Você usa sua mediunidade para benefício das pessoas?

“Eu tenho a impressão de que os sensitivos e os médiuns são pessoas que têm uma verdadeira aptidão e vocação para curar os outros, e que o fato de captar doenças dos outros reequilibra o seu próprio sistema energético. Deixando de fazê-lo, desajustam-se do mesmo modo que um grande pianista ou pintor se desajustaria se deixasse de praticar a sua arte”.

Pierre Weil (Doutor em psicologia pela Universidade de Paris)


“Sou muito doente e os médicos não descobrem o que tenho”;

“Meu humor é muito instável. Acordo de manhã bem humorada e à tarde fico depressiva sem uma causa aparente”;
“Sinto dores pelo corpo que se manifestam ora em um lugar, ora em outro”;
“Minha vida está emperrada, não flui em todos os aspectos: afetivo, financeiro-profissional, familiar, saúde, etc.”;
“Sinto medo, insatisfação, calafrios constantes, não durmo direito, de repente tenho vontade de chorar sem um motivo que justifique”;

“Saio de casa bem e, ao entrar em algum lugar, sinto indisposição, vontade de sair correndo ou de dormir”;

“Saio fora do ar (transe mediúnico) , perco contato com a realidade e, quando volto à consciência, não me lembro do que fiz ou o que aconteceu”.

Esses e outros problemas são as queixas mais comuns de meus pacientes com mediunidade, uma sensibilidade aflorada.
Em verdade, todas as pessoas têm alguma sensibilidade (embora muitas não tenham consciência disso), percebem, captam mensagens (muitas vezes sutis), tanto dos encarnados, como dos desencarnados.
Sentir raiva, tristeza, depressão, ansiedade, angústia, sem motivo aparente, podem indicar absorção de energias negativas vindas principalmente dos desencarnados. Os espíritos desencarnados existem e interferem em sua vida mesmo que você não acredite neles.
Neste aspecto, somos todos médiuns (uns mais, outros menos), canais das forças espirituais (bons ou maus espíritos).

No entanto, há médiuns que têm uma sensibilidade mais aguçada, apurada, gerando perturbações de difícil diagnóstico, que podem manifestar-se em sintomas de doenças, cuja causa os médicos não conseguem descobrir.
Há também aqueles com inúmeros problemas de ordem emocional, financeiro, profissional, afetivo, familiar, etc., que se procurarem um terapeuta (psicólogo ou psiquiatra) que não tenha experiência e qualificação para tratá-los, poderão até agravar os seus problemas.
Desta forma, quem tem uma mediunidade aflorada (ou em vias de tê-la) precisa ser bem orientado e assessorado; caso contrário, a abertura de sua sensibilidade pode acarretar um desequilíbrio grande em sua vida.

Por outro lado, bem orientado, o contato com os espíritos superiores colocará novas lentes em seus olhos, lucidez e serenidade em seu coração. A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – a Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, dá esse suporte, orientação às pessoas que sofrem de um desequilíbrio mediúnico.

Nessa terapia, é o mentor espiritual (espírito superior, responsável pela nossa evolução espiritual) de cada paciente que irá orientá-lo acerca da causa de seus problemas e sua solução, bem como seu propósito de vida (missão de vida), lições que precisa aprender nesta encarnação por ser responsável pela evolução espiritual do paciente. Portanto, por conhecê-lo profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações, o mentor espiritual é a pessoa com mais autoridade e conhecimento para orientá-lo melhor.
A mediunidade abre as portas da espiritualidade, e quando um médium é bem orientado torna-se um canal dos espíritos superiores, e isso traz alegria e bem-estar ao próximo, como ao médium.

Antes de reencarnar, muitos médiuns firmaram o compromisso com os espíritos superiores para se tornarem instrumentos da espiritualidade.
Por isso, seus corpos físicos foram preparados no Astral para se ligarem com os espíritos superiores e se tornarem um canal através do qual as energias divinas circulem e aliviem os sofrimentos alheios. Essa é a tarefa dos médiuns.
Todavia, se o médium se recusa a assumir essa tarefa de se comunicar com os espíritos para aliviar os sofrimentos alheios, quanto maior for sua resistência, maiores e mais difíceis serão suas provas. No início há um chamamento suave – os espíritos superiores dão alguns toques para que o médium desperte para o seu verdadeiro propósito de vida. Mas, se resiste, recusa a assumir o compromisso firmado, o cerco vai apertando, colocando em seu caminho experiências mais duras, acarretando em sua vida problemas de toda ordem.

Esses pacientes são intuídos pelos seus mentores espirituais a me procurarem, por conta da dificuldade deles se comunicarem diretamente com os seus pupilos e orientá-los acerca de suas missões nesta encarnação. Neste aspecto, nessa terapia, o meu papel enquanto terapeuta é servir de ponte, ou seja, buscar abrir o canal de comunicação entre o paciente e seu mentor espiritual.
A seguir, veja o caso de uma paciente que sofria de Síndrome da Fadiga Crônica (cansaço excessivo) por não estar doando, circulando sua energia através da cura das mãos.

Caso Clínico:
Síndrome da Fadiga Crônica.
Mulher de 32 anos, solteira.


Paciente veio ao meu consultório por se sentir desvitalizada, fraca, desanimada, sem ânimo pela vida. Mesmo se alimentando corretamente, sentia uma falta de energia grande.
Do ponto de vista orgânico fez todos os exames necessários, mas não apresentou nenhuma anomalia. Os médicos diagnosticaram esse cansaço excessivo como Síndrome da Fadiga Crônica.
Quando fazia exercício físico ficava mais cansada ainda por conta dessa falta de energia. Precisava repousar para se recuperar. Sentia-se como uma “folha morta” (sua energia estava estagnada).
Sentia-se também como uma ”esponja”, ou seja, quando frequentava um lugar de muita gente, passava mal porque absolvia a energia do ambiente, das pessoas. As extremidades de suas mãos e pés estavam sempre geladas (pode ser um dos sintomas da mediunidade).

Ao regredir, ela me relatou: – Vejo um homem de cabelo grisalho, barba branca, usa uma túnica também branca; está bem na minha frente, aqui no consultório.

- Pergunte-lhe mentalmente quem é ele? (a comunicação com um espírito se dá mentalmente, intuitivamente).
Vem em pensamento, intuitivamente, que ele é o meu mentor espiritual. Diz que estou desvitalizada, sem energia porque não estou exercendo a minha mediunidade. Fala que tenho que usar as minhas mãos para cura, trabalhar com as mãos. Diz ainda que no fundo a minha alma sabe dessa minha missão, mas que não a coloco em prática.

- Pergunte ao seu mentor por que você não coloca em prática?
“Diz que é por comodismo. Esclarece que não tenho nada fisicamente, que é tudo espiritual. Esclarece ainda que antes de encarnar na vida atual, no astral, foi combinado de comum acordo com os espíritos superiores, que eu iria reencarnar e usar a minha mediunidade de cura através das mãos para beneficiar às pessoas que prejudiquei numa vida passada (paciente usou a energia divina de forma errada prejudicando muita gente).
Desta forma, ao ajudar essas pessoas, não só estou resgatando um débito cármico que tenho com elas, como também circulando a minha energia. E, se eu não circular, doar a minha energia, ela fica estagnada, e isso gera a desvitalização, a falta de energia, o entusiasmo pela vida.
Diz ainda que esse trabalho, a TRE, veio a confirmar que tenho que usar a minha mediunidade, beneficiando às pessoas.
Comenta que vim adiando essa missão por ter atitudes egoísticas – falo uma coisa e ajo de outra maneira -, ou seja, só penso em mim.
Ele cita a máxima bíblica: “É dando que se recebe”. Portanto, pede para doar o meu tempo e energia ao próximo. Com isso, vou me revitalizar, sentir que a energia divina é muito forte.
Mas ele está me parabenizando pela minha busca, por ter chegado até aqui nessa terapia. Fala que tentou de várias formas se comunicar comigo, mas eu não estava aberta.
Por isso, me intuiu para que viesse ao senhor e passasse por essa terapia. Só assim foi possível se comunicar diretamente comigo. Ele agradece ao senhor como facilitador, pela comunicação que houve entre nós. Diz que está muito contente por estar se comunicando comigo. Estou lhe agradecendo emocionada (paciente chora) por ter me orientado em relação à minha missão (é importante dizer aqui que, por conta do “véu do esquecimento” do passado, que nós encarnados esquecemos as lembranças reencarnatórias e o período que ficamos no astral quando éramos espíritos).

O meu mentor espiritual esclarece ainda que serei intuída por ele no momento e no lugar certo para beneficiar às pessoas com a minha mediunidade de cura. Ele está agora se despedindo de mim, indo embora em direção a uma luz grande e intensa.

 

 

A vida sempre age para nosso melhor

A vida não é uma ciência exata, portanto, não pode ser compreendida apenas dentro da ótica do raciocínio lógico, cartesiano.

Querer entendê-la buscando respostas dos porquês de nossos problemas, de determinados acontecimentos em nossas vidas através de nossa mente racional do ego, não se chega a nenhum lugar porque a mente do ego não tem profundidade para as questões mais complexas.

A vida guarda seus próprios segredos e só os revela à medida que estamos preparados para conhecê-los. Se ela estendeu um véu sobre determinados problemas que estamos passando, é sempre para o nosso bem mesmo que não possamos entender.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, os pacientes vêm em busca de respostas às suas indagações. Obviamente, todos vêm com o intuito de saber a causa e resolução de seus problemas.


No entanto, sempre digo aos meus pacientes que a TRE é uma caixinha de surpresas, pois não se pode prever como o mentor espiritual de cada paciente irá conduzir essa terapia, o que ele irá lhe mostrar acerca da causa de seus problemas.


O mentor espiritual é um ser desencarnado de elevada evolução espiritual, diretamente responsável pela nossa evolução espiritual. Por conhecer profundamente o paciente, pois vêm o acompanhando em várias encarnações, são muito objetivos, porém, cuidadosos, só lhe revelando aquilo que seja útil, necessário e, portanto, jamais irá revelar algo que o prejudique.

O meu papel, enquanto terapeuta é o de facilitar o processo de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual para que ele possa orientá-lo melhor em relação à sua vida.

No entanto, há casos (10% de meus pacientes) em que o paciente sai da terapia sem nenhuma resposta, por não estar pronto, maduro para saber a verdade em relação aos seus problemas. Nesses casos, o paciente não regride ao seu passado – desta ou de outras vidas -, causador de seu(s) problema(s), e, em nenhum momento entra em contato com o seu mentor espiritual. Vale aqui lembrar a máxima secular hindu: ”Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece” para explicar melhor a relação entre o paciente (discípulo) e o seu mentor espiritual (mestre).

Esses pacientes não se comunicam com o seu mentor espiritual por várias razões, mas os mais comuns são: incredulidade e ceticismo exacerbados, mente fechada acerca de assuntos ligados à espiritualidade – mundo espiritual, reencarnação, vida após a morte, presenças espirituais, etc.

Muitos ainda seja por falta de esclarecimento na parte espiritual, ou mesmo por serem excessivamente racionais, querendo entender tudo através de uma explicação lógica, cartesiana, não estão ainda maduros, preparados para entrar em contato com a causa de seus problemas, bem como com o que o seu mentor espiritual irá lhe revelar.

Certa ocasião, numa das sessões de regressão, um paciente, ao atravessar o portão de um jardim (o portão é um recurso técnico que utilizo nessa terapia, um portal da espiritualidade que separa o plano terreno do espiritual, o presente do passado) viu um casal de seres espirituais desencarnados – seus mentores espirituais – aguardando-o num jardim do plano espiritual.

O homem, um senhor de barba e cabelos grisalhos, vestindo uma túnica branca, disse-lhe: – Enquanto você não perdoar o seu inimigo, sua dor irá dobrar.

Após escutar o seu mentor espiritual, o paciente o interpelou dizendo: – Quanta asneira que o senhor está me dizendo!

Seu mentor espiritual novamente lhe aconselhou, repetindo o que havia lhe dito, e se retirou do jardim.

Ato contínuo, a mentora espiritual carinhosamente o pegou pela mão e o conduziu até fora do portão, fechando-o delicadamente à sua frente. Surpreso, o paciente me perguntou: – Os meus mentores espirituais me expulsaram desse jardim?

Respondi que seu mentor espiritual lhe deu o recado, e que agora cabia a ele seguir ou não seu conselho.

Novamente, ele me perguntou: – Acabou a terapia?
Afirmei que sim, pois o que o seu mentor tinha que lhe dizer nessa terapia foi dito (era a 4ª sessão de regressão).

Mas seu orgulho, prepotência, a falta de humildade, o impediam de se reconciliar com o seu desafeto através do perdão. Portanto, não estava ainda maduro e preparado para se libertar de seu problema.

Caso Clínico:
Dificuldade de expressar seus pensamentos e sentimentos.
Mulher de 50 anos, casada, três filhos.

Veio ao meu consultório por dois motivos: bloqueio financeiro e na comunicação. Na parte financeira não prosperava, não conseguia juntar dinheiro (o dinheiro escoava pelos seus dedos) e na comunicação desde criança era fechada, reservada. Tinha medo também de compartilhar, de falar de seus problemas ao marido e este criticá-la.
Portanto, nada comentava, preferindo guardar para si os seus problemas. Seu marido sempre se queixava que ela era calada, muito reservada, que não compartilhava suas coisas com ele.
Quando discutia com o marido, não conseguia argumentar, defender-se, ficava calada, chorava, sentindo-se incompreendida e injustiçada.
Por isso, não conseguia ser sincera e espontânea com ele.

Ao regredir, ela me relatou: – Vejo um homem com uma pá, a imagem se forma e desaparece… Estou deitada num buraco, de lá vejo o céu, está claro, é um dia ensolarado.

- Como você se sente deitada nesse buraco? – Pergunto à paciente.
- Nada confortável. Tenho a impressão (paciente intui) que esse homem vai jogar algo em cima de mim com essa pá. Não consigo sair desse buraco… Sinto o meu peito sufocado (paciente respira ofegante).
A impressão que tenho é que ele joga terra em cima de mim. Acho que eu era casada com ele, e o traí com o amigo dele.
Ele se vinga querendo me enterrar viva. Eu vivia numa casa de pedra incrustada numa colina, no meio do campo. É uma época antiga essa vida passada.
Vejo a luz acesa nas janelas das casas dos moradores. É noite, estou dentro de minha casa cozinhando. Uso roupa de uma época antiga, saia comprida, avental cinza por cima da blusa e uma toca na cabeça.
Sou morena, mais baixa do que sou hoje, devo ter uns 25 anos.
Tem uma pessoa que entra em casa (pausa). Ele é o meu marido nessa vida passada. Usa uma capa e chapéu preto que escondem sua fisionomia, fica perto de mim me encarando, próximo ao fogão de lenha, e não fala nada (pausa).
Eu me sinto incomodada com a presença dele. Agora, ele está me acusando de algo e não sei revidar. Diz que o traí com o seu amigo, mas não saí com ninguém, não o traí (paciente fala chorando). Não sei se alguém encheu a cabeça dele, falou alguma coisa (pausa).
Vejo uma mulher observando, espionando a gente por fora da janela de minha casa. Ela é branca, usa as mesmas vestimentas dessa época, e parece ser mais nova do que eu. Ela só fica espionando pela janela.
Falo para o meu marido que não aconteceu nada, que estão inventando tudo, que não fiz nada.
Ele não acredita, está muito bravo, me arrasta fora de casa, entrando pela mata… Volto àquela cena do buraco no chão no início da regressão onde me vi dentro. Ele fica andando, hesita, não consegue jogar terra, fica rodeando. (Pausa).

- Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente.
- Ele fala que é para eu aprender a não fazer isso com ele. Eu falo novamente que não fiz nada, mas ele não acredita, está muito transtornado (paciente fala chorando). Agora o reconheço, ele é o meu marido da vida atual. Nessa vida passada, não tivemos filhos. Sinto muito medo dele, era muito submissa (a paciente me disse que o seu marido atual comentou certa ocasião que ela deveria ser submissa a ele). Ele não parece ser um homem violento, mas está transtornado. Ele vai me enterrar, embora não queira fazer isso, mas a raiva é maior. Eu me sinto sufocada (respira com dificuldade, ofegante).

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
- Eu morri, estou em espírito fora do buraco. Vejo-o totalmente coberto de terra. Eu me sinto mais leve, estou vendo o meu marido voltar para casa. Aquela mulher que estava espionando pela janela está consolando-o. Foi ela que arrumou essa intriga. Eu me sinto perdida, não sei para onde vou. Estou magoada com ele por não ter acreditado em mim, de ter me jogado naquele buraco.
Eu me sinto injustiçada, incompreendida (paciente chora). (pausa).
Caminho agora numa névoa branca, tem um clarão, uma luz na frente. Estou indo em sua direção… Tem alguém que estende a mão para eu entrar nessa luz. É uma mulher. (pausa) Agora estou sentada no banco de um jardim do plano espiritual.
Ela pede para ficar calma, para não ter mais medo. Eu só choro, não consigo falar. Eu me sinto injustiçada de algo que não fiz. Ela é a minha mentora espiritual, diz que tudo vai passar, que as coisas vão se resolver. Pede também para não me afastar de Deus, me aproximar mais Dele, que a resolução de meus problemas virá a seu tempo. Fala para eu confiar mais em minha intuição, que às vezes ela se comunica comigo através de minha intuição. Pede para prestar mais atenção nela. Diz que na vida passada eu não conseguia me defender de meu marido, que só chorava, e que na vida atual venho repetindo a mesma dificuldade, o mesmo problema. Mas pede novamente para ter calma e confiar, que tudo irá se resolver. Afirma que o que precisava saber aqui nessa terapia eu soube.

- Pergunte à sua mentora espiritual se foi ela que a intuiu a vir ao meu consultório?
- Diz que sim, que foi ela que me intuiu a ver sua matéria em seu Site a respeito desta terapia. Por isso, ela está agradecendo ao senhor.
Pede também para eu ter paciência, que as coisas vão se resolver não no tempo que quero, mas no tempo que as coisas devem acontecer, no tempo deles (o tempo do plano espiritual é diferente do plano terreno). Agora, ela está se afastando dentro de um clarão, de uma luz intensa.
No final do tratamento, após ter passado por cinco sessões de regressão, a paciente me relatou que não tinha mais medo de expressar o que pensava e sentia, não só com o seu marido, mas com os seus filhos também. Agora, numa discussão, estava conseguindo argumentar, expressar o seu ponto de vista sem medo, sem bloqueios. Antes, saia magoada, chorava sem conseguir expressar o que pensava e sentia.

 

 

Você têm muitos problemas?

Certa ocasião, um homem, ao ver tanta injustiça, miséria e sofrimento no mundo ajoelhou-se diante do altar e suplicou a Deus: – Pai, faça com que a humanidade mude! Passarem-se meses, anos, e nada da humanidade mudar efetivamente. Frustrado, voltou ao altar e suplicou: – Pai, então faça que o meu país mude!
Passaram-se anos e nada de seu país mudar. Angustiado por sua prece não ser atendida, novamente suplicou a Deus: – Então, faça com que a minha família mude!
Anos se passaram e nada também de sua família mudar. Mais conformado, pediu ao Pai: – Então, peço que pelo menos eu mude!

Moral da estória: Aprenda a ser modesto. Reconheça que você não tem condições de modificar as pessoas. Saia da ilusão de querer salvar a humanidade, às pessoas. Ninguém tem o poder de mudar o outro se este se recusa a mudar. Essa afirmativa pode parecer óbvia para muitos. No entanto, nas atitudes das pessoas, principalmente com os meus pacientes no consultório, observo o contrário – muitos entram na onipotência de achar que é capaz de mudar a todos (marido, esposa, filho, parentes, sogra, etc.), apesar de estes se recusarem a querer se modificar.

Entram na ilusão, por exemplo, de achar que irão fazer o namorado sair do vício da bebida, das drogas, ou mudar o seu casamento se tiverem um filho.
A meu ver, impotência e onipotência são duas faces de uma mesma moeda. Note que quando você entra na onipotência (“tudo posso!”), mais cedo ou mais tarde irá cair na impotência (“não sou capaz de nada!”). Portanto, são os extremos de uma mesma moeda. O saudável é buscar o caminho do meio, o caminho do sábio, que é se sentir potente (não onipotente ou impotente), capaz, respeitando seus limites e os dos outros; caso contrário, irá se frustrar.

Percebo também em meus pacientes – aqueles que estão sempre cheios de problemas -, que muitos têm um conceito equivocado de ajuda, vindo da cultura judaico-cristã. Aprendemos nessa cultura que ajudar é sermos piedosos (ter pena, dó das pessoas), ao invés de termos compaixão (é compreender, mas não ter pena das pessoas).
No meu entender, o sentimento de piedade estimula o coitadismo, o vitimismo nas pessoas e, com isso, subtrai o poder pessoal (capacidade, potencial de crescimento e realização) delas.

Quando você tem pena de uma pessoa, está vendo-a como um ser incapaz, desrespeitando sua capacidade, seu potencial. Se tiver pena de todo mundo, lembre-se de que com isso você está estimulando, fomentando também a dependência, a subserviência, em vez de estimular às pessoas a serem autônomas, donas de si mesmas, resgatando sua autoestima, sua dignidade.

Certa ocasião, assisti na TV à entrevista de uma vítima da talidomida (medicamento sedativo e anti-inflamatório específico para mulheres grávidas, fabricado por um laboratório multinacional na década de 60, que provocou em muitos países o nascimento de crianças com deformações físicas – no caso da vítima entrevistada se tratava de um homem brasileiro que só tinha os braços, não tinha os antebraços e nem as pernas).
Apesar de sua deficiência física acentuada, ele fazia tudo o que uma pessoa normal faz (trabalhar, namorar, andar a cavalo, laçá-lo, se vestir, cozinhar, sem precisar de ajuda). Ele disse à jornalista que deficiente não é aquele que não tem braços e pernas e, sim, aquele que tem braços e pernas, mas que vive reclamando da vida, que é viciado em drogas, que rouba, mata. E que a verdadeira força não está nos braços e nas pernas, mas na mente e na força de vontade.
Fazendo um paralelo, a verdadeira ajuda não é fazer algo pelas pessoas, mas dar-lhes a oportunidade que façam, descubram sua própria força, sua autoestima e dignidade. Em outras palavras, ajudar verdadeiramente é ensinar uma pessoa a caminhar com as próprias pernas, libertando-a da ilusão limitadora do comodismo e do vitimismo.

Muitos dos problemas que uma pessoa tem, em muitos casos, não são delas, mas que pegou dos outros, porque cultiva a crença que tem a obrigação de salvar às pessoas, de resolver os seus problemas.

Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, aprendi (e continuo aprendendo) com o mentor espiritual dos pacientes (mentor espiritual é um espírito desencarnado responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) a não ter piedade, mas compaixão, pois, segundo eles, ninguém é incapaz.

Os mentores espirituais tratam os pacientes com muito amor, compreensão, respeito e compaixão; porém, são firmes em suas orientações, respeitando suas decisões, seu livre-arbítrio, não subestimando a sua capacidade de resolver seus problemas.
O mentor espiritual não faz pelo paciente, mas o estimula, encoraja-o a desenvolver sua própria força interior e as aprendizagens necessárias. Orienta também o seu pupilo a ter fé, cultivar pensamentos e atitudes positivas, enfrentar seus medos, ter alegria, confiança em si e na vida, elevar o teor vibratório de suas energias e, com isso, equilibrar-se energeticamente.

Desta forma, nessa terapia, para que o paciente possa efetivamente ter bons resultados, é fundamental que ele faça a sua parte (querer realmente mudar, ser ajudado, ter humildade, isto é, orar, ter fé em si, no Criador e no auxílio das forças superiores – em seu mentor espiritual e nos espíritos superiores do Astral).
A outra parte cabe a mim, enquanto terapeuta, auxiliar o mentor espiritual do paciente na condução do processo terapêutico e procurar abrir o canal de comunicação do paciente com o seu mentor para que ele possa descortinar (ou não) o véu do esquecimento de seu passado, orientá-lo a respeito da causa de seus problemas e, com isso, libertá-lo dos bloqueios de seu passado.

Caso Clínico: Vida Truncada
Mulher de 30anos, separada

Veio ao meu consultório por conta de seu descontrole emocional, oscilação de humor, irritabilidade, nervosismo, insônia, enjoos constantes, dores na nuca e nas costas. Queria entender também por que sua vida não fluía como deveria – trabalhava apenas para pagar suas contas, pois estava sempre endividada.

Ao regredir, ela me relatou: “Sinto uma presença espiritual aqui no consultório… Tenho a impressão que é um homem (paciente não via, mas intuía, sentia essa presença espiritual). Ele é o meu mentor espiritual (pausa).
Ele está me explicando que não estou vendo-o para não me assustar (em muitos casos, o mentor do paciente não o deixa vê-lo por conta de um vínculo afetivo muito forte que houve entre ambos numa vida passada – os dois podem ter sido marido e mulher, pai e filho, etc. e, caso o reconheça, poderia abalar-se emocionalmente e comprometer a sua encarnação atual).
Ele diz: ‘Não leve tudo a sério. Esse peso da responsabilidade, essa dor nas costas que carrega, uma parte é sua, e a outra não lhe pertence.
É preciso dividir as tarefas, responsabilidade, cada um precisa cuidar de seus problemas, saber até onde se envolver (ela havia me dito que era comum pegar os problemas dos outros, ter pena das pessoas). Você tem excesso de pena, o que é diferente de compaixão’. (pausa).
Vejo agora o rosto de um cliente que ajudei (paciente tinha um comércio). O meu mentor está me dizendo que não devia tê-lo ajudado. Eu o ajudei com dinheiro, emprestei-lhe um dinheiro que não podia, e ele ficou de pagar (ela me disse que até hoje esse cliente não lhe pagou).
O meu mentor espiritual reafirma para não me envolver com os problemas dos outros (pausa).
Agora, ele está me mostrando uma cena de um funcionário que ajudei. Fala que o ajudei novamente muito mais do que podia. Eu o ajudei em dinheiro (fiz um empréstimo) e depois ele tentou me extorquir. Esse acontecimento me abalou profundamente.
Pede para não entrar em sintonia com os problemas alheios, colocando uma muralha de proteção, sendo firme, aprendendo a dizer não. Desta forma, diz que vou me equilibrar e resolver os meus problemas. Diz ainda que essas pessoas são parasitas, acomodadas. Esclarece que ajudar é bom, mas, desde que não me prejudique.
Sinto que é ele que ameniza o meu sofrimento, fazendo-me rir, ter bom humor, apesar de tudo… Agora, ele está tirando a carga negativa que carrego (paciente estava deitada no divã).
Visualizo uma cena onde estou tomando banho numa cachoeira para me limpar. Eu me sinto bem leve… É como se essa limpeza fosse abrir os meus horizontes.
Ele fala que preciso também frequentar ambientes mais saudáveis para drenar essa energia negativa, pois absorvo muita dessa energia no trabalho e a levo para casa. Pede para pegar mais a minha filha e sair de casa, passear, arejar a minha mente (paciente me relatou que não tem lazer, só trabalha).
Ele explica que um dos motivos de meu nervosismo, irritabilidade e oscilação de humor é essa energia negativa que absorvo em meu trabalho. Pede para ter um lazer saudável, conhecer pessoas boas, positivas, com uma mente saudável. Pede ainda para purificar a minha casa, não só através da oração, mas dos pensamentos, ações e palavras positivas. Explica que purificar é vibrar positivo, pensar positivo e expressar boas palavras, não me deixando abater pelas adversidades da vida.
Diz que essas oscilações de humor e insônia constantes vêm também de minha mediunidade não desenvolvida. Ele esclarece que no Astral (mundo espiritual), antes de encarnar na vida atual, assumi o compromisso com a espiritualidade de exercitar a minha mediunidade como médium de cura. Fala que tenho a mediunidade de cura através das mãos. Ele me lembra de que por conta dessa mediunidade, quando coloquei a minha mão em cima de um machucado de minha filha, a dor passou.
Diz ainda que por conta de minha faculdade mediúnica, os espíritos desencarnados necessitados de ajuda se aproximam, encostam-se em mim para absorver as minhas energias e vão ficando, não querendo se afastar . Explica que alguns de meus sintomas físicos (enjoos, salivação constante, dores no pescoço e nas costas, pés e mãos gelados) ou perturbações emocionais (oscilação de humor, irritabilidade, agressividade, tristeza, medo de dormir, pesadelos constantes) não são meus, mas dessas entidades espirituais sofredoras. Elas ficam vampirizando as minhas energias, influenciando também para que eu tome bebida alcoólica (elas absorvem a essência do álcool). O meu mentor espiritual comenta que quando o médium não tem compromisso com a espiritualidade (não desenvolve sua mediunidade), torna-se presa fácil desses “vampiros do astral”.
Esclarece que para ser um bom médium é preciso cultivar a humildade, pois o trabalho mediúnico pode levá-lo a ser arrogante (“sou diferente”, “tenho um dom”, “poder de cura”). Em verdade, ele diz que o médium veio para servir, e, em compensação, a cura de seu passado (débitos cármicos) se dá ao servir à espiritualidade. Fala que eu falhei numa vida passada devido à minha arrogância; portanto, a minha lição de casa nessa encarnação, reafirma, é exercitar a humildade.
Explica que, se tiver necessidade (esta era a 5ª sessão de regressão), ele irá me intuir a procurar novamente a TRE. Finaliza dizendo que me mostrou o caminho, e que agora preciso colocar em prática o que foi me mostrado nessa terapia”.

Após essa sessão, a paciente estava se sentindo mais calma, tranquila, equilibrada, e me disse que entendeu perfeitamente as orientações de seu mentor espiritual.

 

Trabalhador da luz

Quero expressar minha profunda gratidão ao Pai Maior e à Espiritualidade que me ajudaram a colocar o meu trabalho ao alcance de muitos; quero expressar também minha profunda gratidão a você, querido (a) leitor (a), que vem acompanhando os meus artigos – muitos desde 2001-, e aos meus pacientes que depositaram confiança em meu trabalho.

O meu propósito ao escrever em meu site pessoal www.osvaldoshimoda.com é espalhar ideias para tornar a vida do ser humano melhor de ser vivida. Eu me considero, assim como outros, um pontinho de luz ajudando o Pai Maior a transformar esse lindo Planeta.

Como trabalhador da luz, a serviço da luz, um terapeuta em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim – busco ser um auxiliar, um facilitador da abertura de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) para que este possa orientá-lo melhor acerca da causa de seu (s) problema (s), bem como as aprendizagens necessárias.

Após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão, posso afirmar com muita alegria e satisfação que inúmeros pacientes foram beneficiados com as sábias orientações de seus mentores espirituais.

No entanto, em função de minha saúde e por recomendação médica reduzi a minha carga horária de trabalho. Desta forma, preparei cuidadosamente um terapeuta de confiança (ele fez a formação nessa terapia comigo) para os atendimentos em meu consultório.

Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes, que Odair Campos – é o nome dele -, um médium e dedicado terapeuta, está atendendo diariamente em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem o coração de todos!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda
Veja a seguir, o caso de uma paciente atendida pelo terapeuta Odair , que veio ao nosso consultório querendo saber por que somente se realizava, sentia prazer, quando vinha à mente cenas com muito sofrimento (abandono, perdas, pensamentos suicidas, homicidas, estupros, violência).

 

 

 

Caso Clínico:


Por que me realizo, sinto prazer, ao ver cenas com muito sofrimento?

Mulher de 30 anos, casada, dois filhos.

A queixa dessa paciente era uma só: sempre quando ia dormir vinham cenas tristes de abandono, de sofrimento, perdas, pensamentos suicidas, homicidas, estupro, violência, enfim, tudo o que era de ruim. No entanto, sentia-se aliviada quando as cenas vinham em sua mente, chorava muito, e depois dormia, mas não entendia o porquê daquilo.

Era uma mulher bonita, bem sucedida, casada, com dois filhos, porém, só se realizava quando imaginava cenas com muito sofrimento.

Nas duas primeiras sessões de regressão, ela sentiu muito frio e dores intensas na cabeça, muito choro, um choro de muita dor. Foi muito cansativo para a paciente, pensou até em desistir da terapia.

Mas 15 dias após a segunda sessão, ela voltou à terapia dizendo que estava muito deprimida, pois as cenas que ela visualizava à noite, agora também ocorriam durante o dia, quando dirigia, e quando estava no trabalho; com isso, estava com medo de ficar louca.

As dores de cabeça que sentia também afetaram Odair, o terapeuta, que estava cuidando de seu caso. Após ele conduzir o relaxamento, a paciente começou a se contorcer, levou sua mão ao pescoço gritando: – Estão apertando meu pescoço, meu Deus, não consigo respirar! Com muita calma, Odair perguntou à paciente: – Quem está apertando o seu pescoço?
- Vejo um homem (obsessor espiritual), falou a paciente, quase sem voz.

- Seja firme, peça para que ele pare, pergunte-lhe por que está fazendo isso? Fale que você quer ajudá-lo.

- Ele diz que sou uma pessoa muito ruim, que destruí muitas famílias numa vida passada, portanto, causei muito sofrimento. Fala que eu vejo aquelas cenas de sofrimento e me sinto relaxada, aliviada. Isso é uma prova do quanto não tenho coração, que continuo sendo uma pessoa ruim. (pausa).

- Eu não entendo, as cenas que visualizo antes de dormir realmente me fazem bem, mas me incomoda essa sensação de prazer que sinto.

- Pede para ele se identificar?

- Ele diz que me acompanha há duas vidas, isto é, desde que tirei a vida de seus familiares, envenenando-os. Diz ainda que gosta que eu sinta aquelas sensações que me dão prazer, ou seja, as cenas horríveis que vêm à minha cabeça, pois quer que eu fique louca, que eu mate alguém.
A paciente confessa que essas cenas horríveis de estupros, assassinatos, suicídios podem chocar às pessoas “normais”, mas, a ela não, pois são cenas normais para ela; porém, diz que não gosta de sentir isso, que a incomoda não se condoer com essas cenas.

- O que você vê agora? – Pergunta Odair.

- Vejo muita gente… São as pessoas que matei nessa vida passada, sinto tudo o que elas sentem. Subitamente, a paciente desatou a chorar dizendo: – Sinto muito, me arrependo imensamente por tudo o que fiz a essas pessoas… Não quero mais sentir essas coisas ruins, me perdoem, por favor! (paciente chora copiosamente). O que posso fazer para ajudá-las? – Ela perguntou a seu obsessor espiritual.

Ele respondeu: – Só o fato desse arrependimento que você agora está sentindo de coração, por si só irá melhorar a sua culpa, mas você precisa também ajudar às pessoas, fazer alguma coisa para amenizar o sofrimento alheio. (pausa).
A paciente relata que agora estava vendo uma luz azul levando todas aquelas pessoas, e o seu obsessor espiritual lhe diz: – Vou embora, mas estarei de olho em você para ver se realmente vai cumprir a sua parte. É uma chance que vou te dar.

- Obrigada, muito obrigada, não vou decepcioná-lo! – diz a paciente, chorando.
Após o tratamento, recebemos o e-mail da paciente dizendo que não estava mais vendo aquelas cenas ruins, e que se sentia muito feliz trabalhando como voluntária em uma maternidade.
 

 

Qual a diferença entre doenças cármicas e doenças ocasionais?

A medicina descreve em seus compêndios de patologia uma série de doenças diagnosticadas e tratadas mediante sofisticados recursos científicos e tecnológicos. Portanto, ela está devidamente equipada para tratar e curar inúmeros males orgânicos. No entanto, há aquelas doenças mais complexas cuja cura não é possível, mesmo com todo o arsenal sofisticado da medicina vigente.

São as doenças cármicas, de origem espiritual; portanto, doenças da alma. Na antiguidade, havia uma estreita relação entre a medicina e a espiritualidade. Tempos depois, houve uma ruptura entre essas duas áreas, e a ciência médica passou a ver e a tratar o ser humano de forma puramente organicista, evoluindo bastante como uma ciência materialista, mas, excluindo a realidade espiritual do Ser.
Em vista disso, a medicina é capaz de curar as doenças circunstanciais, ocasionais, adquiridas pelo enfermo, mas não as doenças da alma – as cármicas -, que são inseridas no programa reencarnatório do Ser para sua aprendizagem, visando o progresso, a elevação moral de sua alma.
Portanto, as doenças cármicas não são fortuitas, acidentais, mas já estavam programados no Astral que o ser encarnado viesse a contraí-las no plano terreno. É importante ressaltar, que o ser encarnado veio com essa doença, ou a contraiu no decorrer de sua vida, por dívidas morais adquiridas ao infringir as leis divinas em vidas passadas.

Há que se considerar que somos seres em evolução e, por conta disso, por ignorância, falta de esclarecimento, cometemos erros, abusos, injustiças a outrem em encarnações passadas. É a Lei do Retorno (ação e reação) – Cada ação infringida contra o semelhante é revertida numa reação de igual intensidade que aparece na forma de dor, doenças, sofrimentos.
Não obstante, quero ressaltar também que a finalidade do sofrimento causado pela doença cármica não é punitiva, mas, sim, educativa. Portanto, não é um castigo de Deus como muitos ainda acreditam, mas uma aprendizagem. Por isso, no ideograma chinês a palavra crise é WEIJI e tem duplo sentido: perigo e oportunidade. Sendo assim, se você ver a crise como algo nefasto, ruim, que veio para te prejudicar, não vai aprender nada; porém, se vê-la como uma oportunidade de mudanças para alavancar a sua vida, crescer, evoluir, certamente irá aprender muito.

Em verdade, o Ser precisa sentir na própria pele a dor que provocou no outro, a fim de reeducar-se para posteriormente, quando a vida o colocar numa situação semelhante àquela do passado, ele não repita os mesmos erros de outrora.
Neste aspecto, a reencarnação é a maior prova do amor incondicional do nosso Criador, pois se não houvesse a reencarnação, como iríamos reparar os erros cometidos no passado e, com isso, evoluirmos espiritualmente?
Se a medicina, na qualidade de ciência, cuida apenas do organismo biológico, como ficam as doenças da alma, do espírito?

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual– método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006 -, busca unir a ciência psicológica e a espiritualidade. Se de um lado a ciência médica e psicológica (medicina, psicologia e psiquiatria) ainda ignora, desqualifica o aspecto espiritual da enfermidade, do outro lado, muitas religiões, mistificam e deturpam a realidade espiritual.
Na TRE, o mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) do paciente que, por conhecê-lo profundamente – pois vem o acompanhando em várias encarnações – é quem irá revelar a causa de seus problemas, bem como sua resolução.
Nesta terapia, a regressão de memória é apenas um meio, um instrumento de autoconhecimento e cura para que o paciente possa saber a causa de seus problemas e, com isso, libertar-se das amarras (bloqueios) de seu passado. Mas, o fim em si dessa terapia é – através das orientações do mentor espiritual – o paciente se conscientizar, perceber se está seguindo ou não o seu verdadeiro caminho, ou seja, suas lições, aprendizagens, sua missão de vida na encarnação atual.


Caso Clínico:
Problema bucal.
Mulher de 50 anos, casada.

A paciente desde criança vivia em dentistas, chegando a se tratar com os melhores dentistas. No entanto, eles encontravam dificuldades em fazer ajustes nas arcadas dentárias (as arcadas não articulavam perfeitamente, não se encaixavam no ponto certo).
Sentia também dores nas costas por conta desse problema. Há dois anos vinha fazendo tratamento (sem sucesso) com o seu atual dentista, mas o profissional também não entendia, ficava intrigado por não conseguir ajustar corretamente a articulação mandibular.

Ao regredir, a paciente me relatou: – Estou dentro de uma carruagem luxuosa puxada por um cavalo. Tem um homem que conduz essa carruagem.

- O que você vê ao seu redor? – Peço à paciente.
- Parece uma cidade da Europa numa época antiga, mas não sei precisar uma data. Estou sozinha nessa carruagem (pausa).

- Vá prosseguindo nessa cena – peço-lhe novamente.
- Vejo agora um grupo de crianças, pedindo comida. Falo para o condutor acelerar, eu as ignoro. (pausa).
As ruas estão cheias de pessoas revoltadas, o povo grita falando que está com fome. Todos estendem as mãos pedindo comida.

- Como você se sente? – Pergunto à paciente.
- Sou uma pessoa muito arrogante, uma aristocrata. Acho que sou uma princesa. Não tenho nenhum sentimento de compaixão por essas pessoas.

- Vá prosseguindo nessa cena.
- Agora a carruagem entra num palácio e vejo o povo gritando e invadindo a minha residência, onde moro com os meus pais.
Estão querendo pegar a minha família. Estão revoltados com a injustiça, porque vivemos num luxo, e eles não têm o que comer.
Eles pegam todos dentro do palácio. Parece que sou jovem ainda… (paciente chora, tossindo bastante). Acho que levei um tiro no peito.
O palácio fica na Rússia. Estava no pátio, no jardim, e eles me pegaram e me executaram. O mesmo ocorreu com os meus pais.

- Veja o que acontece com você após sua morte? – peço à paciente.
- Agora me vejo no vácuo. Escuto uma voz que me fala que na próxima encarnação (atual) tenho que saber articular melhor o uso do poder, através das palavras, distribuindo melhor o conhecimento, o amor. Essa voz diz ainda que sabendo articular tudo isso, irá acabar o problema da minha articulação dentária. É uma voz feminina.

- Pede para ela se identificar.
- Diz que é a mãe Bodhisattva Kwan Yin (deusa da compaixão, em chinês). Ela é a minha mentora espiritual (paciente chora, emocionada).
Ela me explica que pelo fato de ter vivido nessa vida passada de maneira fútil, sem me preocupar com o povo, vim na encarnação atual com esse problema bucal para aprender a olhar às pessoas ao meu redor com respeito e compaixão, ajudando-as. Portanto, a minha missão é ajudar a todos, o que não fiz nessa vida passada.

- Que tipo de ajuda?- Pergunto à paciente
- Mostrar caminhos às pessoas que me cercam, com amor e compaixão. Revela ainda que se não fizer isso na vida atual irei ficar também com o pescoço travado, pois me esclarece que nessa vida passada não olhava para ninguém ao meu redor. Mas me tranquiliza dizendo que isso não irá acontecer porque estou no caminho certo porque entendi e aceitei a minha missão (paciente vem ajudando muita gente com trabalhos sociais, assistenciais, bem como seus familiares, amigos, parentes e funcionários).
Diz para não me preocupar, que esse problema dentário será resolvido. Fala para eu sempre imaginar “jogando” o manto sagrado dela nas pessoas carentes e necessitadas. Com isso, elas irão receber as vibrações de amor, compaixão e do perdão (pausa).
Agora, ela está jogando o seu manto em cima de mim, e fala que estará sempre comigo (pausa). Ela me diz: ‘Deus te abençoe’! ‘Você está curada’! Está me dando uma flor que nunca vi, não existe na Terra. Pede para colocar essa flor no meu coração. Estou me sentido emocionada (paciente chora muito).
Pede ainda para compartilhar essa alegria, o amor que estou sentindo, com todas as pessoas ao meu redor.
Esclarece que naquela encarnação vim como princesa para ajudar o meu povo e, como não fiz isso, preciso agora cumprir essa missão. É por isso que desde criança me destacava na liderança com outras crianças para ter a oportunidade de desempenhar essa missão. Fala que eu vinha desempenhando-a muito bem, mas tive uma recaída. Ela me lembra que antes de me aposentar tive um convite para ser gerente geral na empresa onde trabalhava, mas que não aceitei, não quis por ter medo do poder.
Revela que o cargo que recusei fazia parte dessa missão para usar o poder, desta vez, para a melhoria de todos.
Falo à minha mentora que não sabia que esse cargo era para me redimir pelo erro cometido naquela vida passada, enquanto princesa. (paciente chora).
Em vez de aceitar, fiz um acordo com a empresa e pedi para me aposentar. Fala que a empresa precisava de mim (pausa). Acho que fui egoísta novamente, mas estava sentindo muito cansada (relata chorando). Ela me diz que sempre é tempo para remediar.

- Pergunte-lhe como você pode remediar? – Peço à paciente.
- Diz que é trabalhando com amor e compaixão, mostrando aos funcionários o caminho certo (paciente estava trabalhando na empresa de seu marido).
Na 4ª sessão de regressão (última sessão) ela me disse que estava muito feliz, pois, desta vez, seu dentista conseguira resolver o problema bucal ajustando corretamente sua articulação mandibular.

 

 

Você negligencia suas emoções?

Existem cinco emoções básicas, autênticas, inerentes ao ser humano: medo, raiva, tristeza, alegria e afeto.
No entanto, por conta do processo educacional, tais emoções são castradas, reprimidas. Desta forma, todo processo educacional é baseado no binômio: permissão e proibição. Ou seja, aprendemos a classificar essas emoções como “boas” e “más”. Por exemplo, numa família é permitido (é importante ressaltar aqui, que é comum os membros dessa família não terem consciência dessas permissões e proibições) sentir e expressar raiva com brigas constantes, discussões e agressões verbais e/ou físicas. No entanto, é proibido sentir e demonstrar quaisquer manifestações de afeto; com isso, é muito raro (ou inexistente) a troca de carinho, de apreço e, muito menos, intimidade, confiança.
Por conta dessa proibição, há nessa família uma secura de afeto, desconfiança de exercitar a capacidade de amar. Portanto, não há espaço para ternura, sentimentos de calor e proximidade, ou mesmo discutirem seus conflitos, anseios e preocupações pessoais. Todos vivem num torpor mental e emocional e não percebem que estão anestesiados emocionalmente. Levam uma vida limitada, sem paixão e nem compaixão, despida de encanto, espontaneidade e alegria.
Intimidade é essa liberdade de ser o que se é, sem máscara, sem disfarce. É a expressão livre e prazenteira do que se pensa e sente, sem reservas ou ressalvas. Mas quando há permissão para se ter intimidade numa família, há confiança, uma amizade profunda entre os pais e filhos, irmãos.

Ao passar pela Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, o paciente descobre que não foi por acaso que veio reencarnar numa família tóxica, agressiva, mas, por afinidade cármica (resgate cármico) de todos os envolvidos.
Não foi por acaso também que o grande médium Chico Xavier declarou:  “É nas famílias onde costumam se reunir os desafetos do passado”. O paciente se conscientiza nessa terapia, através de seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), que reencarna nessa família para se reconciliar, aprender a amar seus inimigos de uma vida passada.
Em contrapartida, há famílias que têm permissão para sentir afeto, alegria, mas proibição para sentir e/ou expressar raiva, tristeza e medo.  “Homem que é homem não chora e nem tem medo”;
“Você parece uma manteiga derretida! Pare de chorar!”.
São as frases mais frequentes que muitas crianças escutam em suas famílias. Certa ocasião atendi um paciente cujo apelido em seu trabalho era garoto propaganda, pois vivia constantemente sorrindo (na verdade, o sorriso era uma máscara, um disfarce, isto é, uma falsa alegria que ele estampava em seu rosto para esconder a raiva e tristeza, pois não podia sentir e nem tampouco expressá-la em sua infância).
Toda vez que brigava com o seu irmão mais novo, sua mãe o obrigava a se reconciliar com o irmão, mandando-o abraçá-lo e pôr um sorriso em seu rosto. Desta forma, ela o proibia de sentir e expressar raiva, substituindo-a por um falso afeto (abraçando o irmão) e uma falsa alegria (sorriso no rosto). Ao invés de dizer para o filho: “Olha, é natural você sentir raiva de seu irmão (permissão para sentir raiva), pois ele não quis devolver o seu brinquedo, mas não precisava agredi-lo fisicamente”; assim, a mãe reprimia sua raiva, fazendo-o sentir emoções não sinceras (falso afeto e alegria).
Desta forma, o paciente aprendeu com a mãe a não entrar em contato com a raiva e a tristeza. Por conta disso, ele não percebia as mensagens de seu próprio corpo. Ou seja, não percebia quando estava tenso, relaxado, com raiva, triste ou alegre.
Sentia-se, portanto, anestesiado emocionalmente. Corpo e alma estavam dissociados e fragmentados, isto é, seu corpo agia de uma forma, enquanto suas palavras diziam o contrário. Dizia, por exemplo, palavras cheias de raiva com um sorriso no rosto e não tinha consciência disso. Com isso, acabou somatizando em seu corpo uma doença psicossomática – gastrite crônica.

Na TRE, através de seu mentor espiritual, foi orientado a perceber no seu cotidiano seus verdadeiros sentimentos e expressá-los adequadamente. Com isso, nunca mais teve gastrite.
Portanto, entender e expressar adequadamente as emoções são a melhor forma de se evitar uma doença psicossomática, que se caracteriza por queixas físicas recorrentes, mas sem causa detectáveis por exames clínicos.
O paciente acima referido reclamava de intensas dores de estômago, mas, ao se submeter a uma endoscopia, não apresentava nenhuma lesão nesse órgão.
Como ele, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 20% da população do planeta manifestam vários tipos de doenças psicossomáticas por encontrar dificuldade de lidar com suas emoções. Além da gastrite, existem outras doenças de origem emocional: distúrbios cardiovasculares (infarto, derrame, hipertensão); dores crônicas (dor nas costas, cefaléias, fibromialgia); síndrome da fadiga crônica (cansaço constante); afecções dermatológicas (queda de cabelo, psoríase, herpes, vitiligo); doenças endócrinas (diabetes tipo dois, hiper ou hipotireoidismo); problemas gastrointestinais (diverticulite, diarreia, prisão de ventre, gastrite, síndrome do intestino irritável); problemas respiratórios (asma, rinite alérgica); distúrbios imunológicos – doenças autoimunes (lúpus, artrite, reumatoide, depressão).
Partindo do pressuposto de que o ser humano é mente, corpo e espírito, além das doenças psicoemocionais (psicossomáticas) existem também as doenças espirituais, as enfermidades da alma, provocadas pelos espíritos obsessores (seres desencarnados).
Os seres desencarnados, aproveitando-se de sua condição de espírito, portanto, de seu estado de invisibilidade, manipulam o campo energético do enfermo, criando vários sintomas físicos, tais como febres, inflamações, dores e outros sintomas orgânicos sem uma causa específica, confundindo o raciocínio clínico do médico e dificultando o tratamento adequado.


Caso Clínico: Tumor na tireóide
Mulher de 43 anos, casada, dois filhos.

Veio ao meu consultório querendo entender por que desenvolveu um tumor (nódulo) na tireóide. Apesar de ser benigno, estava crescendo e pressionava sua garganta provocando-lhe sufocamento, falta de ar. À noite costumava tossir muito, e, com isso, sentia-se angustiada.
Seu médico lhe informou que se o nódulo crescesse muito, teria que extirpar a tireóide.
Queria entender também por que tinha necessidade de resolver os problemas alheios (não conseguia ficar indiferente diante dos problemas dos outros e, em especial, de seus familiares e parentes).
Costumava desempenhar o papel de salvadora (sentia-se responsável pelos problemas alheios; por isso, a necessidade de resolvê-los) não respeitando seus limites, preferindo se prejudicar (ficava sobrecarregada, pois era ela que resolvia todos os problemas de seus filhos, marido, irmãos, etc.).
Apesar de fazer tudo por eles, seus esforços não eram reconhecidos. Pelo contrário, todos a tratavam mal – não havia companheirismo por parte do marido (era ríspido e mal humorado), e os filhos não demonstravam gratidão, tratando-a de forma grosseira, fria, com cobranças. Desta forma, sentia-se angustiada, insatisfeita, mas não expressava suas emoções, preferindo guardar tudo para si, sofrendo calada.

Ao regredir, ela me relatou: “Sinto um peso na garganta, sufocamento (paciente tosse muito e respira ofegante).
Vejo o meu marido e a minha mãe, que é falecida.
Sinto que a minha mãe e o meu marido são seres que me angustiam e vieram na minha vida para eu aprender a lidar com as minhas emoções.
Vejo agora o meu mentor espiritual. Ele é indiano, usa uma roupa branca e um turbante vermelho na cabeça. Diz que a minha mãe foi muito dura comigo quando criança, mas que a vida nos abençoa e que agora a troca de energia entre nós é de luz, de amparo.
Diz ainda que a minha mãe me pede perdão (pausa).
O meu mentor espiritual me fala que preciso entrar em contato e aceitar a raiva que sinto, pois não consigo aceitar, nego, finjo para mim mesma que não sinto raiva.
Ele fala que tenho receio de expressá-la por conta do medo de ser rejeitada, agredir e ser agredida.
Ele está mostrando a minha infância. Antes, eu era capaz de expressar a raiva com naturalidade, mas a minha mãe me reprimia dizendo: “Essa menina é ruim!”e fui acreditando que expressar raiva é um sentimento ruim.
Ele diz que preciso aprender a administrar a raiva, pois bem administrada, ela é útil à nossa vida.
Esclarece que é a energia da raiva que nos impulsiona a fazermos as coisas, a lutar, superar os obstáculos naturais da vida.
Mas diz que preciso aprender a não duelar (“ bater boca”), agir impulsivamente, como muitas pessoas fazem.
Fala que quando a gente sente raiva, não precisa ser rebatida no mesmo instante, mas também não precisa engoli-la. Ela precisa ser observada e elaborada para ser transformada em energia útil. E quando se elabora, digere-se e as pessoas crescem. Ele pede para quando sentir raiva me isolar, fechar os olhos, ficar em silêncio e prestar atenção, focar minha atenção nela e deixar que ela se expresse em meu corpo. Não abortar ou querer interromper as reações de meu corpo.
Se tiver vontade de chorar, é para chorar, deixar extravasar as minhas emoções. Se quiser gritar, é para gritar também. Enfim, não controlar nada, deixar que o meu corpo me conduza. Assim, a raiva irá se dissipar, transmutar.
O meu mentor espiritual pede para eu desenvolver a habilidade da observação das emoções, sem julgamento.
Esclarece que a observação sem julgamento é não julgar, classificar as emoções em categorias “boas” ou “ruins”.
Revela que cultivo também uma crença de que as pessoas boas não “sentem raiva”. Diz que emoção é energia, e energia é energia, não existe boa ou má. Mas, quando a gente não administra bem essa energia, não a aceitamos, não a transmutamos, metabolizamos, ela fica “estagnada” e somatiza, vira um tumor. Pede, portanto, para aprender, através da observação interna sem julgamento, a entrar em contato com as minhas emoções.
Afirma que a tireóide é o órgão da energia primordial, que vem diretamente da alma. Alerta que as pessoas que se submetem à retirada desse órgão se desconectam de seu elo de ligação interior. Ele me exemplifica o caso de uma amiga que extirpou a tireóide. Após a cirurgia, ela ficou uma pessoa seca, dura, perdeu a conexão espiritual com a sua alma. Ele me explica que o tumor que tive é um sintoma de meu processo psicoeducacional, uma doença que alerta para eu lembrar de minhas emoções e não negligenciá-las”.

- Pergunte-lhe se além da raiva, você vêm negligenciando outras emoções? – peço à paciente.
“Fala que venho também negligenciando o afeto,a tristeza e a solidão (não me permito ficar só). É por isso que a minha alma se sente angustiada. Eu desfoco o contato com essas emoções, focando nos problemas dos outros, no trabalho, na responsabilidade, e acabo esquecendo de mim. Resultado: somatizo no corpo físico essas emoções represadas.
Ele fala também que sou muito controlada e controladora – quero centralizar tudo. Explica que a doença de Alzheimer, em muitos casos, surge em pessoas que querem controlar tudo.
Diz que como incorporo o papel de salvadora, atraio pessoas que desempenham o papel de vítima (sentem-se incapazes) e de perseguidora (críticas, condenadoras).
Então, preciso parar de entrar nesse papel e assumir a minha verdadeira essência. Diz ainda que só vou deixar de desempenhar esse papel quando sentir as emoções e for mais autêntica.
Fala que o papel de salvadora é típico de pessoas arrogantes, prepotentes, e que largar esse papel não é trocá-lo por outro. (pausa).
Agora, estou flutuando, fora de meu corpo. Sinto o meu corpo grande, parece que estou crescendo (paciente estava experimentando projeção astral, seu espírito estava saindo de seu corpo físico).
Sinto uma vertigem, estou muito longe… O meu mentor espiritual está me levando fora da Terra. Coisa estranha! (pausa).
Acho que estou acima da Terra, é um lugar muito alto. Vejo o meu mentor espiritual junto comigo nesse lugar bem distante.
Ele diz que provocou em mim essa vertigem para me lembrar do distanciamento, treinar a observação à distância. Fez de propósito para quebrar um pouco o meu controle, o meu lado muito racional (pausa). Vejo agora um bastão de cristal, ele está cauterizando a minha tireóide. Ele esclarece que essa é a ultima sessão (era a 4ª sessão) do nosso tratamento, mas que posteriormente (diz que serei intuída por ele) vou ter que voltar ao consultório do senhor para um novo trabalho, mas não mais pela dor de uma doença.
Ele agradece ao senhor como terapeuta pelo seu lado humanístico, por não valorizar só o aspecto técnico, científico, mas também os valores espirituais. Diz que isso faz toda a diferença de seu trabalho, que é unir a ciência psicológica com a espiritualidade”.

 

 

Informativo

Caros leitores,

Por motivo de saúde e recomendação médica, o Dr.Osvaldo Shimoda irá reformular sua agenda de atendimento. A partir de hoje dia 10/03/2014 Segunda – Feira, os horários de atendimentos ficarão da seguinte forma: De Segunda a Sexta-Feira das 10:00hrs às 18:00hrs e aos Sábados das 10:00hrs às 16:00hrs.

Pedimos por gentileza aos pacientes em tratamento, que entrem em contato urgente com o Odair para reagendar suas consultas.

Atenciosamente,

Odair Campos Junior

A Terceira Inteligência

“O desenvolvimento da Terceira Inteligência depende de uma determinação interior da pessoa de mudar. É preciso que ela reveja paradigmas, conceitos e, às vezes, até valores inadequados ou ultrapassados. Sabemos que isso não é fácil, porque as normas de conduta são internalizadas após dezenas de anos de educação e formação tanto familiar como acadêmica”.
Floriano Serra – Autor do livro “A Terceira Inteligência”.

“A alma do homem é como água;
Vem do céu
Ao céu volta
E depois retorna a Terra,
Em eterna alternância”.
- Goethe.

Até a década de 70 valorizava-se muito na cultura ocidental a inteligência racional e lógica. Os testes de inteligência (Q.I.) eram aplicados nas empresas e escolas para medir o coeficiente de inteligência dos candidatos ou alunos.

A partir da década de 80, o psicólogo americano Daniel Goleman introduziu o conceito de Inteligência Emocional, esclarecendo que não bastava uma pessoa ter um raciocínio lógico, analítico, um bom Q.I. se o seu coeficiente emocional (Q.E.) for baixo, ou seja, se o indivíduo for inábil no trato com as pessoas por conta de sua dificuldade de lidar com o seu lado afetivo e emocional. É comum observar no ambiente de trabalho, profissionais altamente qualificados do ponto de vista técnico, porém, inábeis no trato com as pessoas.

Há médicos, por exemplo, muito competentes, objetivos em diagnosticar a doença e prescrever a medicação certa para cada paciente. No entanto, encontram muita dificuldade em se relacionar com pacientes que necessitam de proteção, orientação e segurança, em função de seu quadro clínico especifico.
Esses profissionais sofrem de “secura de afeto”; são, portanto, disfuncionais do ponto de vista afetivo (têm problemas na área da ternura), não se permitem expressar, dar colo ao enfermo.
Precisam resgatar a capacidade de amar. É sabido que a intimidade com os pacientes, em muitos casos, permite uma cura mais rápida.
Já presenciei o caso de um paciente soropositivo que cometeu suicídio pela falta de sensibilidade do médico ao informá-lo secamente que era portador do vírus HIV.

Na década de 90, por conta dos movimentos espiritualistas e da psicologia transpessoal, que defendem a visão do homem integral (mente, corpo e espírito), desenvolveu-se o conceito de Terceira Inteligência ou Inteligência Espiritual, cuja proposta é unir o racional, o emocional e o espiritual, agregando valores éticos, morais e espirituais, tais como a consciência de seu papel na sociedade, a competição leal, a honestidade, o respeito a si, aos outros, ao meio-ambiente, à vida, a humildade, a simplicidade, a compaixão, a solidariedade, a cooperação, o pensar coletivamente.

Em meu consultório, é comum vir pacientes insatisfeitos tanto na área pessoal quanto na profissional, que se queixam de depressão, angústia, ansiedade ou mesmo manifestando um sentimento de vazio, confusão e infelicidade por não saber que rumo tomar em sua vida. Há também aqueles que, apesar das conquistas materiais, profissionais, posição social, vivem intranquilos por não conquistar a paz interior.
Há ainda os que levam uma vida inteira para descobrir sua missão pessoal, seu verdadeiro propósito nessa existência e quando descobrem, mudam radicalmente seu estilo de vida, posturas, atitudes e até de emprego.
Posso dizer que sou uma prova viva dessa mudança radical quando descobri o meu verdadeiro propósito de vida ao abrir a minha mente, diminuindo o meu orgulho e auto-suficiência no que se refere à espiritualidade (plano espiritual, leis universais, palingenesia ou reencarnação, programa reencarnatório, mentor espiritual, interferência de espíritos superiores e inferiores em nossas vidas, o poder da oração, do amor, do perdão como fatores de cura, etc.).
Era, sem dúvida, um analfabeto espiritual, pois era bastante ignorante, obtuso, preconceituoso acerca desse assunto. O meu Q.E. (quociente espiritual) era, portanto, baixo.

Antes de criar em 2006 a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Método terapêutico de autoconhecimento e cura, era um psicólogo e consultor de empresas tradicional. Após concluir minha formação em psicologia (1981), fiz especialização em psicanálise e análise transacional. Trabalhava em meu consultório como psicoterapeuta, psicólogo do Hospital do Servidor Público do Estado e como consultor de empresas, ministrando cursos, palestras na área motivacional e de relacionamento interpessoal.
Apesar do relativo sucesso na minha profissão, ainda assim, vivia insatisfeito por não encontrar o meu verdadeiro caminho, os anseios de minha alma. No consultório, os meus pacientes ficavam anos a fio em seu processo terapêutico (muitas vezes, sem resultados mais efetivos), e nas empresas, os funcionários saiam de minhas palestras e cursos bastante motivados, porém, ao entrar na rotina de trabalho, voltavam a se sentir desmotivados e repetir os mesmos comportamentos inadequados. Poucos mudavam efetivamente suas atitudes. Posteriormente, fiz minha formação em Terapia de Vida Passada (TVP) com a Dra. Maria Júlia, médica, discípula do psicólogo americano Dr. Morris Netherton, criador dessa terapia. No entanto, os resultados em meu consultório, embora com alguns pacientes fossem efetivos, com a maioria não foram satisfatórios.

Houve uma paciente que me questionou até quando iria passar pelas sessões de regressão (era sua 25ª sessão), pois ainda não tinha descoberto a causa de seu problema e nem percebido melhoras.
Até que um dia, com uma paciente, tudo mudou. Ela me disse: “Doutor Osvaldo, o meu mentor espiritual e a equipe do plano astral estão me dizendo que daqui para frente eles vão assessorar o nosso trabalho. O meu mentor esclarece que ele é um espírito desencarnado responsável pela minha evolução espiritual e comenta que todos nós, encarnados ou desencarnados, temos um mentor espiritual”.
Atônito e um tanto cético, achei que era “fantasia” da paciente, mas aceitei que o suposto “mentor espiritual” conduzisse o trabalho terapêutico. Para a minha surpresa, essa paciente obteve um resultado significativo – resolveu o seu problema num curto espaço de tempo como nunca ocorrera com os meus pacientes.
Dali para frente resolvi pedir a cada paciente que conversasse com o seu mentor espiritual para que o mesmo pudesse orientá-lo acerca de seus problemas e como resolvê-los.
90% de meus pacientes entraram em contato com os seus mentores e se beneficiaram de suas orientações.

A partir daí, denominei essa terapia de Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), a terapia do mentor espiritual, pois ele é a peça chave dessa terapia. Por conhecer o paciente profundamente, pois vêm o acompanhando em várias encarnações, é a pessoa com mais autoridade para descortinar o seu véu de esquecimento para que o mesmo possa descobrir a causa de seus problemas e se libertar das amarras (bloqueios) de seu passado. Nessa terapia, em muitos casos, o mentor espiritual não só faz o paciente regredir, como também progredir, ou seja, faz revelações futuras se assim julgar necessário.
E o meu papel, enquanto terapeuta, é abrir o canal de comunicação para que o mentor possa orientá-lo melhor. Portanto, sou um facilitador do processo de comunicação entre ambos.
Posteriormente, vim a descobrir que a minha missão – através dessa terapia -, é unir a ciência psicológica com a espiritualidade, servindo de canal das forças superiores do Astral para que o mentor espiritual do paciente possa se manifestar e, com isso, orientá-lo não só em relação aos seus problemas e aprendizagens, como também se está no caminho certo de seu verdadeiro propósito de vida nesta encarnação.
Desta forma, a TRE, ao trabalhar no nível supraconsciente, é uma terapia profunda da alma, que leva o paciente a transcender seu ego (mente racional) para entrar em contato com sua inteligência espiritual, o seu eu verdadeiro (Eu Superior), e, com isso, buscar respostas às questões mais complexas, pois a inteligência de seu ego é superficial, não tem profundidade, não responde aos anseios de sua alma.

Caso Clínico:
Por que não consigo deslanchar na minha profissão?
Mulher de 51 anos, casada.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não conseguia deslanchar em sua profissão.
Era uma terapeuta holística (trabalhava com tarô, florais, reiki, radiestesia, radiônica, cristais e aromaterapia). Apesar de ter uma boa bagagem teórica (fez vários cursos de formação holística) e de ter uma sensibilidade bastante aguçada (a profissão exige isso), ou seja, uma P.E.S. (percepção extra-sensorial) acentuada (clariaudiência, clarividência, psicofonia, psicografia, etc.), tinha medo de pôr em pratica o que aprendeu nos cursos. Não se sentia suficientemente capaz e merecedora, portanto, era afetada por uma autoestima baixa.
Por conta de sua falta de autoconfiança e insegurança, colocava em dúvida se essa atividade era o seu verdadeiro caminho profissional. Queria entender também o motivo de seu marido ser alcoólatra e ser tão distante afetivamente dela e de seus filhos. Teve uma gravidez tubária e quando fez a cirurgia, sofreu uma parada cardíaca e, no final, o cirurgião esqueceu uma toalha cirúrgica em seu abdome.
Numa outra cirurgia para retirar a toalha houve uma complicação (teve uma hemorragia, quando o médico demorou em achar a sua origem. Ficou 8 horas na mesa cirúrgica). Sempre teve problemas ginecológicos (corrimento, inflamação, coceira, miomas).
Um ano antes de vir ao meu consultório, ao descer de uma escada, caiu e fraturou o pé esquerdo. Após esse incidente ficou depressiva, desanimada em viver.

Ao regredir, ela me relatou: “Vejo uma tábua com desenhos de um jogo adivinhatório em cima de uma mesa. Estou sentada na cabeceira dela e, em volta, vejo homens participando desse jogo. São vikings, suas roupas são de pele de animal. Eu decifro esse jogo para eles.
Uso também um manto de pele e na minha cabeça vejo uma tiara dourada e verde. Sou idosa, cabelos brancos, presos para trás.
Todos são guerreiros, vem pedir a minha ajuda e orientação antes de saírem para o mar. Vejo um porto e os navios saindo. Sou uma sacerdotisa. Eu os orientava como vencer os inimigos nas batalhas. Os povos inimigos não gostavam do que eu fazia, eles me conheciam (pausa). Agora me vejo sozinha numa caverna escura, deitada numa mesa de ritual. Estou vendo também o rei dos vikings, ele usa uma coroa na cabeça (pausa). Tenho a impressão de que ele é o meu marido da vida atual.
Em comunhão com ele, me recolhi nessa caverna para buscar respostas às duvidas que o nosso povo tinha em relação às batalhas, mas acabei não saindo mais desse lugar (paciente chora).
A impressão que me vem é que acabei morrendo nessa caverna. Vejo um morcego muito grande, voando no teto dessa caverna.
Esse ser fechou tudo em volta, não me deixando sair mais desse lugar (pausa).
Agora estou vendo o meu mentor espiritual. Ele é um ancião, cabelo e barba branca, sorriso largo. Só vejo o rosto dele… Seu rosto agora mudou, está feio, parece uma caveira, como que em decomposição”.

- Veja quem é esse ser espiritual – peço à paciente.
“Ele se interpõe na frente de meu mentor espiritual, não o deixando conversar comigo (pausa).
Esse ser desencarnado das trevas me diz que com as adivinhações que fazia ajudei a fazer com que o matassem. Explica que com as minhas adivinhações os guerreiros vikings o encontraram onde estava escondido e o esquartejaram (pausa).
Sinto que ele tem muita raiva de mim por isso”.

- Pergunte há quanto tempo ele vem te acompanhando? – Peço à paciente.
“Ele me diz que há quatro gerações (quatro vidas passadas).
E que em todas as mazelas que passei nessa vida atual, de alguma maneira ele estava envolvido. Enumera que foi ele que influenciou o cirurgião a esquecer da toalha cirúrgica no meu abdome; na outra cirurgia para a retirada dessa toalha, ele dificultou que o médico descobrisse de onde vinha a hemorragia. Esclarece que só não conseguiu tirar a minha vida porque o meu mentor espiritual o impediu a tempo numa outra cirurgia que eu ia fazer de mioma uterino. Diz que eu tive um aviso de meu mentor espiritual para que não me submetesse mais a nenhuma cirurgia, sem a permissão dele. E que se o meu mentor espiritual não tivesse feito isso, eu iria desencarnar (paciente me relatou que foi numa pessoa que lê baralho cigano, e que lhe disse: – Seu mentor espiritual pede para você não operar mais nada, nem uma unha encravada sem a autorização dele).
O obsessor espiritual está me dizendo também que foi ele que me empurrou da escada e me fez quebrar o pé.
Na verdade, o meu mentor espiritual está agora me dizendo que o objetivo desse ser espiritual era de me derrubar da escada para eu bater a cabeça (pausa).
Estou conversando com esse ser das trevas explicando-lhe que nessa vida passada não queria prejudicá-lo, não era nada pessoal, pois era uma guerra entre dois povos. Mas ele argumenta dizendo que não quer saber disso, e diz que tudo o que acontece de ruim em minha vida é provocado por ele”.

- Fale que ele não pode ficar indefinidamente alimentando esse ódio por você, e se ele quiser sair das trevas, desse lugar gélido, escuro e de sofrimento, é só pedir ajuda que os espíritos amparadores irão tirá-lo desse lugar – peço à paciente.
“Ele ignora o que o senhor disse, e fala que até o meu marido bebe por influência dele (pausa).
Estou tentando chegar perto dele – paciente me diz.
Falo para ele que na vida atual estou ajudando às pessoas com cura e que eu posso ajudá-lo se ele permitir.
Nossa! Que mão gelada! (Paciente pega nas mãos dele).
Ele está mais calmo… Falou que ainda é difícil para ele me perdoar, mas que vai procurar auxílio (pausa).
Seu mentor espiritual está tentando levá-lo… Estou agora pedindo perdão e orando por ele.
O meu mentor espiritual me esclarece que o trouxe aqui no consultório para que pudesse haver a reconciliação entre nós. Explica que ele será encaminhado para o hospital do astral. Diz que ele já consegue olhar para mim sem ódio (pausa).
Agora está sendo levado em direção a uma luz grande pelo seu mentor espiritual. Ele aceitou ser ajudado. Graças a Deus!
O meu mentor espiritual está me dizendo que na vida atual como taróloga fico com receio de ler as cartas dos consulentes por conta dessa vida passada em que perdi a vida ao tentar dar respostas para os guerreiros vikings.
Diz ainda que as minhas dúvidas foram esclarecidas, os meus medos foram entendidos, e as minhas buscas foram direcionadas. Que o meu caminho daqui para frente vai se abrir. E que é só seguir. Diz que ficou satisfeito por eu ter buscado essa terapia (TRE), pois era a chave que precisava para abrir as portas de minha vida, e que eu mesma havia fechado. Pede para que não deixe que as pessoas me desmereçam e nem eu mesma faça isso comigo, de não achar que tenho merecimento. Está agradecendo ao senhor por esse trabalho, fala que eu me libertei bem como aquele ser.
Esclarece que o meu marido – que na vida passada foi rei dos vikings – hoje veio numa condução mais humilde e, por conta disso, tem muita revolta. Diz que não posso fazer mais do que tenho feito por ele até agora. Afirma que só ele pode se ajudar, e que o destino dele está nas suas próprias mãos. Fala que ele ainda traz o orgulho de seu passado, como rei. Por isso, não consegue demonstrar afeto.
Ele me diz: – É, filha, você está se esquecendo de uma frase importante: Livre Arbítrio! Portanto, só ele pode se ajudar’. Mas pede para orar pelo meu marido. Afirma que estou no caminho certo, que realmente o meu caminho profissional é esse mesmo -Terapia Holística.

- Você gostaria de fazer mais alguma pergunta para o seu mentor espiritual? – Peço à paciente.
“Não. Eu só quero lhe agradecer. Estou muito emocionada (paciente chora). Ele está finalizando, dizendo que não só o meu trabalho irá ajudar muitas pessoas, como o seu também. O nosso trabalho vai ser muito importante para essa época tão conturbada que estamos vivendo, e que vamos viver ainda, até que as pessoas estejam mais ligadas com a espiritualidade. Só assim, irão encontrar as respostas às suas inquietações”.

 

 

A Luz que Cura

Eu estou na luz. Eu sou a luz.
A luz está em mim.
A luz sou eu.
O Homem que tenha entendido esta Verdade
Torna-se uno com o Absoluto.
Bhagavan Sai Sathya Sai Baba

Certa ocasião, uma paciente me procurou angustiada querendo saber o seu verdadeiro propósito de vida. Ao regredir viu uma linda Luz dourada, redonda. Intuitivamente pedi para que ela conversasse com essa Luz e lhe perguntasse qual era o seu real propósito de vida.
A Luz – para surpresa minha e da paciente -, instruiu-a, dando-lhe conselhos espirituais, orientando-a em relação à sua vida pessoal e profissional, e até mesmo fez previsões corretas sobre acontecimentos futuros (paciente me confirmou posteriormente esses eventos) com tal profundidade e sabedoria, que nós dois ficamos simplesmente atônitos e encantados. No final da sessão, a surpresa se tornou ainda maior quando a paciente perguntou à Luz se ela poderia se identificar. A Luz respondeu: – Sou você na sua essência.

Em verdade, a Luz era a sua própria alma, o Eu Superior da paciente. Desta forma, ficou claro o quanto a nossa alma é sábia e tem todas as respostas às nossas indagações e questionamentos. Ficou claro também para mim o porquê do grande cientista Galileu Galilei ter dito: “As respostas às nossas indagações estão dentro de nós”.

Se somos seres de luz, isto é, seres energéticos, deduzi que outros pacientes poderiam fazer a mesma coisa, ou seja, indagar às suas almas acerca daquilo que os afligia. Realmente, as perguntas formuladas foram respondidas pelas suas almas de forma rápida, direta e com muita sabedoria e profundidade. Não obstante, para a minha surpresa novamente, ao fazer os pacientes indagarem à Luz acerca da origem de seus problemas, um ser extra-físico  (espiritual) se materializou, saindo da própria Luz, identificando-se como sendo o seu mentor espiritual(ser desencarnado de elevada evolução, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual).

Desta forma, conclui que nem sempre essa Luz é a nossa alma e, sim, na maioria das vezes, o (a) mentor (a) espiritual do paciente.
Portanto, em estado alterado de consciência, isto é, em estado de transe hipnótico, tudo pode acontecer. Posteriormente, ao ler o livro “A Cura através da Terapia de Vidas Passadas” (Editora Sextante) do renomado psiquiatra americano Dr. Brian Weiss, constatei que o mesmo também observou num de seus pacientes esse diálogo com a Luz. O Dr. Raymond Moody Jr., Psicólogo da Universidade de Nevada, em Las Vegas, EUA, autor dos livros “A Vida depois da Vida” e “A Luz que vem do Além” (Editora Butterfly) é considerado o maior especialista mundial nas experiências de quase morte, que é também chamada na linguagem médica de morte súbita interrompida, provocada por doenças cardiovasculares, traumas causados por acidentes, embolia pulmonar, etc. O coração para de funcionar por certo tempo, porém, através das ações dos médicos, volta a funcionar. Nesse intervalo de tempo em que o coração ficou parado, muitos pacientes tiveram experiências inusitadas como: saídas fora do corpo (desdobramento), presenças de seres de luz no mundo espiritual, e voltaram dessas experiências profundamente modificados a seu próprio respeito, quanto às outras pessoas e sobre a vida em si.
O Dr. Raymond Moody concedeu uma entrevista à revista Sexto sentido e disse o seguinte: “Quando alguém morre às vezes as próprias pessoas presentes entram em dramáticos estados alterados de consciência virtualmente idênticos às experiências de quase morte. Por exemplo, pessoas que estavam reunidas à cabeceira de um ente querido, doente terminal, já nos disseram que, quando do falecimento do doente, elas também deixaram os próprios corpos. Levantaram-se e acompanharam o amado durante parte do caminho para a Luz. Elas puderam vislumbrar os espíritos de parentes e amigos do recém-falecido vindo saudá-lo. Às vezes, veem uma luz sobrenatural de amor envolvendo a elas e ao individuo que está morrendo”.

Caso Clínico:
Mágoa da mãe.

Mulher de 25 anos, solteira

A paciente me procurou por conta de suas mágoas em relação às atitudes de sua mãe. Sua mãe sempre foi agressiva, a ponto de avançar sobre seu pai com uma faca. Sempre interferiu muito na vida das filhas, nunca aceitando os seus namorados. Ela chegou a ser espancada pela mãe quando criança, a ponto de achar que a qualquer momento sua mãe poderia agredi-la e bater em sua cara. Por conta de sua agressividade e de querer controlar sua vida, ela resolveu sair da casa de seus pais para morar sozinha e conseguir respirar aliviada. Desta forma, guardava muitas mágoas de sua mãe. Ao entrar em estado alterado de consciência – em transe alfa -, pedi para que ela observasse uma linda luz. A paciente me relatou: – Estou vendo uma luz enorme, é branca e bem brilhante.

- Pergunte-lhe o que é necessário você saber a respeito de sua mãe? – pedi à paciente.
- Estou numa arena de luta, meus pés estão descalços, minhas mãos são grandes e grossas. Sou homem, minha pele é bronzeada. Estou sem camisa, meus cabelos e o meu nariz são grossos. Devo ter uns 25 anos, seguro uma arma e na extremidade tem uma seta. Estou dentro da arena e vou lutar. Vejo muitas pessoas gritando para ver o espetáculo e existe um líder, parece ser o Rei, que está sentado numa poltrona.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
- Estou lutando com outro guerreiro e acabo matando-o. Ganhei a luta. Faço reverências ao Rei e já posso sair da arena.

- Como você se sente? – pergunto-lhe.
- Essas lutas são um meio de sobrevivência. A época é depois de Cristo, depois de sua crucificação (pausa). Agora estou me vendo numa taberna, bebendo, comendo. Eu vim como homem nessa existência passada porque como mulher – numa existência mais remota – fui muito mandada, era muito submissa. Eu pedi para vir como homem, como um guerreiro, para ser dono da minha vida. Mas é difícil, o meu espírito está perdido, estou seguindo a vibração do tempo, da época. Não consigo me elevar espiritualmente, a energia é muito baixa, bebo vinho, como carne, eu me tornei um pouco brutalizado. Ouço falar de Cristo, mas tenho uma vaga impressão dele.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
- Agora estou num mausoléu e ouço um homem falar de Jesus que passou na Terra. Ele prega o amor da vida de Jesus e diz que ele morreu por nós. Estou nos fundos, ouvindo-o falar. Eu sinto que tenho que abraçar o Cristianismo, mas o meu chefe não me deixa porque sou um guerreiro. Eu me sinto muito bem no meio dos cristãos. Agora eles estão orando, são pessoas boas.

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
- Eu sinto que o meu chefe é a minha mãe da vida atual. Eu converso com ele falando que quero abraçar a causa cristã. Mas ele não me deixa, é autoritário. Para ele, abraçar a causa cristã é coisa de gente “idiota”, “desmiolada”. Ele é capaz de me matar se eu me converter ao cristianismo, porque sou seu escravo. Mas, finalmente, consegui me libertar. Não vou mais voltar para lá. Consegui fugir, agora estou com eles, não sou mais escravo, sou um cristão. Sinto que o meu chefe ficou com muita raiva de mim. (pausa).

- Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente (pausa).
- Agora estou na arena de novo, mas não sou mais um guerreiro, estou no meio de vários cristãos. Vamos ser parte de um espetáculo de novo, mas desta vez estou sem arma. Visto uma roupa de panos, mas como tenho experiência como guerreiro, vou poder ajudá-los. Estou descalço, o chão está bem quente, o sol bem forte. Eles jogam carne próximo de nós. Estamos no meio da arena, têm crianças, mulheres, velhos. Não estou com medo, tenho experiência e vou poder ajudá-los (pausa). Oh, meu Deus! Os leões estão dentro da arena, tento lutar com eles, um deles me pegou pelo pescoço (paciente grita chorando). Acho que morri (pausa).

- Veja o que aconteceu com você após sua morte física? – peço-lhe.
- Eu queria ter ajudado àquelas pessoas, mas não consegui porque estava sem arma. Vejo agora uma luz branca, estou indo em direção a ela (pausa). Agora, eu me levantei de uma cama (paciente estava no plano espiritual). Meu mentor espiritual está na minha frente. Parece que o meu corpo (espiritual) já está restabelecido. Ele me fala que deu tudo certo. Disse que nessa existência passada, eu precisava abraçar a causa cristã. Eu morri como cristão e daqui para frente vou estar com Cristo para sempre e ter a sua proteção. Por muito pouco não consigo o meu propósito por causa da minha mãe, que era o meu chefe nessa existência passada.

- Pergunte ao seu mentor espiritual o que ele tem a lhe dizer em relação à sua mãe? – peço-lhe.
- Diz que estou um pouquinho na frente dela em relação à minha evolução. E que devo ajudá-la na vida atual em orações, pensamentos positivos e com bastante carinho porque ela também vai evoluir. É preciso ter muita paciência com ela, pois ela também é filha de Deus. Diz também que eu me choco com ela porque nós duas temos “espírito de guerreiro”, mas que Cristo também vai tocar no coração dela. O meu mentor diz que somos todos luz, e que vamos caminhar para a Luz Maior, subir para essa Luz na hora do desencarne, mas que precisamos tirar na vida terrena os hábitos inferiores do ego.

- Pergunte-lhe a que se deve o desequilíbrio de sua mãe? – pedi à paciente.
- Ele diz que a minha mãe está se desenvolvendo, e que ela precisa cuidar dos hábitos inferiores, tais como julgar às pessoas e querer impor às suas vontades, por exemplo. Eles estão trabalhando para alinhar os seus chacras. Diz também que com a fé em Cristo irei conseguir ser um instrumento do Mestre (paciente começa a chorar intensamente). Diz que já estou sendo um instrumento dele, que estou sendo guiada.

- Pergunte-lhe qual o seu verdadeiro propósito de vida?
- Eu vim harmonizar à minha família, é como se eu fosse um estabilizador. Eu vim também para ascender nessa vida atual. Ascender é me libertar, porque o processo cármico com a minha mãe zerou, agora estou livre. Se eu quiser ajudá-la, vou poder fazer isso de livre e espontânea vontade. Ele diz também que a espiritualidade vai ajudar à minha mãe a se libertar de seu passado.

Após passar por mais quatro sessões de regressão, pedi à paciente perguntar ao seu mentor se havia a necessidade de continuar com a terapia regressiva?
- Ele está lhe agradecendo por tudo ter dado certo nesse tratamento e que a Luz esteja conosco por toda a eternidade.

Após o tratamento, ela me contou que sua mãe pela primeira vez foi visitá-la em seu trabalho, sua agressividade tinha diminuído bastante, e que ela estava procurando viver sua vida, ao invés de viver a vida das filhas. Feliz, a paciente me disse que estava se sentindo livre e que não tinha mais mágoas de sua mãe.

 

Desilusão Amorosa

A Verdade Vos Libertará.
Jesus Cristo

O grande mestre Jesus dizia que a verdade nos liberta, e o contrário, a ilusão (mentira, distorção), nos aprisiona. Ele dizia também que para sair das trevas (ignorância) bastava acender a luz (verdade, consciência).

O mestre estava certíssimo, realmente a verdade liberta conforme tenho observado em meus pacientes. Após passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva)- A Terapia do Mentor Espiritual(ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) em sua maioria, os pacientes conseguem se transformar e se libertar das amarras (bloqueios) que o prendiam ao seu passado.

No entanto, a grande questão, o grande desafio é tirarmos as nossas ilusões, isto é, as vendas dos olhos e enxergarmos a verdade, a realidade dos fatos. O dito popular “A verdade dói, machuca” reflete bem a dificuldade do ser humano de entrar em contato com a verdade. Muitos preferem dormir profundamente na “cama da ilusão” e se tentar acordá-los, vão ficar aborrecidos ou até mesmo agressivos.
A grande magia dos sábios é que eles têm o dom de não ver a vida através da ilusão. E isso é resultado de um trabalho interior intenso, através da prática do autoconhecimento.

Muitas pessoas não estão prontas para a verdade porque não foram educadas para tal. A bem da verdade, fomos educados mais para a mentira do que para a verdade. Neste aspecto, somos profundamente desonestos conosco. Por que começar a dieta na 2ª feira? Quem quer realmente emagrecer, não posterga a sua dieta, começa agora, imediatamente. Em verdade, procrastinar, isto é, adiar, é um mecanismo de defesa psíquica para se evitar algo que nos seja desagradável ou que nos ameace.

Muitas pessoas obesas se utilizam da gordura para se proteger contra o desafeto, a crítica e a desconsideração afetiva. Fazer dieta, portanto, tiraria seu escudo protetor (a gordura).
Assim, o que muitos obesos costumam alegar é que não conseguem fazer ou manter uma dieta. Na verdade, não é que não conseguem, no fundo, inconscientemente, não querem. A justificativa de não conseguir é uma defesa para preservar sua integridade emocional.
O mesmo ocorre na área amorosa. Muitas mulheres buscam ajuda em meu consultório alegando que não conseguem ter sucesso amoroso. A justificativa é que só aparecem em suas vidas homens comprometidos, problemáticos, com dificuldades financeiras e que não querem se envolver.

Em muitos casos, o insucesso é consequência do medo da intimidade, isto é, do medo de se envolver e acabar novamente sofrendo uma desilusão amorosa. E, por conta desse medo, inconscientemente essas mulheres selecionam homens não disponíveis, problemáticos, que muitas vezes também têm medo de se envolver. Desta forma, não se envolvendo, não correm o risco de sofrerem uma nova decepção amorosa. Por isso, é necessário desarmar os mecanismos auto-sabotadores que as impedem de amar. Para isso, é preciso identificar em seu passado a experiência traumática que originou o seu problema amoroso.
Visto por esse ângulo, uma pessoa saudável é aquela que vive intensamente o momento porque não está presa ao passado, pois tem um contato amplo com a realidade. Quanto mais uma pessoa se adapta à realidade presente, mais saudável ela é.
Por outro lado, a pessoa desiludida quer continuar se realimentando de seu passado ou coloca a sua felicidade sempre no condicional. Exemplo: “Só serei feliz se encontrar a minha alma gêmea”; “E se esse momento não chegar?”.
Faço aqui uma pergunta: o que se tem deixado de fazer por causa dessa condição?
Toda felicidade presente se inviabiliza quando se fica presa (o) rigidamente a esse sonho.

Quando a gente coloca uma série de condições para ser feliz, não usufruímos da vida. Neste aspecto, a TRE pode ser um instrumento muito eficaz para fazer o paciente se desvincular das amarras de sua ilusão. Em muitos casos, o simples fato do paciente recordar e revivenciar uma experiência traumática de seu passado, seja desta ou de outras vidas, que originou o seu problema atual, resulta em cura emocional.

Leia a seguir, o caso de uma paciente que se submeteu à TRE e se libertou de sua ilusão.

Caso Clínico:
Tristeza profunda


Mulher de 30 anos, solteira, veio ao meu consultório por sentir uma tristeza profunda. De manhã, ao acordar, frequentemente sentia essa tristeza. Muitas vezes, esse sentimento perdurava o dia todo. Sentia também essa tristeza quando ouvia uma música romântica, em especial, canções italianas. Quando ouvia essas músicas, vinha o pensamento: “Eu ainda vou reencontrar a minha alma gêmea que deixei atrás”.

Quando criança, ao aprender a andar (com 1 ano e 5 meses), teve paralisia infantil (poliomielite) e, com 7 anos, sofreu uma atrofia muscular nas pernas, que a deixou manca. Sentia-se discriminada quando alguém a chamava de aleijada, e isso a incomodava muito. Nunca se conformou com a sua deficiência física. Dizia que não tinha motivo para sentir alegria. Queria entender também o porquê de tudo vir difícil em sua vida.
Ao regredir ela me relatou: – Estou num jardim muito bonito. Existem flores azuis, mulheres bonitas vestidas com roupas bem leves. Sinto que existem homens também, mas não consigo vê-los.
- Peço-lhe para que prossiga na cena.
- O lugar é muito bonito… (paciente estava em espírito, desencarnada, no plano espiritual). Vejo agora um homem moreno, alto, cabelo preto, bem penteado. Ele diz que é o meu mentor espiritual. Fala que vou ter que voltar a essa vida terrena e que vai me ajudar. Fala também que vou ter que consertar o que fiz de errado na existência passada.
É por isso que preciso retornar à vida terrena, mas que não teria nada do que tive na vida anterior à atual, ou seja, dinheiro, conforto, uma vida boa. Diz que vou ter que lutar muito para ter tudo de novo. (pausa). Mas o que mais me incomodou em sua fala foi quando ele me disse que teria que vir diferente dos outros: aleijada! Isso doeu muito (paciente começa a chorar), mas me assegura que sempre estará comigo.

Brigo com ele e digo que não quero voltar nessas condições. Meu coração dói muito porque não quero voltar como aleijada. Eu não quero! ( Fala com raiva).
Ele diz que vai me ajudar, mas  não quero. Reafirma que preciso consertar o que fiz e que vai ser melhor para mim. Digo que não. Ele cansou de falar comigo, está indo embora… Agora, sumiu tudo: o jardim, as pessoas… Está tudo escuro… Não vejo nada. Sinto essa dor no coração.
- Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode tirar essa dor no coração? – Peço à paciente.
- Ele fala que o caminho é me aceitar, mas lhe indago como?(pausa)
Ele diz: ‘Gostar de mim como sou, diferente de todos: um lado mais fino e uma perna mais curta, e o outro lado mais grosso. Você veio como aleijada porque em todas as outras encarnações não fez nada de bom para ninguém.
Veio com esse defeito físico para aprender a valorizar mais as coisas que têm. Note que na vida atual, até mesmo para andar teve dificuldades. Isso ocorreu para você valorizar as suas pernas. No plano espiritual, sabendo que iria passar por tudo isso, você retardou a sua vinda, pois não queria vir (pausa).

- Pede ao seu mentor espiritual prosseguir em seu relato, peço à paciente.
- Ele diz que tive cinco existências, mas todas inúteis porque fiz muitas coisas não certas. Na existência anterior a essa, o meu propósito de vida era ajudar às pessoas que eu tinha prejudicado. Mas fiz o contrário; apesar disso, ele diz que está sempre comigo, me ajudando.

- Pergunte ao seu mentor espiritual quem ele é? – Peço-lhe.
- Diz que já esteve comigo numa vida passada, e que já o vi num sonho na vida atual (paciente confirma que recorda do sonho). Ele está tirando a minha ilusão. Diz que eu achava que iria reencontrá-lo aqui na minha vida atual. Mas me diz que não será desta vez que iremos nos reencontrar.

 

Paciente chora copiosamente e me diz soluçando: – Ontem, senti essa dor no coração porque no fundo sabia que na regressão de hoje eu iria recordar que não me aceito, que ninguém iria me amar de verdade. Sabia também da existência de minha alma gêmea que deixei para trás. Mas agora sei que não vou reencontrá-la aqui.

- De que forma você pode se aceitar? –Pergunte ao seu mentor espiritual.
- Responde que é cuidando mais de mim. Fala que não gosto nem de me ver no espelho. Esclarece que não preciso ter a vaidade que tinha na vida passada, pois era muito rica, bonita, vaidosa, mas prejudiquei muita gente. Eu só pensava em mim e prejudiquei muitas famílias porque era muito rica, poderosa. Não admitia ser contrariada por ninguém. Eu perseguia, a ponto de deixar a pessoa na miséria. Hoje não suporto roupas de seda, cetim. Eu já gostei muito dessas coisas nessa vida passada (pausa).
O meu mentor espiritual diz que me ama, pede para não errar de novo, e que ele está sempre comigo. (pausa).
A minha dor no coração passou, não a sinto mais.

Na sessão seguinte, a paciente me relatou que foi muito difícil aceitar a revelação de que não iria se reencontrar com sua alma gêmea na vida atual, mas que no decorrer da semana isso foi se dissipando.
Mas o que mais a surpreendeu foi que a tristeza profunda que sentia não existia mais desde aquela sessão. Houve também uma acentuada melhora no seu nível de bem-estar.