A doença como fator de mudança

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

O corpo é um instrumento que a nossa alma usa para nos mandar mensagens. E as doenças são recados que a alma manda usando o nosso corpo físico sempre que a gente deixa de fazer o melhor, nos alertando que estamos nos desvirtuando do verdadeiro caminho (muitos se encontram ignorantes, alienados no campo espiritual e não têm consciência de que não estão por acaso nesta vida terrena, que estão para aprender, reparar erros cometidos em vidas passadas e, com isso, evoluir, enquanto seres humanos).
Visto por esse ângulo, a doença faz parte de nosso aprendizado, e a dor e o sofrimento são necessários à evolução humana, pois é um processo de depuração para o progresso da alma.

Cristo dizia que as contusões do corpo fortalecem nossa alma, nos tornam mais humildes.
A doença pode ser utilizada também pela espiritualidade para limitar as atividades de uma pessoa, por exemplo, fazendo com que ela repense o seu materialismo excessivo e se conecte mais com o espiritual (é comum as pessoas negarem a existência do plano espiritual, das forças invisíveis, dando às costas à espiritualidade).
É o caso de muitos médiuns que vieram, reencarnaram com os canais mediúnicos bem abertos, mas esquecem (o véu do esquecimento não os deixa recordar suas existências passadas) que quando estavam no astral assumiram o compromisso de usar a sua mediunidade para ajudar às pessoas que prejudicaram no passado.
Sendo assim, a doença nesses casos se instala para que muitos desenvolvam a humildade, a aceitação, a resignação, o respeito às leis da vida, a compaixão, a tolerância, o amor, a generosidade.

Outros ainda contraem uma doença para se desapegar da possessividade, do controle, e têm várias perdas em suas vidas para aprenderem também a se desapegar.

Mas é importante ressaltar que a doença e o sofrimento não são punitivos, um castigo divino como muitos creem, mas, sim, educativos, um fator de mudança. Quantas pessoas após experimentarem sofrimentos intensos por conta de uma doença mudam radicalmente, passam a dar mais valor à vida, a valorizar mais o espiritual e menos o material, e esquecem as futilidades que antes tanto valorizavam?
Esses indivíduos aprenderam, cresceram, evoluíram com o sofrimento.
O materialista que não vê senão o corpo (acredita que só existam a matéria, as coisas visíveis, palpáveis, concretas e mensuráveis), que não considera a existência do espírito, da alma, não pode compreender essas coisas.

As pesquisas do Dr. Raymond Moody Jr. (médico norte-americano, autor do Best Seller “Vida depois da vida”) com pacientes que passaram por situações de quase morte (pacientes que tiveram paradas cardiorrespiratórias, e que foram ressuscitados pelos médicos) relataram experiências espirituais inusitadas (em espírito, saíram de seus corpos físicos, viram e ouviram o que se passava e o que era falado pela equipe médica, tiveram encontros no plano astral com parentes desencarnados, anjos, mentores espirituais etc.) que os transformaram profundamente, tornando-os mais humanos e espiritualizados.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, os pacientes ao revivenciarem nas sessões de regressão experiências traumáticas de suas vidas passadas, causadoras de seus problemas, e após entrarem em contato com parentes desencarnados, mentores espirituais (seres desencarnados responsáveis pela nossa evolução espiritual) e outros seres de elevada evolução (Mestre Jesus, sua mãe Maria, mestres ascensionados da Fraternidade Branca, anjos, arcanjos, etc.) transformaram-se também profundamente.
Os leitores que vêm acompanhando os casos clínicos descritos por mim em meu site http://www.osvaldoshimoda.com, sabem dos inúmeros benefícios obtidos pelos pacientes que passaram por essa terapia.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que sofria de endometriose e dificuldade de engravidar.

Caso Clínico:
Endometriose e dificuldade de engravidar.
Mulher de 28 anos, casada.


Veio ao meu consultório querendo entender por que desenvolvera a endometriose (inflamação da membrana mucosa que reveste o útero internamente) há dois anos. Chorava de dor por conta das cólicas fortíssimas que sentia constantemente. A paciente tinha também o útero retrovertido (invertido). Por conta de um cisto hemorrágico passou por uma cirurgia e teve que extrair o ovário e a trompa direita.
Após novos exames constatou-se que a endometriose tinha migrado para o intestino, e ao se submeter à outra cirurgia foi tirada uma parte de seu intestino.
O outro motivo que a fez procurar a terapia era sua dificuldade de engravidar. Mesmo não tomando pílula anticoncepcional, não conseguia engravidar.
O sonho de seu marido (mais dele do que dela, já que nunca pensou em casar e tampouco ter filhos) sempre foi de ter um filho. O fato dela não conseguir engravidar gerava brigas constantes no casal.
Quando tomava medicação às dores cessavam e o avanço da doença também, mas se parava, as dores voltavam novamente.

Ao regredir, a paciente me relatou: “Estou sozinha numa praia isolada, longe de casa. Sou branca, uso um vestido longo, clarinho, meus cabelos são compridos. Sou moça, devo ter uns 20 anos. É outra vida. Fui nessa praia para pensar”.

- Em quê?– pergunto à paciente.
“Tenho que escolher, sinto-me angustiada (paciente começa a chorar). Estou grávida… Tenho medo de contar à minha mãe”.

- Você tem pai? – Eu lhe pergunto novamente.
“Ele nos abandonou, foi morar com outra mulher. Tenho que ajudar minha mãe lavando roupa numa casa grande. O dono da casa me prendeu no quarto e me falou que se não cedesse aos seus desejos sexuais não iria mais nos deixar trabalhar em sua casa.
Minha mãe também trabalhava nessa casa, na cozinha.
Ela vivia dizendo que a gente tem que ser certa na vida, fazer as coisas direito. Fui levar a roupa lavada e a senhora, esposa do dono, não estava naquele dia. Ele estava com um amigo, fechando negócio.
Os dois me obrigaram a fazer sexo (paciente chora). Eu não queria.
Não posso deixar esse nenê vir, tenho medo de falar para minha mãe”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Acabei tirando o nenê. Tomei um chá, uma erva abortiva. Minha mãe não ficou sabendo, eu a convenci a ir embora. Falei que o dono da casa estava me perseguindo, mas não contei o que aconteceu realmente. Minha mãe ficou com medo, queria me proteger, e a gente foi embora. Nunca contei a verdade, ela ia ficar triste, decepcionada comigo. Mudamos para outra cidade (pausa).
Há uma guerra, vejo um monte de soldados. Minha mãe cozinha numa outra casa, e eu lavo roupa (pausa).
Vou para a guerra como enfermeira”.

- E a sua mãe? – Pergunto à paciente.
“Nunca mais a vi”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço-lhe novamente.
“Estou velha, cabelos brancos, e mais gorda. Não quis casar, achava os homens nojentos. Após o abuso sexual, não quis me envolver com nenhum homem, embora muitos me quisessem. Na verdade, fui à guerra me matar. Eu me apresentei como voluntária. Via todos os dias gente morrendo. Eu os ajudava, abreviando o sofrimento deles.
Mas não deixei ninguém cuidar de mim, nem minha mãe. Não tive coragem de voltar para ver minha mãe.
Sentia falta dela, mas antes de ir à guerra, ela ficava me pressionando para arrumar um marido. Falava que eu não podia ficar sozinha, mas nunca tive coragem de lhe dizer que abortei uma criança. Por isso, acabei fugindo, indo para a guerra”.

- Vá para o momento de sua morte, veja como termina essa vida passada? – Peço-lhe.
“Estou num quarto, acho que é um hospital. Sinto dor no peito, morri de infarto. Minha mãe veio me buscar em espírito, pois havia morrido antes de mim. Fala que eu não precisava ter escondido o ocorrido, que ela poderia me ajudar.
Ela está com um menino ao seu lado. Ele é branquinho, lindo, é o filho que abortei (paciente chora).
Ele diz que me perdoou, me chama de mãe. Minha mãe me abraça, meu peito ainda dói”.

Na sessão seguinte, 5ª sessão (última), a paciente me relatou:
“Vejo uma praia, tem uma moça sentada numa pedra. Ela é bonita, alta, usa um vestido longo, azul, tem um cabelo preto, comprido. É a minha mentora espiritual. Ela me abraça, diz que estava me esperando. Pega a minha mão e me faz sentar na pedra, junto com ela. Ela diz: – A água é a fonte da vida, você não pode negar o caminho que já estava aberto. Seu companheiro (marido atual) precisa aprender a respeitar a vida, as leis da vida. Como ele achou que podia interromper tantas vidas?
Indiretamente, ajudou às mulheres a interromperem muitas vidas. Ele facilitava o acesso às drogas abortivas (paciente me disse que antes de casar com o marido, ele vendia comprimidos proibidos, abortivos).
Ele acha que não existe a lei do retorno (causa e efeito), uma das leis universais, mas a única coisa que realmente não existe é a barganha com Deus. Enquanto ele não entender isso, a vida não vai acontecer, ele não terá o filho que tanto deseja. Mas a porta vai se abrir para o seu companheiro quando for à hora dele. Ele ainda não compreende as leis da vida, e você está sendo usada pela espiritualidade para ensiná-lo. Mas ambos têm lições para aprender disso. Você passou muito tempo não querendo construir uma família, e ele passou algum tempo impedindo essa construção, através das pílulas abortivas”.
– Pergunte à sua mentora por que você nunca quis construir uma família? – Peço à paciente.
“Diz que foi por conta daquela vida passada em que fui abusada sexualmente e com isso fiquei com medo de criar laços afetivos com um homem e constituir uma família.
Por isso, o meu marido foi colocado em minha vida para me ensinar a confiar nos homens, e eu vim para ensiná-lo a respeitar as leis da vida, pois ele é muito materialista, ainda ignorante no campo espiritual.
Minha mentora me diz que sou um canal de comunicação da espiritualidade, vim com essa mediunidade bem aflorada (paciente já trabalhou como médium de incorporação num centro espírita, mas por conta das dores fortes que sentia em função da endometriose, acabou não mais trabalhando como médium)”.

- Pergunte à sua mentora se você não exercer à sua mediunidade ajudando às pessoas, a doença vai persistir? – Peço à paciente.
“Afirma que sim, e que a doença vai persistir até a lição ser aprendida tanto de minha parte, como de meu marido.

- Quais são as suas lições? – Peço à paciente.
“ Humildade, amor materno, criar laços de família, aceitação e resignação”.

- E do seu marido? – Pergunto à paciente.
“Diz que são mais complicadas, mas as principais são: humildade, respeito às leis da vida, compaixão, tolerância, amor, generosidade.
Diz ainda que se Deus permitir, mais para frente será concedido um filho. Pede para eu voltar a trabalhar minha mediunidade num centro espírita. Ressalta que foi esse o propósito a que vim desenvolver na encarnação atual. A aceitação de minha missão tem que ser completa, de corpo e alma, assim como a aceitação da vontade de Deus.

Agora, ela está agradecendo ao nosso Pai por ter permitido esse encontro, essa terapia. Agradece também aos seus guias espirituais (a mentora estava se referindo à equipe espiritual que assessora o meu trabalho no consultório) pela oportunidade desse encontro.
Afirma que o canal desse encontro ficará aberto porque posteriormente terei que voltar novamente à terapia, e está abençoando essa casa que o senhor abriu (na verdade, o consultório é um portal da espiritualidade, dos Espíritos Superiores)”.

 

Resgate sua Fé!

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

Muitas pessoas – talvez a maioria – estão esquecidas que somos seres espirituais passando temporariamente por uma experiência terrena em busca de mais evolução.

Por isso, digo aos meus pacientes que reencarnar é uma aventura única, singular. É como vestir um escafandro (vestimenta impermeável e hermética, própria para mergulhos demorados) e descer nas águas do oceano.

Na medida em que se vai descendo na escuridão das profundezas do oceano, nossa memória vai se apagando, a ponto de não lembrarmos mais quem somos, de onde viemos, e o que fazemos nesse planeta.

Da mesma forma que nós encarnados na vida terrena ao perdermos um ente querido ficamos tristes e sentimos saudades, o mesmo ocorre com os desencarnados no plano espiritual. Ou seja, quando seu ente querido reencarna na Terra é também doloroso para eles, pois deixa saudades, tristeza, embora saibam que um dia ele retornará ao plano espiritual, seu lar de origem, a sua verdadeira morada.

Não obstante, quando reencarnamos esquecemos que estamos vivendo temporariamente nesta vida terrena. Mas, ocasionalmente, bate uma saudade, nostalgia, melancolia e você não sabe do quê. Olha para o céu estrelado, vê a imensidão do universo, as lágrimas escorrem, fica confuso, sem saber por que chora (o véu do esquecimento do passado – que se manifesta em forma de amnésia – não nos deixa lembrar nesta vida terrena que somos seres espirituais).

No plano espiritual, muitos ficam inconformados por terem que reencarnar; ao reencarnar, acabam se perdendo no meio do caminho, e, como uma forma de rebeldia, entram nas drogas, bebidas, levando uma vida desregrada, trocam à noite pelo dia, recusam-se a trabalhar, estudar.

Há também encarnados que não se sentem pertencentes a nada, a ninguém, a lugar nenhum; deslocados, sentem que não fazem parte desse planeta. Desamparados e fragilizados, acham que estão “sozinhos no mundo” e, mesmo rodeados pelos familiares e amigos, experimentam uma profunda solidão.

Por fim, há os que não aguentam a pressão, as adversidades da vida e acabam abreviando suas estadias nessa vida terrena, cometendo suicídio. Acreditam que morrer é a única solução, que “acaba tudo”. Ledo engano!

A morte não existe, pois matar seus corpos físicos não irá fazê-los parar de sofrer, pelo contrário, agravarão mais ainda as suas situações. Ao saírem de seus corpos físicos, como seres espirituais que são, sentirão as dores do tiro, do veneno, da queda – caso tenham pulado de um prédio – e a tendência é irem para um lugar escuro, o astral inferior (as trevas).

Desta forma, como mutilaram seus corpos astrais (é um dos corpos sutis do nosso perispírito – corpo espiritual) com o suicídio, poderão reencarnar com problemas mentais se deram um tiro na cabeça, problemas digestivos, caso tenham se envenenado, ou poderão vir aleijados se pularam de um viaduto, e assim por diante.

Por isso, caro leitor, não entre nessa ilusão, no equívoco da visão materialista- reforçada pela ciência – de que não existe nada após a morte. Não perca as esperanças!

Você não está sozinho, desamparado como pensa equivocadamente.

Eu me recordo de um senhor depressivo, lacônico, que veio ao meu consultório com um único objetivo: saber por que apesar de 30 anos de estudos, ter participado de vários cursos espiritualistas, religiões, rituais, meditação, etc., seu mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) nunca se manifestou, conversou com ele para orientá-lo acerca de seus problemas, principalmente, os financeiros, pois estava passando por uma crise financeira muito grave. E, embora não tivesse me dito abertamente, intuí que ele iria dar cabo à sua vida por conta de seu desespero, pois praticamente estava falido.

Após ter passado pela entrevista de avaliação (anamnese), na 1ª sessão de regressão em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006, ele me relatou: “Estou vendo um jardim muito bonito, gramado vasto… É realmente um lugar de muita paz, de silêncio, calmo e tranquilo (paciente estava descrevendo o plano espiritual de luz). (pausa).

Ao fundo, vejo um senhor que usa uma túnica branca… Ele está sentado num banco”.

- Aproxime-se dele – Pedi ao paciente.

“Eu me aproximo, ele acena a cabeça me cumprimentando, e pede para que eu sente ao seu lado. Afirma que é o meu mentor espiritual, pede novamente para sentar, pois diz que precisamos conversar melhor. Digo que não, indago-lhe por que nesses anos todo ele nunca apareceu para mim, principalmente, nos momentos que mais precisei dele.

Ele me pede calma, mas falo que ele nunca me ajudou (paciente fala exaltado).

Ele me diz: – Sempre estive ao seu lado, é você que não se permite me escutar como está fazendo agora. Mantenha a calma!

Digo que me recuso a continuar conversando com ele, que vou embora, pois não quero mais ficar aqui… Estou dando as costas para ele, caminho em direção ao portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia que funciona como um “portal”, e que separa o plano terreno do espiritual, o passado do presente).

Atravesso o portão, estou de frente àquela escada que o senhor pediu para descer no início de meu relaxamento corporal (a escada é também um recurso utilizado nessa terapia para aprofundar o relaxamento do paciente).

- Suba então os degraus dessa escada – Peço ao paciente. (pausa).

Paciente abre os olhos, levanta-se, e sai do meu consultório bastante irritado, sem se despedir de mim”.

Achei que ele não iria mais continuar com o tratamento, mas, para meu espanto, ele retornou.

Surpreso, falei que não esperava que ele voltasse para o meu consultório pela forma como saiu na sessão passada. Ele pediu desculpas e me falou: “Dr. Osvaldo, depois que sai da 1ª sessão, ao chegar ao hotel onde estava hospedado, refleti melhor e pude perceber que realmente o meu mentor espiritual estava certo, ou seja, eu realmente estava fechado, não receptivo para que ele se manifestasse e viesse conversar comigo. Mas, na hora que estava refletindo sobre o que ele me falou naquela sessão, o meu celular tocou, era o meu sócio, eufórico, dando-me a ótima notícia de que havíamos ganhado a licitação de uma grande obra pública no sul do país (paciente era empreiteiro).

Por isso, vim para me despedir do senhor e lhe agradecer por tudo que fez por mim e dizer que a TRE foi além de minhas expectativas, pois somente nessa terapia que consegui finalmente conversar com o meu mentor espiritual, bem como resgatar a fé na vida e na espiritualidade. Hoje tenho plena convicção que o meu mentor espiritual existe e que está sempre me ajudando, que não estou desamparado, sozinho, como pensava”.

 

 

 

 

Desavença familiar

Nota Explicativa:

 

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.
Chico Xavier

O líder de movimentos da década de 60 e Prêmio Nobel da Paz que buscava o respeito aos direitos dos negros e o fim da discriminação e segregação racial nos EUA, Martin Luther King, dizia: “Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos ainda a conviver como irmãos; o amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo”.

Suas palavras servem de reflexão para todos, pois tivemos grandes avanços tecnológicos, científicos e materiais; porém, isso não ocorreu na mesma proporção no convívio pacífico entre os seres humanos, principalmente, no lar, dentro das famílias. No meu entender, dentre todos os relacionamentos, a relação familiar é o mais importante. Mas por quê?

Porque na vida tudo passa: emprego, poder, prestígio, status, dinheiro, mas o que permanece com você é a sua família, principalmente, nos momentos difíceis da vida, ou mesmo na velhice. Onde você renova as suas energias antes de ir para o trabalho, ou nos momentos de lazer? Onde fica o seu Porto seguro? A quem você recorre quando fica doente ou em crise? É fundamental, portanto, assegurar um ambiente familiar agradável e saudável.

Mas, lamentavelmente, o que observo com os meus pacientes e nos noticiários, são fartas reportagens envolvendo desavenças familiares que, muitas vezes, acabam em tragédias, em assassinatos.
Por que há famílias que se dão muito bem, enquanto que em outras estão sempre em pé-de-guerra, um verdadeiro barril de pólvora, prestes a estourar a qualquer momento?
Muitos acreditam que família é o resultado de um mero encontro fortuito, onde seus membros estão juntos por acaso. Acreditam, portanto, que uma família que se dá bem, cujo ambiente em geral é harmonioso, é porque os seus membros são pessoas sensatas, equilibradas e civilizadas; agora, se o ambiente familiar é carregado de conflitos, brigas constantes, pautadas na maior parte do tempo em agressões, desrespeito e desentendimentos, é porque essa família é imatura e desequilibrada. Tais explicações, em parte fazem sentido, mas, ainda assim, é um pensamento reducionista e simplista. Por isso, é preciso ampliar a visão de família dentro de uma ótica reencarnacionista.

Não foi por acaso que o grande médium Chico Xavier afirmou: “É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.

Ao usar a expressão “inimigos do passado”, ele estava se referindo aos desafetos de outras encarnações, os quais prejudicamos.
Neste aspecto, a família não é o resultado de um mero encontro fortuito, onde todos estão juntos por acaso. E também não é por acaso que ocorrem conflitos, discórdia no lar. Na verdade, todos estão juntos por afinidades cármicas, ou seja, por terem se prejudicado numa existência passada. Desta forma, a família atende a uma finalidade clara que é proporcionar a todos um aprendizado, uma grande oportunidade – através da convivência – de transformar laços de ódio em amor. É o que constatei em meu consultório, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Nesta terapia, é comum o mentor espiritual do paciente (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) lhe revelar que ele e sua família estão presos, amarrados por um laço antigo de brigas, discórdias, ódio, desamor e desunião, que se repete em várias encarnações; portanto, esse laço tem que ser desfeito, caso contrário, a vida de todos não irá deslanchar. E para ser desfeito, a chave da libertação é a reconciliação, o perdão de todos os envolvidos.
Mas de todas as relações familiares, há uma que é a mais forte, mais visceral, que é a relação mãe e filho. Explica o motivo do porque da providência divina levar dois inimigos de uma vida passada reencarnar justamente como mãe e filho. Na maternidade, a mulher gera de seu ventre, de suas entranhas, um pequeno ser e, nessa relação, as condições tendem a ser mais propícia para que ambos – outrora desafetos do passado – se amem e se reconciliem.

Já presenciei uma paciente regredir ao útero materno e identificar a sua mãe como uma inimiga que tirou sua vida numa existência passada e, por conta disso, se recusar, dificultar ao máximo o seu nascimento. Mas, após ser orientada pelo seu mentor espiritual de que ela veio na vida atual para se reconciliar com o seu desafeto (mãe), a relação com sua mãe melhorou consideravelmente. Mas por quê?

Através do amor, da reconciliação, o laço de ódio que as unia foi rompido.

Caso Clínico: Desavença familiar.

Mulher de 42 anos, casada, três filhos.

Veio ao meu consultório, uma mulher desesperada, queixando-se que não aguentava mais sua vida, e que havia procurado todo o tipo de ajuda.
Assim me relatou na entrevista de avaliação: “Conheci o meu marido na Faculdade de Medicina, ele era professor, e eu residente, foi paixão à primeira vista; em 3 meses, estávamos morando juntos, e aos 6 meses, casamos. Não queríamos filhos naquele momento, pois pensávamos apenas em nossas profissões.

Um ano depois, veio o primeiro filho, mas foi muito bem-vindo. Compramos uma casa nova, a gravidez foi maravilhosa. Nasceu um menino, lindo, saudável. E dois anos após, veio uma menina; estava indo tudo bem, tinha até medo de ser um sonho. Daí veio a terceira filha. Estava tudo completo: um casamento maravilhoso, ainda estávamos apaixonados, 3 filhos lindos, perfeitos, inteligentes. Tínhamos uma clínica, dávamos aulas em uma Universidade e fazíamos de tudo para os nossos filhos terem do bom e do melhor.
Mas não percebia que havia algo de errado: minha empregada me alertou dizendo que o meu filho era muito quieto, demonstrava muita raiva do pai, principalmente quando eu não estava. Meu marido nunca tinha percebido nada, achava que era coisa da idade.

Meu filho trouxe sua primeira namorada em casa para jantar. Ficamos muito felizes, era uma moça muito bonita, de uma boa família, mas, nesse dia, meu filho disse uma coisa que nos chocou muito. Disse ao meu marido: – Não olhe para a minha mulher, seu velho!
Eu e meu marido ficamos horrorizados, não era o nosso filho. Ele fazia questão de trazê-la em casa e ficavam na piscina. Meu marido não podia nem passar no jardim que o meu filho partia para cima dele. Daí começaram as agressões físicas, foram vários boletins de ocorrência na delegacia; ele estava irreconhecível. Nossa vida virou um inferno, saí da Universidade para ficar mais em casa, pois ele estava agressivo com todos, era cínico, inventava mentiras, fazia muita confusão. Bebia muito, trazia mulheres para dentro de casa, até que o meu marido não aguentou mais e acabou espancando o meu filho até ele desfalecer. Em seguida, chamou o caseiro e o expulsou para fora de casa. Já nesse ponto, não tínhamos mais vida, minhas filhas estavam estressadas, brigávamos, gritávamos por nada, enfim, tudo era motivo para as acusações em casa.
A minha filha mais nova, também começou a beber e a fumar maconha com o namorado; a do meio está grávida, e não sabemos quem é o pai. Para piorar a nossa situação familiar, eu e o meu marido não nos olhamos mais nos olhos, pois não o vejo mais como o meu esposo. Por favor, Dr. Osvaldo, me ajude! (paciente pede chorando copiosamente).

Esperei que ela se acalmasse, e lhe disse que toda sua família teria que passar pelo tratamento, mas só o marido e a esposa vieram.
As sessões de regressão da esposa foram tranquilas, sem muito que desvendar, porém, as sessões do marido tiveram muitas revelações.
Logo na primeira sessão, ele viu, numa vida passada, uma vila com várias cabanas, casas feitas de palha, e assim me relatou: “Dr. Osvaldo, vejo essa vila, parece que sou o chefe desse lugar, minha casa fica no centro da vila, é grande, há várias mulheres em volta. Vejo um rapaz que me olha com raiva”.

- Veja o porquê dessa raiva? – Peço ao paciente.
“ Eu violentei a mãe dele e, desse estupro, ele nasceu. Ele tem raiva de mim porque a mulher que violentei não fazia parte das minhas mulheres e, com isso, ela ficou desamparada, não conseguia casar. Ela não podia dizer às pessoas que tinha sido eu, mas acabou contando ao filho que eu tinha feito essa monstruosidade, que eu a estuprei.
Vejo nos olhos dele muito ódio, ele quer me matar. Ele se mostra ser muito forte, um excelente caçador, e eu mesmo ordeno para que ele vá atrás das caças, sempre pensando que ele não voltaria mais; no entanto, passou-se vinte dias, ele voltou com a caça, e o pior aconteceu: novamente violentei uma moça, que era sua pretendente, e estavam prestes a se casarem. Fiz de propósito para ele ver quem mandava naquela vila. Fui muito covarde e acabei também tirando a vida dele, o matei pelas costas, atirando nele.
Depois dessa existência passada, encontramo-nos no Astral e pactuamos vir como família. Ele dizia que tinha muita mágoa de mim, mas aceitou vir novamente como meu filho na encarnação atual. Dr. Osvaldo, como pude fazer isso?”.

Nesse momento, sua esposa que estava acompanhando no consultório a sessão de regressão do marido, chora copiosamente, revela que tem um pesadelo recorrente de ser estuprada, e que a persegue desde criança.
Começamos, então, a montar o quebra-cabeça, procurando entender o porquê de tudo aquilo. A vida é realmente um grande jogo de quebra-cabeça, pois temos muitas indagações e poucas respostas, por conta do véu de esquecimento do passado. Ele, o marido, tinha feito uma coisa horrível, prejudicando várias pessoas nessa vida passada; ela, a esposa, foi a primeira moça que foi violentada por ele; o rapaz, o filho bastardo, foi fruto daquela violência, e que também sentiu na pele o fato de sua noiva ter sido estuprada pelo próprio pai; depois, acabou sendo morto por ele pelas costas. (pausa).
“Dr. Osvaldo, estou vendo algumas luzes (seres espirituais de luz) aqui no consultório”, afirmou o paciente.

- Pede para que se identifiquem – Peço ao paciente.
“ Estão dizendo que são os nossos mentores espirituais: o meu, da minha esposa e dos meus filhos. Estão todos aqui para nos ajudar. Pedem para que eu peça perdão ao meu filho, à minha esposa e filhas, mas que faça isso de coração, com todo o arrependimento”.

Quatro meses após o tratamento, seu filho veio ao meu consultório para também fazer a terapia, pois me disse que seus pais haviam lhe contado do que descobriram nessa terapia e, por isso, precisava perdoar o seu pai.

 

 

Depressão: Qual o sentido da vida?

A depressão é um transtorno de humor que vem aumentando significativamente no mundo todo.

Quais são os sintomas clássicos de uma depressão?

- Sensação de vazio;
– Choro fácil e constante;
– Interesse e prazer pela vida acentuadamente diminuída;
– Perda da libido;
– Distúrbio do sono (excesso de sono, só querer dormir, ou sua falta, isto é, insônia, acordar de madrugada, sono intranquilo, agitado);
– Distúrbio alimentar (falta ou excesso de apetite);
– Fadiga constante, desânimo, desmotivação;
– Falta de concentração, problemas de memória (esquecimento);
– Pensamentos negativos, recorrentes de suicídio;
– Desorientação, confusão mental, angústia, etc.

Mas por que a depressão vem aumentando consideravelmente?

São vários os fatores que estão provocando isso. Mas o que observo particularmente em meu consultório – cuja demanda de pacientes com esse problema é muito grande -, é que a falta de sentido para a vida, o desamor, a solidão, a falta de fé, de esperança, o afastamento do lado espiritual são os aspectos que levam a um caminho equivocado, apenas no Ter, no consumismo exacerbado, no imediatismo, esquecendo-se do Ser. Ou seja, muitos esquecem que somos seres espirituais temporariamente passando por uma experiência terrena nesta jornada em busca de mais evolução.
Entram na hipnose coletiva, esquecendo-se do verdadeiro propósito a que vieram na vida presente, achando que estão aqui pela primeira vez nesse Planeta. E o pior, acreditam que a vida começa com o nascimento e termina com a morte física, ou seja, morreu, acabou tudo. Daí entram na ilusão mental, na crise do para quê?
Para que viver? Qual o sentido da vida?
Não se recordam que vieram do plano espiritual, que é sua verdadeira morada, seu lar de origem. Por isso, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, foi criada para que o paciente resgate – através de seu mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual)-, o sentido de sua existência nesta jornada, seu propósito de estar neste Planeta, de onde veio e para onde voltará após sua morte física.
Não nos lembramos de tudo isso porque estamos todos – habitantes desse Planeta -, na condição de seres amnésicos, subordinados à Lei do Merecimento, uma das Leis Universais que regem o Planeta Terra.

Não foi por acaso que C. G. Jung, o grande psicanalista suíço, por acreditar que o ser humano age de forma mais inconsciente do que consciente, disse: “O consciente é uma pequena ilha localizada no mar imenso do inconsciente”.
Por isso, na TRE, quando o paciente tem maturidade (fé, humildade e o mínimo de esclarecimento acerca da espiritualidade) e merecimento, seguramente seu mentor espiritual irá lhe descortinar o véu do esquecimento de seu passado, para que saia da hipnose coletiva, da inconsciência, e consiga as respostas da causa de seu(s) problema(s), bem como sua resolução, desatando os nós, os entraves que o prendiam ao seu passado.
Huberto Rohden, filósofo, educador e teólogo catarinense, radicado em São Paulo, e precursor do Espiritualismo Universalista, dizia também: “O homem é livre de tudo o que sabe e escravo de tudo o que ignora”.

Neste aspecto, essa terapia é, sem dúvida alguma, um trabalho de libertação do ser humano.

Caso Clínico:
Depressão
Mulher de 36 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório depressiva, angustiada e com dor no peito. Depois de 16 anos de namoro, descobriu que o namorado tinha inventado um monte de mentiras, pois ele a enganava tendo outra mulher.
Ao entrar em seu e-mail, descobriu que ele havia até apresentado a sua outra namorada à família dele, o que nunca ocorrera com ela. Outra mentira é que o namorado continuava casado, apesar de ter lhe dito que havia se divorciado da esposa. Confiou nele esse tempo todo, apesar de vê-lo esporadicamente, pois ele alegava que viajava muito a trabalho, e que por ser o irmão mais velho tinha que cuidar dos seus pais que eram idosos.
Após descobrir suas mentiras, passou mal, saiu “fora do ar, da realidade”, tinha sensação de que estava enlouquecendo, e viu uma luz branca que cobria todo o seu campo de visão. Tinha uma forte impressão de que nunca mais iria voltar à realidade.
Desde criança sentia depressão, uma tristeza profunda, sem um motivo aparente, e aos 21 anos tomou um coquetel de remédios para se matar (a ideia de suicídio era recorrente em sua vida).
Nasceu com atraso mental e foi curada após ter trabalhado num centro espírita como médium de incorporação dos 5 aos 10 anos de idade. Por fim, o outro motivo que a trouxe ao meu consultório era saber qual o seu verdadeiro propósito de vida.

Após passar por duas sessões de regressão, na 3ª sessão, a paciente assim me relatou: “Vejo um homem todo de branco, irradiando muita luz. Diz que é o meu mentor espiritual. Fala que já vivemos em três encarnações como marido e mulher, e que nunca conseguiu me salvar nessas três existências passadas porque morri quieta, encolhida, não falava e não comia. Em suma, morri depressiva e louca. Diz que não pode fazer nada, pois nessas três vidas passadas acabei enlouquecendo.
O meu mentor espiritual fala que o meu namorado da vida atual não é para mim, e que preciso me perdoar por não ter sido forte nas três existências passadas”.

- Pergunte-lhe por que o seu namorado a traiu e mentiu nesses 16 anos de namoro?
“Diz que ele não sabe o que quer, é um perdido, tem inveja de minha luz, e que teve a chance de ser outra pessoa convivendo comigo”.

- Pergunte-lhe o que você pode fazer daqui para frente com o seu namorado?
“Diz para soltá-lo, desapegar-se dele… Perguntei ao mentor espiritual por que ele não reencarnou comigo na vida atual, e ele me respondeu que preciso caminhar sozinha, mas que está sempre comigo. (pausa).
Agora o vejo melhor: é um chinês, alto, cabelo preto e comprido, e aparenta ter uns 35 anos”.

Na quarta sessão de regressão, a paciente me relatou: “Vejo o meu mentor espiritual sentado num banco branco, num jardim. Pede para eu sentar do lado dele. Diz que tenho que decidir o que quero e descobrir do que gosto, quem sou, e parar de sentir medo e pena de mim. Fala que tenho medo de viver, que preciso sair dessa submissão que vem dos meus antepassados por parte de minha mãe (paciente é oriental).

Reitera que preciso quebrar essa submissão familiar, saindo dessa sintonia, dando um passo à frente, não abaixando a cabeça como venho fazendo, valorizando-me, resgatando a minha autoestima e autoconfiança. Afirma que fiquei muito tempo quieta, submissa ao meu namorado nesses 16 anos de convivência”.

Na 5ª e última sessão, notei que a paciente estava mais calma, mais segura de si, não estava mais chorando por causa de seu namorado. Ela me relatou: “O meu mentor espiritual fala que de agora em diante vamos caminhar juntos, que posso pedir ajuda para ele quando precisar, que ele vai falar comigo. Diz que no início ele irá aparecer para mim em sonho, e que depois vou poder vê-lo do meu lado.
Esclarece que quanto mais eu fizer a oração do perdão (pedi para ela fazer a oração do perdão para o seu namorado) mais vou enxergar as coisas, ver o caminho e começar a decidir com mais firmeza. Revela que a palavra chave é paciência, e que vai me mostrando o que preciso saber aos poucos”.

- Pergunte-lhe o que você precisa saber aos poucos?
“O que for sendo permitido, diz que vai me mostrando, pois tenho ainda muitas coisas para aprender. Mas que tenho que ter humildade para enxergar, bem como para orar”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual o que aconteceu para você ter saído “fora do ar, da realidade”?
“Diz que fui tomada por vários obsessores espirituais, que fiquei no centro do círculo rodeado por eles, e para não incorporá-los, os seres de luz interviram; por isso, vi uma luz branca que cobria todo o meu campo de visão. Esclarece que se tivesse ficado na escuridão, aí sim, eles iriam tomar conta de mim”.

- Pergunte-lhe por que você nasceu com atraso mental?
“Foram resquícios das três vidas nas quais morri louca; fala que se não tivesse trabalhado como médium naquele centro espírita, até hoje estaria com esse atraso mental. A tristeza profunda que desde criança sinto é também resquício das três vidas em que morri depressiva e louca”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual qual o seu verdadeiro propósito de vida?
“Viver plenamente com a família que irei construir, crescer profissional e espiritualmente, me realizar na vida, entregando-me de coração. Revela ainda que o processo de limpeza do meu espírito está terminando, e que a partir daí, ele vai me mostrando o caminho que vou ter que seguir. Mas afirma que por ora tenho que ter calma, paciência e orar”.

- Pergunte-lhe em relação ao seu namorado, se ele tem algo mais que você precisa saber?
“Diz que ele também vai se encontrar”. (pausa).

- Pergunte se ele tem mais alguma coisa a lhe dizer em relação ao nosso tratamento?
“Fala que primeiro vou ter que seguir direitinho o que ele me orientou nessa terapia e, se for necessário, vou voltar novamente ao consultório do senhor, que serei intuída por ele. Ele agora está se despedindo, indo embora”.

 

 

Você precisa desenvolver sua mediunidade?

Talvez você já tenha ouvido falar que precisa desenvolver sua mediunidade num centro Kardecista, de Umbanda ou Candomblé, mas não deu a devida importância por preconceito, medo de assumir esse compromisso, ou ainda não sabe que tem uma mediunidade aflorada.
Mas por que é preciso desenvolvê-la?
Para quem não sabe, antes de reencarnar, no astral, muitos médiuns assumiram com os espíritos superiores o compromisso de se tornarem instrumentos da espiritualidade na existência atual.
Assumiram o compromisso de exercer sua mediunidade para saldar seus débitos cármicos por conta de prejuízos causados numa vida pretérita a muitas pessoas. Neste caso, a mediunidade representa uma oportunidade de evolução e reparação de erros cometidos em outras vidas.

No entanto, por conta do véu do esquecimento de seu passado ou da lei do esquecimento (uma das leis às quais todos estão sujeitos nessa vida terrena) muitos não se lembram de seu verdadeiro propósito de vida, ou seja, vir para servir como médiuns.
E o que acontece se a pessoa não exerce sua mediunidade em prol de outros seres humanos?
Obviamente, cada caso é um caso, mas o que observo nos pacientes que estão nessa condição, que vêm em busca de ajuda em meu consultório, é que suas vidas ficam todas emperradas e, em muitos casos, em praticamente todos os aspectos: afetivo, financeiro/profissional, familiar, social, da saúde, etc.
Estão sempre doentes e os médicos não descobrem a causa dos problemas porque as doenças de origem espiritual não aparecem nos exames médicos.

Há ainda aqueles pacientes que, enquanto não trabalharem como médiuns de incorporação num centro espírita, serão vítimas de obsessores espirituais que não irão lhes dar sossego.

Há também aqueles que, por conta dos inúmeros problemas emocionais (crises de choro sem causa aparente, depressão, angústia, ansiedade, transtorno de pânico, provocados por seus obsessores espirituais) procuram a ajuda de um terapeuta (psicólogo ou psiquiatra), mas, por ainda considerar a mediunidade como um fenômeno anômalo, patológico, o profissional poderá rotular equivocadamente os pacientes médiuns como portadores de distúrbios psiquiátricos. Desta forma, lamentavelmente, a maioria dos profissionais da área de saúde não faz um diagnóstico correto, não distinguindo um aspecto mediúnico de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.
Por isso, é bastante comum receber em meu consultório médiuns rotulados pela psicologia ou psiquiatria oficial de esquizofrênicos, psicóticos, com transtorno bipolar (alternância de humor extremada), síndrome do pânico, depressão, etc.

Quero esclarecer ao leitor, que a TRE dá suporte inequívoco e orientação correta aos pacientes que sofrem de desequilíbrio mediúnico.
Um médium bem orientado, torna-se um canal dos espíritos superiores e isso traz alegria e bem-estar ao próximo, bem como ao médium.
Quando o paciente entra em contato com o seu mentor espiritual e suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução – através dessa terapia – receberá novas lentes para colocar em seus olhos e mais lucidez e serenidade em seu coração.

Caso Clínico:
Síndrome do Pânico
Mulher de 45 anos, casada e duas filhas (de 20 e 9 anos).

A paciente veio ao meu consultório por estar sofrendo de transtorno de pânico (dor no peito, sudorese, ansiedade, palpitação, taquicardia, falta de ar, sensação de que vai morrer).
Sua primeira crise de pânico se manifestou após um quadro de depressão. Passou por um psiquiatra que lhe prescreveu um antidepressivo (Prozac) e um ansiolítico (Rivotril), mas, mesmo tomando diariamente essas medicações, as crises de pânico persistiam.
Passava mal, sentia um forte arrepio no corpo quando frequentava ambientes carregados ou com grande aglomeração de gente, como shoppings, cinemas, etc..
Tinha também muito medo de perder seus entes queridos (pais, filhas e marido). Quando o marido ia viajar vinham com muita frequência pensamentos negativos, pois achava que ele iria sofrer um acidente de carro, vindo a falecer. O medo de perder um ente querido era tão grande que, numa ocasião, quando a filha mais nova estava dormindo, achou que ela estava morta e, com isso, entrou em crise de pânico.
Por fim, queria entender por que sua filha caçula de 9 anos ia mal na escola e não queria ficar ao lado dela (somente à noite, ao deitar-se, pedia a presença da mãe).
Ao regredir, a paciente me relatou: – Minha boca está seca e sinto um arrepio forte na minha cabeça (nesta terapia, são sintomas físicos comuns de uma presença espiritual).

- Peça para esse ser espiritual se identificar – digo à paciente.
– Diz que quer destruir a minha vida. (longa pausa).
– Pergunte-lhe por que ele quer fazer isso com você?
– Diz que sou uma inútil. (pausa).

- Pergunte-lhe o que você fez para ele no passado?
– Diz que o rejeitei, o abortei numa vida passada… Falou que está sempre comigo, quer me ver mal e que me odeia. Diz ainda que irá me deixar louca. (pausa).
Afirma que desde que nasci vem me acompanhando e me atemorizando. Fala que ele é um espírito da morte (paciente fala chorando).
Ele é debochado, está rindo de mim.

Peço à paciente levantar suas mãos – em imposição -, e juntos fizemos a oração do perdão (essa oração se encontra em meu site www.osvaldoshimoda.com), mandando a luz dourada de Cristo para esse ser espiritual obsessor. (pausa).
Ele está me falando que o cheiro de bala que costumo sentir vem dele (quando o ser espiritual obsessor é uma criança, pode exalar cheiro de bala, de doce, talco, etc.).

- Pergunte se ele que ir para a luz?
– Diz que sim. (pausa).

- Como você está se sentindo?
– Um pouco melhor, mas sinto ainda um formigamento e arrepio na mão e também na perna esquerda (o ser obsessor ainda estava presente, do lado esquerdo da paciente).

- Vejo agora um ser de luz, é uma mulher, fala que é a minha mentora espiritual. Ela me orienta dizendo que preciso encontrar o meu caminho.

- Que caminho?
– Fala que é o caminho espiritual, que é no Candomblé ou na Umbanda.
Diz que é no centro espírita que tenho que desenvolver a minha mediunidade e é onde a minha filha mais velha frequenta. (pausa).

Sinto a presença suave de minha mentora espiritual do meu lado esquerdo… Agora não sinto mais aquela angústia vindo daquele obsessor espiritual. Mas ainda o sinto, porém, mais distante, não tão perto de mim. A minha mentora espiritual me esclarece que ela não está muito próxima de mim para não me assustar, pois sabe que sou muito medrosa. Assegura que está aqui para me ajudar e para não ter medo dela. Afirma que eu carrego muitos obsessores espirituais, por isso todas essas crises de pânico – são eles que provocam as minhas crises. Fala que para tirá-los de mim preciso começar a trabalhar como médium nesse centro espírita a que ela se referiu.
Diz que são os obsessores espirituais que estão provocando também o meu medo de perder meus entes queridos e os pensamentos negativos.
Diz ainda que o meu verdadeiro propósito de vida é ajudar às pessoas a se encontrarem, através de minha mediunidade.
Revela que o nome dela é Clara, e que a minha filha caçula não quer a minha presença durante o dia porque ela é criança e quer brincar; portanto, não tem nada de errado com ela. (pausa).

Perguntei à minha mentora espiritual por que a minha filha caçula não está indo bem na escola. Diz que ela é criança, imatura para a sua idade, que precisa colocar mais limites, mais direcionamento de mim e das professoras da escola. (pausa).
Perguntei-lhe também por que o meu marido chega sempre nervoso em casa?

Diz que ele sente a energia ruim em casa, por conta da presença de meus obsessores espirituais. Por isso, afirma que em casa nunca há paz e harmonia. Reafirma novamente que vou ter que trabalhar muito nesse centro espírita, ajudando os mais necessitados. Fala ainda que a minha filha mais velha está no caminho certo, que ela sim, está bem estruturada.

Finaliza dizendo que hoje encerramos o nosso tratamento, que não preciso mais voltar ao consultório do senhor. Está se despedindo, pede para ficar em paz, e que agora só depende de mim seguir suas orientações para que a minha vida dê certo.

 

 

Síndrome do Pânico

A síndrome do pânico é também conhecida por transtorno de pânico ou simplesmente pânico e trata-se de um transtorno de ansiedade que se caracteriza pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises. Os sintomas principais dessas crises são: 1) Palpitações (aceleração dos batimentos cardíacos);
2) Falta de ar ou sensação de abafamento;
3) Tontura ou sensação de desmaio;
4) Suor, tremor, asfixia, sensação de sufocar;
5) Estômago revirado ou náusea;
6) Sensação de se sentir irreal ou despersonalização, de que você não é você;
7) Formigamentos;
8) Medo de morrer;
9) Dor no peito;
10) Medo de perder o controle ou de enlouquecer;
11) Calafrios ou ondas de calor.

No intervalo entre as crises, o paciente vive na expectativa de ter uma nova crise e esse processo é denominado de “ansiedade antecipatória”, que o leva a evitar certas situações e a restringir sua vida. O portador dessa síndrome basicamente é um ansioso que evita determinados lugares como o trânsito congestionado, a multidão de pessoas no Shopping, medo de estar só em casa, cinema, metrô, ônibus, etc.
Mas por que ele evita esses lugares?
Porque tem medo de passar mal e não receber socorro. Muitos acreditam que estão sofrendo de um ataque cardíaco e ao procurar um pronto-socorro, o médico fala que o paciente “não tem nada”. Dependendo do paciente, há aqueles que não saem de casa, deixam de trabalhar, estudar ou estar com os amigos, acabam se isolando, levando uma vida reclusa por medo de que esses sintomas se manifestem. Outros, se tiver a crise de pânico na estrada passa dali em diante a evitar estradas; se passou mal num túnel busca um caminho alternativo evitando túneis, e se teve a crise em casa não fica mais sozinho. Então, o medo de lugares específicos dá-se o nome de agorafobia.

Qual a causa da síndrome do pânico?

Na minha experiência clínica, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão de memória, constatei três causas principais: a) Causa psicológica (interna); b) Causa espiritual (externa); c) Causa mista: psico-espiritual.

a) Causa psicológica (interna): geralmente as crises de pânico se iniciam com o disparo (“gatilho”) de uma reação inicial de ansiedade decorrente de uma situação de estresse que o paciente está passando. Exemplos: divórcio, perda de um ente querido, perda do poder aquisitivo, falência, desemprego, doença grave, estresse pós-traumático – assalto, sequestro, etc. Assim, essas situações estressantes funcionam como um “gatilho” que dispara, desencadeia uma experiência traumática vivida pelo paciente, seja nesta vida (infância, nascimento ou útero materno) ou num passado mais remoto, numa vida passada (são experiências dolorosas, traumáticas de como ele veio morrer). Então, seus sintomas de pânico – palpitação, sudorese, ansiedade, falta de ar, sufocamento, asfixia, sensação de perder o controle, que vai desmaiar que está enlouquecendo, ou que vai morrer – na verdade, são sintomas que o paciente sentiu no momento de sua morte numa vida passada (ele pode ter morrido por asfixia ao ser enterrado vivo, guilhotinado, soterrado, enlouquecido num manicômio, etc.).

b) Causa espiritual (externa):
é fruto de uma interferência de um ser espiritual das trevas, um obsessor espiritual (popularmente conhecido como “encosto”).
Nesse caso, o paciente está sendo atacado, assediado por um desafeto espiritual de seu passado (alguém que ele prejudicou no passado – desta ou de outras vidas – um ser desencarnado, que movido a ódio e vingança busca acertar as contas, obsediando-o).
É o obsessor espiritual do paciente que provoca os sintomas, suas crises de pânico, para agredi-lo, prejudicá-lo. Não é por acaso que quando o paciente passa pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) -, abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006, após seu mentor espiritual lhe ajudar a se reconciliar com o seu obsessor espiritual – através do perdão e reconciliação, e encaminhá-lo para a luz -, suas crises de pânico desaparecem.

c) Causa mista (psico-espiritual): nesse caso, o obsessor espiritual apenas agrava, potencializa a causa psicológica do paciente, ou seja, as experiências traumáticas de seu passado.

 

 

Caso Clínico:

Síndrome do Pânico e Fibromialgia

Mulher de 59 anos, casada, e um casal de filhos.
A paciente veio em meu consultório para resolver a síndrome do pânico e a fibromialgia (dores pelo corpo todo). Era também muito ansiosa, impaciente, preocupada, sofria por antecipação, e tudo que começava não concluía, pois desistia. Quando era criança – aos 4 anos – sofreu uma queimadura grave ao brincar com fogo(ela teve como sequela uma cicatriz grande no abdome).
Outro problema que a incomodava era sua preocupação com o filho, excesso de zelo, por medo de perdê-lo, o que não ocorria com sua outra filha. Em relação ao seu marido, era muito ciumenta e isso estava prejudicando o relacionamento do casal.
Queria entender também por que engordava com muita facilidade, apesar de ter uma alimentação bem regrada, Por fim, queria saber por que sofria de fobia social (medo de falar, de se expor em público), transpirava em excesso – isso a incomodava muito – ao dar uma palestra e tinha lapsos de memória, não lembrava o que tinha que falar.
Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ela me relatou: “Vejo uma paisagem bonita, é um campo, com muitas árvores, gramados, flores coloridas, é um ambiente bem alegre… É uma vida passada. Uso um vestido azul, calço uma sandália bem leve, sou jovem, devo ter uns 26 anos. Estou em minha casa que é simples, porém, bem confortável, tem um pomar, lugar bom, gostoso, com muitas flores”.
– Você mora com quem? – Pergunto à paciente.
“ Moro nessa casa desde que nasci, meus pais faleceram, casei, e espero o meu marido chegar. Mas ele demora, há rumores de uma guerra, estamos preocupados, pois vamos ter que abandonar a nossa casa e fugir. (pausa).
O inverno está chegando, gosto muito de meu pomar, das flores, mas agora deixamos tudo para trás. Fomos pegos fugindo, estamos com medo. Para ficar alegre penso sempre nas minhas flores, em minha casa. Meu marido não está mais comigo, fomos separados, estou numa fazenda junto com outras pessoas, somos prisioneiros.
Vamos ser levados de trem para algum lugar que não sei onde fica. Meu marido era judeu e eu francesa… Vem à mente Belle, era o meu nome. É muita gente, estamos todos juntos agora num alojamento… Acho que vamos morrer. Estamos na 2ª Guerra Mundial, o ano é 1943.
Sinto um odor insuportável, pois estamos amontoados nesse alojamento e faz tempo que a gente não toma banho. Quero ir embora, não quero ficar aqui. Não sei onde está o meu marido (paciente fala chorando).
Falo para os soldados nazistas que sou francesa, mas eles me dizem: – Onde se viu uma francesa casar com um judeu?
Eles descobriram que estou grávida, vão me levar para um hospital, não sei onde fica. Eles me fazem de cobaia, querem fazer testes, experimentos – eles me dão choque (eletro-choques) para ver como o meu bebê reage em minha barriga. (pausa).
Saí de uma mesa onde estava deitada, aproveitei um descuido dos médicos e fujo pelos corredores. Vejo os médicos, enfermeiras e soldados correndo atrás de mim e acabam me pegando. Estou sempre tentando fugir, mas agora estou mais fraca de tantas experiências que fazem comigo. Só penso em fugir, não suporto mais as dores que sinto pelo corpo todo, eles me dão eletro-choques, injeções, fazem cheirar alguns líquidos, desmaio muito, e fico pensando: – Onde está Deus que vê tudo isso e não faz nada?
Fujo novamente, descalça, piso na grama que está úmida, a neve acabou. Estou cansada, há enfermeiras e soldados armados me perseguindo… Eu já perdi o meu bebê (fala chorando muito).
Corro, corro, mas não tem onde me esconder…Ai, levei um tiro pelas costas!(grita chorando). Caí de bruços no chão, sinto o cheiro de terra molhada e lembro-me de minhas flores, do meu pomar. Odeio os soldados nazistas e penso: – Que mundo é esse que não respeita o ser humano? Eles me jogam numa vala ainda viva, jogam terra em cima de mim e dão risada. Morri com muito ódio!(grita chorando, desesperada).
Vou perseguir todos, vou me vingar, mas até para vingar estou cansada. Que absurdo!
Eu já morri, mas continuo cansada, penso então que é melhor dormir, que é tudo um sonho. Fico me perguntando: – Será que morri mesmo? Não consigo me vingar… Parece que já estou viva de novo (paciente reencarnou), como isso pode?”.

- Onde você está? – Pergunto à paciente.
“ Nossa! Estou num berço, sou agora um nenê, uma menina, mas quero voltar para o meu país, não queria estar aqui. Dormi só um pouquinho e agora estou num berço como nenê? Como pode? Estava no ano de 1943 e era francesa… Agora estou aqui nesse berço, não estou nada contente com isso! Nem sei o que aconteceu com o meu marido. Agora me vejo crescendo nesse berço, não queria voltar, estava dormindo. Saí de uma situação e estou noutra. Isso é um castigo! (paciente fala chorando).
Vejo os meus pais de hoje… É a vida atual! A minha última encarnação anterior à atual foi aquela que vivi na 2ª Guerra Mundial onde morava na Polônia”.
– Pergunte ao seu mentor espiritual por que ele lhe mostrou essa vida passada?
“Eles dizem… são seres de luz, que não posso ver, conversar com o meu mentor espiritual porque vou querer ir embora logo, desencarnar, mas que ainda não é hora, pois não aprendi a ser paciente. Falam que vim na vida atual para exercitar a paciência porque sou muito ansiosa”.
– Pergunte a esses seres de luz de onde vem a sua síndrome do pânico?
“Esclarecem que vem da forma como morri nessa vida passada, onde levei um tiro nas costas, estava apavorada, sendo perseguida, e me enterraram ainda viva numa valeta. Mas me asseguram que vou superar esse trauma porque agora tomei consciência da causa de meu problema, que vou me curar. Pedem para não me preocupar”.
– Pergunte-lhes de onde vem sua excessiva ansiedade e impaciência?
“Revelam que vem também dessa existência passada em que eu e o meu marido fazíamos planos para fugir dos nazistas”.
– Por que aconteceu na vida atual aquele acidente com fogo quando você era criança e sofreu graves queimaduras?
“Falam que eu era teimosa, mas que aquele acidente me fez resgatar algumas dívidas cármicas que contraí numa outra vida, relacionadas com minha beleza física. Na vida passada, não respeitei as famílias, enganava os homens, eu os fazia deixar suas famílias para ficar comigo. Procurava seduzi-los usando minha beleza física e depois os abandonava”. (pausa).
– Pergunte-lhes como você pode melhorar o relacionamento com seu marido?
“Dizem que estamos indo bem, que tudo o que a gente vem passando faz parte de nosso aprendizado, crescimento, para que possamos um respeitar o outro. Dizem também que foi o meu marido de hoje que indiretamente colaborou na vida passada para eu usar a minha beleza e destruir lares, fazendo com que os maridos abandonassem suas famílias. Ele me usava sexualmente, me enganava com promessas. Ele me tirou de minha família, contou muitas mentiras dizendo que iria casar comigo, mas não fez isso, acabou me abandonando. Na verdade, ele era casado, e só vim a descobrir isso depois. Revoltada, passei a seduzir os homens casados, todos que pudesse desde que fossem ricos”.
– Por que tudo que você começa não termina, desiste?
“Falam que isso ocorre justamente pela minha impaciência, e que por isso, preciso aprender, exercitar a paciência na vida atual.
Mesmo nessa terapia, a TRE, após ter feito a 1ª sessão de regressão, pensei em desistir, não fazer mais as sessões restantes. Não tenho paciência de chegar até o fim, e se encontrar alguma dificuldade é pior ainda, já desisto de imediato”.
– De onde vem sua fobia social e de transpirar em excesso quando você dá uma palestra?
“Afirmam que naquele hospital nazista, como cobaia, eu transpirava muito por sentir medo dos médicos, enfermeiras e soldados armados. O suor escorria e me sentia pegajosa, por isso hoje me incomoda quando transpiro ao falar em público”.
– Por que você engorda com facilidade?
“Afirmam que está relacionada àquela vida passada que usava minha beleza para seduzir os homens casados. É também um resgate cármico para não me deixar levar novamente pela ilusão da beleza física, mas me asseguram que daqui para frente vou começar a emagrecer naturalmente”.
– E a questão do lapso de memória quando você dá uma palestra?
“Eles me tranquilizam dizendo que agora tudo vai ficar bem, pois minha ansiedade irá diminuir após essa terapia”.
– De onde vem sua fibromialgia, as dores no corpo?
“Esclarecem que está relacionada àquela vida no hospital nazista onde sofri, senti muitas dores, pois fui muito judiada, maltratada, levei eletro-choques e injeções pelo corpo todo”.
– O que eles têm a lhe dizer de sua preocupação excessiva pelo seu filho, o medo de perdê-lo?
“Revelam que o filho que perdi naquele hospital nazista era o meu filho de hoje. Mas me asseguram que vou superar esse medo, pois agora eu soube da verdade. Falam que a verdade sempre liberta como dizia o mestre Jesus (“ Conhecereis a Verdade que a Verdade Vos Libertará”).
Finalizam dizendo que estão dando por encerrado essa terapia, estão parabenizando o senhor como facilitador, mediador desse tratamento”.

Mediunidade de Cura

Há tempos atrás fui convidado para dar uma palestra em Anápolis – interior de Goiás – num Centro Espírita, e que depois vim a constatar que esse convite não fora um mero acaso, mas um meio que o plano espiritual encontrou não só para eu divulgar a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, como também para ver de perto as maravilhosas curas espirituais e os mistérios metafísicos do médium brasileiro e curador extraordinário, cujo nome é João Teixeira de Faria conhecido como João de Deus – ou John of God – assim conhecido no exterior (o cirurgião espiritual é mais famoso fora que dentro do Brasil).

Há mais de 40 anos trabalhando como médium de cura, ele já atendeu mais de oito milhões de pessoas no Brasil (o local de cura fica em Abadiânia, 27 km de Anápolis – interior de Goiás) e no exterior (EUA, Portugal, Espanha, Grécia, Alemanha, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Nova Zelândia).
Os médicos espirituais que o médium incorpora (a incorporação é sempre inconsciente) fazem cirurgias espirituais visíveis (com incisão) e invisíveis (sem incisão) no paciente, sem assepsia e nem anestesia. Ele já foi tema de uma reportagem da TV Americana ABC, em 2005, e de um documentário da rede Discovery Channel.

Um estudo publicado em 2000 na Revista da Associação Médica Brasileira (O trabalho da equipe médica que durou três meses foi uma tentativa de investigar cientificamente as cirurgias espirituais de João de Deus) não chegou à conclusão nenhuma. A bem da verdade, os médicos terrenos, por terem ainda uma visão estritamente organicista e materialista do ser humano, desconhecem a medicina vibracional do plano espiritual. Portanto, ainda desconhecem os trabalhos desenvolvidos pelos médicos do Astral.
Quero compartilhar com o leitor a minha experiência – que presenciei de perto – das curas espirituais realizadas por uma entidade espiritual médica, incorporada pelo médium João de Deus.
Ao chegar a Casa Dom Inácio de Loyola, instituição de caridade onde o médium atende três vezes por semana (4ª, 5ª e 6ª feira) – em média 700 pessoas por dia – vi centenas de pessoas, todas vestidas de branco (a roupa branca é usada pelos pacientes para facilitar o trabalho da equipe médica do Astral) num salão onde se realizam as curas espirituais.
Entrei no recinto e me acomodei na cadeira. Havia uma música ambiente suave e todos os presentes estavam orando, meditando, aguardando João de Deus. Quando ele entrou junto com sua equipe de médiuns auxiliares, estava incorporado e descalço. A entidade – um médico do Astral -, altivo e sereno, aproximou-se de um senhor, pediu para que ele sentasse numa cadeira, próximo do altar do salão e aguardasse. Andando pelo recinto, por alguns instantes se deteve me olhando fixamente e disse: – Eu te conheço, mas o médium João, não! (é provável que essa entidade espiritual médica me conheça por conta dos meus trabalhos desenvolvidos em meu consultório com a TRE, onde há também uma equipe médica do Astral que assessora os meus pacientes). Depois, pediu para que eu me aproximasse dele e do senhor que estava o aguardando sentado. Pediu também para que eu observasse atentamente o que ele iria fazer. A entidade espiritual começou a raspar a córnea do paciente com uma pequena faca de cozinha, sem assepsia nem anestesia. Havia momentos que ele interrompia a raspagem para limpar a faca na camisa (ombro) do senhor. Em nenhum momento o paciente se queixou de que estava sentindo dores.
Num outro paciente, um jovem que estava em pé, o médico espiritual fez um corte em suas costas com um bisturi e retirou um tumor. Depois suturou o corte com agulha e linha – novamente sem assepsia e nem anestesia -, e o paciente foi levado para a sala de repouso.
Em seguida, pediu para que uma senhora que estava sentada no salão se aproximasse dele. A senhora se levantou apoiando-se numa bengala, e ajudada pela médium auxiliar aproximou-se da entidade com muita dificuldade. O médico espiritual tirou a bengala de sua mão e lhe ordenou: – Pode ir embora! Chorando emocionada, ela foi embora caminhando, sem nenhuma dificuldade.
Andando novamente pelo salão, apontou para outro jovem e o chamou para que se aproximasse de nós – eu estava ao lado do médium. Pediu para que o paciente relatasse para mim qual era o seu problema. Cabisbaixo, visivelmente emocionado, me disse que estava com AIDS há mais de sete anos.
Então, a entidade espiritual lhe disse, em tom imperativo: – Você está curado, pode ir embora! Atônito, o jovem gritou, levando as mãos à cabeça: – Obrigado Deus, muito obrigado! Saiu do recinto chorando muito.
A um senhor que estava na primeira fileira, pediu para que se levantasse, olhou-o fixamente por certo tempo e lhe disse: – O senhor é muito arrogante. Enquanto não diminuir a sua arrogância, não irá resolver o seu problema!
Por último, chamou um paciente americano e lhe pediu para que me relatasse o que havia feito com ele da última vez que esteve naquele recinto.
Auxiliado por um médium voluntário que traduziu o seu relato, o paciente me informou que essa entidade espiritual fez uma incisão em seu pescoço com o bisturi, retirou um tumor maligno (ele estava com câncer) e o colocou em sua mão para que levasse como recordação. Rindo, o paciente me falou que guardou o tumor em sua casa num vidro com formol. O médico do Astral lhe disse que ele precisava voltar mais algumas vezes, mas que iria ser curado. O americano finalizou o seu relato afirmando que estava se sentindo bem melhor.
Em seguida, a entidade espiritual se acomodou numa poltrona para atender as centenas de pessoas que estavam enfileiradas aguardando a sua vez.
No final dos atendimentos, fui conversar com o médium João de Deus, que já estava desincorporado da entidade espiritual, que me disse: – Osvaldo quero vê-lo junto com a sua esposa mais vezes trabalhando conosco no auxílio das entidades espirituais de cura aqui na Casa.

Agradeci de coração pelo convite e, ao final da conversa, o médium me presenteou com o livro “Curas Espirituais” do Autor Ismar Estulano Garcia, da AB Editora. Para saber mais sobre João de Deus visite o site: http://www.voluntarioseamigos.org

Caso Clínico: Obesidade
Mulher de 30 anos, solteira

Ela veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade em emagrecer.
Perdeu as contas de quantas vezes começou uma dieta e se sabotou, pois não conseguia recusar quando alguém oferecia um doce ou salgadinho numa festa. Com isso, acabava comendo compulsivamente e desistia da dieta.
Sentia muita angústia, estava desanimada, desmotivada para a vida. Quando chegava do trabalho, não tinha vontade de fazer nada, só queria dormir, assistir TV e comer compulsivamente. Era frequente também acordar de madrugada sobressaltada, assustada com pesadelos.
Por conta disso, seu sono não era tranquilo, acordava de manhã com muito sono, pois tinha vontade de continuar dormindo.
Era uma pessoa séria, reservada, quieta com as pessoas, principalmente quando não as conhecia direito. O medo de errar e de fracassar eram muito presentes em sua vida, e isso a deixava muito insegura.

Ao regredir, ela me relatou: “Meus braços estão frios, quase não consigo senti-los, estão formigando (é comum nessa terapia os pacientes terem essa sensação física, por conta de uma presença espiritual obsessora das trevas, daí a sensação de frio).
Vejo o rosto de uma mulher, cabelos ondulados, com uma expressão séria e triste. A imagem vem numa foto (o ser espiritual costuma também aparecer nessa terapia em fotografias, flashes ou de forma nítida, na maioria das vezes, mostrando só o rosto ou as suas partes, ou seja, um olho ou um par de olhos).
É uma foto em preto e branco, antiga, da década de 40 (paciente nasceu em 1978)”.

- Peça para esse ser espiritual se identificar, e pergunte o que você fez para ele no passado? – peço à paciente.
“ Tenho a impressão (paciente intui) que ela está me dizendo: – Você roubou o meu marido e, com isso, fiquei jogada às traças, abandonada”.

- Você gostaria de lhe dizer algo? – Peço novamente à paciente.
“ Estou falando que seja o que eu tenha feito para ela nessa vida passada, peço desculpas, porque não tinha consciência, e que hoje jamais faria isso. Estou pedindo desculpas, e peço que ela me perdoe (pausa).
Sinto agora ondas de calor passando em meu corpo. É uma sensação muito gostosa, agradável (pausa).
Tive a impressão que vi algo escuro saindo de meu corpo (pausa). Sinto que é essa mulher, o ser espiritual que prejudiquei nessa vida passada. Houve uma cura espiritual, uma libertação entre nós nesta sessão (era a 4ª sessão de regressão). Ela foi levada para o plano espiritual de luz (pausa).
Tem alguém aqui no consultório, não vejo, mas sinto que tem outra presença espiritual”.

- Pede para esse ser espiritual se identificar – peço à paciente.
“ Diz que é o meu mentor espiritual. Sinto que ele usa uma túnica branca, e está aqui do meu lado direito. O meu mentor espiritual pede para eu ter calma, pois estou no caminho certo. Estou pedindo para ele ajudar a acalmar minha ansiedade e tirar a angústia que sinto. Ele fala que vou conseguir (pausa).
Sinto agora um calor nas minhas costas que se irradia até os pés. É um calor gostoso, que desce pela região lombar. Esse calor é uma luz verde (luz de cura) que está irradiando pelo meu corpo todo.
Ele fala para eu trilhar o caminho do bem, que assim irei brilhar. O meu mentor espiritual está agora fazendo uma oração de encerramento. Diz que tudo o que tinha que saber nessa terapia eu soube. Está agora se despedindo, indo embora”.

Na 5ª e última sessão de regressão, a paciente me disse que estava desta vez, firme na dieta (perdeu 4 quilos sem o auxílio de medicação). Conseguia recusar quando uma pessoa oferecia doce ou salgadinhos numa festa.
Não sentia mais aquela sensação de angústia, estava acordando bem disposta, pois não mais acordava de madrugada sobressaltada.
Sentia-se mais confiante, e os medos de errar, de fracassar haviam diminuído bastante. Em reuniões no trabalho, estava bem mais à vontade, descontraída, chegou a se surpreender quando contou uma piada, o que nunca fazia em grupo, pois era muito séria e reservada.

 

 

Qual é a minha missão de vida?

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“O guerreiro da luz conhece a importância da intuição. No meio da batalha, não tem tempo para pensar nos golpes do inimigo – então, usa seu instinto, e obedece ao anjo. Nos tempos de paz, decifra os sinais que Deus lhe envia. As pessoas dizem: ‘está louco’. Ou então: ‘vive num mundo de fantasia’. Ou ainda: ‘como pode confiar em coisas que não têm lógica? ‘. Mas o guerreiro sabe que a intuição é o alfabeto de Deus, e continua escutando o vento e falando com as estrelas”.
Manual do Guerreiro da Luz – Paulo Coelho

É muito comum os pacientes virem ao meu consultório querendo saber o seu real propósito de vida, sua verdadeira vocação, seu caminho profissional; enfim, sua missão de vida. Por não encontrá-la, sentem-se confusos, perdidos, insatisfeitos e inquietos, porque a alma é impiedosa, implacável, cobra-nos sempre que não estamos dando o nosso melhor, ou nos desvirtuando de nosso verdadeiro propósito de vida a que viemos na encarnação atual.
Mas, o que faz a maioria das pessoas não saber ao certo o que veio fazer nesta existência e, com isso, desvirtuar-se, ou mesmo se perder dos reais motivos que a trouxe à encarnação atual?
A resposta está na barreira da memória – termo usado por Freud, o pai da psicanálise, que se manifesta em forma de amnésia -, e que nos impede de lembrar, acessar as lembranças de nossas vidas passadas, bem como o nosso programa reencarnatório (é o que na encarnação atual precisamos aprender, as pessoas que precisamos ajudar, nos reconciliar, os resgates cármicos com os pais, filhos, irmãos, parentes, amigos, os maus hábitos e imperfeições, traços de personalidade que temos que mudar, experiências de vida que precisamos passar, com quem iremos casar e constituir uma família, etc.).
O programa reencarnatório está registrado no Livro da Vida que elaboramos no Astral antes de reencarnarmos, de comum acordo com o nosso mentor espiritual, que é um Espírito superior, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual.

No entanto, após o reencarne, esquecemos dele porque o planeta Terra é constituído de uma estreita faixa de forte magnetismo, que nos impede de acessarmos à nossa memória extracerebral (as experiências de nossas existências passadas estão todas gravadas em nosso perispírito, que é o nosso corpo espiritual). Sendo assim, quando a gente reencarna, automaticamente esquecemos as nossas encarnações passadas e do plano espiritual de onde viemos. Portanto, como habitantes desse planeta, estamos todos na condição de seres amnésicos, sujeitos a Lei do esquecimento, uma das leis universais.

Da mesma forma que estamos subordinados a Lei da gravidade, uma das leis da física, que puxa tudo para o centro da Terra, e que nos impede de levitar, o mesmo ocorre com a Lei do esquecimento, que nos impede de lembrar as existências passadas e o propósito dessa encarnação.
Por conta da Lei do esquecimento, explica-se porque há pessoas (talvez a grande maioria) que acham que estão aqui pela 1ª vez nessa vida terrena, e com isso, não acreditam na tese da reencarnação.
Freud chamava de “barreira da memória” a essa amnésia; os sábios sacerdotes do antigo Egito chamavam-na de “véu de Ísis”, Buda de “véu de maya (ilusão)”, e Kardec, o codificador do espiritismo, de “véu do esquecimento”. Portanto, todos tratavam do mesmo assunto, porém, utilizando-se de termos diferentes.
Kardec se referia também a esse véu como uma “bênção divina”, um presente de Deus, pois seria insuportável viver nesta encarnação se não houvesse esse véu. Sem dúvida alguma, sem a sua existência, iríamos lembrar espontaneamente de todos os erros e atrocidades cometidas em vidas passadas em razão de nossas imperfeições como espíritos em evolução, e com isso, ficaríamos muito perturbados ou surtaríamos.

Mas, se de um lado esse véu nos protege, preserva nossa integridade psicológica, do outro nos torna ignorantes, inconscientes, e pode nos levar a abandonar nosso propósito de vida, as aprendizagens necessárias, desperdiçando assim toda uma encarnação.
Certa ocasião, um médico ginecologista e obstetra me procurou, insatisfeito com sua profissão por não ter vida própria, pois sua esposa se queixava muito de que ele não participava da vida familiar em razão de seu trabalho. Ele desabafou dizendo que teve que sair às pressas do aniversário de sua filhinha que estava completando três anos, pois teve que fazer um trabalho de parto. Portanto, estava em conflito se devia ou não continuar exercendo sua profissão. No entanto, mesmo que optasse em não continuar, alegava que não conseguia se imaginar numa outra profissão.
Ao regredir, ele se viu numa vida anterior à atual como parteira, uma mulher obesa, que praticava inúmeros abortos como meio de subsistência.
Após essa regressão, veio a entender o porquê de ter vindo à vida atual como obstetra: era um resgate cármico, ou seja, como nessa vida passada praticou tantos abortos, tirando vidas, veio na encarnação atual para ajudar, desta vez, a gerar vidas. Saiu da terapia com a certeza de que estava na profissão certa, e que devia continuar exercendo-a.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, o mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) por conhecer profundamente o paciente, vai direto ao ponto, mostrando-lhe a causa verdadeira de seu (s) problemas (s). Em muitos casos, se assim julgar necessário, benéfico ao paciente, ele irá fazer também uma progressão, isto é, uma revelação futura em relação à sua vida.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que veio ao meu consultório sentindo uma inquietude e insatisfação muito grandes, por não saber qual era sua verdadeira vocação, sua missão de vida. Sabia que precisava fazer algo, mas não sabia o quê.

 

Caso Clínico:
Qual é a minha missão de vida?
Mulher de 22 anos, solteira.

A paciente me procurou porque sentia uma inquietude e insatisfação muito forte em razão de não saber qual era a sua missão de vida, seu verdadeiro propósito de vida.
Isso a angustiava muito, pois sua alma a cobrava de que precisava fazer algo, mas não sabia o quê; enfim, queira saber de que forma podia servir a Deus.
Católica praticante, por conta dos valores defendidos por sua religião, sentia-se também em conflito ao se envolver com um homem casado.
No entanto, não era um mero envolvimento, uma aventura, pois havia um laço muito forte que os unia. Por isso, queria entender também por que foi se envolver e se apaixonar justamente por um homem casado, já que isso contrariava seus princípios.
Ao regredir, ela me relatou: “Vejo um homem alto, usa uma roupa clara, folgada. Ele olha para mim”. (pausa).

- Pergunte quem é ele? – Peço à paciente.
” Ele é o meu mentor espiritual, diz que quer me ajudar a seguir o caminho que me foi preparado” (paciente fala chorando).

- Pergunte qual é esse caminho – Peço à paciente.
” Ele levanta a mão, apontando o indicador para cima, e diz que é o caminho de Deus. Mas, para isso, preciso seguir escutando mais o meu coração (intuição). (pausa).
Perguntei ao meu mentor espiritual se devo ou não seguir o caminho da consagração, fazendo o sacrifício a Deus, me tornando freira?
Ele responde dizendo que sim, que o meu caminho é ser uma clarista (Ordem religiosa da Igreja Católica, onde a freira faz voto de castidade, pobreza e obediência, ficando em total clausura).
O meu mentor espiritual afirma que a minha profissão é a arte (paciente estava cursando teatro), que me realizarei caso venha exercê-la, mas que isso não me completaria na plenitude. Revela que a felicidade plena só vou conseguir servindo a Deus, renunciando a tudo em total clausura.
Mas deixa bem claro que a escolha é minha. Reitera que se eu seguir o caminho da arte, não vou me sentir completa, saciada. Só vou conseguir isso, sendo clarista”.

- Pergunte-lhe por que você só se sentiria completa sendo clarista? – Peço à paciente.
” Porque é um saciar espiritual, portanto, de minha alma. Esclarece que a arte é uma expressão e também um dom de Deus, mas como clarista vou conseguir me dedicar mais a fazer obras em nome de Deus e, sendo uma pessoa comum, seria mais difícil”.

- Pergunte se você tem vocação para ser uma clarista?”- Peço à paciente.
” Diz que sim, mas é uma questão de tempo, de maturidade. Por isso, pede para terminar os meus estudos, e após isso, ainda vou ter de esperar porque para ser uma clarista, ingressar na ordem, só será possível quando estiver mais madura para me adaptar a essa nova vida”.
– Pergunte ao seu mentor espiritual por que você se envolveu e se apaixonou por um homem casado? – Peço à paciente.
“Diz que tudo está na permissão e propósito de Deus. Afirma que esse encontro foi necessário para decidir no futuro se continuo com ele para o resto da vida, ou se renuncio para ser freira. Afirma ainda que essa experiência amorosa vai me servir para não tomar o caminho da clausura por impulso ou falta de opção, como muitas fazem. Tendo esse envolvimento amoroso, pois ambos se gostam verdadeiramente (paciente nunca teve uma experiência amorosa tão intensa como essa), se eu escolher o caminho da clausura, não vou poder reclamar ou culpar a vida de que nunca tive uma experiência amorosa. Esclarece ainda que se eu não tivesse essa experiência, poderia achar a clausura uma fuga”.

- Pergunte-lhe como fica a relação com esse homem, uma vez que ele é casado? – Peço à paciente.
“Diz que aos poucos Deus irá colocar as coisas no lugar; por isso, pede para não me sentir culpada – caso ele se separe – porque tudo está nos planos de Deus. Faz parte de meu aprendizado, embora pareça errado, mas não é como eu penso, pois as coisas acontecem como tem que ser para eu amadurecer.
A experiência com esse homem faz parte também de minha missão porque é um passo muito difícil para eu aceitar uma pessoa casada. Esclarece que esse homem está angustiado porque não sabe o que fazer. Ele está em conflito, pois sua esposa é uma pessoa boa, mas não o faz feliz.
Mas revela que de qualquer forma vou passar pela experiência casando com ele, pois Deus sabe que vou precisar passar por isso para posteriormente tomar a decisão de forma madura para ser freira.

Revela ainda que essa decisão vai ocorrer por volta dos 40 anos; portanto, estarei mais madura. Reitera novamente, que tanto na profissão como atriz, bem como no casamento, não vou encontrar a plenitude que almejo porque será um sacrifício conciliar a profissão e o casamento com a minha verdadeira missão.
Fala que cada pessoa nasce para servir a Deus de uma forma, e que no caso de minha irmã ela tem vocação para o casamento, e por isso, ela se sente plena e feliz estando casada. Só que comigo essa felicidade pode não acontecer, pois no meu caso, não vim com esse propósito como missão principal nesta encarnação. (pausa).

Está sendo muito difícil ouvir isso dele porque tive de meus pais toda uma educação católica para casar e constituir uma família (a Igreja Católica desconsidera a missão particular de cada pessoa; no entanto, nem toda mulher veio na encarnação atual para casar e constituir uma família, ou seja, exercer a maternidade). Em relação ao nosso tratamento, afirma que pode ser que precise voltar à terapia daqui a alguns anos; caso precise, serei intuído por ele. O meu mentor espiritual está se despedindo, agradece ao senhor por ter sido um canal entre nós”.

 

 

 

Você é prisioneiro, refém da vida?

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

Artigo:

Por que a minha vida está travada, bloqueada, não flui, vem sempre algo para me prejudicar?
Por que os meus relacionamentos amorosos não dão certo, só atraio homens casados ou comprometidos, não consigo casar, constituir uma família?
Por que os meus relacionamentos afetivos são sempre conturbados?
Por que não me encontro afetiva e profissionalmente?
Por que sou fechado, tímido, inseguro, tenho medo de me expor em grupo, me sinto rejeitado, solitário?
Por que esse vazio, essa angústia, minha vida não tem sentido?
Por que não evoluo, não prospero financeira e profissionalmente?
Por que…

São as queixas mais frequentes (entre outras) de pacientes que passaram pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor espiritual, uma abordagem psicológica e espiritual breve, e que sofreram profundas mudanças após conversarem com os seus mentores espirituais, recebendo suas sábias orientações acerca de suas vidas e de seus problemas.
A TRE, como uma nova abordagem psicológica e espiritual, criada por mim em 2006, oferece uma terapêutica breve, segura e eficaz para curar distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos, principalmente aqueles onde a medicina oficial não encontra a causa (doenças de causa idiopática, desconhecida), bem como problemas de relacionamento interpessoal de toda ordem.
Em estado hipnótico e de relaxamento alfa e theta (transe leve e médio de aprofundamento hipnótico, sempre consciente), muitos pacientes ao regredirem às suas vidas passadas, entrando em contato com a causa verdadeira de seu(s) problema(s) e esclarecidos em como resolvê-lo(s) – através de seus mentores espirituais -, descrevem também experiências espirituais profundas e inusitadas. Essas vivências têm muito poder e acabam transformando suas vidas. Os leitores assíduos de meus artigos, que acompanham os relatos dos casos clínicos em meu site http://www.osvaldoshimoda.com, percebem as bênçãos que estes pacientes alcançaram com essa terapia.

Ao passar pela TRE a visão do paciente sobre a vida e a morte muda substancialmente, os valores se convertem, mesmo entre aqueles que se dizem céticos, incrédulos ou agnósticos. Muitas pessoas que passaram por essa terapia tiveram profundas mudanças em suas vidas. Neste aspecto, tenho o prazer de afirmar a qualquer pessoa que me pergunta em relação a essa terapia, que ela realmente funciona.
Por isso, sou imensamente grato e reverencio o Pai Maior e as forças espirituais amigas do Astral Superior (mentores espirituais dos pacientes) pelos resultados obtidos nessa terapia.

 

Caso Clínico:
Por que a minha vida está bloqueada, nada dá certo?

Mulher de 35 anos, solteira

A paciente veio ao meu consultório se queixando de que nada dava certo em sua vida, e se dava tudo vinha com muita dificuldade, com muito sacrifício. Queria entender, portanto, por que a sua vida estava travada na área afetiva, familiar, profissional e financeira.
Após o término da terapia, ela me enviou um e-mail de agradecimento pelos benefícios que essa terapia trouxe em sua vida. Vou transcrever na íntegra o seu e-mail: “Olá Dr. Osvaldo,
É com muita alegria que venho falar sobre os benefícios que obtive após passar por essa maravilhosa terapia. Como o senhor já tratou de muitos pacientes, talvez não lembre com detalhes do meu caso. Por isso, vou procurar relatá-lo de forma mais breve possível para não ocupar muito o seu tempo, pois sei que o senhor é uma pessoa muito ocupada.

Nasci de uma família de classe média, católica, sou a mais velha de quatro irmãos, a minha vida sempre foi muito difícil, muito sofrida. Passei por duas grandes enchentes em São Paulo, onde a minha família perdeu tudo. Meu pai era bancário e minha mãe professora, vivíamos (eu e meus irmãos) indo de casa para a escola, mas sempre tudo foi muito complicado: nasci a fórceps, contraí todas as doenças infantis possíveis e imagináveis, sempre caía e quebrava algum osso; na adolescência era o patinho feio, fazia tudo para agradar, parecia que uma nuvem negra andava sobre minha cabeça; tudo, mas tudo mesmo, dava errado. Passava de ano sempre com muita dificuldade, me esforçava tanto, vivia estressada, daí apareciam as alergias, era horrível! Com muito custo terminei a escola.

Enquanto as meninas da minha idade se preocupavam em namorar, eu tinha que cuidar da casa e dos meus irmãos. Tentava trabalhar fora, pois não aguentava mais ficar como “empregada”. Mandava currículos, os entrevistadores ligavam para marcar a entrevista e quando chegava lá parecia que eu era o ‘demônio’, era impressionante, me ignoravam ou me destratavam. Isso aconteceu por várias vezes. Então, resolvi ficar em casa mesmo, cuidando dos serviços domésticos.
Meus pais não entendiam por que eu não conseguia nada; era sair de casa e algo dava errado. Um dia estava indo procurar emprego, e dentro do ônibus, sentada na cadeira do corredor, a pessoa do lado abriu a janela e do nada senti algo atingir meu rosto: alguém, fora do ônibus , jogou algo tão fedido, que tive que descer do ônibus; era sempre assim. Assaltos então… Perdi as contas. E namorado, ninguém me via, eu era invisível.

Enquanto isso, meus irmãos prosperavam; meu irmão (dois anos mais novo que eu) já estava na faculdade e fazia estágio em uma multinacional; minha irmã mais velha terminara a escola com louvor e estava noiva de um rapaz muito bom; a caçula, a mais mimada, tinha tudo, ela era o meu oposto, não fazia esforço para nada e as coisas vinham para ela, sem grandes sacrifícios. Meus pais deram um carro para o meu irmão, logo que ele passou na faculdade; a minha irmã mais velha ganhou um carro do noivo, e eu andava de ônibus sempre lotado. Não consegui tirar a carta de motorista, então deixei pra lá. Já me acostumara com as dificuldades de minha vida.

Eu tinha uma energia tão ruim, era uma coisa tão esquisita, que até a minha família se cansou de mim, já nem mais participava de nada, pois tudo o que eu ia fazer dava errado. Vivia no meu cantinho, com a minha tristeza, um grande vazio, sem perspectiva, sem nada.
Naquela altura do campeonato, com 35 anos, já tinha ido a todos os lugares, buscado todas as religiões, tudo o que me ensinavam eu fazia. Nem preciso falar sobre a minha autoestima, um medo de tudo, um horror! Ah, consegui fazer também terapia, com muito custo, sem esquecer que o terapeuta faltava mais do que ia às sessões.

Então, um belo dia, folheando uma revista no consultório de meu terapeuta, li uma reportagem do senhor e fiquei impressionada. Pela primeira vez na vida senti alegria. Saí do consultório ainda com o que li a respeito de sua terapia. Liguei, mas como tudo em minha vida sempre vinha com muita dificuldade, sua secretária na ocasião falou que a lista de espera era de seis meses; na hora, fiquei decepcionada, mas pensei: Tenho seis meses para levantar o dinheiro. Deixei meu nome na lista e aguardei ansiosa para a minha entrevista de avaliação. O ‘dia D’ chegou, saí de casa bem antes da hora, pois sabia que podia acontecer alguma coisa de ruim, isso era frequente. Cheguei antes do horário, estava muito ansiosa, nervosa. Sabia que não era certo depositar todas as fichas em uma pessoa, mas confiei, acreditei. O senhor me passou tanta confiança na nossa entrevista inicial, lembro que ao relatar todos os acontecimentos de minha vida quase acabei com sua caixinha de lenços, o senhor lembra?
Eu só queria entender por que minha vida era tão difícil, tudo acontecia comigo, tudo truncado, em todos os aspectos: familiar, financeiro, relacionamento, tudo mesmo. Eu lembro que na minha adolescência não era tão revoltada, mas era triste; então, eu pensava: se era para passar por tudo aquilo em minha vida, que passasse com consciência e resignação.

Bom, o dia da 1ª sessão chegou, lembro-me que choveu tanto que quase não consegui chegar, mas já estava acostumada. Para a minha decepção, não consegui quase nada nessa primeira sessão, fiquei triste, tão chateada, mas o senhor me falou que era devido à minha ansiedade, e que eu tivesse fé. Na semana seguinte, lá estava eu, e veio então à história de minha vida passada que foi a causa, que desencadeou todo o sofrimento da vida atual.

Eu me vi como uma mulher com vestido de época – era mais ou menos no ano de 1830, tinha uns 19 anos, era morena, muito bonita, mas muito má. Conheci um homem, que se chamava Afonso, muito rico, ele era viúvo e tinha três filhos (depois identifiquei como meus três irmãos de hoje; por isso, eu tive que me dedicar a eles).
Esse homem acabou se apaixonando por mim, ele achava que eu podia cuidar dele, da casa e também dos seus filhos. Eu, particularmente, estava de olho no dinheiro dele. Aceitei me casar com ele e fiz da vida daquelas crianças um inferno. Barrava tudo o que elas queriam fazer, colocava remédio para dar dor de barriga para que eles não conseguissem estudar, viviam deitados, tinham febre… Meu marido não entendia, ele dizia: ‘meus filhos sempre foram saudáveis, nunca me deram trabalho, por que agora estão sempre doentes’? Eu respondia: – meu amor acredito que seja porque estou cuidando deles como a mãe que eles não tiveram. Já lhes falei que não quero ficar no lugar dela, mas eles fazem questão de me afrontar; não quero fazer intriga, mas veja como eles estão doentes.
Desta forma, fiz com que o meu marido ficasse contra os filhos; este era meu intuito: tirar aquelas pestes da minha vida, não aguentava mais o choro, as brigas, tudo. Consegui mudar tudo naquela casa, não queria que nada lembrasse a ‘finada’, que se chamava Cecília. Por isso, troquei todos os empregados, era uma pessoa que se não gostasse de algo ou de alguém, dava um jeito de mudar, não queria saber se aquela pessoa iria sofrer se tinha família; enfim, eu era muito mimada, as coisas tinham que ser do meu jeito.

Dr. Osvaldo, quando voltei da regressão, não conseguia parar de chorar, pensei: como pude ser tão ruim, infantil com todos naquela vida passada? Eu me sentia a pior das pessoas; realmente, merecia passar por tudo o que estava passando na vida presente.
Cheguei em casa, a minha irmãzinha caçula da vida atual estava no portão, eu a abracei com tanto amor e carinho, ela não entendeu nada, mas eu sabia o que tinha feito. Eu falei para ela: ‘te amo, minha irmãzinha querida, você merece tudo de bom, merece ser feliz, me perdoe por tudo o que fiz, por favor’. Ela me abraçou, e começamos a chorar. Da mesma forma, fiz com meus outros dois irmãos: pedi perdão do fundo de meu coração; pela primeira vez, vi minha família unida, senti uma grande alegria.
Ainda faltava mais uma sessão, tinha que saber o que tinha acontecido com o meu marido daquela existência passada?

Na última sessão, senti no consultório um calor tão gostoso, senti também um cheiro de rosas, vi um homem e uma mulher, estavam de branco e nas roupas tinham detalhes que pareciam de ouro. Intui que era o meu marido Afonso daquela vida passada e a mulher dele, a Cecília, a que tinha falecido; comecei a chorar, não conseguia olhar para eles, sentia vergonha do que tinha feito naquela vida passada, pedi perdão. Afonso me falou: ‘Minha querida e amada irmã, como você evoluiu! Estamos tão felizes por seu crescimento, é para você que deve pedir perdão, não para nós; somos apenas companheiros de viagem, apenas instrumentos para que possamos alcançar a perfeição, perdoe-se! Cecília pegou a minhas mãos, mas me sentia tão sem graça, que não olhava diretamente para ela, ela sorriu, passou as mãos em meu rosto e me disse: ‘Você está livre, minha menina; estamos aqui torcendo por você, vá e viva!’.

Dr. Osvaldo, o senhor me perguntou naquela sessão se eu queria fazer alguma pergunta ao casal; na verdade, eu só agradecia, e um sentimento de amor tomou conta de mim, pois realmente me sentia livre. Eles agradeceram, e os vi indo embora. Desta forma, consegui entender que tudo que acontecia de errado na encarnação atual, na verdade, era a minha alma que cobrava, ou seja, eu que me cobrava, estava me autopunindo por ter prejudicado àquela família da vida passada. Saí do seu consultório leve, pois tinha obtido a resposta, havia entendido a causa de meu problema. E aconteceu exatamente como o senhor havia me dito, antes de iniciarmos as sessões de regressão, de que ‘A Verdade Vos Libertará’, como dizia o mestre Jesus Cristo.

Dr. Osvaldo, já se passou um ano após o término da terapia, e a minha vida hoje é outra. Já estou no primeiro ano da faculdade de Psicologia, consegui um emprego na empresa em que meu irmão trabalha que é na área de RH, também estou namorando, ele é um homem muito bom e honesto, estamos planejando casar.

Enfim, Dr. Osvaldo, estou tão feliz, que gostaria que todas as pessoas soubessem da mudança que essa terapia provocou em minha vida. Se o senhor quiser, autorizo a publicar o meu caso, pois, da mesma forma que fui beneficiada ao ler o caso clínico que o senhor publicou em seu site e, com isso, me fez procurar essa terapia, acredito que outras pessoas serão também beneficiadas ao lerem o meu caso.

Agradeço a Deus, ao casal Afonso e a Cecília (meus mentores espirituais,) e ao senhor; rezo para que tenha muita saúde e que possa continuar a ajudar um maior número de pessoas. Que Deus te abençoe”!

 

 

 

Vida Afetiva

Como psicoterapeuta e estudioso do comportamento humano, sempre tive interesse em saber como se processam mudanças efetivas no comportamento das pessoas e, em especial, das que apresentam problemas na esfera amorosa, até porque é grande o número de pacientes que me procuram por este motivo em meu consultório.

A dificuldade que muitos encontram em lidar com essa área da vida se reflete também nos romances, novelas, canções populares, onde comumente se fala de amor, traição, ciúmes, rejeição, amor não correspondido, incompreensão, etc.
Portanto, é grande o número de pessoas que está em constante busca – sem êxito -, de uma relação amorosa. Esta é uma dificuldade que parece afetar mais frequentemente as mulheres do que os homens (a clientela que me procura por esse motivo é predominantemente feminina), provavelmente porque as mulheres são mais sensíveis em suas necessidades de amor (não que os homens não o sejam) e, portanto, menos capazes de se adaptarem à falta de amor.

Desta forma, as que vivem sozinhas justificam que só aparecem em suas vidas homens problemáticos, complicados, casados, ou que não querem se envolver e não estão disponíveis. Em vista disso, é comum muitos seres humanos levarem uma vida cheia de limitações, frustrações e angústias, cultivando o sentimento de não ser amado e/ou nunca poder vir a sê-lo; todavia, mais comum ainda é a pessoa pular de um relacionamento amoroso malsucedido para outro, ou mesmo estar em constante crise pela incapacidade de resolver seus problemas afetivos.

Sendo assim, as queixas e indagações mais frequentes que ouço em meu consultório são: “Por que os meus relacionamentos amorosos não dão certo?”;
Por que nunca amei e nem fui amada?”;
Por que os meus relacionamentos amorosos são tão complicados, conturbados?”;
Por que só atraio homens que são agressivos, violentos, possessivos, ciumentos, mesquinhos de afeto, que me desvalorizam?”;
Por que não consigo gostar de alguém, me vincular afetivamente?”;
Por que não consigo me desvincular desse homem, embora saiba que esse relacionamento não vai me levar a lugar algum?”

Freud, o pai da psicanálise, definiu felicidade como “sexualidade e sociabilidade naturais, espontânea satisfação pelo trabalho e capacidade de amar”.
O insucesso amoroso, em muitos casos, é decorrente da incapacidade de amar, ou seja, do medo da intimidade (medo de se envolver e acabar sofrendo uma nova desilusão amorosa).
Por conta desse temor, inconscientemente homens e mulheres “selecionam” pares não disponíveis, ou mesmo com medo também de se envolverem.
No entanto, na maioria dos casos, o encontro entre um homem e uma mulher não é fortuito, acidental, como muitos creem, mas fruto de um resgate, de uma pendência cármica. É o que constato em meu trabalho com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Ao conduzir mais de 20.000 sessões de regressão, onde milhares de homens e mulheres passaram por essa terapia para resolverem os seus problemas afetivos, apenas em alguns casos não consegui estabelecer um elo de vidas passadas. Sendo assim, não tenho dúvidas em afirmar que muitos casais nesta vida atual já estiveram juntos também em existências passadas. É, portanto, um resgate cármico.

Observo também na minha prática clínica, que todo relacionamento cármico costuma ser recheado de conflitos, é truncado, difícil, doloroso, não “ata” e nem “desata”, com idas e vindas, ou seja, de encontros e desencontros. E, por mais que o casal tente sair desse relacionamento, não consegue, por conta do vínculo de amor e ódio que se criou.

Ressalto aqui, que os seres humanos – encarnados e desencarnados – se unem não só pelo amor, mas também pelo ódio. Estão, portanto, ligados por laços psíquicos, energéticos advindos de vidas passadas. Nesses relacionamentos conturbados, frequentemente a TRE, através do mentor espiritual do paciente (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), revela a causa desse conflito, para que o casal possa se libertar das amarras (bloqueios) de seu passado.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que me procurou porque tinha muito medo da intimidade, ou seja, de se entregar afetivamente no seu relacionamento com o namorado.

Caso Clínico:
Medo da Intimidade
Mulher de 28 anos, solteira.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de sua insegurança, medo de ser abandonada pelo namorado caso viesse a contrariá-lo ou desagradá-lo. Por conta desse temor, não conseguia verbalizar, expressar clara e diretamente sua insatisfação ou contrariedade diante de determinadas atitudes por parte do namorado. Desta forma, se fechava num mutismo ou explodia chorando, mas sem expressar verbalmente o que a incomodava.
Embora sentisse afeto, amor pelo namorado, tinha também muita dificuldade de se entregar nesse relacionamento, de manifestar o amor que sentia por ele, pois achava que se fizesse isso se sentiria vulnerável, fragilizada, e correria o risco dele se aproveitar de sua “fraqueza” e vir a abandoná-la.

Desde criança sempre foi muito fechada, introspectiva, sentia uma tristeza, melancolia profunda, um vazio e falta de motivação pela vida, sem encontrar um motivo real que justificasse esses sentimentos. Em reuniões sociais, preferia se isolar – ficava observando e ouvindo às pessoas -, e pouco falava. Reservada, não se abria nem com os seus familiares.
Ao regredir me relatou: “Vejo três crianças – uma menina e dois meninos – me levando para o portão (é um artifício técnico que utilizo na regressão de memória para que o paciente o atravesse como um portal que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo físico. Em verdade, esse portão simboliza a barreira da memória, o” véu do esquecimento do passado” de Allan Kardec). Eu reconheço a menina, é a mesma que aparece em meus sonhos desde os meus 15 anos de idade (pausa).
Elas estão agora me ajudando a atravessar o portão. Essas crianças são entidades espirituais desencarnadas, estão vestidas com um roupão branco até os pés. Sinto também a presença de meu mentor espiritual, embora não o veja, sei que ele está próximo desse portão (muitos pacientes costumam visualizar o seu mentor espiritual, enquanto outros não o veem, mas intuitivamente sentem a sua presença).
Atravessei o portão e agora estou vendo uma névoa. O lugar me parece ser Londres. Vejo homens e mulheres andando numa rua de paralelepípedos. Eu sou mulher, estou andando por essa rua. Uso um vestido preto, pesado, comprido e armado, típico daquela época antiga (paciente não soube precisar em que época).
Eu me sinto perdida, confusa, fui abandonada pelo meu marido. Sinto que ele é o meu namorado da vida atual (paciente começa a chorar).
Eu não entendo por que ocorreu esse abandono”.

- Volte para antes dessa cena, retroceda para ver o que aconteceu para você ser abandonada – peço à paciente.
” Sinto agora que o meu mentor espiritual me puxou dessa cena, isto é, da rua onde estava nessa vida passada para ficar como uma telespectadora. Ele me pede para apenas observar as cenas de meu passado; faz questão de me lembrar de que essas cenas não existem mais e que esses sentimentos de dor e falta de vontade de viver que senti nessa vida passada não me pertencem mais.
Vejo agora que eu e o meu marido vivíamos uma vida de muita privação, de muita pobreza, embora não tivéssemos filhos.
Nós nos amávamos, mas ele foi em busca de um ganho fácil e me abandonou sem me explicar nada, simplesmente saiu de casa para viver com uma mulher mais velha do que eu. Era uma mulher de posses, e eu acabei ficando sozinha (paciente chora copiosamente)”.

- Avance mais para frente nessa cena, prossiga – peço à paciente.
” Eu saio caminhando pelas ruas e nunca mais volto para onde a gente morava. Ando sem rumo, sem perspectiva, caio no auto-abandono, eu definho”.

- Como você se sente? – Pergunto-lhe.
” Ele não podia ter feito aquilo! Ando pelas ruas perambulando”. (Pausa).

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço-lhe novamente.
” Perdi a alegria, a vontade de viver, porque não aceitei essa separação. Eu nunca mais o vi… O meu mentor espiritual está me dizendo que nessa vida passada eu devia me desapegar e aprender a amá-lo de forma real, sem cobranças.
Deixei de aproveitar e aprender lições importantes. Fala que foi uma vida em que pouco aprendi porque senti muita mágoa e uma rejeição profunda. Diz ainda que eu tinha que aprender a renunciar aos sentimentos de posse, de apego e deixar o ser amado seguir outros rumos. Mas eu quis que ele ficasse do meu lado. Agora ele volta a mostrar a cena daquela vida passada. Estou caminhando na rua, sem destino, sem objetivo. Eu me vejo suja, com roupas esfarrapadas, sofrida depois desse abandono, sem a menor preocupação de me desvincular do amor não correspondido.
O meu mentor está me dizendo também que eu poderia ter feito muitas coisas diferentes.
Poderia exercitar o verdadeiro amor pelo próximo trabalhando em comunidades com pessoas que como eu estava passando pelos mesmos problemas. Esclarece que se tivesse feito isso, ao invés de me enclausurar na amargura, haveria um reencontro entre eu e o meu marido dessa vida passada para ajustes e aí nós estaríamos vivendo o amor que sentíamos de forma diferente, sem a carga ilusória que nos alimentava. Sendo assim, viveríamos situações que nos levariam ao amadurecimento”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada – peço à paciente.
” No meu desencarne, levei sentimentos de tristeza e melancolia muito profundos. São os mesmos sentimentos que trago em meu perispírito (corpo espiritual) na vida atual. Fica claro o porquê desde criança sinto um vazio, tristeza e melancolia tão profundas. Após o abandono nessa existência passada, não me vejo relacionando com ninguém. Eu me fechei, não conversava com as pessoas, eu me tornei uma indigente, morava na rua. A impressão que me vem é que surtei, fiquei totalmente alienada de mim e da realidade que me cercava. Vivia alheia a tudo, sobrevivia comendo restos de comida nos lixos. A vida não tinha mais importância. Ainda trago na vida atual esse fechamento, isolamento e melancolia. Também trouxe o medo da perda, de ser abandonada. Com o abandono naquela existência, eu me isolei, enclausurei, sem compartilhar com ninguém a minha dor. Explica também o porquê de hoje ter receio de expressar o meu amor pelo meu namorado.

Na vida atual, ainda acredito que se expressar verbalmente o meu verdadeiro sentimento por ele, vou ficar vulnerável, fragilizada, porque na vida passada eu me entreguei totalmente e ele me abandonou. O meu mentor está me dizendo que aquela vivência passada era o máximo que o meu namorado da vida atual poderia ter feito. Ou seja, dentro de sua consciência e evolução espiritual da época, pelo sofrimento da falta de dinheiro, ele optou em ficar com uma mulher de posse. No entanto, após o meu desencarne, ele ficou sabendo que me tornei uma indigente. Isso o fez se sentir muito culpado e, após falecer também, levou consigo o peso da culpa. Ele carrega ainda na vida atual esse sentimento, embora não tenha consciência disso (a barreira da memória não o deixa lembrar).
O meu mentor espiritual esclarece ainda, que tanto eu quanto o meu namorado somos o reflexo das nossas vivências, dos estudos e esclarecimentos que tivemos no astral (mundo espiritual) e, em outras vidas passadas. Mas o medo dele errar novamente comigo ainda é muito grande, embora o laço que nos une seja de amor.
Diz ainda que há muitos desafios a serem vencidos entre nós. Todavia, fala que uma vivência harmoniosa nos espera, pois há um compromisso que aceitamos antes de reencarnamos na vida atual, de trazermos seres de luz (filhos) de nossa união. Porém, o livre-arbítrio existe em nossas atitudes e será determinante para que isso aconteça. Ele reafirma que cada qual é responsável por aquilo que decidir fazer. E que nós não pertencemos uns aos outros, mas que compartilhamos a existência lado a lado.

O meu mentor espiritual esclarece ainda: “Todas as pessoas com as quais já convivemos, estamos convivendo e iremos conviver, são na verdade companheiros de uma mesma viagem, de uma mesma jornada. A verdade nos ensina que ninguém se realiza e nem caminha para a realização sem os outros.
Mas, para que isso aconteça ninguém pode exigir que os outros (pais, filhos, marido, mulher, amigos, etc.) lhe carreguem a existência, isto é, caminhem por você nas estradas da vida. Os outros serão nossos cooperadores, associados e companheiros, enquanto isso se fizer necessário, ocorrendo o mesmo conosco em relação a eles. Em vista disso, ama as pessoas sem prendê-las.
É possível um dia em que tanto você quanto essas pessoas não consigam mais permanecer inteiramente juntas em face de novas tarefas que a vida lhes reserva. Enquanto a viagem durar, todos irão adquirir experiências e se aprimorarem mutuamente. Aceite-os como se mostram sem querer modificá-los. Lembre-se: as pessoas não nos pertencem. Deixe-as viver e siga adiante na construção da vida melhor em si mesma. Quando uma relação acaba – qualquer relação -, você deve agradecer à vida a oportunidade de ter tido esse relacionamento.
As pessoas vêm, vão e levam um pedacinho de você. Se ficar apegada pelo fato de seu relacionamento amoroso não ter dado certo, irá impedir o seu crescimento, a sua evolução. Enquanto durou, ambos aprenderam.
As pessoas são passageiras em nossas vidas. Entretanto, se você viver em função do passado, se olhar para trás (continuar), vai “virar uma estátua”. O apego de se olhar para trás é que atrapalha a sua vida, a paralisa, impede-a de viver. Permita ser feliz, se deixe ser feliz, não se apegue àquela vida passada.
Abra seus olhos, deixe sair essa criança maravilhosa de dentro de si.
Tire todo o peso das costas, seja mais relaxada, menos tensa. Tenha um rosto mais alegre, sorridente. Em verdade, felicidade é tudo o que está em sua volta.
Se você passar a gostar verdadeiramente de si mesma, tiver autoestima, tudo vai melhorar em sua vida. Viva o hoje.
Faça a sua parte que o universo faz o resto.
Visto por esse ângulo, é possível haver o aprendizado pleno: o amadurecimento de seu namorado e as curas do que ocorreu no seu passado. Mas isso será fruto do merecimento de cada um”.

O meu mentor ressalta que a própria vida se encarregará de providenciar os encontros necessários, pois os frutos dos medos e da insegurança de minha parte, ainda bloqueiam esse caminho.
Mas diz que basta eu estar atenta para não deixar que esses sentimentos me influenciem, e, com o coração cheio de serenidade e amor, tudo se resolverá a contento brevemente. Estou sentindo aqui no consultório a presença do meu mentor e daquela menina que junto com aqueles dois meninos me ajudaram a atravessar aquele portão no início da regressão. Essa menina aparece em meus sonhos na vida atual há muitos anos. Ele fala que essa menina pode ser a minha filha na encarnação atual”.

Após passar por mais duas sessões de regressão, a paciente estava se sentindo mais solta, mais expansiva com as pessoas. Não sentia mais aquele vazio, tristeza sem fim e melancolia profunda.
Estava mais motivada pela vida, pois não sentia mais o medo de ser abandonada pelo namorado. Ao invés de entrar num mutismo ou explodir em prantos quando ele a desagradava, agora estava conseguindo dialogar, verbalizar sua insatisfação, bem como demonstrar afeto pelo namorado.