Depressão

É um transtorno que vem cada vez mais crescendo no mundo todo. Sem dúvida, é a queixa principal dos pacientes que me procuram no consultório. Os sintomas mais comuns da depressão são: mau humor, sensação de vazio, aperto no peito, angústia, choro fácil, perda da libido, desinteresse pela vida, falta ou excesso de apetite, transtorno do sono (excesso de sono, insônia, sono agitado, etc.), isolamento (retraimento, não querer se relacionar), cansaço, desânimo, dificuldade de atenção, concentração, de raciocinar, pensamentos suicidas, etc. Obviamente, esses sintomas variam de acordo com cada paciente.
Mas quais os fatores que provocam a depressão?

Há vários fatores, mas, na minha experiência clínica com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, constatei que existem três causas que levam uma pessoa à depressão: 1) Causa psicológica; 2) Causa espiritual (obsessor espiritual); 3) Mista (psicológica + espiritual).

1) Causa psicológica: a falta de sentido da vida é fruto da ignorância, por não saber o que está fazendo aqui na Terra, ou seja, qual é o seu verdadeiro propósito de vida. Muitas pessoas desconhecem que o sentido da vida é a busca da evolução espiritual. Por isso, reencarnamos sucessivamente para repararmos erros cometidos em existências passadas (somos espíritos em evolução, sendo assim, cometemos erros, que hoje consideraríamos como bárbaros, atrozes, tais como estupros, assassinatos, suicídio, roubos, etc.) que geram carma por infringirmos as Leis Universais, uma delas, é justamente a lei do retorno (ou de causa e efeito).
Sendo assim, os que roubaram, agora serão roubados; os que estupraram, são estuprados; os que abandonaram, são abandonados; os que traíram, são traídos, e assim sucessivamente.
E, pelo fato de a Terra ser um planeta de testes e expiações para que possamos depurar a nossa alma, a vida se encarrega de criar situações que tragam à tona as imperfeições que trazemos de outras vidas, para que possamos modificá-las. Mas isso gera sofrimento por conta do apego a essas imperfeições.
Portanto, de acordo ainda com a lei do retorno, se você numa vida passada era uma pessoa orgulhosa, arrogante, prepotente, autoritária, mandava e desmandava porque tinha poder, riqueza, humilhou e destratou os mais humildes, poderá vir na encarnação seguinte numa família humilde, de poucos recursos, tendo que passar também por humilhações, faltas, para que possa fazer suas aprendizagens. Por isso, as pessoas depressivas devem fazer a seguinte pergunta: “Por que a minha vida está assim?”.
Certamente, através da TRE, o mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) do paciente irá lhe mostrar a causa de seu(s) problema(s) e sua resolução.

2) Causa espiritual: O passado deixa pegadas, sendo assim, são comuns nesta terapia os espíritos obsessores – desafetos dos pacientes desta ou de outras vidas-  se manifestarem nas sessões de regressão, acusando-os do mal que lhes fizeram no passado. Sendo assim, a reconciliação, através do perdão, é a melhor terapêutica paras que ambos se libertem das amarras de seu passado.

Nesses casos, quando ocorre a libertação, o ser espiritual obsessor é levado para a luz, e o paciente se liberta também de sua depressão.

3) Causa mista: A depressão do paciente tem uma dupla causa: a psicológica e a espiritual como fator agravante. Nesses casos, mesmo que a interferência espiritual obsessora seja levada para a Luz, o paciente terá que trabalhar suas imperfeições e maus hábitos para se libertar de sua depressão. É o que os espíritas chamam de reforma íntima.

Caso Clínico:
Depressão, desinteresse pela vida.
Mulher de 30 anos, casada.

Paciente veio ao meu consultório se queixando de depressão, desinteresse pela vida. Estava tomando fluoxetina (remédio antidepressivo), mas não estava resolvendo, pois continuava com os sintomas da depressão. Quando ficava debaixo do chuveiro, vinha uma tristeza profunda e uma vontade de chorar sem um motivo aparente. Estava se afastando dos amigos e largando também tudo o que lhe dava prazer. Não fazia mais planos, sentia-se apática, só queria dormir, sem perspectiva de melhora de seu quadro depressivo. Começou a faltar no trabalho e acabou sendo demitida. Apesar de gostar muito do marido, não tinha mais vontade de fazer sexo, pois não tinha mais libido. Desta forma, não tinha mais ânimo, vontade de viver. Ela observou que a depressão se manifestou após ter praticado um aborto, dois anos atrás.

Ao regredir, a paciente me relatou: “Está escuro, não vejo nada (é comum, após atravessar o portão – recurso técnico que utilizo nessa terapia -, que funciona como um portal que separa o mundo terreno do mundo espiritual, o presente do passado, o paciente se deparar em seu campo de visão com uma escuridão muito grande, um breu total, que os espíritas chamam de umbral, o reino das trevas).
(pausa).
Vejo agora a imagem de um desenho animado do capitão gancho… Ele fala que sente amor e ódio por mim (é comum também nessa terapia, o obsessor espiritual do paciente se manifestar em forma de um personagem de desenho animado para agredi-lo, brincando de forma sarcástica)”.

- Pergunte a esse ser espiritual o que você lhe fez no passado? – peço à paciente.
” Diz que o matei, o abortei, que ele queria vir como o meu filho, mas não deixei. Diz ainda que ele tem o direito de nascer”.

- Pergunte por que ele quis vir como seu filho? – Peço novamente à paciente.
” O capitão gancho (ser obsessor) fala irritado que ele merece (repete duas vezes essa palavra)”.

- Você gostaria de lhe dizer algo? – Peço à paciente.
“ Quero que ele me perdoe por tê-lo abortado, estou bastante arrependida pelo que fiz (paciente fala chorando).
Ele pede para eu parar de tomar as pílulas anticoncepcionais, e diz que já estivemos juntos numa encarnação anterior à vida atual.
Ele está mostrando uma imagem de um casal de crianças: o menino tem oito anos e a menina 10 anos. Ela usa um uniforme escolar, blusa branca, saia cinza, tranças no cabelo, e o menino também veste um uniforme escolar, camisa branca e short azul marinho. Estão correndo contentes numa calçada. Ele diz bravo, que essas crianças eram meus filhos nessa vida passada. (pausa).
Vem agora a imagem dos dois sendo atropelados por um ônibus, enquanto estavam correndo naquela calçada. (paciente fala chorando).
Vejo o menino caído no chão, morto… mas não vejo a menina. Pergunto se a menina morreu.
Ele diz: ‘Claro que sim’. (pausa).
Vejo agora a imagem de minha sobrinha da vida atual… Acho que ela é essa menina que foi minha filha dessa vida passada (paciente fala chorando).
Ele me indaga chorando: ‘por que o abortei’?
Diz ainda: ‘Eu queria vir novamente como seu filho’.
(pausa).
Perguntei se é ele que vem me atormentando por causa disso? (aborto).
Ele me responde gritando: ‘Você acha pouco?!’
Agora , um homem me diz para ter calma… É o meu mentor espiritual, pede calma porque estou muito angustiada. Ele me revela que nós teremos uma nova oportunidade, que ele virá novamente como meu filho. (pausa).
Ele está gritando, dizendo que quer nascer, fica esperneando. O meu mentor espiritual pede novamente calma para mim, fala que agora vai levá-lo para a luz. Fala também para fazer a oração do perdão pelo aborto que fiz, pois só assim irei me curar da depressão. Pede para eu seguir em paz… Está se despedindo, indo com o menino em direção a uma Luz maior.

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Revelações Futuras

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006 por ser uma terapia nova, muitos ainda desconhecem a sua real aplicação terapêutica.

Por isso, aproveito nesse artigo para esclarecer aos leitores que ainda tenham dúvidas acerca dessa terapia, que é sempre o mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) de cada paciente que conduz o processo terapêutico, revelando-lhe a causa e resolução de seus problemas.

O fato de o mentor espiritual ser responsável por sua evolução espiritual, obviamente o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações; sendo assim, somente ele sabe a causa de seus problemas e resolução.

Nessa modalidade de terapia, a TRE, o meu papel como terapeuta é auxiliar o mentor espiritual na condução do processo terapêutico, bem como ser um facilitador na abertura de comunicação para que o paciente possa conversar diretamente com o seu mentor espiritual e receber suas sábias orientações acerca de sua vida.

Após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão em meu consultório, auxiliando o mentor espiritual de cada paciente a regredi-lo, fazendo-o vivenciar acontecimentos traumáticos de seu passado para que possa vê-los sob uma nova ótica, um novo ângulo e, com isso, modificar todo um padrão de crenças e emoções negativas construídas nesta vida (infância, nascimento ou útero materno) ou num passado mais remoto, em vidas passadas, observo agora um crescimento considerável de pacientes que passam nessa terapia por uma progressão de memória (regressão de memória é uma revelação passada e a progressão de memória é uma revelação futura) onde seus mentores espirituais os fazem vivenciar, ver cenas, acontecimentos futuros em suas vidas.

Eu me recordo de um paciente que me enviou um e-mail, após ter feito essa terapia há dois anos. Ele me perguntou se lembrava de seu caso (honestamente, é difícil lembrar de todos os  casos que atendi).

Mas, sabendo que conduzi mais de 20.000 sessões de regressão, e transcorrido dois anos, resumiu em seu e-mail o que o levou a me procurar, bem como suas experiências nessa terapia. Ou seja, o motivo que o trouxe ao meu consultório, na ocasião, era porque não conseguia se firmar em seus relacionamentos afetivos e, com isso, constituir uma família. Os relacionamentos com suas namoradas terminavam em brigas, e ele sempre saia machucado, sentindo-se rejeitado, com orgulho ferido pelo fato delas não o quererem mais.

Numa das sessões, seu mentor espiritual lhe mostrou uma cena de uma vida passada onde ele seduzia as mulheres e, no final, descartava-as, não as querendo mais, pois seu intuito era apenas satisfazer seu desejo sexual.  Muitas chegaram a tirar suas vidas, pois se apaixonaram por ele.

Então, entendeu que o seu insucesso amoroso era um resgate cármico, ou seja, todas as namoradas que hoje o rejeitaram eram, na verdade, aquelas que ele as seduziu e as rejeitou também na existência passada. Desta forma, pela lei do retorno (carma) quem rejeita será rejeitado, quem explora será explorado, quem rouba será roubado e assim por diante.

Na última sessão (5ª sessão), ele me relatou que estava se vendo com uma mulher loira, de olhos azuis, ambos brincando com um menino de dois anos no playground de um prédio. Disse-me que a aparência física e a vestimenta dos três eram da vida presente. Perguntei-lhe se conhecia essa mulher loira e o menino. Respondeu que não, que não sabia quem eram eles. Em seguida, apareceu seu mentor espiritual, um senhor idoso, usando uma túnica branca e lhe disse: – Essa cena que lhe mostrei, isto é, a mulher e a criança é a sua futura família.

O paciente lhe indagou: – Mas como é a minha futura família se nenhuma mulher me quer, pois elas me rejeitam!

O mentor respondeu: – Não duvide, você vai ter sua família!

Após o encerramento do tratamento, ele colocou em dúvida a veracidade da cena que o seu mentor espiritual lhe mostrou (é comum os pacientes questionarem, colocarem em dúvida a progressão de memória, as revelações futuras que os seus mentores espirituais revelam, mostrando cenas, imagens, ou em muitos casos, apenas verbalizam, mas não os deixam progredir, ver cenas futuras).

Voltando ao e-mail que esse paciente me encaminhou, assim me escreveu: – Dr. Osvaldo, na ocasião eu duvidei, achei que aquela cena que o meu mentor me mostrou na última sessão poderia ser uma projeção, um desejo meu de ter uma esposa e filho.

Mas quero lhe compartilhar o que aconteceu comigo após a terapia. Estava no meu trabalho digitando, o meu chefe me interrompeu para me apresentar a nova colega de trabalho. Quando me levantei e virei para cumprimentá-la, fiquei atônito, pasmo, pois a reconheci: era aquela mulher loira, de olhos azuis, que o meu mentor me mostrou em nossa última sessão.

Constrangido, eu a olhei com olhos arregalados, meu chefe e os colegas perceberam a minha reação de espanto e riram de mim. Não conseguia disfarçar a emoção e o meu constrangimento, fiquei visivelmente perturbado com o reconhecimento daquele rosto que não saiu de minha mente desde aquela última sessão.

Pois é, Dr. Osvaldo, quero lhe dizer que essa moça, a minha colega de trabalho, hoje é a minha noiva e estamos de casamento marcado.

Agradeço de coração a Deus, ao senhor, e ao meu mentor espiritual por ter me revelado na terapia a minha futura esposa.

Com os meus agradecimentos sinceros, de seu paciente,

Ronaldo (nome fictício).

No caso desse paciente, não só regrediu ao passado, como também passou por uma progressão de memória onde seu mentor lhe mostrou uma cena futura por achar que isso era necessário. Na progressão de memória, além do paciente vivenciar experiências futuras, seu mentor também poderá lhe orientar em relação à sua vida profissional e financeira, ou seja, seu verdadeiro caminho profissional, trocar de emprego, negócios, saúde, por exemplo, se deve ou não passar por uma cirurgia, qual o seu verdadeiro propósito de vida (missão), isto é, se está ou não se desvirtuando de seu verdadeiro caminho, lições que precisa aprender para evoluir, seu verdadeiro caminho espiritual, harmonizar-se com sua família, tomar decisões importantes, enfim, que rumo tomar em sua vida. O mentor espiritual revela, orienta o paciente com muita propriedade, profundidade e sabedoria.

Não é por acaso que essa terapia é conhecida por sua brevidade, segurança e eficácia.

 

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Análise Transacional – Parte 2

O Dr. Eric Berne, criador da Análise Transacional (AT), dizia que é preciso saber se comunicar bem consigo mesmo para se comunicar melhor com as pessoas. Mas para se comunicar bem consigo mesmo é necessário saber como se processa o diálogo interno, esse bate-papo interno entre as partes de nossa personalidade.
Ele baseou sua teoria da personalidade em três verdades absolutas, inquestionáveis: a) Todos nós tivemos pais ou alguém que fez a função de; b) Todos têm um adulto, isto é, um lado lógico, racional da personalidade; c) Todos já fomos crianças um dia.


Os três aspectos da personalidade (Pai, adulto e criança) comunicam-se entre si continuamente dentro de nossa cabeça em forma de diálogos internos.

 

1) Análise Estrutural da Personalidade:

a) Pai: É o lado autoritário, exigente, crítico, preconceituoso, carinhoso e nutritivo, que incorporamos de pessoas influentes em nossa vida, tais como: pai, mãe, avós, tios, professores, irmãos mais velhos que conviveram conosco. Nós experimentamos essas pessoas em forma de vozes que falam com a gente em nossa cabeça, que nos repreendem ou conversam conosco em forma de diálogos internos. Exemplo:
Você tem que…
Você deveria fazer, porque senão…
Desta forma, o objetivo da AT é fazer a pessoa reencontrar sua autonomia, isto é, resgatar a capacidade de escolhas do indivíduo, a liberdade em optar. Neste sentido, uma pessoa autônoma (e não autômato) é aquela que se ‘desrobotizou’, ou seja, aprendeu a pensar, sentir e agir por si mesma e não sob a influência dos pais.
Em verdade, toda nossa educação foi baseada no binômio: Permissão e Proibição. Muitas pessoas no seu processo educacional tiveram, por exemplo, permissão para pensar, para ser inteligente, questionar e resolver seus problemas no dia-a-dia, porém a proibição de sentir, isto é, demonstrar seus sentimentos. É o caso dos homens. Muitas vezes os pais proíbem os meninos de chorar, demonstrar tristeza, o que não ocorre com as meninas que têm permissão para chorar; portanto, podem sentir e demonstrar sua tristeza. Proibir, isto é, desestimular uma criança a pensar, é fazer por ela, pensar por ela, não a estimulando a pensar por si, fazendo as tarefas escolares de seu filho, por exemplo. Assim, o grau de autonomia, isto é, a liberdade de pensar, sentir e agir aumenta na medida em que se aumenta o nosso autoconhecimento.

b) Adulto: É o lado racional, lógico, coerente da personalidade que funciona como um computador interno disponível e que filtra todas as informações da realidade externa, isto é, testa a realidade para se resolver os problemas do dia-a-dia. É o nosso bom senso, por exemplo, quando tentamos persuadir uma pessoa, buscando convencê-la através do diálogo, de uma argumentação lógica, coerente e sensata.

c) Criança: É o lado infantilizado, isto é, a criança que fomos

em nossa infância e que se perpetua na fase adulta. É o lado de nossa personalidade que é dominado por nossas emoções (medo, raiva, tristeza, alegria, inveja, ciúmes, insegurança, etc.), que costuma, por exemplo, ter acessos de fúria, é impaciente (sócio do clube do pavio curto), como fazia quando tinha cinco anos de idade.
É o lado de nossa personalidade que entra no vitimismo, isto é, se sente um coitadinho, culpando, responsabilizando os outros pela sua infelicidade e que fica na maior parte do tempo reclamando, se queixando, ao invés de buscar soluções, respostas para os seus problemas. Quem tem uma criança mal resolvida dentro de si, tende a se tornar uma péssima mãe ou pai, pois não vai ser capaz de compreender, perceber ou mesmo dar proteção e apoio aos filhos.

Mãe e pai são diferentes de genitora e genitor.

 

A mulher que carrega um filho na barriga e depois não ama, não cuida, não educa… essa mulher se chama genitora.

Mãe é quem levanta de madrugada para cuidar do filho doente, quem se preocupa com o que o filho vai levar de lanche para a escola, quem coloca para dormir, ajuda a fazer boas escolhas, etc.

Por outro lado, genitor (a) é apenas alguém que gera, mas que não desempenha ou não desempenha adequadamente as funções de mãe e pai. É o caso do pai que tem ciúme do filho pelo fato de sua esposa dar mais atenção a ele. Acaba se sentindo rejeitado, não amado e fica com raiva de seu filho. Ou ainda aquele pai que não suporta ver seu filho se sair melhor do que ele financeiramente. Busca competir com ele, tendendo sobrepujá-lo. O mesmo se dá com a mãe que, ao invés de cuidar da filha, quer inverter os papéis, ser cuidada. Por sua vez, a filha não a vê como mãe, mas como uma irmã.
Conheci uma mãe que seduzia todos os namorados da filha, buscando competir com ela. Temos o mau hábito de medir nossa maturidade pela idade. Na verdade, maturidade se mede pelas atitudes.
Muitas pessoas se comportam como crianças mimadas, mesmo ao atingir 30, 40, 50 ou mais anos de idade. Portanto, entrar em contato com essa criança interior que se perpetua na vida adulta, detectando suas carências, é a maneira mais segura de reconstruir o nosso Eu verdadeiro.



CASO CLÍNICO:
Agressão Física.

Homem de 40 anos, solteiro.

O paciente veio ao meu consultório por conta de seu quadro depressivo. Desde então tomava regularmente antidepressivo (lexotan), mas continuava vindo sempre a ideia de suicídio. Seu pessimismo era muito intenso, a libido inexistente (falta de apetite sexual). Antes de 1992, seu interesse sexual era normal, gostava de conversar, dançar, ouvir músicas. Ao me procurar estava totalmente retraído, não se emocionava mais, estava apático. Ao tomar moderador de apetite, desencadeou uma segunda crise depressiva. Desta forma, queria saber o porquê dessas crises de depressão, pessimismo e desinteresse pela vida.

Ao regredir, ele me relatou: “Estou vendo os meus pais, são muito carinhosos. Meu pai está bem vestido, usa barba, eu o vejo em pé dentro de casa. Estou sentado no chão brincando, devo ter uns três anos. Minha mãe está sentada na cadeira, ela é branca, cabelos pretos. Meu pai é alto, cabelos pretos e é moreno. Não vejo os meus irmãos”.

- Avance mais para frente na sua infância – peço-lhe.
“ Agora estou com sete anos, meu cabelo é cortado baixinho, uso topete. Visto uma calça com suspensórios, calço um sapato e meia branca. Sou feliz com os meus pais (pausa).

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe novamente.
“ Meus pais me deixam na escola. É uma escola de padres, é na Bolívia. As carteiras são individuais, o professor é padre e deve ter uns 50 alunos. Estou vestindo uma calça azul, camisa e blusa branca. Era o uniforme da escola. Agora vejo outro padre. Ele também é professor, só que de outra turma. Ele sentou-se do meu lado, ainda não começou a aula. Ele brinca comigo, fala em espanhol. Eu ainda não domino bem o idioma porque antes dos sete anos, minha família morava no Brasil, em São Paulo. Eu não entendi bem o que ele me disse e não gostei da brincadeira e lhe respondi de forma agressiva. Ele não gostou e foi se queixar para o meu professor. O professor me chamou e na frente de todos os alunos, torceu minha orelha e me encheu de bofetadas, e, em seguida, me mandou de volta à minha carteira. Ele falou: ”Que isso sirva de exemplo para todos”. Eu estava atordoado, assustado, não estava entendendo nada. Achei que o meu professor iria apenas chamar a minha atenção, mas, ao invés disso, me agrediu brutalmente (paciente começa a chorar copiosamente). Meu rosto ficou vermelho, doía bastante. Ele deixou as marcas das mãos dele no meu rosto. Eu voltei para a minha carteira, não chorei. Os meus colegas estavam todos apavorados… Eu me senti sozinho, perdido, desamparado (paciente chora intensamente). Estava me sentindo muito humilhado e com muita raiva“.

- Repita essa palavra (raiva) – peço-lhe.
“Raiva! (paciente grita várias vezes). Não contei aos meus pais essa humilhação que passei. Não entendi direito a brincadeira daquele padre; eu não falava direito o espanhol. Após esse incidente, sempre evitava o meu professor e aquele padre que brincou comigo. Após concluir o ensino fundamental, voltamos para São Paulo. Quando tinha 20 anos, voltei à Bolívia e fui procurar os dois padres. Infelizmente, nenhum deles estava mais no colégio. Tinham sido transferidos para outro país. Eu só queria entender o que foi que aconteceu naquele dia. O mal-entendido que houve com aquele padre fez com que me tornasse uma criança séria, que não gostava de brincadeiras. Eu me fechei, ficava triste, não era de sorrir muito. Acho que me fechei de tal forma que acabei negando esse incidente, tanto é verdade que eu não me lembrava desse episódio. Só vim a lembrar agora na regressão de hoje”.

Na regressão seguinte, pedi para que o paciente imaginasse um palco de um teatro.
– Imagine-se sentado na poltrona da 1ª fileira do auditório. O teatro está vazio. Imagine vendo aquele padre que brincou com você, no palco desse teatro. Focalize o holofote só nele e converse com ele (pausa). Pergunte por que ele foi queixar-se com o seu professor? Diga-lhe também que não entendeu as suas brincadeiras porque não dominava bem a língua espanhola.

Ao perguntar ao padre, ele lhe respondeu: “Na verdade, eu não sabia que você não entendia o espanhol. Eu achei que você estava sendo muito mal educado comigo, por isso me queixei com o seu professor. Mas, sinceramente, eu mesmo fiquei surpreso com a reação violenta de seu professor. Achei que ele iria conversar com você, não esperava que fosse agredi-lo daquele jeito. Eu me senti culpado e constrangido com o ocorrido. Peço desculpas por ter provocado aquele incidente”.

Paciente chora emocionado e diz: “Agora entendo o que aconteceu. Vejo que houve um mal-entendido de ambas as partes. Mas agora eu consigo te perdoar. Para mim ficou claro o que ocorreu naquele dia”.

Após o diálogo, pedi para que se despedisse do padre.

No final da sessão, o paciente me disse que, na verdade, sentia mágoa daquele padre e não de seu professor. Após passar por mais quatro sessões de regressão, ele me disse que não se sentia mais depressivo, sentia-se mais solto, mais disposto e comunicativo. Estava motivado e esperançoso e já tinha planos para o seu futuro.
Demos por encerrado o nosso trabalho.

 

Análise Transacional – Parte 1

Uma teoria da personalidade e um método terapêutico eficaz para melhorar a qualidade das relações humanas.


Nós aprendemos a voar como os pássaros;
a nadar como os peixes, mas não aprendemos
ainda a conviver como irmãos.
(Martin Luther King)

O que é Análise Transacional?


A palavra transacional vem de transação. Transação significa troca, isto é, um intercâmbio. Neste sentido, uma transação comercial, por exemplo, implica numa troca ou intercâmbio de algo entre duas ou mais pessoas. Dentro da Análise Transacional, por outro lado, a palavra transação significa comunicação, onde se dá uma troca, um intercâmbio de perguntas e respostas em que duas ou mais pessoas fazem entre si. Ao estudarmos a palavra comunicação e separarmos as cinco primeiras letras e as quatro últimas se formarão as seguintes palavras: COMUM e AÇÂO, ou seja: COMUN
IC AÇÃO.

 

Desta forma, para que ocorra uma boa comunicação, é preciso que exista uma ação em comum, isto é, algo em comum entre as pessoas. Além de que, para que se efetive uma boa comunicação, é necessário estabelecer uma relação de confiança e de respeito mútuo entre os envolvidos.

Neste sentido, a Análise Transacional, abreviada para AT, constitui-se numa teoria da personalidade e num método potente de análise do comportamento humano que levam ao autoconhecimento e, consequentemente, a uma boa comunicação. Esta técnica foi criada pelo Psiquiatra Canadense Dr. Eric Berne, no fim da década de 50.

Para que serve o autoconhecimento?


Pitágoras, um dos grandes sábios da humanidade, além de introduzir o termo filosofia, trouxe dos templos egípcios a máxima secular “Gnothi se auton” (conhece-te a ti mesmo), inscrita na entrada de sua escola e depois no templo de Apolo, em Delfos.

Quando perguntaram a Tales de Mileto, matemático grego do séc. V a. C, qual era a tarefa mais difícil para o ser humano, ele respondeu: “Conhecer-se a si mesmo”.

O grande psicanalista C.G. Jung dizia que “o consciente é uma pequena ilha rodeada pelo imenso mar do inconsciente”.

Através do autoconhecimento, portanto, você aprende a identificar o que precisa ser mudado em suas atitudes para se conviver melhor e ser uma pessoa mais agradável.

Caro leitor, como um exercício de autoconhecimento, procure responder a essas perguntas: Você fica à vontade com as outras pessoas ou fica tenso?
Você é uma pessoa agradável ou desagradável?
Qual (is) a(s) queixa(s) que as pessoas fazem a seu respeito?

Você sabe lidar bem com suas emoções?
Você se conhece verdadeiramente?

Somos muito ignorantes a nosso respeito e com isso vamos ter uma comunicação deficiente.
Conhecemos as nossas casas, os nossos carros, mas muito pouco do nosso mundo interior, das nossas reações, atitudes, pensamentos e sentimentos. Desta forma, conhecer-se a si mesmo é a chave para melhorar os padrões de comunicação e um instrumento para a melhoria das relações interpessoais.

Na verdade, toda nossa conduta, nossas atitudes, a forma de nos relacionarmos tem muito a ver com a nossa Personalidade (Mundo Interior).

Como é a teoria da Personalidade da Análise Transacional?

- Você conhece alguém que costuma ser crítico, autoritário, exigente, aponta um dedo acusativo aos outros, exatamente como o pai fazia com ele?
– Você conhece alguém que costuma ter surtos de fúria, é impaciente, quer que as coisas aconteçam do seu jeito tal como fazia quando criança?
– Você conhece alguém que ao invés de ficar se lamentando da falta de sorte, sentindo pena de si mesmo, ou culpando os outros diante de um problema, procura soluções sem perder seu tempo?


Se conhece gente assim, então você já viu as três partes da personalidade humana em ação que em Análise Transacional (AT) são chamadas de Pai, Adulto e Criança.

2º a AT, carregamos dentro de nós os nossos pais (ou outras figuras de autoridade, como os avós, tios, irmãos (as) mais velhos, professores), o adulto que somos e a criança que fomos.

Na verdade, a maior parte das pessoas funciona, isto é, age como seus pais de forma crítica, agressiva, impulsiva, medrosa, insegura, preconceituosa, ou de forma infantil como fazia quando criança, ao invés de agir como uma pessoa adulta, procurando se relacionar na base do diálogo, do entendimento na busca de soluções de forma equilibrada.

Em resumo, trazemos gravados em nossa estrutura de personalidade os pais que tivemos, aquele (a) menino (a) que fomos e um lado adulto, coerente, racional que busca resolver os problemas do dia-a-dia. Essas três estruturas da personalidade se comunicam entre si, através de diálogos internos. Desta forma, para que haja uma boa comunicação, é necessário escutar os “ruídos internos”, ou seja, esse bate-papo que ocorre em nossas cabeças.


Neste aspecto, existem dois tipos de comunicação:
a) Intrapessoal (interno, consigo mesmo);
b) Interpessoal (externo, entre as pessoas).

Estamos na Era da Comunicação, isto é, da informação. Portanto, só sobrevive no mercado aquele profissional que se adapta às mudanças e está bem informado e, portanto, atualizado.
Por outro lado, não basta só ter conhecimento técnico, é preciso saber se relacionar, ter competência interpessoal, ou seja, ser bem relacionado para que aumente o leque de oportunidades em sua vida. Mas para isso, é preciso que você esteja bem consigo mesmo para estar bem com as pessoas. Em outras palavras, é fundamental se comunicar bem consigo mesmo (comunicação intrapessoal) para se comunicar bem com os outros (comunicação interpessoal).
É por isso que nas entrevistas de seleção as empresas estão interessadas em saber qual o perfil de personalidade dos candidatos. Desta forma, para que haja uma comunicação eficaz, entra o componente emocional, isto é, o controle emocional. Ou seja, você precisa saber lidar bem com suas emoções. Através de seu controle emocional, vai interromper o diálogo interno que ocorre dentro de sua cabeça. Quantas vezes você escutou uma voz interior, uma voz contrária que lhe diz que não adianta nem tentar porque você não é capaz, que é um fracasso? Essa mesma voz costuma te lembrar que tudo que você começa não termina porque entra no desânimo, perde interesse, se desmotiva por ser imediatista, querer as coisas para ontem.

Portanto, dominar a sua ansiedade, seus medos, insegurança, preocupações, crenças autolimitadoras, enfim, superar os bloqueios emocionais de seu passado é o grande desafio.
É por isso que Buda dizia: “O Rei mais nobre de todos os reis é aquele que é capaz de se dominar”.
Para isso, é preciso se tornar mais lúcido, mais consciente através da prática do autoconhecimento e, na medida em que você se torna mais consciente, diminui o seu grau de ignorância, alienação a seu respeito.

 

 

Caso Clínico: Medo de se relacionar com as pessoas
Homem de 40 anos, solteiro.

O paciente veio ao meu consultório por conta de sua timidez e medo de se expor, de não conseguir se relacionar com as pessoas.
Procurava sempre se isolar em seu ambiente de trabalho. Almoçava sozinho ao invés de acompanhar os seus colegas de trabalho. Encontrava muita dificuldade em explanar o seu trabalho junto à Diretoria.
Ficava constrangido, tenso e muito ansioso ao ter que se expor em reuniões de trabalho. Gaguejava ao ter que conversar com o seu chefe. Sentia-se inferiorizado, não conseguia ficar à vontade na presença de seu chefe, embora este não fosse autoritário, nem exigente. Não participava das reuniões sociais que o seu trabalho exigia, principalmente nos finais de ano.
Perdeu inúmeras chances de ser promovido, principalmente para exercer um cargo de mando por conta de sua inibição e de ser uma pessoa muito fechada e antissocial.

Ao regredir, ele se viu com 6 anos de idade, presenciando seu pai batendo em sua mãe. Ele me relatou: “Quase todos os dias vejo o meu pai alcoolizado batendo em minha mãe. Eu me sinto sozinho, desamparado, sem nenhum apoio porque só vejo a minha mãe apanhando, indefesa”.
– Peço, em seguida, que o paciente regrida no momento de sua concepção para que saiba em que circunstância foi concebido pelos seus pais: “Vejo o meu pai fazendo sexo com minha mãe como se ela fosse um objeto. Não existe carinho nem companheirismo entre eles. Não a vejo satisfeita nesse relacionamento. Há muita carência, ela tem medo de ficar sozinha. No entanto, ficou feliz em saber que estava grávida”.
– Peço então para que ele vá para o 1º trimestre de gestação: “Minha mãe se anula, sempre atendendo os desejos de meu pai. É só o que vejo”.
– Vá agora para o 2º trimestre: “Não me sinto bem, sinto que atrapalho a vida de minha mãe na correria do dia-a-dia. Ela continua anulando os seus sentimentos em detrimento dos caprichos de meu pai. Ela parece uma escrava. Meu pai continua bebendo. Não o vejo fazendo carinho na barriga de minha mãe. Eu me sinto distante dele. Ele não está nem aí! Sinto que ele só fez engravidar a minha mãe”.
– Vá para o último trimestre, peço-lhe: “Minha mãe está chorando porque se sente pesada, não consegue fazer direito o trabalho doméstico e o meu pai só reclama e fala palavrão, xingando-a. Ela quer que chegue logo o dia de meu nascimento para se livrar de mim. Ela não aguenta mais aquele peso”.
– Peço para que ele vá para o momento de seu nascimento: “A minha mãe se sente aliviada. Vejo-me agora nos braços dela. Todo mundo está alegre, meus tios/as, avós… Só não vejo o meu pai”.
– Vá agora para a sua infância: “Eu me vejo esperando o meu pai me levar para passear. Mas ele nunca me leva. Ele está sempre brigando com a minha mãe ou encostado no bar, no balcão, tomando pinga. Tenho 7 anos, não tenho irmãos, me sinto sozinho, desprezado. Entretanto, fico sempre esperando o meu pai chegar do trabalho para me levar a algum lugar. Eu precisava de alguém ao meu lado. Na verdade, eu buscava um substituto para o meu pai. Agora entendo porque eu fazia tudo o que os meus colegas de escola mandavam. Sempre fui muito submisso, bonzinho e todos se aproveitavam de mim. Eu mendigava atenção, carinho e companhia… Agora me vejo com 16 anos. Eu me sinto envergonhado, meio ridículo na hora de tirar a roupa nas aulas de natação. Os meus amigos riam do tamanho do meu pênis.
Comecei então a prestar atenção nos órgãos genitais de outros rapazes. Notei que o meu era menor que o deles. A primeira garota com a qual transei falou que eu tinha um pênis pequeno e espalhou para as meninas do colégio. Eu fiquei muito constrangido e inferiorizado. Daí em diante fui me fechando, me escondia no vestiário nas aulas de educação física. Eu me sentia menos homem, tinha dificuldades de me soltar e pensava: -Se me mostrar como sou as pessoas não vão me aprovar, vão ver que eu tenho alguma coisa errada.
Desde criança, o meu pai sempre me recriminava,  me criticava, falava que eu não servia para nada, zombava de mim, dizia que eu era fraco, medroso. Nunca me senti à vontade com o meu pai. A presença dele me incomodava. Agora estou entendendo o porquê desse medo de me expor, de hoje não confrontar as pessoas no âmbito profissional.

Vem sempre o pensamento: – Eles vão acabar descobrindo o meu problema sexual (pênis pequeno) e vão rir de mim. Por isso, não me exponho muito. Explica também porque sempre tive dificuldades de arrumar uma namorada”.

Após essa sessão de regressão, fizemos alternadamente sucessivas sessões de hipnoterapia para incutir no seu subconsciente palavras e frases sugestivas positivas para desprogramar seu sentimento de infelicidade e baixa autoestima.

Durante o tratamento, sugeri também que ele procurasse um médico especialista (urologista) para uma avaliação clínica em relação ao tamanho de seu pênis. E realmente foi constatado que ele tinha um pênis desproporcional à sua estatura. Paralelamente à terapia regressiva e hipnoterapia, o paciente se submeteu ao tratamento médico para aumentar o tamanho de seu órgão genital.
No decorrer da terapia, ele foi resgatando sua autoconfiança e autoestima, expondo-se mais em público. E foi o que ele fez com sucesso, permitindo se relacionar com as pessoas, sem medo ou insegurança. Ao término do tratamento, confidenciou satisfeito que estava namorando e que mudou de emprego passando a ganhar mais.

 

Resgate sua Criança Interior

Não se pode resolver problemas com palavras,
mas só com a experiência, não apenas a experiência
corretiva, mas revivendo o medo inicial (tristeza, raiva).
Alice Miller

 

Os leitores assíduos de meus artigos e casos clínicos certamente ficaram maravilhados com os enormes benefícios nas vidas de meus pacientes após terem passado pelas sessões de regressão de memória na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006. Todavia, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão, recentemente a espiritualidade me orientou, sugeriu que eu complementasse em meu trabalho com a TRE (essa terapia é evolutiva não só por colaborar na evolução espiritual dos pacientes, mas também pelo seu método terapêutico estar em constante evolução, aprimoramento) a Análise Transacional (A.T.) para que os pacientes possam se conhecer melhor, lidar com suas emoções e, com isso, melhorar a qualidade das relações humanas.

Dr. Eric Berne, psiquiatra canadense, criador da Análise Transacional na década de 50, afirmava que carregamos dentro de nós os nossos pais, o adulto que somos e a criança que fomos. Ele se baseou em três pressupostos fundamentais que serviram de base para o surgimento da Análise Transacional, uma teoria da personalidade humana e um método terapêutico de autoconhecimento eficaz e potente.

Os três pressupostos são:
a) Todos nós tivemos pais ou alguém que fez a função de;
b) Todos temos um lado adulto da personalidade que funciona como um computador interno disponível que processa todas as informações do ambiente para resolvermos os problemas;
c) Todos já fomos crianças, isto é, um lado infantilizado, imaturo de nossa personalidade. É comum as pessoas medirem o grau de maturidade através da idade. Na verdade, a maturidade se mede nas atitudes.

Você tem consciência quando está agindo feito criança?


Não é raro observar alguns comportamentos infantis de pais em relação a seus filhos, de irmãos muito mais velhos em relação aos menores e até mesmo da esposa em relação ao seu marido ou vice-versa.

Veja o caso da esposa que briga com o marido por ciúmes. Ele dá um beijo na filha e a esposa morre de ciúmes e disputa com a filha o seu afeto. Neste aspecto, essa esposa é uma criança “fantasiada de adulto”, pois age de forma possessiva e infantil.
Ao brigar com o marido, ela está regredida cronologicamente falando. Na verdade, está brigando com o seu pai por que ele dava mais atenção à sua irmã quando ela era criança. Portanto, quem tem uma “criança mal resolvida” dentro de si tende a se tornar uma péssima mãe, confundindo-se com dela.

Pai é a mesma coisa, quer os brinquedos dele. Compra um videogame para o filho, mas não o deixa brincar, fica disputando o brinquedo como fazia com o seu irmão na sua infância. Muitos pais morrem de ciúmes do filho recém-nascido se queixando com as esposas que elas não lhes dão a devida atenção. Muitos ainda querem seus carros importados e não se ligam nos problemas financeiros de suas famílias. Foram mimados quando criança e, por isso, a dificuldade de lidarem com as suas frustrações, não aceitando a realidade.

Outros reagem à frustração de forma irada, aos gritos. Em muitos casos uma explosão de ira provocada por um motivo aparentemente banal pode ter suas raízes num passado remoto. Na maioria das vezes esse grito pode ser um grito contido que quando criança teve que engolir diante de um pai autoritário e castrador em sua infância.
Desta forma, feridas abertas na infância podem deixar marcas profundas e criar distorções em nossa personalidade.

Portanto, para gerar comportamentos saudáveis é preciso tratar dessa ferida conversando com a ”criança interior” que existe em todos nós, através da regressão de memória.

Dr. Eric Berne dizia: “Os pais deliberada ou inconscientemente ensinam a seus filhos desde o nascimento como se comportar, pensar, sentir e perceber. Libertar-se destas influências não é algo fácil. Grande parte do que é ensinado na família tem caráter opressivo. Estes ensinamentos impostos às crianças é que eu denomino de treinamento básico de vida, que inclui um ataque sistemático, uma castração dos três potenciais humanos primários: intimidade, consciência e espontaneidade”.

Concordo e assino embaixo a respeito das declarações do psiquiatra canadense acima referidas. Realmente, os pais têm uma forte influência na personalidade da criança; porém, trazemos o nosso caráter, a nossa personalidade de vidas passadas de acordo com a visão reencarnacionista.

Numa ocasião, um paciente, delegado da polícia federal, me confidenciou: “Sabe, Osvaldo, o que vou falar me constrange e é algo que me incomoda desde quando era criança. Nunca concordei com as atitudes de meus pais e irmãos. Todos roubavam e me obrigavam a fazer o mesmo, mas eu me recusava a fazer o que eles queriam. Até hoje eles me criticam pela minha atitude ética e o meu relacionamento com os meus familiares piorou ainda mais pelo fato de ter me tornado um policial”.

Por outro lado, outro paciente, um rapaz de 22 anos, me procurou por ter também problemas de relacionamento com os pais. Filho do meio de cinco irmãos teve uma boa educação, carinho e sentido de limites por parte dos pais. Tinha tudo para ser uma pessoa bem sucedida. Não obstante, nunca quis saber de estudar e gostava de se envolver com traficantes de drogas, assaltantes de carros, etc. O próprio paciente reconheceu que seus pais não tiveram nenhuma responsabilidade por suas inclinações negativas. Por isso, queria entender o porquê dessas inclinações dentro da TRE.

A Análise Transacional, a AT, como uma psicologia tradicional, que lida apenas com essa vida, realmente não explica de forma convincente o porquê das atitudes desses dois pacientes.
Por outro lado, não há como negar que os nossos pais, o meio ambiente em que fomos criados, os fatos ocorridos quando estávamos no útero materno e em nossa infância, reforçaram – e muito – as inclinações, tanto negativas como positivas, que trazemos de vidas passadas.

Desta forma, uma coisa não exclui outra. As duas terapias (TRE e AT) se completam e são muito importantes para um melhor entendimento do homem, esse ser complexo e desconhecido.
A ciência e a tecnologia tiveram grandes avanços, mas a ciência do homem, do comportamento, ainda se encontra na fase pré-embrionária, não explicando de forma convincente como ocorre o processo de mudança, de cura terapêutica nos vários distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos de causa desconhecida, comportamentais e de relacionamento interpessoal.
Muitos pacientes foram beneficiados num curto espaço de tempo ao se submeterem à Terapia Regressiva Evolutiva(TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual. Mas, honestamente falando, sou incapaz de explicar o mecanismo exato de como ocorreu a cura na vida desses pacientes. Evidentemente, ainda demanda muita pesquisa para uma melhor compreensão de como ocorre o processo de cura terapêutica.
Mas não tenho dúvida alguma em afirmar que a TRE e a AT nos fornecem subsídios importantes para entendermos e melhorarmos a forma de nos relacionarmos com os pais, irmãos, cônjuges, amigos, chefes, colegas de trabalho, etc..
Nos próximos artigos, irei abordar de maneira detalhada as estruturas internas que compõem o nosso mundo interior, isto é, a nossa personalidade dentro da ótica da Análise Transacional.

 

Caso Clínico:
Brigas constantes com a esposa
Homem de 32 anos, casado, um filho de 2 anos.


Veio ao meu consultório por conta de suas brigas constantes com sua esposa. Dizia ser muito impaciente, estourado, nervoso. Queria entender o motivo de ser tão explosivo e impaciente.
Segundo o relato do paciente, seu temperamento explosivo, aliado ao ciúme que sentia pelo filho de 2 anos é que estavam desencadeando suas frequentes brigas com a esposa a ponto dela querer separar-se dele. Embora fosse filho adotivo, nunca faltou amor por parte dos pais adotivos. Mas, desde criança, as coisas tinham que ser do seu jeito. Costumava entrar em depressão, pois sempre teve dificuldade de ouvir um não, de suportar uma frustração. Não gostava de ser contrariado.

Ao regredir, o paciente se viu com 4 anos de idade, pele morena, cabelos lisos e claros. Sentia-se revoltado pelo fato dos tios darem mais atenção ao seu pai do que para ele. Reagia também com raiva por se sentir rejeitado. Ficava agitado, nervoso e inquieto. Viu-se brincando sozinho, pois não tinha amigos na rua onde morava. Por isso, tinha que conviver com pessoas mais velhas. Sentia tristeza, solidão, queria muito ter amigos de sua idade.
O paciente me disse: – Não me vejo brincando com crianças de minha idade, convivo só com pessoas mais velhas… Vejo uma prima bem mais velha comentando para meus pais adotivos que iria adotar uma criança, mas ao ver o meu jeito inquieto e nervoso, acabou desistindo. Eu me sinto culpado e acabo me afastando de todos, sentindo-me mais sozinho ainda.

Em seguida, pedi para que o paciente avançasse na regressão para a fase de sua adolescência: – Continuo me sentindo sozinho. Perdi muito amigos e me sinto menosprezado. Sempre termino com as minhas namoradas, até que conheci minha atual esposa. Foi paixão à primeira vista. Eu podia ficar longe de todos, mas não dela. Acabamos casando e cinco anos depois tivemos o nosso filho.

Meu filho sempre tomava o nosso tempo. Aí eu fiquei estressado, vieram as discussões. Ele me atrapalhava, pois não podia sair com a minha esposa, assistir TV juntos, ir ao restaurante, sempre tínhamos que dar atenção ao nosso filho. Isso me magoava muito, ia guardando mágoas, ficava chateado, angustiado, com raiva, nervoso e impaciente.

Estava me sentindo muito pressionado, triste. Meu filho me afastava de minha esposa e o culpava por isso. Eu pensava: – Criança é nova, tem toda a energia do mundo, o que não ocorre com os idosos. Eles, sim, merecem mais atenção.
Eu o interpelei dizendo: – Da mesma forma que os idosos, as crianças também necessitam de atenção, apoio e ajuda. E o seu filho tem apenas 2 anos. O paciente então me respondeu: – Mas o problema é que não o vejo como criança. Quando meu filho quer brincar comigo eu fico bastante constrangido, não sei lidar com ele, tenho vontade de sair correndo. Fico com muita vergonha, eu me censuro porque sinto e ajo como se tivesse menos idade. Não consigo pegá-lo no colo, brincar com ele, também não tenho muita paciência.

Antes de encerrarmos a sessão, eu lhe disse: – Você sofre de Síndrome de Peter Pan (personagem de desenho animado de Walt Disney que não queria crescer, se tornar adulto).

Faltou em sua infância conviver com crianças de sua idade. Daí hoje o seu constrangimento, sua inibição de brincar com seu filho.

Expliquei-lhe que era natural se frustrar com frequência diante de uma negativa, pois ele não havia aprendido a ouvir um não (seu limite de tolerância à frustração era muito baixo).

Era necessário, portanto, diminuir seu orgulho, desenvolver a humildade e conversar mais com sua criança interior. É o que fizemos nas sessões posteriores, alternando com a hipnoterapia, incutindo em seu subconsciente palavras e frases afirmativas de autoconfiança, paciência, tolerância, equilíbrio, compreensão e atitudes adultas.

Gradativamente, no decorrer do processo terapêutico, o paciente foi se permitindo brincar com o seu filho, pegá-lo no colo, dialogar mais com as pessoas – principalmente com sua esposa – ao invés dos comportamentos explosivos e agressivos. Após 10 sessões de regressão, demos por encerrado de forma positiva o nosso trabalho.

 

 

 

Deixe que a vida siga o seu curso natural

Você confia na vida? Deixa ser conduzido por ela? Ou a vê como uma inimiga, fica sempre esperando pelo pior, pois não confia nela.
Para muitos, ser otimista é sempre esperar que coisas boas aconteçam em suas vidas, é ser uma pessoa positiva, pensar positivamente.

A minha visão de otimismo é um pouco diferente. Para mim uma pessoa otimista é aquela que vê o ótimo em tudo, ou seja, mesmo diante de acontecimentos dolorosos, ainda assim, consegue extrair uma lição, um aprendizado, não perde a fé na vida. Já o pessimista, é o inverso: mesmo diante do belo, dos acontecimentos positivos, consegue extrair, ver sempre o negativo, o ruim, desprezando o lado positivo da vida. Não está, portanto, aberto, receptivo para tirar uma lição, um aprendizado em suas experiências de vida.

Ao abrir a janela num dia ensolarado, céu azul e límpido, ao olhar uma roseira em seu jardim, o pessimista só vê os espinhos, não se permite ver a tonalidade das cores, a maciez das pétalas, o encanto, a beleza da natureza, o brilho das estrelas, a luz do vaga-lume, o cantar dos pássaros, o murmúrio da cachoeira, a água límpida, pura, cristalina da correnteza dos rios, o cheiro da terra úmida, o orvalho da manhã, o sorriso de uma criança.
Um amigo meu, pessimista, traduzia sua vida numa anedota contando que no final do túnel via uma luz e, ao se aproximar dela, para sua surpresa, viu que na verdade eram os faróis de um trem chegando a todo vapor em sua direção.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão (nesta terapia, é o mentor espiritual – ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual – que conduz a sessão de regressão, e o meu papel como terapeuta é procurar abrir o canal de comunicação para que o mentor de cada paciente possa orientá-lo melhor acerca de seus problemas e a sua resolução) cheguei à conclusão de que a perfeição existe em toda obra da criação. Ou seja, tudo acontece da maneira e na hora certa para o nosso melhor. Se algo nos parece errado é porque nos faltam os elementos necessários para entender as causas que geraram determinados acontecimentos em nossas vidas. Em outras palavras, enxergamos a Vida por meio da “fresta de uma fechadura”.

Nesta terapia, com os mentores espirituais dos pacientes, compreendi que seja o que for que nos esteja reservado para o futuro, somos protegidos pela Vida e por amigos espirituais, mesmo que a gente não os veja no nosso dia-a-dia. Mas, para que possam nos ajudar mais é preciso conectar-se com eles, indo de acordo com uma das Leis Universais – a Lei da Afinidade – orando, meditando e cultivando o sentimento de gratidão pelo nosso Criador e pela Espiritualidade (mentor espiritual, amigos espirituais, parentes desencarnados, etc.).
É preciso também que estejamos atentos, antenados, com humildade e flexibilidade para percebermos os toques que eles nos dão e, com isso, mudarmos a nossa maneira de ver e agir.

Certa ocasião, no final do tratamento, a paciente me entregou um vaso com uma muda de bambu dizendo que era presente de seu mentor espiritual.
Surpreso e, ao mesmo tempo, honrado com o presente, agradeci de coração à paciente. Depois que ela foi embora, pude compreender o toque que o mentor espiritual dela me deu presenteando-me com a muda de bambu. Essa planta é conhecida pela sua resistência, flexibilidade em se moldar de acordo com a força do vento. Por se envergar diante do vento, ela não se quebra.
Portanto, o recado que o mentor espiritual da paciente me deu por meio desse presente foi que eu precisava ser mais flexível diante da vida.

Flexibilidade é o que diferencia a teimosia da persistência. Teimosia é persistir nos mesmos erros e não parar para refletir o porquê de não estar dando certo. Ser teimoso é usar a mesma chave sem perceber que o miolo da fechadura foi trocado. Por outro lado, ser persistente é ter flexibilidade de parar para refletir quando algo não dá certo. Ou seja, se tudo que você fez até agora não deu certo, é preciso ter humildade e rever o porquê das coisas não darem certo em sua vida. Obviamente, uma pessoa teimosa nunca costuma admitir que é teimosa, mas, sim “persistente”, “determinada” e, com isso, não se permite mudar. Quer controlar tudo, não deixa que a vida a conduza por não confiar nela, resiste, quer continuar na mesmice. Com isso, cedo ou tarde colherá a dor da desilusão.

Caso Clínico:
Mulher de 58 anos, separada, 2 filhos.
Medo do sucesso.

Veio ao meu consultório querendo entender por que ficava procrastinando, não conseguia soltar sua criatividade em seu trabalho como profissional autônoma e, com isso, ficava empacada, bloqueada, pois tinha medo do sucesso. Sofria também de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) – compulsão de guardar, empilhar as coisas que achava, acreditava que um dia iria utilizá-las. O outro motivo que a trouxe em meu consultório era entender o porquê de sua mãe ter sido autoritária, possessiva e rígida com ela. Na infância, tinha muito medo dela porque era muito severa e batia nela.

Quando sua mãe foi internada no hospital, sua tia que a criou perguntou-lhe se queria vê-la, mas a paciente não quis. Logo depois, ela veio a falecer.
Após ter passado por 8 sessões de regressão, na 9ª sessão, ao regredir, a paciente me relatou: “Vejo pessoas sentadas em bancos estudando, lendo. É um jardim bem amplo, claro, muito bonito. Homens e mulheres estão vestidos de branco, descalços. Uns ficam lendo, outros caminham, conversando. Tem sol, é bem claro, parece ser no plano espiritual. Estou nesse jardim também vestida de branco, uso um roupão branco (é a vestimenta usual do Astral Superior)”.

- Veja se vem alguém conversar com você nesse lugar? – Peço à paciente.
“Uma mulher está se aproximando de mim, mas não sei quem é”.

- Como que ela é? – Pergunto à paciente.
” Ela usa um vestido branco, saia rodada. É uma pessoa de idade, parou para falar comigo”. (Pausa).

- Escute o que ela lhe diz?(a comunicação com os espíritos desencarnados sempre ocorre de forma intuitiva, em pensamento).
” Ela me abraça… Acho que é a minha mãe (quando sua mãe faleceu a paciente tinha 10 anos e me disse que não se lembrava muito da aparência física dela).
Ela me abraça apertado, chora, pede perdão pelo tratamento dado a mim, pela rigidez, intolerância; achava que estava fazendo o melhor”.

- Como você se sente? – Pergunto à paciente.
” Eu me sinto aliviada, digo à minha mãe que já passou, que não tem nada que pedir perdão. Ela me diz que fica feliz … Agora, ela está indo embora”.

- Como você se sente revendo sua mãe? – Pergunto à paciente.
” Eu me sinto feliz, aliviada e mais tranquila”.

- Veja se vem mais alguém conversar com você nesse plano? – Peço à paciente.
” Tem um homem de barba, alto, de idade, magro. Ele me mostra um livro, que está em suas mãos. Diz que a sabedoria que está nesse livro, está também dentro de mim, que é só buscá-la dentro de mim mesma. Diz ainda que estou no caminho certo”.

- Pergunte quem é ele? – Peço novamente à paciente.
” Fala que é o meu mentor espiritual, que é uma ponte para o meu Eu Superior (alma, espírito).
Revela que não tenho mais medo do sucesso, que agora estou pronta para executar as tarefas que me propus no lado profissional, e que posso contar sempre com a ajuda dele e dos amigos espirituais que me guiam pelo caminho que eu quiser trilhar. Pede para eu colocar em prática o conhecimento que possuo, pois a porta está aberta”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem algo a lhe dizer de sua mãe? – Peço à paciente.
” Diz que está resolvido, o reencontro entre nós solucionou as nossas pendências, pois conseguimos nos perdoar.
Pede para eu mostrar o meu trabalho, confiar no que faço porque se não mostrar ninguém pode avaliar o meu talento. Reafirma que as pessoas têm que conhecer o meu trabalho. Não adianta ficar escondida, produzir as coisas só para mim. Pede também para não ficar acumulando, guardando objetos, coisas que não têm mais utilidade, pois tudo vai fluir a partir do momento que eu soltar, deixar circular, não guardar comigo. Afirma que isso é em relação a tudo em minha vida, é para não reter nada, liberar, produzir, criar coisas novas. Diz que minha criatividade no trabalho só vai fluir se eu soltar, não segurar as coisas produzidas, deixar fluir sempre com desprendimento, sem apego para que a Vida siga o seu curso natural.
Diz ainda: “Vá em frente fazendo as coisas correta e adequadamente. Agindo assim, você vai obter o que deseja. Confia na Vida, solta, desprenda!”.

Na sessão seguinte (10ª e última), a paciente me disse que teve um insight, uma compreensão de que estava repetindo, reproduzindo sem saber a rigidez e o autoritarismo de sua mãe em sua vida e, por conta disso, resolveu seguir, colocar em prática as orientações de seu mentor espiritual fazendo uma faxina externa (jogou fora todos os objetos, pertences que estava empilhando, que não servia mais, pois percebeu que não fazia mais sentido guardá-los) e, principalmente, uma faxina interna, soltando seus medos, mudando de atitude em relação a si e em relação à vida confiando, entregando ao Universo suas preocupações.

Percebeu também que após ter conversado com o seu mentor espiritual soltou um peso enorme em suas costas, seu trabalho começou a fluir, e mesmo em relação aos seus dois filhos (quando se encontravam brigavam muito) houve uma melhora significativa, pois estavam conseguindo conversar, dialogar, sem brigas.

 

 

 

 

A eficácia da fé na cura da alma

“A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega”.
Albert Einstein.

Na folha de S. Paulo do dia 29/04/2010 saiu uma matéria cujo título era “Religiosidade protege coração”. A matéria relatava dois estudos internacionais que indicavam que a religiosidade protege o ser humano de problemas cardíacos e de doenças como hipertensão.

O primeiro estudo foi feito por médicos norte-americanos que acompanharam por 30 anos a saúde cardiovascular de 6500 adultos e constataram menor número de mortes por doenças do coração entre os que seguiam alguma religião.
O segundo estudo foi realizado pela Universidade de Duke (USA) com 3963 pessoas e concluiu que a leitura de textos religiosos, a prática de oração ou a participação em cultos reduziu em 40% o risco de a pessoa desenvolver hipertensão.

Portanto, o estudo concluiu que a crença num Ser Supremo deixa a pessoa mais tranquila e confiante, diminui a produção dos hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol e, com isso, leva a queda na frequência cardíaca e na pressão arterial. Em outros estudos, médicos norte-americanos também têm dedicado especial atenção às influências positivas que a experiência religiosa pode exercer na recuperação de enfermos hospitalizados.

Com base em todos esses resultados, a Sociedade de Cardiologia de São Paulo incluiu, pela primeira vez, a relação entre Espiritualidade e Saúde como tema de Congresso. Na Faculdade de Medicina da USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra, coordenou a cadeira de Medicina e Espiritualidade.

O famoso psiquiatra, criador da Bioenergética, discípulo de Reich, notável por sua seriedade e postura científica, Alexandre Lowen, em sua obra: “O corpo em depressão – As bases biológicas da fé e da realidade”, assim escreveu: “Os psiquiatras geralmente não pensam em termos religiosos, e eu, em especial, relutava muito em fazer isso. Teria evitado a palavra fé se ela não tivesse surgido espontaneamente durante meu estudo da natureza da depressão. Fui forçado à conclusão de que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. Quando ocorre uma perda de fé, as pessoas parecem perder também o desejo e o impulso de se lançarem na vida, de procurarem suas extensões, e de lutar. Acredito que pouco importa que Deus as pessoas venerem, que crenças tenham, mas o que importa é a sua fé profunda. A pessoa que não tem fé, não pode amar, e a pessoa que não pode amar, não tem fé. As pessoas fortes têm fé e as pessoas que têm fé são fortes. Tanto para a sociedade, como para o indivíduo, a fé é a força que sustenta a vida e a faz movimentar-se para frente e para cima. Nossa única salvação está na fé”.

Portanto, aos poucos, vem se formatando um novo paradigma que traz uma nova medicina, não apenas organicista, fisicista, mas abrangendo também os aspectos mentais, emocionais e espirituais do ser humano integral (mente, corpo e espírito).
Na antiguidade, havia uma estreita relação entre a medicina e a religião. Tempos depois, houve uma ruptura desses dois segmentos, pois a medicina estruturou-se em conceitos puramente organicista, materialista, recusando-se a levar em conta a realidade espiritual do ser humano.

Por isso, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) – abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, tem como objetivo unir a ciência psicológica e a espiritualidade.

Na minha prática clínica, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão de memória, constatei que 90% dos problemas de meus pacientes têm como origem uma causa espiritual (obsessão espiritual), e apenas em 10% dos casos a origem é de ordem psicológica.
Nesta terapia, é frequente o paciente se curar da enfermidade de sua alma, a obsessão espiritual, após fazer a oração do perdão para que o seu obsessor espiritual busque o caminho da luz.

Desta forma, como terapeuta da alma, prescrevo sempre ao paciente que sofre de uma interferência espiritual obsessora a oração do perdão para que ambos, obsessor e obsidiado, possam se reconciliar por meio do amor e do perdão, e se libertem definitivamente das amarras do passado.

Portanto, nesta terapia, a fé é imprescindível para o êxito do tratamento. Sendo assim, ela é contraindicada aos pacientes que não têm fé, que são céticos, incrédulos acerca da espiritualidade (plano espiritual, reencarnação, leis universais, carma, etc.), pois não vão se entregar nessa terapia. Aplica-se aqui a máxima secular: “A dúvida é a inimiga da fé”.
Santo Ignácio de Loyola (Jesuíta da Companhia de Jesus) dizia: “Aos que creem, nenhuma palavra é preciso; aos que não creem, nenhuma palavra é possível”.

A fé é uma conquista interior; portanto, é intransferível, não pode ser explicada e ensinada, mas pode ser vivenciada. Por isso, o meu objetivo como terapeuta não é doutrinar o paciente a acreditar nas forças invisíveis, na reencarnação, lei do retorno, mas convidá-lo a passar pela experiência da regressão de memória e, após isso, tirar suas próprias conclusões, pois a fé só se torna certeza através da vivência.

 

 

Caso Clínico:
Por que não consigo sair de meu casamento, embora seja infeliz?
Mulher de 30 anos, casada.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não conseguia sair de seu casamento, embora fosse infeliz, pois não tinha coragem de se separar do marido. Conheceu um homem pela Internet, encontraram-se, foi amor à primeira vista, mas ele também era casado, infeliz em seu casamento, e não conseguia se separar da esposa.
Apesar dos dois terem tentado parar de se comunicar pela Internet, não conseguiram pela afinidade grande que havia entre eles. Estava muito angustiada e insegura, pois havia combinado com ele em se encontrar nos EUA, onde o mesmo residia.

Além do impasse que a impedia de definir sua vida afetiva, a paciente tinha também muito medo de ficar sozinha. Era esse o motivo maior de sua angústia e insegurança, pois teria que viajar sozinha, para um país estranho. O outro motivo que a trouxe em meu consultório era o seu relacionamento familiar, pois não se sentia amada pela sua mãe e irmãos. Por mais que agradecesse à sua família, não era correspondida. Queria entender também qual era o seu caminho espiritual, porque não se encontrava em nenhuma religião.

Após passar por 4 sessões de regressão, na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: “A impressão é que vejo um castelo da era medieval, estou escondida, próximo dessa construção. Vejo homens a cavalo, que passam por mim… conheço um deles, me viu escondida. Esses cavaleiros estão atrás de mim, e esse homem, apesar de estar com eles, não tem raiva de mim; pelo contrário, está preocupado comigo.
Eu corro no sentido contrário, em direção à floresta; esses soldados são inimigos de minha tribo, sou uma índia nessa vida passada. (pausa). O soldado que me viu, eu o reconheço, é o meu amante da vida atual. Ele entra na floresta e me encontra, somos apaixonados. Ele me diz que guerra é guerra, mas que não quer que aconteça nada comigo. Ele, como soldado, está para matar a minha tribo. Sinto muita tristeza porque estamos em lados opostos. Digo para ele que também vou matar, que não vou ter piedade. Choramos juntos!
A gente se despede, desço a colina, olho para trás pela última vez, e dou as costas para ele. Ele fica parado, queria que eu ficasse com ele, mas digo que o meu povo está em primeiro plano. Ele fica decepcionado, com o coração partido pela minha decisão, e vai embora também. Morro numa das batalhas, mas ele sobreviveu, e acabou voltando para sua terra, profundamente amargurado”.

- Veja o que acontece com você após sua morte? – Peço à paciente.
“Vejo-o agora com mais idade, ainda pensando em mim com muita saudade. Estou perto dele, em espírito; ele pensa que o povo dele é mais sábio, tento falar que somos todos seres humanos, que nenhum povo é superior ou inferior, mas alguém me puxa e me diz: “Dê um tempo!
É um índio… é o meu pai dessa vida passada, e também o meu mentor espiritual. Ele me pega pelas mãos, nos afastamos e sentamos por perto.
O meu mentor espiritual me explica que a fruta precisa amadurecer ao seu tempo, não adianta forçar para que ela amadureça, e que eu precisava entender isso.
Sinto tristeza por não poder fazer nada pelo homem que eu amo, me sinto impotente. Sinto também um profundo respeito e amor pelo meu mentor espiritual.
Ele era o pajé da tribo, pede para me manter firme e tranquila, olhar a natureza, que ela é sábia, e que tudo flui na hora certa. Diz que a vida é sábia, mas que a gente precisa guerrear também, que precisamos ter coragem, não desistir de viver, e cultivar a paciência”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual por que você não consegue sair desse casamento?
“Diz que é um resgate, uma dívida de meu passado, que preciso amar com equilíbrio e me perdoar. Assim, vou me libertar. Fala também que não existe erro, mas aprendizado. Ele sorri e me abraça carinhosamente”.

- Pergunte qual o motivo do reencontro com o seu amante da vida atual?
“Diz que é permissão de Deus, que pedi muito no astral, e que tenho mérito para isso. Fala para eu viajar para os EUA com o pensamento de que vou aprender mais, ir com equilíbrio porque ele vai me acompanhar nessa viagem. Por isso, não há motivo para temer, pois estou buscando a minha felicidade. Revela que não há como fugir desse reencontro, que terei grandes e boas surpresas nessa viagem. Mas que é para eu me abrir para o novo e aprender.
Diz que o medo que tenho de ficar sozinha é pela minha falta de fé, que os amigos espirituais estão sempre do meu lado, e que todos estão trabalhando para que eu me fortaleça. Diz também que o medo de ficar sozinha vem de uma vida passada em que morri sozinha numa masmorra, mas isso é passado, que não mais me afetará.

Em relação ao meu caminho espiritual, fala que vou ainda fazer muitas coisas boas, vou poder ajudar muita gente, mas que não preciso de uma religião, basta ter amor no coração. Fala ainda que a minha vida parece estar toda bagunçada porque é tempo de mudança e que a mão de Deus está ajeitando-a; por isso, pede para confiar em mim e no meu coração. Afirma que a espiritualidade está sempre comigo, que é para voltar às minhas origens como índia, ou seja, apenas crer.

Em relação à minha família (mãe e irmãos), esclarece que são dívidas do meu passado, e que às vezes é preciso ter uma pessoa endurecida do nosso lado para perdermos um pouco de nossa ingenuidade, mas um dia vou ainda entender melhor a minha mãe. Diz também: “Você nasceu numa família bastante diferente porque o seu espírito aceitou, foi uma condição que o seu espírito aceitou”.

Ele se despede de mim, me dá um beijo na testa, reafirma que está sempre comigo, e agradece ao senhor pela oportunidade que ele teve nessa terapia de se manifestar para me orientar”.

A Organização Mundial da Saúde já reconhece a Obsessão Espiritual

Muitas pessoas me mandam e-mails questionando em que base científica a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual, criada por mim em 2006, fundamenta-se ao defender a tese de que a Obsessão Espiritual, como enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada, pois se não for a causa primária do(s) problema(s) do paciente, é sempre um fator secundário, portanto, agravante nos transtornos de humor (depressão, transtorno bipolar), transtornos de ansiedade (síndrome do pânico, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo – TOC, ansiedade generalizada), distúrbios psiquiátricos graves (esquizofrenia, psicoses), doenças orgânicas de causa desconhecida pela medicina, disfunção sexual (impotência, frigidez, perda da libido, falta de orgasmo, etc.), dificuldades financeira/profissional e problemas de relacionamento interpessoal.

Quero ressaltar que essa terapia, como um novo método terapêutico de autoconhecimento e cura, que busca agregar a ciência psicológica e a espiritualidade, não partiu de nenhum pressuposto teórico, mas da observação sistemática das experiências de meus pacientes em mais de 20.000 sessões de regressão de memória, as quais conduzi em meu consultório.

Essa terapia é independente, desvinculada de quaisquer instituição, religião, seitas ou grupos, pois quando o ser humano se apega exclusivamente a algo, limita-se, tende a cercear sua liberdade de pensamento como ser espiritual em evolução.

Por isso, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, assim denominei por três motivos:

1º) É regressiva porque a regressão de memória é o seu instrumento principal de autoconhecimento e cura;

2º) É evolutiva porque colabora na evolução espiritual do paciente, ou seja, através de seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), o paciente saberá a causa de seu(s) problema(s) e sua resolução, bem como se está ou não cumprindo sua missão de vida e suas aprendizagens. Portanto, se o paciente estiver se desvirtuando de seu caminho, terá a grande oportunidade de saber, através dessa terapia, qual o seu verdadeiro caminho; caso contrário, irá desperdiçar essa encarnação;

3º) É evolutiva também porque é uma terapia progressista, em constante evolução, aperfeiçoamento em seu método terapêutico.

 

 

As pessoas que questionam em que base científica a TRE se fundamenta ao defender a tese da obsessão espiritual na etiologia (causa) do(s) problema(s) de meus pacientes, esclareço que essa doença da alma já é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A obsessão espiritual passou a ser conhecida pela OMS como “Estados de transe e possessão”, que é um item do CID – Código Internacional de Doenças – que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora na gênese da patologia do paciente.

O CID 10, item F.44.3 – define Estados de transe e possessão como “a perda temporária da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente”.

Entretanto, faço aqui uma pequena ressalva nessa definição, pois há três tipos de mediunidade, ou seja, há médiuns que ficam totalmente conscientes durante a incorporação de um ser espiritual; os que ficam semiconscientes e quando desincorporam lembram apenas de alguns fragmentos do que foi dito pelo espírito; e, por último, os que ficam totalmente inconscientes, e quando se desincorporam não lembram absolutamente de nada do que foi dito; perdem, portanto, a consciência do meio ambiente.

Portanto, no trecho final da definição “com a manutenção de consciência do meio ambiente”, faria uma pequena correção para “com a manutenção ou não da consciência do meio ambiente”.

O CID 10, item F.44.3 – Estados de transe e possessão, faz também uma distinção entre o estado de transe normal (mediúnico), que acontece por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por um distúrbio psiquiátrico.

Desta forma, uma pessoa que entra em transe mediúnico durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas, não é considerada doente.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos – nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou que popularmente se chama de loucura -, bem como na interferência de um ser desencarnado das trevas, a obsessão espiritual.

O manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria – DSM – V – alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura. Portanto, é preciso fazer um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.

Antes de 1998, a OMS definia saúde como “o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual. Mas, após essa data, passou a definir saúde como “o estado de completo bem estar do ser humano integral: biológico, psicológico, social e espiritual”.
Quero esclarecer também que a TRE – A Terapia do Mentor Espiritual foi criada não para substituir a medicina, mas, sim, complementá-la.

Melhor explicando: a medicina cuida do corpo físico e a TRE do corpo sutil, da alma, do espírito. Por isso, que escrevi também um artigo em meu site, cujo título é “Terapia médica e Terapia espiritual: Por que dividir se podemos somar?”

Essa é a minha esperança, que as duas possam um dia caminhar lado a lado, formando uma parceria e quem sai ganhando é a população.

Caso Clínico:
Medo de amar e ser abandonado
Homem de 36 anos, solteiro

O paciente veio em meu consultório dizendo que estava muito deprimido, cansado da vida. Disse também que sempre quis constituir uma família, ter filhos. Foi criado pelos avós, pois seus pais tinham ido embora, foram para EUA tentar uma vida melhor, disseram que voltariam, mas isso não aconteceu.

Seu avô era muito austero e agressivo, sempre o deixava de castigo, qualquer coisa que o neto fizesse ficava zangado, e a avó sofria de Alzheimer. Aos 9 anos se sentia só, um grande vazio. Sua avó faleceu e então sua vida se agravou, pois seu avô ficou pior, começou a beber e ficou mais agressivo.

Saiu de casa aos 11 anos e foi para a rua, apanhou muito, passou fome, e embora nunca tenha se drogado, bebia cachaça para matar a fome que consumia seu corpo já debilitado. Conheceu uma senhora que era dona de um bar, ela lhe deu emprego, e ele passou a fazer a faxina do bar, lavava banheiro; não reclamava, pois durante os dois anos que passou na rua sem ter o que comer, uma cama já era muito bom.

O nome da dona do bar era Áurea, Dona Áurea, ela o colocou na escola do município, aprendeu então a ler, escrever. Dona Áurea tinha um filho que morava na Europa e trabalhava em uma multinacional francesa. Ela conseguiu por meio do filho que o paciente entrasse nessa empresa como Office boy e hoje ele é um dos diretores dessa companhia.

Mas o motivo que o trouxe ao meu consultório foi assim relatado por ele: – Apesar do sucesso profissional e financeiro que conquistei com muito sacrifício, sou muito fechado, mas me considero uma pessoa boa. Dona Áurea faleceu há 3 anos, ela foi uma pessoa, a única, diga-se de passagem, que cuidou de mim, pois fui criado pelo mundo. As mulheres acham que não tenho sentimento, que pareço ser uma pessoa fria, mas não sou. Na verdade, tenho muito medo de ser abandonado, de amar e ser posto de lado. Tentei entrar em contato com meus pais que moram nos EUA, porém, sem sucesso; sei que tenho irmãos, mas não consegui até agora encontrá-los. Não consigo entender o porquê de tudo isso ter acontecido em minha vida.

Conheci pessoas que vieram aqui em seu consultório para fazer regressão de memória e descobriram que foram ruins, que fizeram mal para alguém numa vida passada, mas sinto que no meu caso não é isso. Não estou dizendo que sou santo, que não tenho falhas. Sinto apenas que não é isso.
Após passar por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão o paciente me relatou: – Vejo uma casa branca de madeira, grande, cercada de árvores. Há uma mulher em uma cadeira de balanço, parece que está costurando. Também vejo quatro crianças brincando. (pausa).
Prossiga na cena – Peço ao paciente.

- Ando pelo lugar, tudo é muito limpo, bonito, há muitos empregados na casa, subo a escada interna da casa, vejo um homem sentado em um escritório, parece que é um advogado… Não, na verdade, ele é um Juiz de Direito e está trabalhando em um caso. Chego mais perto (paciente participa nessa sessão como espectador) e vejo que ele está decidindo uma causa, parece que está muito nervoso… Sua esposa chega e ele disfarça o nervosismo; eles descem, vão para uma mesa que fica no jardim da casa, e todos vão almoçar. Essa cena é de uma vida passada. (pausa).

Eu sou esse juiz, estou muito preocupado, pois está em minhas mãos um caso de família, onde irei julgar um homem que maltrata muito seus filhos e esposa. Ele batia tanto em seus filhos que um deles ficou surdo; por isso, por ele ser violento, a esposa morria de medo dele; desta forma, como juiz, tinha que dar um fim nesse caso. Porém, esse homem não era qualquer um, ele era um professor muito conhecido e renomado na cidade, e o que ocorria dentro da casa dele só chegou ao meu conhecimento quando um dos meus filhos o viu espancando sua esposa. Acabei investigando, e o caso então veio a público.

É claro que a sentença não iria ser favorável para aquele pilantra, mas todos da comunidade estavam contra mim, diziam que não era da minha conta, pois era um problema familiar.

Eu não pensava assim, estava investido pelo Estado de proteger quem realmente precisasse, e aquela senhora iria morrer se não fizesse algo.

Dr. Osvaldo, nessa regressão, tudo parece tão nítido, o cheiro dos livros, as minhas roupas, as pessoas que eu converso…

- Prossiga na cena, peço-lhe.

- Vejo o dia do julgamento, e ele sendo condenado, a esposa abraçada com seus filhos; era uma mistura de choro com risos. Ele foi preso, porém, a minha vida profissional virou um inferno, até mesmo meus amigos juristas me deram as costas.
Avance na cena – Peço ao paciente.

- O tempo passou, agora me vejo em casa com cabelos grisalhos, minha esposa do meu lado. Recebo a noticia que o Sr. Afonso, o professor que espancava a esposa e filhos, havia se suicidado na cadeia. Veio a lembrança do que ele me falou no final do julgamento: – Excelência, um dia quando nos encontrarmos o senhor vai ver o quanto é bom se meter na vida dos outros, o senhor vai sofrer e muito…

Vejo agora aqui no consultório um vulto escuro (ser espiritual obsessor), mas não consigo identificar quem é…

-Tenha calma, concentre-se, você vê algo mais além desse vulto? – Pergunto ao paciente.

- Sim, vejo uma luz… Na verdade, um homem todo de azul claro, cabelos nos ombros. Ele afirma que é o meu mentor espiritual.

- O que ele lhe diz? – Indago o paciente.

- Diz que essa sombra (ser espiritual obsessor) só fez o que fez na minha vida atual porque no meu íntimo tinha dúvida a respeito do meu comportamento como juiz, pois não estava realmente convicto de que havia feito a coisa certa.

A sombra, Dr. Osvaldo, é o Afonso, o professor Afonso, ele disse que iria me fazer sofrer, e eu acreditei. Será que é isso? (paciente fala em prantos).

Eu estava fazendo o meu trabalho, dando o melhor de mim como Juiz nessa vida passada, como esse ser obsessor espiritual pode me prejudicar tanto na minha vida presente?
– O que mais seu mentor espiritual lhe diz? – Peço ao paciente.

- Diz que a partir do momento que aquelas palavras que o professor me disse não tiver mais força, ou seja, eu não der mais força, importância, todo o meu sofrimento e medo irão embora. Mas lhe indago: – e tudo o que passei na minha vida atual, como vou esquecer?

Ele me responde com uma voz bem tranquila: – o que passou serviu de crédito para você. Sua futura esposa já está pronta para vir e muito em breve, e após seu casamento, seu primeiro filho virá (nessa terapia, o mentor do paciente pode lhe fazer também uma progressão, ou seja, uma revelação futura, caso julgar que isso lhe será benéfico, útil). Você foi um homem honrado e continua sendo na vida presente.

- Agora, Dr. Osvaldo, vejo o meu mentor espiritual segurando a mão do professor Afonso e os dois prontos para ir em direção à Luz.

Antes, pergunte ao seu mentor espiritual qual o nome dele? – Peço ao paciente.

- Ele me respondeu:- Pedro Henrique, seu mentor, amigo e filho espiritual, tenho muito orgulho de você; agora que me conhece, basta pensar em mim, que sentirá a minha energia. Seja feliz, chegou a sua hora!

Ele foi embora, junto com o meu obsessor espiritual, disse o paciente emocionado.
Um ano e meio após o tratamento, recebi seu e-mail: – Querido Dr. Osvaldo,
É com muita alegria que escrevo para contar-lhe as boas novas. Conheci Raquel, dois meses depois que terminei o tratamento, casei em dezembro e acredito que ela está grávida de um menino.
Estou muito feliz, e todo o sofrimento que passei, a sensação de abandono, medo de amar, realmente não sinto mais.

Hoje, sou um homem completo, tenho uma família, um ótimo trabalho, estou indo para a França trabalhar, junto com a minha esposa. Quero agradecer a Deus, a sua equipe espiritual, ao meu mentor e também ao senhor, por ter tido toda a paciência do mundo comigo. Muito obrigado! Darei notícias sempre.

Um grande abraço,
De seu paciente.