essa terapia antes, pois teria aceitado melhor o desencarne de meu pai porque ele teria me preparado, me mostrado o desencarne de meu pai. Mas diz que não importa isso agora, pede sempre para elevar meu pensamento a Deus, que o socorro vem do Alto, e pede para ter fé. Ele diz: – Estou muito feliz pela sua caminhada!

Fala que realmente tenho conseguido ficar mais perto dele, que amadureci muito, entendi muitas coisas da vida, e que agora sei que tudo tem um propósito.

Pede para que sempre ore, que tenha humildade, e diz: – Leia bons livros que vão te enriquecer. Hoje mesmo em seu trabalho você teve uma experiência com sua colega que estava muito nervosa. Você elevou seus pensamentos e não entrou na negatividade, na vibração negativa dela, e aquele clima ruim se dissipou. A energia ruim de sua colega não te contagiou. Parabéns! Antes, você deixava ser contagiada, ficava tensa, nervosa, e não conseguia trabalhar direito. Se você não tivesse fazendo essa terapia, estaria doente porque a cura está em se sintonizar com o Alto (Deus) e isso você resgatou nessa terapia. O seu principal aprendizado, lição maior é a humildade, saber exercer a liderança com humildade, pois como você tem facilidade de aprender com rapidez, precisa ter paciência com os que têm mais dificuldade.

Você nunca teve paciência, pois seu raciocínio é muito rápido e, por isso, vem gente trabalhar com você com mais dificuldade de aprender o serviço justamente para você exercer a paciência, humildade e ensiná-las. Essas são as suas principais lições que deve aprender, leve essas lições a sério”.

Na 5ª e última sessão, ela me disse: “Vejo uma cidade que irradia muita luz, as pessoas estão todas vestidas de branco, as construções têm cones altos, o lugar tem muita harmonia. Há muito verde, flores, e é muito limpo… Meu mentor espiritual me dá boas vindas, diz que essa cidade é uma colônia do plano espiritual muito evoluída.

Diz que está me mostrando essa cidade para que eu saiba que existem essas colônias espirituais para fortalecer a minha fé na existência do plano invisível, que existe vida após a morte. Afirma que não existe morte, e que tudo é uma evolução, embora lenta; por isso, não adianta ficar ansiosa, pois tudo acontece no tempo e na hora certa. Diz ainda que está contente por eu estar me conectando com ele, mas ressalta que só pude fazer isso ao vir a essa terapia. Falou que só agora pude perceber que realmente existe uma ajuda espiritual, que existe vida após a morte, que tudo tem um propósito, e que tudo é mostrado no seu devido tempo.

Pede para me concentrar no presente, pois é através dele que construímos o futuro, e que o passado serve para extrair lições e não para ficar apegada nele. Pede também para aproveitar o meu tempo de forma edificante, não o desperdiçando.

Revela que tem bastante luz em meu caminho, e que ele sempre vai estar comigo, mas preciso me sintonizar com ele”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode se sintonizar mais com ele? – Peço à paciente.

“Diz que é através de bons pensamentos e orando. Fala que não posso ficar sem orar, pois se não me sintonizar com a luz, caio na escuridão, e aí tudo desanda. Afirma que sou uma pessoa bem sucedida porque sempre me sintonizei com a luz, e que tenho muitos amigos, seres espirituais de luz, que sempre me amparam. Eu agradeço a todos por esse amparo (paciente fala chorando).

Diz que está encerrando o nosso tratamento, e que agora tenho as ferramentas para caminhar sozinha. Agradece muito ao senhor, Dr. Shimoda, fala que foi uma excelente terapia, a TRE, reitera novamente dizendo que se não tivesse vindo a essa terapia, teria adoecido porque não teria me conectado com ele.

Pede para o senhor continuar com esse trabalho porque ainda o senhor vai poder ajudar muita gente, que esse trabalho está sendo também um passo muito grande em sua evolução… Vejo muita luz aqui no consultório, há outros seres de luz juntos com o meu mentor espiritual. Ele agora está se despedindo, indo embora”.

Esvazie sua mente para entender a vida

Um discípulo veio procurar um mestre Zen (tipo de meditação contemplativa japonesa que visa levar o praticante à experiência direta da realidade através da observação da própria mente e da paralisação dos pensamentos) para que lhe mostrasse a verdade da vida. Em silêncio, o mestre serviu chá ao discípulo enchendo sua xícara. Apesar de a xícara estar transbordando de chá, ele continuou a enchê-la.

Não aguentando mais, o discípulo lhe indagou se ele não estava percebendo que a xícara estava transbordando de chá. O mestre então lhe respondeu: “Da mesma forma que essa xícara, se sua mente estiver cheia, saturada de preconceitos, de ideias preconcebidas, de crenças, como vou poder lhe passar a verdade da vida?”.

Ato contínuo esvaziou a xícara, enchendo-o novamente de chá e afirmou: “Só assim vou poder lhe passar os ensinamentos”.

Não por acaso, o físico Albert Einstein disse: “É mais fácil quebrar o núcleo de um átomo do que os preconceitos humanos”.

Quando em 2006 estava no início da elaboração da TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim, uma mentora espiritual de uma paciente me mandou o seguinte recado: “Nessa terapia, a TRE, alguns pacientes vão resistir em se entregar, mas muitos também irão resistir inicialmente, mas depois irão se entregar e se transformar”. A resistência que ela estava se referindo era em relação à mente do ego dos pacientes, que é a mente da dúvida, incredulidade, ceticismo, dos preconceitos, valores morais, religiosos e culturais acerca da regressão de memória, hipnose e assuntos espirituais correlatos como vida após a morte, reencarnação, plano espiritual, obsessores espirituais, mentores espirituais, mediunidade, etc., além, obviamente, do medo do desconhecido.

Não podemos esquecer também que vivemos numa sociedade ocidental que valoriza e reforça muito o materialismo científico (só é real, aceitável, aquilo que é observável, palpável, concreto, mensurável, replicável) e o raciocínio lógico, cartesiano.

Desta forma, os pacientes muito céticos, incrédulos, excessivamente racionais, encontram muita dificuldade de se entregarem nessa terapia. Dentro do processo regressivo, o hemisfério direito do cérebro (intuição) é muito utilizado, exigido pelo paciente, pois a lembrança reencarnatória ou mesmo o reconhecimento de seres espirituais – seja das trevas (obsessores espirituais) ou da luz (mentores espirituais) se dão – na maioria das vezes – de forma intuitiva, em impressão, sensação. É aqui que entra a fé ou não ter fé.

Santo Inácio de Loyola, mentor espiritual do médium brasileiro de cura, João de Deus, disse: “Aos que creem, nenhuma palavra é preciso; aos que não creem, nenhuma palavra é possível”.

O paciente descrente tende a duvidar, achar que é imaginação, fantasia o que percebeu na sessão de regressão porque acredita que o que não pode ser entendido ou explicado pelo intelecto, não existe.

Mas por quê?

Porque a mente racional do ego se fecha, fica presa, circunscrita apenas nos limites da razão, dos cinco sentidos, e a intuição não pode penetrar. É por isso que Einstein dizia também “que não existe caminho lógico para a descoberta das leis universais; o único caminho é a intuição”. Ou seja, só aqueles que são capazes de ir além das limitações da lógica racional conseguem intuir. Eu me recordo de um paciente, um físico, com P.h.D (doutorado) pelo MIT(Massachusetts Institute of Technology), um Centro de excelência universitário de educação e pesquisa privado em Cambridge, Massachusetts, nos EUA.

Após passar pela 1ª sessão de regressão, ele me disse: “Aconteceu algo aqui que vai além da capacidade de compreensão, de entendimento do meu intelecto”.

Muitos pacientes me indagam se o que trouxe na regressão de memória foi uma imaginação, fantasia, ou realmente uma memória reencarnatória de uma vida passada. O Dr. Júlio Peres, neuropsicólogo brasileiro do INTVP (Instituto Nacional de Pesquisas e Terapia Vivencial Peres) pesquisou o funcionamento do cérebro durante o processo de regressão a vidas passadas com pacientes voluntários. Fez esse estudo em parceria com a Universidade de Pensilvânia – EUA.

O exame de ressonância magnética com os pacientes em regressão de memória revelou que as estruturas do cérebro que entraram em atividade foram o lobo médio temporal (memória) e o lobo pré-frontal esquerdo (emoção).

Conclusão da pesquisa: Os relatos das vidas passadas descritos pelos pacientes nas sessões de regressão não foram fruto da imaginação, pois a estrutura do cérebro responsável pela imaginação (lobo frontal) não foi ativada.

É importante esclarecer também que a razão (ego) reconhece dois elementos: a) conhecido; b) desconhecido (o que ainda não é conhecido), enquanto que a intuição, o sentir, que é a linguagem da alma, do espírito, reconhece um 3º elemento que é o incognoscível (tudo que não pode ser conhecido, entendido pela razão, intelecto).

O incognoscível são os segredos, os mistérios da vida. Todavia, na vida existem coisas mais profundas que a razão não pode entender, mas a vida tem suas razões.

Caso Clínico: Medo de não constituir uma família, ficar sozinha e velha.

Mulher de 35 anos, solteira.

Paciente me procurou por estar muito angustiada, depressiva, querendo entender a sua vida afetiva, pois tinha medo de se envolver com um homem e ser rejeitada. Quando conhecia um homem e este se interessava por ela, dava o seu telefone errado, mentia o seu nome. Mas o destino lhe pregou uma peça: acabou conhecendo o Antônio (nome fictício) e se envolveu com ele; porém, como ele tinha acabado de se separar de sua esposa, estava confuso e lhe disse que não queria se envolver com ela. No entanto, meses depois a procurou novamente, mas sumiu de novo.

Desde que se envolveu com Antônio ficou muito estressada a ponto de sentir uma sensação de desmaio, mal súbito, que às vezes vinham acompanhados de angústia, vazio, ficava desequilibrada, perturbada. Se estava em casa, não queira sair, tinha que ficar quieta para passar esse mal súbito; se estava na rua quando sentia esse mal súbito queria voltar o quanto antes para casa. Muitas vezes, quando sentia esse mal estar dava vontade de chorar.

Desde a adolescência sempre teve medo de não encontrar seu verdadeiro companheiro e não constituir uma família, e isso estava refletindo atualmente em seu trabalho. Desta forma, queria entender por que essa ligação tão forte que sentia pelo Antônio, apesar dele não querer se envolver, ter um relacionamento sério com ela.

Queria saber também qual era seu verdadeiro caminho profissional, pois tinha dúvidas em definir qual a especialidade que teria que escolher como médica.

Após passar por quatro sessões de regressão, a paciente me relatou: “Estou sentindo a minha mão direita, o dorso quente e formigando (era um ser espiritual de luz que estava segurando a sua mão). Alguém segura a minha mão, mas é uma sensação boa. Sinto a mão pulsar… Agora, soltou”.

– Pergunte em pensamento para esse ser espiritual se ele tem algo a lhe dizer? – Peço à paciente.

“Veio à impressão (intuição) que esse ser diz que está tudo bem, mas fico duvidando se sou eu que estou respondendo (é comum nessa terapia o paciente duvidar – ao se comunicar com os seres desencarnados – se o que vem à sua mente, a resposta, é mesmo de um ser espiritual ou é o próprio paciente que está respondendo, pois em 90% dos casos a comunicação com os seres espirituais ocorre de forma telepática, em pensamento, isto é, de forma intuitiva).

Parece que é uma mulher e a impressão que ela me passa é muito boa… Não sinto mais dormência na minha mão, mas sinto pulsar como se ela tivesse passando vida, o pulsar representa a vida. (pausa).

Agora, eu a vejo melhor, ela tem cabelo preto, ondulado, usa roupa azul”.

– Pergunte a esse ser de luz quem é ele? – Peço-lhe.

“Diz que é a minha mentora espiritual. Fala que está tudo bem (paciente fala chorando).

É um choro de emoção, coisa boa. Falou que o meu sofrimento vai acabar, pede para me acalmar. Diz ainda: – Madalena (nome fictício da paciente) tenha fé!

Deixe que as coisas venham naturalmente em sua vida. Já passou! (paciente chora copiosamente).

É como se o sofrimento que eu tinha que passar havia terminado. A minha mentora espiritual fala que sou uma boa filha, apesar de às vezes não ter paciência com minha mãe. Fala ainda que tenho um bom coração, mas que preciso me valorizar mais, não fazer só pelos outros, mas cuidar de mim também”. (pausa).

– Pergunte-lhe por que desde a adolescência você tem medo de se envolver com os homens e ser rejeitada?

“Revela que vêm do abandono de uma vida passada… Vejo uma mulher com um pano na cabeça. Sou eu nessa vida passada. Estou na sarjeta de uma rua, não vejo o meu rosto, mas sinto muita tristeza, pois fui abandonada pelo meu marido. Eu me sinto acabada, sofrida… Acho que morri nessa sarjeta me sentindo abandonada e rejeitada”.

– Pergunte à sua mentora espiritual por que essa ligação tão forte que você sente pelo Antônio?

“Fala que vem de muitas vidas, que fomos marido e mulher em todas elas. O Antônio é a minha alma gêmea, mas que estamos em patamares diferentes (almas gêmeas –embora muitos acreditem que são almas idênticas, como um clone – na verdade, não são iguais, pois no Universo não existe ninguém idêntico, igual ao outro, pois somos diferentes, a nossa alma guarda em si uma individualidade inviolável; sendo assim, duas almas gêmeas podem estar em patamares diferentes de evolução espiritual, um mais evoluído e o outro menos).

Fala também que o Antônio, minha alma gêmea, precisa se esclarecer mais espiritualmente e resolver algumas pendências cármicas, e só assim vamos ficar juntos como casal. Pede para ter fé, orar por ele, mas diz que vai ficar tudo bem entre nós”.

– Pergunte-lhe de onde vem essa sensação de desmaio, mal súbito que vem acompanhados de angústia e vazio?

“Diz que vem mais do Antônio do que de mim (almas gêmeas, por serem almas afins, estão muito ligadas a ponto de um sentir o que o outro sente). Fala que devo orar por ele para melhorar esse mal súbito que sinto”.

– Pergunte-lhe qual é o seu principal aprendizado, lição maior que você deve aprender na vida atual?

“É me amar, pois esclarece que não adianta amar os outros se não me amar. Mas afirma que com essa terapia, a TRE, já entendi o propósito de minha vida que é me conhecer melhor para me melhorar enquanto ser humano, aceitar e confiar que sou boa porque ainda sou descrente a meu respeito… Vejo agora no plano espiritual de luz, um jardim com gramado bem verde, vasto, vários seres de luz, todos vestidos de branco. (pausa).

A minha mentora espiritual me mostra o plano de luz dizendo que sou muito amada por esses seres de luz, que é a minha família espiritual (é a nossa verdadeira família, de onde viemos do plano espiritual), e que todos torcem e oram por mim”.

– Pergunte-lhe como você pode se amar mais?

“Fala que é cuidando mais de mim, fazendo as coisas que gosto, que me fazem bem, como por exemplo, saindo mais de casa, procurando mais os meus amigos, não me isolando como venho fazendo. É não recusar os convites das pessoas para sair”.

– Qual é o seu verdadeiro caminho profissional?

“Ela diz que é dar conforto aos que sofrem como médica. Na verdade, não queria, mas agora entendo que o lugar onde trabalho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é o lugar certo para eu trabalhar. Diz ainda que é por isso que desde criança queria ser médica, pois já sabia que seria essa minha profissão, e que foi ela que me orientou, intuiu a trabalhar na UTI do Hospital, onde não queria trabalhar.

Esclarece que a maioria dos médicos intensivistas não tem preparo para lidar com a morte dos pacientes porque foram treinados, orientados para salvar vidas e não preparar os pacientes moribundos à morte. Por isso, a minha missão é preparar esses pacientes, ajudando-os, fazendo a transição para o plano espiritual. Então, como médica intensivista e tendo uma visão mais espiritualizada vou poder ajudá-los melhor. Esclarece também que foi ela quem interviu a não dar certo eu me transferir para o setor de pediatra, onde queria trabalhar. (pausa).

Vejo agora vários leitos, um ao lado do outro, num campo de guerra… É outra vida passada, onde era também uma médica que amputava pernas dos soldados feridos. Fazia também curativos para salvar os pacientes.  Já pensei em trabalhar como médica sem fronteiras, mas a minha mentora espiritual fala que não preciso sair do Brasil”.

– Pergunte para sua mentora espiritual se ela tem mais algo a lhe dizer?

“Ela agradece ao senhor por seu trabalho, que essa terapia, a TRE, é excepcional, que antes de eu vir a essa terapia ela tinha dúvidas se eu iria conseguir me entregar nas sessões de regressão porque sou muito hiperativa e com dificuldade de concentração, mas ela confessa que se surpreendeu, pois me saí muito bem, eu me entreguei nessa terapia. Fala que o plano espiritual de luz está muito feliz com os resultados que obtive nessa terapia, que foi melhor do que todos imaginavam.

Diz que não preciso mais voltar a essa terapia. Mas, se mais para frente sentir necessidade, eu posso voltar. Diz ainda que sempre se comunicou comigo, porém, a minha descrença, o meu lado racional (ego), a minha falta de confiança em mim, não me permitiu acreditar em minha intuição. Afirma que sempre se comunicou comigo em pensamento, intuitivamente.

Afirma também que no fundo eu sabia que havia uma força maior responsável por determinados acontecimentos em minha vida. Ela me dá como exemplos o fato de passar na Faculdade de Medicina e depois na residência do Hospital onde trabalho atualmente. Revela que sempre eu soube que esses acontecimentos não dependiam só de  mim, que eu sabia que iria ser dessa forma, tanto que depois veio a se confirmar. No entanto, mesmo assim, eu duvidava de minha capacidade de intuir. Pede só para ter fé em mim e nos seres de luz que me amparam sempre. (pausa).

Agora, estou lhe perguntando qual a conduta que devo tomar em relação ao Antônio?

Diz para eu baixar a minha guarda, orar por ele, e aguardar que ele vai ter o tempo dele para se refazer, pois acabou de se separar de sua esposa. Pede para me aquietar, não pedir muito a opinião de minhas amigas. É para confiar mais em mim, em minha intuição, no que sinto. Ela está se despedindo, fala que tudo vai ficar bem, que o que eu tinha que saber nessa terapia, eu soube”.

Mestres Ascensionados, Anjos e Arcanjos

Quando era um psicólogo convencional, devido a minha formação acadêmica cartesiana, lógica e racional, acreditava e aplicava em meus pacientes métodos psicoterápicos do materialismo científico, que negam, recusam-se a ver o ser humano em sua totalidade (mente, corpo e espírito).

Hoje, sou um terapeuta holístico, pois vejo o ser humano de forma integral, em sua totalidade, colaborando em sua saúde física, mental, emocional, social e espiritual.

Na verdade, do ponto de vista espiritual posso afirmar que estou e não sou um terapeuta holístico, pois tudo não passa de um rótulo na vida terrena e, portanto, uma ilusão, efêmero, afinal, somos seres espirituais – e não seres carnais como muitos ainda acreditam – passando temporariamente por uma experiência terrena, em busca de mais evolução, mas esquecidos disso. Da mesma forma que em vidas passadas estive em papéis sociais diversos – pai, filho, marido, esposa, rico, pobre, católico, presbiteriano, budista, etc., na encarnação atual estive também como psicólogo e agora estou como terapeuta holístico devidamente credenciado no CRT(Conselho Regional dos Terapeutas), cuja inscrição é 43337 como manda o figurino da vida terrena.

Por isso, me sinto um ET, pois não me encaixo, enquadro nos rótulos que a sociedade nos impõe. Outro dia, estava me trocando no quarto e, para não acordar a minha esposa, eu me troquei no escuro e, quando cheguei ao consultório uma paciente chamou a minha atenção rindo, dizendo que eu estava calçando um sapato preto num pé e, no outro, um sapato marrom, de outro par.

Pensei constrangido: – Coisas da vida, ela deve achar que isso não é desatenção, mas que estou ficando maluco!

Voltando a falar de coisa séria: há tempos atrás quando estava no papel de psicólogo, não acreditava em bruxos, trabalhos feitos, magia, vidas passadas, plano espiritual, anjos, arcanjos, mestres ascensionados, que são chamados de mestres porque orientam espiritualmente os encarnados que estão em busca de evolução espiritual na Terra, e ascensionados porque já encarnaram e evoluíram, afastando-se da limitações das experiências carnais, ascendendo ao amor incondicional.

A Grande Fraternidade Branca é uma organização cósmica universal que atua em benefício da evolução dos encarnados no Planeta Terra. Fraternidade significa convivência entre irmãos de sangue ou não e a denominação “Branca” se refere à aura de luz branca que envolve estes seres e representa clareza, pureza, limpidez, serviço desinteressado.

Mas, em minhas observações sistemáticas, diurtunas, de mais de 20.000 sessões de regressão das experiências de meus pacientes são comuns anjos, arcanjos e os mestres ascensionados – muitos deles seus mentores espirituais – aparecerem nas sessões de regressão para orientá-los acerca da causa e resolução de seus problemas, bem como as lições benéficas e necessárias à sua evolução, crescimento espiritual.

Caso Clínico: Medo de dirigir carro

Mulher de 28 anos, casada.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que tinha tanto medo de dirigir carro, bem como acompanhar o marido quando este dirigia. Era também muito controladora e entrava em desespero, ficava insegura quando algo saia de seu controle.

Após passar por três sessões de regressão, na 4ª sessão, ela me relatou: “Estou dirigindo um carro… É uma vida passada. Vejo uma estrada, de um lado é morro e do outro é um precipício. Ela tem muitas curvas e é dia. Dirijo muito rápido, é um carro vermelho… Numa das curvas perco a direção, bato na guia, e acabo caindo no precipício. Antes, eu me senti dirigindo, segurando o volante, eu era uma mulher, pois vi minhas mãos. Estava correndo muito”.

– Veja o que mais que lhe vem? – peço à paciente.

“Olho para baixo e vejo o meu carro em pedaços num vale que parece deserto. O motor do carro ficava atrás, era um modelo esportivo, dos anos 70… Parece que entrei num redemoinho escuro, sinto uma forte dor na minha cabeça. (pausa).

Agora, do meu lado esquerdo no consultório, sinto uma brisa suave, agradável (é comum nessa terapia os pacientes sentirem uma brisa suave, agradável, que é a presença de um ser espiritual de luz).

Vejo um ser de luz em minha frente, fala que é o meu mentor espiritual, que é o Anjo Gabriel. Diz que embora não acredite que seja ele, está aqui para me dar segurança, fala para acreditar, que está sempre comigo, e pede para eu ficar em paz”.

– Veja se vem mais algo? – peço-lhe.

“Só o sinto do meu lado esquerdo”.

– Pergunte-lhe por que ele te mostrou essa cena do acidente de carro?

“Fala que me mostrou para eu entender de onde vem o meu medo de dirigir carro. Esclarece que vim a desencarnar naquela existência passada quando tinha 28 anos, a mesma idade de hoje. Por isso, o meu medo de dirigir acirrou quando completei 28 anos. Hoje mesmo quando o meu marido me trouxe ao seu consultório fiquei muito apreensiva e tensa quando ele estava dirigindo.

O anjo Gabriel fala que naquele acidente da existência passada, eu vi o meu carro caindo no precipício porque já estava fora de meu corpo físico, em espírito.

Mas pede para não ficar pensando nessa cena do acidente que ele me mostrou, pois isso foi numa outra vida, que preciso me libertar disso. Revela também que eles me mandaram o meu marido na existência atual porque ele é uma espécie de guardião, veio em minha vida para me ajudar.

Diz que nada acontece por acaso, e se sofri aquele acidente de carro naquela vida passada, e a minha vida terminou daquele jeito, teve uma razão, um propósito. Mas aquilo já passou e é hora de seguir em frente. Ele fala: – Dê paz ao seu coração!

Agora, estou me despedindo dele e ele me diz que vamos nos ver novamente na próxima sessão”.

Na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: “Vejo uma criança, uma menina de 5, 6 anos, tem os cabelos até os ombros, usa roupa de couro, não é costurado, é rústico… É outra vida passada e essa criança sou eu. Ela nada num rio onde a correnteza é forte e a arrasta para frente.

É dia, mas está nublado. Nossa! Vejo no final dessa correnteza a queda de uma cachoeira enorme… A criança está caindo, girando nessa cachoeira”.

– Veja o que aconteceu com você nessa existência passada? – Peço-lhe.

“Ela sumiu, mas agora a vejo boiando n’água, a menina sobreviveu. Ela está com frio, com muito medo, tremendo. Agora, ela está longe da queda da cachoeira, está num rio calmo, mas em estado de choque. O Anjo Gabriel fala para eu ver como é a vida, que a gente pode passar por momentos difíceis, mas nem sempre acontece o que a gente espera. Fala também que o que aconteceu comigo naquela vida passada eu superei, e da mesma forma afirma que tenho que superar na vida atual, largar esses pesos que carrego e deixar o passado para trás. Esclarece ainda que se libertar do passado não é só esquecer, mas perdoar e, para isso, é preciso ter humildade, saber perder, pois a vida é feita de ganhos e perdas, acertos e erros; por isso também é preciso aprender com os erros.

Diz que humildade é aceitar que as coisas foram do jeito que foram e não do jeito que a gente gostaria que fosse. Diz ainda: – Na vida quando você arrisca nem sempre o resultado é negativo, e se for, estarei com você para apoiá-la. Você tem que superar os acontecimentos desagradáveis da vida com mais facilidade.

Mostra novamente a cena que quase morri naquela cachoeira e diz: – Você se refez daquele susto, do medo, mas na calmaria do rio que você sente, com a leveza d’água, deixe que as pessoas e situações de vida fluam. Não queira controlar as pessoas e os acontecimentos da vida. Você passou por muitas situações traumáticas, mas foram lições a serem aprendidas e pronto!

Eu lhe mostrei até agora alguns exemplos dessas vidas passadas para você ver e acreditar que seu medo de dirigir e de ser controladora, de entrar em desespero e ficar insegura quando algo sai de seu controle, a causa não vem da vida atual. Fique bem, minha querida!

Você tem um coração muito bom, mas com o medo esse bem fica mal, seu amor fica travado e a tua luz não brilha. Tenha a certeza que aqui no consultório conseguimos um contato mais próximo e focado, além do que aqui você está sendo protegida, assessorada e curada por outros espíritos superiores, que um dia você fará parte deles também.

Não se deixe envolver com coisas pequenas que acabam amarrando a tua alma e não só machucam as pessoas ao seu redor, mas a si mesma. Nós continuaremos com você, sempre te acompanhando e te orientando em sua vida.

Fale para o Dr. Osvaldo que tenho muito carinho por ele, que essa terapia vai ainda se propagar muito, pois ele é muito bom, e você tem muita sorte de estar nessa terapia recebendo todas essas orientações. Ele passou por muitas provações para chegar aonde chegou, isto é, criar essa terapia, a TRE. (pausa).

Vejo não só o Anjo Gabriel no consultório, mas outros seres de luz que o acompanham.

Todos agora estão indo… Só vejo muita luz, e sinto um amor muito grande dentro de mim”.

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O que é o Vale dos Suicidas?

Nota de esclarecimento:

Quero esclarecer aos meus queridos e fiéis leitores (as), que vêm acompanhando assiduamente os meus artigos e relatos de pacientes que passaram pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, que por motivo pessoal de saúde não estava mais publicando novos artigos e casos clínicos, apenas reproduzindo os casos que já haviam sido publicados.

Sendo assim, por respeito e consideração aos fiéis leitores (as), pacientes e ex-pacientes, alunos e ex-alunos, amigos, informo que a partir desta data voltarei a escrever e publicar quinzenalmente novos artigos e casos clínicos em meu site “Espaço da Espiritualidade” (www.osvaldoshimoda.com).

Que a Luz do Altíssimo e a Luz de Maria e de Cristo iluminem os vossos corações!

Com todo amor Crístico,

Osvaldo Shimoda

São Paulo, 13/abril/ 2015.

O que é o Vale dos Suicidas?

É uma região do umbral (trevas) onde os espíritos desencarnados que praticaram o suicídio quando em vida se agrupam pela lei da atração ou afinidade, uma das leis universais, que pode ser traduzida na máxima “Os iguais se atraem”.

A médium Yvonne Pereira, em seu livro psicografado “Memórias de um suicida”, descrito pelo espírito Camilo Castelo Branco, fala do Vale dos Suicidas, onde os seres desencarnados suicidas vivem os mesmos dramas, dores e aflições, agrupando-se no mesmo vale das trevas.

Da mesma forma, agrupam-se também nas trevas, em vales, por afinidade, os espíritos ligados às drogas, à loucura, aos desequilíbrios sexuais, às guerras, aos abortos (abortados e aborteiros vivem nesses vales lado a lado).

Mas todo suicida vai parar no Vale dos Suicidas?

Na minha experiência clínica, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, onde os pacientes descrevem suas vidas passadas no umbral após terem praticado o suicídio, posso afirmar que cada caso é um caso.

Muitos – após cometerem o suicídio na vida pretérita – ficam presos ao local do crime, pois não conseguem se libertar por terem transgredido a lei da vida.

Eu me recordo de uma paciente que numa existência passada fora um general autoritário, vaidoso, arrogante e centralizador. Numa das reuniões com seus comandados foi questionado por um auxiliar de sua estratégia de guerra equivocada, onde iria colocar em risco a vida de suas tropas.

Mandou o auxiliar calar a boca por se sentir afrontado em sua autoridade. Mas seu auxiliar estava certo, pois toda a tropa fora dizimada, inclusive seu filho (o general não sabia que ele fora convocado para participar dessa batalha).

Desolado, cabisbaixo, viu seu filho e os soldados ensanguentados, mortos no chão. Pegou o corpo do filho e o enterrou. Após isso, subiu em seu cavalo e foi em direção a um estábulo e pegou uma corda, jogando-a por cima de uma viga do teto, e deu cabo à sua vida, enforcando-se. Após o suicídio, em espírito, ficava observando seu corpo físico balançando na corda.

Não conseguia sair da cena do crime e, mesmo após um longo tempo, continuava vendo seu corpo se decompondo. Transcorrido muitos e muitos anos, apareceu uma senhora vestindo uma túnica branca – era sua mentora espiritual – que lhe disse que havia chegado o momento de sair daquele local e o levou para o plano de luz.

Eu me recordo também de outra paciente, cujo tio, irmão de seu pai, e que havia se suicidado em seu quarto dando um tiro em sua cabeça, apareceu em espírito numa de suas sessões de regressão em meu consultório pedindo ajuda.

Ele não conseguia sair daquele quarto, pois se sentia culpado, bastante arrependido por ter tirado sua própria vida. A paciente orou muito por ele, emanando-lhe diariamente a luz dourada de Cristo, até que em uma das sessões de regressão, seu tio foi levado pelos seres amparadores de luz para uma Luz Maior.

Quero finalizar esse artigo dando um recado aos que pensam em suicídio. O suicídio não é a solução. O suicida materialista pode achar que seja a porta de saída para seus problemas, mas, para o espiritualista que acredita que a vida continua após a morte do corpo físico, o suicídio é porta de entrada para mais problemas, dores e aflições.

Caso Clínico: O Vale dos Suicidas

Mulher de 25 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório por sentir angústia, aflição e aperto no peito sempre ao cair da noite. Por isso, evitava ir a festas, aniversários, eventos sociais, etc., e, com isso, só saia de casa durante o dia. Mas, quando estava longe de sua casa e começava a escurecer, ficava muito nervosa, perturbada, chorava, pois tinha medo de não conseguir chegar a tempo em sua casa, antes do anoitecer.

Na entrevista inicial (anamnese), eu lhe fiz as seguintes perguntas: 1) Quando você começou a ter essa angústia, aflição e aperto no peito?

Paciente: – Bom, que eu me lembre desde os sete anos, mas um dia conversando com os meus pais eles me disseram que desde quando nasci eu chorava muito quando começava a anoitecer.

2) O que essa angústia, aflição e aperto no peito lhe trouxe de malefício em sua vida?

Paciente: – Não tenho amizades, namorado, convívio social, pois quando sou convidado para festas, cinema, encontro com amigos, eu recuso, pois a maioria desses eventos é à noite. Com isso, também não consigo namorar, pois todos os meus namorados não aceitam eu não querer sair à noite, principalmente, nos fins de semana.

3) E como ocorreu o start para você procurar essa terapia, a TRE?

Paciente: – Eu já tinha lido alguns de seus artigos no seu site, mas nunca tive coragem de te procurar, até que na semana passada o pior aconteceu: comecei a ficar muito angustiada em casa – antes só sentia isso fora de casa. Senti muita angústia, aflição, desespero, a ponto de não conseguir respirar, pois faltava ar. Então, disse para mim mesma: “Não aguento mais sentir tudo isso, vou procurar ajuda!”.

Na 1ª sessão de regressão, após ter utilizado o recurso técnico dessa terapia para facilitar o aprofundamento do relaxamento, que é fazer o paciente descer uma escada imaginária, ver um jardim e um portão, eu pedi à paciente que o atravessasse, mas ela viu só a escuridão atrás do portão.

Ela me disse: – Não enxergo nada, estou nervosa, pois estou sentindo novamente aquele desespero (paciente fala chorando).

Não vou conseguir… (chora de forma incontrolável).

Diante de seu desespero, resolvi encerrar essa sessão.

Na 2ª sessão, ela me relatou: – Novamente, não vejo nada atrás do portão.

A paciente me disse: – Eu me sinto desesperada, impotente (fala chorando).

Eu lhe esclareci que muitas vezes isso acontece nessa terapia por conta da ação de um obsessor espiritual (ser das trevas) que visa sabotar, não deixar o paciente ver nada e, com isso, fazer desistir dessa terapia. Pedi-lhe que se preparasse mais antes de vir a essa terapia, orando, para que pudesse se sintonizar mais com os seres de luz.

Na 3ª sessão, a paciente conseguiu ultrapassar o portão, pois, desta vez, não estava com medo, e, assim me relatou: – Sinto que tem um ser espiritual de luz que segura as minhas mãos… Sinto uma paz indescritível e muita segurança. (pausa).

Essa semana, conforme o senhor me orientou, orei bastante, pedi a Deus e ao meu mentor espiritual que me ajudassem nessa terapia e, com isso, percebi que essa semana foi bem mais tranquila, dormi muito bem.

Na 4ª sessão, ao atravessar o portão, além de sentir alguém (ser espiritual) segurando sua mão delicadamente, veio em pensamento, de forma intuitiva, a impressão de ouvir uma voz de uma mulher. A paciente me disse: – É uma voz muito calma, acalentadora… Ela se identificou como minha mentora espiritual, fala que irá me mostrar o porquê de minha angústia, aflição e aperto no peito. Mas para isso, preciso confiar nela, não temer, que tudo vai dar certo.

Agora, está abrindo como se fosse uma cortina… Vejo uma garota que parece ser eu, só que de uma vida passada.  Tenho 17 anos e gosto de pintar telas (hoje a paciente também gosta de pintar). É uma época antiga, parece ser do século XVIII.

A minha mentora espiritual me diz: – Segura a minha mão, pois o que você vai ver agora vai ser muito forte e vai explicar o porquê de seu problema.

Estamos bem perto dessa moça – que fui nessa vida passada – e vi no seu olhar algo semelhante ao que sinto hoje na vida atual: um vazio. (pausa).

Agora, essa moça – após ter terminado de pintar – vai até um celeiro. Ela sobe em um banquinho de madeira e amarra uma corda em seu pescoço… Meu Deus! Ela se enforcou (paciente fala chorando).

A minha mentora espiritual me mostrou o horário que ela se enforcou: 17h30min para 18 hs. Nossa! É o horário que em São Paulo começa a escurecer, e é por isso que me dá angústia, desespero e aperto no peito quando começa a anoitecer.

Ela não demorou em morrer, acredito que levou uns 3 minutos, foi muito rápido. Era uma moça tão bonita, jovem, tinha tudo pela frente e se matou daquele jeito! (fala chorando muito).

Na 5ª sessão, ela chegou ao meu consultório ansiosa, querendo saber mais de sua vida passada, estava muito angustiada. Ao atravessar o portão, veio novamente à cena do enforcamento… A minha mentora espiritual nessa sessão quer me mostrar o porquê de eu ter me enforcado naquela vida passada.

Fala que a moça tinha sido violentada e estava grávida. Tinha muita vergonha, não sabia o que fazer. Sentia desespero, angustiada, e a morte para ela parecia ser a melhor solução.

No final dessa sessão, eu a orientei para que fizesse mais cinco sessões de regressão, pois senti (intuí) que sua mentora espiritual precisava lhe mostrar mais coisas.

A paciente deu continuidade ao tratamento e, numa das sessões, ela se viu em espírito no Vale dos Suicidas, após se suicidar naquela vida, onde ficou por um longo tempo. O lugar era escuro, frio, ela ouvia gritos, gemidos, choros, um lugar horrível.

Na sessão seguinte, ela viu um anjo que a tirou daquele Vale, que resgatou junto com ela uma criança, a filha dela, pois a paciente se matou grávida.

No final dessa terapia, sua mentora espiritual lhe fez uma revelação futura (nessa modalidade de terapia, a TRE, quando o mentor espiritual do paciente julga ser benéfico, útil, faz uma progressão de memória, isto é, uma revelação futura).

Ela lhe esclareceu que a paciente veio à encarnação atual para ser mãe daquela criança. Ou seja, precisava reencarnar para cuidar daquela criança que morreu com ela naquela existência passada. A paciente ficou surpresa e feliz com essa revelação futura e me disse que não estava mais sentindo aquela angústia, aflição e aperto no peito.

Por que as relações familiares são tão complicadas?

É comum ler nos noticiários fartas reportagens envolvendo conflitos familiares, e isso independe da classe social (atingem tanto os pobres quantos os ricos).

No meu consultório, é frequente os pacientes procurarem a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim para entender seus relacionamentos familiares conturbados. Mas, por que as relações familiares costumam ser tão complicadas?

É óbvio que existem várias explicações teóricas para esses conflitos.
No entanto, dentro da minha prática clínica – desde 2006 com a terapia regressiva evolutiva -, ao lidar com inúmeros conflitos familiares, pude perceber que a TRE, como uma terapia reencarnacionista, foi o que mais me ajudou a entender e a tratar das disfunções familiares, ou seja, das pessoas que estão em constante desarmonia com suas famílias.
No início de meu trabalho, eu queria entender o porquê dos membros de uma família se darem muito bem, enquanto em outras todos estão sempre em pé-de-guerra, num verdadeiro barril de pólvora.

No meu entender, um grupo familiar é muito mais do que o resultado genético (DNA) da união entre os pais.

Em verdade, existem dois grupos de família: a carnal e a espiritual.

Família carnal (consanguínea): É aquela cujos membros estão juntos apenas por laços carnais (existe pouca ou nenhuma afinidade em conceitos como valores morais, religiosos, crenças, pensamentos ou sentimentos). É comum que um membro dessa família se sinta um estranho no ninho, sem sentir nenhuma afeição, identificação ou afinidade com a família.
Certa ocasião, uma paciente desabafou comigo dizendo que gostava de seus pais e irmãos, mas não sentia amor por eles, não sentia nenhuma afinidade com aquela família. Um dia teve um sonho onde apareceram os seus verdadeiros pais que a aconselharam a ter mais paciência com a sua família, pois tanto ela como eles reencarnaram juntos para todos aprenderem suas respectivas lições de vida. No sonho, a paciente chorava muito dizendo que sentia muita saudade pela ausência deles nessa vida terrena.
Neste aspecto, existe uma segunda família: a família espiritual (é a nossa verdadeira família, de onde viemos do plano espiritual).

É o caso dos pais espirituais que apareceram em sonho à paciente. Outra paciente me disse que desde criança dizia aos seus pais que eles não eram os seus verdadeiros pais. Estupefatos com a afirmativa da filha chegaram a levá-la a um psiquiatra infantil que não constatou nenhum distúrbio psiquiátrico na menina.
Em verdade, família espiritual é aquela cujos membros têm uma profunda afinidade, afeição, resultado em que estiveram juntos em várias encarnações, e que mantêm reforçados os seus laços de afinidade, mesmo não estando juntos após a morte física.
Por outro lado, no grupo familiar carnal, costuma ocorrer indiferença entre os membros, bem como atritos constantes. Como dizia o grande médium Chico Xavier: “É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.

Caso Clínico:
Repulsa pelo pai.
Mulher de 20 anos, solteira.

Veio ao meu consultório por conta de seu relacionamento difícil e truncado com o pai. Tinha repulsa, não conseguia sentir carinho por ele. Seu pai sempre foi muito autoritário, e, por isso, tinha pavor de receber suas ordens. Ele queria sempre dominá-la, daí se sentir incomodada pela simples presença dele. Desta forma, queria entender o porquê de sentir aversão e pavor do pai, principalmente, quando ele lhe dava ordens.

Ao regredir, ela me relatou: “Vejo lustres antigos, uma rua muito antiga… É uma vida passada. Está havendo uma rebelião, uma revolta, vejo muita gente correndo, atravessando de um lado para outro. As pessoas expressam no rosto muito medo… Agora está chegando uma carruagem, as pessoas estão com medo. Há uma autoridade dentro dela”. (pausa).

– Você consegue se ver nessa cena? – pergunto-lhe.
“ Estou descalça, sou uma pessoa muito pobre, humilde. Estou com os cabelos despenteados, visto roupas maltrapilhas, rasgadas. Sou mulher, meus olhos são puxados, meus cabelos estão sujos, espetados… Devo ter entre 20 e 25 anos”.

– Prossiga nessa cena – peço-lhe.
“Estou na rua, todos passam fome, necessidades. A gente está à mercê dessa autoridade que está dentro da carruagem. Eu me sinto impotente diante dele (pausa). Agora, me vejo falando muito, esbravejando, querendo colocar para fora essa revolta. As pessoas se dobram diante dele, mas, eu não, pois me vejo mais ereta, estou em pé. As pessoas atravessam essa rua com medo, quase rastejando. Eu não aceito a autoridade dele, embora eu também tenha medo desse homem. Eu tenho medo de uma agressão física. Sou valente, apesar de ser mulher, sinto revolta, mas ao mesmo tempo medo e angústia de ser descoberta porque posso morrer se ele me descobrir”.

– Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Esse homem que está dentro da carruagem usa um anelão de ouro, fuma um charuto. Ele é gordo, veste um sobretudo. Ele olha para todos de forma irônica e prepotente. Todos são magros, raquíticos, dobrados. Sua obesidade contrasta com o povo. Parece que ele não se compadece com a situação de todos, com a situação de fome e miséria. Parece que ele quer arrancar mais alguma coisa das pessoas, mas só vai conseguir isso escravizando todos porque bens materiais ninguém têm mais. É por isso que as pessoas correm com muito medo dele (pausa). Agora, estou me vendo com as duas mãos amarradas. Estou sendo arrastada, fui escravizada, estou sendo levada, e esse homem está rindo de mim. Ele me pegou como bode expiatório. Estou sendo arrastada, meus pés estão sendo arrastados, minhas costas estão beirando quase o chão. Minha boca está amordaçada. Vou esbravejando, sinto muita raiva.

Sinto muita raiva! Eu sinto ódio desse homem, pena que não posso matá-lo! (grita, chorando).

Agora, o vejo mais gordo, ele parece mais gordo ainda, como se o seu poder tivesse aumentado. Ele dá gargalhadas, fuma dando umas baforadas. Eu vou sendo arrastada por um longo período de tempo. Vou perdendo as forças… Caí num estado de tristeza. Eu me sinto injustiçada, só queria defender aquela gente (chora intensamente). Não vejo mais perspectivas. O sol vai caindo, faz horas que estamos rodando. Eu continuo sendo arrastada, ele não tem o menor respeito (pausa). Paramos. Estou uma morta-viva. Estou abandonada, nem ele sabe o que vai fazer comigo. Vejo de longe uma taberna. Estou muito triste, abandonada de tudo e de todos, e até de Deus. Sinto revolta de Deus, como ele permite isso?”.

– Prossiga nessa cena e veja o que acontece com você? – peço-lhe.
“Estou aguardando, só me resta chorar, esperá-lo, pois ele está se divertindo na taberna. Parece que ele e seus capangas estão bebendo, jogando. Vejo uma mesa de madeira grossa, todos estão ao redor da mesa jogando. Deve ter umas 10 ou 12 pessoas, só homens. É uma mesa oval. Estou quase perdendo os sentidos. Alguém lhe pergunta o que fazer comigo? Ele responde: – Deixa-a lá! (pausa).
Agora, apagou tudo, vejo tudo escuro, não vejo mais aquele homem. Acho que eu morri… Estou em espírito num lugar escuro, não estou mais amarrada, mas estou muito triste, como se não tivesse mais nada no mundo, como se tivesse perdido tudo. Estou longe das pessoas amadas… Estou deitada em posição fetal, no chão. Já não tenho aquela aparência maltrapilha. Tem um foco de luz dourada em cima de mim. Sinto que alguém me socorreu, esta luz é o meu mentor espiritual que me traz conforto, sinto-me bem agora. Agora, estou em pé com os dois braços abertos. Através das palmas das minhas mãos recebo a energia do universo. Estou emocionada, pois o meu mentor espiritual começa a clarear intensamente em minha frente. Não é uma luz que ofusca, mas é muito terna, calorosa. Sinto a sua presença que está recompondo o meu campo energético. É como se ele me encorajasse, estivesse me preparando para outra reencarnação (pausa). Estou de joelhos, agradecendo-lhe, numa postura muito humilde, eu o reverencio; sinto essa comunhão, me sinto agraciada pela sua presença.

Recebo mentalmente suas instruções – ele me diz que aquele senhor gordo é o meu pai dessa vida atual, e que eu preciso me reconciliar com ele, que a lição a aprender na encarnação atual é exercer o amor na relação com ele.
Tenho dúvidas se o que o meu mentor espiritual me propõe posso cumprir, mas aceito com muita humildade. Ele diz que trago para a vida atual muitas mágoas de meu pai. Diz ainda que preciso perdoá-lo, que o meu pai é um espírito atormentado, e que hoje – na vida atual – está muito mais aprisionado do que eu. Afirma que eu já tenho condições de sair dessa sintonia negativa com ele, e que o meu caminho é de luz, que é para eu seguir adiante, não importa o que aconteceu no passado (pausa). Sinto agora uma sensação de que eu posso ter paz, e que esta será a verdadeira cura para as minhas feridas. Afirma ainda que tenho todas as condições de tocar esse processo de renovação e de transformação interna”.

No final dessa sessão de regressão, a paciente estava bastante emocionada e me agradeceu por esse contato ímpar com o seu mentor espiritual, bem como por ter compreendido a origem de seu problema de relacionamento com o pai. Ela passou por mais quatro sessões de regressão e, no final do tratamento, disse-me que a repulsa e o pavor que sentia pelo pai haviam desaparecido.

Caros leitores (as):

A pedido da Espiritualidade preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação dos Mentores espirituais que nos assessoram – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores (as) e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Domingo (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

A benção do esquecimento do passado

Muitos espíritas questionam a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006 dizendo ser perigoso recordar experiências de vidas passadas, pois consideram uma benção o esquecimento do passado. Realmente, esse esquecimento é providencial, tem uma função, não é por acaso.

A providência divina cria um mecanismo de defesa psíquica em forma de esquecimento (amnésia) das experiências traumáticas do passado, seja desta ou de outras vidas.

Em outras palavras, aquilo que nos convêm a gente lembra; o que não nos convêm, ou seja, tudo aquilo que gera dor ao lembrarmos, reprimimos no fundo do inconsciente, procurando esquecer.

Desta forma, existe um mecanismo interno de defesa psíquica que é acionado automaticamente sempre que algo ameaça a nossa integridade moral e/ou emocional. Mas, por outro lado, se não mexermos nas experiências traumáticas, fazendo o paciente revivê-las, ele nunca irá se libertar de seu passado. É como uma ferida purulenta, se não a tratarmos, com o tempo, ela irá se agravando.

É o caso de um paciente que me procurou porque tinha pesadelos constantes à noite, acordava gritando, assustado e suado, mas não se lembrava de seus pesadelos.
Esses pesadelos começaram depois dele ter sido sequestrado em São Paulo, ou seja, sofria de stress pós-traumático. Geralmente esse stress é desencadeado quando a pessoa passa por experiências dolorosas, como: sequestro, violência sexual, perda de um ente querido de forma violenta (assassinato, desastre de carro, etc.).
As imagens da experiência traumática voltam de forma recorrente (repetitiva), gerando crises de ansiedade.

Mas, no caso desse paciente, ele não se lembrava de nada do ocorrido. As lembranças das experiências do sequestro que acabara de passar estavam reprimidas em seu inconsciente e se manifestavam em forma de pesadelos constantes quando estava dormindo. Ninguém em sua casa (morava com os pais e irmãos) conseguia mais dormir por conta desses pesadelos. Nas primeiras sessões de regressão, o paciente não conseguiu trazer as recordações desse sequestro em função desse mecanismo de defesa psíquica que estava resguardando-o de recordar suas experiências dolorosas.

Procurei respeitar seu mecanismo de defesa e esperei que as lembranças viessem espontaneamente, e foi o que aconteceu. Somente na 5ª sessão de regressão, o paciente trouxe suas recordações com forte conteúdo emocional.
Recordou experiências muito dolorosas do período que ficou no cativeiro. Ou seja, lembrou que os sequestradores estavam drogados e brincaram de roleta russa com ele, entre outras coisas.

Portanto, o objetivo da regressão é fazer o paciente recordar o seu passado e fazê-lo revivenciar para poder se livrar das emoções reprimidas. Em muitos casos, o fato de o paciente compreender a causa de seu problema e graças à liberação da carga emocional negativa – que sempre está atrelada à experiência dolorosa de seu passado – por si só tende a se curar. Foi o que aconteceu com esse paciente. Após revivenciar por várias sessões de regressão os acontecimentos dolorosos de seu passado, essas lembranças passaram a não mais incomodá-lo.

No início das regressões, ele ficava tenso, encolhido, chorava muito quando recordava o tempo que ficou no cativeiro.

No final do tratamento, conseguiu trazer o seu passado, desta vez, sem sentir dor e não teve mais aqueles pesadelos.

O mesmo procedimento terapêutico é aplicado nas recordações de vidas passadas. As lembranças de fatos traumáticos de vidas passadas que estavam reprimidos no inconsciente do paciente são afloradas no nível da consciência, espontaneamente, sem forçá-lo a recordar. O paciente só deixa aflorar as lembranças que está em condições de suportar e bloqueia aquelas que ainda o estão violentando.

É importante salientar que na TRE o paciente não se lembra de uma vida passada inteira, mas somente de fatos traumáticos que estão lhe trazendo desajustes no presente.
Neste sentido, nunca é demais afirmar que a regressão a vidas passadas é aplicada somente para fins terapêuticos com o intuito de ajudar o paciente a melhorar sua qualidade de vida. Por isso, não faz sentido aplicá-la apenas para satisfazer curiosidades fúteis, para se descobrir se alguém foi uma personalidade importante em vidas passadas.

Vou agora transcrever um e-mail que recebi de um internauta, leitor assíduo de meus artigos no Portal da Espiritualidade:

 

– Olá Dr. Shimoda, visito regularmente a sua home. Confesso que é o site de melhor conteúdo sobre Terapia de Vidas Passadas, pelo menos dos que eu já visitei. Parabéns! Recentemente o mestre espírita Divaldo Franco esteve em nossa cidade (Macapá, Estado do Amapá), e, apesar de não ter ido à sua palestra, soube que o mesmo fez referência aos seus trabalhos em TRE. Sou psicólogo de formação (há 12 anos exercendo a profissão) e, como atuo na área hospitalar, pretendo me especializar em hipnoterapia e/ou Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual.  Aqui em Macapá não existe nenhum hipnoterapeuta, muito menos terapeuta em TRE.

Abraços!.

Caso Clínico:
Pacto de Amor Eterno.
Mulher de 32 anos, solteira.

Veio ao meu consultório para entender o porquê de criar obstáculos, desculpas para não se envolver amorosamente com os homens. Desde criança, dizia para si: “Não nasci para casar e constituir uma família. Isso não é para mim”.
Quando um rapaz se interessava por ela, chegava a rezar para ele arrumar outra mulher. Por outro lado, quando se interessava por um homem, evitava-o quando este se aproximava dela, criando desculpas para si, justificativas para não se envolver afetivamente.
Queria entender também o porquê de estar viva, de viver; ao contrário, tinha uma fascinação pela morte. Não encontrava, portanto, uma razão para viver.

Ao regredir, ela me relatou: “Vejo o retrato de um homem com bigode, cabelos castanhos, pele clara. Deve ter uns 40 anos. Tenho a sensação de estar segurando este retrato e olhando para ele, mas não estou me vendo”.

– Mentalmente, dê uma olhada nos seus pés nessa cena – peço-lhe.
“Estou descalça e os meus pés são brancos. Tenho a impressão de que estou com os meus braços apoiados numa escrivaninha, sentada num banquinho. É noite, tem um lampião em cima de um tripé de madeira. Estou sozinha, uso um vestido bem longo, claro, as mangas são fofas, uso um colete e os meus cabelos são pretos, com cachinhos. Estou debruçada na escrivaninha olhando esse retrato desbotado (pausa). Sinto saudade, muita saudade desse homem”. (paciente começa a chorar copiosamente).

– Repita algumas vezes essa palavra “saudade” – peço-lhe.
“Agora, sinto como se o retrato se ampliasse” (pausa).

– Que recordação vem acerca desse homem? – pergunto-lhe.
“ Esse homem do retrato é o meu avô materno da vida atual. Não o conheci, só o vi numa foto que a minha mãe me mostrou… Ele foi o meu marido dessa vida passada, mas é bem diferente fisicamente do meu avô de hoje. Vem saudade porque ele morreu nessa vida passada. Fiquei viúva e me vejo segurando o seu retrato. Sinto muita tristeza. Ele era carinhoso, amigo e companheiro. Sinto uma perda muito grande” (chora copiosamente).

– Volte antes dessa cena do retrato, e veja como foi sua vida nessa existência passada? – peço-lhe (pausa).
“ Vejo-o andando numa rua de pedras redondas. Ele caminha com uma bengala e usa uma cartola na cabeça, cumprimenta as pessoas com gestos… Passa uma charrete e tem um jardim do lado. Agora o vejo se despedido de mim, acenando com a cartola… É só o que eu consigo ver”.

– Pergunte para o seu mentor espiritual por que hoje você cria obstáculos para não se envolver amorosamente com os homens? – peço à paciente.
“ Está vindo novamente a imagem de meu marido dessa existência passada. Ele está olhando para mim”.

– Como é o olhar dele? – pergunto-lhe.
“ É de tranquilidade, como se soubesse da resposta (pausa). Diz que fizemos um trato – de comum acordo – em que combinamos que não iríamos nos envolver com mais ninguém. Fizemos esse acordo ainda em vida naquela existência passada. Por isso, ele não me libera para eu me envolver com outro homem. (pausa). Agora estou vendo também a presença de outro homem, um velho. Ele está do lado do meu marido, orientando-o”.

– Quem é esse velho? – pergunto-lhe.
“ É o rabino que nos casou na época. Meu marido acredita nas palavras do rabino que lhe diz que o casamento é eterno e, portanto, ninguém deve ficar com outra pessoa”.

– Peça ajuda para o seu mentor espiritual que afaste o rabino para você conversar melhor com o seu marido – peço-lhe.
“Vejo agora uma mão segurando o braço do rabino e o afastando do meu marido. O rabino está se afastando, mas reclamando”.

– Converse com o seu marido e lhe diga que esse pacto foi feito nessa existência passada, e que agora não faz mais sentido preservá-lo, porque ambos estão em planos diferentes: ele está desencarnado no mundo espiritual e você encarnada no mundo terreno.

Peça-lhe para que a liberte desse pacto, e que cada um trilhe o seu caminho e sejam felizes. (pausa).
“ Eu lhe disse também que se ele me amava verdadeiramente, então que me soltasse. Ele ficou triste, mas concordou. Virou as costas e foi embora”.

– E você, como se sente? – perguntei-lhe.
“ Estou me sentindo aliviada, sem nenhum apego. Agora entendo também o meu fascínio pela morte. Era a interferência espiritual do meu marido dessa vida passada(avô materno de hoje) que queria que eu ficasse com ele no mundo espiritual”.

No final da sessão, ela me disse que tinha perdido o seu tempo por não encontrar um companheiro e constituir uma família. Sentia agora que estava aberta para um relacionamento amoroso.