O Apego leva ao sofrimento

Buda, Siddharta Gautama, dizia que o apego é um dos pilares que sustenta o sofrimento humano. É o apego de toda ordem: apego ao passado, às humilhações, ofensas, maus tratos, o sofrimento que alguém nos causou, e que a gente não esquece, não perdoa de coração, por conta do orgulho – outra forma de apego; apego aos bens materiais – são pessoas que preferem reagir ao assalto e perder suas vidas a entregar seus carros; apego à negatividade, vendo tudo com os olhos do mal, do pior, do temor, do criticismo, vendo e apontando só os defeitos alheios; apego ao corpo, à beleza física apenas – não por acaso, muitas mulheres sofrem de transtorno alimentar como a bulimia (excessiva preocupação em não engordar e, com isso, se ingerir uma comida provocam vômitos por sentirem culpa) e a anorexia (medo intenso de engordar a ponto de chegar a uma magreza exagerada que pode levar a um grau de desnutrição extrema chamada caquexia) por se apegarem ao corpo.

São excessivamente vaidosas, prendem-se apenas ao aspecto externo, esquecendo-se de desenvolver os aspectos internos como a bondade, compaixão, caridade, simplicidade, humildade, sabedoria e equilíbrio interno.

O apego é que nos impede também de largar o velho e partir para o novo, e isso dificulta uma mudança verdadeira. É o apego que faz com que se cultivem os vícios, inclusive os emocionais. É o caso da dependência afetiva, onde o casal nutre um relacionamento tóxico, doentio, destrutivo, e mesmo a solidão a dois.

Nesses casos, o cônjuge exerce na vida do outro como uma droga exerce nos drogaditos (viciados em drogas). O relacionamento é decorrente de um “amor” tirano, déspota, possessivo, ciumento, que tolhe, sufoca a liberdade do outro, mas mesmo assim, o casal não se separa, pois o cônjuge funciona na vida do outro como uma droga nociva. O apego à dor, ao sofrimento, cria o medo do novo, do desconhecido. Mas a vida é feita de escolhas dos quais teremos que assumir responsabilidades, e isso significa sair do papel de vítima, parar de culpar, responsabilizar os outros, a vida pelos nossos infortúnios. No entanto, a minha prática clínica me ensinou que infelizmente muitos pacientes estão dispostos a tudo, menos abrir mão de sua própria dor, de seu apego.

Por isso, Freud, o pai da psicanálise, dizia: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, o ser humano tende a mudar”.

Neste aspecto, só existem dois caminhos para o ser humano evoluir, crescer, meta única da reencarnação: pela dor ou pelo amor. Por isso, numa das sessões de regressão a mentora espiritual de uma paciente sabiamente lhe disse: “Filha, desapegue-se de tudo, menos de Deus”.

Caso clínico: Perda do pai

Mulher de 53 anos, solteira.

A paciente veio me procurar por conta da perda de seu pai e, após seu falecimento, perdeu 5 kilos, pois comia forçada, sentia muitos enjoos, depressão, ficou sem chão. Morava sozinha em São Paulo, na capital, e depois da morte do pai, sua mãe de 77 anos passou a morar sozinha (sua irmã e cunhado moravam perto da casa dela).

Por conta da idade avançada de sua mãe, ficava preocupada em deixá-la morar sozinha (a mãe morava no interior de São Paulo).

Por isso, queria saber nessa terapia se a solução era mudar-se para o interior e morar com a mãe; mas, para isso tinha que deixar o seu emprego na capital. Ficava também se remoendo, culpando-se se fez a escolha certa ao mudar-se para São Paulo e ter deixado seus pais idosos no interior. Queria saber também qual era o seu verdadeiro propósito de vida (missão), bem como seu principal aprendizado nesta vida.

Depois da morte do pai, sentia também palpitação quando acordava e um gosto amargo na boca, além da falta de apetite. Desde a adolescência se interessava por assuntos espirituais e, com a morte do pai, intensificou suas pesquisas sobre assuntos ligados à espiritualidade como a vida após a morte. Começou a questionar sobre a finitude desta vida, pois, num piscar dos olhos, perdera o seu pai.

Na 1ª sessão de regressão, assim ela me relatou: “Sinto que tem uma pessoa (ser espiritual) do meu lado esquerdo segurando um cajado, parece um ancião, usa roupa branca e barba também branca… Vi também de relance o rosto de meu pai falecido sorridente (é comum nessa terapia os seres espirituais – seja das trevas ou da luz – aparecerem aos pacientes só mostrando seus rostos ou partes deles, isto é, um par de olhos ou um olho)”.

– Pergunte em pensamento a esse ancião, ser espiritual, quem é ele? – Peço à paciente.

“Fala que é o meu mentor espiritual, pede para não me preocupar, que está tudo certo, pede para ter mais confiança, pois tudo vai ser encaminhado (paciente fala chorando).

Fala ainda que o meu pai está bem, que a minha mãe vai ficar bem, e que no momento certo vou saber o que fazer. Diz que tenho que trabalhar a minha ansiedade, que tudo na vida sempre ocorre no momento certo, e que o falecimento de meu pai veio para mostrar que tenho que trabalhar bastante o meu lado espiritual. Revela ainda que preciso aprender a me desapegar de muitas coisas, mas que estou no caminho certo ao estar pesquisando esse lado espiritual. (pausa).

Nossa! Tive a impressão que vi uma luz bem forte em cima de minha cabeça!

É uma luz branca, que brilha intensamente. O meu mentor espiritual me orienta dizendo que não é hora ainda de eu voltar para a cidade onde minha mãe reside, tenho que ficar em São Paulo, pois é aqui que vou conseguir muitas coisas.

Ele me diz: – Não tente mudar o curso do rio! Esclarece que era a hora de meu pai ter partido desse mundo. Falou para não ser ansiosa e confiar mais na espiritualidade.

Diz que tenho poder de ajudar as pessoas, que devo exercitar esse poder com palavras e sorriso, ser uma luz na vida das pessoas”.

Na 2ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “O meu mentor espiritual já está aqui… Não sei se pode ser, se isso é possível, mas ele trouxe o meu pai… Eles estão num jardim do plano espiritual de luz. Meu pai usa uma bata branca, longa, está do lado de meu mentor espiritual (paciente fala chorando muito).

O meu pai está com aspecto mais jovem (ele faleceu com 78 anos), aparenta ter entre 40 a 50 anos. Ele me pergunta por que estou duvidando se é ele mesmo?

Falo que não tenho palavras (chora muito). Falou para não me preocupar que ele está bem no plano de luz, que não deu tempo para ele me esperar no hospital onde estava internado, pois tinha que partir no dia seguinte (ela viajou e não conseguiu chegar a tempo para vê-lo ainda vivo).

Pede para não ficar me remoendo, achando que não fez isso ou aquilo para ele. Falo Diz que às vezes teve que ser muito rígido comigo como pai porque senão eu não iria encontrar o meu caminho, por isso teve que ser assim para que eu amadurecesse. Diz ainda que está num lugar muito bonito, em paz. Fala que me ama muito, que agora precisa ir. Esclarece que o motivo dele vir conversar comigo foi para se despedir de mim e dizer que me ama muito, que está bem no plano de luz, mas que sente saudade da família… Eu o vejo todo iluminando, ele está muito bem… Ele está se despedindo de mim, indo embora num jardim bonito do plano de luz. (pausa).

O meu mentor espiritual fala que o meu pai queria falar comigo, pois sentia o meu sofrimento e foi dada essa permissão. Diz que agora tem que ir embora também”.

Na 3ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “Estou vendo novamente aquele jardim do plano de luz. Vejo o meu mentor espiritual que me fala: – Tenha calma, serenidade e paciência!

Eu lhe perguntei se vou encontrar o meu verdadeiro companheiro?

Diz que quando era mais jovem tive a oportunidade de formar uma família, mas que não soube identificar o meu marido, por orgulho e preconceito e, com isso, deixei passar essa oportunidade de casar e constituir uma família. Mas que isso não trouxe nenhum prejuízo em minha evolução e esclarece que até evoluí mais porque tive que resolver tudo sozinha em minha vida, e isso me fez crescer. Talvez se tivesse um marido iria me acomodar, me escorar nele. Ele fala: – Você veio nesta vida para perder o medo. Você iria se acomodar, ser muito dependente de seu marido, ou o contrário, ser muito controladora.

Você teve que passar por uma caminhada sozinha para amadurecer; se tivesse casada, seu relacionamento afetivo não iria dar certo. Vai vir seu verdadeiro companheiro ainda nesta vida, onde vocês serão parceiros. Não vai ser aquela paixão, mas serão bons companheiros. Cuide de sua mãe com amor e carinho. Seja humilde e cuidado com as palavras”.

Na 4ª sessão de regressão, ela me relatou: “O meu mentor espiritual fala que está muito contente por eu estar fazendo esse tratamento, que já era para ter começado essa terapia antes, pois teria aceitado melhor o desencarne de meu pai porque ele teria me preparado, me mostrado o desencarne de meu pai. Mas diz que não importa isso agora, pede sempre para elevar meu pensamento a Deus, que o socorro vem do Alto, e pede para ter fé. Ele diz: – Estou muito feliz pela sua caminhada!

Fala que realmente tenho conseguido ficar mais perto dele, que amadureci muito, entendi muitas coisas da vida, e que agora sei que tudo tem um propósito.

Pede para que sempre ore, que tenha humildade, e diz: – Leia bons livros que vão te enriquecer. Hoje mesmo em seu trabalho você teve uma experiência com sua colega que estava muito nervosa. Você elevou seus pensamentos e não entrou na negatividade, na vibração negativa dela, e aquele clima ruim se dissipou. A energia ruim de sua colega não te contagiou. Parabéns! Antes, você deixava ser contagiada, ficava tensa, nervosa, e não conseguia trabalhar direito. Se você não tivesse fazendo essa terapia, estaria doente porque a cura está em se sintonizar com o Alto (Deus) e isso você resgatou nessa terapia. O seu principal aprendizado, lição maior é a humildade, saber exercer a liderança com humildade, pois como você tem facilidade de aprender com rapidez, precisa ter paciência com os que têm mais dificuldade.

Você nunca teve paciência, pois seu raciocínio é muito rápido e, por isso, vem gente trabalhar com você com mais dificuldade de aprender o serviço justamente para você exercer a paciência, humildade e ensiná-las. Essas são as suas principais lições que deve aprender, leve essas lições a sério”.

Na 5ª e última sessão, ela me disse: “Vejo uma cidade que irradia muita luz, as pessoas estão todas vestidas de branco, as construções têm cones altos, o lugar tem muita harmonia. Há muito verde, flores, e é muito limpo… Meu mentor espiritual me dá boas vindas, diz que essa cidade é uma colônia do plano espiritual muito evoluída.

Diz que está me mostrando essa cidade para que eu saiba que existem essas colônias espirituais para fortalecer a minha fé na existência do plano invisível, que existe vida após a morte. Afirma que não existe morte, e que tudo é uma evolução, embora lenta; por isso, não adianta ficar ansiosa, pois tudo acontece no tempo e na hora certa. Diz ainda que está contente por eu estar me conectando com ele, mas ressalta que só pude fazer isso ao vir a essa terapia. Falou que só agora pude perceber que realmente existe uma ajuda espiritual, que existe vida após a morte, que tudo tem um propósito, e que tudo é mostrado no seu devido tempo.

Pede para me concentrar no presente, pois é através dele que construímos o futuro, e que o passado serve para extrair lições e não para ficar apegada nele. Pede também para aproveitar o meu tempo de forma edificante, não o desperdiçando.

Revela que tem bastante luz em meu caminho, e que ele sempre vai estar comigo, mas preciso me sintonizar com ele”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode se sintonizar mais com ele? – Peço à paciente.

“Diz que é através de bons pensamentos e orando. Fala que não posso ficar sem orar, pois se não me sintonizar com a luz, caio na escuridão, e aí tudo desanda. Afirma que sou uma pessoa bem sucedida porque sempre me sintonizei com a luz, e que tenho muitos amigos, seres espirituais de luz, que sempre me amparam. Eu agradeço a todos por esse amparo (paciente fala chorando).

Diz que está encerrando o nosso tratamento, e que agora tenho as ferramentas para caminhar sozinha. Agradece muito ao senhor, Dr. Shimoda, fala que foi uma excelente terapia, a TRE, reitera novamente dizendo que se não tivesse vindo a essa terapia, teria adoecido porque não teria me conectado com ele.

Pede para o senhor continuar com esse trabalho porque ainda o senhor vai poder ajudar muita gente, que esse trabalho está sendo também um passo muito grande em sua evolução… Vejo muita luz aqui no consultório, há outros seres de luz juntos com o meu mentor espiritual. Ele agora está se despedindo, indo embora”.

Esvazie sua mente para entender a vida

Um discípulo veio procurar um mestre Zen (tipo de meditação contemplativa japonesa que visa levar o praticante à experiência direta da realidade através da observação da própria mente e da paralisação dos pensamentos) para que lhe mostrasse a verdade da vida. Em silêncio, o mestre serviu chá ao discípulo enchendo sua xícara. Apesar de a xícara estar transbordando de chá, ele continuou a enchê-la.

Não aguentando mais, o discípulo lhe indagou se ele não estava percebendo que a xícara estava transbordando de chá. O mestre então lhe respondeu: “Da mesma forma que essa xícara, se sua mente estiver cheia, saturada de preconceitos, de ideias preconcebidas, de crenças, como vou poder lhe passar a verdade da vida?”.

Ato contínuo esvaziou a xícara, enchendo-o novamente de chá e afirmou: “Só assim vou poder lhe passar os ensinamentos”.

Não por acaso, o físico Albert Einstein disse: “É mais fácil quebrar o núcleo de um átomo do que os preconceitos humanos”.

Quando em 2006 estava no início da elaboração da TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim, uma mentora espiritual de uma paciente me mandou o seguinte recado: “Nessa terapia, a TRE, alguns pacientes vão resistir em se entregar, mas muitos também irão resistir inicialmente, mas depois irão se entregar e se transformar”. A resistência que ela estava se referindo era em relação à mente do ego dos pacientes, que é a mente da dúvida, incredulidade, ceticismo, dos preconceitos, valores morais, religiosos e culturais acerca da regressão de memória, hipnose e assuntos espirituais correlatos como vida após a morte, reencarnação, plano espiritual, obsessores espirituais, mentores espirituais, mediunidade, etc., além, obviamente, do medo do desconhecido.

Não podemos esquecer também que vivemos numa sociedade ocidental que valoriza e reforça muito o materialismo científico (só é real, aceitável, aquilo que é observável, palpável, concreto, mensurável, replicável) e o raciocínio lógico, cartesiano.

Desta forma, os pacientes muito céticos, incrédulos, excessivamente racionais, encontram muita dificuldade de se entregarem nessa terapia. Dentro do processo regressivo, o hemisfério direito do cérebro (intuição) é muito utilizado, exigido pelo paciente, pois a lembrança reencarnatória ou mesmo o reconhecimento de seres espirituais – seja das trevas (obsessores espirituais) ou da luz (mentores espirituais) se dão – na maioria das vezes – de forma intuitiva, em impressão, sensação. É aqui que entra a fé ou não ter fé.

Santo Inácio de Loyola, mentor espiritual do médium brasileiro de cura, João de Deus, disse: “Aos que creem, nenhuma palavra é preciso; aos que não creem, nenhuma palavra é possível”.

O paciente descrente tende a duvidar, achar que é imaginação, fantasia o que percebeu na sessão de regressão porque acredita que o que não pode ser entendido ou explicado pelo intelecto, não existe.

Mas por quê?

Porque a mente racional do ego se fecha, fica presa, circunscrita apenas nos limites da razão, dos cinco sentidos, e a intuição não pode penetrar. É por isso que Einstein dizia também “que não existe caminho lógico para a descoberta das leis universais; o único caminho é a intuição”. Ou seja, só aqueles que são capazes de ir além das limitações da lógica racional conseguem intuir. Eu me recordo de um paciente, um físico, com P.h.D (doutorado) pelo MIT(Massachusetts Institute of Technology), um Centro de excelência universitário de educação e pesquisa privado em Cambridge, Massachusetts, nos EUA.

Após passar pela 1ª sessão de regressão, ele me disse: “Aconteceu algo aqui que vai além da capacidade de compreensão, de entendimento do meu intelecto”.

Muitos pacientes me indagam se o que trouxe na regressão de memória foi uma imaginação, fantasia, ou realmente uma memória reencarnatória de uma vida passada. O Dr. Júlio Peres, neuropsicólogo brasileiro do INTVP (Instituto Nacional de Pesquisas e Terapia Vivencial Peres) pesquisou o funcionamento do cérebro durante o processo de regressão a vidas passadas com pacientes voluntários. Fez esse estudo em parceria com a Universidade de Pensilvânia – EUA.

O exame de ressonância magnética com os pacientes em regressão de memória revelou que as estruturas do cérebro que entraram em atividade foram o lobo médio temporal (memória) e o lobo pré-frontal esquerdo (emoção).

Conclusão da pesquisa: Os relatos das vidas passadas descritos pelos pacientes nas sessões de regressão não foram fruto da imaginação, pois a estrutura do cérebro responsável pela imaginação (lobo frontal) não foi ativada.

É importante esclarecer também que a razão (ego) reconhece dois elementos: a) conhecido; b) desconhecido (o que ainda não é conhecido), enquanto que a intuição, o sentir, que é a linguagem da alma, do espírito, reconhece um 3º elemento que é o incognoscível (tudo que não pode ser conhecido, entendido pela razão, intelecto).

O incognoscível são os segredos, os mistérios da vida. Todavia, na vida existem coisas mais profundas que a razão não pode entender, mas a vida tem suas razões.

Caso Clínico: Medo de não constituir uma família, ficar sozinha e velha.

Mulher de 35 anos, solteira.

Paciente me procurou por estar muito angustiada, depressiva, querendo entender a sua vida afetiva, pois tinha medo de se envolver com um homem e ser rejeitada. Quando conhecia um homem e este se interessava por ela, dava o seu telefone errado, mentia o seu nome. Mas o destino lhe pregou uma peça: acabou conhecendo o Antônio (nome fictício) e se envolveu com ele; porém, como ele tinha acabado de se separar de sua esposa, estava confuso e lhe disse que não queria se envolver com ela. No entanto, meses depois a procurou novamente, mas sumiu de novo.

Desde que se envolveu com Antônio ficou muito estressada a ponto de sentir uma sensação de desmaio, mal súbito, que às vezes vinham acompanhados de angústia, vazio, ficava desequilibrada, perturbada. Se estava em casa, não queira sair, tinha que ficar quieta para passar esse mal súbito; se estava na rua quando sentia esse mal súbito queria voltar o quanto antes para casa. Muitas vezes, quando sentia esse mal estar dava vontade de chorar.

Desde a adolescência sempre teve medo de não encontrar seu verdadeiro companheiro e não constituir uma família, e isso estava refletindo atualmente em seu trabalho. Desta forma, queria entender por que essa ligação tão forte que sentia pelo Antônio, apesar dele não querer se envolver, ter um relacionamento sério com ela.

Queria saber também qual era seu verdadeiro caminho profissional, pois tinha dúvidas em definir qual a especialidade que teria que escolher como médica.

Após passar por quatro sessões de regressão, a paciente me relatou: “Estou sentindo a minha mão direita, o dorso quente e formigando (era um ser espiritual de luz que estava segurando a sua mão). Alguém segura a minha mão, mas é uma sensação boa. Sinto a mão pulsar… Agora, soltou”.

– Pergunte em pensamento para esse ser espiritual se ele tem algo a lhe dizer? – Peço à paciente.

“Veio à impressão (intuição) que esse ser diz que está tudo bem, mas fico duvidando se sou eu que estou respondendo (é comum nessa terapia o paciente duvidar – ao se comunicar com os seres desencarnados – se o que vem à sua mente, a resposta, é mesmo de um ser espiritual ou é o próprio paciente que está respondendo, pois em 90% dos casos a comunicação com os seres espirituais ocorre de forma telepática, em pensamento, isto é, de forma intuitiva).

Parece que é uma mulher e a impressão que ela me passa é muito boa… Não sinto mais dormência na minha mão, mas sinto pulsar como se ela tivesse passando vida, o pulsar representa a vida. (pausa).

Agora, eu a vejo melhor, ela tem cabelo preto, ondulado, usa roupa azul”.

– Pergunte a esse ser de luz quem é ele? – Peço-lhe.

“Diz que é a minha mentora espiritual. Fala que está tudo bem (paciente fala chorando).

É um choro de emoção, coisa boa. Falou que o meu sofrimento vai acabar, pede para me acalmar. Diz ainda: – Madalena (nome fictício da paciente) tenha fé!

Deixe que as coisas venham naturalmente em sua vida. Já passou! (paciente chora copiosamente).

É como se o sofrimento que eu tinha que passar havia terminado. A minha mentora espiritual fala que sou uma boa filha, apesar de às vezes não ter paciência com minha mãe. Fala ainda que tenho um bom coração, mas que preciso me valorizar mais, não fazer só pelos outros, mas cuidar de mim também”. (pausa).

– Pergunte-lhe por que desde a adolescência você tem medo de se envolver com os homens e ser rejeitada?

“Revela que vêm do abandono de uma vida passada… Vejo uma mulher com um pano na cabeça. Sou eu nessa vida passada. Estou na sarjeta de uma rua, não vejo o meu rosto, mas sinto muita tristeza, pois fui abandonada pelo meu marido. Eu me sinto acabada, sofrida… Acho que morri nessa sarjeta me sentindo abandonada e rejeitada”.

– Pergunte à sua mentora espiritual por que essa ligação tão forte que você sente pelo Antônio?

“Fala que vem de muitas vidas, que fomos marido e mulher em todas elas. O Antônio é a minha alma gêmea, mas que estamos em patamares diferentes (almas gêmeas –embora muitos acreditem que são almas idênticas, como um clone – na verdade, não são iguais, pois no Universo não existe ninguém idêntico, igual ao outro, pois somos diferentes, a nossa alma guarda em si uma individualidade inviolável; sendo assim, duas almas gêmeas podem estar em patamares diferentes de evolução espiritual, um mais evoluído e o outro menos).

Fala também que o Antônio, minha alma gêmea, precisa se esclarecer mais espiritualmente e resolver algumas pendências cármicas, e só assim vamos ficar juntos como casal. Pede para ter fé, orar por ele, mas diz que vai ficar tudo bem entre nós”.

– Pergunte-lhe de onde vem essa sensação de desmaio, mal súbito que vem acompanhados de angústia e vazio?

“Diz que vem mais do Antônio do que de mim (almas gêmeas, por serem almas afins, estão muito ligadas a ponto de um sentir o que o outro sente). Fala que devo orar por ele para melhorar esse mal súbito que sinto”.

– Pergunte-lhe qual é o seu principal aprendizado, lição maior que você deve aprender na vida atual?

“É me amar, pois esclarece que não adianta amar os outros se não me amar. Mas afirma que com essa terapia, a TRE, já entendi o propósito de minha vida que é me conhecer melhor para me melhorar enquanto ser humano, aceitar e confiar que sou boa porque ainda sou descrente a meu respeito… Vejo agora no plano espiritual de luz, um jardim com gramado bem verde, vasto, vários seres de luz, todos vestidos de branco. (pausa).

A minha mentora espiritual me mostra o plano de luz dizendo que sou muito amada por esses seres de luz, que é a minha família espiritual (é a nossa verdadeira família, de onde viemos do plano espiritual), e que todos torcem e oram por mim”.

– Pergunte-lhe como você pode se amar mais?

“Fala que é cuidando mais de mim, fazendo as coisas que gosto, que me fazem bem, como por exemplo, saindo mais de casa, procurando mais os meus amigos, não me isolando como venho fazendo. É não recusar os convites das pessoas para sair”.

– Qual é o seu verdadeiro caminho profissional?

“Ela diz que é dar conforto aos que sofrem como médica. Na verdade, não queria, mas agora entendo que o lugar onde trabalho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é o lugar certo para eu trabalhar. Diz ainda que é por isso que desde criança queria ser médica, pois já sabia que seria essa minha profissão, e que foi ela que me orientou, intuiu a trabalhar na UTI do Hospital, onde não queria trabalhar.

Esclarece que a maioria dos médicos intensivistas não tem preparo para lidar com a morte dos pacientes porque foram treinados, orientados para salvar vidas e não preparar os pacientes moribundos à morte. Por isso, a minha missão é preparar esses pacientes, ajudando-os, fazendo a transição para o plano espiritual. Então, como médica intensivista e tendo uma visão mais espiritualizada vou poder ajudá-los melhor. Esclarece também que foi ela quem interviu a não dar certo eu me transferir para o setor de pediatra, onde queria trabalhar. (pausa).

Vejo agora vários leitos, um ao lado do outro, num campo de guerra… É outra vida passada, onde era também uma médica que amputava pernas dos soldados feridos. Fazia também curativos para salvar os pacientes.  Já pensei em trabalhar como médica sem fronteiras, mas a minha mentora espiritual fala que não preciso sair do Brasil”.

– Pergunte para sua mentora espiritual se ela tem mais algo a lhe dizer?

“Ela agradece ao senhor por seu trabalho, que essa terapia, a TRE, é excepcional, que antes de eu vir a essa terapia ela tinha dúvidas se eu iria conseguir me entregar nas sessões de regressão porque sou muito hiperativa e com dificuldade de concentração, mas ela confessa que se surpreendeu, pois me saí muito bem, eu me entreguei nessa terapia. Fala que o plano espiritual de luz está muito feliz com os resultados que obtive nessa terapia, que foi melhor do que todos imaginavam.

Diz que não preciso mais voltar a essa terapia. Mas, se mais para frente sentir necessidade, eu posso voltar. Diz ainda que sempre se comunicou comigo, porém, a minha descrença, o meu lado racional (ego), a minha falta de confiança em mim, não me permitiu acreditar em minha intuição. Afirma que sempre se comunicou comigo em pensamento, intuitivamente.

Afirma também que no fundo eu sabia que havia uma força maior responsável por determinados acontecimentos em minha vida. Ela me dá como exemplos o fato de passar na Faculdade de Medicina e depois na residência do Hospital onde trabalho atualmente. Revela que sempre eu soube que esses acontecimentos não dependiam só de  mim, que eu sabia que iria ser dessa forma, tanto que depois veio a se confirmar. No entanto, mesmo assim, eu duvidava de minha capacidade de intuir. Pede só para ter fé em mim e nos seres de luz que me amparam sempre. (pausa).

Agora, estou lhe perguntando qual a conduta que devo tomar em relação ao Antônio?

Diz para eu baixar a minha guarda, orar por ele, e aguardar que ele vai ter o tempo dele para se refazer, pois acabou de se separar de sua esposa. Pede para me aquietar, não pedir muito a opinião de minhas amigas. É para confiar mais em mim, em minha intuição, no que sinto. Ela está se despedindo, fala que tudo vai ficar bem, que o que eu tinha que saber nessa terapia, eu soube”.

Mestres Ascensionados, Anjos e Arcanjos

Quando era um psicólogo convencional, devido a minha formação acadêmica cartesiana, lógica e racional, acreditava e aplicava em meus pacientes métodos psicoterápicos do materialismo científico, que negam, recusam-se a ver o ser humano em sua totalidade (mente, corpo e espírito).

Hoje, sou um terapeuta holístico, pois vejo o ser humano de forma integral, em sua totalidade, colaborando em sua saúde física, mental, emocional, social e espiritual.

Na verdade, do ponto de vista espiritual posso afirmar que estou e não sou um terapeuta holístico, pois tudo não passa de um rótulo na vida terrena e, portanto, uma ilusão, efêmero, afinal, somos seres espirituais – e não seres carnais como muitos ainda acreditam – passando temporariamente por uma experiência terrena, em busca de mais evolução, mas esquecidos disso. Da mesma forma que em vidas passadas estive em papéis sociais diversos – pai, filho, marido, esposa, rico, pobre, católico, presbiteriano, budista, etc., na encarnação atual estive também como psicólogo e agora estou como terapeuta holístico devidamente credenciado no CRT(Conselho Regional dos Terapeutas), cuja inscrição é 43337 como manda o figurino da vida terrena.

Por isso, me sinto um ET, pois não me encaixo, enquadro nos rótulos que a sociedade nos impõe. Outro dia, estava me trocando no quarto e, para não acordar a minha esposa, eu me troquei no escuro e, quando cheguei ao consultório uma paciente chamou a minha atenção rindo, dizendo que eu estava calçando um sapato preto num pé e, no outro, um sapato marrom, de outro par.

Pensei constrangido: – Coisas da vida, ela deve achar que isso não é desatenção, mas que estou ficando maluco!

Voltando a falar de coisa séria: há tempos atrás quando estava no papel de psicólogo, não acreditava em bruxos, trabalhos feitos, magia, vidas passadas, plano espiritual, anjos, arcanjos, mestres ascensionados, que são chamados de mestres porque orientam espiritualmente os encarnados que estão em busca de evolução espiritual na Terra, e ascensionados porque já encarnaram e evoluíram, afastando-se da limitações das experiências carnais, ascendendo ao amor incondicional.

A Grande Fraternidade Branca é uma organização cósmica universal que atua em benefício da evolução dos encarnados no Planeta Terra. Fraternidade significa convivência entre irmãos de sangue ou não e a denominação “Branca” se refere à aura de luz branca que envolve estes seres e representa clareza, pureza, limpidez, serviço desinteressado.

Mas, em minhas observações sistemáticas, diurtunas, de mais de 20.000 sessões de regressão das experiências de meus pacientes são comuns anjos, arcanjos e os mestres ascensionados – muitos deles seus mentores espirituais – aparecerem nas sessões de regressão para orientá-los acerca da causa e resolução de seus problemas, bem como as lições benéficas e necessárias à sua evolução, crescimento espiritual.

Caso Clínico: Medo de dirigir carro

Mulher de 28 anos, casada.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que tinha tanto medo de dirigir carro, bem como acompanhar o marido quando este dirigia. Era também muito controladora e entrava em desespero, ficava insegura quando algo saia de seu controle.

Após passar por três sessões de regressão, na 4ª sessão, ela me relatou: “Estou dirigindo um carro… É uma vida passada. Vejo uma estrada, de um lado é morro e do outro é um precipício. Ela tem muitas curvas e é dia. Dirijo muito rápido, é um carro vermelho… Numa das curvas perco a direção, bato na guia, e acabo caindo no precipício. Antes, eu me senti dirigindo, segurando o volante, eu era uma mulher, pois vi minhas mãos. Estava correndo muito”.

– Veja o que mais que lhe vem? – peço à paciente.

“Olho para baixo e vejo o meu carro em pedaços num vale que parece deserto. O motor do carro ficava atrás, era um modelo esportivo, dos anos 70… Parece que entrei num redemoinho escuro, sinto uma forte dor na minha cabeça. (pausa).

Agora, do meu lado esquerdo no consultório, sinto uma brisa suave, agradável (é comum nessa terapia os pacientes sentirem uma brisa suave, agradável, que é a presença de um ser espiritual de luz).

Vejo um ser de luz em minha frente, fala que é o meu mentor espiritual, que é o Anjo Gabriel. Diz que embora não acredite que seja ele, está aqui para me dar segurança, fala para acreditar, que está sempre comigo, e pede para eu ficar em paz”.

– Veja se vem mais algo? – peço-lhe.

“Só o sinto do meu lado esquerdo”.

– Pergunte-lhe por que ele te mostrou essa cena do acidente de carro?

“Fala que me mostrou para eu entender de onde vem o meu medo de dirigir carro. Esclarece que vim a desencarnar naquela existência passada quando tinha 28 anos, a mesma idade de hoje. Por isso, o meu medo de dirigir acirrou quando completei 28 anos. Hoje mesmo quando o meu marido me trouxe ao seu consultório fiquei muito apreensiva e tensa quando ele estava dirigindo.

O anjo Gabriel fala que naquele acidente da existência passada, eu vi o meu carro caindo no precipício porque já estava fora de meu corpo físico, em espírito.

Mas pede para não ficar pensando nessa cena do acidente que ele me mostrou, pois isso foi numa outra vida, que preciso me libertar disso. Revela também que eles me mandaram o meu marido na existência atual porque ele é uma espécie de guardião, veio em minha vida para me ajudar.

Diz que nada acontece por acaso, e se sofri aquele acidente de carro naquela vida passada, e a minha vida terminou daquele jeito, teve uma razão, um propósito. Mas aquilo já passou e é hora de seguir em frente. Ele fala: – Dê paz ao seu coração!

Agora, estou me despedindo dele e ele me diz que vamos nos ver novamente na próxima sessão”.

Na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: “Vejo uma criança, uma menina de 5, 6 anos, tem os cabelos até os ombros, usa roupa de couro, não é costurado, é rústico… É outra vida passada e essa criança sou eu. Ela nada num rio onde a correnteza é forte e a arrasta para frente.

É dia, mas está nublado. Nossa! Vejo no final dessa correnteza a queda de uma cachoeira enorme… A criança está caindo, girando nessa cachoeira”.

– Veja o que aconteceu com você nessa existência passada? – Peço-lhe.

“Ela sumiu, mas agora a vejo boiando n’água, a menina sobreviveu. Ela está com frio, com muito medo, tremendo. Agora, ela está longe da queda da cachoeira, está num rio calmo, mas em estado de choque. O Anjo Gabriel fala para eu ver como é a vida, que a gente pode passar por momentos difíceis, mas nem sempre acontece o que a gente espera. Fala também que o que aconteceu comigo naquela vida passada eu superei, e da mesma forma afirma que tenho que superar na vida atual, largar esses pesos que carrego e deixar o passado para trás. Esclarece ainda que se libertar do passado não é só esquecer, mas perdoar e, para isso, é preciso ter humildade, saber perder, pois a vida é feita de ganhos e perdas, acertos e erros; por isso também é preciso aprender com os erros.

Diz que humildade é aceitar que as coisas foram do jeito que foram e não do jeito que a gente gostaria que fosse. Diz ainda: – Na vida quando você arrisca nem sempre o resultado é negativo, e se for, estarei com você para apoiá-la. Você tem que superar os acontecimentos desagradáveis da vida com mais facilidade.

Mostra novamente a cena que quase morri naquela cachoeira e diz: – Você se refez daquele susto, do medo, mas na calmaria do rio que você sente, com a leveza d’água, deixe que as pessoas e situações de vida fluam. Não queira controlar as pessoas e os acontecimentos da vida. Você passou por muitas situações traumáticas, mas foram lições a serem aprendidas e pronto!

Eu lhe mostrei até agora alguns exemplos dessas vidas passadas para você ver e acreditar que seu medo de dirigir e de ser controladora, de entrar em desespero e ficar insegura quando algo sai de seu controle, a causa não vem da vida atual. Fique bem, minha querida!

Você tem um coração muito bom, mas com o medo esse bem fica mal, seu amor fica travado e a tua luz não brilha. Tenha a certeza que aqui no consultório conseguimos um contato mais próximo e focado, além do que aqui você está sendo protegida, assessorada e curada por outros espíritos superiores, que um dia você fará parte deles também.

Não se deixe envolver com coisas pequenas que acabam amarrando a tua alma e não só machucam as pessoas ao seu redor, mas a si mesma. Nós continuaremos com você, sempre te acompanhando e te orientando em sua vida.

Fale para o Dr. Osvaldo que tenho muito carinho por ele, que essa terapia vai ainda se propagar muito, pois ele é muito bom, e você tem muita sorte de estar nessa terapia recebendo todas essas orientações. Ele passou por muitas provações para chegar aonde chegou, isto é, criar essa terapia, a TRE. (pausa).

Vejo não só o Anjo Gabriel no consultório, mas outros seres de luz que o acompanham.

Todos agora estão indo… Só vejo muita luz, e sinto um amor muito grande dentro de mim”.

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O que é o Vale dos Suicidas?

Nota de esclarecimento:

Quero esclarecer aos meus queridos e fiéis leitores (as), que vêm acompanhando assiduamente os meus artigos e relatos de pacientes que passaram pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, que por motivo pessoal de saúde não estava mais publicando novos artigos e casos clínicos, apenas reproduzindo os casos que já haviam sido publicados.

Sendo assim, por respeito e consideração aos fiéis leitores (as), pacientes e ex-pacientes, alunos e ex-alunos, amigos, informo que a partir desta data voltarei a escrever e publicar quinzenalmente novos artigos e casos clínicos em meu site “Espaço da Espiritualidade” (www.osvaldoshimoda.com).

Que a Luz do Altíssimo e a Luz de Maria e de Cristo iluminem os vossos corações!

Com todo amor Crístico,

Osvaldo Shimoda

São Paulo, 13/abril/ 2015.

O que é o Vale dos Suicidas?

É uma região do umbral (trevas) onde os espíritos desencarnados que praticaram o suicídio quando em vida se agrupam pela lei da atração ou afinidade, uma das leis universais, que pode ser traduzida na máxima “Os iguais se atraem”.

A médium Yvonne Pereira, em seu livro psicografado “Memórias de um suicida”, descrito pelo espírito Camilo Castelo Branco, fala do Vale dos Suicidas, onde os seres desencarnados suicidas vivem os mesmos dramas, dores e aflições, agrupando-se no mesmo vale das trevas.

Da mesma forma, agrupam-se também nas trevas, em vales, por afinidade, os espíritos ligados às drogas, à loucura, aos desequilíbrios sexuais, às guerras, aos abortos (abortados e aborteiros vivem nesses vales lado a lado).

Mas todo suicida vai parar no Vale dos Suicidas?

Na minha experiência clínica, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, onde os pacientes descrevem suas vidas passadas no umbral após terem praticado o suicídio, posso afirmar que cada caso é um caso.

Muitos – após cometerem o suicídio na vida pretérita – ficam presos ao local do crime, pois não conseguem se libertar por terem transgredido a lei da vida.

Eu me recordo de uma paciente que numa existência passada fora um general autoritário, vaidoso, arrogante e centralizador. Numa das reuniões com seus comandados foi questionado por um auxiliar de sua estratégia de guerra equivocada, onde iria colocar em risco a vida de suas tropas.

Mandou o auxiliar calar a boca por se sentir afrontado em sua autoridade. Mas seu auxiliar estava certo, pois toda a tropa fora dizimada, inclusive seu filho (o general não sabia que ele fora convocado para participar dessa batalha).

Desolado, cabisbaixo, viu seu filho e os soldados ensanguentados, mortos no chão. Pegou o corpo do filho e o enterrou. Após isso, subiu em seu cavalo e foi em direção a um estábulo e pegou uma corda, jogando-a por cima de uma viga do teto, e deu cabo à sua vida, enforcando-se. Após o suicídio, em espírito, ficava observando seu corpo físico balançando na corda.

Não conseguia sair da cena do crime e, mesmo após um longo tempo, continuava vendo seu corpo se decompondo. Transcorrido muitos e muitos anos, apareceu uma senhora vestindo uma túnica branca – era sua mentora espiritual – que lhe disse que havia chegado o momento de sair daquele local e o levou para o plano de luz.

Eu me recordo também de outra paciente, cujo tio, irmão de seu pai, e que havia se suicidado em seu quarto dando um tiro em sua cabeça, apareceu em espírito numa de suas sessões de regressão em meu consultório pedindo ajuda.

Ele não conseguia sair daquele quarto, pois se sentia culpado, bastante arrependido por ter tirado sua própria vida. A paciente orou muito por ele, emanando-lhe diariamente a luz dourada de Cristo, até que em uma das sessões de regressão, seu tio foi levado pelos seres amparadores de luz para uma Luz Maior.

Quero finalizar esse artigo dando um recado aos que pensam em suicídio. O suicídio não é a solução. O suicida materialista pode achar que seja a porta de saída para seus problemas, mas, para o espiritualista que acredita que a vida continua após a morte do corpo físico, o suicídio é porta de entrada para mais problemas, dores e aflições.

Caso Clínico: O Vale dos Suicidas

Mulher de 25 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório por sentir angústia, aflição e aperto no peito sempre ao cair da noite. Por isso, evitava ir a festas, aniversários, eventos sociais, etc., e, com isso, só saia de casa durante o dia. Mas, quando estava longe de sua casa e começava a escurecer, ficava muito nervosa, perturbada, chorava, pois tinha medo de não conseguir chegar a tempo em sua casa, antes do anoitecer.

Na entrevista inicial (anamnese), eu lhe fiz as seguintes perguntas: 1) Quando você começou a ter essa angústia, aflição e aperto no peito?

Paciente: – Bom, que eu me lembre desde os sete anos, mas um dia conversando com os meus pais eles me disseram que desde quando nasci eu chorava muito quando começava a anoitecer.

2) O que essa angústia, aflição e aperto no peito lhe trouxe de malefício em sua vida?

Paciente: – Não tenho amizades, namorado, convívio social, pois quando sou convidado para festas, cinema, encontro com amigos, eu recuso, pois a maioria desses eventos é à noite. Com isso, também não consigo namorar, pois todos os meus namorados não aceitam eu não querer sair à noite, principalmente, nos fins de semana.

3) E como ocorreu o start para você procurar essa terapia, a TRE?

Paciente: – Eu já tinha lido alguns de seus artigos no seu site, mas nunca tive coragem de te procurar, até que na semana passada o pior aconteceu: comecei a ficar muito angustiada em casa – antes só sentia isso fora de casa. Senti muita angústia, aflição, desespero, a ponto de não conseguir respirar, pois faltava ar. Então, disse para mim mesma: “Não aguento mais sentir tudo isso, vou procurar ajuda!”.

Na 1ª sessão de regressão, após ter utilizado o recurso técnico dessa terapia para facilitar o aprofundamento do relaxamento, que é fazer o paciente descer uma escada imaginária, ver um jardim e um portão, eu pedi à paciente que o atravessasse, mas ela viu só a escuridão atrás do portão.

Ela me disse: – Não enxergo nada, estou nervosa, pois estou sentindo novamente aquele desespero (paciente fala chorando).

Não vou conseguir… (chora de forma incontrolável).

Diante de seu desespero, resolvi encerrar essa sessão.

Na 2ª sessão, ela me relatou: – Novamente, não vejo nada atrás do portão.

A paciente me disse: – Eu me sinto desesperada, impotente (fala chorando).

Eu lhe esclareci que muitas vezes isso acontece nessa terapia por conta da ação de um obsessor espiritual (ser das trevas) que visa sabotar, não deixar o paciente ver nada e, com isso, fazer desistir dessa terapia. Pedi-lhe que se preparasse mais antes de vir a essa terapia, orando, para que pudesse se sintonizar mais com os seres de luz.

Na 3ª sessão, a paciente conseguiu ultrapassar o portão, pois, desta vez, não estava com medo, e, assim me relatou: – Sinto que tem um ser espiritual de luz que segura as minhas mãos… Sinto uma paz indescritível e muita segurança. (pausa).

Essa semana, conforme o senhor me orientou, orei bastante, pedi a Deus e ao meu mentor espiritual que me ajudassem nessa terapia e, com isso, percebi que essa semana foi bem mais tranquila, dormi muito bem.

Na 4ª sessão, ao atravessar o portão, além de sentir alguém (ser espiritual) segurando sua mão delicadamente, veio em pensamento, de forma intuitiva, a impressão de ouvir uma voz de uma mulher. A paciente me disse: – É uma voz muito calma, acalentadora… Ela se identificou como minha mentora espiritual, fala que irá me mostrar o porquê de minha angústia, aflição e aperto no peito. Mas para isso, preciso confiar nela, não temer, que tudo vai dar certo.

Agora, está abrindo como se fosse uma cortina… Vejo uma garota que parece ser eu, só que de uma vida passada.  Tenho 17 anos e gosto de pintar telas (hoje a paciente também gosta de pintar). É uma época antiga, parece ser do século XVIII.

A minha mentora espiritual me diz: – Segura a minha mão, pois o que você vai ver agora vai ser muito forte e vai explicar o porquê de seu problema.

Estamos bem perto dessa moça – que fui nessa vida passada – e vi no seu olhar algo semelhante ao que sinto hoje na vida atual: um vazio. (pausa).

Agora, essa moça – após ter terminado de pintar – vai até um celeiro. Ela sobe em um banquinho de madeira e amarra uma corda em seu pescoço… Meu Deus! Ela se enforcou (paciente fala chorando).

A minha mentora espiritual me mostrou o horário que ela se enforcou: 17h30min para 18 hs. Nossa! É o horário que em São Paulo começa a escurecer, e é por isso que me dá angústia, desespero e aperto no peito quando começa a anoitecer.

Ela não demorou em morrer, acredito que levou uns 3 minutos, foi muito rápido. Era uma moça tão bonita, jovem, tinha tudo pela frente e se matou daquele jeito! (fala chorando muito).

Na 5ª sessão, ela chegou ao meu consultório ansiosa, querendo saber mais de sua vida passada, estava muito angustiada. Ao atravessar o portão, veio novamente à cena do enforcamento… A minha mentora espiritual nessa sessão quer me mostrar o porquê de eu ter me enforcado naquela vida passada.

Fala que a moça tinha sido violentada e estava grávida. Tinha muita vergonha, não sabia o que fazer. Sentia desespero, angustiada, e a morte para ela parecia ser a melhor solução.

No final dessa sessão, eu a orientei para que fizesse mais cinco sessões de regressão, pois senti (intuí) que sua mentora espiritual precisava lhe mostrar mais coisas.

A paciente deu continuidade ao tratamento e, numa das sessões, ela se viu em espírito no Vale dos Suicidas, após se suicidar naquela vida, onde ficou por um longo tempo. O lugar era escuro, frio, ela ouvia gritos, gemidos, choros, um lugar horrível.

Na sessão seguinte, ela viu um anjo que a tirou daquele Vale, que resgatou junto com ela uma criança, a filha dela, pois a paciente se matou grávida.

No final dessa terapia, sua mentora espiritual lhe fez uma revelação futura (nessa modalidade de terapia, a TRE, quando o mentor espiritual do paciente julga ser benéfico, útil, faz uma progressão de memória, isto é, uma revelação futura).

Ela lhe esclareceu que a paciente veio à encarnação atual para ser mãe daquela criança. Ou seja, precisava reencarnar para cuidar daquela criança que morreu com ela naquela existência passada. A paciente ficou surpresa e feliz com essa revelação futura e me disse que não estava mais sentindo aquela angústia, aflição e aperto no peito.

Por que as relações familiares são tão complicadas?

É comum ler nos noticiários fartas reportagens envolvendo conflitos familiares, e isso independe da classe social (atingem tanto os pobres quantos os ricos).

No meu consultório, é frequente os pacientes procurarem a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim para entender seus relacionamentos familiares conturbados. Mas, por que as relações familiares costumam ser tão complicadas?

É óbvio que existem várias explicações teóricas para esses conflitos.
No entanto, dentro da minha prática clínica – desde 2006 com a terapia regressiva evolutiva -, ao lidar com inúmeros conflitos familiares, pude perceber que a TRE, como uma terapia reencarnacionista, foi o que mais me ajudou a entender e a tratar das disfunções familiares, ou seja, das pessoas que estão em constante desarmonia com suas famílias.
No início de meu trabalho, eu queria entender o porquê dos membros de uma família se darem muito bem, enquanto em outras todos estão sempre em pé-de-guerra, num verdadeiro barril de pólvora.

No meu entender, um grupo familiar é muito mais do que o resultado genético (DNA) da união entre os pais.

Em verdade, existem dois grupos de família: a carnal e a espiritual.

Família carnal (consanguínea): É aquela cujos membros estão juntos apenas por laços carnais (existe pouca ou nenhuma afinidade em conceitos como valores morais, religiosos, crenças, pensamentos ou sentimentos). É comum que um membro dessa família se sinta um estranho no ninho, sem sentir nenhuma afeição, identificação ou afinidade com a família.
Certa ocasião, uma paciente desabafou comigo dizendo que gostava de seus pais e irmãos, mas não sentia amor por eles, não sentia nenhuma afinidade com aquela família. Um dia teve um sonho onde apareceram os seus verdadeiros pais que a aconselharam a ter mais paciência com a sua família, pois tanto ela como eles reencarnaram juntos para todos aprenderem suas respectivas lições de vida. No sonho, a paciente chorava muito dizendo que sentia muita saudade pela ausência deles nessa vida terrena.
Neste aspecto, existe uma segunda família: a família espiritual (é a nossa verdadeira família, de onde viemos do plano espiritual).

É o caso dos pais espirituais que apareceram em sonho à paciente. Outra paciente me disse que desde criança dizia aos seus pais que eles não eram os seus verdadeiros pais. Estupefatos com a afirmativa da filha chegaram a levá-la a um psiquiatra infantil que não constatou nenhum distúrbio psiquiátrico na menina.
Em verdade, família espiritual é aquela cujos membros têm uma profunda afinidade, afeição, resultado em que estiveram juntos em várias encarnações, e que mantêm reforçados os seus laços de afinidade, mesmo não estando juntos após a morte física.
Por outro lado, no grupo familiar carnal, costuma ocorrer indiferença entre os membros, bem como atritos constantes. Como dizia o grande médium Chico Xavier: “É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.

Caso Clínico:
Repulsa pelo pai.
Mulher de 20 anos, solteira.

Veio ao meu consultório por conta de seu relacionamento difícil e truncado com o pai. Tinha repulsa, não conseguia sentir carinho por ele. Seu pai sempre foi muito autoritário, e, por isso, tinha pavor de receber suas ordens. Ele queria sempre dominá-la, daí se sentir incomodada pela simples presença dele. Desta forma, queria entender o porquê de sentir aversão e pavor do pai, principalmente, quando ele lhe dava ordens.

Ao regredir, ela me relatou: “Vejo lustres antigos, uma rua muito antiga… É uma vida passada. Está havendo uma rebelião, uma revolta, vejo muita gente correndo, atravessando de um lado para outro. As pessoas expressam no rosto muito medo… Agora está chegando uma carruagem, as pessoas estão com medo. Há uma autoridade dentro dela”. (pausa).

– Você consegue se ver nessa cena? – pergunto-lhe.
“ Estou descalça, sou uma pessoa muito pobre, humilde. Estou com os cabelos despenteados, visto roupas maltrapilhas, rasgadas. Sou mulher, meus olhos são puxados, meus cabelos estão sujos, espetados… Devo ter entre 20 e 25 anos”.

– Prossiga nessa cena – peço-lhe.
“Estou na rua, todos passam fome, necessidades. A gente está à mercê dessa autoridade que está dentro da carruagem. Eu me sinto impotente diante dele (pausa). Agora, me vejo falando muito, esbravejando, querendo colocar para fora essa revolta. As pessoas se dobram diante dele, mas, eu não, pois me vejo mais ereta, estou em pé. As pessoas atravessam essa rua com medo, quase rastejando. Eu não aceito a autoridade dele, embora eu também tenha medo desse homem. Eu tenho medo de uma agressão física. Sou valente, apesar de ser mulher, sinto revolta, mas ao mesmo tempo medo e angústia de ser descoberta porque posso morrer se ele me descobrir”.

– Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Esse homem que está dentro da carruagem usa um anelão de ouro, fuma um charuto. Ele é gordo, veste um sobretudo. Ele olha para todos de forma irônica e prepotente. Todos são magros, raquíticos, dobrados. Sua obesidade contrasta com o povo. Parece que ele não se compadece com a situação de todos, com a situação de fome e miséria. Parece que ele quer arrancar mais alguma coisa das pessoas, mas só vai conseguir isso escravizando todos porque bens materiais ninguém têm mais. É por isso que as pessoas correm com muito medo dele (pausa). Agora, estou me vendo com as duas mãos amarradas. Estou sendo arrastada, fui escravizada, estou sendo levada, e esse homem está rindo de mim. Ele me pegou como bode expiatório. Estou sendo arrastada, meus pés estão sendo arrastados, minhas costas estão beirando quase o chão. Minha boca está amordaçada. Vou esbravejando, sinto muita raiva.

Sinto muita raiva! Eu sinto ódio desse homem, pena que não posso matá-lo! (grita, chorando).

Agora, o vejo mais gordo, ele parece mais gordo ainda, como se o seu poder tivesse aumentado. Ele dá gargalhadas, fuma dando umas baforadas. Eu vou sendo arrastada por um longo período de tempo. Vou perdendo as forças… Caí num estado de tristeza. Eu me sinto injustiçada, só queria defender aquela gente (chora intensamente). Não vejo mais perspectivas. O sol vai caindo, faz horas que estamos rodando. Eu continuo sendo arrastada, ele não tem o menor respeito (pausa). Paramos. Estou uma morta-viva. Estou abandonada, nem ele sabe o que vai fazer comigo. Vejo de longe uma taberna. Estou muito triste, abandonada de tudo e de todos, e até de Deus. Sinto revolta de Deus, como ele permite isso?”.

– Prossiga nessa cena e veja o que acontece com você? – peço-lhe.
“Estou aguardando, só me resta chorar, esperá-lo, pois ele está se divertindo na taberna. Parece que ele e seus capangas estão bebendo, jogando. Vejo uma mesa de madeira grossa, todos estão ao redor da mesa jogando. Deve ter umas 10 ou 12 pessoas, só homens. É uma mesa oval. Estou quase perdendo os sentidos. Alguém lhe pergunta o que fazer comigo? Ele responde: – Deixa-a lá! (pausa).
Agora, apagou tudo, vejo tudo escuro, não vejo mais aquele homem. Acho que eu morri… Estou em espírito num lugar escuro, não estou mais amarrada, mas estou muito triste, como se não tivesse mais nada no mundo, como se tivesse perdido tudo. Estou longe das pessoas amadas… Estou deitada em posição fetal, no chão. Já não tenho aquela aparência maltrapilha. Tem um foco de luz dourada em cima de mim. Sinto que alguém me socorreu, esta luz é o meu mentor espiritual que me traz conforto, sinto-me bem agora. Agora, estou em pé com os dois braços abertos. Através das palmas das minhas mãos recebo a energia do universo. Estou emocionada, pois o meu mentor espiritual começa a clarear intensamente em minha frente. Não é uma luz que ofusca, mas é muito terna, calorosa. Sinto a sua presença que está recompondo o meu campo energético. É como se ele me encorajasse, estivesse me preparando para outra reencarnação (pausa). Estou de joelhos, agradecendo-lhe, numa postura muito humilde, eu o reverencio; sinto essa comunhão, me sinto agraciada pela sua presença.

Recebo mentalmente suas instruções – ele me diz que aquele senhor gordo é o meu pai dessa vida atual, e que eu preciso me reconciliar com ele, que a lição a aprender na encarnação atual é exercer o amor na relação com ele.
Tenho dúvidas se o que o meu mentor espiritual me propõe posso cumprir, mas aceito com muita humildade. Ele diz que trago para a vida atual muitas mágoas de meu pai. Diz ainda que preciso perdoá-lo, que o meu pai é um espírito atormentado, e que hoje – na vida atual – está muito mais aprisionado do que eu. Afirma que eu já tenho condições de sair dessa sintonia negativa com ele, e que o meu caminho é de luz, que é para eu seguir adiante, não importa o que aconteceu no passado (pausa). Sinto agora uma sensação de que eu posso ter paz, e que esta será a verdadeira cura para as minhas feridas. Afirma ainda que tenho todas as condições de tocar esse processo de renovação e de transformação interna”.

No final dessa sessão de regressão, a paciente estava bastante emocionada e me agradeceu por esse contato ímpar com o seu mentor espiritual, bem como por ter compreendido a origem de seu problema de relacionamento com o pai. Ela passou por mais quatro sessões de regressão e, no final do tratamento, disse-me que a repulsa e o pavor que sentia pelo pai haviam desaparecido.

Caros leitores (as):

A pedido da Espiritualidade preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação dos Mentores espirituais que nos assessoram – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores (as) e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Domingo (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

A benção do esquecimento do passado

Muitos espíritas questionam a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006 dizendo ser perigoso recordar experiências de vidas passadas, pois consideram uma benção o esquecimento do passado. Realmente, esse esquecimento é providencial, tem uma função, não é por acaso.

A providência divina cria um mecanismo de defesa psíquica em forma de esquecimento (amnésia) das experiências traumáticas do passado, seja desta ou de outras vidas.

Em outras palavras, aquilo que nos convêm a gente lembra; o que não nos convêm, ou seja, tudo aquilo que gera dor ao lembrarmos, reprimimos no fundo do inconsciente, procurando esquecer.

Desta forma, existe um mecanismo interno de defesa psíquica que é acionado automaticamente sempre que algo ameaça a nossa integridade moral e/ou emocional. Mas, por outro lado, se não mexermos nas experiências traumáticas, fazendo o paciente revivê-las, ele nunca irá se libertar de seu passado. É como uma ferida purulenta, se não a tratarmos, com o tempo, ela irá se agravando.

É o caso de um paciente que me procurou porque tinha pesadelos constantes à noite, acordava gritando, assustado e suado, mas não se lembrava de seus pesadelos.
Esses pesadelos começaram depois dele ter sido sequestrado em São Paulo, ou seja, sofria de stress pós-traumático. Geralmente esse stress é desencadeado quando a pessoa passa por experiências dolorosas, como: sequestro, violência sexual, perda de um ente querido de forma violenta (assassinato, desastre de carro, etc.).
As imagens da experiência traumática voltam de forma recorrente (repetitiva), gerando crises de ansiedade.

Mas, no caso desse paciente, ele não se lembrava de nada do ocorrido. As lembranças das experiências do sequestro que acabara de passar estavam reprimidas em seu inconsciente e se manifestavam em forma de pesadelos constantes quando estava dormindo. Ninguém em sua casa (morava com os pais e irmãos) conseguia mais dormir por conta desses pesadelos. Nas primeiras sessões de regressão, o paciente não conseguiu trazer as recordações desse sequestro em função desse mecanismo de defesa psíquica que estava resguardando-o de recordar suas experiências dolorosas.

Procurei respeitar seu mecanismo de defesa e esperei que as lembranças viessem espontaneamente, e foi o que aconteceu. Somente na 5ª sessão de regressão, o paciente trouxe suas recordações com forte conteúdo emocional.
Recordou experiências muito dolorosas do período que ficou no cativeiro. Ou seja, lembrou que os sequestradores estavam drogados e brincaram de roleta russa com ele, entre outras coisas.

Portanto, o objetivo da regressão é fazer o paciente recordar o seu passado e fazê-lo revivenciar para poder se livrar das emoções reprimidas. Em muitos casos, o fato de o paciente compreender a causa de seu problema e graças à liberação da carga emocional negativa – que sempre está atrelada à experiência dolorosa de seu passado – por si só tende a se curar. Foi o que aconteceu com esse paciente. Após revivenciar por várias sessões de regressão os acontecimentos dolorosos de seu passado, essas lembranças passaram a não mais incomodá-lo.

No início das regressões, ele ficava tenso, encolhido, chorava muito quando recordava o tempo que ficou no cativeiro.

No final do tratamento, conseguiu trazer o seu passado, desta vez, sem sentir dor e não teve mais aqueles pesadelos.

O mesmo procedimento terapêutico é aplicado nas recordações de vidas passadas. As lembranças de fatos traumáticos de vidas passadas que estavam reprimidos no inconsciente do paciente são afloradas no nível da consciência, espontaneamente, sem forçá-lo a recordar. O paciente só deixa aflorar as lembranças que está em condições de suportar e bloqueia aquelas que ainda o estão violentando.

É importante salientar que na TRE o paciente não se lembra de uma vida passada inteira, mas somente de fatos traumáticos que estão lhe trazendo desajustes no presente.
Neste sentido, nunca é demais afirmar que a regressão a vidas passadas é aplicada somente para fins terapêuticos com o intuito de ajudar o paciente a melhorar sua qualidade de vida. Por isso, não faz sentido aplicá-la apenas para satisfazer curiosidades fúteis, para se descobrir se alguém foi uma personalidade importante em vidas passadas.

Vou agora transcrever um e-mail que recebi de um internauta, leitor assíduo de meus artigos no Portal da Espiritualidade:

 

– Olá Dr. Shimoda, visito regularmente a sua home. Confesso que é o site de melhor conteúdo sobre Terapia de Vidas Passadas, pelo menos dos que eu já visitei. Parabéns! Recentemente o mestre espírita Divaldo Franco esteve em nossa cidade (Macapá, Estado do Amapá), e, apesar de não ter ido à sua palestra, soube que o mesmo fez referência aos seus trabalhos em TRE. Sou psicólogo de formação (há 12 anos exercendo a profissão) e, como atuo na área hospitalar, pretendo me especializar em hipnoterapia e/ou Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual.  Aqui em Macapá não existe nenhum hipnoterapeuta, muito menos terapeuta em TRE.

Abraços!.

Caso Clínico:
Pacto de Amor Eterno.
Mulher de 32 anos, solteira.

Veio ao meu consultório para entender o porquê de criar obstáculos, desculpas para não se envolver amorosamente com os homens. Desde criança, dizia para si: “Não nasci para casar e constituir uma família. Isso não é para mim”.
Quando um rapaz se interessava por ela, chegava a rezar para ele arrumar outra mulher. Por outro lado, quando se interessava por um homem, evitava-o quando este se aproximava dela, criando desculpas para si, justificativas para não se envolver afetivamente.
Queria entender também o porquê de estar viva, de viver; ao contrário, tinha uma fascinação pela morte. Não encontrava, portanto, uma razão para viver.

Ao regredir, ela me relatou: “Vejo o retrato de um homem com bigode, cabelos castanhos, pele clara. Deve ter uns 40 anos. Tenho a sensação de estar segurando este retrato e olhando para ele, mas não estou me vendo”.

– Mentalmente, dê uma olhada nos seus pés nessa cena – peço-lhe.
“Estou descalça e os meus pés são brancos. Tenho a impressão de que estou com os meus braços apoiados numa escrivaninha, sentada num banquinho. É noite, tem um lampião em cima de um tripé de madeira. Estou sozinha, uso um vestido bem longo, claro, as mangas são fofas, uso um colete e os meus cabelos são pretos, com cachinhos. Estou debruçada na escrivaninha olhando esse retrato desbotado (pausa). Sinto saudade, muita saudade desse homem”. (paciente começa a chorar copiosamente).

– Repita algumas vezes essa palavra “saudade” – peço-lhe.
“Agora, sinto como se o retrato se ampliasse” (pausa).

– Que recordação vem acerca desse homem? – pergunto-lhe.
“ Esse homem do retrato é o meu avô materno da vida atual. Não o conheci, só o vi numa foto que a minha mãe me mostrou… Ele foi o meu marido dessa vida passada, mas é bem diferente fisicamente do meu avô de hoje. Vem saudade porque ele morreu nessa vida passada. Fiquei viúva e me vejo segurando o seu retrato. Sinto muita tristeza. Ele era carinhoso, amigo e companheiro. Sinto uma perda muito grande” (chora copiosamente).

– Volte antes dessa cena do retrato, e veja como foi sua vida nessa existência passada? – peço-lhe (pausa).
“ Vejo-o andando numa rua de pedras redondas. Ele caminha com uma bengala e usa uma cartola na cabeça, cumprimenta as pessoas com gestos… Passa uma charrete e tem um jardim do lado. Agora o vejo se despedido de mim, acenando com a cartola… É só o que eu consigo ver”.

– Pergunte para o seu mentor espiritual por que hoje você cria obstáculos para não se envolver amorosamente com os homens? – peço à paciente.
“ Está vindo novamente a imagem de meu marido dessa existência passada. Ele está olhando para mim”.

– Como é o olhar dele? – pergunto-lhe.
“ É de tranquilidade, como se soubesse da resposta (pausa). Diz que fizemos um trato – de comum acordo – em que combinamos que não iríamos nos envolver com mais ninguém. Fizemos esse acordo ainda em vida naquela existência passada. Por isso, ele não me libera para eu me envolver com outro homem. (pausa). Agora estou vendo também a presença de outro homem, um velho. Ele está do lado do meu marido, orientando-o”.

– Quem é esse velho? – pergunto-lhe.
“ É o rabino que nos casou na época. Meu marido acredita nas palavras do rabino que lhe diz que o casamento é eterno e, portanto, ninguém deve ficar com outra pessoa”.

– Peça ajuda para o seu mentor espiritual que afaste o rabino para você conversar melhor com o seu marido – peço-lhe.
“Vejo agora uma mão segurando o braço do rabino e o afastando do meu marido. O rabino está se afastando, mas reclamando”.

– Converse com o seu marido e lhe diga que esse pacto foi feito nessa existência passada, e que agora não faz mais sentido preservá-lo, porque ambos estão em planos diferentes: ele está desencarnado no mundo espiritual e você encarnada no mundo terreno.

Peça-lhe para que a liberte desse pacto, e que cada um trilhe o seu caminho e sejam felizes. (pausa).
“ Eu lhe disse também que se ele me amava verdadeiramente, então que me soltasse. Ele ficou triste, mas concordou. Virou as costas e foi embora”.

– E você, como se sente? – perguntei-lhe.
“ Estou me sentindo aliviada, sem nenhum apego. Agora entendo também o meu fascínio pela morte. Era a interferência espiritual do meu marido dessa vida passada(avô materno de hoje) que queria que eu ficasse com ele no mundo espiritual”.

No final da sessão, ela me disse que tinha perdido o seu tempo por não encontrar um companheiro e constituir uma família. Sentia agora que estava aberta para um relacionamento amoroso.

Benefícios da Terapia Regressiva Evolutiva

Muitas pessoas me perguntam via e-mail se todas as pessoas podem se submeter à TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual- método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006.
Quero esclarecer nesse artigo que a regressão de memória como instrumento terapêutico tem suas indicações, contraindicações e limitações.
De um modo geral, a TRE é bastante indicada em casos de distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos (doenças cuja causa não foi constada pela medicina oficial) e de relacionamento interpessoal.
Gostaria de especificar mais detalhadamente suas indicações.

Indicações:

 

– Todos os tipos de fobias, ou seja, todos os tipos de medos intensos como: medo de lugares fechados (metrô, elevador, dirigir em túneis); medo de altura; de falar em público; medo excessivo de contrair doenças incuráveis como o câncer e a AIDS; medo da solidão pelo fato de ter sofrido sucessivas decepções amorosas;
– Problemas de relacionamento familiar, conjugal, social e no trabalho (aqueles relacionamentos difíceis, dolorosos, truncados entre pais e filhos, irmãos, marido e mulher, figuras de autoridade – chefes e/ou colegas de trabalho);
– Problemas sexuais (impotência, ejaculação precoce, anorgasmia – falta de orgasmo, perda da libido – diminuição ou ausência de desejo sexual, etc.);
– Transtornos de ansiedade (síndrome do pânico, ansiedade generalizada, tiques nervosos);
– Transtornos de humor (depressão, angústia, instabilidade de humor);
– Medo excessivo da morte;
– Doenças psicossomáticas – doenças orgânicas de origem emocional como: Alergias, vitiligo, psoríase, ictiose, asmas, enxaquecas, dores, etc.;
– Dificuldades financeiras e profissionais decorrentes de bloqueios emocionais e interferência de seres extrafísicos (obsessores espirituais).

 

Contraindicações:

 

– Deficientes mentais e auditivos (relação terapeuta-paciente se torna dificultosa no processo de comunicação);
– Distúrbios psiquiátricos graves (pacientes psicóticos e pré-psicóticos – podem levar o paciente ao surto psicótico).

 

Limitações:

– Pacientes excessivamente céticos, incrédulos em relação à regressão e a reencarnação (não é recomendável, pois vão bloquear, não permitem se entregar no processo regressivo). Fica evidente, neste caso, que uma pessoa de mente fechada é incapaz de revivenciar experiências de seu passado, principalmente de suas vidas passadas. Daí a importância do paciente querer efetivamente passar por este tipo de terapia;

 

Caso Clínico:
Transtorno Obsessivo Compulsivo (T.O.C)
Mulher de 25 anos, solteira.

 

Veio ao meu consultório por conta de inúmeros problemas de ordem emocional e orgânica.
Quando ficava tensa, apresentava comportamentos obsessivos, repetitivos, rituais obsessivos tais como: contar números (e o resultado sempre tinha que ser par). Contava nos dedos de uma mão e, em seguida, em outra mão; tinha a necessidade de contar, conferir quantas lajotas tinha o piso dos banheiros e a cozinha de sua casa.

Veio a saber que sofria de T.O.C (Transtorno Obsessivo Compulsivo) com um neurologista. Em verdade, percebeu que desde os 9 anos de idade apresentava esses rituais obsessivos. Outra manifestação de T.O.C era se certificar várias vezes que a porta estava fechada. Geralmente se levantava três vezes à noite para conferir se tinha fechado as portas de sua casa.
Após receber a notícia da morte de seu pai, começou a limpar compulsivamente sua casa, a fazer faxina feito “louca”, a soluçar bem alto, mas sem cair uma lágrima. Foi parar no pronto-socorro e o médico disse à família que a paciente estava em estado de choque.
Apresentava também doenças de pele (vitiligo e psoríase), problemas sexuais (dores no ato sexual e dificuldade de atingir orgasmo) e pensamentos negativos obsessivos como: vir a morrer, ficar doente, de lhe acontecer um infortúnio ou algo ruim.
Sentia dores no corpo, principalmente no peito, angústia, depressão desde criança e uma tristeza profunda. A paciente me relatou também que sonhava com um espírito desfigurado – ser das trevas – que queria fazer sexo e ela lutava com ele para que isso não ocorresse.
Ao regredir, ela me relatou: “ Dr. Osvaldo, tem alguém segurando os meus ombros, impedindo-me de atravessar o portão para eu saber a causa verdadeira de meus problemas (o portão é um artifício que uso que funciona como um “portal” que separa o passado do presente e após a indução hipnótica peço ao paciente que atravesse esse portão para que ele volte ao se passado e traga suas recordações de experiências traumáticas que originaram o seu problema).

Ele (ser espiritual obsessor) não quer me deixar atravessar esse portão. Diz que não quer que eu descubra o meu passado”.

– Pergunte-lhe por que ele não quer? – Peço à paciente.
” Diz para não mexer nessas coisas, pois se eu descobrir o meu passado vou perder os meus medos e não terei mais medo dele também. Ele quer ter o meu controle, me dominar. Ele diz que foi meu pai de uma vida passada (pausa). Vejo-o agora entre dois espíritos de luz que conversam com ele. Estão tentando convencê-lo a ir embora com eles para a luz. Mas ele esbraveja, não quer ir. Um dos espíritos de luz diz que ele está fraco e que precisa de ajuda, de ser cuidado, mas ele resiste. O outro ser de luz o faz agora dormir”.

– Veja o que acontece com ele? – pergunto à paciente.
” Os espíritos de luz me dizem que vão levá-lo ao plano de luz para tratamento, pois ele está muito cansado. Agora, eles estão pegando-o pelos braços e saem flutuando em direção a uma luz”.

– Peço então à paciente que atravesse aquele portão e dê um salto no tempo e vá à época onde esteja a causa verdadeira de seus problemas.
” Vejo uma casa de madeira, têm árvores e um campo… É uma vida passada. Sou criança, devo ter uns oito anos, uso um vestido até os joelhos. Sou bonita, meus cabelos são compridos, uso um laço no cabelo”. (pausa)

– Você mora com quem? – pergunto-lhe.
” Moro com os meus pais. Vejo minha mãe, ela é bonita, magra, usa uma roupa longa, apertada na cintura. O meu pai não está em casa. Gosto de ficar olhando para minha mãe”.

– Prossiga nessa cena – peço-lhe.
” Ela fica olhando para mim, parece que está preocupada. Ela está triste. Ela me abraça e diz que vai embora. Peço-lhe para não ir. Ela se ajeita, segura a minha mão, me leva até a porta e me mostra a estrada de terra e me diz algo que eu não entendo” (pausa).

– Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
” A casa está vazia. Estou perto da escada. Eu quero a minha mãe, eu a quero de volta”. (começa a chorar).

– O que aconteceu com a sua mãe? – pergunto-lhe.
” Ela foi embora. Vejo-a na estrada com duas malas nas mãos. Minha mãe foi embora, antes que o me pai voltasse para casa. Ele tinha ido até a cidade. A casa está vazia, eu fico sozinha” (chora copiosamente).

E o seu pai? – Pergunto-lhe.
” Ele não chega. Agora, anoitece, estou sozinha. Eu olho pela janela, está escuro, não vejo nada lá fora. A casa está às escuras também, tenho medo de bicho. Eu fico na escuridão” (pausa).

– Avance mais para frente nessa cena e veja o que aconteceu com você?
” Vejo agora o meu pai. É aquele homem que não queria que eu atravessasse o portão no início da regressão. Ele é branco e usa bigode. Agora estou com 18 anos, ele mostra a estrada de terra. Ele me lembra quando minha mãe foi embora. Meu pai tem raiva dela e desconta a sua raiva em mim. Ele me trata como se eu fosse a minha mãe. Eu não posso chamá-lo de pai. Eu tenho raiva dele, ele me machuca, me faz mulher dele. Eu não gosto disso. Ele não quer que eu vá à cidade. Ele me esconde das pessoas. Eu não uso sapato, ele não deixa porque senão eu vou para longe. Ele construiu uma casa de pedra que fica bem isolada no campo, mas continua morando na casa onde morávamos. Eu fico na casa de pedra, não vejo ninguém. Ele só vem nessa casa para me trazer comida. Eu sinto muita solidão, tenho medo de sair, não conheço nada. A cidade é bem longe” (pausa).

– Avance bem mais para frente nessa cena, anos depois – peço-lhe.
” O meu pai agora está mais velho, deve ter uns 65 anos. Ele tem pouco cabelo, usa um chapéu branco, bigode grisalho. Ele vem me visitar no sanatório. Estou com uma camisa de força”.

– O que aconteceu para você parar no sanatório? – Pergunto-lhe.
” Eu não sou louca. Ele me colocou num hospital para obedecê-lo”.

– Mas por que a camisa de força? – Pergunto-lhe.
” Ele disse que eu estava louca porque tive uma crise. Eu me revoltei, bati muito no rosto dele. Eu queria que ele me deixasse em paz. Aí ele falou para o médico que eu estava louca. Ele me levou à força para o hospital, cheguei lá gritando para o médico que eu não era louca. Sou branca, meu rosto é bonito, devo ter por volta de 25 anos; sou muito parecida com a minha mãe”.

– Você nunca mais viu sua mãe? – pergunto-lhe.
” Nunca mais. Meu pai era muito violento com ela”.

– O que aconteceu para a sua mãe não levá-la junto? – Pergunto-lhe.
” Eu ia atrasá-la caso me levasse junto. Ela achava que não iria conseguir fugir de meu pai se me levasse”.

– Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
” Acho que eu consegui fugir do sanatório. Ao anoitecer, fugi e fui para a floresta. Estou escondida no mato. Mas eu fui encontrada. Estou abaixada e sinto alguém se aproximando. Olho para cima e sei que fui descoberta. A pessoa me pega e me puxa”.

– Quem te puxou pela roupa? – pergunto-lhe.
” É o meu pai. O olhar dele é de ódio. Ele está a cavalo, começa a me espancar e me leva à casa de pedra. Entra comigo e fala para eu vestir a roupa de minha mãe. É uma roupa longa, preta. Ele me obriga a deitar na cama e amarra as minhas mãos e pernas por cima do vestido. O meu corpo está todo ferido e ensanguentado devido ao espancamento que sofri. Ele fala: “Agora você não foge mais”. Eu sinto frio, a temperatura do meu corpo cai. Vejo os meus pés, eles estão ficando roxos. Estou perdendo as forças, sinto muito tremor no corpo. Estou sozinha agora, ele foi embora (pausa). Vejo agora um homem de túnica, chega e senta ao meu lado. Estou tremendo muito. Olho para ele e sinto uma bondade muito grande no rosto dele. Ele veio me ajudar”.

– Quem é esse homem? – pergunto-lhe.
” É o meu mentor espiritual. Estou sentindo muito frio, tremo muito (pausa). Vejo agora uma luz amarela sair do meu estômago. Acho que é a minha alma, ela sai pelo meu abdômen. Mas ela demora a sair. Por isso ele fica comigo para me auxiliar. Sinto muito medo, não quero sair do meu corpo físico. Ele fala para eu não ter medo. Diz para eu sair do meu corpo, para eu não ter medo que ele está ali para me pegar. Quando a minha alma sai, ele me pega no colo. Fico como se eu fosse um bebê (paciente chora intensamente). Sinto-me segura e acabei dormindo no colo dele (pausa). Agora, ele se levanta me carregando, caminha e atravessa a porta e o ambiente fica todo iluminado.

– Pergunte para o seu mentor de onde vem o seu T.O.C.? – peço – lhe.
” Diz que vem dessa vida passada porque o espírito do meu pai veio junto comigo na vida atual. A presença de meu pai em espírito me fez trazer esta doença. Ele diz que o T.O.C é uma espécie de tique nervoso que trago dessa existência passada porque eu era muito sozinha, vivia presa naquela casa. Vivia contando os tijolos das paredes. Verificava também várias vezes se a porta estava trancada para o meu pai não entrar no meu quarto. Eu me sentia suja por causa dos abusos sexuais que sofri do meu pai. Mas ele diz para eu ter calma, porque eu achei um caminho que é bom para mim”.

– Que caminho? – Pergunto à paciente.
” Ele está se referindo à TRE (Terapia Regressiva Evolutiva).

Diz que essa regressão está sendo boa para mim porque eu precisava mexer nas coisas do passado para entender a causa dos meus problemas”.

– Pergunte-lhe de onde vem essa mania de limpeza? – Peço-lhe.

“Diz que vem dessa relação incestuosa com o meu pai nessa vida passada. Eu trago à vida atual a crença de que sou suja pelos abusos sexuais que sofri e então tenho necessidade de limpar tudo que está ao meu redor. Diz ainda que todas as manifestações do T.O.C vem dessa existência passada”.

Após passar por mais 8 sessões de regressão, a paciente me disse que estava se sentindo muito bem, mais solta, mais leve. Não sentia mais aquela tristeza profunda, depressão. Disse que o seu sono estava mais tranquilo. Antes, acordava de madrugada assustada e, pela manhã, despertava cansada, irritada e depressiva. Hoje, acordava bem disposta. Disse ainda que os pensamentos negativos destrutivos tinham ido embora. O vitiligo estacionou e a psoríase melhorou bastante, bem como os seus rituais obsessivos de contar números, lajotas e sua mania de limpeza. Seu mentor espiritual lhe esclareceu também que o vitiligo e a psoríase, como doenças de pele, ela trouxe na existência atual devido às feridas internas (mágoas, humilhações, culpa) e externas (agressões físicas) provocadas pelo pai ao morrer por espancamento naquela existência passada.

Sua Vida… Quase chega lá?

Sua vida financeira e profissional é uma grande batalha?
É sempre demitido do emprego, não tem sucesso nos negócios?
Aparecem grandes oportunidades, bons negócios, bons empregos, mas na “hora H” não dá certo, dá tudo errado?
Sua vida financeira e profissional é um tobogã de altos e baixos? Está bem e de repente desanda tudo, voltando novamente à estaca zero?
São as queixas mais frequentes que ouço de muitos pacientes que vêm ao meu consultório para passarem pela TRE e, com isso, receber suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução. São pacientes atormentados pelo insucesso e instabilidade profissional e financeira.
Em relação à vida financeira e profissional, há três grupos de pacientes que buscam o auxílio dessa terapia:
a) Vencedores: São bem-sucedidos, têm êxito; seus problemas estão em outras áreas de suas vidas;
b) Perdedores: Tentam de tudo, empenham-se ao máximo, mas não logram êxito, estão sempre quase chegando lá, pois normalmente algo dá errado. Passam por inúmeros percalços, sua vida financeira e profissional é feita de adiamentos. Tem tudo para dar certo (ótimo currículo, capacitação profissional, vasta experiência, pós-graduação, MBA, mestrado, doutorado, etc.), mas estão sempre e somente falhando em seus objetivos;
c) Empatadores: Da mesma forma que ganham, perdem tudo. Sua vida financeira e profissional é um tobogã de altos e baixos. Por isso, nunca se estabilizam nem se mantêm.
Veja a seguir o caso de um paciente de 38 anos que veio em meu consultório desesperado, querendo entender por que sua vida financeira e profissional não dava certo e, com isso, tinha que depender financeiramente de seus familiares.

Caso Clínico:
Por que a minha vida financeira e profissional não dá certo?
Homem de 38 anos, solteiro

O paciente veio ao meu consultório querendo entender por que sua vida financeira e profissional não dava certo. Foi demitido de uma empresa e, desde então, sua vida profissional e, principalmente, financeira, tem sido uma grande batalha.
Aparecem grandes negócios, boas oportunidades, mas, em cima da hora, no momento de fechar o negócio, sempre algo dava errado, ou era adiado. Obviamente, passar por tantos insucessos o deixava com os nervos em frangalhos.
Por conta de sua dificuldade financeira, era sustentado pelos seus pais e irmãos, vivendo de favores (seus familiares pagaram essa terapia).
Nas horas de desespero, chegou a pensar em fazer uma bobagem (suicidar-se), pois há cinco anos estava desempregado. Pensou várias vezes em pegar um atalho, ir para o caminho do mal, da ilegalidade, para saldar suas dívidas. Ele sofria também de traições, pessoas que o prejudicavam nos negócios.
Queria entender também por que há anos ocorria com frequência, ao consultar as horas no relógio do carro ou do celular, deparar-se com números repetidos: 12h:12min ou 23h: 23min.

Ao regredir na 4ª sessão, o paciente me relatou: “Sinto uma mão forte e grande segurando o meu antebraço esquerdo (paciente estava deitado no divã). O ser espiritual usa uma roupa brilhante e irradia muita luz”.

– Pergunte para esse ser espiritual de luz por que ele segura o seu antebraço? (o paciente entrou em transe mediúnico, incorporando esse ser espiritual de luz)
” É para não cometer atos impensados”.

– Que atos?
“Os atos de ira, revolta, por não entender os propósitos da existência”.

– Quais são esses propósitos?
“A melhora, a facilidade de entendimento, a aceitação, a comparação e a evolução dos bons sentimentos e dos bons propósitos que todo o Ser tem que ter para continuar na trilha, no caminho da evolução.
Foram muitos atos de insanidade. Atos de agruras foram cometidos, que não deveriam jamais acontecer. Muitos, mas muitos foram sacrificados, destruídos, escarnecidos pelos atos do passado. A roda da existência deve girar, deve prosseguir, mas não se repetir. A ira, o ódio, a vingança devem ser extintos nessa existência. Muitos que aguardam em plano inferior precisam entender que a mesma oportunidade de elevação pode lhes ser dada como foi dada para esse irmão (paciente). O véu que cega a consciência dos que estão tomados pelo ódio e pela vingança deve ser retirado para que tanto os que ficaram no plano sutilizado (plano espiritual) como para os que passaram no plano denso (plano terreno) possam evoluir”.

– Você pode se identificar?
“Sou o Guardião do Portal dessa existência e de muitas lutas antigas. A ele (paciente) será dada a oportunidade de refazer-se, bem como a restauração dos muitos atos de sangue praticados em existências passadas, em atos, liberdade e justiça através de nova oportunidade que tanto aguarda. Mas é necessário reestruturar os princípios, os ideais na existência atual.
Os recursos, os meios materiais, não devem e não poderão ser canalizados em direção errada. Muitos que foram atingidos porque sangraram através de atos do passado estão presentes e aguardam uma nova oportunidade de recomeçar. Caberá a ele (paciente) proporcionar esse recomeço”.

– De que forma?
“Através ou pelos caminhos da oportunidade que lhe serão entregues em suas mãos, e que não poderão ser desperdiçados. Quanto maior o Poder, mais acesso, maior será a responsabilidade”.

Na sessão seguinte, a 5ª e última sessão, o paciente me disse: “Ao passar pelo portão (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, que funciona como um portal que separa o presente do passado, o mundo material do mundo espiritual) foi-me jogado um líquido, um fluido, da cabeça aos pés, como num banho. O meu mentor espiritual (Guardião) está presente. Já na prece (nessa terapia, antes de iniciarmos o relaxamento, fazemos sempre a prece juntos) o meu mentor espiritual estava presente na minha frente, aqui na sala do consultório. Ele é realmente um Guardião, usa uma armadura no peito, é um ser alado muito forte e alto. Essa água, o fluído, é para a minha purificação, limpeza do meu espírito…
Vejo agora um homem sendo trazido por dois outros seres de luz (usam uma túnica branca, são também altos e bem fortes), um de cada lado”.

– Veja quem é esse homem que foi trazido aqui no consultório, como ele é?

“É também muito forte, está prostrado, cabisbaixo. Ele é embrutecido, é peludo; seus braços são fortes. Usa uma roupa muito antiga, lembra os bandeirantes ou um capitão do mato, barbudo, cabelos longos, emana um sentimento muito ruim. Existem também outros seres de luz à minha volta, porém, mais distantes. Não os vejo com clareza, apenas observam, assistem”.

– Veja quem é esse homem? Peça para ele se identificar.
” Ele transmite muita raiva e tristeza, mas isso vem de um tempo que já se foi, de uma vida passada bem distante (paciente fala chorando). (pausa).
Não tenha tanta raiva de mim, tanto ódio… Procure entender para que você possa sair dessa condição onde se encontra. A culpa não foi minha por você ter ficado aí nas trevas. Entenda e procure me perdoar porque já te perdoei. Não existe outro caminho, meu irmão, a não ser o caminho do perdão e do entendimento.
Procure ver isso, ao manifestar esse sentimento tão ruim, veja que também me prende onde você está. Entenda que não é me prejudicando, impedindo o meu caminho, o meu crescimento por coisas que fizemos, e que você ainda julga inacabadas, que iremos chegar a algum lugar.
Isso não vai trazer benefício para nós. Sai daí, irmão! Basta querer, como eu quis, para que possa se tratar no plano espiritual de luz. Só o perdão pode melhorar e trazer uma outra condição de existência para nós. Nós não tínhamos nada naquela vida passada, só um dia atrás do outro. Foi uma época triste, solitária, obscura. Você se lembra disso; perdoe as pessoas que fizemos sofrer com tantas coisas horríveis para que elas possam nos perdoar e, com isso, todos possamos evoluir, melhorar, crescer.
Hoje existem outros seres encarnados que dependem de mim, me aguardam e me esperam para que eu volte para falar e conduzi-los. Você também pode ter isso. Trabalhe para isso, lute para isso! (pausa).
Chora irmão, chora! Abra o seu coração, assim como estou abrindo o meu!
Deixe que a resignação, o perdão, o amor entrem para que você possa entender que o nosso grupo é o caminho do entendimento, da compreensão. Quero que você saia daí onde está.
Por favor, eu peço o seu perdão, e lhe entrego o meu perdão e a minha compreensão! (pausa).
Dr. Osvaldo, esse ser espiritual das trevas está chorando muito. (pausa).
Receba, meu irmão, o amparo desses que estão do seu lado para que você possa entender e aceitar o que está por vir, o que precisa ocorrer na sua existência.(pausa)).
Dr. Osvaldo, a mesma água, o fluido que jogaram em mim, agora está caindo sobre ele. (pausa).
Ele está sendo levado… mal consegue ficar em pé. Ele está muito cansado, está sendo carregado”.

– Onde você está?
“Num lugar aberto, num campo. O meu mentor espiritual está do meu lado esquerdo”.

– Pergunte se ele tem algo a lhe dizer?
“Ele está segurando novamente o meu antebraço esquerdo… meu corpo está ficando adormecido, imobilizado (paciente estava entrando novamente em transe mediúnico de incorporação inconsciente). (pausa).
“O último remanescente (obsessor espiritual do paciente) de tempos distantes, agora é encaminhado à sua senda evolutiva. A jornada desse irmão (o paciente) é retomada; que ele não tema os desafios e o que há a ser executado. Muito se há a fazer. Na verdade, a jornada de muitas léguas se inicia agora para ele como o primeiro passo. Muitas provas, muitos momentos de provação virão; porém, esse irmão estará forte e apto a suportar as provações da vida. Os elos que o prendiam às agruras do passado foram rompidos. Eu estarei sempre presente no caminho da evolução desse irmão, orientando-o e dando-lhe a direção certa a seguir.
A luta será árdua, muitos percalços e tentações lhe chegarão e devem e precisam ser superados e suplantados a bem do processo evolutivo.
Muitos lhe chegarão com vestes auspiciosas, sob pele de cordeiro e, na verdade, serão lobos.
Irmão (o mentor espiritual estava se referindo ao paciente, ao seu tutelado), use o seu livre-arbítrio para que sua capacidade de discernimento e senso de justiça norteiem e conduzam àqueles que lhe aguardam, que necessitam de sua orientação”. (pausa).

– Por que vêm ocorrendo repetições de algarismos quando o paciente consulta às horas? – Pergunto ao mentor espiritual do paciente.

“Reflexo de um tempo que não mais existe, mas será dada a orientação a respeito do que fazer”.

– Que tempo seria?
“Em uma das existências passadas, o irmão (paciente) se utilizou do conhecimento que tinha dos números. Será esclarecido a esse irmão o caminho a ser utilizado para o conhecimento do bem”.

– Esse conhecimento que ele traz de uma existência passada será utilizado para o benefício coletivo?
“Peço para que o irmão (paciente) aguarde o tempo devido, que o esclarecimento lhe será dado”.

– O que o estava impedindo de prosperar?
“Burilamento para a sua existência e preparo para o que agora iniciar-se-á.
O ensinamento maior é para que ele jamais se esqueça, e se dará infelizmente através do sofrimento, da dor.
Hoje esse irmão tem embasamento, conhecimento e experiência para não incorrer em erros do passado. O que está a se aproximar trará ao irmão, como já foi dito, uma grande responsabilidade e um grande comprometimento pelo poder e pelo acesso material (dinheiro)”.

– O paciente fez mau uso do dinheiro na existência passada para passar por tantas dificuldades financeiras na vida atual?
“Sim, em outras vidas ele teve o poder de vida e morte sobre muitos”.

– A dependência financeira que ele sofre de sua família faz parte de seu aprendizado?
“Isso não continuará. Essa situação lhe foi imposta pelo irmão (obsessor espiritual) que foi levado por vingança e desentendimento sobre divisão de ganhos, roubos, bem como a própria vida do irmão (obsessor) foi tirada pelo paciente numa existência passada”.

– O paciente terá que voltar a essa terapia mais para frente?
“Será necessário para esse irmão cultivar o hábito da prece, elevar o seu pensamento e sentimento ao sanctus e às esferas superiores para que possa obter sustentação, força e resistência no seu caminho para executar sua missão. Somente a oração e elevação de pensamento para atingir a seara de Maria e do senhor Jesus poderão lhe dar a paz, o equilíbrio e a proteção de que necessitará.
Existem muitos caminhos, porém, os caminhos a serem trilhados devem ser os que levam à casa do senhor. O nosso senhor Jesus Cristo disse: ‘Existem muitas moradas na casa do meu Pai’.
Estarei sempre ao lado desse irmão para não permitir que ele se desvirtue e saia da senda e no caminho do bem. É imperativo que muitas pendências do passado desse irmão sejam saudadas.
Que a paz, a harmonia, e a luz de Maria estejam entre vós”!

TRE e Psicanálise: Uma combinação eficaz para o processo de cura

Em janeiro de 1977, o grande médium Chico Xavier fez o seguinte comentário: “Cremos que a psicanálise unida à reencarnação, mas adotando os processos educativos da reencarnação no espaço e no tempo, seria para o mundo de hoje uma realização ideal”.

Para quem não sabe a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006 se utiliza de técnicas psicanalíticas para fazer o paciente regredir e buscar a origem traumática de seu problema que pode estar nesta vida (infância, nascimento, útero materno) ou muito mais atrás, em vidas passadas.

Por isso, quero esclarecer que a TRE como método psicoterápico, não é apenas um método reencarnatório, porque a regressão se aplica também a fatos traumáticos da vida atual.

Em verdade, buscar lembranças traumáticas que estavam reprimidas no inconsciente e fazer o paciente reverenciá-las com emoção, é um recurso psicanalítico. Freud, o pai da psicanálise, dizia que nas livres associações ocorriam frequentemente uma catarse (liberação) emocional e que, somente desta maneira, o paciente teria uma melhora clínica.

Portanto, o objetivo seria fazer o paciente compreender a causa de seu problema – que estava reprimida no inconsciente – e liberar a experiência traumática de seu passado para que essa lembrança se torne apenas uma lembrança, desvinculada de emoção negativa.

O objetivo último seria fazer o paciente se recordar da experiência traumática que gerou o seu problema, mas, desta vez, sem sofrer mais. Freud dizia que essas experiências traumáticas reprimidas na infância emergiam posteriormente na fase adulta produzindo inúmeros distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos e de relacionamento interpessoal.

No entanto, ele só se limitou a curar feridas da infância, não indo mais a fundo na causa verdadeira do problema do paciente (nascimento, útero materno e vidas passadas).

A terapia regressiva evolutiva(TRE) vai muito mais além, extrapolando o campo de ação do pensamento e tratamento psicanalítico.

 

Neste aspecto, a TRE trabalha em três níveis psíquicos:

a) Consciente;
b) Inconsciente;
c) Supraconsciente (nível espiritual).

O nível supraconsciente é onde ocorrem as manifestações de entidades espirituais (espíritos protetores de elevada evolução – mentores espirituais e aqueles de pouca evolução – os obsessores espirituais, seres das trevas).

Muitos pacientes durante a regressão conversam com esses espíritos, chegam a receber mensagens e orientações de seus mentores espirituais que se dizem satisfeitos em vê-los se tratando com a TRE.

O trabalho com meus pacientes que entraram em contato com esses espíritos me levou a rever minhas crenças, pois antes era uma pessoa cética, incrédula acerca da vida depois da morte e à sobrevivência da consciência.

Gostaria de transcrever uma mensagem que me foi passada pelo mentor espiritual de uma paciente, no início de meu trabalho com essa terapia:

“ Boa noite, irmão!
É muito louvável o seu trabalho, estamos gratos por tornar a vida de seus semelhantes melhor de ser vivida. Você, assim como outros, são pontinhos de luz ajudando o Pai Maior a transformar este lindo planeta. Continue sempre colaborando e fazendo outros a se transformarem.
Obrigado, fique com Deus, e que Ele ilumine o seu caminho.
Com todo amor Crístico,
Agenor”.


CASO CLÍNICO:
Pesadelos constantes
Mulher de 21 anos, solteira.

Veio ao meu consultório por conta de seus pesadelos constantes que a atormentavam desde criança. Acordava assustada todas as noites chorando, mas não se lembrava do que sonhara. Ao ser indagada a respeito desses pesadelos, dizia que não queria morrer.

Já na fase adulta, lembra que acordou do pesadelo esmurrando o guarda-roupa. Queria entender também o porquê de sua mãe não confiar nela, nunca deixá-la sair sozinha, querendo sempre controlar sua vida. Ocasionalmente, era tomada também por uma tristeza profunda sem saber o porquê e uma impaciência e ansiedade constantes. Frequentemente lhe vinha o seguinte pensamento: – Não posso perder o meu tempo, tenho muitas coisas para fazer.

Na entrevista de avaliação, a paciente veio acompanhada de sua mãe. Mas na semana seguinte, na1ª sessão de regressão, embora quisesse vir, sua mãe lhe disse que não tinha coragem, pois achava (intuía) que estava envolvida nos pesadelos dela. Por conta desse medo, mandou a prima da paciente acompanhá-la em sua regressão de memória.

Ao regredir, a paciente me relatou: – O meu coração está acelerado, estou com medo. Não consigo parar de tremer (ela começa a tremer). Estou presa, alguma coisa me prende às minhas pernas. Estou deitada, as pernas doem. Não consigo movê-las (chora copiosamente).

– Veja o que está acontecendo? – pergunto-lhe.
– Alguém me prendeu… Não vejo nada, só sinto, está tudo escuro.

– Volte antes desta cena para ver quem foi que te prendeu? – peço-lhe.
– Estou deitada no chão em um cômodo, as minhas pernas estão amarradas com cordas, presas a um barril. É uma vida passada, sou morena, meus cabelos são pretos, devo ter uns 20 anos. Vejo uma casa, é de madeira. Uso uma blusa branca, a minha saia é colorida, sou cigana (pausa). Foi a minha mãe que me prendeu… É a minha mãe da vida atual. É o mesmo olhar profundo (os pacientes costumam identificar as pessoas que estiveram com eles em suas vidas passadas através do olhar). Ela também era cigana. Morávamos somente eu e a minha mãe. Meu pai – o mesmo da vida atual – nos deixou. Ele também era cigano. Agora entendo porque ele me superprotege na vida atual. Meu pai ainda se sente culpado (inconscientemente) por ter nos abandonado nessa vida passada. Foi a minha mãe que me amarrou, me prendeu naquele cômodo. Ela não quer que eu fique com o homem que amo. Ela tem medo de me perder, quer me ver sempre por perto. Minha mãe descobriu que eu saia com ele. Ela não me deixa fazer nada, vive me controlando. Tenho que fazer tudo debaixo dos seus olhos. Faz exatamente a mesma coisa na vida atual. Ela me amarrou para que eu não me encontrasse com ele, mas ela não teve a intenção de me matar.

– Volte para o momento de sua morte nessa vida – peço-lhe.
– Estou muito nervosa, com muita raiva dela, não sinto mais dor nas minhas pernas… Acho que morri. Estou flutuando, vendo o meu corpo de cima. Alguém mexe em minhas mãos. Não é minha mãe (pausa) É o rapaz que eu amo. Ele está de costas. Só vejo os seus cabelos. É loiro e encaracolado. Ele não é cigano. Usa roupas velhas, camiseta suja e velha. Ele está triste e muito nervoso. Estou vendo-o de cima, fora de meu corpo, flutuando. Estou nervosa, porque acabou tudo, estou consciente que estou morta, em espírito (chora copiosamente). As minhas mãos pararam de formigar e as minhas pernas estão agora mais leves. Mas carrego comigo ainda muita raiva e nervosismo. Tenho muita coisa presa.

– Repita algumas vezes esta frase em voz alta, peço-lhe: “Sinto raiva e nervosismo”! (O objetivo é fazê-la soltar toda essa carga emocional presa ao passado).
– Ele está chorando, debruçado sobre meu corpo (pausa). Vejo agora um homem me levando embora. É o meu mentor espiritual. Ele tem cabelos pretos e usa roupas claras. Ele costuma vir nos meus sonhos na vida atual”.

– Veja para onde ele te leva? – peço-lhe.
– Ele me leva para um jardim do plano espiritual de luz. Estou triste, não queria morrer. O lugar é bem calmo. O meu mentor espiritual me diz que vou encontrá-lo novamente na vida atual depois dos 21 anos. Diz também que vou reencarnar novamente para me encontrar com a minha mãe. Digo-lhe que não quero voltar porque ela não vai me deixar ficar com ele (chora copiosamente). Fala que devemos confiar uma na outra e que eu tenho que ajudar a minha mãe a ser mais confiante. Diz ainda que ela (minha mãe) vai vir ao seu consultório no devido tempo para se perdoar. Ela quer também fazer regressão, mas tem muito medo e culpa de ver o que fez nessa vida passada.

– Pergunte ao seu mentor espiritual por que você e aquele rapaz precisam se reencontrar novamente? – peço-lhe.
– Precisamos completar, concluir, o que não fizemos naquela existência passada, mas, afirma que na vida atual, desta vez, vamos ficar juntos.

Após passar por mais quatro sessões de regressão, a paciente me disse que não estava mais tendo aqueles pesadelos constantes, pois estava dormindo profundamente, só vindo a acordar no dia seguinte.

Aquela tristeza profunda que vinha do nada também havia passado e estava bem mais calma. Não pensava mais em querer fazer tudo ao mesmo tempo para não ‘perder seu tempo’, pois entendera o porquê dessa ansiedade de querer viver (morreu naquela vida passada com 20 anos e hoje está com 21 anos).

Disse-me no final do tratamento que iria fazer de tudo para trazer também sua mãe à regressão para que ela possa se perdoar.