Novos rumos à terapia

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psico-espiritual, busca agregar a ciência psicológica com a espiritualidade e, com isso, amplia enormemente a visão do paciente no seu modo de ver a vida e seus problemas, o que não ocorre com os enfoques tradicionais de psicoterapia que só trabalham com o limitado espaço de tempo entre o início e o fim dessa vida, desconsiderando a tese da reencarnação e, por conseguinte, a natureza espiritual do ser humano.

Sendo assim, os enfoques tradicionais de terapia ainda não reconhecem a TRE por acharem equivocadamente que os temas: reencarnação, plano espiritual, mentor espiritual e obsessor espiritual são assuntos de “caráter religioso” e, portanto, não científico. Quero informar que esses assuntos não são necessariamente de caráter religioso e, sim, de pesquisa científica desde 1950, aonde a reencarnação vem sendo estudado dentro de uma metodologia científica.

Dr. Ian Stevenson, por exemplo, renomado psiquiatra norte-americano, Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia e sua equipe, pesquisaram mais de 3000 crianças em várias partes do mundo e selecionaram 20 crianças que recordavam espontaneamente suas vidas passadas. Assim, publicou o livro “20 Casos Sugestivos de Reencarnação”, que é mais um tratado científico do que um livro destinado ao público leigo.

Por conta do desconhecimento, preconceito, despreparo de nossa cultura ocidental em aceitar a natureza espiritual do ser humano, a TRE por ser uma terapia ainda nova, desenvolvida por mim em 2006, tem gerado em muitas pessoas dúvidas, temores infundados com relação à sua aplicação terapêutica, objetivo, e mesmo confusão, pois muitos acham que essa terapia é religiosa ou espírita.

Mas por que essa confusão?

Porque na TRE os pacientes conversam com os seus respectivos mentores espirituais (seres desencarnados, de elevada evolução espiritual responsáveis diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) e recebem suas sábias orientações acerca da causa e resolução de seus problemas, bem como os aprendizados necessários à sua evolução espiritual.

Ora, conversar com os espíritos não é privilégio exclusivo dos religiosos ou dos espíritas. Os índios, por exemplo, através de seus rituais entram em contato com os espíritos. Se você tomar o chá ayahuasca (na linguagem quécha, aya significa espírito ou ancestral, e huasca significa vinho ou chá) vai ter experiências extrafísicas interessantes (desdobramento, regressão às vidas passadas, contato com parentes desencarnados, anjos, mentores espirituais, progressão de memória, etc.) e, muitas vezes, curas de fobias, síndrome do pânico, depressão, ansiedade generalizada, vícios, etc.

Ressalto que esse chá não é alucinógeno como muitos ainda acreditam, pois após 18 anos de estudos, o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas do Brasil retirou em 23 de novembro de 2006 a Ayahuasca da lista de drogas alucinógenas definitivamente.

Quero esclarecer também aos leitores que a regressão de memória não é o fim em si dessa terapia, a TRE, mas um meio, um instrumento de autoconhecimento e cura.

Na verdade, o fim em si dessa terapia é ajudar o paciente não só a encontrar a causa e resolução de seus problemas, mas, principalmente, a se tornar um ser humano melhor.

Sendo assim, a regressão de memória como instrumento de autoconhecimento e cura ajuda o paciente a buscar a origem de seus traumas (bloqueios psico-espirituais) para que se desvincule, desligue deles definitivamente, bem como tirar lições de como era em outras vidas, isto é, traços de personalidades negativos e, com isso, verificar se vem evoluindo muito, pouco, ou mantendo, repetindo as mesmas inclinações, tendências negativas de personalidade e erros oriundos de vidas passadas.

Caso Clínico: Desagregação familiar

Mulher de 25 anos, solteira.

Veio ao meu consultório querendo entender por que foi criada num ambiente familiar onde seu pai era alcoólatra e, com isso, a violência e o desamor prevaleceram no seio familiar.

Queria entender também por que sua mãe cometera suicídio (ela se enforcou no banheiro) e, com a morte dela, a família se desagregou de vez, os irmãos se mostravam materialistas, pensando só no dinheiro, nas vantagens financeiras.

Por último, queria entender por que sua vida estava bloqueada e qual era o seu verdadeiro caminho profissional, espiritual e sua missão de vida.

Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ela me relatou: “Sinto uma brisa, um ventinho bem suave, agradável aqui no consultório (normalmente quando o paciente sente uma brisa suave e agradável no consultório é sempre a presença de um ser espiritual de luz; o contrário, isto é, quando sente calafrios, vento gelado, desagradável, é a presença de um ser espiritual das trevas, um obsessor espiritual).

- Pede para esse ser de luz de identificar – Peço à paciente.

“Diz que é o meu mentor espiritual. Revela que na encarnação anterior à atual deixei um rastro de muitas dores e sofrimentos por estar cumprindo ordens”.

- De quem? – Pergunto à paciente.

“De um general, pois eu era oficial, e a minha função era esvaziar os lugares onde as tropas de meu país iriam ocupar. Com isso, destruí muitas famílias, vidas”.

- Quando ocorreu essa guerra?

“Foi na 2ª guerra mundial e eu era um oficial nazista”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual por que na vida atual você foi criada num ambiente familiar de violência e desamor?

“Diz que foi um aprendizado para eu vivenciar, sentir na pele o que causei na guerra”.

- E que lição você precisou extrair dessa experiência familiar?

“Valorizar a vida do ser humano , o amor e o respeito”.

- Por que sua mãe cometeu suicídio se enforcando no banheiro?

“Muitas cobranças que ela vinha sofrendo, mas diz que não vai entrar mais em detalhes por que isso não vai ser benéfico, útil a mim”.

- Pergunte se ele pode lhe informar onde está a sua mãe falecida?

“Diz que não pode me informar, mas que ela irá reencarnar novamente”.

- Pergunte-lhe por que seus irmãos só pensam no aspecto financeiro após a morte de sua mãe?

“Fala que a carência afetiva, a ausência dela fez com que eles buscassem preencher essa lacuna com bens materiais. Diz que eles sentem um vazio interior grande. Fala que preciso perdoá-los e seguir o meu caminho”.

- Pergunte-lhe qual o seu verdadeiro caminho profissional e espiritual?

“Revela que é trabalhar auxiliando pessoas, ajudando-as”.

- Que tipo de ajuda?

“Diz que é ajudá-las a superar seus traumas”.

- E o seu verdadeiro caminho espiritual?

“Diz que não preciso seguir nenhuma religião ou doutrina. Posso frequentar se tiver vontade alguma religião, mas não seguir especificamente uma, pois já tenho conhecimento suficiente sobre a espiritualidade”.

- Por que sua vida está bloqueada?

“Explica que muitas vezes é preciso fechar todas as portas para que a gente possa enxergar”.

- O quê?

“A nossa luz que buscamos que é a iluminação espiritual”.

- Qual é o seu verdadeiro propósito de vida, sua missão?

“É reparar os traumas que causei às pessoas na guerra para eu poder ter a chance de viver e encontrar o que busco profissional, financeira e afetivamente.

“Esclarece que todas as portas foram fechadas para que possam ser abertas novamente (nem sempre são os obsessores espirituais que fecham, boicotam as nossas vidas, mas também os seres superiores de luz para que possamos aprender, crescer)”.

- Você quer fazer uma última pergunta ao seu mentor espiritual?

“Quero saber se vou encontrar o meu verdadeiro companheiro?

Diz que sim, e que vai ser um colega de trabalho. (pausa).

Finaliza dizendo sobre o meu verdadeiro caminho profissional, sugere que eu faça com o senhor o curso de formação de terapeuta em TRE, pois como terapeuta vou me sentir mais livre porque essa terapia não está ligada a nenhuma religião.

Ele agradece ao senhor pela oportunidade que teve nessa terapia de me esclarecer acerca de minha vida porque esse era o momento”.

Como superar os obstáculos da vida?

A vida tem seus próprios meios de desenvolver a nossa consciência; muitas vezes, utilizando métodos que ainda não podemos entender, como por exemplo, a morte de entes queridos por acidente de carro, doenças graves, assassinatos, perdas financeiras, falência, desemprego, etc.
Esses incidentes nos parecem injustos ou incompreensíveis porque nos faltam elementos para entender as suas causas. Por isso, é comum os pacientes virem ao meu consultório revoltados, sentindo-se injustiçados diante das agruras da vida. Entretanto, ao entrarem em contato com os seus respectivos mentores espirituais – seres desencarnados de elevada evolução espiritual, responsáveis diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual – são orientados acerca da causa de seus problemas e sua resolução.

Diante das adversidades, dos obstáculos, próprios dessa vida terrena, de provas e expiações, para depurar as más inclinações e tendências inferiores que trazemos de outras encarnações, podemos encontrar três situações em nossas vidas:
1) Aquelas que não estão sob nosso controle e, portanto, não podem ser mudadas pelas nossas ações;
2) Aquelas que estão sob nosso controle e só dependem de nós para serem mudadas;
3) Aquelas que, embora não possamos modificar diretamente, podemos tentar influenciar na mudança.

Sendo assim, nas provas, nos testes da vida, temos a opção de escolher os caminhos, entretanto, não podemos nos afastar do que precisamos passar, experimentar. E nas expiações, nada podemos fazer, a não ser nos resignarmos porque se trata de um resgate cármico de erros cometidos no passado.
Todavia, quero deixar bem claro que a aceitação das coisas que não podemos mudar, não pode ser entendida como um convite à inércia, pois como Espíritos, estamos sempre em evolução, em constante aprendizado.
Neste aspecto, os problemas, os obstáculos da vida, são sempre oportunidades de aprendizado e de mudança interna.
Resumindo, há uma oração que traduz muito bem o que expus até agora, que é a oração da serenidade, escrita pelo teólogo protestante Reinhold Niebuhr, que viveu de 1862 até 1971, e que trabalhava no Union Theological Seminary, nos EUA.
É uma oração bem curta e singela, porém, muito profunda: “Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; coragem para modificar aquelas que podemos, e sabedoria para distinguir umas das outras”.

Essa oração destaca quatro virtudes fundamentais que precisamos desenvolver para superar os obstáculos da vida: serenidade, aceitação, coragem e sabedoria.

Caso Clínico:
Por que nunca tive estabilidade financeira, profissional e afetiva?
Homem de 47 anos, solteiro.

O paciente veio ao meu consultório querendo entender por que nunca teve uma estabilidade financeira, profissional e afetiva, enfim, nunca foi próspero. Sentia-se perdido, pois não sabia qual era o seu verdadeiro caminho profissional. Tinha baixa autoestima, sentimento de desvalorização e inferioridade, pois até hoje, aos 47 anos, não tinha conseguido nada em sua vida; por isso, sentia-se um fracassado. Queria entender também por que nunca se deu bem com o pai, pois o relacionamento dos dois sempre foi conturbado, difícil, sem diálogo.

Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, assim me relatou: “Vejo uma mulher toda de branco, com véu também branco… Ela me espera no portão (na verdade, esse portão é um portal, um recurso técnico que utilizo sempre nessa terapia, que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo terreno), tem cabelos claros, cacheados, olhos azuis, bem escuros, e quando olho no fundo deles, irradia uma luz branca muito forte”.

- Pede para ela se identificar – Peço ao paciente.
“Minerva é o nome dela, a Deusa das matas, e afirma que é uma das minhas mentoras espirituais. Ela me diz: – Nem sempre fazemos o que queremos, mas temos que seguir em frente. Siga o caminho da luz, ultrapasse todos os obstáculos da vida e acredite no seu potencial. A vitória não está longe, mas a luta continua.

Estamos andando num jardim (plano espiritual de luz) e chegam outras mulheres também vestidas de branco. Há muitas borboletas coloridas de vários tamanhos.

O jardim tem uma grama alta, o vento sopra, balançando o gramado. A gente continua andando, conversando como se fossemos velhos conhecidos. Sinto como se tivesse conversando com uma amiga que não falo há muito tempo (para quem não sabe, o mentor espiritual é o nosso verdadeiro amigo fiel).

Sinto também vontade de chorar, saudade, ao mesmo tempo amor e paz, pois ela transmite muito amor, carinho, compreensão, e me sinto muito protegido e seguro”.
– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer? – Peço ao paciente.
“Pregue o amor por meio das palavras e também através do seu exemplo de vida, da ajuda mútua, da compreensão das diferenças, da aceitação de cada situação, mostrando para cada pessoa que sempre há uma solução e não aceitar ser escravizado por ninguém, sendo plenamente feliz. Ela diz ainda: – Coragem, meu filho! Você sabia no Astral, antes de reencarnar, que não ia ser tranquila sua encarnação atual, mas, no final, você vai conseguir fazer o que precisa”.

- Pergunte à sua mentora espiritual por que você não tem prosperidade?
“Quando acreditar em si terá tudo o que deseja, pois não se sente merecedor – ela me responde”.

- Pergunte-lhe por que você não se sente merecedor? – Peço novamente ao paciente.
“Outros fizeram coisas piores que você nas existências passadas e nem por isso estão se autopunindo como você faz hoje. Lembre-se de que estamos em constante evolução e aprendizado, por isso, o erro faz parte. Deixe de ser tão exigente consigo mesmo, perdoe-se. Por não se perdoar, não se sente merecedor de ser amado, de ter prosperidade, de ser uma pessoa admirada, respeitada. (pausa).
Eu lhe indago o que fiz no passado para não me sentir merecedor? (pausa).
Diz que numa vida passada saí do caminho do amor, usei a violência e o poder de maneira errada, querendo impor e manter uma situação, quando, na verdade, sempre o melhor caminho é o bom argumento, a colaboração e a união entre as pessoas. Diz ainda: – Não desperdice energia lutando, mas, faça com que as pessoas o sigam. Você sabe aonde chegar e como chegar; então, siga em frente e ajude o maior número possível de pessoas.

- Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro caminho profissional para ajudar as pessoas?
“Você deve seguir todos os caminhos onde se faça ser ouvida, ela responde. (pausa).
Vejo agora um auditório cheio, estou no palco e as pessoas me ouvem (nesta terapia, pode ocorrer do mentor espiritual do paciente lhe mostrar uma cena futura). Atrás de mim, tem uma imagem projetada num telão de uma borboleta pousando numa flor.

- Pergunte à sua mentora espiritual qual o significado dessa cena da borboleta?
“ Diz que é um seminário que vou ministrar sobre a conscientização da natureza, do meio ambiente. Vou falar também sobre a integração de pessoas, do amor coletivo, a eliminação do ódio e das guerras. Eu pergunto se vou precisar falar em inglês?”.
Ela responde: – Você precisa saber várias línguas, mas existe uma língua universal que é o amor, onde todos entendem.

Pergunto ainda como posso mudar os meus relacionamentos afetivos?
– Acreditando mais em você e respeitando as diferenças entre as pessoas. Cada um tem sua vida, maturidade e missão. Saiba aproveitar essas diferenças para aprender e evoluir como ser de luz que é. Muitas vezes, as pessoas reagem a partir de nossas ações, ou seja, todos têm medo, receio e fantasmas vindo de outros relacionamentos. No fundo, todos querem se autoproteger e não sofrer, machucar-se. Mas é preciso dizer o que sente e o que pensa e não ter medo de se expor, de amar. Amor não se mede pelo retorno e, sim, por quanto você ama, o que sente, e o que ele representa para você. Não espere ser feliz, através do sentimento do outro. Seja feliz por você, aceite-se, ame-se!

A partir do momento que se aceitar, se amar e entender que todos têm imperfeições, falhas, dias ruins, você vai conseguir entender melhor as pessoas e saber que a felicidade está dentro de você mesmo. (pausa).
Minha mentora espiritual está sentada num banco de madeira nesse jardim, e eu estou sentado na grama, apoiado no colo dela. Ela diz ainda: – Como você pode querer fazer alguém feliz antes de ser feliz?
Ame-se e acredite! O sucesso, a prosperidade, a saúde, a alegria e o amor são dons do ser de luz.
Você já nasceu com esses dons, então, não os bloqueie. Simplesmente aceite e os receba, use-os da melhor maneira, com sabedoria, em benefício do maior número de pessoas. É obrigação de todos os seres que estão um pouco melhor posicionados socialmente ajudarem àqueles que nessa encarnação têm que passar por grandes provações. Ser irmão não é resolver os problemas alheios, mas sim fazer com que esses problemas se tornem mais fáceis de serem resolvidos”.

- Pergunte-lhe por que você e o seu pai tiveram um relacionamento conturbado?
“Já fomos pai e filho também numa outra encarnação. Foi numa época antiga, medieval… Vejo uma imagem num casebre pobre e ele me cobrando por ter trazido pouco dinheiro. Vejo só nós dois morando nesse casebre, não tem luxo, não tem quase nada, só um fogão à lenha. Tem uma mesa de madeira, não sei se o meu pai nessa vida passada não podia trabalhar. As nossas roupas são trapos, bem pobres. Ele já tem uma idade avançada, usa um cajado para andar, e eu também não sou novo, devo ter uns 40 anos.
Digo-lhe que só consegui isso, e lhe entrego umas moedas. Na verdade, esse dinheiro é de esmola que pedi na rua. Tenho uma sensação de tristeza, de fracasso por não arrecadar mais dinheiro porque ele já tinha certa idade.

Eu me sinto um fracassado por não conseguir proporcionar uma vida melhor para o meu pai. (pausa).
Estou ainda sentado, apoiado no colo de minha mentora espiritual, e quando faço as perguntas para ela, do seu lado abre uma tela me dando às respostas… Agora nessa tela aparecem as imagens de duas crianças andando num jardim”. (pausa).

- Pergunte à sua mentora espiritual quem são essas crianças?
“As crianças correm em direção a uma mulher muito bonita, que diz: – O papai chegou!”.

- Você conhece essa mulher? – Pergunto ao paciente.
“Não. E as duas crianças não consegui vê-las de frente porque estavam correndo em direção à mãe”.

- Então, pergunte à sua mentora espiritual quem são essas crianças e essa mulher? – Peço novamente ao paciente.
“Fala que foi a minha família numa vida passada, em 1930”.

- Pergunte por que ela lhe mostrou essa família?
“Ela responde: – Porque a vida continua e os amores vão e vêm. Não desista, lute pelo novo amor. Acredite, isto está perto de acontecer. Viva sempre em plenitude, busque o todo, viva tudo por inteiro: os relacionamentos, o trabalho, as amizades. Quando estiver num lugar, esteja sempre inteiro: mente e corpo. Levante a cabeça, siga em frente e não desista. A felicidade está muito mais próxima do que você imagina. A alegria de viver é o seu objetivo. Seja feliz!”.

 

 

 

Encontro entre anjos encarnados

Apesar de existir uma farta literatura sobre os anjos, ainda assim, em se tratando de temas ligados à espiritualidade, desconhecemos muitas coisas. Por isso, é preciso pesquisar, aprofundar mais a respeito desse assunto.
A minha pesquisa sobre os anjos teve início quando criei em 2006 a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual.

Foi nas sessões de regressão que os mentores espirituais de alguns pacientes lhes revelaram que eram anjos encarnados.

Na ocasião, pela minha ignorância acerca desse assunto, fiquei surpreso, pois não sabia que havia entre nós anjos encarnados que convivem conosco – muitas vezes lado a lado -, podendo até ser um membro de nossa família. Acreditava que os anjos são almas tão evoluídas que não precisavam mais encarnar (realmente, muitos não precisam mais encarnar, pois são espíritos muito adiantados; mas é importante esclarecer ao leitor que há diferentes categorias de anjos quanto ao grau de adiantamento, de pureza).
Em verdade, os anjos são realmente almas evoluídas, mas encarnados nesta vida terrena, são pessoas normais, com seus conflitos, anseios e problemas como qualquer encarnado, sujeitos também às vibrações de dor, medo e ira, próprios do planeta Terra. Porém, diferenciam-se de outros encarnados pela sua pureza de alma. Por conta disso, são muito sensíveis, sentem muito a dor alheia e, por isso, sensibilizam-se com os problemas, dramas sociais, talvez muito mais do que a maioria das pessoas. Ficam profundamente incomodados, angustiados com as atrocidades, as mazelas praticadas pelos seres humanos (roubos, estupros, assassinatos, fome, miséria, destruição da natureza, etc.).

Pela pureza de espírito, muitos não conseguem lidar com os problemas terrenos. Se não forem bem orientados, ficam perdidos, confusos, desorientados, por não suportarem a maldade humana. Mas quando bem orientados, retomam o caminho a que vieram nesta jornada, que é o de ajudar o próximo em todas as áreas do saber humano: medicina, ciência e tecnologia, diplomacia, direito, economia, artes, música, etc. Desta forma, são muito úteis à humanidade.
Entretanto, na vida amorosa, os anjos encarnados costumam encontrar dificuldades em se relacionar, a não ser que o (a) parceiro (a) seja uma alma afim, um anjo encarnado também.
Mas por que encontram essa dificuldade?
Porque os anjos encarnados são livres, independentes, não suportam se sentirem presos, tolhidos em suas ações. Seu espírito, sua essência é livre, desapegada.
Daí a importância de encontrar também um companheiro, uma alma afim, que esteja sintonizado com o seu modo livre de viver.

É o caso de uma paciente, um anjo encarnado, que procurou a TRE para entender por que não conseguia encontrar um homem que a amasse verdadeiramente, pois não conseguia firmar-se em seus relacionamentos afetivos.

Caso Clínico:
Por que não encontro um homem que me ame verdadeiramente?
Mulher de 40 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não encontrava um homem que a amasse verdadeiramente, e que assumisse o relacionamento; por isso, não conseguia ter um relacionamento afetivo duradouro. Sentia-se carente, frustrada, infeliz, e, com isso, desenvolveu uma compulsão alimentar como válvula de escape. Após passar por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, assim me relatou: “Vejo um jardim muito bonito do plano espiritual, cheio de crianças e de mulheres tomando conta delas. No meio das crianças, sai correndo uma menina de três anos que vem em minha direção pula em meu colo, agarra-se em meu pescoço, e diz: – Oi! (pausa).
Ela está agora se transformando, regredindo ao útero materno, e estamos ligados pelo cordão umbilical… Sou a mãe dela, mas a vejo como um feto sem vida, morto… Peço que ela me mostre o que foi que lhe aconteceu.

Agora, ela regride na minha barriga, no 7º mês de gestação… A minha barriga está saliente, estou desesperada, descabelada, ando na areia de uma praia – é uma vida passada – e entro no mar.

Eu me suicidei, vejo o meu corpo boiando na água… Dois seres de luz nos socorre, resgatam os nossos espíritos, levando-nos para uma luz maior.
Estou sorrindo e a menina, minha filha, que está no meu colo, também sorri. Agora estamos bem e penso: – Aquela vida não deu certo!

Vejo agora uma cena da vida atual, tenho 25 anos, estou grávida de novo dessa menina, mas com muito medo do parto. Passo mal, desmaio, e acabo tendo um aborto espontâneo; a menina sai em espírito, subindo em direção ao céu, e me fala: – Mamãe, não deu certo de novo!

Peço perdão, chorando, por ter sido fraca novamente, e ela me diz: – Não tem problema!

Ela se transforma numa jovem, me abraça e diz que me entende. Imploro pelo seu perdão, mas ela pede para eu não ficar triste, que ela está bem, num lugar bom. Fala que eu preciso me perdoar, pois ela está bem. (pausa).
Vejo agora no consultório o meu mentor espiritual se aproximando; ele é bem alto, sua luz é dourada, segura as minhas mãos e fala: – Nós precisamos de você e de outros anjos encarnados nesse processo de transição do planeta Terra.
Ele irradia uma luz azul em meu peito, fala que é para marcar os seres que vão ser protegidos por eles, e para que saibam onde estamos localizados na Terra.

Afirma que a minha missão como anjo encarnado é salvar o maior número possível de almas. Eu lhe pergunto sobre os seres das trevas que me assediam constantemente.

Ele diz: – Você está com uma barreira de proteção; eles até chegam perto de você, mas não podem ultrapassá-la, pois está protegida.
O meu mentor espiritual me esclarece que estou superestimando os seres das trevas, pois a força do bem, do Universo, é muito maior; por isso, não se deve dar um peso maior às trevas. Afirma ainda que o meu grande aprendizado nesta vida terrena é transpor desafios, ver-me livre, deixar para trás os meus medos. Assegura, no entanto, que ele está sempre me ajudando, pois é o meu mentor espiritual. Ele estende a sua mão e me leva novamente naquele jardim do plano espiritual com crianças e fala: – Escolha! (pausa).

Vejo um menino de dois anos, cabelo castanho, encaracolado, e o pego no colo. Pergunto se posso escolher mais uma criança. Diz que sim, e vejo agora uma menina loirinha, sentada, ela está um pouco triste… Aproximo-me dela e ela me dá a mão. O menino continua em meu colo.
O meu mentor espiritual revela que essas duas crianças serão os meus futuros filhos, e que a menina loirinha virá primeira. Mas lhe indago quem será o pai dessas crianças?
Ele me mostra um homem forte, fala que ele é também um anjo encarnado, um guerreiro da luz, e que será o meu futuro marido. Ele usa um bigode, barba, aparenta ser mais velho e mais maduro do que eu.

O meu mentor espiritual me diz: – Com ele, você não perderá sua essência, sua liberdade, pois vocês são almas afins, anjos encarnados. Esse homem vai ser para você uma fonte de energia, irá lhe trazer paz e confiança, será atencioso, generoso, querendo sempre o seu bem.
Seus relacionamentos afetivos não deram certo até agora porque você sempre teve medo de perder sua liberdade como anjo encarnado. Mas o questiono como vou ter dois filhos se já estou com 40 anos?
Ele me responde: – Seus dois filhos podem vir com um ano de diferença! (pausa).

Agora, ele me mostra grávida, feliz, sorridente, de mãos dadas com aquele homem (nessa terapia, o mentor espiritual do paciente pode lhe mostrar não só uma cena de uma vida passada – regressão de memória -, mas também uma cena futura – progressão de memória -, caso julgar que isso é necessário, útil)”.
Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer de sua compulsão alimentar? – Peço à paciente.
” Ele me orienta que quando tiver ímpeto, compulsão em comer em demasia, respirar fundo e pedir a Deus e às legiões do bem para me limparem, e que eu volte ao meu equilíbrio. (pausa).
Esclarece que quando entro na compulsão alimentar, baixo a minha energia e, guardada a devida proporção, diz que me alimento como àqueles homens primitivos da idade da pedra.
Entretanto, quando me sintonizo com a luz, eu me elevo, passo a ter uma fome normal, natural e equilibrada. (pausa).

Peço para que me dê um pouco de energia, pois estou precisando, e ele me coloca dentro de sua luz. O meu mentor espiritual é bem grande, fico na altura de sua barriga”.

- Pergunte-lhe se você terá que voltar a essa terapia? – Peço à paciente.
” Ele me responde: – Vamos ver como você caminha! (pausa).
Mas intuo que ele diz que seria bom eu voltar mais para frente nessa terapia.

Agora, o meu mentor espiritual está realinhando os meus chacras, o meu campo de energia. Fala que se eu tivesse o mesmo equilíbrio e clareza emocional que ele, iria conseguir fazer sozinha esse realinhamento, isto é, eu me autocuraria. Esclarece que a gente pode expandir, fazer isso de dentro para fora com a nossa própria energia. Esclarece ainda, que a nossa essência, nosso Eu Superior, está no chacra cardíaco, por isso é preciso expandir o núcleo de energia do chacra cardíaco para o resto do corpo. Fala que isso é a verdadeira autocura, e que é uma questão de praticar. Ele sorri segurando as minhas mãos e finaliza dizendo: – Vá em paz porque sempre estarei com você!

 

 

 

O poder da prece sobre os espíritos obsessores

Os leitores assíduos de meus artigos em meu site pessoal (www.osvaldoshimoda.com) já devem ter percebido que a oração do perdão (impresso que entrego aos meus pacientes) é um instrumento, um recurso terapêutico indispensável por sua eficácia no tratamento da desobsessão espiritual.

Em minha estatística, 90% dos pacientes que vêm ao meu consultório se a obsessão espiritual (ser desencarnado, desafeto do paciente, seja desta ou de outras vidas, por ter sido prejudicado, movido a ódio e desejo de vingança, quer a qualquer custo ajustar contas com o paciente) não for a causa primária, é sempre uma causa secundária, agravante de seu(s) problema(s).

Apenas 10% dos casos, a causa é puramente psicológica, não havendo, portanto, nenhuma interferência espiritual provocando ou agravando seu(s) problema(s).
Esse percentual altíssimo de 90% dos casos de pacientes com interferência espiritual obsessora em meu consultório se explica, obviamente, por sermos espíritos em evolução, portanto, passíveis de erros, frutos da ignorância, falta de esclarecimento acerca das leis universais.

Sendo assim, por conta das más ações praticadas no passado, sobretudo em vidas passadas, ganhamos inimigos que podem reencarnar juntos em nosso convívio familiar, social, profissional, ou continuarem no astral inferior, nas trevas, como obsessores desencarnados (os piores inimigos são aqueles que a gente não vê, pois se aproveitam de sua condição de invisibilidade para nos prejudicar).

São esses seres espirituais que – na maioria dos casos – sabotam, dificultam ao máximo a vinda dos pacientes ao meu consultório, ou mesmo durante o tratamento, não deixando que os mesmos se concentrem nas sessões de regressão, semeando dúvidas para que desacreditem na eficácia dessa terapia.
Por isso, faço questão de lembrar aos meus pacientes a máxima de Cristo: “Orai e Vigiai”.

Desta forma, para que o paciente tenha êxito nessa terapia, a TRE(Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, é imprescindível a fé, a prece, principalmente se o obsessor espiritual for um espírito endurecido, rancoroso e vingativo. Mas, quando o paciente tem fé, faz a oração do perdão de coração em sua casa após eu prescrevê-la, com humildade e bons sentimentos, isso irá amainar o ódio desse ser espiritual. E isso também o encorajará a pedir ajuda para os espíritos amparadores de luz, que o levarão ao astral superior.

Vencido pelo cansaço (muitos vêm obsediando o paciente há séculos) e desejosos de se reabilitarem, aceitam serem levados para a luz.
Mas, antes de eu recomendar ao paciente para fazer a oração do perdão, é necessário nessa terapia que ele converse com o seu obsessor espiritual nas sessões de regressão para que saiba o que fez para ele nas vidas passadas.
Entretanto, é o mentor espiritual do paciente que determina se ele irá ou não revivenciar o que fez ao seu desafeto espiritual. Em muitos casos, o mentor espiritual prefere revelar, não o deixando reviver cenas de como o prejudicou, por serem fortes, chocantes. Mas quando necessário, o faz regredir, rememorar o passado.
Eu me recordo de um paciente em que numa das sessões de regressão, seu mentor lhe mostrou e também ao seu obsessor espiritual – que estava presente no consultório – uma cena de uma vida passada.

Após ver toda a cena, o obsessor espiritual, aos prantos, pediu perdão ao paciente, pois veio a perceber que ele não fora o causador de sua morte. Ele achava que o responsável fora o paciente que o delatou na vida passada e, com isso, acabou sendo enforcado naquela vida.
Chorava, pedindo perdão pelo erro que havia cometido (o obsessor espiritual o perseguiu implacavelmente, obsediando-o durante 300 anos).

Após o paciente tê-lo perdoado, aceitou prontamente ser levado para a luz.
Portanto, na maioria dos casos, é necessário que o paciente saiba o que fez ao obsessor para que faça a oração do perdão de coração, consciente do mal que lhe causou no passado, pois uma prece feita com arrependimento sincero, vinda do coração, sem dúvida, é muito mais eficaz.

Caso Clínico:
Sem rumo na vida
Homem de 42 anos casado.

O paciente veio ao meu consultório querendo saber qual era o seu verdadeiro propósito de vida. Apesar de ser bem sucedido financeira e profissionalmente, estava perdido, sem rumo na vida. Antes, sabia do que queria, traçava metas claras e as concretizava. Mas veio a perceber que canalizou toda sua energia apenas no lado material, ou seja, no financeiro e profissional, esquecendo o lado espiritual (uma grande parcela da população – talvez a maioria – vive o seu cotidiano apenas para o trabalho, estudo, família, esposa, filhos, lazer, viagens, etc., e se esquece de desenvolver o lado espiritual, seu verdadeiro propósito de vida).

Por isso, ele sentia um vazio, insatisfação (a alma é impiedosa, nos cobra quando nos desvirtuamos de nosso verdadeiro propósito a que viemos na encarnação atual).

Já havia pensado em fazer uma terapia de regressão, pois chamava sua atenção esse lado espiritual. Só depois que leu os meus artigos é que tomou a firme decisão de me procurar.
Queria entender também por que as pessoas mais próximas – pai, irmãos e primos – eram tão dependentes dele em todos os aspectos. Com isso, acabava sendo “o pai” de todos.

Após passar por três sessões de regressão, na 4ª sessão, o paciente me relatou: “Vejo um gramado vasto, o sol no fundo, e um lago no meio desse jardim. Tem também uma pedra enorme na frente do lago, com um desenho entalhado… Não consigo ver esse desenho. Vejo um monte de borboletas nesse jardim. Sinto muita paz… Agora, aparece um leão, surge na minha frente… É uma coisa bem feroz (nessa terapia, é comum o ser espiritual obsessor plasmar em forma de um animal feroz – o que chamamos de zoantropia – para atemorizar o paciente).
Ele não quer que eu continue, prossiga nessa terapia. É uma coisa ruim, meio sem cor, preto e branco”.

- Veja quem é esse ser espiritual das trevas?
“É o meu inimigo… Diz que o enforquei numa vida passada. (pausa).
Falo para ele que não quero o seu mal e, sim, o seu perdão por ter feito justiça com as minhas próprias mãos… Ele mudou de feição, está chorando”.

- Pergunte-lhe se quer buscar à luz?
“Diz que quer… Vejo agora uma mulher muito bonita, veste uma túnica branca, irradia muita luz. Revela que é a minha mentora espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual). Fala que vai ajudá-lo, levá-lo para a luz. (pausa).
Vejo flores, continuo nesse jardim (o paciente estava descrevendo o jardim do astral superior), cheguei perto do lago, me deu sede… A água é bem limpa, cristalina. Estou com vontade de beber essa água. (pausa).

Vejo dois anjos em cima de uma pedra enorme. Sai uma luz muito forte deles, são muito bonitos, eles passam muita paz. Falam que vão meu ajudar. Eu lhes agradeço de coração. Afirmam que vão me ajudar em tudo que eu for fazer daqui para frente. (pausa).

Agora, mudou o cenário… Estou em Roma, numa outra encarnação, em cima de uma biga (carro romano de duas ou quatro rodas atrelado com dois cavalos).

Têm umas pontas de lança nas duas rodas. Sou alto, uso uma saia de couro, sou um soldado romano. Uso um capacete, sandália também de couro com as tiras entrelaçadas nas pernas. Estou dentro de uma arena… As pessoas aplaudem… O meu adversário está entrando também na arena. Vamos lutar… Cortei a sua cabeça com uma espada, a platéia entra em delírio, me aplaudem. À minha esquerda, está a platéia, à direita é onde ficam o rei e a nobreza. Não queria fazer isso, saio triste da arena, fui obrigado a fazer aquilo, pois fizeram a minha família como refém. (pausa).

Voltei novamente para a cena daquele jardim, para o lago. Os anjos me pegaram pelo braço, estou voando, estão me levando… Vejo uma luz muito forte do meu lado direito… É um grupo de espíritos de luz.
Vejo a silhueta deles em forma humana – são homens e mulheres, me cumprimentam… Sinto (intuo) que todos eles fazem parte de minha família espiritual (é a nossa família de origem, de onde viemos no astral superior e retornaremos após o nosso desencarne).
A minha mentora espiritual revela que vim ao consultório do senhor para aprender, evoluir espiritualmente. Fala que está na hora de evoluir, que tenho muita coisa ainda para fazer nesta encarnação”.

- Pergunte à sua mentora espiritual qual é o seu verdadeiro propósito de vida?
“Ajudar muita gente, e que ainda vou descobrir como. Diz que vai me revelar mais para frente. Pede para fazer a oração do perdão para aquele ser que foi levado para a luz e outros que ainda estão nas trevas”.

Na sessão seguinte (5ª e última), o paciente me relatou: “Vejo novamente aquele lago límpido e cristalino da sessão passada. Minha mentora espiritual está do outro lado do lago. Pede para ir nadando em sua direção. Tenho medo de entrar nesse lago, mas ela pede para não ter medo, diz que a água vai ajudar a limpar o meu perispírito (envoltório que cobre o nosso corpo espiritual).
Atravessei o lago, cheguei nela… Ela me diz que sou bem-vindo, que estava me esperando faz tempo”.

- Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro propósito de vida?

“Você sabe, meu filho! Você reencarnou nesse plano terreno para ajudar às pessoas ao seu redor dando amor, carinho. Mas não se resume só à sua família, é bem mais amplo. Você acabou se desvirtuando de seu verdadeiro propósito”.

- Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você se desvirtuou?
“Trabalhando muito, atendo-se apenas ao lado material. Você não era assim, parou de pensar na espiritualidade, no amor, no bem, enfim, em tudo aquilo que o faz feliz. Todos os seus parentes de hoje sofreram muito em suas mãos, em várias encarnações. Por isso, está aí nessa jornada terrena para resgatar o mal que lhes causou. Você os maltratou de todas as formas no passado, mas não será útil lhe revelar como”.

- Pergunte-lhe por que você os trata como se fosse o pai deles?

“O pai é aquele que dá o maior amor. É assim que você vai reverter o que fez com eles no passado, por não ter lhes dado amor”. (pausa).

- Pergunte à sua mentora espiritual se ela tem mais algo a lhe dizer deles?

“Deles, não tenho mais nada a lhe dizer. Vamos dar um passo de cada vez. Estou aqui para te mostrar o que precisa saber, mas tudo na hora certa”.

- Pergunte em relação ao nosso tratamento, se ela tem mais algo a lhe revelar?

“Fala que por enquanto não, que talvez eu precise voltar mais para frente à essa terapia. Caso precisar, irá me orientar. Esclarece que irá se comunicar comigo em sonho. Pede para continuar fazendo a oração do perdão por mais dois meses. Revela que não só aquele ser obsessor foi levado à luz, mas vários outros seres obsessores, graças a oração do perdão que venho fazendo.

Diz também que a minha nuca não está esquentando tanto como antes (os obsessores provocam peso, pressão, dor e, muitas vezes, ardume na nuca), mas afirma que ainda há outros seres que terei que ajudar a serem levados para a luz. Por isso, pede para continuar fazendo a oração do perdão. Revela que o nome dela é Marta, que estará sempre me ajudando; diz que sou uma pessoa muito boa. Está se despedindo, indo embora”.

Como fortalecer a sua fé em momentos de crise?

Diante das adversidades, dificuldades da vida, nada o abala e o esmorece. Você é assim? Se não é, como fortalecer a sua fé em momentos de crise?

Quando tudo vai bem, é fácil afirmar que se tem fé; agora, quando as coisas não vão bem, nada dá certo em sua vida, você continua mantendo sua fé?

Ou entra em desespero?
No meu entender, somente diante das adversidades da vida é que testamos a nossa fé, ou seja, se temos ou não a verdadeira fé. Neste aspecto, a nossa fé é testada diante das vicissitudes, dificuldades que a vida nos impõe. Não há quem escape desse teste, dessa lição.

O próprio mestre Jesus teve que passar por esse teste, por momentos terríveis e, o pior, em público. Na via – crúcis foi açoitado, humilhado e, na cruz, esvaindo-se em sangue acabou morto ao lado de ladrões. Justo ele que pregava o amor em vez da violência, o amor ao inimigo – que é a coisa mais difícil de se praticar. Sem dúvida alguma, ele foi um homem maravilhoso que passou à humanidade ensinamentos profundos, principalmente, no que refere à fé.

Por isso, somente nas crises, nos momentos mais difíceis da vida que aprofundamos, fortalecemos a nossa fé. Por isso também, que esclareço aos meus pacientes que a TRE(Terapia Regressiva Evolutiva) – método terapêutico de auto-conhecimento e cura criado por mim em 2006 – é, sobretudo, um ato de fé.
Muitos pacientes vêm à essa terapia (sem saber) para aprofundar, fortalecer a fé em si e na existência do plano invisível. Ao conversarem com os seus respectivos mentores espirituais ficam profundamente emocionados e gratos por terem se conscientizado que nunca estiveram sozinhos nesta jornada, que os seus mentores espirituais nunca os abandonaram, e que sempre os ajudaram, principalmente nos momentos mais difíceis, dolorosos de suas vidas.

Portanto, faço questão de esclarecer aos leitores de meus artigos, que a TRE é muito mais que uma mera terapia, mas, uma bênção, um presente de Deus, pois é ela que propicia esse encontro mágico, sagrado entre o paciente e o seu o mentor espiritual, seu conselheiro e amigo fiel, que muitos sequer ouviram falar, ou se já ouviram falar nunca conversaram pessoalmente com ele.

Caso Clínico:
Por que sou tão inseguro, indeciso, tenho dificuldade de tomar decisões?
Homem de 46 anos, casado, dois filhos.

Paciente me procurou por conta de sua indecisão, insegurança, medo de errar, de tomar decisão. Isso estava também o prejudicando em seu trabalho, pois seu chefe cobrava dele uma postura mais firme, proativa. Na hora de tomar uma decisão, por ter medo de errar, ficava paralisado, bloqueado. Em sua vida pessoal, conjugal, pelo fato de seu casamento estar “morno”, sentia-se insatisfeito, pensava em se separar da esposa, mas não conseguia, ficava em dúvida, inseguro.
Desde sua adolescência tinha também problema de digestão (sentia que a comida ficava parada, que não tinha feito uma boa digestão). Fez vários exames médicos, mas não constatou nenhuma anomalia.

Após passar por três sessões de regressão de memória, na 4ª sessão, ele me relatou: “Vejo um banco de um jardim e uma mulher sentada. Ela usa uma roupa antiga, de época, e um chapéu. Ela está sozinha, deve ter entre 28 a 30 anos. Ela tem pele branca, magra, é uma moça bonita. Ela espera por alguém nesse banco do jardim. (pausa).
Vejo agora essa moça num cemitério, com túmulos de pedra. Ela caminha só e pensativa. (pausa).
Vejo também um soldado, usa uma roupa antiga de exército, chapéu e um rifle. Ele está em cima de um cavalo… Acho que sou eu na vida passada… Tenho a impressão que esse soldado saiu e não voltou mais… Aparece novamente a cena daquela moça sentada no banco do jardim. Ela está sentada, sempre pensativa…Tenho a impressão que ela está esperando por mim, mas não apareço”.
Na sessão seguinte (5ª e última), o paciente me relatou: “Vejo aquela moça do banco, mas, dessa vez, só aparece o rosto dela sorridente (nesta terapia, é comum um ser desencarnado, das trevas ou da luz, aparecer ao paciente mostrando só o rosto; ocasionalmente, aparece mostrando o corpo todo).

- Pergunte a esse ser espiritual se ele tem algo a lhe dizer?
“Ela me diz para que não fique tão desanimado… Agora apareceu novamente aquela cena do banco do jardim , ela sentada me esperando. (pausa).
Eu me vejo como aquele soldado com um uniforme vermelho e branco… Estou numa taberna, é uma época bem antiga. Estou bebendo bastante. Sinto remorso…Tem a ver com aquela mulher. Eu a abandonei, sem falar com ela. Não queria compromisso. Estou sozinho nessa taberna”.

- Avance mais para frente nessa cena.
“Aquela moça está no cemitério de novo olhando para os túmulos… Acho que sou eu que estou enterrado nesse cemitério”.

- Veja como você morreu nessa vida passada?

“Estou doente, não foi uma morte trágica, mas de doença e solidão. Estou num quarto, na cama, debaixo de um cobertor. Pareço estar mais velho, de barba e cabelo grisalho. Eu me sinto cansado, doente. (pausa).
Após minha morte física, tomei consciência de que a prejudiquei, abandonando-a. Morri cansado, sem forças. Um espírito de luz tentou me levar, mas eu não queria ir(paciente relata chorando).
Queria desfazer o que fiz com aquela moça, eu me sentia culpado e também envergonhado por tê-la abandonada. Mas mesmo assim, ela vem no cemitério me visitar. Ela tinha um amor profundo por mim e eu joguei tudo, não a valorizei (paciente chora copiosamente).
Agora, vejo a minha esposa da vida atual. Tive vontade de largá-la também, mas algo sempre me impediu para não repetir o mesmo erro dessa vida passada”.

- Quem você acha que sempre o impediu de fazer isso?
“Foi essa moça dessa vida passada… Acho que ela é a minha mentora espiritual. Vejo um navio, ela está embarcando, e estou perto dela em espírito. Após a minha morte física fiquei acompanhando os seus passos. Eu queria me comunicar, falar com ela, queria pedir desculpas pelo que fiz. Mas ela embarcou naquele navio e nunca mais a vi. Foi a última vez que a vi”.

- Pergunte se ela tem algo a lhe dizer?
“Ela me mostra aquela taberna, eu bebia muito, e foi isso que me levou a adoecer  provocando a minha morte. É como se tivesse me suicidado de forma inconsciente(é o que chamamos de suicídio indireto).

Ela me revela que o problema de digestão que tenho hoje vem dessa vida passada, pois bebia muito. Por ter abusado em demasia da bebida e também da comida, o meu perispírito(corpo espiritual) ainda se ressente. Por isso, hoje tenho um limite, não posso abusar da comida e muito menos da bebida”.

- Pergunte à sua mentora espiritual como você pode superar esse problema digestivo?
“Diz que tenho que ter consciência que abusei muito da bebida e da comida naquela vida passada e, por isso, o meu corpo espiritual traz seqüelas desse abuso. E isso está refletindo no meu corpo físico. Afirma que tenho que ter resignação e aceitar essa limitação do meu corpo físico, pois não o tratei como devia naquela vida passada”.

- Pergunte-lhe de onde vem sua insegurança, dificuldade de tomar decisão?
“Revela que a causa vem de uma vida mais antiga, anterior àquela vida passada…Vejo uma cena de um homem muito seguro, arrogante, posição financeira muito boa…Sou eu numa outra existência passada.Tomei uma decisão sem pensar, de forma arrogante, e deu tudo errado, perdi todo o meu dinheiro. Dali em diante, fiquei inseguro, tinha medo de tomar decisão, de vir a errar novamente. Eu era muito arrogante, excessivamente autoconfiante, e isso fez com que eu perdesse todo o meu dinheiro. Fiquei muito inseguro, traumatizado psicologicamente. A minha mentora espiritual me esclarece que é por isso que hoje tenho medo de tomar uma decisão em meu trabalho. Fico paralisado quando tenho que tomar uma decisão por medo de errar novamente”.

- Qual é o seu verdadeiro propósito de vida?
“A minha mentora espiritual me diz que é cuidar de minha esposa e filhos. Diz ainda que a minha esposa não é tão evoluída espiritualmente, por isso ela precisa de mim (paciente fala chorando).
Ela não tem evolução tão grande, por isso preciso ajudá-la, não posso abandoná-la”.

- Pergunte à sua mentora espiritual como você pode ajudá-la?
“Estando do lado dela, tendo paciência, não deixá-la sucumbir.Ela me esclarece que sou um pouco mais evoluído que a minha esposa, e por isso tenho condições de ajudá-la, dando-lhe apoio.
Esclarece também que vim à essa terapia um pouco antes do momento desejável, ou seja, eu me precipitei. Mas que num outro momento, quando estiver mais tranqüilo, mais sereno, terei que voltar novamente ao seu consultório, pois o resultado não foi 100% porque bloqueei muito o nosso trabalho, duvidando do que eu trazia nas nossas sessões de regressão.
Diz ainda que isso ocorreu pelo momento estressante que estou passando em meu trabalho, bem como pela minha falta de fé na existência do plano espiritual. Isso fez com que eu dificultasse a conexão com ela. Ela afirma que a minha fé está sendo testada, que quando a gente está bem é fácil dizer que tem fé; agora, quando a gente passa por uma dificuldade é que se testa se temos mesmo a verdadeira fé. É isso que ela precisava dizer para mim nessa terapia.

A minha mentora espiritual está se despedindo, agradece ao senhor pela oportunidade que teve – através dessa terapia – de conversar comigo”.

A Verdade liberta?

Conhecendo a causa de meu(s) problema(s) vou resolvê-lo(s)?
Esta é a pergunta mais comum que os pacientes me fazem antes de passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual) – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006. Em verdade, essa terapia vai de encontro com a máxima secular de Cristo “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Em minha prática clínica – já conduzi mais de 20.000 sessões de regressão de memória – constatei que essa máxima é realmente libertadora. A maioria de meus pacientes quando entra em contato com a causa de seus problemas se libertam das amarras (bloqueios) de seu passado, resolvendo, portanto, os seus problemas.
Não obstante, como o ser humano é um fenômeno singular, com características e sintomatologia únicas e, por isso de acordo com o jargão médico “cada caso é um caso”, há pacientes que não se transformam de imediato após seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) lhes mostrar a causa de seu(s) problema(s). Mas por que ocorre isso?
Porque ainda não estão prontos, maduros para se libertarem de seu passado, das amarras de seu passado, seja desta (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas. Tendo conhecido a verdade, ainda terão que passar por outras experiências de vida como parte de suas aprendizagens e colocarem em prática o que o seu mentor espiritual lhes revelou nessa terapia. Só assim irão se libertar, resolver os seus problemas.

Sendo assim, quero esclarecer mais detalhadamente ao leitor como funciona a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual.


O paciente que se submete a essa terapia passa por duas etapas:

  1. a) Conscientizadora: nessa etapa, o mentor espiritual de cada paciente irá lhe revelar – através da regressão de memória – a causa de seu (s) problema (s) e fará também uma progressão(revelação futura), caso seja necessário .É importante esclarecer aqui que o mentor espiritual só revela ao paciente aquilo que irá ajudá-lo; portanto, jamais revela algo que irá prejudicá-lo, ou que não irá acrescentar ao seu crescimento, aprendizado.
    As lembranças de vidas passadas (experiências traumáticas), reprimidas no inconsciente, são afloradas ao consciente através da regressão de memória, que o leva à compreensão das origens de seus problemas atuais.

    b) Transformadora: muitos pacientes, ao tomarem consciência da causa de seus problemas, de imediato se transformam, resolvendo, portanto, os seus problemas.
    Mas, para outros, apenas a conscientização de experiências traumáticas reprimidas nas profundezas do inconsciente não será suficiente ainda para a cura ou solução de seus problemas. É necessário que esse paciente trabalhe consigo mesmo, colocando em prática no seu cotidiano o que foi revelado pelo seu mentor espiritual. Ele passa a compreender que o passado é passado, que realmente já foi, e que as experiências traumáticas de outrora não deverão mais exercer influências prejudiciais em seu presente. Quando o paciente melhora a si mesmo, melhora também em relação ao seu ambiente familiar, conjugal, social e no trabalho. Em decorrência de sua mudança interna passa a ver a si, aos outros e ao mundo sob uma nova ótica.

    Para passar por essa terapia, agendo inicialmente com o paciente uma entrevista de avaliação a fim de conhecê-lo melhor (história de vida), compreender com mais detalhes os problemas que o afligem, bem como o esclarecimento necessário de como funciona essa terapia. Após a entrevista, já em seguida, o paciente passa por uma sessão de regressão de memória, e, no final desta, vou avaliar pela minha experiência clínica o número de sessões que o paciente terá que passar (para que ele obtenha um resultado mais efetivo, normalmente são necessários de 5 a 10 sessões de regressão de memória).

No final dessas sessões, seu mentor espiritual irá fazer uma avaliação da necessidade ou não de se prosseguir com o tratamento (se o mentor espiritual é responsável diretamente pela evolução espiritual do paciente, obviamente, conhece-o profundamente, sabe de suas virtudes, fraquezas e necessidades, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Portanto, é a pessoa mais indicada, com mais autoridade para fazer essa avaliação. O meu papel, enquanto terapeuta, é o de abrir o canal de comunicação para que o mentor de cada paciente possa se comunicar diretamente com ele, e orientá-lo acerca de seus problemas, bem como a sua resolução).

No final do tratamento, muitos mentores dizem ao paciente que o trabalho foi bem concluído, ou seja, o paciente teve êxito, resolveu o(s) seu problema(s) – e, portanto, não há mais necessidade de prosseguir com a terapia.
Outros, avaliam que ainda há necessidade de se prosseguir com a terapia, pois precisam mostrar, revelar-lhe outras experiências de seu passado. E há ainda aqueles que dizem que o paciente necessita continuar com o tratamento, mas, não por ora, pois precisa colocar em prática o que lhe foi revelado. Afirmam que mais para frente terá que retornar à terapia. Nesse caso, o paciente é intuído pelo seu mentor a me procurar ou a necessidade irá levá-lo a me procurar novamente ).

Caso Clínico:
Dispareunia (dor no ato sexual).
Mulher de 25 anos, solteira.

Veio ao meu consultório, por conta de seu problema sexual. Em suas relações, embora tivesse desejo sexual, sentia muita dor, impedindo que o namorado prosseguisse, deixando, evidentemente, ambos frustrados.
Sofria também de fobia social (medo de falar, de se expor em público).
Em reuniões no trabalho, quando chegava a sua vez de falar ficava ansiosa a ponto de não conseguir falar (gaguejava, dava um “branco”). Tinha também medo de assumir cargos de responsabilidade (gerência), por conta de sua insegurança, falta de autoconfiança e baixa autoestima. Com isso, ficava estagnada, não era promovida, não tinha ascensão profissional.
Desde criança, exalava também um forte odor nas axilas (segundo a paciente, não havia desodorante que segurasse o mau cheiro do seu suor, e isso a deixava muito constrangida).

Ao regredir, ela me relatou: – “Vejo o meu mentor espiritual. Ele é magro, claro, carequinha – o corte de seu cabelo é estilo franciscano, com uma franjinha. Veste uma túnica branca, está na entrada do portão (é um recurso técnico que utilizo nessa terapia).

Meu mentor espiritual quer me mostrar algo… ”

- Veja o que ele quer lhe mostrar? – peço à paciente.
“ Ele me leva para dentro de uma mata… É uma floresta. É uma cena de uma vida passada.
Vejo um homem a cavalo. Ele desce e vem em minha direção (ela começa a chorar).
Acho que ele me estuprou. Ele é jovem, bonito, mas eu pensava que fosse outro homem. Na verdade, estava esperando outro homem”.

- Veja o que aconteceu para ele te estuprar? – pergunto à paciente.
“Ele me enganou, armou tudo para me estuprar, me confundindo para pensar que era aquele homem que eu esperava.
Após o estupro, ele me largou dentro dessa mata. Volto para casa arrasada, mas não conto a ninguém”.

- Você mora com quem? – Peço à paciente.
“Moro com a minha família. Sou solteira, mas não vejo os meus familiares. A gente mora no campo, é uma época antiga onde as pessoas andam a cavalo (paciente não as veem, mas intui essa vida passada). Estou preocupada porque engravidei”.

- Vá prosseguindo nessa cena – peço à paciente.
“O homem de quem eu gostava casou com outra mulher. Na verdade, ele não gostava de mim, eu que gostava dele. Como fiquei grávida, sem o pai da criança, fui muito discriminada, fiquei largada. Na época, não se aceitava uma mãe solteira”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe novamente.
“Não me casei, ajudava a cuidar dos filhos das minhas irmãs. Era muito ligada à minha família (até hoje na vida atual, a paciente me disse que não gosta de sair da casa de seus pais, pois é muito ligada à família)”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço à paciente.
“Estou velha, continuo morando na casa de meus pais. Eu me sinto frustrada, pois não me casei, não tive um companheiro, embora a minha família me desse apoio e carinho.
Tenho muita raiva desse homem que me estuprou. Ele era um conhecido da família, tinha planejado me estuprar, e depois foi embora.

- Vá para o momento de sua morte – peço-lhe novamente.
“Acho que morri de velhice. (pausa). Vem à mente que deveria ter aproveitado mais essa vida, ter batalhado, mas era muito passiva. Após minha morte física, não consigo me mexer, sei que morri, mas fico estagnada. O meu mentor espiritual vem me ajudar.
Ele tenta me levar para outro lugar (Astral Superior), mas estou prostrada, morri, mas o meu espírito não consegue sair de meu corpo… Agora, ele conseguiu me tirar”.

- Veja para onde ele te leva? – peço à paciente.
“Leva para um jardim muito bonito (é o jardim celestial).
Fico um tempo descansando nesse lugar. Ele explica sobre essa encarnação passada. Esclarece que esse estuprador ficou com raiva de mim porque estava interessado em mim, mas não o correspondia. Disse que depois do estupro, ele se arrependeu, mas acabou sumindo.
Pede para perdoar esse homem. Fala que nem tudo pode ser revelado nessa terapia (a paciente não estava ainda preparada para saber, compreender, ou iria prejudicá-la em sua aprendizagem); portanto, somente o que precisava saber me foi revelado. Afirma que só pelo fato de ter me conscientizado da causa de meu problema sexual, que trago na vida atual como consequência desse estupro, vai me ajudar a superá-lo”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual de onde vem esse bloqueio de falar, de se expor em público? – peço à paciente.
“Diz que parte desse bloqueio vem dessa vida passada em que fui estuprada, pois as pessoas me questionavam querendo saber o motivo de minha gravidez e, com isso, eu evitava qualquer contato social, isolando-me. Mas a verdadeira causa desse bloqueio vem de outra vida passada. Ele quer me mostrar alguma coisa dessa outra existência… Ele me mostra uma cena. Eu era um xerife da época do velho oeste americano. Vejo as pessoas (habitantes da cidade) jogando algo em mim, revoltados, por eu ter falado algo. Fujo para o meu escritório e fico lá. Eu me sinto muito mal, foi algo que prometi a essas pessoas e não cumpri. Acabo sendo expulso da cidade. Isso arruinou a minha carreira.
Meu mentor não me revela o que prometi à população. Mas é algo que não podia cumprir e tinha consciência disso.
Queria mostrar serviço, competência, mas sinto remorso. Diz que isso reflete na vida atual de eu ter receio de assumir cargos de responsabilidade e de falar em público. Na verdade, tenho medo das cobranças e de não atender as expectativas das pessoas como ocorreu nessa vida passada em que era muito inseguro e, por isso, queria mostrar serviço, mas isso agravou mais ainda a minha insegurança.
Esclarece ainda que o medo que adquiri das cobranças da população daquela cidade, mais a experiência do estupro que me levou ao isolamento, ao recolhimento social, estavam causando na minha vida atual o bloqueio de falar em público. E o forte odor que exalo das axilas é uma forma de defesa, como um escudo de proteção.
Afirma que o odor nas axilas é uma forma inconsciente de afastar as pessoas de mim; por isso, preciso me perdoar”.

- Pergunte ao seu mentor como você pode superar todos esses problemas? – peço à paciente.
“Reitera que tendo consciência da causa de meus problemas, aceitando essas revelações como verdadeiras, e não como fantasiosas, e compreendendo-as, vou conseguir superá-los”.

- E esse bloqueio de não ter ascensão profissional, de onde vem? – Pergunte ao seu mentor.
“Vem também dessa vida passada em que fui xerife. Esclarece que tive problemas estomacais antes de vir às sessões de regressão porque estava com medo de passar por essa terapia e saber a verdade a meu respeito. Mas pede para não me preocupar, reafirma novamente que vou superar todos esses problemas”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual se devemos continuar com o tratamento? (era a 5ª sessão de regressão).
“Diz que está encerrada a 1ª fase do tratamento, pois vou ter que digerir todas as informações que me foram reveladas.
Ressalta que terei que voltar novamente à terapia para a 2ª fase, e aí sim, vou me libertar definitivamente das amarras de meu passado.

Por ora, eu precisava somente saber dessas informações sobre os fatos causadores de meus problemas. Diz também que foi ele quem me intuiu para vir a essa terapia, e que demorei em decidir começar porque não estava ainda preparada para passar pela TRE.
Agradece ao senhor (referindo-se a mim como terapeuta) e elogia bastante o seu trabalho, enquanto facilitador da abertura de nossa comunicação. Faz questão de afirmar que o seu trabalho é muito sério por entender que muitos ainda não valorizam essa terapia como deveria por desinformação, preconceito, enfim, por ignorância em relação à espiritualidade”.

 

 

 

A vida começa com o nascimento e termina com a morte?

A visão da ciência materialista de que a vida começa com o nascimento e termina com a morte tende a reforçar a crença de muitos de que “morreu, acabou tudo”. Obviamente, quem pensa assim, acredita que para resolver seu sofrimento, suas dores, a saída é a morte.
No entanto, muitos pacientes que pensavam dessa forma, após terem passado por fortes experiências espirituais pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006 -, e conversado com o seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), recebendo suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução, mudaram radicalmente sua visão sobre a vida e a morte e saíram dessa terapia com a firme convicção de que a morte não existe e, portanto, o suicídio não é a solução.
A psicologia e a psiquiatria oficial, ancoradas numa visão materialista do ser humano de que “a vida começa com o nascimento e termina com a morte”, não aceitam a visão integral do ser humano (mente, corpo e espírito) e, portanto, que somos seres espirituais imortais.

Desta forma, a tese da pluralidade das existências, ou seja, da reencarnação, obviamente também é ignorada pela ciência médica e psicológica. Sendo assim, a psicologia oficial acredita que somos como somos desde a infância e a personalidade humana se forma nos primeiros anos de vida da criança. Ou seja, o ambiente familiar, através dos pais, irá moldar a personalidade da criança.

Essa tese, evidentemente, tende a reforçar o vitimismo dos filhos, tornando-os adultos revoltados que responsabilizam os pais pela sua infelicidade e pelo que são em razão da educação que tiveram. Quero esclarecer aqui que não estou de maneira alguma eximindo os pais de sua responsabilidade como educadores; o que defendo é que os pais não são totalmente responsáveis pela formação da personalidade da criança e suas atitudes como a psicologia apregoa.

Na verdade, já encarnamos com uma personalidade definida, pois trazemos de outras existências tendências e traços de personalidade negativos e positivos. Em outras palavras, trazemos latentes de outras encarnações – em nosso perispírito (corpo mental e emocional) -, as características individuais de nosso modo de pensar, sentir e agir.
Sendo assim, os pais apenas reforçam, mantêm ou atenuam os traços de personalidade de seus filhos, tendências negativas ou positivas, que trazem de vidas passadas. Cabe, portanto, aos pais, como educadores, observarem essas tendências negativas e buscarem atenuá-las ou corrigi-las.

Portanto, reencarnamos nesta vida terrena por dois motivos: 1) Viemos para nos curar dessas tendências (maus hábitos e imperfeições), tais como: autoritarismo, arrogância, prepotência, orgulho, egoísmo, inferioridade, desvalorização, maledicência, etc.;
2) Reparar erros do passado (resgate cármico), frutos de nossas imperfeições, que hoje, no atual estágio de consciência, de evolução em que nos encontramos, consideraríamos como atos bárbaros, atrozes, mas que no passado eram vistos como naturais, normais, por conta dos valores das culturas nas quais estávamos inseridos. Ainda hoje, por exemplo, em muitas culturas tribais, matar crianças que nascem aleijados, com retardo mental ou outra deformidade é uma prática comum, pois elas não serão úteis e funcionais para a comunidade. Degolar e trazer a cabeça de um líder guerreiro inimigo, era visto como um feito louvável e admirável por muitos povos.

Como seres espirituais em evolução, obviamente, cometemos erros no passado por falta de esclarecimento, consciência, enfim, por ignorância das leis universais. No entanto, do ponto de vista da evolução espiritual do ser humano, o que o impede de evoluir não é o erro em si, mas não ter consciência de estar errando e, com isso, repetir os mesmo erros em várias encarnações, inclusive na vida atual.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, assim denominei por ela colaborar na evolução do ser humano, o mentor espiritual do paciente irá mostrar nessa terapia a causa de seus problemas, sua resolução, bem como as aprendizagens necessárias, mas o seu maior benefício é o paciente saber quais os erros que vêm cometendo em suas várias encarnações, o que só saberia após o seu desencarne no Astral.

Caso Clínico: Depressão
Homem de 41 anos, casado, três filhos.

O paciente veio ao meu consultório se queixando de um depressão profunda (estava há 55 dias de licença médica, afastado do trabalho). Ele achava que a causa de sua depressão vinha de um “trauma de sua infância”, ou seja, acreditava que a causa de seu problema vinha de um ambiente familiar ruim gerado por sua mãe. Sentia-se, portanto, vítima de uma mãe desequilibrada que depreciava o valor dos filhos, sempre os comparando com os outros, dizendo-lhes que nada do que faziam estava certo. Pelo fato de sua mãe depreciá-lo, acreditava ser ela a causadora de sua depressão e insegurança. Desta forma, se sentia um refém, um revoltado com a educação que a sua mãe lhe dera. Ao regredir, o paciente me relatou: “Alguém está falando comigo (nesta terapia, o paciente se comunica com um ser espiritual das trevas ou da luz em pensamento, intuitivamente)… Ele diz que é responsável pela minha evolução espiritual… Na verdade, esse ser espiritual é a minha mentora espiritual.
Ela diz que eu matei o meu pai de uma vida passada; o matei por maus tratos. Após ter tirado a sua vida, acabei me matando, me suicidei. (pausa).
Após a minha morte física, fui parar num lugar de muito sofrimento (o paciente estava se referindo ao umbral, que é um plano espiritual das trevas), um lugar de gritos, tristeza, escuridão, choro, de muito frio, de muita dor… Fui perdoado pela minha mãe dessa vida passada, que é a minha mãe de hoje”.

- Pergunte à sua mentora espiritual de onde vem a sua depressão? – peço ao paciente.
“Vem do umbral, dessa região de sofrimento e dor; são resquícios, emanações desse lugar que trago à vida atual (é comum nessa terapia, muitos pacientes descobrirem que sua depressão vem do umbral, dessa região de sofrimento). Ela me diz que eu e o meu pai nos amávamos, e o que aconteceu entre nós foi uma tragédia. Após tirar a sua vida, me atirei de um penhasco; minha mãe sofreu muito, pois ela teve duas perdas de entes queridos ao mesmo tempo.
Minha mentora espiritual revela também que o meu pai dessa vida passada não é o mesmo de hoje. Diz que o meu pai dessa encarnação passada é o meu melhor amigo de hoje, que não vejo há muito tempo.
Por causa dessa tragédia, minha mãe se tornou uma pessoa muito infeliz, mas ela acabou me perdoando e, graças ao seu perdão, consegui sair do umbral e, em seguida, reencarnar na vida presente. Minha mentora espiritual diz que lhe causei muita dor e por isso ela traz ainda essa amargura na vida atual”.

- Pergunte à sua mentora espiritual por que ela te revelou essa vida passada?
“Diz que foi para me libertar e parar de culpar minha mãe pela minha depressão. Ressalta que é graças à misericórdia de minha mãe, de ela ter me perdoado, que saí do umbral e pude reencarnar.
Revela também que hoje tenho medo de altura porque me suicidei jogando-me do penhasco. Fala para eu rezar, cuidar de minha esposa e filhos, voltar a trabalhar, que as coisas materiais virão naturalmente. Afirma que preciso cuidar de meu lado espiritual estudando e frequentando um Centro Kardecista, pois preciso melhorar como pessoa. Para eu crescer espiritualmente, diz que preciso ser mais simples, humilde, não pensar tanto. Diz ainda que a vida é simples, a gente é que complica. Fala que está muito feliz por eu ter vindo a essa terapia para saber a causa de minha depressão e, com isso, parar de culpar minha mãe. Fala ainda que tem respeito e admiração pelo trabalho do senhor. (pausa). Agora, ela está se despedindo, indo embora”.

Após o término da terapia, o paciente me mandou um e-mail: “Dr. Shimoda, sinto-me ótimo, parece que acordei de um pesadelo, ainda meio atordoado com o véu que se abriu sobre meus olhos. É com profundo sentimento de respeito e gratidão que lhe escrevo estas linhas, pois nesses dias que estive com o senhor nessa terapia, minha vida se transformou totalmente, nunca tinha sentido tanta paz e tranquilidade, nunca!

Principalmente, porque estava a tanto tempo afastado de meu trabalho, tomando medicamento antidepressivo para combater o desejo de sumir, a raiva, irritação, tristeza, agonia, agressividade, a vontade de ficar longe de tudo e de todos, não conseguindo sequer atender ao celular. Foi nesse estado que cheguei ao seu consultório.

Sempre fiz autoanálise, com conhecimentos superficiais e limitados, partindo do pressuposto que a origem de meus problemas vinha de “traumas de infância”, o que me colocou em uma situação terrível e lamentável, pois sempre atribui à minha mãe a culpa do meu problema. E o pior, quanto mais acreditava nisso, mais me distanciava de Deus, mais erros e injustiças cometia, e com isso mais tristeza gerava para todos à minha volta.

Passei minha vida toda acreditando que meus problemas vinham de minha mãe, mas, passando por essa terapia, minha mentora espiritual sabiamente me conduziu à minha liberdade (esta terapia vai de encontro com máxima secular de Cristo “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”), pois é assim que me sinto hoje em relação aos meus problemas. Agora entendo que essa depressão tinha outra fonte de origem, a qual não podia imaginar, ou seja, nunca tive “traumas de infância”, mas, sim, resquícios de uma vida passada. Minha mãe me salvou duas vezes: na primeira me livrou do umbral para que eu pudesse reencarnar, pedindo com tamanha misericórdia para que retornasse novamente como seu filho; e a segunda me levando ao senhor, a essa terapia, pois foi ela que me trouxe ao seu consultório, pois sozinho, nunca teria ido, pois estava desacreditado de tudo, e se a verdade não me fosse revelada nessa terapia, continuaria culpando a minha mãe pelos meus problemas.
Quero agradecer a Deus Pai por sua infinita bondade e misericórdia; à minha mentora espiritual que me protege sempre; à minha mãe… Não tenho palavras; ao meu pai, sinto orgulho em ser seu filho; à minha esposa, sua voz é um bálsamo para o meu coração; às minhas irmãs, por não ter paciência necessária para entendê-las; aos meus filhos, que me amam tanto, e aos meus amigos que se manifestaram e me apoiaram.

Dr. Osvaldo, caso o senhor entenda que essa mensagem possa ajudar outras pessoas, autorizo sua publicação”.

Um grande abraço!
 

A doença como fator de mudança

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

O corpo é um instrumento que a nossa alma usa para nos mandar mensagens. E as doenças são recados que a alma manda usando o nosso corpo físico sempre que a gente deixa de fazer o melhor, nos alertando que estamos nos desvirtuando do verdadeiro caminho (muitos se encontram ignorantes, alienados no campo espiritual e não têm consciência de que não estão por acaso nesta vida terrena, que estão para aprender, reparar erros cometidos em vidas passadas e, com isso, evoluir, enquanto seres humanos).
Visto por esse ângulo, a doença faz parte de nosso aprendizado, e a dor e o sofrimento são necessários à evolução humana, pois é um processo de depuração para o progresso da alma.

Cristo dizia que as contusões do corpo fortalecem nossa alma, nos tornam mais humildes.
A doença pode ser utilizada também pela espiritualidade para limitar as atividades de uma pessoa, por exemplo, fazendo com que ela repense o seu materialismo excessivo e se conecte mais com o espiritual (é comum as pessoas negarem a existência do plano espiritual, das forças invisíveis, dando às costas à espiritualidade).
É o caso de muitos médiuns que vieram, reencarnaram com os canais mediúnicos bem abertos, mas esquecem (o véu do esquecimento não os deixa recordar suas existências passadas) que quando estavam no astral assumiram o compromisso de usar a sua mediunidade para ajudar às pessoas que prejudicaram no passado.
Sendo assim, a doença nesses casos se instala para que muitos desenvolvam a humildade, a aceitação, a resignação, o respeito às leis da vida, a compaixão, a tolerância, o amor, a generosidade.

Outros ainda contraem uma doença para se desapegar da possessividade, do controle, e têm várias perdas em suas vidas para aprenderem também a se desapegar.

Mas é importante ressaltar que a doença e o sofrimento não são punitivos, um castigo divino como muitos creem, mas, sim, educativos, um fator de mudança. Quantas pessoas após experimentarem sofrimentos intensos por conta de uma doença mudam radicalmente, passam a dar mais valor à vida, a valorizar mais o espiritual e menos o material, e esquecem as futilidades que antes tanto valorizavam?
Esses indivíduos aprenderam, cresceram, evoluíram com o sofrimento.
O materialista que não vê senão o corpo (acredita que só existam a matéria, as coisas visíveis, palpáveis, concretas e mensuráveis), que não considera a existência do espírito, da alma, não pode compreender essas coisas.

As pesquisas do Dr. Raymond Moody Jr. (médico norte-americano, autor do Best Seller “Vida depois da vida”) com pacientes que passaram por situações de quase morte (pacientes que tiveram paradas cardiorrespiratórias, e que foram ressuscitados pelos médicos) relataram experiências espirituais inusitadas (em espírito, saíram de seus corpos físicos, viram e ouviram o que se passava e o que era falado pela equipe médica, tiveram encontros no plano astral com parentes desencarnados, anjos, mentores espirituais etc.) que os transformaram profundamente, tornando-os mais humanos e espiritualizados.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, os pacientes ao revivenciarem nas sessões de regressão experiências traumáticas de suas vidas passadas, causadoras de seus problemas, e após entrarem em contato com parentes desencarnados, mentores espirituais (seres desencarnados responsáveis pela nossa evolução espiritual) e outros seres de elevada evolução (Mestre Jesus, sua mãe Maria, mestres ascensionados da Fraternidade Branca, anjos, arcanjos, etc.) transformaram-se também profundamente.
Os leitores que vêm acompanhando os casos clínicos descritos por mim em meu site http://www.osvaldoshimoda.com, sabem dos inúmeros benefícios obtidos pelos pacientes que passaram por essa terapia.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que sofria de endometriose e dificuldade de engravidar.

Caso Clínico:
Endometriose e dificuldade de engravidar.
Mulher de 28 anos, casada.


Veio ao meu consultório querendo entender por que desenvolvera a endometriose (inflamação da membrana mucosa que reveste o útero internamente) há dois anos. Chorava de dor por conta das cólicas fortíssimas que sentia constantemente. A paciente tinha também o útero retrovertido (invertido). Por conta de um cisto hemorrágico passou por uma cirurgia e teve que extrair o ovário e a trompa direita.
Após novos exames constatou-se que a endometriose tinha migrado para o intestino, e ao se submeter à outra cirurgia foi tirada uma parte de seu intestino.
O outro motivo que a fez procurar a terapia era sua dificuldade de engravidar. Mesmo não tomando pílula anticoncepcional, não conseguia engravidar.
O sonho de seu marido (mais dele do que dela, já que nunca pensou em casar e tampouco ter filhos) sempre foi de ter um filho. O fato dela não conseguir engravidar gerava brigas constantes no casal.
Quando tomava medicação às dores cessavam e o avanço da doença também, mas se parava, as dores voltavam novamente.

Ao regredir, a paciente me relatou: “Estou sozinha numa praia isolada, longe de casa. Sou branca, uso um vestido longo, clarinho, meus cabelos são compridos. Sou moça, devo ter uns 20 anos. É outra vida. Fui nessa praia para pensar”.

- Em quê?– pergunto à paciente.
“Tenho que escolher, sinto-me angustiada (paciente começa a chorar). Estou grávida… Tenho medo de contar à minha mãe”.

- Você tem pai? – Eu lhe pergunto novamente.
“Ele nos abandonou, foi morar com outra mulher. Tenho que ajudar minha mãe lavando roupa numa casa grande. O dono da casa me prendeu no quarto e me falou que se não cedesse aos seus desejos sexuais não iria mais nos deixar trabalhar em sua casa.
Minha mãe também trabalhava nessa casa, na cozinha.
Ela vivia dizendo que a gente tem que ser certa na vida, fazer as coisas direito. Fui levar a roupa lavada e a senhora, esposa do dono, não estava naquele dia. Ele estava com um amigo, fechando negócio.
Os dois me obrigaram a fazer sexo (paciente chora). Eu não queria.
Não posso deixar esse nenê vir, tenho medo de falar para minha mãe”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Acabei tirando o nenê. Tomei um chá, uma erva abortiva. Minha mãe não ficou sabendo, eu a convenci a ir embora. Falei que o dono da casa estava me perseguindo, mas não contei o que aconteceu realmente. Minha mãe ficou com medo, queria me proteger, e a gente foi embora. Nunca contei a verdade, ela ia ficar triste, decepcionada comigo. Mudamos para outra cidade (pausa).
Há uma guerra, vejo um monte de soldados. Minha mãe cozinha numa outra casa, e eu lavo roupa (pausa).
Vou para a guerra como enfermeira”.

- E a sua mãe? – Pergunto à paciente.
“Nunca mais a vi”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço-lhe novamente.
“Estou velha, cabelos brancos, e mais gorda. Não quis casar, achava os homens nojentos. Após o abuso sexual, não quis me envolver com nenhum homem, embora muitos me quisessem. Na verdade, fui à guerra me matar. Eu me apresentei como voluntária. Via todos os dias gente morrendo. Eu os ajudava, abreviando o sofrimento deles.
Mas não deixei ninguém cuidar de mim, nem minha mãe. Não tive coragem de voltar para ver minha mãe.
Sentia falta dela, mas antes de ir à guerra, ela ficava me pressionando para arrumar um marido. Falava que eu não podia ficar sozinha, mas nunca tive coragem de lhe dizer que abortei uma criança. Por isso, acabei fugindo, indo para a guerra”.

- Vá para o momento de sua morte, veja como termina essa vida passada? – Peço-lhe.
“Estou num quarto, acho que é um hospital. Sinto dor no peito, morri de infarto. Minha mãe veio me buscar em espírito, pois havia morrido antes de mim. Fala que eu não precisava ter escondido o ocorrido, que ela poderia me ajudar.
Ela está com um menino ao seu lado. Ele é branquinho, lindo, é o filho que abortei (paciente chora).
Ele diz que me perdoou, me chama de mãe. Minha mãe me abraça, meu peito ainda dói”.

Na sessão seguinte, 5ª sessão (última), a paciente me relatou:
“Vejo uma praia, tem uma moça sentada numa pedra. Ela é bonita, alta, usa um vestido longo, azul, tem um cabelo preto, comprido. É a minha mentora espiritual. Ela me abraça, diz que estava me esperando. Pega a minha mão e me faz sentar na pedra, junto com ela. Ela diz: – A água é a fonte da vida, você não pode negar o caminho que já estava aberto. Seu companheiro (marido atual) precisa aprender a respeitar a vida, as leis da vida. Como ele achou que podia interromper tantas vidas?
Indiretamente, ajudou às mulheres a interromperem muitas vidas. Ele facilitava o acesso às drogas abortivas (paciente me disse que antes de casar com o marido, ele vendia comprimidos proibidos, abortivos).
Ele acha que não existe a lei do retorno (causa e efeito), uma das leis universais, mas a única coisa que realmente não existe é a barganha com Deus. Enquanto ele não entender isso, a vida não vai acontecer, ele não terá o filho que tanto deseja. Mas a porta vai se abrir para o seu companheiro quando for à hora dele. Ele ainda não compreende as leis da vida, e você está sendo usada pela espiritualidade para ensiná-lo. Mas ambos têm lições para aprender disso. Você passou muito tempo não querendo construir uma família, e ele passou algum tempo impedindo essa construção, através das pílulas abortivas”.
– Pergunte à sua mentora por que você nunca quis construir uma família? – Peço à paciente.
“Diz que foi por conta daquela vida passada em que fui abusada sexualmente e com isso fiquei com medo de criar laços afetivos com um homem e constituir uma família.
Por isso, o meu marido foi colocado em minha vida para me ensinar a confiar nos homens, e eu vim para ensiná-lo a respeitar as leis da vida, pois ele é muito materialista, ainda ignorante no campo espiritual.
Minha mentora me diz que sou um canal de comunicação da espiritualidade, vim com essa mediunidade bem aflorada (paciente já trabalhou como médium de incorporação num centro espírita, mas por conta das dores fortes que sentia em função da endometriose, acabou não mais trabalhando como médium)”.

- Pergunte à sua mentora se você não exercer à sua mediunidade ajudando às pessoas, a doença vai persistir? – Peço à paciente.
“Afirma que sim, e que a doença vai persistir até a lição ser aprendida tanto de minha parte, como de meu marido.

- Quais são as suas lições? – Peço à paciente.
“ Humildade, amor materno, criar laços de família, aceitação e resignação”.

- E do seu marido? – Pergunto à paciente.
“Diz que são mais complicadas, mas as principais são: humildade, respeito às leis da vida, compaixão, tolerância, amor, generosidade.
Diz ainda que se Deus permitir, mais para frente será concedido um filho. Pede para eu voltar a trabalhar minha mediunidade num centro espírita. Ressalta que foi esse o propósito a que vim desenvolver na encarnação atual. A aceitação de minha missão tem que ser completa, de corpo e alma, assim como a aceitação da vontade de Deus.

Agora, ela está agradecendo ao nosso Pai por ter permitido esse encontro, essa terapia. Agradece também aos seus guias espirituais (a mentora estava se referindo à equipe espiritual que assessora o meu trabalho no consultório) pela oportunidade desse encontro.
Afirma que o canal desse encontro ficará aberto porque posteriormente terei que voltar novamente à terapia, e está abençoando essa casa que o senhor abriu (na verdade, o consultório é um portal da espiritualidade, dos Espíritos Superiores)”.

 

Resgate sua Fé!

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

Muitas pessoas – talvez a maioria – estão esquecidas que somos seres espirituais passando temporariamente por uma experiência terrena em busca de mais evolução.

Por isso, digo aos meus pacientes que reencarnar é uma aventura única, singular. É como vestir um escafandro (vestimenta impermeável e hermética, própria para mergulhos demorados) e descer nas águas do oceano.

Na medida em que se vai descendo na escuridão das profundezas do oceano, nossa memória vai se apagando, a ponto de não lembrarmos mais quem somos, de onde viemos, e o que fazemos nesse planeta.

Da mesma forma que nós encarnados na vida terrena ao perdermos um ente querido ficamos tristes e sentimos saudades, o mesmo ocorre com os desencarnados no plano espiritual. Ou seja, quando seu ente querido reencarna na Terra é também doloroso para eles, pois deixa saudades, tristeza, embora saibam que um dia ele retornará ao plano espiritual, seu lar de origem, a sua verdadeira morada.

Não obstante, quando reencarnamos esquecemos que estamos vivendo temporariamente nesta vida terrena. Mas, ocasionalmente, bate uma saudade, nostalgia, melancolia e você não sabe do quê. Olha para o céu estrelado, vê a imensidão do universo, as lágrimas escorrem, fica confuso, sem saber por que chora (o véu do esquecimento do passado – que se manifesta em forma de amnésia – não nos deixa lembrar nesta vida terrena que somos seres espirituais).

No plano espiritual, muitos ficam inconformados por terem que reencarnar; ao reencarnar, acabam se perdendo no meio do caminho, e, como uma forma de rebeldia, entram nas drogas, bebidas, levando uma vida desregrada, trocam à noite pelo dia, recusam-se a trabalhar, estudar.

Há também encarnados que não se sentem pertencentes a nada, a ninguém, a lugar nenhum; deslocados, sentem que não fazem parte desse planeta. Desamparados e fragilizados, acham que estão “sozinhos no mundo” e, mesmo rodeados pelos familiares e amigos, experimentam uma profunda solidão.

Por fim, há os que não aguentam a pressão, as adversidades da vida e acabam abreviando suas estadias nessa vida terrena, cometendo suicídio. Acreditam que morrer é a única solução, que “acaba tudo”. Ledo engano!

A morte não existe, pois matar seus corpos físicos não irá fazê-los parar de sofrer, pelo contrário, agravarão mais ainda as suas situações. Ao saírem de seus corpos físicos, como seres espirituais que são, sentirão as dores do tiro, do veneno, da queda – caso tenham pulado de um prédio – e a tendência é irem para um lugar escuro, o astral inferior (as trevas).

Desta forma, como mutilaram seus corpos astrais (é um dos corpos sutis do nosso perispírito – corpo espiritual) com o suicídio, poderão reencarnar com problemas mentais se deram um tiro na cabeça, problemas digestivos, caso tenham se envenenado, ou poderão vir aleijados se pularam de um viaduto, e assim por diante.

Por isso, caro leitor, não entre nessa ilusão, no equívoco da visão materialista- reforçada pela ciência – de que não existe nada após a morte. Não perca as esperanças!

Você não está sozinho, desamparado como pensa equivocadamente.

Eu me recordo de um senhor depressivo, lacônico, que veio ao meu consultório com um único objetivo: saber por que apesar de 30 anos de estudos, ter participado de vários cursos espiritualistas, religiões, rituais, meditação, etc., seu mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) nunca se manifestou, conversou com ele para orientá-lo acerca de seus problemas, principalmente, os financeiros, pois estava passando por uma crise financeira muito grave. E, embora não tivesse me dito abertamente, intuí que ele iria dar cabo à sua vida por conta de seu desespero, pois praticamente estava falido.

Após ter passado pela entrevista de avaliação (anamnese), na 1ª sessão de regressão em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006, ele me relatou: “Estou vendo um jardim muito bonito, gramado vasto… É realmente um lugar de muita paz, de silêncio, calmo e tranquilo (paciente estava descrevendo o plano espiritual de luz). (pausa).

Ao fundo, vejo um senhor que usa uma túnica branca… Ele está sentado num banco”.

- Aproxime-se dele – Pedi ao paciente.

“Eu me aproximo, ele acena a cabeça me cumprimentando, e pede para que eu sente ao seu lado. Afirma que é o meu mentor espiritual, pede novamente para sentar, pois diz que precisamos conversar melhor. Digo que não, indago-lhe por que nesses anos todo ele nunca apareceu para mim, principalmente, nos momentos que mais precisei dele.

Ele me pede calma, mas falo que ele nunca me ajudou (paciente fala exaltado).

Ele me diz: – Sempre estive ao seu lado, é você que não se permite me escutar como está fazendo agora. Mantenha a calma!

Digo que me recuso a continuar conversando com ele, que vou embora, pois não quero mais ficar aqui… Estou dando as costas para ele, caminho em direção ao portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia que funciona como um “portal”, e que separa o plano terreno do espiritual, o passado do presente).

Atravesso o portão, estou de frente àquela escada que o senhor pediu para descer no início de meu relaxamento corporal (a escada é também um recurso utilizado nessa terapia para aprofundar o relaxamento do paciente).

- Suba então os degraus dessa escada – Peço ao paciente. (pausa).

Paciente abre os olhos, levanta-se, e sai do meu consultório bastante irritado, sem se despedir de mim”.

Achei que ele não iria mais continuar com o tratamento, mas, para meu espanto, ele retornou.

Surpreso, falei que não esperava que ele voltasse para o meu consultório pela forma como saiu na sessão passada. Ele pediu desculpas e me falou: “Dr. Osvaldo, depois que sai da 1ª sessão, ao chegar ao hotel onde estava hospedado, refleti melhor e pude perceber que realmente o meu mentor espiritual estava certo, ou seja, eu realmente estava fechado, não receptivo para que ele se manifestasse e viesse conversar comigo. Mas, na hora que estava refletindo sobre o que ele me falou naquela sessão, o meu celular tocou, era o meu sócio, eufórico, dando-me a ótima notícia de que havíamos ganhado a licitação de uma grande obra pública no sul do país (paciente era empreiteiro).

Por isso, vim para me despedir do senhor e lhe agradecer por tudo que fez por mim e dizer que a TRE foi além de minhas expectativas, pois somente nessa terapia que consegui finalmente conversar com o meu mentor espiritual, bem como resgatar a fé na vida e na espiritualidade. Hoje tenho plena convicção que o meu mentor espiritual existe e que está sempre me ajudando, que não estou desamparado, sozinho, como pensava”.

 

 

 

 

Desavença familiar

Nota Explicativa:

 

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.
Chico Xavier

O líder de movimentos da década de 60 e Prêmio Nobel da Paz que buscava o respeito aos direitos dos negros e o fim da discriminação e segregação racial nos EUA, Martin Luther King, dizia: “Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos ainda a conviver como irmãos; o amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo”.

Suas palavras servem de reflexão para todos, pois tivemos grandes avanços tecnológicos, científicos e materiais; porém, isso não ocorreu na mesma proporção no convívio pacífico entre os seres humanos, principalmente, no lar, dentro das famílias. No meu entender, dentre todos os relacionamentos, a relação familiar é o mais importante. Mas por quê?

Porque na vida tudo passa: emprego, poder, prestígio, status, dinheiro, mas o que permanece com você é a sua família, principalmente, nos momentos difíceis da vida, ou mesmo na velhice. Onde você renova as suas energias antes de ir para o trabalho, ou nos momentos de lazer? Onde fica o seu Porto seguro? A quem você recorre quando fica doente ou em crise? É fundamental, portanto, assegurar um ambiente familiar agradável e saudável.

Mas, lamentavelmente, o que observo com os meus pacientes e nos noticiários, são fartas reportagens envolvendo desavenças familiares que, muitas vezes, acabam em tragédias, em assassinatos.
Por que há famílias que se dão muito bem, enquanto que em outras estão sempre em pé-de-guerra, um verdadeiro barril de pólvora, prestes a estourar a qualquer momento?
Muitos acreditam que família é o resultado de um mero encontro fortuito, onde seus membros estão juntos por acaso. Acreditam, portanto, que uma família que se dá bem, cujo ambiente em geral é harmonioso, é porque os seus membros são pessoas sensatas, equilibradas e civilizadas; agora, se o ambiente familiar é carregado de conflitos, brigas constantes, pautadas na maior parte do tempo em agressões, desrespeito e desentendimentos, é porque essa família é imatura e desequilibrada. Tais explicações, em parte fazem sentido, mas, ainda assim, é um pensamento reducionista e simplista. Por isso, é preciso ampliar a visão de família dentro de uma ótica reencarnacionista.

Não foi por acaso que o grande médium Chico Xavier afirmou: “É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.

Ao usar a expressão “inimigos do passado”, ele estava se referindo aos desafetos de outras encarnações, os quais prejudicamos.
Neste aspecto, a família não é o resultado de um mero encontro fortuito, onde todos estão juntos por acaso. E também não é por acaso que ocorrem conflitos, discórdia no lar. Na verdade, todos estão juntos por afinidades cármicas, ou seja, por terem se prejudicado numa existência passada. Desta forma, a família atende a uma finalidade clara que é proporcionar a todos um aprendizado, uma grande oportunidade – através da convivência – de transformar laços de ódio em amor. É o que constatei em meu consultório, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Nesta terapia, é comum o mentor espiritual do paciente (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) lhe revelar que ele e sua família estão presos, amarrados por um laço antigo de brigas, discórdias, ódio, desamor e desunião, que se repete em várias encarnações; portanto, esse laço tem que ser desfeito, caso contrário, a vida de todos não irá deslanchar. E para ser desfeito, a chave da libertação é a reconciliação, o perdão de todos os envolvidos.
Mas de todas as relações familiares, há uma que é a mais forte, mais visceral, que é a relação mãe e filho. Explica o motivo do porque da providência divina levar dois inimigos de uma vida passada reencarnar justamente como mãe e filho. Na maternidade, a mulher gera de seu ventre, de suas entranhas, um pequeno ser e, nessa relação, as condições tendem a ser mais propícia para que ambos – outrora desafetos do passado – se amem e se reconciliem.

Já presenciei uma paciente regredir ao útero materno e identificar a sua mãe como uma inimiga que tirou sua vida numa existência passada e, por conta disso, se recusar, dificultar ao máximo o seu nascimento. Mas, após ser orientada pelo seu mentor espiritual de que ela veio na vida atual para se reconciliar com o seu desafeto (mãe), a relação com sua mãe melhorou consideravelmente. Mas por quê?

Através do amor, da reconciliação, o laço de ódio que as unia foi rompido.

Caso Clínico: Desavença familiar.

Mulher de 42 anos, casada, três filhos.

Veio ao meu consultório, uma mulher desesperada, queixando-se que não aguentava mais sua vida, e que havia procurado todo o tipo de ajuda.
Assim me relatou na entrevista de avaliação: “Conheci o meu marido na Faculdade de Medicina, ele era professor, e eu residente, foi paixão à primeira vista; em 3 meses, estávamos morando juntos, e aos 6 meses, casamos. Não queríamos filhos naquele momento, pois pensávamos apenas em nossas profissões.

Um ano depois, veio o primeiro filho, mas foi muito bem-vindo. Compramos uma casa nova, a gravidez foi maravilhosa. Nasceu um menino, lindo, saudável. E dois anos após, veio uma menina; estava indo tudo bem, tinha até medo de ser um sonho. Daí veio a terceira filha. Estava tudo completo: um casamento maravilhoso, ainda estávamos apaixonados, 3 filhos lindos, perfeitos, inteligentes. Tínhamos uma clínica, dávamos aulas em uma Universidade e fazíamos de tudo para os nossos filhos terem do bom e do melhor.
Mas não percebia que havia algo de errado: minha empregada me alertou dizendo que o meu filho era muito quieto, demonstrava muita raiva do pai, principalmente quando eu não estava. Meu marido nunca tinha percebido nada, achava que era coisa da idade.

Meu filho trouxe sua primeira namorada em casa para jantar. Ficamos muito felizes, era uma moça muito bonita, de uma boa família, mas, nesse dia, meu filho disse uma coisa que nos chocou muito. Disse ao meu marido: – Não olhe para a minha mulher, seu velho!
Eu e meu marido ficamos horrorizados, não era o nosso filho. Ele fazia questão de trazê-la em casa e ficavam na piscina. Meu marido não podia nem passar no jardim que o meu filho partia para cima dele. Daí começaram as agressões físicas, foram vários boletins de ocorrência na delegacia; ele estava irreconhecível. Nossa vida virou um inferno, saí da Universidade para ficar mais em casa, pois ele estava agressivo com todos, era cínico, inventava mentiras, fazia muita confusão. Bebia muito, trazia mulheres para dentro de casa, até que o meu marido não aguentou mais e acabou espancando o meu filho até ele desfalecer. Em seguida, chamou o caseiro e o expulsou para fora de casa. Já nesse ponto, não tínhamos mais vida, minhas filhas estavam estressadas, brigávamos, gritávamos por nada, enfim, tudo era motivo para as acusações em casa.
A minha filha mais nova, também começou a beber e a fumar maconha com o namorado; a do meio está grávida, e não sabemos quem é o pai. Para piorar a nossa situação familiar, eu e o meu marido não nos olhamos mais nos olhos, pois não o vejo mais como o meu esposo. Por favor, Dr. Osvaldo, me ajude! (paciente pede chorando copiosamente).

Esperei que ela se acalmasse, e lhe disse que toda sua família teria que passar pelo tratamento, mas só o marido e a esposa vieram.
As sessões de regressão da esposa foram tranquilas, sem muito que desvendar, porém, as sessões do marido tiveram muitas revelações.
Logo na primeira sessão, ele viu, numa vida passada, uma vila com várias cabanas, casas feitas de palha, e assim me relatou: “Dr. Osvaldo, vejo essa vila, parece que sou o chefe desse lugar, minha casa fica no centro da vila, é grande, há várias mulheres em volta. Vejo um rapaz que me olha com raiva”.

- Veja o porquê dessa raiva? – Peço ao paciente.
“ Eu violentei a mãe dele e, desse estupro, ele nasceu. Ele tem raiva de mim porque a mulher que violentei não fazia parte das minhas mulheres e, com isso, ela ficou desamparada, não conseguia casar. Ela não podia dizer às pessoas que tinha sido eu, mas acabou contando ao filho que eu tinha feito essa monstruosidade, que eu a estuprei.
Vejo nos olhos dele muito ódio, ele quer me matar. Ele se mostra ser muito forte, um excelente caçador, e eu mesmo ordeno para que ele vá atrás das caças, sempre pensando que ele não voltaria mais; no entanto, passou-se vinte dias, ele voltou com a caça, e o pior aconteceu: novamente violentei uma moça, que era sua pretendente, e estavam prestes a se casarem. Fiz de propósito para ele ver quem mandava naquela vila. Fui muito covarde e acabei também tirando a vida dele, o matei pelas costas, atirando nele.
Depois dessa existência passada, encontramo-nos no Astral e pactuamos vir como família. Ele dizia que tinha muita mágoa de mim, mas aceitou vir novamente como meu filho na encarnação atual. Dr. Osvaldo, como pude fazer isso?”.

Nesse momento, sua esposa que estava acompanhando no consultório a sessão de regressão do marido, chora copiosamente, revela que tem um pesadelo recorrente de ser estuprada, e que a persegue desde criança.
Começamos, então, a montar o quebra-cabeça, procurando entender o porquê de tudo aquilo. A vida é realmente um grande jogo de quebra-cabeça, pois temos muitas indagações e poucas respostas, por conta do véu de esquecimento do passado. Ele, o marido, tinha feito uma coisa horrível, prejudicando várias pessoas nessa vida passada; ela, a esposa, foi a primeira moça que foi violentada por ele; o rapaz, o filho bastardo, foi fruto daquela violência, e que também sentiu na pele o fato de sua noiva ter sido estuprada pelo próprio pai; depois, acabou sendo morto por ele pelas costas. (pausa).
“Dr. Osvaldo, estou vendo algumas luzes (seres espirituais de luz) aqui no consultório”, afirmou o paciente.

- Pede para que se identifiquem – Peço ao paciente.
“ Estão dizendo que são os nossos mentores espirituais: o meu, da minha esposa e dos meus filhos. Estão todos aqui para nos ajudar. Pedem para que eu peça perdão ao meu filho, à minha esposa e filhas, mas que faça isso de coração, com todo o arrependimento”.

Quatro meses após o tratamento, seu filho veio ao meu consultório para também fazer a terapia, pois me disse que seus pais haviam lhe contado do que descobriram nessa terapia e, por isso, precisava perdoar o seu pai.