O poder da prece sobre os espíritos obsessores

Os leitores assíduos de meus artigos em meu site pessoal (www.osvaldoshimoda.com) já devem ter percebido que a oração do perdão (impresso que entrego aos meus pacientes) é um instrumento, um recurso terapêutico indispensável por sua eficácia no tratamento da desobsessão espiritual.

Em minha estatística, 90% dos pacientes que vêm ao meu consultório se a obsessão espiritual (ser desencarnado, desafeto do paciente, seja desta ou de outras vidas, por ter sido prejudicado, movido a ódio e desejo de vingança, quer a qualquer custo ajustar contas com o paciente) não for a causa primária, é sempre uma causa secundária, agravante de seu(s) problema(s).

Apenas 10% dos casos, a causa é puramente psicológica, não havendo, portanto, nenhuma interferência espiritual provocando ou agravando seu(s) problema(s).
Esse percentual altíssimo de 90% dos casos de pacientes com interferência espiritual obsessora em meu consultório se explica, obviamente, por sermos espíritos em evolução, portanto, passíveis de erros, frutos da ignorância, falta de esclarecimento acerca das leis universais.

Sendo assim, por conta das más ações praticadas no passado, sobretudo em vidas passadas, ganhamos inimigos que podem reencarnar juntos em nosso convívio familiar, social, profissional, ou continuarem no astral inferior, nas trevas, como obsessores desencarnados (os piores inimigos são aqueles que a gente não vê, pois se aproveitam de sua condição de invisibilidade para nos prejudicar).

São esses seres espirituais que – na maioria dos casos – sabotam, dificultam ao máximo a vinda dos pacientes ao meu consultório, ou mesmo durante o tratamento, não deixando que os mesmos se concentrem nas sessões de regressão, semeando dúvidas para que desacreditem na eficácia dessa terapia.
Por isso, faço questão de lembrar aos meus pacientes a máxima de Cristo: “Orai e Vigiai”.

Desta forma, para que o paciente tenha êxito nessa terapia, a TRE(Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, é imprescindível a fé, a prece, principalmente se o obsessor espiritual for um espírito endurecido, rancoroso e vingativo. Mas, quando o paciente tem fé, faz a oração do perdão de coração em sua casa após eu prescrevê-la, com humildade e bons sentimentos, isso irá amainar o ódio desse ser espiritual. E isso também o encorajará a pedir ajuda para os espíritos amparadores de luz, que o levarão ao astral superior.

Vencido pelo cansaço (muitos vêm obsediando o paciente há séculos) e desejosos de se reabilitarem, aceitam serem levados para a luz.
Mas, antes de eu recomendar ao paciente para fazer a oração do perdão, é necessário nessa terapia que ele converse com o seu obsessor espiritual nas sessões de regressão para que saiba o que fez para ele nas vidas passadas.
Entretanto, é o mentor espiritual do paciente que determina se ele irá ou não revivenciar o que fez ao seu desafeto espiritual. Em muitos casos, o mentor espiritual prefere revelar, não o deixando reviver cenas de como o prejudicou, por serem fortes, chocantes. Mas quando necessário, o faz regredir, rememorar o passado.
Eu me recordo de um paciente em que numa das sessões de regressão, seu mentor lhe mostrou e também ao seu obsessor espiritual – que estava presente no consultório – uma cena de uma vida passada.

Após ver toda a cena, o obsessor espiritual, aos prantos, pediu perdão ao paciente, pois veio a perceber que ele não fora o causador de sua morte. Ele achava que o responsável fora o paciente que o delatou na vida passada e, com isso, acabou sendo enforcado naquela vida.
Chorava, pedindo perdão pelo erro que havia cometido (o obsessor espiritual o perseguiu implacavelmente, obsediando-o durante 300 anos).

Após o paciente tê-lo perdoado, aceitou prontamente ser levado para a luz.
Portanto, na maioria dos casos, é necessário que o paciente saiba o que fez ao obsessor para que faça a oração do perdão de coração, consciente do mal que lhe causou no passado, pois uma prece feita com arrependimento sincero, vinda do coração, sem dúvida, é muito mais eficaz.

Caso Clínico:
Sem rumo na vida
Homem de 42 anos casado.

O paciente veio ao meu consultório querendo saber qual era o seu verdadeiro propósito de vida. Apesar de ser bem sucedido financeira e profissionalmente, estava perdido, sem rumo na vida. Antes, sabia do que queria, traçava metas claras e as concretizava. Mas veio a perceber que canalizou toda sua energia apenas no lado material, ou seja, no financeiro e profissional, esquecendo o lado espiritual (uma grande parcela da população – talvez a maioria – vive o seu cotidiano apenas para o trabalho, estudo, família, esposa, filhos, lazer, viagens, etc., e se esquece de desenvolver o lado espiritual, seu verdadeiro propósito de vida).

Por isso, ele sentia um vazio, insatisfação (a alma é impiedosa, nos cobra quando nos desvirtuamos de nosso verdadeiro propósito a que viemos na encarnação atual).

Já havia pensado em fazer uma terapia de regressão, pois chamava sua atenção esse lado espiritual. Só depois que leu os meus artigos é que tomou a firme decisão de me procurar.
Queria entender também por que as pessoas mais próximas – pai, irmãos e primos – eram tão dependentes dele em todos os aspectos. Com isso, acabava sendo “o pai” de todos.

Após passar por três sessões de regressão, na 4ª sessão, o paciente me relatou: “Vejo um gramado vasto, o sol no fundo, e um lago no meio desse jardim. Tem também uma pedra enorme na frente do lago, com um desenho entalhado… Não consigo ver esse desenho. Vejo um monte de borboletas nesse jardim. Sinto muita paz… Agora, aparece um leão, surge na minha frente… É uma coisa bem feroz (nessa terapia, é comum o ser espiritual obsessor plasmar em forma de um animal feroz – o que chamamos de zoantropia – para atemorizar o paciente).
Ele não quer que eu continue, prossiga nessa terapia. É uma coisa ruim, meio sem cor, preto e branco”.

- Veja quem é esse ser espiritual das trevas?
“É o meu inimigo… Diz que o enforquei numa vida passada. (pausa).
Falo para ele que não quero o seu mal e, sim, o seu perdão por ter feito justiça com as minhas próprias mãos… Ele mudou de feição, está chorando”.

- Pergunte-lhe se quer buscar à luz?
“Diz que quer… Vejo agora uma mulher muito bonita, veste uma túnica branca, irradia muita luz. Revela que é a minha mentora espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual). Fala que vai ajudá-lo, levá-lo para a luz. (pausa).
Vejo flores, continuo nesse jardim (o paciente estava descrevendo o jardim do astral superior), cheguei perto do lago, me deu sede… A água é bem limpa, cristalina. Estou com vontade de beber essa água. (pausa).

Vejo dois anjos em cima de uma pedra enorme. Sai uma luz muito forte deles, são muito bonitos, eles passam muita paz. Falam que vão meu ajudar. Eu lhes agradeço de coração. Afirmam que vão me ajudar em tudo que eu for fazer daqui para frente. (pausa).

Agora, mudou o cenário… Estou em Roma, numa outra encarnação, em cima de uma biga (carro romano de duas ou quatro rodas atrelado com dois cavalos).

Têm umas pontas de lança nas duas rodas. Sou alto, uso uma saia de couro, sou um soldado romano. Uso um capacete, sandália também de couro com as tiras entrelaçadas nas pernas. Estou dentro de uma arena… As pessoas aplaudem… O meu adversário está entrando também na arena. Vamos lutar… Cortei a sua cabeça com uma espada, a platéia entra em delírio, me aplaudem. À minha esquerda, está a platéia, à direita é onde ficam o rei e a nobreza. Não queria fazer isso, saio triste da arena, fui obrigado a fazer aquilo, pois fizeram a minha família como refém. (pausa).

Voltei novamente para a cena daquele jardim, para o lago. Os anjos me pegaram pelo braço, estou voando, estão me levando… Vejo uma luz muito forte do meu lado direito… É um grupo de espíritos de luz.
Vejo a silhueta deles em forma humana – são homens e mulheres, me cumprimentam… Sinto (intuo) que todos eles fazem parte de minha família espiritual (é a nossa família de origem, de onde viemos no astral superior e retornaremos após o nosso desencarne).
A minha mentora espiritual revela que vim ao consultório do senhor para aprender, evoluir espiritualmente. Fala que está na hora de evoluir, que tenho muita coisa ainda para fazer nesta encarnação”.

- Pergunte à sua mentora espiritual qual é o seu verdadeiro propósito de vida?
“Ajudar muita gente, e que ainda vou descobrir como. Diz que vai me revelar mais para frente. Pede para fazer a oração do perdão para aquele ser que foi levado para a luz e outros que ainda estão nas trevas”.

Na sessão seguinte (5ª e última), o paciente me relatou: “Vejo novamente aquele lago límpido e cristalino da sessão passada. Minha mentora espiritual está do outro lado do lago. Pede para ir nadando em sua direção. Tenho medo de entrar nesse lago, mas ela pede para não ter medo, diz que a água vai ajudar a limpar o meu perispírito (envoltório que cobre o nosso corpo espiritual).
Atravessei o lago, cheguei nela… Ela me diz que sou bem-vindo, que estava me esperando faz tempo”.

- Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro propósito de vida?

“Você sabe, meu filho! Você reencarnou nesse plano terreno para ajudar às pessoas ao seu redor dando amor, carinho. Mas não se resume só à sua família, é bem mais amplo. Você acabou se desvirtuando de seu verdadeiro propósito”.

- Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você se desvirtuou?
“Trabalhando muito, atendo-se apenas ao lado material. Você não era assim, parou de pensar na espiritualidade, no amor, no bem, enfim, em tudo aquilo que o faz feliz. Todos os seus parentes de hoje sofreram muito em suas mãos, em várias encarnações. Por isso, está aí nessa jornada terrena para resgatar o mal que lhes causou. Você os maltratou de todas as formas no passado, mas não será útil lhe revelar como”.

- Pergunte-lhe por que você os trata como se fosse o pai deles?

“O pai é aquele que dá o maior amor. É assim que você vai reverter o que fez com eles no passado, por não ter lhes dado amor”. (pausa).

- Pergunte à sua mentora espiritual se ela tem mais algo a lhe dizer deles?

“Deles, não tenho mais nada a lhe dizer. Vamos dar um passo de cada vez. Estou aqui para te mostrar o que precisa saber, mas tudo na hora certa”.

- Pergunte em relação ao nosso tratamento, se ela tem mais algo a lhe revelar?

“Fala que por enquanto não, que talvez eu precise voltar mais para frente à essa terapia. Caso precisar, irá me orientar. Esclarece que irá se comunicar comigo em sonho. Pede para continuar fazendo a oração do perdão por mais dois meses. Revela que não só aquele ser obsessor foi levado à luz, mas vários outros seres obsessores, graças a oração do perdão que venho fazendo.

Diz também que a minha nuca não está esquentando tanto como antes (os obsessores provocam peso, pressão, dor e, muitas vezes, ardume na nuca), mas afirma que ainda há outros seres que terei que ajudar a serem levados para a luz. Por isso, pede para continuar fazendo a oração do perdão. Revela que o nome dela é Marta, que estará sempre me ajudando; diz que sou uma pessoa muito boa. Está se despedindo, indo embora”.

Como fortalecer a sua fé em momentos de crise?

Diante das adversidades, dificuldades da vida, nada o abala e o esmorece. Você é assim? Se não é, como fortalecer a sua fé em momentos de crise?

Quando tudo vai bem, é fácil afirmar que se tem fé; agora, quando as coisas não vão bem, nada dá certo em sua vida, você continua mantendo sua fé?

Ou entra em desespero?
No meu entender, somente diante das adversidades da vida é que testamos a nossa fé, ou seja, se temos ou não a verdadeira fé. Neste aspecto, a nossa fé é testada diante das vicissitudes, dificuldades que a vida nos impõe. Não há quem escape desse teste, dessa lição.

O próprio mestre Jesus teve que passar por esse teste, por momentos terríveis e, o pior, em público. Na via – crúcis foi açoitado, humilhado e, na cruz, esvaindo-se em sangue acabou morto ao lado de ladrões. Justo ele que pregava o amor em vez da violência, o amor ao inimigo – que é a coisa mais difícil de se praticar. Sem dúvida alguma, ele foi um homem maravilhoso que passou à humanidade ensinamentos profundos, principalmente, no que refere à fé.

Por isso, somente nas crises, nos momentos mais difíceis da vida que aprofundamos, fortalecemos a nossa fé. Por isso também, que esclareço aos meus pacientes que a TRE(Terapia Regressiva Evolutiva) – método terapêutico de auto-conhecimento e cura criado por mim em 2006 – é, sobretudo, um ato de fé.
Muitos pacientes vêm à essa terapia (sem saber) para aprofundar, fortalecer a fé em si e na existência do plano invisível. Ao conversarem com os seus respectivos mentores espirituais ficam profundamente emocionados e gratos por terem se conscientizado que nunca estiveram sozinhos nesta jornada, que os seus mentores espirituais nunca os abandonaram, e que sempre os ajudaram, principalmente nos momentos mais difíceis, dolorosos de suas vidas.

Portanto, faço questão de esclarecer aos leitores de meus artigos, que a TRE é muito mais que uma mera terapia, mas, uma bênção, um presente de Deus, pois é ela que propicia esse encontro mágico, sagrado entre o paciente e o seu o mentor espiritual, seu conselheiro e amigo fiel, que muitos sequer ouviram falar, ou se já ouviram falar nunca conversaram pessoalmente com ele.

Caso Clínico:
Por que sou tão inseguro, indeciso, tenho dificuldade de tomar decisões?
Homem de 46 anos, casado, dois filhos.

Paciente me procurou por conta de sua indecisão, insegurança, medo de errar, de tomar decisão. Isso estava também o prejudicando em seu trabalho, pois seu chefe cobrava dele uma postura mais firme, proativa. Na hora de tomar uma decisão, por ter medo de errar, ficava paralisado, bloqueado. Em sua vida pessoal, conjugal, pelo fato de seu casamento estar “morno”, sentia-se insatisfeito, pensava em se separar da esposa, mas não conseguia, ficava em dúvida, inseguro.
Desde sua adolescência tinha também problema de digestão (sentia que a comida ficava parada, que não tinha feito uma boa digestão). Fez vários exames médicos, mas não constatou nenhuma anomalia.

Após passar por três sessões de regressão de memória, na 4ª sessão, ele me relatou: “Vejo um banco de um jardim e uma mulher sentada. Ela usa uma roupa antiga, de época, e um chapéu. Ela está sozinha, deve ter entre 28 a 30 anos. Ela tem pele branca, magra, é uma moça bonita. Ela espera por alguém nesse banco do jardim. (pausa).
Vejo agora essa moça num cemitério, com túmulos de pedra. Ela caminha só e pensativa. (pausa).
Vejo também um soldado, usa uma roupa antiga de exército, chapéu e um rifle. Ele está em cima de um cavalo… Acho que sou eu na vida passada… Tenho a impressão que esse soldado saiu e não voltou mais… Aparece novamente a cena daquela moça sentada no banco do jardim. Ela está sentada, sempre pensativa…Tenho a impressão que ela está esperando por mim, mas não apareço”.
Na sessão seguinte (5ª e última), o paciente me relatou: “Vejo aquela moça do banco, mas, dessa vez, só aparece o rosto dela sorridente (nesta terapia, é comum um ser desencarnado, das trevas ou da luz, aparecer ao paciente mostrando só o rosto; ocasionalmente, aparece mostrando o corpo todo).

- Pergunte a esse ser espiritual se ele tem algo a lhe dizer?
“Ela me diz para que não fique tão desanimado… Agora apareceu novamente aquela cena do banco do jardim , ela sentada me esperando. (pausa).
Eu me vejo como aquele soldado com um uniforme vermelho e branco… Estou numa taberna, é uma época bem antiga. Estou bebendo bastante. Sinto remorso…Tem a ver com aquela mulher. Eu a abandonei, sem falar com ela. Não queria compromisso. Estou sozinho nessa taberna”.

- Avance mais para frente nessa cena.
“Aquela moça está no cemitério de novo olhando para os túmulos… Acho que sou eu que estou enterrado nesse cemitério”.

- Veja como você morreu nessa vida passada?

“Estou doente, não foi uma morte trágica, mas de doença e solidão. Estou num quarto, na cama, debaixo de um cobertor. Pareço estar mais velho, de barba e cabelo grisalho. Eu me sinto cansado, doente. (pausa).
Após minha morte física, tomei consciência de que a prejudiquei, abandonando-a. Morri cansado, sem forças. Um espírito de luz tentou me levar, mas eu não queria ir(paciente relata chorando).
Queria desfazer o que fiz com aquela moça, eu me sentia culpado e também envergonhado por tê-la abandonada. Mas mesmo assim, ela vem no cemitério me visitar. Ela tinha um amor profundo por mim e eu joguei tudo, não a valorizei (paciente chora copiosamente).
Agora, vejo a minha esposa da vida atual. Tive vontade de largá-la também, mas algo sempre me impediu para não repetir o mesmo erro dessa vida passada”.

- Quem você acha que sempre o impediu de fazer isso?
“Foi essa moça dessa vida passada… Acho que ela é a minha mentora espiritual. Vejo um navio, ela está embarcando, e estou perto dela em espírito. Após a minha morte física fiquei acompanhando os seus passos. Eu queria me comunicar, falar com ela, queria pedir desculpas pelo que fiz. Mas ela embarcou naquele navio e nunca mais a vi. Foi a última vez que a vi”.

- Pergunte se ela tem algo a lhe dizer?
“Ela me mostra aquela taberna, eu bebia muito, e foi isso que me levou a adoecer  provocando a minha morte. É como se tivesse me suicidado de forma inconsciente(é o que chamamos de suicídio indireto).

Ela me revela que o problema de digestão que tenho hoje vem dessa vida passada, pois bebia muito. Por ter abusado em demasia da bebida e também da comida, o meu perispírito(corpo espiritual) ainda se ressente. Por isso, hoje tenho um limite, não posso abusar da comida e muito menos da bebida”.

- Pergunte à sua mentora espiritual como você pode superar esse problema digestivo?
“Diz que tenho que ter consciência que abusei muito da bebida e da comida naquela vida passada e, por isso, o meu corpo espiritual traz seqüelas desse abuso. E isso está refletindo no meu corpo físico. Afirma que tenho que ter resignação e aceitar essa limitação do meu corpo físico, pois não o tratei como devia naquela vida passada”.

- Pergunte-lhe de onde vem sua insegurança, dificuldade de tomar decisão?
“Revela que a causa vem de uma vida mais antiga, anterior àquela vida passada…Vejo uma cena de um homem muito seguro, arrogante, posição financeira muito boa…Sou eu numa outra existência passada.Tomei uma decisão sem pensar, de forma arrogante, e deu tudo errado, perdi todo o meu dinheiro. Dali em diante, fiquei inseguro, tinha medo de tomar decisão, de vir a errar novamente. Eu era muito arrogante, excessivamente autoconfiante, e isso fez com que eu perdesse todo o meu dinheiro. Fiquei muito inseguro, traumatizado psicologicamente. A minha mentora espiritual me esclarece que é por isso que hoje tenho medo de tomar uma decisão em meu trabalho. Fico paralisado quando tenho que tomar uma decisão por medo de errar novamente”.

- Qual é o seu verdadeiro propósito de vida?
“A minha mentora espiritual me diz que é cuidar de minha esposa e filhos. Diz ainda que a minha esposa não é tão evoluída espiritualmente, por isso ela precisa de mim (paciente fala chorando).
Ela não tem evolução tão grande, por isso preciso ajudá-la, não posso abandoná-la”.

- Pergunte à sua mentora espiritual como você pode ajudá-la?
“Estando do lado dela, tendo paciência, não deixá-la sucumbir.Ela me esclarece que sou um pouco mais evoluído que a minha esposa, e por isso tenho condições de ajudá-la, dando-lhe apoio.
Esclarece também que vim à essa terapia um pouco antes do momento desejável, ou seja, eu me precipitei. Mas que num outro momento, quando estiver mais tranqüilo, mais sereno, terei que voltar novamente ao seu consultório, pois o resultado não foi 100% porque bloqueei muito o nosso trabalho, duvidando do que eu trazia nas nossas sessões de regressão.
Diz ainda que isso ocorreu pelo momento estressante que estou passando em meu trabalho, bem como pela minha falta de fé na existência do plano espiritual. Isso fez com que eu dificultasse a conexão com ela. Ela afirma que a minha fé está sendo testada, que quando a gente está bem é fácil dizer que tem fé; agora, quando a gente passa por uma dificuldade é que se testa se temos mesmo a verdadeira fé. É isso que ela precisava dizer para mim nessa terapia.

A minha mentora espiritual está se despedindo, agradece ao senhor pela oportunidade que teve – através dessa terapia – de conversar comigo”.

A Verdade liberta?

Conhecendo a causa de meu(s) problema(s) vou resolvê-lo(s)?
Esta é a pergunta mais comum que os pacientes me fazem antes de passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual) – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006. Em verdade, essa terapia vai de encontro com a máxima secular de Cristo “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Em minha prática clínica – já conduzi mais de 20.000 sessões de regressão de memória – constatei que essa máxima é realmente libertadora. A maioria de meus pacientes quando entra em contato com a causa de seus problemas se libertam das amarras (bloqueios) de seu passado, resolvendo, portanto, os seus problemas.
Não obstante, como o ser humano é um fenômeno singular, com características e sintomatologia únicas e, por isso de acordo com o jargão médico “cada caso é um caso”, há pacientes que não se transformam de imediato após seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) lhes mostrar a causa de seu(s) problema(s). Mas por que ocorre isso?
Porque ainda não estão prontos, maduros para se libertarem de seu passado, das amarras de seu passado, seja desta (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas. Tendo conhecido a verdade, ainda terão que passar por outras experiências de vida como parte de suas aprendizagens e colocarem em prática o que o seu mentor espiritual lhes revelou nessa terapia. Só assim irão se libertar, resolver os seus problemas.

Sendo assim, quero esclarecer mais detalhadamente ao leitor como funciona a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual.


O paciente que se submete a essa terapia passa por duas etapas:

  1. a) Conscientizadora: nessa etapa, o mentor espiritual de cada paciente irá lhe revelar – através da regressão de memória – a causa de seu (s) problema (s) e fará também uma progressão(revelação futura), caso seja necessário .É importante esclarecer aqui que o mentor espiritual só revela ao paciente aquilo que irá ajudá-lo; portanto, jamais revela algo que irá prejudicá-lo, ou que não irá acrescentar ao seu crescimento, aprendizado.
    As lembranças de vidas passadas (experiências traumáticas), reprimidas no inconsciente, são afloradas ao consciente através da regressão de memória, que o leva à compreensão das origens de seus problemas atuais.

    b) Transformadora: muitos pacientes, ao tomarem consciência da causa de seus problemas, de imediato se transformam, resolvendo, portanto, os seus problemas.
    Mas, para outros, apenas a conscientização de experiências traumáticas reprimidas nas profundezas do inconsciente não será suficiente ainda para a cura ou solução de seus problemas. É necessário que esse paciente trabalhe consigo mesmo, colocando em prática no seu cotidiano o que foi revelado pelo seu mentor espiritual. Ele passa a compreender que o passado é passado, que realmente já foi, e que as experiências traumáticas de outrora não deverão mais exercer influências prejudiciais em seu presente. Quando o paciente melhora a si mesmo, melhora também em relação ao seu ambiente familiar, conjugal, social e no trabalho. Em decorrência de sua mudança interna passa a ver a si, aos outros e ao mundo sob uma nova ótica.

    Para passar por essa terapia, agendo inicialmente com o paciente uma entrevista de avaliação a fim de conhecê-lo melhor (história de vida), compreender com mais detalhes os problemas que o afligem, bem como o esclarecimento necessário de como funciona essa terapia. Após a entrevista, já em seguida, o paciente passa por uma sessão de regressão de memória, e, no final desta, vou avaliar pela minha experiência clínica o número de sessões que o paciente terá que passar (para que ele obtenha um resultado mais efetivo, normalmente são necessários de 5 a 10 sessões de regressão de memória).

No final dessas sessões, seu mentor espiritual irá fazer uma avaliação da necessidade ou não de se prosseguir com o tratamento (se o mentor espiritual é responsável diretamente pela evolução espiritual do paciente, obviamente, conhece-o profundamente, sabe de suas virtudes, fraquezas e necessidades, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Portanto, é a pessoa mais indicada, com mais autoridade para fazer essa avaliação. O meu papel, enquanto terapeuta, é o de abrir o canal de comunicação para que o mentor de cada paciente possa se comunicar diretamente com ele, e orientá-lo acerca de seus problemas, bem como a sua resolução).

No final do tratamento, muitos mentores dizem ao paciente que o trabalho foi bem concluído, ou seja, o paciente teve êxito, resolveu o(s) seu problema(s) – e, portanto, não há mais necessidade de prosseguir com a terapia.
Outros, avaliam que ainda há necessidade de se prosseguir com a terapia, pois precisam mostrar, revelar-lhe outras experiências de seu passado. E há ainda aqueles que dizem que o paciente necessita continuar com o tratamento, mas, não por ora, pois precisa colocar em prática o que lhe foi revelado. Afirmam que mais para frente terá que retornar à terapia. Nesse caso, o paciente é intuído pelo seu mentor a me procurar ou a necessidade irá levá-lo a me procurar novamente ).

Caso Clínico:
Dispareunia (dor no ato sexual).
Mulher de 25 anos, solteira.

Veio ao meu consultório, por conta de seu problema sexual. Em suas relações, embora tivesse desejo sexual, sentia muita dor, impedindo que o namorado prosseguisse, deixando, evidentemente, ambos frustrados.
Sofria também de fobia social (medo de falar, de se expor em público).
Em reuniões no trabalho, quando chegava a sua vez de falar ficava ansiosa a ponto de não conseguir falar (gaguejava, dava um “branco”). Tinha também medo de assumir cargos de responsabilidade (gerência), por conta de sua insegurança, falta de autoconfiança e baixa autoestima. Com isso, ficava estagnada, não era promovida, não tinha ascensão profissional.
Desde criança, exalava também um forte odor nas axilas (segundo a paciente, não havia desodorante que segurasse o mau cheiro do seu suor, e isso a deixava muito constrangida).

Ao regredir, ela me relatou: – “Vejo o meu mentor espiritual. Ele é magro, claro, carequinha – o corte de seu cabelo é estilo franciscano, com uma franjinha. Veste uma túnica branca, está na entrada do portão (é um recurso técnico que utilizo nessa terapia).

Meu mentor espiritual quer me mostrar algo… ”

- Veja o que ele quer lhe mostrar? – peço à paciente.
“ Ele me leva para dentro de uma mata… É uma floresta. É uma cena de uma vida passada.
Vejo um homem a cavalo. Ele desce e vem em minha direção (ela começa a chorar).
Acho que ele me estuprou. Ele é jovem, bonito, mas eu pensava que fosse outro homem. Na verdade, estava esperando outro homem”.

- Veja o que aconteceu para ele te estuprar? – pergunto à paciente.
“Ele me enganou, armou tudo para me estuprar, me confundindo para pensar que era aquele homem que eu esperava.
Após o estupro, ele me largou dentro dessa mata. Volto para casa arrasada, mas não conto a ninguém”.

- Você mora com quem? – Peço à paciente.
“Moro com a minha família. Sou solteira, mas não vejo os meus familiares. A gente mora no campo, é uma época antiga onde as pessoas andam a cavalo (paciente não as veem, mas intui essa vida passada). Estou preocupada porque engravidei”.

- Vá prosseguindo nessa cena – peço à paciente.
“O homem de quem eu gostava casou com outra mulher. Na verdade, ele não gostava de mim, eu que gostava dele. Como fiquei grávida, sem o pai da criança, fui muito discriminada, fiquei largada. Na época, não se aceitava uma mãe solteira”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe novamente.
“Não me casei, ajudava a cuidar dos filhos das minhas irmãs. Era muito ligada à minha família (até hoje na vida atual, a paciente me disse que não gosta de sair da casa de seus pais, pois é muito ligada à família)”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço à paciente.
“Estou velha, continuo morando na casa de meus pais. Eu me sinto frustrada, pois não me casei, não tive um companheiro, embora a minha família me desse apoio e carinho.
Tenho muita raiva desse homem que me estuprou. Ele era um conhecido da família, tinha planejado me estuprar, e depois foi embora.

- Vá para o momento de sua morte – peço-lhe novamente.
“Acho que morri de velhice. (pausa). Vem à mente que deveria ter aproveitado mais essa vida, ter batalhado, mas era muito passiva. Após minha morte física, não consigo me mexer, sei que morri, mas fico estagnada. O meu mentor espiritual vem me ajudar.
Ele tenta me levar para outro lugar (Astral Superior), mas estou prostrada, morri, mas o meu espírito não consegue sair de meu corpo… Agora, ele conseguiu me tirar”.

- Veja para onde ele te leva? – peço à paciente.
“Leva para um jardim muito bonito (é o jardim celestial).
Fico um tempo descansando nesse lugar. Ele explica sobre essa encarnação passada. Esclarece que esse estuprador ficou com raiva de mim porque estava interessado em mim, mas não o correspondia. Disse que depois do estupro, ele se arrependeu, mas acabou sumindo.
Pede para perdoar esse homem. Fala que nem tudo pode ser revelado nessa terapia (a paciente não estava ainda preparada para saber, compreender, ou iria prejudicá-la em sua aprendizagem); portanto, somente o que precisava saber me foi revelado. Afirma que só pelo fato de ter me conscientizado da causa de meu problema sexual, que trago na vida atual como consequência desse estupro, vai me ajudar a superá-lo”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual de onde vem esse bloqueio de falar, de se expor em público? – peço à paciente.
“Diz que parte desse bloqueio vem dessa vida passada em que fui estuprada, pois as pessoas me questionavam querendo saber o motivo de minha gravidez e, com isso, eu evitava qualquer contato social, isolando-me. Mas a verdadeira causa desse bloqueio vem de outra vida passada. Ele quer me mostrar alguma coisa dessa outra existência… Ele me mostra uma cena. Eu era um xerife da época do velho oeste americano. Vejo as pessoas (habitantes da cidade) jogando algo em mim, revoltados, por eu ter falado algo. Fujo para o meu escritório e fico lá. Eu me sinto muito mal, foi algo que prometi a essas pessoas e não cumpri. Acabo sendo expulso da cidade. Isso arruinou a minha carreira.
Meu mentor não me revela o que prometi à população. Mas é algo que não podia cumprir e tinha consciência disso.
Queria mostrar serviço, competência, mas sinto remorso. Diz que isso reflete na vida atual de eu ter receio de assumir cargos de responsabilidade e de falar em público. Na verdade, tenho medo das cobranças e de não atender as expectativas das pessoas como ocorreu nessa vida passada em que era muito inseguro e, por isso, queria mostrar serviço, mas isso agravou mais ainda a minha insegurança.
Esclarece ainda que o medo que adquiri das cobranças da população daquela cidade, mais a experiência do estupro que me levou ao isolamento, ao recolhimento social, estavam causando na minha vida atual o bloqueio de falar em público. E o forte odor que exalo das axilas é uma forma de defesa, como um escudo de proteção.
Afirma que o odor nas axilas é uma forma inconsciente de afastar as pessoas de mim; por isso, preciso me perdoar”.

- Pergunte ao seu mentor como você pode superar todos esses problemas? – peço à paciente.
“Reitera que tendo consciência da causa de meus problemas, aceitando essas revelações como verdadeiras, e não como fantasiosas, e compreendendo-as, vou conseguir superá-los”.

- E esse bloqueio de não ter ascensão profissional, de onde vem? – Pergunte ao seu mentor.
“Vem também dessa vida passada em que fui xerife. Esclarece que tive problemas estomacais antes de vir às sessões de regressão porque estava com medo de passar por essa terapia e saber a verdade a meu respeito. Mas pede para não me preocupar, reafirma novamente que vou superar todos esses problemas”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual se devemos continuar com o tratamento? (era a 5ª sessão de regressão).
“Diz que está encerrada a 1ª fase do tratamento, pois vou ter que digerir todas as informações que me foram reveladas.
Ressalta que terei que voltar novamente à terapia para a 2ª fase, e aí sim, vou me libertar definitivamente das amarras de meu passado.

Por ora, eu precisava somente saber dessas informações sobre os fatos causadores de meus problemas. Diz também que foi ele quem me intuiu para vir a essa terapia, e que demorei em decidir começar porque não estava ainda preparada para passar pela TRE.
Agradece ao senhor (referindo-se a mim como terapeuta) e elogia bastante o seu trabalho, enquanto facilitador da abertura de nossa comunicação. Faz questão de afirmar que o seu trabalho é muito sério por entender que muitos ainda não valorizam essa terapia como deveria por desinformação, preconceito, enfim, por ignorância em relação à espiritualidade”.

 

 

 

A vida começa com o nascimento e termina com a morte?

A visão da ciência materialista de que a vida começa com o nascimento e termina com a morte tende a reforçar a crença de muitos de que “morreu, acabou tudo”. Obviamente, quem pensa assim, acredita que para resolver seu sofrimento, suas dores, a saída é a morte.
No entanto, muitos pacientes que pensavam dessa forma, após terem passado por fortes experiências espirituais pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006 -, e conversado com o seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), recebendo suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução, mudaram radicalmente sua visão sobre a vida e a morte e saíram dessa terapia com a firme convicção de que a morte não existe e, portanto, o suicídio não é a solução.
A psicologia e a psiquiatria oficial, ancoradas numa visão materialista do ser humano de que “a vida começa com o nascimento e termina com a morte”, não aceitam a visão integral do ser humano (mente, corpo e espírito) e, portanto, que somos seres espirituais imortais.

Desta forma, a tese da pluralidade das existências, ou seja, da reencarnação, obviamente também é ignorada pela ciência médica e psicológica. Sendo assim, a psicologia oficial acredita que somos como somos desde a infância e a personalidade humana se forma nos primeiros anos de vida da criança. Ou seja, o ambiente familiar, através dos pais, irá moldar a personalidade da criança.

Essa tese, evidentemente, tende a reforçar o vitimismo dos filhos, tornando-os adultos revoltados que responsabilizam os pais pela sua infelicidade e pelo que são em razão da educação que tiveram. Quero esclarecer aqui que não estou de maneira alguma eximindo os pais de sua responsabilidade como educadores; o que defendo é que os pais não são totalmente responsáveis pela formação da personalidade da criança e suas atitudes como a psicologia apregoa.

Na verdade, já encarnamos com uma personalidade definida, pois trazemos de outras existências tendências e traços de personalidade negativos e positivos. Em outras palavras, trazemos latentes de outras encarnações – em nosso perispírito (corpo mental e emocional) -, as características individuais de nosso modo de pensar, sentir e agir.
Sendo assim, os pais apenas reforçam, mantêm ou atenuam os traços de personalidade de seus filhos, tendências negativas ou positivas, que trazem de vidas passadas. Cabe, portanto, aos pais, como educadores, observarem essas tendências negativas e buscarem atenuá-las ou corrigi-las.

Portanto, reencarnamos nesta vida terrena por dois motivos: 1) Viemos para nos curar dessas tendências (maus hábitos e imperfeições), tais como: autoritarismo, arrogância, prepotência, orgulho, egoísmo, inferioridade, desvalorização, maledicência, etc.;
2) Reparar erros do passado (resgate cármico), frutos de nossas imperfeições, que hoje, no atual estágio de consciência, de evolução em que nos encontramos, consideraríamos como atos bárbaros, atrozes, mas que no passado eram vistos como naturais, normais, por conta dos valores das culturas nas quais estávamos inseridos. Ainda hoje, por exemplo, em muitas culturas tribais, matar crianças que nascem aleijados, com retardo mental ou outra deformidade é uma prática comum, pois elas não serão úteis e funcionais para a comunidade. Degolar e trazer a cabeça de um líder guerreiro inimigo, era visto como um feito louvável e admirável por muitos povos.

Como seres espirituais em evolução, obviamente, cometemos erros no passado por falta de esclarecimento, consciência, enfim, por ignorância das leis universais. No entanto, do ponto de vista da evolução espiritual do ser humano, o que o impede de evoluir não é o erro em si, mas não ter consciência de estar errando e, com isso, repetir os mesmo erros em várias encarnações, inclusive na vida atual.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, assim denominei por ela colaborar na evolução do ser humano, o mentor espiritual do paciente irá mostrar nessa terapia a causa de seus problemas, sua resolução, bem como as aprendizagens necessárias, mas o seu maior benefício é o paciente saber quais os erros que vêm cometendo em suas várias encarnações, o que só saberia após o seu desencarne no Astral.

Caso Clínico: Depressão
Homem de 41 anos, casado, três filhos.

O paciente veio ao meu consultório se queixando de um depressão profunda (estava há 55 dias de licença médica, afastado do trabalho). Ele achava que a causa de sua depressão vinha de um “trauma de sua infância”, ou seja, acreditava que a causa de seu problema vinha de um ambiente familiar ruim gerado por sua mãe. Sentia-se, portanto, vítima de uma mãe desequilibrada que depreciava o valor dos filhos, sempre os comparando com os outros, dizendo-lhes que nada do que faziam estava certo. Pelo fato de sua mãe depreciá-lo, acreditava ser ela a causadora de sua depressão e insegurança. Desta forma, se sentia um refém, um revoltado com a educação que a sua mãe lhe dera. Ao regredir, o paciente me relatou: “Alguém está falando comigo (nesta terapia, o paciente se comunica com um ser espiritual das trevas ou da luz em pensamento, intuitivamente)… Ele diz que é responsável pela minha evolução espiritual… Na verdade, esse ser espiritual é a minha mentora espiritual.
Ela diz que eu matei o meu pai de uma vida passada; o matei por maus tratos. Após ter tirado a sua vida, acabei me matando, me suicidei. (pausa).
Após a minha morte física, fui parar num lugar de muito sofrimento (o paciente estava se referindo ao umbral, que é um plano espiritual das trevas), um lugar de gritos, tristeza, escuridão, choro, de muito frio, de muita dor… Fui perdoado pela minha mãe dessa vida passada, que é a minha mãe de hoje”.

- Pergunte à sua mentora espiritual de onde vem a sua depressão? – peço ao paciente.
“Vem do umbral, dessa região de sofrimento e dor; são resquícios, emanações desse lugar que trago à vida atual (é comum nessa terapia, muitos pacientes descobrirem que sua depressão vem do umbral, dessa região de sofrimento). Ela me diz que eu e o meu pai nos amávamos, e o que aconteceu entre nós foi uma tragédia. Após tirar a sua vida, me atirei de um penhasco; minha mãe sofreu muito, pois ela teve duas perdas de entes queridos ao mesmo tempo.
Minha mentora espiritual revela também que o meu pai dessa vida passada não é o mesmo de hoje. Diz que o meu pai dessa encarnação passada é o meu melhor amigo de hoje, que não vejo há muito tempo.
Por causa dessa tragédia, minha mãe se tornou uma pessoa muito infeliz, mas ela acabou me perdoando e, graças ao seu perdão, consegui sair do umbral e, em seguida, reencarnar na vida presente. Minha mentora espiritual diz que lhe causei muita dor e por isso ela traz ainda essa amargura na vida atual”.

- Pergunte à sua mentora espiritual por que ela te revelou essa vida passada?
“Diz que foi para me libertar e parar de culpar minha mãe pela minha depressão. Ressalta que é graças à misericórdia de minha mãe, de ela ter me perdoado, que saí do umbral e pude reencarnar.
Revela também que hoje tenho medo de altura porque me suicidei jogando-me do penhasco. Fala para eu rezar, cuidar de minha esposa e filhos, voltar a trabalhar, que as coisas materiais virão naturalmente. Afirma que preciso cuidar de meu lado espiritual estudando e frequentando um Centro Kardecista, pois preciso melhorar como pessoa. Para eu crescer espiritualmente, diz que preciso ser mais simples, humilde, não pensar tanto. Diz ainda que a vida é simples, a gente é que complica. Fala que está muito feliz por eu ter vindo a essa terapia para saber a causa de minha depressão e, com isso, parar de culpar minha mãe. Fala ainda que tem respeito e admiração pelo trabalho do senhor. (pausa). Agora, ela está se despedindo, indo embora”.

Após o término da terapia, o paciente me mandou um e-mail: “Dr. Shimoda, sinto-me ótimo, parece que acordei de um pesadelo, ainda meio atordoado com o véu que se abriu sobre meus olhos. É com profundo sentimento de respeito e gratidão que lhe escrevo estas linhas, pois nesses dias que estive com o senhor nessa terapia, minha vida se transformou totalmente, nunca tinha sentido tanta paz e tranquilidade, nunca!

Principalmente, porque estava a tanto tempo afastado de meu trabalho, tomando medicamento antidepressivo para combater o desejo de sumir, a raiva, irritação, tristeza, agonia, agressividade, a vontade de ficar longe de tudo e de todos, não conseguindo sequer atender ao celular. Foi nesse estado que cheguei ao seu consultório.

Sempre fiz autoanálise, com conhecimentos superficiais e limitados, partindo do pressuposto que a origem de meus problemas vinha de “traumas de infância”, o que me colocou em uma situação terrível e lamentável, pois sempre atribui à minha mãe a culpa do meu problema. E o pior, quanto mais acreditava nisso, mais me distanciava de Deus, mais erros e injustiças cometia, e com isso mais tristeza gerava para todos à minha volta.

Passei minha vida toda acreditando que meus problemas vinham de minha mãe, mas, passando por essa terapia, minha mentora espiritual sabiamente me conduziu à minha liberdade (esta terapia vai de encontro com máxima secular de Cristo “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”), pois é assim que me sinto hoje em relação aos meus problemas. Agora entendo que essa depressão tinha outra fonte de origem, a qual não podia imaginar, ou seja, nunca tive “traumas de infância”, mas, sim, resquícios de uma vida passada. Minha mãe me salvou duas vezes: na primeira me livrou do umbral para que eu pudesse reencarnar, pedindo com tamanha misericórdia para que retornasse novamente como seu filho; e a segunda me levando ao senhor, a essa terapia, pois foi ela que me trouxe ao seu consultório, pois sozinho, nunca teria ido, pois estava desacreditado de tudo, e se a verdade não me fosse revelada nessa terapia, continuaria culpando a minha mãe pelos meus problemas.
Quero agradecer a Deus Pai por sua infinita bondade e misericórdia; à minha mentora espiritual que me protege sempre; à minha mãe… Não tenho palavras; ao meu pai, sinto orgulho em ser seu filho; à minha esposa, sua voz é um bálsamo para o meu coração; às minhas irmãs, por não ter paciência necessária para entendê-las; aos meus filhos, que me amam tanto, e aos meus amigos que se manifestaram e me apoiaram.

Dr. Osvaldo, caso o senhor entenda que essa mensagem possa ajudar outras pessoas, autorizo sua publicação”.

Um grande abraço!
 

A doença como fator de mudança

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

O corpo é um instrumento que a nossa alma usa para nos mandar mensagens. E as doenças são recados que a alma manda usando o nosso corpo físico sempre que a gente deixa de fazer o melhor, nos alertando que estamos nos desvirtuando do verdadeiro caminho (muitos se encontram ignorantes, alienados no campo espiritual e não têm consciência de que não estão por acaso nesta vida terrena, que estão para aprender, reparar erros cometidos em vidas passadas e, com isso, evoluir, enquanto seres humanos).
Visto por esse ângulo, a doença faz parte de nosso aprendizado, e a dor e o sofrimento são necessários à evolução humana, pois é um processo de depuração para o progresso da alma.

Cristo dizia que as contusões do corpo fortalecem nossa alma, nos tornam mais humildes.
A doença pode ser utilizada também pela espiritualidade para limitar as atividades de uma pessoa, por exemplo, fazendo com que ela repense o seu materialismo excessivo e se conecte mais com o espiritual (é comum as pessoas negarem a existência do plano espiritual, das forças invisíveis, dando às costas à espiritualidade).
É o caso de muitos médiuns que vieram, reencarnaram com os canais mediúnicos bem abertos, mas esquecem (o véu do esquecimento não os deixa recordar suas existências passadas) que quando estavam no astral assumiram o compromisso de usar a sua mediunidade para ajudar às pessoas que prejudicaram no passado.
Sendo assim, a doença nesses casos se instala para que muitos desenvolvam a humildade, a aceitação, a resignação, o respeito às leis da vida, a compaixão, a tolerância, o amor, a generosidade.

Outros ainda contraem uma doença para se desapegar da possessividade, do controle, e têm várias perdas em suas vidas para aprenderem também a se desapegar.

Mas é importante ressaltar que a doença e o sofrimento não são punitivos, um castigo divino como muitos creem, mas, sim, educativos, um fator de mudança. Quantas pessoas após experimentarem sofrimentos intensos por conta de uma doença mudam radicalmente, passam a dar mais valor à vida, a valorizar mais o espiritual e menos o material, e esquecem as futilidades que antes tanto valorizavam?
Esses indivíduos aprenderam, cresceram, evoluíram com o sofrimento.
O materialista que não vê senão o corpo (acredita que só existam a matéria, as coisas visíveis, palpáveis, concretas e mensuráveis), que não considera a existência do espírito, da alma, não pode compreender essas coisas.

As pesquisas do Dr. Raymond Moody Jr. (médico norte-americano, autor do Best Seller “Vida depois da vida”) com pacientes que passaram por situações de quase morte (pacientes que tiveram paradas cardiorrespiratórias, e que foram ressuscitados pelos médicos) relataram experiências espirituais inusitadas (em espírito, saíram de seus corpos físicos, viram e ouviram o que se passava e o que era falado pela equipe médica, tiveram encontros no plano astral com parentes desencarnados, anjos, mentores espirituais etc.) que os transformaram profundamente, tornando-os mais humanos e espiritualizados.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, os pacientes ao revivenciarem nas sessões de regressão experiências traumáticas de suas vidas passadas, causadoras de seus problemas, e após entrarem em contato com parentes desencarnados, mentores espirituais (seres desencarnados responsáveis pela nossa evolução espiritual) e outros seres de elevada evolução (Mestre Jesus, sua mãe Maria, mestres ascensionados da Fraternidade Branca, anjos, arcanjos, etc.) transformaram-se também profundamente.
Os leitores que vêm acompanhando os casos clínicos descritos por mim em meu site http://www.osvaldoshimoda.com, sabem dos inúmeros benefícios obtidos pelos pacientes que passaram por essa terapia.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que sofria de endometriose e dificuldade de engravidar.

Caso Clínico:
Endometriose e dificuldade de engravidar.
Mulher de 28 anos, casada.


Veio ao meu consultório querendo entender por que desenvolvera a endometriose (inflamação da membrana mucosa que reveste o útero internamente) há dois anos. Chorava de dor por conta das cólicas fortíssimas que sentia constantemente. A paciente tinha também o útero retrovertido (invertido). Por conta de um cisto hemorrágico passou por uma cirurgia e teve que extrair o ovário e a trompa direita.
Após novos exames constatou-se que a endometriose tinha migrado para o intestino, e ao se submeter à outra cirurgia foi tirada uma parte de seu intestino.
O outro motivo que a fez procurar a terapia era sua dificuldade de engravidar. Mesmo não tomando pílula anticoncepcional, não conseguia engravidar.
O sonho de seu marido (mais dele do que dela, já que nunca pensou em casar e tampouco ter filhos) sempre foi de ter um filho. O fato dela não conseguir engravidar gerava brigas constantes no casal.
Quando tomava medicação às dores cessavam e o avanço da doença também, mas se parava, as dores voltavam novamente.

Ao regredir, a paciente me relatou: “Estou sozinha numa praia isolada, longe de casa. Sou branca, uso um vestido longo, clarinho, meus cabelos são compridos. Sou moça, devo ter uns 20 anos. É outra vida. Fui nessa praia para pensar”.

- Em quê?– pergunto à paciente.
“Tenho que escolher, sinto-me angustiada (paciente começa a chorar). Estou grávida… Tenho medo de contar à minha mãe”.

- Você tem pai? – Eu lhe pergunto novamente.
“Ele nos abandonou, foi morar com outra mulher. Tenho que ajudar minha mãe lavando roupa numa casa grande. O dono da casa me prendeu no quarto e me falou que se não cedesse aos seus desejos sexuais não iria mais nos deixar trabalhar em sua casa.
Minha mãe também trabalhava nessa casa, na cozinha.
Ela vivia dizendo que a gente tem que ser certa na vida, fazer as coisas direito. Fui levar a roupa lavada e a senhora, esposa do dono, não estava naquele dia. Ele estava com um amigo, fechando negócio.
Os dois me obrigaram a fazer sexo (paciente chora). Eu não queria.
Não posso deixar esse nenê vir, tenho medo de falar para minha mãe”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Acabei tirando o nenê. Tomei um chá, uma erva abortiva. Minha mãe não ficou sabendo, eu a convenci a ir embora. Falei que o dono da casa estava me perseguindo, mas não contei o que aconteceu realmente. Minha mãe ficou com medo, queria me proteger, e a gente foi embora. Nunca contei a verdade, ela ia ficar triste, decepcionada comigo. Mudamos para outra cidade (pausa).
Há uma guerra, vejo um monte de soldados. Minha mãe cozinha numa outra casa, e eu lavo roupa (pausa).
Vou para a guerra como enfermeira”.

- E a sua mãe? – Pergunto à paciente.
“Nunca mais a vi”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço-lhe novamente.
“Estou velha, cabelos brancos, e mais gorda. Não quis casar, achava os homens nojentos. Após o abuso sexual, não quis me envolver com nenhum homem, embora muitos me quisessem. Na verdade, fui à guerra me matar. Eu me apresentei como voluntária. Via todos os dias gente morrendo. Eu os ajudava, abreviando o sofrimento deles.
Mas não deixei ninguém cuidar de mim, nem minha mãe. Não tive coragem de voltar para ver minha mãe.
Sentia falta dela, mas antes de ir à guerra, ela ficava me pressionando para arrumar um marido. Falava que eu não podia ficar sozinha, mas nunca tive coragem de lhe dizer que abortei uma criança. Por isso, acabei fugindo, indo para a guerra”.

- Vá para o momento de sua morte, veja como termina essa vida passada? – Peço-lhe.
“Estou num quarto, acho que é um hospital. Sinto dor no peito, morri de infarto. Minha mãe veio me buscar em espírito, pois havia morrido antes de mim. Fala que eu não precisava ter escondido o ocorrido, que ela poderia me ajudar.
Ela está com um menino ao seu lado. Ele é branquinho, lindo, é o filho que abortei (paciente chora).
Ele diz que me perdoou, me chama de mãe. Minha mãe me abraça, meu peito ainda dói”.

Na sessão seguinte, 5ª sessão (última), a paciente me relatou:
“Vejo uma praia, tem uma moça sentada numa pedra. Ela é bonita, alta, usa um vestido longo, azul, tem um cabelo preto, comprido. É a minha mentora espiritual. Ela me abraça, diz que estava me esperando. Pega a minha mão e me faz sentar na pedra, junto com ela. Ela diz: – A água é a fonte da vida, você não pode negar o caminho que já estava aberto. Seu companheiro (marido atual) precisa aprender a respeitar a vida, as leis da vida. Como ele achou que podia interromper tantas vidas?
Indiretamente, ajudou às mulheres a interromperem muitas vidas. Ele facilitava o acesso às drogas abortivas (paciente me disse que antes de casar com o marido, ele vendia comprimidos proibidos, abortivos).
Ele acha que não existe a lei do retorno (causa e efeito), uma das leis universais, mas a única coisa que realmente não existe é a barganha com Deus. Enquanto ele não entender isso, a vida não vai acontecer, ele não terá o filho que tanto deseja. Mas a porta vai se abrir para o seu companheiro quando for à hora dele. Ele ainda não compreende as leis da vida, e você está sendo usada pela espiritualidade para ensiná-lo. Mas ambos têm lições para aprender disso. Você passou muito tempo não querendo construir uma família, e ele passou algum tempo impedindo essa construção, através das pílulas abortivas”.
– Pergunte à sua mentora por que você nunca quis construir uma família? – Peço à paciente.
“Diz que foi por conta daquela vida passada em que fui abusada sexualmente e com isso fiquei com medo de criar laços afetivos com um homem e constituir uma família.
Por isso, o meu marido foi colocado em minha vida para me ensinar a confiar nos homens, e eu vim para ensiná-lo a respeitar as leis da vida, pois ele é muito materialista, ainda ignorante no campo espiritual.
Minha mentora me diz que sou um canal de comunicação da espiritualidade, vim com essa mediunidade bem aflorada (paciente já trabalhou como médium de incorporação num centro espírita, mas por conta das dores fortes que sentia em função da endometriose, acabou não mais trabalhando como médium)”.

- Pergunte à sua mentora se você não exercer à sua mediunidade ajudando às pessoas, a doença vai persistir? – Peço à paciente.
“Afirma que sim, e que a doença vai persistir até a lição ser aprendida tanto de minha parte, como de meu marido.

- Quais são as suas lições? – Peço à paciente.
“ Humildade, amor materno, criar laços de família, aceitação e resignação”.

- E do seu marido? – Pergunto à paciente.
“Diz que são mais complicadas, mas as principais são: humildade, respeito às leis da vida, compaixão, tolerância, amor, generosidade.
Diz ainda que se Deus permitir, mais para frente será concedido um filho. Pede para eu voltar a trabalhar minha mediunidade num centro espírita. Ressalta que foi esse o propósito a que vim desenvolver na encarnação atual. A aceitação de minha missão tem que ser completa, de corpo e alma, assim como a aceitação da vontade de Deus.

Agora, ela está agradecendo ao nosso Pai por ter permitido esse encontro, essa terapia. Agradece também aos seus guias espirituais (a mentora estava se referindo à equipe espiritual que assessora o meu trabalho no consultório) pela oportunidade desse encontro.
Afirma que o canal desse encontro ficará aberto porque posteriormente terei que voltar novamente à terapia, e está abençoando essa casa que o senhor abriu (na verdade, o consultório é um portal da espiritualidade, dos Espíritos Superiores)”.

 

Resgate sua Fé!

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos Jr. CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

Muitas pessoas – talvez a maioria – estão esquecidas que somos seres espirituais passando temporariamente por uma experiência terrena em busca de mais evolução.

Por isso, digo aos meus pacientes que reencarnar é uma aventura única, singular. É como vestir um escafandro (vestimenta impermeável e hermética, própria para mergulhos demorados) e descer nas águas do oceano.

Na medida em que se vai descendo na escuridão das profundezas do oceano, nossa memória vai se apagando, a ponto de não lembrarmos mais quem somos, de onde viemos, e o que fazemos nesse planeta.

Da mesma forma que nós encarnados na vida terrena ao perdermos um ente querido ficamos tristes e sentimos saudades, o mesmo ocorre com os desencarnados no plano espiritual. Ou seja, quando seu ente querido reencarna na Terra é também doloroso para eles, pois deixa saudades, tristeza, embora saibam que um dia ele retornará ao plano espiritual, seu lar de origem, a sua verdadeira morada.

Não obstante, quando reencarnamos esquecemos que estamos vivendo temporariamente nesta vida terrena. Mas, ocasionalmente, bate uma saudade, nostalgia, melancolia e você não sabe do quê. Olha para o céu estrelado, vê a imensidão do universo, as lágrimas escorrem, fica confuso, sem saber por que chora (o véu do esquecimento do passado – que se manifesta em forma de amnésia – não nos deixa lembrar nesta vida terrena que somos seres espirituais).

No plano espiritual, muitos ficam inconformados por terem que reencarnar; ao reencarnar, acabam se perdendo no meio do caminho, e, como uma forma de rebeldia, entram nas drogas, bebidas, levando uma vida desregrada, trocam à noite pelo dia, recusam-se a trabalhar, estudar.

Há também encarnados que não se sentem pertencentes a nada, a ninguém, a lugar nenhum; deslocados, sentem que não fazem parte desse planeta. Desamparados e fragilizados, acham que estão “sozinhos no mundo” e, mesmo rodeados pelos familiares e amigos, experimentam uma profunda solidão.

Por fim, há os que não aguentam a pressão, as adversidades da vida e acabam abreviando suas estadias nessa vida terrena, cometendo suicídio. Acreditam que morrer é a única solução, que “acaba tudo”. Ledo engano!

A morte não existe, pois matar seus corpos físicos não irá fazê-los parar de sofrer, pelo contrário, agravarão mais ainda as suas situações. Ao saírem de seus corpos físicos, como seres espirituais que são, sentirão as dores do tiro, do veneno, da queda – caso tenham pulado de um prédio – e a tendência é irem para um lugar escuro, o astral inferior (as trevas).

Desta forma, como mutilaram seus corpos astrais (é um dos corpos sutis do nosso perispírito – corpo espiritual) com o suicídio, poderão reencarnar com problemas mentais se deram um tiro na cabeça, problemas digestivos, caso tenham se envenenado, ou poderão vir aleijados se pularam de um viaduto, e assim por diante.

Por isso, caro leitor, não entre nessa ilusão, no equívoco da visão materialista- reforçada pela ciência – de que não existe nada após a morte. Não perca as esperanças!

Você não está sozinho, desamparado como pensa equivocadamente.

Eu me recordo de um senhor depressivo, lacônico, que veio ao meu consultório com um único objetivo: saber por que apesar de 30 anos de estudos, ter participado de vários cursos espiritualistas, religiões, rituais, meditação, etc., seu mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) nunca se manifestou, conversou com ele para orientá-lo acerca de seus problemas, principalmente, os financeiros, pois estava passando por uma crise financeira muito grave. E, embora não tivesse me dito abertamente, intuí que ele iria dar cabo à sua vida por conta de seu desespero, pois praticamente estava falido.

Após ter passado pela entrevista de avaliação (anamnese), na 1ª sessão de regressão em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006, ele me relatou: “Estou vendo um jardim muito bonito, gramado vasto… É realmente um lugar de muita paz, de silêncio, calmo e tranquilo (paciente estava descrevendo o plano espiritual de luz). (pausa).

Ao fundo, vejo um senhor que usa uma túnica branca… Ele está sentado num banco”.

- Aproxime-se dele – Pedi ao paciente.

“Eu me aproximo, ele acena a cabeça me cumprimentando, e pede para que eu sente ao seu lado. Afirma que é o meu mentor espiritual, pede novamente para sentar, pois diz que precisamos conversar melhor. Digo que não, indago-lhe por que nesses anos todo ele nunca apareceu para mim, principalmente, nos momentos que mais precisei dele.

Ele me pede calma, mas falo que ele nunca me ajudou (paciente fala exaltado).

Ele me diz: – Sempre estive ao seu lado, é você que não se permite me escutar como está fazendo agora. Mantenha a calma!

Digo que me recuso a continuar conversando com ele, que vou embora, pois não quero mais ficar aqui… Estou dando as costas para ele, caminho em direção ao portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia que funciona como um “portal”, e que separa o plano terreno do espiritual, o passado do presente).

Atravesso o portão, estou de frente àquela escada que o senhor pediu para descer no início de meu relaxamento corporal (a escada é também um recurso utilizado nessa terapia para aprofundar o relaxamento do paciente).

- Suba então os degraus dessa escada – Peço ao paciente. (pausa).

Paciente abre os olhos, levanta-se, e sai do meu consultório bastante irritado, sem se despedir de mim”.

Achei que ele não iria mais continuar com o tratamento, mas, para meu espanto, ele retornou.

Surpreso, falei que não esperava que ele voltasse para o meu consultório pela forma como saiu na sessão passada. Ele pediu desculpas e me falou: “Dr. Osvaldo, depois que sai da 1ª sessão, ao chegar ao hotel onde estava hospedado, refleti melhor e pude perceber que realmente o meu mentor espiritual estava certo, ou seja, eu realmente estava fechado, não receptivo para que ele se manifestasse e viesse conversar comigo. Mas, na hora que estava refletindo sobre o que ele me falou naquela sessão, o meu celular tocou, era o meu sócio, eufórico, dando-me a ótima notícia de que havíamos ganhado a licitação de uma grande obra pública no sul do país (paciente era empreiteiro).

Por isso, vim para me despedir do senhor e lhe agradecer por tudo que fez por mim e dizer que a TRE foi além de minhas expectativas, pois somente nessa terapia que consegui finalmente conversar com o meu mentor espiritual, bem como resgatar a fé na vida e na espiritualidade. Hoje tenho plena convicção que o meu mentor espiritual existe e que está sempre me ajudando, que não estou desamparado, sozinho, como pensava”.

 

 

 

 

Desavença familiar

Nota Explicativa:

 

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos CRT – 49007 é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.
Chico Xavier

O líder de movimentos da década de 60 e Prêmio Nobel da Paz que buscava o respeito aos direitos dos negros e o fim da discriminação e segregação racial nos EUA, Martin Luther King, dizia: “Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos ainda a conviver como irmãos; o amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo”.

Suas palavras servem de reflexão para todos, pois tivemos grandes avanços tecnológicos, científicos e materiais; porém, isso não ocorreu na mesma proporção no convívio pacífico entre os seres humanos, principalmente, no lar, dentro das famílias. No meu entender, dentre todos os relacionamentos, a relação familiar é o mais importante. Mas por quê?

Porque na vida tudo passa: emprego, poder, prestígio, status, dinheiro, mas o que permanece com você é a sua família, principalmente, nos momentos difíceis da vida, ou mesmo na velhice. Onde você renova as suas energias antes de ir para o trabalho, ou nos momentos de lazer? Onde fica o seu Porto seguro? A quem você recorre quando fica doente ou em crise? É fundamental, portanto, assegurar um ambiente familiar agradável e saudável.

Mas, lamentavelmente, o que observo com os meus pacientes e nos noticiários, são fartas reportagens envolvendo desavenças familiares que, muitas vezes, acabam em tragédias, em assassinatos.
Por que há famílias que se dão muito bem, enquanto que em outras estão sempre em pé-de-guerra, um verdadeiro barril de pólvora, prestes a estourar a qualquer momento?
Muitos acreditam que família é o resultado de um mero encontro fortuito, onde seus membros estão juntos por acaso. Acreditam, portanto, que uma família que se dá bem, cujo ambiente em geral é harmonioso, é porque os seus membros são pessoas sensatas, equilibradas e civilizadas; agora, se o ambiente familiar é carregado de conflitos, brigas constantes, pautadas na maior parte do tempo em agressões, desrespeito e desentendimentos, é porque essa família é imatura e desequilibrada. Tais explicações, em parte fazem sentido, mas, ainda assim, é um pensamento reducionista e simplista. Por isso, é preciso ampliar a visão de família dentro de uma ótica reencarnacionista.

Não foi por acaso que o grande médium Chico Xavier afirmou: “É nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado”.

Ao usar a expressão “inimigos do passado”, ele estava se referindo aos desafetos de outras encarnações, os quais prejudicamos.
Neste aspecto, a família não é o resultado de um mero encontro fortuito, onde todos estão juntos por acaso. E também não é por acaso que ocorrem conflitos, discórdia no lar. Na verdade, todos estão juntos por afinidades cármicas, ou seja, por terem se prejudicado numa existência passada. Desta forma, a família atende a uma finalidade clara que é proporcionar a todos um aprendizado, uma grande oportunidade – através da convivência – de transformar laços de ódio em amor. É o que constatei em meu consultório, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Nesta terapia, é comum o mentor espiritual do paciente (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) lhe revelar que ele e sua família estão presos, amarrados por um laço antigo de brigas, discórdias, ódio, desamor e desunião, que se repete em várias encarnações; portanto, esse laço tem que ser desfeito, caso contrário, a vida de todos não irá deslanchar. E para ser desfeito, a chave da libertação é a reconciliação, o perdão de todos os envolvidos.
Mas de todas as relações familiares, há uma que é a mais forte, mais visceral, que é a relação mãe e filho. Explica o motivo do porque da providência divina levar dois inimigos de uma vida passada reencarnar justamente como mãe e filho. Na maternidade, a mulher gera de seu ventre, de suas entranhas, um pequeno ser e, nessa relação, as condições tendem a ser mais propícia para que ambos – outrora desafetos do passado – se amem e se reconciliem.

Já presenciei uma paciente regredir ao útero materno e identificar a sua mãe como uma inimiga que tirou sua vida numa existência passada e, por conta disso, se recusar, dificultar ao máximo o seu nascimento. Mas, após ser orientada pelo seu mentor espiritual de que ela veio na vida atual para se reconciliar com o seu desafeto (mãe), a relação com sua mãe melhorou consideravelmente. Mas por quê?

Através do amor, da reconciliação, o laço de ódio que as unia foi rompido.

Caso Clínico: Desavença familiar.

Mulher de 42 anos, casada, três filhos.

Veio ao meu consultório, uma mulher desesperada, queixando-se que não aguentava mais sua vida, e que havia procurado todo o tipo de ajuda.
Assim me relatou na entrevista de avaliação: “Conheci o meu marido na Faculdade de Medicina, ele era professor, e eu residente, foi paixão à primeira vista; em 3 meses, estávamos morando juntos, e aos 6 meses, casamos. Não queríamos filhos naquele momento, pois pensávamos apenas em nossas profissões.

Um ano depois, veio o primeiro filho, mas foi muito bem-vindo. Compramos uma casa nova, a gravidez foi maravilhosa. Nasceu um menino, lindo, saudável. E dois anos após, veio uma menina; estava indo tudo bem, tinha até medo de ser um sonho. Daí veio a terceira filha. Estava tudo completo: um casamento maravilhoso, ainda estávamos apaixonados, 3 filhos lindos, perfeitos, inteligentes. Tínhamos uma clínica, dávamos aulas em uma Universidade e fazíamos de tudo para os nossos filhos terem do bom e do melhor.
Mas não percebia que havia algo de errado: minha empregada me alertou dizendo que o meu filho era muito quieto, demonstrava muita raiva do pai, principalmente quando eu não estava. Meu marido nunca tinha percebido nada, achava que era coisa da idade.

Meu filho trouxe sua primeira namorada em casa para jantar. Ficamos muito felizes, era uma moça muito bonita, de uma boa família, mas, nesse dia, meu filho disse uma coisa que nos chocou muito. Disse ao meu marido: – Não olhe para a minha mulher, seu velho!
Eu e meu marido ficamos horrorizados, não era o nosso filho. Ele fazia questão de trazê-la em casa e ficavam na piscina. Meu marido não podia nem passar no jardim que o meu filho partia para cima dele. Daí começaram as agressões físicas, foram vários boletins de ocorrência na delegacia; ele estava irreconhecível. Nossa vida virou um inferno, saí da Universidade para ficar mais em casa, pois ele estava agressivo com todos, era cínico, inventava mentiras, fazia muita confusão. Bebia muito, trazia mulheres para dentro de casa, até que o meu marido não aguentou mais e acabou espancando o meu filho até ele desfalecer. Em seguida, chamou o caseiro e o expulsou para fora de casa. Já nesse ponto, não tínhamos mais vida, minhas filhas estavam estressadas, brigávamos, gritávamos por nada, enfim, tudo era motivo para as acusações em casa.
A minha filha mais nova, também começou a beber e a fumar maconha com o namorado; a do meio está grávida, e não sabemos quem é o pai. Para piorar a nossa situação familiar, eu e o meu marido não nos olhamos mais nos olhos, pois não o vejo mais como o meu esposo. Por favor, Dr. Osvaldo, me ajude! (paciente pede chorando copiosamente).

Esperei que ela se acalmasse, e lhe disse que toda sua família teria que passar pelo tratamento, mas só o marido e a esposa vieram.
As sessões de regressão da esposa foram tranquilas, sem muito que desvendar, porém, as sessões do marido tiveram muitas revelações.
Logo na primeira sessão, ele viu, numa vida passada, uma vila com várias cabanas, casas feitas de palha, e assim me relatou: “Dr. Osvaldo, vejo essa vila, parece que sou o chefe desse lugar, minha casa fica no centro da vila, é grande, há várias mulheres em volta. Vejo um rapaz que me olha com raiva”.

- Veja o porquê dessa raiva? – Peço ao paciente.
“ Eu violentei a mãe dele e, desse estupro, ele nasceu. Ele tem raiva de mim porque a mulher que violentei não fazia parte das minhas mulheres e, com isso, ela ficou desamparada, não conseguia casar. Ela não podia dizer às pessoas que tinha sido eu, mas acabou contando ao filho que eu tinha feito essa monstruosidade, que eu a estuprei.
Vejo nos olhos dele muito ódio, ele quer me matar. Ele se mostra ser muito forte, um excelente caçador, e eu mesmo ordeno para que ele vá atrás das caças, sempre pensando que ele não voltaria mais; no entanto, passou-se vinte dias, ele voltou com a caça, e o pior aconteceu: novamente violentei uma moça, que era sua pretendente, e estavam prestes a se casarem. Fiz de propósito para ele ver quem mandava naquela vila. Fui muito covarde e acabei também tirando a vida dele, o matei pelas costas, atirando nele.
Depois dessa existência passada, encontramo-nos no Astral e pactuamos vir como família. Ele dizia que tinha muita mágoa de mim, mas aceitou vir novamente como meu filho na encarnação atual. Dr. Osvaldo, como pude fazer isso?”.

Nesse momento, sua esposa que estava acompanhando no consultório a sessão de regressão do marido, chora copiosamente, revela que tem um pesadelo recorrente de ser estuprada, e que a persegue desde criança.
Começamos, então, a montar o quebra-cabeça, procurando entender o porquê de tudo aquilo. A vida é realmente um grande jogo de quebra-cabeça, pois temos muitas indagações e poucas respostas, por conta do véu de esquecimento do passado. Ele, o marido, tinha feito uma coisa horrível, prejudicando várias pessoas nessa vida passada; ela, a esposa, foi a primeira moça que foi violentada por ele; o rapaz, o filho bastardo, foi fruto daquela violência, e que também sentiu na pele o fato de sua noiva ter sido estuprada pelo próprio pai; depois, acabou sendo morto por ele pelas costas. (pausa).
“Dr. Osvaldo, estou vendo algumas luzes (seres espirituais de luz) aqui no consultório”, afirmou o paciente.

- Pede para que se identifiquem – Peço ao paciente.
“ Estão dizendo que são os nossos mentores espirituais: o meu, da minha esposa e dos meus filhos. Estão todos aqui para nos ajudar. Pedem para que eu peça perdão ao meu filho, à minha esposa e filhas, mas que faça isso de coração, com todo o arrependimento”.

Quatro meses após o tratamento, seu filho veio ao meu consultório para também fazer a terapia, pois me disse que seus pais haviam lhe contado do que descobriram nessa terapia e, por isso, precisava perdoar o seu pai.

 

 

Depressão: Qual o sentido da vida?

A depressão é um transtorno de humor que vem aumentando significativamente no mundo todo.

Quais são os sintomas clássicos de uma depressão?

- Sensação de vazio;
– Choro fácil e constante;
– Interesse e prazer pela vida acentuadamente diminuída;
– Perda da libido;
– Distúrbio do sono (excesso de sono, só querer dormir, ou sua falta, isto é, insônia, acordar de madrugada, sono intranquilo, agitado);
– Distúrbio alimentar (falta ou excesso de apetite);
– Fadiga constante, desânimo, desmotivação;
– Falta de concentração, problemas de memória (esquecimento);
– Pensamentos negativos, recorrentes de suicídio;
– Desorientação, confusão mental, angústia, etc.

Mas por que a depressão vem aumentando consideravelmente?

São vários os fatores que estão provocando isso. Mas o que observo particularmente em meu consultório – cuja demanda de pacientes com esse problema é muito grande -, é que a falta de sentido para a vida, o desamor, a solidão, a falta de fé, de esperança, o afastamento do lado espiritual são os aspectos que levam a um caminho equivocado, apenas no Ter, no consumismo exacerbado, no imediatismo, esquecendo-se do Ser. Ou seja, muitos esquecem que somos seres espirituais temporariamente passando por uma experiência terrena nesta jornada em busca de mais evolução.
Entram na hipnose coletiva, esquecendo-se do verdadeiro propósito a que vieram na vida presente, achando que estão aqui pela primeira vez nesse Planeta. E o pior, acreditam que a vida começa com o nascimento e termina com a morte física, ou seja, morreu, acabou tudo. Daí entram na ilusão mental, na crise do para quê?
Para que viver? Qual o sentido da vida?
Não se recordam que vieram do plano espiritual, que é sua verdadeira morada, seu lar de origem. Por isso, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, foi criada para que o paciente resgate – através de seu mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual)-, o sentido de sua existência nesta jornada, seu propósito de estar neste Planeta, de onde veio e para onde voltará após sua morte física.
Não nos lembramos de tudo isso porque estamos todos – habitantes desse Planeta -, na condição de seres amnésicos, subordinados à Lei do Merecimento, uma das Leis Universais que regem o Planeta Terra.

Não foi por acaso que C. G. Jung, o grande psicanalista suíço, por acreditar que o ser humano age de forma mais inconsciente do que consciente, disse: “O consciente é uma pequena ilha localizada no mar imenso do inconsciente”.
Por isso, na TRE, quando o paciente tem maturidade (fé, humildade e o mínimo de esclarecimento acerca da espiritualidade) e merecimento, seguramente seu mentor espiritual irá lhe descortinar o véu do esquecimento de seu passado, para que saia da hipnose coletiva, da inconsciência, e consiga as respostas da causa de seu(s) problema(s), bem como sua resolução, desatando os nós, os entraves que o prendiam ao seu passado.
Huberto Rohden, filósofo, educador e teólogo catarinense, radicado em São Paulo, e precursor do Espiritualismo Universalista, dizia também: “O homem é livre de tudo o que sabe e escravo de tudo o que ignora”.

Neste aspecto, essa terapia é, sem dúvida alguma, um trabalho de libertação do ser humano.

Caso Clínico:
Depressão
Mulher de 36 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório depressiva, angustiada e com dor no peito. Depois de 16 anos de namoro, descobriu que o namorado tinha inventado um monte de mentiras, pois ele a enganava tendo outra mulher.
Ao entrar em seu e-mail, descobriu que ele havia até apresentado a sua outra namorada à família dele, o que nunca ocorrera com ela. Outra mentira é que o namorado continuava casado, apesar de ter lhe dito que havia se divorciado da esposa. Confiou nele esse tempo todo, apesar de vê-lo esporadicamente, pois ele alegava que viajava muito a trabalho, e que por ser o irmão mais velho tinha que cuidar dos seus pais que eram idosos.
Após descobrir suas mentiras, passou mal, saiu “fora do ar, da realidade”, tinha sensação de que estava enlouquecendo, e viu uma luz branca que cobria todo o seu campo de visão. Tinha uma forte impressão de que nunca mais iria voltar à realidade.
Desde criança sentia depressão, uma tristeza profunda, sem um motivo aparente, e aos 21 anos tomou um coquetel de remédios para se matar (a ideia de suicídio era recorrente em sua vida).
Nasceu com atraso mental e foi curada após ter trabalhado num centro espírita como médium de incorporação dos 5 aos 10 anos de idade. Por fim, o outro motivo que a trouxe ao meu consultório era saber qual o seu verdadeiro propósito de vida.

Após passar por duas sessões de regressão, na 3ª sessão, a paciente assim me relatou: “Vejo um homem todo de branco, irradiando muita luz. Diz que é o meu mentor espiritual. Fala que já vivemos em três encarnações como marido e mulher, e que nunca conseguiu me salvar nessas três existências passadas porque morri quieta, encolhida, não falava e não comia. Em suma, morri depressiva e louca. Diz que não pode fazer nada, pois nessas três vidas passadas acabei enlouquecendo.
O meu mentor espiritual fala que o meu namorado da vida atual não é para mim, e que preciso me perdoar por não ter sido forte nas três existências passadas”.

- Pergunte-lhe por que o seu namorado a traiu e mentiu nesses 16 anos de namoro?
“Diz que ele não sabe o que quer, é um perdido, tem inveja de minha luz, e que teve a chance de ser outra pessoa convivendo comigo”.

- Pergunte-lhe o que você pode fazer daqui para frente com o seu namorado?
“Diz para soltá-lo, desapegar-se dele… Perguntei ao mentor espiritual por que ele não reencarnou comigo na vida atual, e ele me respondeu que preciso caminhar sozinha, mas que está sempre comigo. (pausa).
Agora o vejo melhor: é um chinês, alto, cabelo preto e comprido, e aparenta ter uns 35 anos”.

Na quarta sessão de regressão, a paciente me relatou: “Vejo o meu mentor espiritual sentado num banco branco, num jardim. Pede para eu sentar do lado dele. Diz que tenho que decidir o que quero e descobrir do que gosto, quem sou, e parar de sentir medo e pena de mim. Fala que tenho medo de viver, que preciso sair dessa submissão que vem dos meus antepassados por parte de minha mãe (paciente é oriental).

Reitera que preciso quebrar essa submissão familiar, saindo dessa sintonia, dando um passo à frente, não abaixando a cabeça como venho fazendo, valorizando-me, resgatando a minha autoestima e autoconfiança. Afirma que fiquei muito tempo quieta, submissa ao meu namorado nesses 16 anos de convivência”.

Na 5ª e última sessão, notei que a paciente estava mais calma, mais segura de si, não estava mais chorando por causa de seu namorado. Ela me relatou: “O meu mentor espiritual fala que de agora em diante vamos caminhar juntos, que posso pedir ajuda para ele quando precisar, que ele vai falar comigo. Diz que no início ele irá aparecer para mim em sonho, e que depois vou poder vê-lo do meu lado.
Esclarece que quanto mais eu fizer a oração do perdão (pedi para ela fazer a oração do perdão para o seu namorado) mais vou enxergar as coisas, ver o caminho e começar a decidir com mais firmeza. Revela que a palavra chave é paciência, e que vai me mostrando o que preciso saber aos poucos”.

- Pergunte-lhe o que você precisa saber aos poucos?
“O que for sendo permitido, diz que vai me mostrando, pois tenho ainda muitas coisas para aprender. Mas que tenho que ter humildade para enxergar, bem como para orar”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual o que aconteceu para você ter saído “fora do ar, da realidade”?
“Diz que fui tomada por vários obsessores espirituais, que fiquei no centro do círculo rodeado por eles, e para não incorporá-los, os seres de luz interviram; por isso, vi uma luz branca que cobria todo o meu campo de visão. Esclarece que se tivesse ficado na escuridão, aí sim, eles iriam tomar conta de mim”.

- Pergunte-lhe por que você nasceu com atraso mental?
“Foram resquícios das três vidas nas quais morri louca; fala que se não tivesse trabalhado como médium naquele centro espírita, até hoje estaria com esse atraso mental. A tristeza profunda que desde criança sinto é também resquício das três vidas em que morri depressiva e louca”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual qual o seu verdadeiro propósito de vida?
“Viver plenamente com a família que irei construir, crescer profissional e espiritualmente, me realizar na vida, entregando-me de coração. Revela ainda que o processo de limpeza do meu espírito está terminando, e que a partir daí, ele vai me mostrando o caminho que vou ter que seguir. Mas afirma que por ora tenho que ter calma, paciência e orar”.

- Pergunte-lhe em relação ao seu namorado, se ele tem algo mais que você precisa saber?
“Diz que ele também vai se encontrar”. (pausa).

- Pergunte se ele tem mais alguma coisa a lhe dizer em relação ao nosso tratamento?
“Fala que primeiro vou ter que seguir direitinho o que ele me orientou nessa terapia e, se for necessário, vou voltar novamente ao consultório do senhor, que serei intuída por ele. Ele agora está se despedindo, indo embora”.

 

 

Você precisa desenvolver sua mediunidade?

Talvez você já tenha ouvido falar que precisa desenvolver sua mediunidade num centro Kardecista, de Umbanda ou Candomblé, mas não deu a devida importância por preconceito, medo de assumir esse compromisso, ou ainda não sabe que tem uma mediunidade aflorada.
Mas por que é preciso desenvolvê-la?
Para quem não sabe, antes de reencarnar, no astral, muitos médiuns assumiram com os espíritos superiores o compromisso de se tornarem instrumentos da espiritualidade na existência atual.
Assumiram o compromisso de exercer sua mediunidade para saldar seus débitos cármicos por conta de prejuízos causados numa vida pretérita a muitas pessoas. Neste caso, a mediunidade representa uma oportunidade de evolução e reparação de erros cometidos em outras vidas.

No entanto, por conta do véu do esquecimento de seu passado ou da lei do esquecimento (uma das leis às quais todos estão sujeitos nessa vida terrena) muitos não se lembram de seu verdadeiro propósito de vida, ou seja, vir para servir como médiuns.
E o que acontece se a pessoa não exerce sua mediunidade em prol de outros seres humanos?
Obviamente, cada caso é um caso, mas o que observo nos pacientes que estão nessa condição, que vêm em busca de ajuda em meu consultório, é que suas vidas ficam todas emperradas e, em muitos casos, em praticamente todos os aspectos: afetivo, financeiro/profissional, familiar, social, da saúde, etc.
Estão sempre doentes e os médicos não descobrem a causa dos problemas porque as doenças de origem espiritual não aparecem nos exames médicos.

Há ainda aqueles pacientes que, enquanto não trabalharem como médiuns de incorporação num centro espírita, serão vítimas de obsessores espirituais que não irão lhes dar sossego.

Há também aqueles que, por conta dos inúmeros problemas emocionais (crises de choro sem causa aparente, depressão, angústia, ansiedade, transtorno de pânico, provocados por seus obsessores espirituais) procuram a ajuda de um terapeuta (psicólogo ou psiquiatra), mas, por ainda considerar a mediunidade como um fenômeno anômalo, patológico, o profissional poderá rotular equivocadamente os pacientes médiuns como portadores de distúrbios psiquiátricos. Desta forma, lamentavelmente, a maioria dos profissionais da área de saúde não faz um diagnóstico correto, não distinguindo um aspecto mediúnico de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.
Por isso, é bastante comum receber em meu consultório médiuns rotulados pela psicologia ou psiquiatria oficial de esquizofrênicos, psicóticos, com transtorno bipolar (alternância de humor extremada), síndrome do pânico, depressão, etc.

Quero esclarecer ao leitor, que a TRE dá suporte inequívoco e orientação correta aos pacientes que sofrem de desequilíbrio mediúnico.
Um médium bem orientado, torna-se um canal dos espíritos superiores e isso traz alegria e bem-estar ao próximo, bem como ao médium.
Quando o paciente entra em contato com o seu mentor espiritual e suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução – através dessa terapia – receberá novas lentes para colocar em seus olhos e mais lucidez e serenidade em seu coração.

Caso Clínico:
Síndrome do Pânico
Mulher de 45 anos, casada e duas filhas (de 20 e 9 anos).

A paciente veio ao meu consultório por estar sofrendo de transtorno de pânico (dor no peito, sudorese, ansiedade, palpitação, taquicardia, falta de ar, sensação de que vai morrer).
Sua primeira crise de pânico se manifestou após um quadro de depressão. Passou por um psiquiatra que lhe prescreveu um antidepressivo (Prozac) e um ansiolítico (Rivotril), mas, mesmo tomando diariamente essas medicações, as crises de pânico persistiam.
Passava mal, sentia um forte arrepio no corpo quando frequentava ambientes carregados ou com grande aglomeração de gente, como shoppings, cinemas, etc..
Tinha também muito medo de perder seus entes queridos (pais, filhas e marido). Quando o marido ia viajar vinham com muita frequência pensamentos negativos, pois achava que ele iria sofrer um acidente de carro, vindo a falecer. O medo de perder um ente querido era tão grande que, numa ocasião, quando a filha mais nova estava dormindo, achou que ela estava morta e, com isso, entrou em crise de pânico.
Por fim, queria entender por que sua filha caçula de 9 anos ia mal na escola e não queria ficar ao lado dela (somente à noite, ao deitar-se, pedia a presença da mãe).
Ao regredir, a paciente me relatou: – Minha boca está seca e sinto um arrepio forte na minha cabeça (nesta terapia, são sintomas físicos comuns de uma presença espiritual).

- Peça para esse ser espiritual se identificar – digo à paciente.
– Diz que quer destruir a minha vida. (longa pausa).
– Pergunte-lhe por que ele quer fazer isso com você?
– Diz que sou uma inútil. (pausa).

- Pergunte-lhe o que você fez para ele no passado?
– Diz que o rejeitei, o abortei numa vida passada… Falou que está sempre comigo, quer me ver mal e que me odeia. Diz ainda que irá me deixar louca. (pausa).
Afirma que desde que nasci vem me acompanhando e me atemorizando. Fala que ele é um espírito da morte (paciente fala chorando).
Ele é debochado, está rindo de mim.

Peço à paciente levantar suas mãos – em imposição -, e juntos fizemos a oração do perdão (essa oração se encontra em meu site www.osvaldoshimoda.com), mandando a luz dourada de Cristo para esse ser espiritual obsessor. (pausa).
Ele está me falando que o cheiro de bala que costumo sentir vem dele (quando o ser espiritual obsessor é uma criança, pode exalar cheiro de bala, de doce, talco, etc.).

- Pergunte se ele que ir para a luz?
– Diz que sim. (pausa).

- Como você está se sentindo?
– Um pouco melhor, mas sinto ainda um formigamento e arrepio na mão e também na perna esquerda (o ser obsessor ainda estava presente, do lado esquerdo da paciente).

- Vejo agora um ser de luz, é uma mulher, fala que é a minha mentora espiritual. Ela me orienta dizendo que preciso encontrar o meu caminho.

- Que caminho?
– Fala que é o caminho espiritual, que é no Candomblé ou na Umbanda.
Diz que é no centro espírita que tenho que desenvolver a minha mediunidade e é onde a minha filha mais velha frequenta. (pausa).

Sinto a presença suave de minha mentora espiritual do meu lado esquerdo… Agora não sinto mais aquela angústia vindo daquele obsessor espiritual. Mas ainda o sinto, porém, mais distante, não tão perto de mim. A minha mentora espiritual me esclarece que ela não está muito próxima de mim para não me assustar, pois sabe que sou muito medrosa. Assegura que está aqui para me ajudar e para não ter medo dela. Afirma que eu carrego muitos obsessores espirituais, por isso todas essas crises de pânico – são eles que provocam as minhas crises. Fala que para tirá-los de mim preciso começar a trabalhar como médium nesse centro espírita a que ela se referiu.
Diz que são os obsessores espirituais que estão provocando também o meu medo de perder meus entes queridos e os pensamentos negativos.
Diz ainda que o meu verdadeiro propósito de vida é ajudar às pessoas a se encontrarem, através de minha mediunidade.
Revela que o nome dela é Clara, e que a minha filha caçula não quer a minha presença durante o dia porque ela é criança e quer brincar; portanto, não tem nada de errado com ela. (pausa).

Perguntei à minha mentora espiritual por que a minha filha caçula não está indo bem na escola. Diz que ela é criança, imatura para a sua idade, que precisa colocar mais limites, mais direcionamento de mim e das professoras da escola. (pausa).
Perguntei-lhe também por que o meu marido chega sempre nervoso em casa?

Diz que ele sente a energia ruim em casa, por conta da presença de meus obsessores espirituais. Por isso, afirma que em casa nunca há paz e harmonia. Reafirma novamente que vou ter que trabalhar muito nesse centro espírita, ajudando os mais necessitados. Fala ainda que a minha filha mais velha está no caminho certo, que ela sim, está bem estruturada.

Finaliza dizendo que hoje encerramos o nosso tratamento, que não preciso mais voltar ao consultório do senhor. Está se despedindo, pede para ficar em paz, e que agora só depende de mim seguir suas orientações para que a minha vida dê certo.

 

 

Síndrome do Pânico

A síndrome do pânico é também conhecida por transtorno de pânico ou simplesmente pânico e trata-se de um transtorno de ansiedade que se caracteriza pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises. Os sintomas principais dessas crises são: 1) Palpitações (aceleração dos batimentos cardíacos);
2) Falta de ar ou sensação de abafamento;
3) Tontura ou sensação de desmaio;
4) Suor, tremor, asfixia, sensação de sufocar;
5) Estômago revirado ou náusea;
6) Sensação de se sentir irreal ou despersonalização, de que você não é você;
7) Formigamentos;
8) Medo de morrer;
9) Dor no peito;
10) Medo de perder o controle ou de enlouquecer;
11) Calafrios ou ondas de calor.

No intervalo entre as crises, o paciente vive na expectativa de ter uma nova crise e esse processo é denominado de “ansiedade antecipatória”, que o leva a evitar certas situações e a restringir sua vida. O portador dessa síndrome basicamente é um ansioso que evita determinados lugares como o trânsito congestionado, a multidão de pessoas no Shopping, medo de estar só em casa, cinema, metrô, ônibus, etc.
Mas por que ele evita esses lugares?
Porque tem medo de passar mal e não receber socorro. Muitos acreditam que estão sofrendo de um ataque cardíaco e ao procurar um pronto-socorro, o médico fala que o paciente “não tem nada”. Dependendo do paciente, há aqueles que não saem de casa, deixam de trabalhar, estudar ou estar com os amigos, acabam se isolando, levando uma vida reclusa por medo de que esses sintomas se manifestem. Outros, se tiver a crise de pânico na estrada passa dali em diante a evitar estradas; se passou mal num túnel busca um caminho alternativo evitando túneis, e se teve a crise em casa não fica mais sozinho. Então, o medo de lugares específicos dá-se o nome de agorafobia.

Qual a causa da síndrome do pânico?

Na minha experiência clínica, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão de memória, constatei três causas principais: a) Causa psicológica (interna); b) Causa espiritual (externa); c) Causa mista: psico-espiritual.

a) Causa psicológica (interna): geralmente as crises de pânico se iniciam com o disparo (“gatilho”) de uma reação inicial de ansiedade decorrente de uma situação de estresse que o paciente está passando. Exemplos: divórcio, perda de um ente querido, perda do poder aquisitivo, falência, desemprego, doença grave, estresse pós-traumático – assalto, sequestro, etc. Assim, essas situações estressantes funcionam como um “gatilho” que dispara, desencadeia uma experiência traumática vivida pelo paciente, seja nesta vida (infância, nascimento ou útero materno) ou num passado mais remoto, numa vida passada (são experiências dolorosas, traumáticas de como ele veio morrer). Então, seus sintomas de pânico – palpitação, sudorese, ansiedade, falta de ar, sufocamento, asfixia, sensação de perder o controle, que vai desmaiar que está enlouquecendo, ou que vai morrer – na verdade, são sintomas que o paciente sentiu no momento de sua morte numa vida passada (ele pode ter morrido por asfixia ao ser enterrado vivo, guilhotinado, soterrado, enlouquecido num manicômio, etc.).

b) Causa espiritual (externa):
é fruto de uma interferência de um ser espiritual das trevas, um obsessor espiritual (popularmente conhecido como “encosto”).
Nesse caso, o paciente está sendo atacado, assediado por um desafeto espiritual de seu passado (alguém que ele prejudicou no passado – desta ou de outras vidas – um ser desencarnado, que movido a ódio e vingança busca acertar as contas, obsediando-o).
É o obsessor espiritual do paciente que provoca os sintomas, suas crises de pânico, para agredi-lo, prejudicá-lo. Não é por acaso que quando o paciente passa pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) -, abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006, após seu mentor espiritual lhe ajudar a se reconciliar com o seu obsessor espiritual – através do perdão e reconciliação, e encaminhá-lo para a luz -, suas crises de pânico desaparecem.

c) Causa mista (psico-espiritual): nesse caso, o obsessor espiritual apenas agrava, potencializa a causa psicológica do paciente, ou seja, as experiências traumáticas de seu passado.

 

 

Caso Clínico:

Síndrome do Pânico e Fibromialgia

Mulher de 59 anos, casada, e um casal de filhos.
A paciente veio em meu consultório para resolver a síndrome do pânico e a fibromialgia (dores pelo corpo todo). Era também muito ansiosa, impaciente, preocupada, sofria por antecipação, e tudo que começava não concluía, pois desistia. Quando era criança – aos 4 anos – sofreu uma queimadura grave ao brincar com fogo(ela teve como sequela uma cicatriz grande no abdome).
Outro problema que a incomodava era sua preocupação com o filho, excesso de zelo, por medo de perdê-lo, o que não ocorria com sua outra filha. Em relação ao seu marido, era muito ciumenta e isso estava prejudicando o relacionamento do casal.
Queria entender também por que engordava com muita facilidade, apesar de ter uma alimentação bem regrada, Por fim, queria saber por que sofria de fobia social (medo de falar, de se expor em público), transpirava em excesso – isso a incomodava muito – ao dar uma palestra e tinha lapsos de memória, não lembrava o que tinha que falar.
Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ela me relatou: “Vejo uma paisagem bonita, é um campo, com muitas árvores, gramados, flores coloridas, é um ambiente bem alegre… É uma vida passada. Uso um vestido azul, calço uma sandália bem leve, sou jovem, devo ter uns 26 anos. Estou em minha casa que é simples, porém, bem confortável, tem um pomar, lugar bom, gostoso, com muitas flores”.
– Você mora com quem? – Pergunto à paciente.
“ Moro nessa casa desde que nasci, meus pais faleceram, casei, e espero o meu marido chegar. Mas ele demora, há rumores de uma guerra, estamos preocupados, pois vamos ter que abandonar a nossa casa e fugir. (pausa).
O inverno está chegando, gosto muito de meu pomar, das flores, mas agora deixamos tudo para trás. Fomos pegos fugindo, estamos com medo. Para ficar alegre penso sempre nas minhas flores, em minha casa. Meu marido não está mais comigo, fomos separados, estou numa fazenda junto com outras pessoas, somos prisioneiros.
Vamos ser levados de trem para algum lugar que não sei onde fica. Meu marido era judeu e eu francesa… Vem à mente Belle, era o meu nome. É muita gente, estamos todos juntos agora num alojamento… Acho que vamos morrer. Estamos na 2ª Guerra Mundial, o ano é 1943.
Sinto um odor insuportável, pois estamos amontoados nesse alojamento e faz tempo que a gente não toma banho. Quero ir embora, não quero ficar aqui. Não sei onde está o meu marido (paciente fala chorando).
Falo para os soldados nazistas que sou francesa, mas eles me dizem: – Onde se viu uma francesa casar com um judeu?
Eles descobriram que estou grávida, vão me levar para um hospital, não sei onde fica. Eles me fazem de cobaia, querem fazer testes, experimentos – eles me dão choque (eletro-choques) para ver como o meu bebê reage em minha barriga. (pausa).
Saí de uma mesa onde estava deitada, aproveitei um descuido dos médicos e fujo pelos corredores. Vejo os médicos, enfermeiras e soldados correndo atrás de mim e acabam me pegando. Estou sempre tentando fugir, mas agora estou mais fraca de tantas experiências que fazem comigo. Só penso em fugir, não suporto mais as dores que sinto pelo corpo todo, eles me dão eletro-choques, injeções, fazem cheirar alguns líquidos, desmaio muito, e fico pensando: – Onde está Deus que vê tudo isso e não faz nada?
Fujo novamente, descalça, piso na grama que está úmida, a neve acabou. Estou cansada, há enfermeiras e soldados armados me perseguindo… Eu já perdi o meu bebê (fala chorando muito).
Corro, corro, mas não tem onde me esconder…Ai, levei um tiro pelas costas!(grita chorando). Caí de bruços no chão, sinto o cheiro de terra molhada e lembro-me de minhas flores, do meu pomar. Odeio os soldados nazistas e penso: – Que mundo é esse que não respeita o ser humano? Eles me jogam numa vala ainda viva, jogam terra em cima de mim e dão risada. Morri com muito ódio!(grita chorando, desesperada).
Vou perseguir todos, vou me vingar, mas até para vingar estou cansada. Que absurdo!
Eu já morri, mas continuo cansada, penso então que é melhor dormir, que é tudo um sonho. Fico me perguntando: – Será que morri mesmo? Não consigo me vingar… Parece que já estou viva de novo (paciente reencarnou), como isso pode?”.

- Onde você está? – Pergunto à paciente.
“ Nossa! Estou num berço, sou agora um nenê, uma menina, mas quero voltar para o meu país, não queria estar aqui. Dormi só um pouquinho e agora estou num berço como nenê? Como pode? Estava no ano de 1943 e era francesa… Agora estou aqui nesse berço, não estou nada contente com isso! Nem sei o que aconteceu com o meu marido. Agora me vejo crescendo nesse berço, não queria voltar, estava dormindo. Saí de uma situação e estou noutra. Isso é um castigo! (paciente fala chorando).
Vejo os meus pais de hoje… É a vida atual! A minha última encarnação anterior à atual foi aquela que vivi na 2ª Guerra Mundial onde morava na Polônia”.
– Pergunte ao seu mentor espiritual por que ele lhe mostrou essa vida passada?
“Eles dizem… são seres de luz, que não posso ver, conversar com o meu mentor espiritual porque vou querer ir embora logo, desencarnar, mas que ainda não é hora, pois não aprendi a ser paciente. Falam que vim na vida atual para exercitar a paciência porque sou muito ansiosa”.
– Pergunte a esses seres de luz de onde vem a sua síndrome do pânico?
“Esclarecem que vem da forma como morri nessa vida passada, onde levei um tiro nas costas, estava apavorada, sendo perseguida, e me enterraram ainda viva numa valeta. Mas me asseguram que vou superar esse trauma porque agora tomei consciência da causa de meu problema, que vou me curar. Pedem para não me preocupar”.
– Pergunte-lhes de onde vem sua excessiva ansiedade e impaciência?
“Revelam que vem também dessa existência passada em que eu e o meu marido fazíamos planos para fugir dos nazistas”.
– Por que aconteceu na vida atual aquele acidente com fogo quando você era criança e sofreu graves queimaduras?
“Falam que eu era teimosa, mas que aquele acidente me fez resgatar algumas dívidas cármicas que contraí numa outra vida, relacionadas com minha beleza física. Na vida passada, não respeitei as famílias, enganava os homens, eu os fazia deixar suas famílias para ficar comigo. Procurava seduzi-los usando minha beleza física e depois os abandonava”. (pausa).
– Pergunte-lhes como você pode melhorar o relacionamento com seu marido?
“Dizem que estamos indo bem, que tudo o que a gente vem passando faz parte de nosso aprendizado, crescimento, para que possamos um respeitar o outro. Dizem também que foi o meu marido de hoje que indiretamente colaborou na vida passada para eu usar a minha beleza e destruir lares, fazendo com que os maridos abandonassem suas famílias. Ele me usava sexualmente, me enganava com promessas. Ele me tirou de minha família, contou muitas mentiras dizendo que iria casar comigo, mas não fez isso, acabou me abandonando. Na verdade, ele era casado, e só vim a descobrir isso depois. Revoltada, passei a seduzir os homens casados, todos que pudesse desde que fossem ricos”.
– Por que tudo que você começa não termina, desiste?
“Falam que isso ocorre justamente pela minha impaciência, e que por isso, preciso aprender, exercitar a paciência na vida atual.
Mesmo nessa terapia, a TRE, após ter feito a 1ª sessão de regressão, pensei em desistir, não fazer mais as sessões restantes. Não tenho paciência de chegar até o fim, e se encontrar alguma dificuldade é pior ainda, já desisto de imediato”.
– De onde vem sua fobia social e de transpirar em excesso quando você dá uma palestra?
“Afirmam que naquele hospital nazista, como cobaia, eu transpirava muito por sentir medo dos médicos, enfermeiras e soldados armados. O suor escorria e me sentia pegajosa, por isso hoje me incomoda quando transpiro ao falar em público”.
– Por que você engorda com facilidade?
“Afirmam que está relacionada àquela vida passada que usava minha beleza para seduzir os homens casados. É também um resgate cármico para não me deixar levar novamente pela ilusão da beleza física, mas me asseguram que daqui para frente vou começar a emagrecer naturalmente”.
– E a questão do lapso de memória quando você dá uma palestra?
“Eles me tranquilizam dizendo que agora tudo vai ficar bem, pois minha ansiedade irá diminuir após essa terapia”.
– De onde vem sua fibromialgia, as dores no corpo?
“Esclarecem que está relacionada àquela vida no hospital nazista onde sofri, senti muitas dores, pois fui muito judiada, maltratada, levei eletro-choques e injeções pelo corpo todo”.
– O que eles têm a lhe dizer de sua preocupação excessiva pelo seu filho, o medo de perdê-lo?
“Revelam que o filho que perdi naquele hospital nazista era o meu filho de hoje. Mas me asseguram que vou superar esse medo, pois agora eu soube da verdade. Falam que a verdade sempre liberta como dizia o mestre Jesus (“ Conhecereis a Verdade que a Verdade Vos Libertará”).
Finalizam dizendo que estão dando por encerrado essa terapia, estão parabenizando o senhor como facilitador, mediador desse tratamento”.