Mediunidade de Cura

Há tempos atrás fui convidado para dar uma palestra em Anápolis – interior de Goiás – num Centro Espírita, e que depois vim a constatar que esse convite não fora um mero acaso, mas um meio que o plano espiritual encontrou não só para eu divulgar a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, como também para ver de perto as maravilhosas curas espirituais e os mistérios metafísicos do médium brasileiro e curador extraordinário, cujo nome é João Teixeira de Faria conhecido como João de Deus – ou John of God – assim conhecido no exterior (o cirurgião espiritual é mais famoso fora que dentro do Brasil).

Há mais de 40 anos trabalhando como médium de cura, ele já atendeu mais de oito milhões de pessoas no Brasil (o local de cura fica em Abadiânia, 27 km de Anápolis – interior de Goiás) e no exterior (EUA, Portugal, Espanha, Grécia, Alemanha, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Nova Zelândia).
Os médicos espirituais que o médium incorpora (a incorporação é sempre inconsciente) fazem cirurgias espirituais visíveis (com incisão) e invisíveis (sem incisão) no paciente, sem assepsia e nem anestesia. Ele já foi tema de uma reportagem da TV Americana ABC, em 2005, e de um documentário da rede Discovery Channel.

Um estudo publicado em 2000 na Revista da Associação Médica Brasileira (O trabalho da equipe médica que durou três meses foi uma tentativa de investigar cientificamente as cirurgias espirituais de João de Deus) não chegou à conclusão nenhuma. A bem da verdade, os médicos terrenos, por terem ainda uma visão estritamente organicista e materialista do ser humano, desconhecem a medicina vibracional do plano espiritual. Portanto, ainda desconhecem os trabalhos desenvolvidos pelos médicos do Astral.
Quero compartilhar com o leitor a minha experiência – que presenciei de perto – das curas espirituais realizadas por uma entidade espiritual médica, incorporada pelo médium João de Deus.
Ao chegar a Casa Dom Inácio de Loyola, instituição de caridade onde o médium atende três vezes por semana (4ª, 5ª e 6ª feira) – em média 700 pessoas por dia – vi centenas de pessoas, todas vestidas de branco (a roupa branca é usada pelos pacientes para facilitar o trabalho da equipe médica do Astral) num salão onde se realizam as curas espirituais.
Entrei no recinto e me acomodei na cadeira. Havia uma música ambiente suave e todos os presentes estavam orando, meditando, aguardando João de Deus. Quando ele entrou junto com sua equipe de médiuns auxiliares, estava incorporado e descalço. A entidade – um médico do Astral -, altivo e sereno, aproximou-se de um senhor, pediu para que ele sentasse numa cadeira, próximo do altar do salão e aguardasse. Andando pelo recinto, por alguns instantes se deteve me olhando fixamente e disse: – Eu te conheço, mas o médium João, não! (é provável que essa entidade espiritual médica me conheça por conta dos meus trabalhos desenvolvidos em meu consultório com a TRE, onde há também uma equipe médica do Astral que assessora os meus pacientes). Depois, pediu para que eu me aproximasse dele e do senhor que estava o aguardando sentado. Pediu também para que eu observasse atentamente o que ele iria fazer. A entidade espiritual começou a raspar a córnea do paciente com uma pequena faca de cozinha, sem assepsia nem anestesia. Havia momentos que ele interrompia a raspagem para limpar a faca na camisa (ombro) do senhor. Em nenhum momento o paciente se queixou de que estava sentindo dores.
Num outro paciente, um jovem que estava em pé, o médico espiritual fez um corte em suas costas com um bisturi e retirou um tumor. Depois suturou o corte com agulha e linha – novamente sem assepsia e nem anestesia -, e o paciente foi levado para a sala de repouso.
Em seguida, pediu para que uma senhora que estava sentada no salão se aproximasse dele. A senhora se levantou apoiando-se numa bengala, e ajudada pela médium auxiliar aproximou-se da entidade com muita dificuldade. O médico espiritual tirou a bengala de sua mão e lhe ordenou: – Pode ir embora! Chorando emocionada, ela foi embora caminhando, sem nenhuma dificuldade.
Andando novamente pelo salão, apontou para outro jovem e o chamou para que se aproximasse de nós – eu estava ao lado do médium. Pediu para que o paciente relatasse para mim qual era o seu problema. Cabisbaixo, visivelmente emocionado, me disse que estava com AIDS há mais de sete anos.
Então, a entidade espiritual lhe disse, em tom imperativo: – Você está curado, pode ir embora! Atônito, o jovem gritou, levando as mãos à cabeça: – Obrigado Deus, muito obrigado! Saiu do recinto chorando muito.
A um senhor que estava na primeira fileira, pediu para que se levantasse, olhou-o fixamente por certo tempo e lhe disse: – O senhor é muito arrogante. Enquanto não diminuir a sua arrogância, não irá resolver o seu problema!
Por último, chamou um paciente americano e lhe pediu para que me relatasse o que havia feito com ele da última vez que esteve naquele recinto.
Auxiliado por um médium voluntário que traduziu o seu relato, o paciente me informou que essa entidade espiritual fez uma incisão em seu pescoço com o bisturi, retirou um tumor maligno (ele estava com câncer) e o colocou em sua mão para que levasse como recordação. Rindo, o paciente me falou que guardou o tumor em sua casa num vidro com formol. O médico do Astral lhe disse que ele precisava voltar mais algumas vezes, mas que iria ser curado. O americano finalizou o seu relato afirmando que estava se sentindo bem melhor.
Em seguida, a entidade espiritual se acomodou numa poltrona para atender as centenas de pessoas que estavam enfileiradas aguardando a sua vez.
No final dos atendimentos, fui conversar com o médium João de Deus, que já estava desincorporado da entidade espiritual, que me disse: – Osvaldo quero vê-lo junto com a sua esposa mais vezes trabalhando conosco no auxílio das entidades espirituais de cura aqui na Casa.

Agradeci de coração pelo convite e, ao final da conversa, o médium me presenteou com o livro “Curas Espirituais” do Autor Ismar Estulano Garcia, da AB Editora. Para saber mais sobre João de Deus visite o site: http://www.voluntarioseamigos.org

Caso Clínico: Obesidade
Mulher de 30 anos, solteira

Ela veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade em emagrecer.
Perdeu as contas de quantas vezes começou uma dieta e se sabotou, pois não conseguia recusar quando alguém oferecia um doce ou salgadinho numa festa. Com isso, acabava comendo compulsivamente e desistia da dieta.
Sentia muita angústia, estava desanimada, desmotivada para a vida. Quando chegava do trabalho, não tinha vontade de fazer nada, só queria dormir, assistir TV e comer compulsivamente. Era frequente também acordar de madrugada sobressaltada, assustada com pesadelos.
Por conta disso, seu sono não era tranquilo, acordava de manhã com muito sono, pois tinha vontade de continuar dormindo.
Era uma pessoa séria, reservada, quieta com as pessoas, principalmente quando não as conhecia direito. O medo de errar e de fracassar eram muito presentes em sua vida, e isso a deixava muito insegura.

Ao regredir, ela me relatou: “Meus braços estão frios, quase não consigo senti-los, estão formigando (é comum nessa terapia os pacientes terem essa sensação física, por conta de uma presença espiritual obsessora das trevas, daí a sensação de frio).
Vejo o rosto de uma mulher, cabelos ondulados, com uma expressão séria e triste. A imagem vem numa foto (o ser espiritual costuma também aparecer nessa terapia em fotografias, flashes ou de forma nítida, na maioria das vezes, mostrando só o rosto ou as suas partes, ou seja, um olho ou um par de olhos).
É uma foto em preto e branco, antiga, da década de 40 (paciente nasceu em 1978)”.

- Peça para esse ser espiritual se identificar, e pergunte o que você fez para ele no passado? – peço à paciente.
“ Tenho a impressão (paciente intui) que ela está me dizendo: – Você roubou o meu marido e, com isso, fiquei jogada às traças, abandonada”.

- Você gostaria de lhe dizer algo? – Peço novamente à paciente.
“ Estou falando que seja o que eu tenha feito para ela nessa vida passada, peço desculpas, porque não tinha consciência, e que hoje jamais faria isso. Estou pedindo desculpas, e peço que ela me perdoe (pausa).
Sinto agora ondas de calor passando em meu corpo. É uma sensação muito gostosa, agradável (pausa).
Tive a impressão que vi algo escuro saindo de meu corpo (pausa). Sinto que é essa mulher, o ser espiritual que prejudiquei nessa vida passada. Houve uma cura espiritual, uma libertação entre nós nesta sessão (era a 4ª sessão de regressão). Ela foi levada para o plano espiritual de luz (pausa).
Tem alguém aqui no consultório, não vejo, mas sinto que tem outra presença espiritual”.

- Pede para esse ser espiritual se identificar – peço à paciente.
“ Diz que é o meu mentor espiritual. Sinto que ele usa uma túnica branca, e está aqui do meu lado direito. O meu mentor espiritual pede para eu ter calma, pois estou no caminho certo. Estou pedindo para ele ajudar a acalmar minha ansiedade e tirar a angústia que sinto. Ele fala que vou conseguir (pausa).
Sinto agora um calor nas minhas costas que se irradia até os pés. É um calor gostoso, que desce pela região lombar. Esse calor é uma luz verde (luz de cura) que está irradiando pelo meu corpo todo.
Ele fala para eu trilhar o caminho do bem, que assim irei brilhar. O meu mentor espiritual está agora fazendo uma oração de encerramento. Diz que tudo o que tinha que saber nessa terapia eu soube. Está agora se despedindo, indo embora”.

Na 5ª e última sessão de regressão, a paciente me disse que estava desta vez, firme na dieta (perdeu 4 quilos sem o auxílio de medicação). Conseguia recusar quando uma pessoa oferecia doce ou salgadinhos numa festa.
Não sentia mais aquela sensação de angústia, estava acordando bem disposta, pois não mais acordava de madrugada sobressaltada.
Sentia-se mais confiante, e os medos de errar, de fracassar haviam diminuído bastante. Em reuniões no trabalho, estava bem mais à vontade, descontraída, chegou a se surpreender quando contou uma piada, o que nunca fazia em grupo, pois era muito séria e reservada.

 

 

Qual é a minha missão de vida?

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“O guerreiro da luz conhece a importância da intuição. No meio da batalha, não tem tempo para pensar nos golpes do inimigo – então, usa seu instinto, e obedece ao anjo. Nos tempos de paz, decifra os sinais que Deus lhe envia. As pessoas dizem: ‘está louco’. Ou então: ‘vive num mundo de fantasia’. Ou ainda: ‘como pode confiar em coisas que não têm lógica? ‘. Mas o guerreiro sabe que a intuição é o alfabeto de Deus, e continua escutando o vento e falando com as estrelas”.
Manual do Guerreiro da Luz – Paulo Coelho

É muito comum os pacientes virem ao meu consultório querendo saber o seu real propósito de vida, sua verdadeira vocação, seu caminho profissional; enfim, sua missão de vida. Por não encontrá-la, sentem-se confusos, perdidos, insatisfeitos e inquietos, porque a alma é impiedosa, implacável, cobra-nos sempre que não estamos dando o nosso melhor, ou nos desvirtuando de nosso verdadeiro propósito de vida a que viemos na encarnação atual.
Mas, o que faz a maioria das pessoas não saber ao certo o que veio fazer nesta existência e, com isso, desvirtuar-se, ou mesmo se perder dos reais motivos que a trouxe à encarnação atual?
A resposta está na barreira da memória – termo usado por Freud, o pai da psicanálise, que se manifesta em forma de amnésia -, e que nos impede de lembrar, acessar as lembranças de nossas vidas passadas, bem como o nosso programa reencarnatório (é o que na encarnação atual precisamos aprender, as pessoas que precisamos ajudar, nos reconciliar, os resgates cármicos com os pais, filhos, irmãos, parentes, amigos, os maus hábitos e imperfeições, traços de personalidade que temos que mudar, experiências de vida que precisamos passar, com quem iremos casar e constituir uma família, etc.).
O programa reencarnatório está registrado no Livro da Vida que elaboramos no Astral antes de reencarnarmos, de comum acordo com o nosso mentor espiritual, que é um Espírito superior, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual.

No entanto, após o reencarne, esquecemos dele porque o planeta Terra é constituído de uma estreita faixa de forte magnetismo, que nos impede de acessarmos à nossa memória extracerebral (as experiências de nossas existências passadas estão todas gravadas em nosso perispírito, que é o nosso corpo espiritual). Sendo assim, quando a gente reencarna, automaticamente esquecemos as nossas encarnações passadas e do plano espiritual de onde viemos. Portanto, como habitantes desse planeta, estamos todos na condição de seres amnésicos, sujeitos a Lei do esquecimento, uma das leis universais.

Da mesma forma que estamos subordinados a Lei da gravidade, uma das leis da física, que puxa tudo para o centro da Terra, e que nos impede de levitar, o mesmo ocorre com a Lei do esquecimento, que nos impede de lembrar as existências passadas e o propósito dessa encarnação.
Por conta da Lei do esquecimento, explica-se porque há pessoas (talvez a grande maioria) que acham que estão aqui pela 1ª vez nessa vida terrena, e com isso, não acreditam na tese da reencarnação.
Freud chamava de “barreira da memória” a essa amnésia; os sábios sacerdotes do antigo Egito chamavam-na de “véu de Ísis”, Buda de “véu de maya (ilusão)”, e Kardec, o codificador do espiritismo, de “véu do esquecimento”. Portanto, todos tratavam do mesmo assunto, porém, utilizando-se de termos diferentes.
Kardec se referia também a esse véu como uma “bênção divina”, um presente de Deus, pois seria insuportável viver nesta encarnação se não houvesse esse véu. Sem dúvida alguma, sem a sua existência, iríamos lembrar espontaneamente de todos os erros e atrocidades cometidas em vidas passadas em razão de nossas imperfeições como espíritos em evolução, e com isso, ficaríamos muito perturbados ou surtaríamos.

Mas, se de um lado esse véu nos protege, preserva nossa integridade psicológica, do outro nos torna ignorantes, inconscientes, e pode nos levar a abandonar nosso propósito de vida, as aprendizagens necessárias, desperdiçando assim toda uma encarnação.
Certa ocasião, um médico ginecologista e obstetra me procurou, insatisfeito com sua profissão por não ter vida própria, pois sua esposa se queixava muito de que ele não participava da vida familiar em razão de seu trabalho. Ele desabafou dizendo que teve que sair às pressas do aniversário de sua filhinha que estava completando três anos, pois teve que fazer um trabalho de parto. Portanto, estava em conflito se devia ou não continuar exercendo sua profissão. No entanto, mesmo que optasse em não continuar, alegava que não conseguia se imaginar numa outra profissão.
Ao regredir, ele se viu numa vida anterior à atual como parteira, uma mulher obesa, que praticava inúmeros abortos como meio de subsistência.
Após essa regressão, veio a entender o porquê de ter vindo à vida atual como obstetra: era um resgate cármico, ou seja, como nessa vida passada praticou tantos abortos, tirando vidas, veio na encarnação atual para ajudar, desta vez, a gerar vidas. Saiu da terapia com a certeza de que estava na profissão certa, e que devia continuar exercendo-a.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, o mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) por conhecer profundamente o paciente, vai direto ao ponto, mostrando-lhe a causa verdadeira de seu (s) problemas (s). Em muitos casos, se assim julgar necessário, benéfico ao paciente, ele irá fazer também uma progressão, isto é, uma revelação futura em relação à sua vida.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que veio ao meu consultório sentindo uma inquietude e insatisfação muito grandes, por não saber qual era sua verdadeira vocação, sua missão de vida. Sabia que precisava fazer algo, mas não sabia o quê.

 

Caso Clínico:
Qual é a minha missão de vida?
Mulher de 22 anos, solteira.

A paciente me procurou porque sentia uma inquietude e insatisfação muito forte em razão de não saber qual era a sua missão de vida, seu verdadeiro propósito de vida.
Isso a angustiava muito, pois sua alma a cobrava de que precisava fazer algo, mas não sabia o quê; enfim, queira saber de que forma podia servir a Deus.
Católica praticante, por conta dos valores defendidos por sua religião, sentia-se também em conflito ao se envolver com um homem casado.
No entanto, não era um mero envolvimento, uma aventura, pois havia um laço muito forte que os unia. Por isso, queria entender também por que foi se envolver e se apaixonar justamente por um homem casado, já que isso contrariava seus princípios.
Ao regredir, ela me relatou: “Vejo um homem alto, usa uma roupa clara, folgada. Ele olha para mim”. (pausa).

- Pergunte quem é ele? – Peço à paciente.
” Ele é o meu mentor espiritual, diz que quer me ajudar a seguir o caminho que me foi preparado” (paciente fala chorando).

- Pergunte qual é esse caminho – Peço à paciente.
” Ele levanta a mão, apontando o indicador para cima, e diz que é o caminho de Deus. Mas, para isso, preciso seguir escutando mais o meu coração (intuição). (pausa).
Perguntei ao meu mentor espiritual se devo ou não seguir o caminho da consagração, fazendo o sacrifício a Deus, me tornando freira?
Ele responde dizendo que sim, que o meu caminho é ser uma clarista (Ordem religiosa da Igreja Católica, onde a freira faz voto de castidade, pobreza e obediência, ficando em total clausura).
O meu mentor espiritual afirma que a minha profissão é a arte (paciente estava cursando teatro), que me realizarei caso venha exercê-la, mas que isso não me completaria na plenitude. Revela que a felicidade plena só vou conseguir servindo a Deus, renunciando a tudo em total clausura.
Mas deixa bem claro que a escolha é minha. Reitera que se eu seguir o caminho da arte, não vou me sentir completa, saciada. Só vou conseguir isso, sendo clarista”.

- Pergunte-lhe por que você só se sentiria completa sendo clarista? – Peço à paciente.
” Porque é um saciar espiritual, portanto, de minha alma. Esclarece que a arte é uma expressão e também um dom de Deus, mas como clarista vou conseguir me dedicar mais a fazer obras em nome de Deus e, sendo uma pessoa comum, seria mais difícil”.

- Pergunte se você tem vocação para ser uma clarista?”- Peço à paciente.
” Diz que sim, mas é uma questão de tempo, de maturidade. Por isso, pede para terminar os meus estudos, e após isso, ainda vou ter de esperar porque para ser uma clarista, ingressar na ordem, só será possível quando estiver mais madura para me adaptar a essa nova vida”.
- Pergunte ao seu mentor espiritual por que você se envolveu e se apaixonou por um homem casado? – Peço à paciente.
“Diz que tudo está na permissão e propósito de Deus. Afirma que esse encontro foi necessário para decidir no futuro se continuo com ele para o resto da vida, ou se renuncio para ser freira. Afirma ainda que essa experiência amorosa vai me servir para não tomar o caminho da clausura por impulso ou falta de opção, como muitas fazem. Tendo esse envolvimento amoroso, pois ambos se gostam verdadeiramente (paciente nunca teve uma experiência amorosa tão intensa como essa), se eu escolher o caminho da clausura, não vou poder reclamar ou culpar a vida de que nunca tive uma experiência amorosa. Esclarece ainda que se eu não tivesse essa experiência, poderia achar a clausura uma fuga”.

- Pergunte-lhe como fica a relação com esse homem, uma vez que ele é casado? – Peço à paciente.
“Diz que aos poucos Deus irá colocar as coisas no lugar; por isso, pede para não me sentir culpada – caso ele se separe – porque tudo está nos planos de Deus. Faz parte de meu aprendizado, embora pareça errado, mas não é como eu penso, pois as coisas acontecem como tem que ser para eu amadurecer.
A experiência com esse homem faz parte também de minha missão porque é um passo muito difícil para eu aceitar uma pessoa casada. Esclarece que esse homem está angustiado porque não sabe o que fazer. Ele está em conflito, pois sua esposa é uma pessoa boa, mas não o faz feliz.
Mas revela que de qualquer forma vou passar pela experiência casando com ele, pois Deus sabe que vou precisar passar por isso para posteriormente tomar a decisão de forma madura para ser freira.

Revela ainda que essa decisão vai ocorrer por volta dos 40 anos; portanto, estarei mais madura. Reitera novamente, que tanto na profissão como atriz, bem como no casamento, não vou encontrar a plenitude que almejo porque será um sacrifício conciliar a profissão e o casamento com a minha verdadeira missão.
Fala que cada pessoa nasce para servir a Deus de uma forma, e que no caso de minha irmã ela tem vocação para o casamento, e por isso, ela se sente plena e feliz estando casada. Só que comigo essa felicidade pode não acontecer, pois no meu caso, não vim com esse propósito como missão principal nesta encarnação. (pausa).

Está sendo muito difícil ouvir isso dele porque tive de meus pais toda uma educação católica para casar e constituir uma família (a Igreja Católica desconsidera a missão particular de cada pessoa; no entanto, nem toda mulher veio na encarnação atual para casar e constituir uma família, ou seja, exercer a maternidade). Em relação ao nosso tratamento, afirma que pode ser que precise voltar à terapia daqui a alguns anos; caso precise, serei intuído por ele. O meu mentor espiritual está se despedindo, agradece ao senhor por ter sido um canal entre nós”.

 

 

 

Você é prisioneiro, refém da vida?

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

Artigo:

Por que a minha vida está travada, bloqueada, não flui, vem sempre algo para me prejudicar?
Por que os meus relacionamentos amorosos não dão certo, só atraio homens casados ou comprometidos, não consigo casar, constituir uma família?
Por que os meus relacionamentos afetivos são sempre conturbados?
Por que não me encontro afetiva e profissionalmente?
Por que sou fechado, tímido, inseguro, tenho medo de me expor em grupo, me sinto rejeitado, solitário?
Por que esse vazio, essa angústia, minha vida não tem sentido?
Por que não evoluo, não prospero financeira e profissionalmente?
Por que…

São as queixas mais frequentes (entre outras) de pacientes que passaram pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor espiritual, uma abordagem psicológica e espiritual breve, e que sofreram profundas mudanças após conversarem com os seus mentores espirituais, recebendo suas sábias orientações acerca de suas vidas e de seus problemas.
A TRE, como uma nova abordagem psicológica e espiritual, criada por mim em 2006, oferece uma terapêutica breve, segura e eficaz para curar distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos, principalmente aqueles onde a medicina oficial não encontra a causa (doenças de causa idiopática, desconhecida), bem como problemas de relacionamento interpessoal de toda ordem.
Em estado hipnótico e de relaxamento alfa e theta (transe leve e médio de aprofundamento hipnótico, sempre consciente), muitos pacientes ao regredirem às suas vidas passadas, entrando em contato com a causa verdadeira de seu(s) problema(s) e esclarecidos em como resolvê-lo(s) – através de seus mentores espirituais -, descrevem também experiências espirituais profundas e inusitadas. Essas vivências têm muito poder e acabam transformando suas vidas. Os leitores assíduos de meus artigos, que acompanham os relatos dos casos clínicos em meu site http://www.osvaldoshimoda.com, percebem as bênçãos que estes pacientes alcançaram com essa terapia.

Ao passar pela TRE a visão do paciente sobre a vida e a morte muda substancialmente, os valores se convertem, mesmo entre aqueles que se dizem céticos, incrédulos ou agnósticos. Muitas pessoas que passaram por essa terapia tiveram profundas mudanças em suas vidas. Neste aspecto, tenho o prazer de afirmar a qualquer pessoa que me pergunta em relação a essa terapia, que ela realmente funciona.
Por isso, sou imensamente grato e reverencio o Pai Maior e as forças espirituais amigas do Astral Superior (mentores espirituais dos pacientes) pelos resultados obtidos nessa terapia.

 

Caso Clínico:
Por que a minha vida está bloqueada, nada dá certo?

Mulher de 35 anos, solteira

A paciente veio ao meu consultório se queixando de que nada dava certo em sua vida, e se dava tudo vinha com muita dificuldade, com muito sacrifício. Queria entender, portanto, por que a sua vida estava travada na área afetiva, familiar, profissional e financeira.
Após o término da terapia, ela me enviou um e-mail de agradecimento pelos benefícios que essa terapia trouxe em sua vida. Vou transcrever na íntegra o seu e-mail: “Olá Dr. Osvaldo,
É com muita alegria que venho falar sobre os benefícios que obtive após passar por essa maravilhosa terapia. Como o senhor já tratou de muitos pacientes, talvez não lembre com detalhes do meu caso. Por isso, vou procurar relatá-lo de forma mais breve possível para não ocupar muito o seu tempo, pois sei que o senhor é uma pessoa muito ocupada.

Nasci de uma família de classe média, católica, sou a mais velha de quatro irmãos, a minha vida sempre foi muito difícil, muito sofrida. Passei por duas grandes enchentes em São Paulo, onde a minha família perdeu tudo. Meu pai era bancário e minha mãe professora, vivíamos (eu e meus irmãos) indo de casa para a escola, mas sempre tudo foi muito complicado: nasci a fórceps, contraí todas as doenças infantis possíveis e imagináveis, sempre caía e quebrava algum osso; na adolescência era o patinho feio, fazia tudo para agradar, parecia que uma nuvem negra andava sobre minha cabeça; tudo, mas tudo mesmo, dava errado. Passava de ano sempre com muita dificuldade, me esforçava tanto, vivia estressada, daí apareciam as alergias, era horrível! Com muito custo terminei a escola.

Enquanto as meninas da minha idade se preocupavam em namorar, eu tinha que cuidar da casa e dos meus irmãos. Tentava trabalhar fora, pois não aguentava mais ficar como “empregada”. Mandava currículos, os entrevistadores ligavam para marcar a entrevista e quando chegava lá parecia que eu era o ‘demônio’, era impressionante, me ignoravam ou me destratavam. Isso aconteceu por várias vezes. Então, resolvi ficar em casa mesmo, cuidando dos serviços domésticos.
Meus pais não entendiam por que eu não conseguia nada; era sair de casa e algo dava errado. Um dia estava indo procurar emprego, e dentro do ônibus, sentada na cadeira do corredor, a pessoa do lado abriu a janela e do nada senti algo atingir meu rosto: alguém, fora do ônibus , jogou algo tão fedido, que tive que descer do ônibus; era sempre assim. Assaltos então… Perdi as contas. E namorado, ninguém me via, eu era invisível.

Enquanto isso, meus irmãos prosperavam; meu irmão (dois anos mais novo que eu) já estava na faculdade e fazia estágio em uma multinacional; minha irmã mais velha terminara a escola com louvor e estava noiva de um rapaz muito bom; a caçula, a mais mimada, tinha tudo, ela era o meu oposto, não fazia esforço para nada e as coisas vinham para ela, sem grandes sacrifícios. Meus pais deram um carro para o meu irmão, logo que ele passou na faculdade; a minha irmã mais velha ganhou um carro do noivo, e eu andava de ônibus sempre lotado. Não consegui tirar a carta de motorista, então deixei pra lá. Já me acostumara com as dificuldades de minha vida.

Eu tinha uma energia tão ruim, era uma coisa tão esquisita, que até a minha família se cansou de mim, já nem mais participava de nada, pois tudo o que eu ia fazer dava errado. Vivia no meu cantinho, com a minha tristeza, um grande vazio, sem perspectiva, sem nada.
Naquela altura do campeonato, com 35 anos, já tinha ido a todos os lugares, buscado todas as religiões, tudo o que me ensinavam eu fazia. Nem preciso falar sobre a minha autoestima, um medo de tudo, um horror! Ah, consegui fazer também terapia, com muito custo, sem esquecer que o terapeuta faltava mais do que ia às sessões.

Então, um belo dia, folheando uma revista no consultório de meu terapeuta, li uma reportagem do senhor e fiquei impressionada. Pela primeira vez na vida senti alegria. Saí do consultório ainda com o que li a respeito de sua terapia. Liguei, mas como tudo em minha vida sempre vinha com muita dificuldade, sua secretária na ocasião falou que a lista de espera era de seis meses; na hora, fiquei decepcionada, mas pensei: Tenho seis meses para levantar o dinheiro. Deixei meu nome na lista e aguardei ansiosa para a minha entrevista de avaliação. O ‘dia D’ chegou, saí de casa bem antes da hora, pois sabia que podia acontecer alguma coisa de ruim, isso era frequente. Cheguei antes do horário, estava muito ansiosa, nervosa. Sabia que não era certo depositar todas as fichas em uma pessoa, mas confiei, acreditei. O senhor me passou tanta confiança na nossa entrevista inicial, lembro que ao relatar todos os acontecimentos de minha vida quase acabei com sua caixinha de lenços, o senhor lembra?
Eu só queria entender por que minha vida era tão difícil, tudo acontecia comigo, tudo truncado, em todos os aspectos: familiar, financeiro, relacionamento, tudo mesmo. Eu lembro que na minha adolescência não era tão revoltada, mas era triste; então, eu pensava: se era para passar por tudo aquilo em minha vida, que passasse com consciência e resignação.

Bom, o dia da 1ª sessão chegou, lembro-me que choveu tanto que quase não consegui chegar, mas já estava acostumada. Para a minha decepção, não consegui quase nada nessa primeira sessão, fiquei triste, tão chateada, mas o senhor me falou que era devido à minha ansiedade, e que eu tivesse fé. Na semana seguinte, lá estava eu, e veio então à história de minha vida passada que foi a causa, que desencadeou todo o sofrimento da vida atual.

Eu me vi como uma mulher com vestido de época – era mais ou menos no ano de 1830, tinha uns 19 anos, era morena, muito bonita, mas muito má. Conheci um homem, que se chamava Afonso, muito rico, ele era viúvo e tinha três filhos (depois identifiquei como meus três irmãos de hoje; por isso, eu tive que me dedicar a eles).
Esse homem acabou se apaixonando por mim, ele achava que eu podia cuidar dele, da casa e também dos seus filhos. Eu, particularmente, estava de olho no dinheiro dele. Aceitei me casar com ele e fiz da vida daquelas crianças um inferno. Barrava tudo o que elas queriam fazer, colocava remédio para dar dor de barriga para que eles não conseguissem estudar, viviam deitados, tinham febre… Meu marido não entendia, ele dizia: ‘meus filhos sempre foram saudáveis, nunca me deram trabalho, por que agora estão sempre doentes’? Eu respondia: – meu amor acredito que seja porque estou cuidando deles como a mãe que eles não tiveram. Já lhes falei que não quero ficar no lugar dela, mas eles fazem questão de me afrontar; não quero fazer intriga, mas veja como eles estão doentes.
Desta forma, fiz com que o meu marido ficasse contra os filhos; este era meu intuito: tirar aquelas pestes da minha vida, não aguentava mais o choro, as brigas, tudo. Consegui mudar tudo naquela casa, não queria que nada lembrasse a ‘finada’, que se chamava Cecília. Por isso, troquei todos os empregados, era uma pessoa que se não gostasse de algo ou de alguém, dava um jeito de mudar, não queria saber se aquela pessoa iria sofrer se tinha família; enfim, eu era muito mimada, as coisas tinham que ser do meu jeito.

Dr. Osvaldo, quando voltei da regressão, não conseguia parar de chorar, pensei: como pude ser tão ruim, infantil com todos naquela vida passada? Eu me sentia a pior das pessoas; realmente, merecia passar por tudo o que estava passando na vida presente.
Cheguei em casa, a minha irmãzinha caçula da vida atual estava no portão, eu a abracei com tanto amor e carinho, ela não entendeu nada, mas eu sabia o que tinha feito. Eu falei para ela: ‘te amo, minha irmãzinha querida, você merece tudo de bom, merece ser feliz, me perdoe por tudo o que fiz, por favor’. Ela me abraçou, e começamos a chorar. Da mesma forma, fiz com meus outros dois irmãos: pedi perdão do fundo de meu coração; pela primeira vez, vi minha família unida, senti uma grande alegria.
Ainda faltava mais uma sessão, tinha que saber o que tinha acontecido com o meu marido daquela existência passada?

Na última sessão, senti no consultório um calor tão gostoso, senti também um cheiro de rosas, vi um homem e uma mulher, estavam de branco e nas roupas tinham detalhes que pareciam de ouro. Intui que era o meu marido Afonso daquela vida passada e a mulher dele, a Cecília, a que tinha falecido; comecei a chorar, não conseguia olhar para eles, sentia vergonha do que tinha feito naquela vida passada, pedi perdão. Afonso me falou: ‘Minha querida e amada irmã, como você evoluiu! Estamos tão felizes por seu crescimento, é para você que deve pedir perdão, não para nós; somos apenas companheiros de viagem, apenas instrumentos para que possamos alcançar a perfeição, perdoe-se! Cecília pegou a minhas mãos, mas me sentia tão sem graça, que não olhava diretamente para ela, ela sorriu, passou as mãos em meu rosto e me disse: ‘Você está livre, minha menina; estamos aqui torcendo por você, vá e viva!’.

Dr. Osvaldo, o senhor me perguntou naquela sessão se eu queria fazer alguma pergunta ao casal; na verdade, eu só agradecia, e um sentimento de amor tomou conta de mim, pois realmente me sentia livre. Eles agradeceram, e os vi indo embora. Desta forma, consegui entender que tudo que acontecia de errado na encarnação atual, na verdade, era a minha alma que cobrava, ou seja, eu que me cobrava, estava me autopunindo por ter prejudicado àquela família da vida passada. Saí do seu consultório leve, pois tinha obtido a resposta, havia entendido a causa de meu problema. E aconteceu exatamente como o senhor havia me dito, antes de iniciarmos as sessões de regressão, de que ‘A Verdade Vos Libertará’, como dizia o mestre Jesus Cristo.

Dr. Osvaldo, já se passou um ano após o término da terapia, e a minha vida hoje é outra. Já estou no primeiro ano da faculdade de Psicologia, consegui um emprego na empresa em que meu irmão trabalha que é na área de RH, também estou namorando, ele é um homem muito bom e honesto, estamos planejando casar.

Enfim, Dr. Osvaldo, estou tão feliz, que gostaria que todas as pessoas soubessem da mudança que essa terapia provocou em minha vida. Se o senhor quiser, autorizo a publicar o meu caso, pois, da mesma forma que fui beneficiada ao ler o caso clínico que o senhor publicou em seu site e, com isso, me fez procurar essa terapia, acredito que outras pessoas serão também beneficiadas ao lerem o meu caso.

Agradeço a Deus, ao casal Afonso e a Cecília (meus mentores espirituais,) e ao senhor; rezo para que tenha muita saúde e que possa continuar a ajudar um maior número de pessoas. Que Deus te abençoe”!

 

 

 

Vida Afetiva

Como psicoterapeuta e estudioso do comportamento humano, sempre tive interesse em saber como se processam mudanças efetivas no comportamento das pessoas e, em especial, das que apresentam problemas na esfera amorosa, até porque é grande o número de pacientes que me procuram por este motivo em meu consultório.

A dificuldade que muitos encontram em lidar com essa área da vida se reflete também nos romances, novelas, canções populares, onde comumente se fala de amor, traição, ciúmes, rejeição, amor não correspondido, incompreensão, etc.
Portanto, é grande o número de pessoas que está em constante busca – sem êxito -, de uma relação amorosa. Esta é uma dificuldade que parece afetar mais frequentemente as mulheres do que os homens (a clientela que me procura por esse motivo é predominantemente feminina), provavelmente porque as mulheres são mais sensíveis em suas necessidades de amor (não que os homens não o sejam) e, portanto, menos capazes de se adaptarem à falta de amor.

Desta forma, as que vivem sozinhas justificam que só aparecem em suas vidas homens problemáticos, complicados, casados, ou que não querem se envolver e não estão disponíveis. Em vista disso, é comum muitos seres humanos levarem uma vida cheia de limitações, frustrações e angústias, cultivando o sentimento de não ser amado e/ou nunca poder vir a sê-lo; todavia, mais comum ainda é a pessoa pular de um relacionamento amoroso malsucedido para outro, ou mesmo estar em constante crise pela incapacidade de resolver seus problemas afetivos.

Sendo assim, as queixas e indagações mais frequentes que ouço em meu consultório são: “Por que os meus relacionamentos amorosos não dão certo?”;
Por que nunca amei e nem fui amada?”;
Por que os meus relacionamentos amorosos são tão complicados, conturbados?”;
Por que só atraio homens que são agressivos, violentos, possessivos, ciumentos, mesquinhos de afeto, que me desvalorizam?”;
Por que não consigo gostar de alguém, me vincular afetivamente?”;
Por que não consigo me desvincular desse homem, embora saiba que esse relacionamento não vai me levar a lugar algum?”

Freud, o pai da psicanálise, definiu felicidade como “sexualidade e sociabilidade naturais, espontânea satisfação pelo trabalho e capacidade de amar”.
O insucesso amoroso, em muitos casos, é decorrente da incapacidade de amar, ou seja, do medo da intimidade (medo de se envolver e acabar sofrendo uma nova desilusão amorosa).
Por conta desse temor, inconscientemente homens e mulheres “selecionam” pares não disponíveis, ou mesmo com medo também de se envolverem.
No entanto, na maioria dos casos, o encontro entre um homem e uma mulher não é fortuito, acidental, como muitos creem, mas fruto de um resgate, de uma pendência cármica. É o que constato em meu trabalho com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Ao conduzir mais de 20.000 sessões de regressão, onde milhares de homens e mulheres passaram por essa terapia para resolverem os seus problemas afetivos, apenas em alguns casos não consegui estabelecer um elo de vidas passadas. Sendo assim, não tenho dúvidas em afirmar que muitos casais nesta vida atual já estiveram juntos também em existências passadas. É, portanto, um resgate cármico.

Observo também na minha prática clínica, que todo relacionamento cármico costuma ser recheado de conflitos, é truncado, difícil, doloroso, não “ata” e nem “desata”, com idas e vindas, ou seja, de encontros e desencontros. E, por mais que o casal tente sair desse relacionamento, não consegue, por conta do vínculo de amor e ódio que se criou.

Ressalto aqui, que os seres humanos – encarnados e desencarnados – se unem não só pelo amor, mas também pelo ódio. Estão, portanto, ligados por laços psíquicos, energéticos advindos de vidas passadas. Nesses relacionamentos conturbados, frequentemente a TRE, através do mentor espiritual do paciente (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual), revela a causa desse conflito, para que o casal possa se libertar das amarras (bloqueios) de seu passado.
Veja a seguir, o caso de uma paciente que me procurou porque tinha muito medo da intimidade, ou seja, de se entregar afetivamente no seu relacionamento com o namorado.

Caso Clínico:
Medo da Intimidade
Mulher de 28 anos, solteira.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de sua insegurança, medo de ser abandonada pelo namorado caso viesse a contrariá-lo ou desagradá-lo. Por conta desse temor, não conseguia verbalizar, expressar clara e diretamente sua insatisfação ou contrariedade diante de determinadas atitudes por parte do namorado. Desta forma, se fechava num mutismo ou explodia chorando, mas sem expressar verbalmente o que a incomodava.
Embora sentisse afeto, amor pelo namorado, tinha também muita dificuldade de se entregar nesse relacionamento, de manifestar o amor que sentia por ele, pois achava que se fizesse isso se sentiria vulnerável, fragilizada, e correria o risco dele se aproveitar de sua “fraqueza” e vir a abandoná-la.

Desde criança sempre foi muito fechada, introspectiva, sentia uma tristeza, melancolia profunda, um vazio e falta de motivação pela vida, sem encontrar um motivo real que justificasse esses sentimentos. Em reuniões sociais, preferia se isolar – ficava observando e ouvindo às pessoas -, e pouco falava. Reservada, não se abria nem com os seus familiares.
Ao regredir me relatou: “Vejo três crianças – uma menina e dois meninos – me levando para o portão (é um artifício técnico que utilizo na regressão de memória para que o paciente o atravesse como um portal que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo físico. Em verdade, esse portão simboliza a barreira da memória, o” véu do esquecimento do passado” de Allan Kardec). Eu reconheço a menina, é a mesma que aparece em meus sonhos desde os meus 15 anos de idade (pausa).
Elas estão agora me ajudando a atravessar o portão. Essas crianças são entidades espirituais desencarnadas, estão vestidas com um roupão branco até os pés. Sinto também a presença de meu mentor espiritual, embora não o veja, sei que ele está próximo desse portão (muitos pacientes costumam visualizar o seu mentor espiritual, enquanto outros não o veem, mas intuitivamente sentem a sua presença).
Atravessei o portão e agora estou vendo uma névoa. O lugar me parece ser Londres. Vejo homens e mulheres andando numa rua de paralelepípedos. Eu sou mulher, estou andando por essa rua. Uso um vestido preto, pesado, comprido e armado, típico daquela época antiga (paciente não soube precisar em que época).
Eu me sinto perdida, confusa, fui abandonada pelo meu marido. Sinto que ele é o meu namorado da vida atual (paciente começa a chorar).
Eu não entendo por que ocorreu esse abandono”.

- Volte para antes dessa cena, retroceda para ver o que aconteceu para você ser abandonada – peço à paciente.
” Sinto agora que o meu mentor espiritual me puxou dessa cena, isto é, da rua onde estava nessa vida passada para ficar como uma telespectadora. Ele me pede para apenas observar as cenas de meu passado; faz questão de me lembrar de que essas cenas não existem mais e que esses sentimentos de dor e falta de vontade de viver que senti nessa vida passada não me pertencem mais.
Vejo agora que eu e o meu marido vivíamos uma vida de muita privação, de muita pobreza, embora não tivéssemos filhos.
Nós nos amávamos, mas ele foi em busca de um ganho fácil e me abandonou sem me explicar nada, simplesmente saiu de casa para viver com uma mulher mais velha do que eu. Era uma mulher de posses, e eu acabei ficando sozinha (paciente chora copiosamente)”.

- Avance mais para frente nessa cena, prossiga – peço à paciente.
” Eu saio caminhando pelas ruas e nunca mais volto para onde a gente morava. Ando sem rumo, sem perspectiva, caio no auto-abandono, eu definho”.

- Como você se sente? – Pergunto-lhe.
” Ele não podia ter feito aquilo! Ando pelas ruas perambulando”. (Pausa).

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço-lhe novamente.
” Perdi a alegria, a vontade de viver, porque não aceitei essa separação. Eu nunca mais o vi… O meu mentor espiritual está me dizendo que nessa vida passada eu devia me desapegar e aprender a amá-lo de forma real, sem cobranças.
Deixei de aproveitar e aprender lições importantes. Fala que foi uma vida em que pouco aprendi porque senti muita mágoa e uma rejeição profunda. Diz ainda que eu tinha que aprender a renunciar aos sentimentos de posse, de apego e deixar o ser amado seguir outros rumos. Mas eu quis que ele ficasse do meu lado. Agora ele volta a mostrar a cena daquela vida passada. Estou caminhando na rua, sem destino, sem objetivo. Eu me vejo suja, com roupas esfarrapadas, sofrida depois desse abandono, sem a menor preocupação de me desvincular do amor não correspondido.
O meu mentor está me dizendo também que eu poderia ter feito muitas coisas diferentes.
Poderia exercitar o verdadeiro amor pelo próximo trabalhando em comunidades com pessoas que como eu estava passando pelos mesmos problemas. Esclarece que se tivesse feito isso, ao invés de me enclausurar na amargura, haveria um reencontro entre eu e o meu marido dessa vida passada para ajustes e aí nós estaríamos vivendo o amor que sentíamos de forma diferente, sem a carga ilusória que nos alimentava. Sendo assim, viveríamos situações que nos levariam ao amadurecimento”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada – peço à paciente.
” No meu desencarne, levei sentimentos de tristeza e melancolia muito profundos. São os mesmos sentimentos que trago em meu perispírito (corpo espiritual) na vida atual. Fica claro o porquê desde criança sinto um vazio, tristeza e melancolia tão profundas. Após o abandono nessa existência passada, não me vejo relacionando com ninguém. Eu me fechei, não conversava com as pessoas, eu me tornei uma indigente, morava na rua. A impressão que me vem é que surtei, fiquei totalmente alienada de mim e da realidade que me cercava. Vivia alheia a tudo, sobrevivia comendo restos de comida nos lixos. A vida não tinha mais importância. Ainda trago na vida atual esse fechamento, isolamento e melancolia. Também trouxe o medo da perda, de ser abandonada. Com o abandono naquela existência, eu me isolei, enclausurei, sem compartilhar com ninguém a minha dor. Explica também o porquê de hoje ter receio de expressar o meu amor pelo meu namorado.

Na vida atual, ainda acredito que se expressar verbalmente o meu verdadeiro sentimento por ele, vou ficar vulnerável, fragilizada, porque na vida passada eu me entreguei totalmente e ele me abandonou. O meu mentor está me dizendo que aquela vivência passada era o máximo que o meu namorado da vida atual poderia ter feito. Ou seja, dentro de sua consciência e evolução espiritual da época, pelo sofrimento da falta de dinheiro, ele optou em ficar com uma mulher de posse. No entanto, após o meu desencarne, ele ficou sabendo que me tornei uma indigente. Isso o fez se sentir muito culpado e, após falecer também, levou consigo o peso da culpa. Ele carrega ainda na vida atual esse sentimento, embora não tenha consciência disso (a barreira da memória não o deixa lembrar).
O meu mentor espiritual esclarece ainda, que tanto eu quanto o meu namorado somos o reflexo das nossas vivências, dos estudos e esclarecimentos que tivemos no astral (mundo espiritual) e, em outras vidas passadas. Mas o medo dele errar novamente comigo ainda é muito grande, embora o laço que nos une seja de amor.
Diz ainda que há muitos desafios a serem vencidos entre nós. Todavia, fala que uma vivência harmoniosa nos espera, pois há um compromisso que aceitamos antes de reencarnamos na vida atual, de trazermos seres de luz (filhos) de nossa união. Porém, o livre-arbítrio existe em nossas atitudes e será determinante para que isso aconteça. Ele reafirma que cada qual é responsável por aquilo que decidir fazer. E que nós não pertencemos uns aos outros, mas que compartilhamos a existência lado a lado.

O meu mentor espiritual esclarece ainda: “Todas as pessoas com as quais já convivemos, estamos convivendo e iremos conviver, são na verdade companheiros de uma mesma viagem, de uma mesma jornada. A verdade nos ensina que ninguém se realiza e nem caminha para a realização sem os outros.
Mas, para que isso aconteça ninguém pode exigir que os outros (pais, filhos, marido, mulher, amigos, etc.) lhe carreguem a existência, isto é, caminhem por você nas estradas da vida. Os outros serão nossos cooperadores, associados e companheiros, enquanto isso se fizer necessário, ocorrendo o mesmo conosco em relação a eles. Em vista disso, ama as pessoas sem prendê-las.
É possível um dia em que tanto você quanto essas pessoas não consigam mais permanecer inteiramente juntas em face de novas tarefas que a vida lhes reserva. Enquanto a viagem durar, todos irão adquirir experiências e se aprimorarem mutuamente. Aceite-os como se mostram sem querer modificá-los. Lembre-se: as pessoas não nos pertencem. Deixe-as viver e siga adiante na construção da vida melhor em si mesma. Quando uma relação acaba – qualquer relação -, você deve agradecer à vida a oportunidade de ter tido esse relacionamento.
As pessoas vêm, vão e levam um pedacinho de você. Se ficar apegada pelo fato de seu relacionamento amoroso não ter dado certo, irá impedir o seu crescimento, a sua evolução. Enquanto durou, ambos aprenderam.
As pessoas são passageiras em nossas vidas. Entretanto, se você viver em função do passado, se olhar para trás (continuar), vai “virar uma estátua”. O apego de se olhar para trás é que atrapalha a sua vida, a paralisa, impede-a de viver. Permita ser feliz, se deixe ser feliz, não se apegue àquela vida passada.
Abra seus olhos, deixe sair essa criança maravilhosa de dentro de si.
Tire todo o peso das costas, seja mais relaxada, menos tensa. Tenha um rosto mais alegre, sorridente. Em verdade, felicidade é tudo o que está em sua volta.
Se você passar a gostar verdadeiramente de si mesma, tiver autoestima, tudo vai melhorar em sua vida. Viva o hoje.
Faça a sua parte que o universo faz o resto.
Visto por esse ângulo, é possível haver o aprendizado pleno: o amadurecimento de seu namorado e as curas do que ocorreu no seu passado. Mas isso será fruto do merecimento de cada um”.

O meu mentor ressalta que a própria vida se encarregará de providenciar os encontros necessários, pois os frutos dos medos e da insegurança de minha parte, ainda bloqueiam esse caminho.
Mas diz que basta eu estar atenta para não deixar que esses sentimentos me influenciem, e, com o coração cheio de serenidade e amor, tudo se resolverá a contento brevemente. Estou sentindo aqui no consultório a presença do meu mentor e daquela menina que junto com aqueles dois meninos me ajudaram a atravessar aquele portão no início da regressão. Essa menina aparece em meus sonhos na vida atual há muitos anos. Ele fala que essa menina pode ser a minha filha na encarnação atual”.

Após passar por mais duas sessões de regressão, a paciente estava se sentindo mais solta, mais expansiva com as pessoas. Não sentia mais aquele vazio, tristeza sem fim e melancolia profunda.
Estava mais motivada pela vida, pois não sentia mais o medo de ser abandonada pelo namorado. Ao invés de entrar num mutismo ou explodir em prantos quando ele a desagradava, agora estava conseguindo dialogar, verbalizar sua insatisfação, bem como demonstrar afeto pelo namorado.

 

Vencendo o passado

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

Vencendo o passado

Freud, o pai da psicanálise, definiu neurose como a “compulsão à repetição”. Ele dizia que o neurótico tende a repetir os mesmos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes de experiências traumáticas de seu passado, de sua infância. A expressão “já vi esse filme antes”, ilustra bem a sua definição de neurose. Portanto, o neurótico repete sempre os mesmos padrões de comportamentos destrutivos, tais como: perder os empregos pelo mesmo motivo – atritos com o chefe -; destruir seus relacionamentos afetivos por conta de seu ciúme doentio; afastar os amigos e os entes queridos por causa de sua agressividade, impulsividade e temperamento explosivo, etc.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual - abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006, através da regressão de memória, ao se conscientizar da origem de seu comportamento neurótico, o paciente se liberta, solta as amarras (bloqueios) de seu passado que o prendiam, impedindo-o de viver uma vida saudável.
No entanto, essa terapia não se utiliza da teoria freudiana a qual defende que a nossa personalidade se forma na infância e que a causa de um determinado problema se origina nesse período de vida.

A TRE defende a tese de que a “compulsão à repetição” do neurótico, apregoada por Freud, vem de experiências traumáticas, não só dessa vida (infância, nascimento e útero materno) – num percentual de 10% de acordo com a minha experiência clínica -, mas principalmente de vidas passadas; em 90% dos casos.

Em outras palavras, trazemos de outras encarnações tendências, traços de personalidade, isto é, maus hábitos e imperfeições, como: autoritarismo, maledicência, egocentrismo, arrogância, prepotência, imediatismo, ciúme exacerbado, baixa autoestima, insegurança, etc. e também experiências traumáticas, que ocasionam inúmeros problemas psíquicos, psicossomáticos, orgânicos (cuja causa é desconhecida pela medicina oficial) e de relacionamento interpessoal.

Ao passar pela regressão de memória, o paciente irá tirar lições do que percebeu em suas vidas passadas acerca de características negativas da personalidade que ainda traz para a encarnação atual, entendendo que necessita mudá-las (realizar a reforma íntima), bem como tem a grande oportunidade de se desligar de suas experiências traumáticas causadoras de seus sintomas dolorosos como fobias, depressão, ansiedade, angústia, dores, síndrome do pânico, problemas de relacionamento afetivo, familiar, financeiro, etc. Freud, sem dúvida alguma, com sua genialidade, revolucionou o mundo ocidental, através de seus estudos do inconsciente, para compreender melhor a psique humana.
Entretanto, suas teorias se basearam numa visão materialista, cartesiana, de ver o mundo, a vida, ou seja, de que só a matéria é real, e que “nada existe além da matéria”.

Sendo assim, a reencarnação, a vida após a morte, o plano espiritual, a interferência espiritual obsessora, não eram vistos (ainda hoje) como uma realidade, mas desconsiderados, ou vistos como anômalos, patológicos.
Portanto, para Freud, os distúrbios psíquicos eram fruto de experiências traumáticas da infância.
No entanto, em minha prática clínica, ao conduzir mais de 20.000 sessões de regressão, constatei nos relatos de meus pacientes, que a infância não é o começo da vida e, sim, a continuação da encarnação anterior, e que a família não é um mero agrupamento de pessoas, mas é formada por espíritos em evolução, unidos por afinidades cármicas para uma aprendizagem mútua.

Para o leitor compreender melhor, didaticamente divido o passado em três períodos de vida, numa ordem cronológica decrescente:

1°) Período atual(encarnação atual):
- infância
- nascimento
- útero materno;

2°) Período de entre vidas (mundo espiritual ou astral):
a) Astral Superior (plano de luz);

b) Astral intermediário;

c) Astral Inferior (plano das trevas, umbral);

3°) Período mais remoto (Vidas Passadas).
Cada um desses períodos está sujeito a traumas emocionais. Para ilustrar melhor, veja o caso de uma paciente, cujos problemas vieram do umbral (astral inferior) de onde ela saiu antes de reencarnar na vida presente.

Caso Clínico:
Medo de enfrentar a vida.
Mulher de 30 anos, solteira.

Desde criança, a paciente sentia peso e angústia no peito, um profundo sentimento de solidão – mesmo quando acompanhada -, depressão, sensação de abandono e insegurança.
Tinha também medo de enfrentar a vida, ou seja, diante de qualquer obstáculo em seu cotidiano, fugia, pois não se sentia capaz de enfrentá-lo.
Vivia intranquila por enxergar a vida como um campo de batalha. Daí sua dificuldade de acordar todas as manhãs, por ter a sensação que o dia seria longo, que não suportaria as adversidades do dia-a-dia. Sair da cama era para ela um martírio. Desenvolveu também a Síndrome do Pânico, após a morte de seu pai. Havia passado por várias modalidades de terapia (psicoterapia convencional, tratamento psiquiátrico, hipnoterapia, terapia breve, etc.), sem obter a cura de seus males.

- Ao regredir, a paciente relatou: ” Estou sozinha num local meio escuro… É um lugar silencioso, não escuto absolutamente nada.
Eu me vejo toda suja, desarrumada, sou jovem, tenho menos de 20 anos, morena clara, cabelos escuros. Visto também um casaco velho e sujo, manga longa e embaixo uso uma saia comprida.
O lugar é feio, parece fim de tarde, não tem sol, o ambiente é acinzentado, meio esfumaçado (a paciente estava descrevendo o umbral, região enevoada de cor acinzentada ou escura).
Estou parada, quieta, não procuro nada e não tenho nenhuma sensação”.

- Volte e recorde o que aconteceu para você parar nesse lugar? – peço à paciente.

” Estou sozinha… Agora estou sentindo uma tristeza profunda como se estivesse isolada (paciente relata chorando). Na frente tem um poço pequeno, redondo, com água. Olho para dentro do poço e vejo minha imagem refletida na água. É uma vida passada!”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente.
” Eu caí nesse poço… Na verdade, eu pulei dentro dele. Não faço nenhum esforço para sair, fico lá. Eu me suicidei, não queria mais viver. Acho que morri nesse poço”.

- Veja como ocorreu a sua morte? – peço à paciente novamente.

“Eu acabei me afogando, parei de respirar, não lutei pela minha vida”.

- Veja o que acontece com você, após sua morte física – peço à paciente.
” Fui parar nesse lugar escuro, a região do umbral. Há buracos enormes por todos os lados, eu me sinto insegura, não dá para enxergar direito o ambiente”.

- Vá prosseguindo nesse lugar – peço à paciente.
” O cenário é sempre o mesmo, ando pelas margens dos buracos. Pelo tamanho dos buracos, sobra pouco espaço para andar. Embora não tenha medo, sinto muita solidão. Este sentimento é similar ao que sinto na vida presente, pois mesmo acompanhada, eu me sinto só”.

- Avance bem mais para frente nessa cena – peço à paciente.
” Agora sinto medo, pois esse lugar é pior do que aquele onde estava. Há coisas estranhas se mexendo, eu me sinto ameaçada. Parece que querem me agarrar, me puxar; ouço barulho como se várias pessoas tivessem uivando, gritando. O ambiente é horrível, é o mesmo lugar do início da sessão, só que há pessoas ou bichos; não os vejo, mas os sinto. Estou com muito medo…”.

- Vá prosseguindo nesse lugar – peço à paciente.
” Estou andando… Subi para um lugar mais alto, é uma região de pedras. Fico em pé, mas agora estou presa, não consigo voltar e nem andar para frente. Peço ajuda a Deus; onde estou é bem pequeno, restrito e está começando a desmoronar. Eu me agarro a uma árvore e agora o chão desmoronou por completo. Subo pelo tronco… Vou tentar subir (pausa). Cheguei ao topo e sento no galho da árvore. A copa é muito alta. Eu me sinto cansada.
Peço ajuda a Deus o tempo todo, mas não acontece nada. Rezo, peço perdão. (pausa). Olhando para baixo é tudo feio, cinza, cheio de buracos. Nada acontece e ninguém vem me ajudar, estou com medo de cair (paciente fala chorando)”. (pausa.

- Vou contar de 4 a 1 para ver se vem mais alguma coisa nessa sessão? – peço a paciente.
” Está vindo uma pessoa, não vejo o seu rosto… Ela usa uma roupa leve, num tom meio roxo, lilás. Está flutuando, estende a mão para eu pegar e me tira desse lugar. É muito bom, dá uma sensação de liberdade. Estava me sentindo muita insegura. Esse ser espiritual é um homem”.

- Veja para onde ele te leva? – peço à paciente.
” Ele me leva à casa de meu avô onde nasci (hoje é um sítio), e me deixa lá. Apesar de ser a casa de meu avô, eu me sinto insegura (pausa).

Vejo os meus avós nessa casa e os meus pais… Mas não me sinto feliz, me sinto infeliz. Parece que eles não gostaram muito de minha vinda, não estavam muito animados com o meu nascimento (pausa).
Eu me sinto insegura nessa família, mas esse sentimento trago ainda da região do umbral de onde vim, pois me sentia muito sozinha.
A solidão que sinto na vida atual vem dessa vida passada, onde me atirei no poço. A imagem em que me vi refletida na água do poço era de uma pessoa solitária, deprimida e infeliz.
A impressão que tenho é que fui abandonada pela minha família nessa vida passada. A sensação de abandono, insegurança, depressão que sinto hoje vem também dessa existência passada. Acabei ficando sozinha, por isso que me atirei naquele poço. No umbral esses sentimentos se acentuaram”.

- Na sessão seguinte, ao regredir, a paciente relatou: “Voltei ao umbral, mas sinto que não tenho mais nenhuma ligação com essa região; estou apenas atravessando-a, passando por ela”.

- Como você se sente? – Pergunto à paciente.
“Eu me sinto bem. Na sessão passada, eu me sentia perdida, sozinha, sem rumo, sem perspectivas e com medo quando estava nessa região, exatamente como me sinto na vida presente. Mas agora estou tranquila, não tenho medo. Sinto que voltei nessa região para me desligar definitivamente de onde vim, antes de reencarnar na vida presente.
Agora estou fazendo o mesmo percurso da sessão passada: subo aquele lugar mais alto, eu mesma saio desse lugar para um lugar onde tem luz… Aquela região escura ficou para trás. Subo tranquilamente e o cenário agora é de luz, sol, árvores, um ambiente bem tranquilo. Estou na casa de meu avô onde nasci e passei minha infância.
Olho para trás e não enxergo mais a região do umbral. Eu me sinto apenas observando a casa de meu avô (pausa).
Vejo aquele homem que me tirou do umbral. Não enxergo o seu rosto, mas parece idoso, usa um roupão comprido, meio lilás. Usa também um chapéu de mago da mesma cor do roupão.
Ele está em frente à casa de meu avô, a gente se cumprimenta como se já nos conhecêssemos de longa data”.

- Pede para esse ser espiritual se identificar – peço à paciente.
” Diz é o meu mentor espiritual e também o meu bisavô materno. Não o conheci quando em vida”.

- Pergunte ao seu mentor por que você sempre se sentiu angustiada, ansiosa e teve uma vida intranquila? – peço à paciente.
” Fala que é por conta do peso de meu passado, dos erros que cometi”.

- Que erros? – Peço à paciente perguntar ao seu mentor espiritual.
“Ele diz que já resgatei esses erros, e que não vai ser necessário revelá-los (os mentores espirituais costumam revelar o passado dos pacientes somente se isso for benéfico, útil a eles).
Diz também que está contente por mim. Sinto como se tivesse eliminado uma carga de problemas.

- Pergunte ao seu mentor por que você desenvolveu o transtorno de pânico?
“Esclarece que com a morte de meu pai na vida atual, isso desencadeou o medo de morrer que vinha de um passado bem mais remoto”. (pausa).

- Estou perguntando ao meu mentor espiritual se vou continuar com a síndrome do pânico?

“Fala que não, que já estou curada dessa doença. Ele agradece a Deus por ter conseguido me ajudar, pois esperou muito tempo para que isso acontecesse.
Revela que daqui para frente a minha vida vai ser diferente, de paz, tranquilidade e liberdade. Mas a maior mudança vai ser no sentido de me sentir livre de meu passado, do que me prendia. Ele comemora, fala com entusiasmo por ter me libertado da prisão de meu passado, do umbral, onde ainda estava presa. Diz que isso foi uma vitória, que um ciclo de minha vida se fechou, que com esse tratamento termina o que ele tinha que fazer. Explica que não tinha me libertado ainda porque não conseguia se comunicar comigo. Mas, com essa terapia, a TRE, ele conseguiu se comunicar comigo e me ajudar.
Afirma que depois que me tirou do umbral e me trouxe à casa de meu avô onde reencarnei, não teve mais como fazer esse contato comigo. Ele comemora porque terminou o que tinha começado. Nunca imaginei que o meu bisavô fosse o meu mentor espiritual”.
- Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem mais algo a dizer do nosso tratamento? – peço à paciente.

“Diz que não, que o mais importante foi o reencontro entre nós, e que a gente vai continuar se comunicando. Reafirma que essa terapia estreitou a nossa ligação, e que só assim conseguiu ajudar a me desligar do passado”.

Ao encerrarmos o tratamento, a paciente me relatou que estava se sentindo muito bem, não estava mais acordando com aquela sensação antiga de peso, angústia no peito e medo de enfrentar a vida.
Agora estava enfrentando os obstáculos naturais da vida, sem se sentir ansiosa e incapaz. Sua alma foi curada.

 

 

 

A Fé só se torna certeza através da experiência

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“Existe vida após a morte?”;

 “Ao passar pela regressão de memória, o que as pessoas trazem são experiências de vidas passadas ou fruto da imaginação?;

“Como sei que é um espírito que está me dando informações e não a minha própria imaginação?”;

“Você descreve a vida após a morte, fala do mundo espiritual com detalhes, do mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual). Como você sabe de tudo isso? Não será pura imaginação?”

Essas e outras perguntas são as mais comuns que recebo de muitos leitores dos artigos em meu site.
Respondo que eles são baseados em relatos de meus pacientes que passaram por sessões de regressão de memória (já conduzi mais de 20.000 sessões de regressão de memória em TRE – Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual – Uma abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006).
Explico que, se tudo o que os pacientes relatam em suas experiências é fruto de sua imaginação, por que então após serem orientados pelos seus mentores espirituais nessa terapia, mudam seus comportamentos, a visão de si, das pessoas e da vida?
Explico ainda, que se as pessoas jogarem fora os seus preconceitos, o medo que algumas religiões colocaram em suas cabeças com relação aos espíritos e se fizerem suas próprias experiências passando por essa terapia, chegarão aos mesmos resultados de meus pacientes.
Os espíritos desencarnados (bons ou maus) existem e interferem na vida de uma pessoa, mesmo quando ela não acredita neles.
Mas a fé só se transforma em certeza através da vivência, experiência; caso contrário, é só teoria, especulação.
Eu mesmo, antes de trabalhar com a TRE, era um psicólogo cético (hoje não me intitulo mais como psicólogo e, sim, como um terapeuta holístico, pois a minha visão do ser humano é integral – mente, corpo e espírito) que não acreditava, não tinha convicção, fé a respeito da espiritualidade, mundo espiritual, vidas passadas, reencarnação, etc.
Era psicanalista e posteriormente fiz minha formação em Terapia de Vida Passada (TVP) com a médica Drª. Maria Júlia Prieto Peres e o criador dessa terapia (TVP), Dr. Morris Netherton, PHD, psicólogo americano.

No entanto, o que tinha era só teoria, não tinha convicção na tese da reencarnação e nem tampouco na existência do mundo espiritual. Só vim a ter fé no mundo astral, na vida após a morte e nos seres desencarnados, pela minha experiência com os meus pacientes, em relatos de suas vidas passadas e comunicação com os seus mentores espirituais e espíritos obsessores (desafetos dos pacientes de suas vidas passadas).
Desta feita, tive que jogar fora os preconceitos, a minha formação acadêmica em psicologia porque na Universidade não fui treinado, preparado para lidar com os fenômenos espirituais mediúnicos dos pacientes, obsessores, pois a ciência psicológica (psicologia e psiquiatria) não reconhece ainda a fenomenologia espiritual por conta de sua visão fragmentada do Ser (não considera o ser humano como um ser espiritual).
Reconheço que foi muito difícil no começo de minha experiência com os meus pacientes qualificar, aceitar suas descobertas acerca da espiritualidade, pois era, como psicólogo, muito racional, analítico, cartesiano.
No entanto, os fatos, as evidências clínicas, as vivências de meus pacientes acabaram por falar mais alto que os meus preconceitos e ceticismo.
Quando era estudante de psicologia li a obra “Introdução ao método científico” do grande fisiologista Claude Bernard, que assim escreveu: “Quando um fato contraria uma teoria dominante, abandone essa teoria, conserve o fato, mesmo que essa teoria seja defendida pelas maiores autoridades da época”.
Resolvi seguir a sua recomendação: abandonei a teoria psicológica vigente e acabei desta forma, criando a minha própria abordagem, a TRE – A Terapia do Mentor Espiritual, uma terapia profunda da cura da alma, pois trata da enfermidade do espírito, da alma.

Caso Clínico:
Por que ainda não me encontrei, não sei onde residir?
Mulher de 30 anos, solteira.


Veio ao meu consultório por dois motivos: 1) Queria entender por que estava perdida em relação ao seu futuro, não se encontrava, não conseguia se definir onde residir;
2) Por que vinha acontecendo uma série de incidentes negativos em sua vida?
Foi morar na Itália, mas não se adaptou, pois seu chefe a perseguia, assediava-a moralmente. Resolveu morar em Londres, mas a empresa a demitiu. Em Londres, quase foi atropelada e também caiu no chão de um restaurante, como se alguém (ser espiritual obsessor) a tivesse empurrado. Acabou voltando para o Brasil, mas não conseguia se adaptar à realidade brasileira (clima, pobreza, violência). Ficava em dúvida se ficava no Brasil ou voltava à Europa.
Ao trocar o dinheiro (Euro) quando estava voltando para o Brasil, quase foi presa porque o dinheiro era falso. No Brasil, não conseguia se recolocar profissionalmente. Não conseguia também ficar muito tempo residindo num mesmo lugar, pois sentia que não tinha se encontrado ainda. Por isso, a necessidade de viajar, de estar em constante movimento. Achava que a sua felicidade estava na Itália, mas viu que não era isso.
Estava sempre achando que não tinha encontrado ainda o seu verdadeiro lugar.

Ao regredir, ela me relatou: “Eu me sinto cansada, esgotada, como se a minha energia tivesse sido drenada. Sinto uma presença espiritual obsessora aqui no consultório. É como se ela quisesse me levantar e não conseguisse. Sinto uma mão em cima da minha… É desagradável”.

- Pergunte o que essa entidade espiritual sente por você? – Peço à paciente.
“Ouço risadas de um homem”.

- Pergunte o que você fez para ele no passado? – Peço-lhe novamente.
“Não vem resposta… Ele quer me irritar (pausa).
Ele está me dizendo que quer me infernizar como fiz com ele na vida passada. Ele fala: – Você não se lembra, mas me infernizou, matou minha mulher.

- Pergunte como você a matou?
“ Ele responde: – Ela fez o que você pediu e morreu! Ele me mostra umas receitas médicas. Acho que são receitas de remédios. Sua mulher estava grávida, e eu era o médico dela. Ele me acusa dizendo que não podia ter receitado aqueles remédios (pausa).
Vejo agora dois homens discutindo.
Um deles sou eu nessa vida passada. Estamos discutindo as receitas que vitimaram a sua esposa. Ele quer me matar, está exaltado, quer me esganar. Estamos brigando, numa luta corporal.
Entraram pessoas no meu consultório e nos separaram. Esse homem tem muita raiva de mim. Agora, não vejo mais nada”.

No final dessa sessão (era a 4ª sessão de regressão) a paciente me disse que agora entendia por que não aceitava a ideia de ser mãe.
Sentia raiva de mulheres grávidas, quase um menosprezo, pois tinha medo de engravidar. No avião chegou a trocar de assento por conta de ter ao seu lado uma mulher grávida. Teve uma aversão – quase entrou em pânico ao ver a barriga da gestante. Sua aversão era tão grande que não gostava de tocar nesse assunto”.

Na sessão seguinte (5ª e última sessão) a paciente me relatou:
“Vejo uma luz intensa que irradia todo o jardim (ela estava vendo o  jardim do plano espiritual de luz).
O jardim é lindo, tem um gramado verde, flores amarelas, é sempre dia, não existe noite. Eu me sinto muito bem. É um jardim muito vasto. Tenho a impressão de que sou uma menina. Eu brinco superfeliz nesse jardim.
Já vi esse jardim em meus sonhos. Sonhei várias vezes com ele. Tem sempre uma árvore , e eu criança, fico sentada debaixo dela. Eu me vejo com cabelos pretos, longos, sou branca, uso um vestido longo, branco, estou descalça e uso flores no cabelo (pausa).
Vejo agora uma pessoa que me pega no colo. É um homem bem bonito, veste uma camisa branca, calça de linho bem larga.
Ele é loiro, cabelos cacheados, olhos azuis, tipo angelical. Já o vi várias vezes em sonho também (é comum nos relatos de meus pacientes seus mentores espirituais se comunicarem com eles em sonhos). Ele é o meu mentor espiritual. Sinto saudade dele. Acho que ele foi também o meu irmão (antes do nascimento da paciente, ela perdeu um irmão na vida atual, mas não chegou a conhecê-lo).
Agora a gente caminha por esse jardim, de mãos dadas. A única forma de nos encontrarmos é nesse jardim”.

- Pergunte se ele tem algo a lhe dizer de seus problemas?
“Diz que tomei caminhos errados, mas que faz parte de meu processo de evolução na encarnação atual, e que está sempre nesse jardim para me orientar”.

- Que caminhos errados você tomou? – Pergunte ao seu mentor espiritual.
“Diz que não posso abandonar o meu lado espiritual, que me afastei, não vindo mais para vê-lo em meus sonhos.
Pelo meu distanciamento, ficou difícil ele ficar perto de mim. Por isso precisei voltar para o Brasil. Esclarece que foi ele que me intuiu e me trouxe de novo ao Brasil para que viesse no consultório do senhor (quero esclarecer que o meu papel como terapeuta nessa terapia é abrir o canal de comunicação para que o mentor espiritual do paciente se comunique diretamente com ele e receba suas orientações acerca da origem de seus problemas, sua resolução, bem como se está no caminho certo de seu propósito de vida, isto é, as aprendizagens necessárias na encarnação atual).
O meu mentor espiritual revela ainda que eu estava correndo muitos perigos na Europa, e que muitas pessoas estavam se aproximando de mim para me prejudicar”.

- Prejudicar como? – Peço à paciente.
“ Esclarece que de todas as formas possíveis: profissional, energética, de vida, etc.”.

- Pergunte ao seu mentor quem estava provocando esses fatos negativos em sua vida?
“Fala que é aquele obsessor espiritual que prejudiquei na vida passada ao tirar a vida de sua esposa quando era médico. Mas afirma que estão trabalhando – a equipe espiritual – para que ele possa encontrar o caminho da luz e ser resgatado das trevas, da escuridão onde está.
Fala ainda: ‘Você pode ir onde quiser, mas precisa sempre retornar para o jardim. Sempre em sonho precisa retornar para esse jardim e receber minhas orientações”.
- Pergunte-lhe onde você deve residir na vida terrena?
“Ele sorri e diz que tudo vai se resolver. Ele vai me intuir onde devo residir como sempre fez. Revela ainda que daqui para frente vou conseguir tudo o que quiser. Diz ainda que aquele obsessor espiritual é antigo, vem me acompanhando há muito tempo, mas que juntos vamos resolver – reitera que as equipes espirituais do astral estão trabalhando para isso.
Afirma que preciso ajudar às pessoas com cura, que foi ele que me intuiu a fazer o curso de Reiki (cura através da imposição das mãos). É através dessa prática que vou poder ajudar muitas pessoas.
Comenta que estava difícil me trazer novamente para o jardim – brinca que ele emagreceu, perdeu muitos quilos por minha causa.
Afirma também que preciso confiar mais na minha intuição, que preciso me escutar mais. Confirma que foi ele que me intuiu a procurar o senhor nessa terapia (TRE). Diz que quando entrei na Internet para procurar assuntos ligados ao tarô, ele fez com que eu linkasse os artigos do senhor.
Diz ainda que o objetivo principal de minha vinda a essa terapia era retomar o meu verdadeiro caminho, que é o plano espiritual – o jardim”.

 

 

O despertar da intuição

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“Escolhemos nosso próximo mundo através daquilo que aprendemos neste. Não aprender nada significa que a próxima vida será igual a essa, com as mesmas limitações”. Richard Bach

Numa manhã de segunda-feira estava numa livraria próximo a uma estante de livros folheando um livro e, subitamente, senti um odor suave de rosa. Curioso, comecei a explorar o ambiente para saber de onde vinha aquele odor suave, porém, bem forte. No recinto estava só eu e o vendedor, e o odor vinha daquela estante onde eu estava. Chamei o vendedor e lhe perguntei se estava sentindo aquele cheiro agradável de rosa. Respondeu que não; então lhe indaguei se tinha o hábito de acender incenso no estabelecimento. Respondeu novamente que não, rindo, estranhando a minha pergunta. Constatei, portanto, que era só eu que estava sentindo aquele odor suave, gostoso, mas muito presente e real. Era um odor espiritual, de um ser desencarnado de luz que estava me acompanhando.
Em verdade, registrei sua presença pelo meu sexto sentido, ou seja, pelo sentido de minha alma, de meu espírito. Explica o porquê daquele vendedor não senti-lo, pois para senti-lo é preciso ter sensibilidade, estar com os canais mediúnicos abertos.

Neste aspecto, somente os médiuns olfativos sentem os odores, as energias do astral.

Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006 -, são comuns os pacientes abrirem seus canais mediúnicos durante o tratamento, conversando com o seu mentor espiritual (ele se comunica com o seu mentor espiritual intuindo-o, em pensamento, usando, portanto, o seu 6º sentido).
Nesta terapia, o paciente conversa diretamente com o seu mentor espiritual, sem intermediário, ou seja, sem um médium para receber as orientações acerca das origens de seus problemas e sua resolução, bem como se está no caminho certo, seu verdadeiro propósito de vida a que se propôs antes de encarnar na vida atual, quando estava desencarnado no plano astral.
Na verdade, a mediunidade é um fenômeno natural e para utilizá-la basta aperfeiçoar sua sensibilidade, a tal ponto que possa ver com o seu “olho interior” e ouvir com o seu “ouvido interior”.

O mundo moderno é cheio de distrações (televisão, celular, computador, smartphone, tablet, etc.) e isso dificulta ao ser humano de entrar em contato consigo mesmo e perceber a sutileza para interpretar os sinais do mundo espiritual.
Por isso, antes do paciente passar por essa terapia, explico detalhadamente na entrevista de avaliação, que a TRE é um trabalho muito sutil. Em vista disso, é preciso observar, estar “antenado” para perceber os fenômenos espirituais (presenças espirituais boas e/ou ruins) que costumam se manifestar nas sessões de regressão.

É importante ressaltar também, que em minha experiência clínica, trabalhando com essa terapia, em mais de 20.000 sessões de regressão, pude constatar que existem três fatores causadores dos problemas humanos: a) Interno (psicológico) – causados por experiências mal-resolvidas, traumáticas, desta (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas;
b) Externo (influenciação de espíritos obsessores – desafetos do passado);

c) Misto: psico-espiritual.

Em minha estatística, 90% dos pacientes que me procuram sempre têm uma interferência espiritual dos obsessores como causa principal de seu (s) problema (s) e, se não for isso, é uma causa agravante, potencializador. Sendo assim, apenas 10% não têm nenhuma influenciação espiritual dos obsessores, isto é, a causa de seus problemas é puramente de ordem psicológica. Por conta disso, a presença dos espíritos obsessores nas sessões de regressão é rotina nessa terapia. Partindo da premissa que somos seres espirituais em evolução, é óbvio que no passado, principalmente em vidas passadas, deixamos inimigos desencarnados – hoje no Astral Inferior, nas trevas -, que se aproveitam de sua condição de invisibilidade, enquanto desencarnados, para nos prejudicar, causando inúmeros problemas psíquicos, orgânicos(principalmente aquelas doenças cuja causa não é encontrada pelos médicos) e de relacionamento interpessoal, seja na vida afetiva, social, familiar e/ou no trabalho.


Mas como identificar os espíritos obsessores?

No inicio desse artigo, exemplifiquei a minha experiência ao sentir um odor agradável de uma presença espiritual de luz na livraria.
No entanto, da mesma forma que os bons espíritos de luz costumam exalar um perfume suave de essência floral (normalmente o odor é de rosa, jasmim, lavanda, flor de laranjeira), os maus espíritos, obsessores espirituais, seres das trevas, exalam um cheiro fétido de vela queimada, fezes, suor, enxofre, material putrefato, etc.
Certa ocasião, uma paciente após o relaxamento progressivo que faço no início da sessão (estado alfa ou theta, onde o paciente fica sempre consciente), queixou-se que estava sentindo náuseas, ânsia de vômito por conta do cheiro forte e intenso de suor de axila.
Expliquei-lhe que essa era a característica principal de um odor espiritual (o odor vem e some, alternando-se), de uma presença espiritual ruim, das trevas.
Para saber se há uma presença espiritual no ambiente, esclareço aos meus pacientes que não é só por meio de odores, mas de outros sentidos físicos (visão, audição, paladar e tato) e, principalmente, do sexto sentido, a intuição, que é o sentido da alma, do espírito.

Em outras palavras, para cada um dos cinco sentidos físicos existe um órgão sensorial espiritual ou astral correspondente.

Visão: é comum as pessoas verem um espírito através do canto dos olhos em forma de vultos escuros (espíritos das trevas), brancos (espíritos de luz) ou de frente, de forma fugaz. Muitos tendem a ignorar essas experiências, achando que foi uma imaginação ou fantasia. Há ainda aqueles que veem os espíritos nitidamente, bem visíveis, como se fossem seres encarnados. Écomum meus pacientes verem durante a sessão de regressão a sala do consultório toda iluminada pela presença de vários seres de luz que podem ser seus mentores espirituais, parentes desencarnados e/ou amigos espirituais.

Audição: é comum também o paciente ouvir sons de vidas passadas (natureza, chuva, tempestade, batalhas, trotar de cavalos, tiros de canhão, bombardeiros, etc.) ou mesmo sons espirituais (ventania, gemidos, choros de criança, etc.).

Olfato: quando seu mentor espiritual ou um ente querido quer se comunicar com o paciente, é frequente ele sentir o cheiro de alguma coisa ligada a esses seres espirituais (parentes) quando em vida, como por exemplo, o perfume que usavam.

Certa ocasião, uma paciente sentiu o cheiro de talco e quando lhe pedi para perguntar a esse espírito se identificar, subitamente, apareceu à sua frente o rosto de sua avó (é frequente um ser espiritual aparecer mostrando só o rosto, um olho, um par de olhos, ou mesmo um rosto de perfil para não ser reconhecido. Às vezes, aparecem também em fotografia).

A paciente me disse que sua avó costumava passar talco após o banho. Portanto, caro leitor, se você sentir um perfume de um ente querido que já partiu, pode estar certo que ele está por perto. É uma forma dele marcar presença, de você reconhecê-lo.

Tato: um paciente me disse durante o relaxamente inicial, que estava sentindo o dorso de sua mão quente. Quando lhe pedi para focar sua atenção em sua mão para saber o porquê dessa sensação física, subitamente, apareceu o rosto de sua mãe falecida sorrindo à sua frente. Ele entendeu, portanto, que era ela que estava segurando sua mão carinhosamente.

Por outro lado, pode acontecer do paciente sentir na sessão de regressão um ser espiritual obsessor apertando o seu pescoço com ira, ou espetá-lo com um objeto pontiagudo (são armas espirituais – artefatos fluídicos -, normalmente não visíveis aos olhos dos encarnados).

Paladar: o paciente pode sentir também gosto de sangue na boca – se foi mortalmente ferido numa batalha em uma vida passada -, ou pode se tratar da presença de um ente desencarnado, que veio a falecer de derrame cerebral. Nesse caso, o gosto de sangue é desse ser espiritual que está apegado ao corpo carnal doente e que obsedia o paciente.

Sexto sentido (intuição): nesta terapia, é fundamental o paciente confiar em sua intuição e utilizá-la, pois muitas coisas ele não irá ver.
Por conta do “véu do esquecimento” do passado, que se manifesta em forma de amnésia, é muito raro o paciente lembrar-se de sua vida passada, mesmo que veja cenas e imagens como fazendo parte de uma vida pretérita. Mas a sua alma, seu espírito, reconhece intuitivamente essas experiências passadas. Daí é comum o paciente ficar emocionado, chorar, sentir saudade do que vê, mas sem saber o porquê, já que não reconhece, não se recorda dessa experiência passada. Então, é preciso que ele intua, sinta, deixe que a primeira impressão ou sensação venham na sessão de regressão.



Caso Clínico:
Infecção na bexiga e corrimento vaginal recorrente.
Mulher de 26 anos, casada.


Paciente veio ao meu consultório por conta de seus problemas de infecção na bexiga (sentia ardor ao urinar) e corrimento vaginal desde criança. E, por conta disso, sentia também coceira na genitália. Só veio a se tratar aos 14 anos com uma ginecologista, após a menarca (primeira menstruação). Tratava o corrimento, ficava um tempo bem, e depois voltava novamente. Era, portanto, um corrimento recorrente e persistente.

Ao regredir, ela me relatou: “Sinto um perfume suave de jasmim no consultório. É o meu mentor espiritual. Embora não o veja, sinto a presença dele (pausa).
Sinto também outro ser espiritual. É um vulto escuro (vulto escuro como uma sombra é sempre uma presença espiritual das trevas).

Ele segura a minha mão, sinto um frio, um gelo muito intenso (pelo fato das trevas ser um local gélido, escuro, denso e de muito sofrimento, é comum os habitantes desse lugar emanarem muito frio; explica o porquê do paciente sentir frio, um calafrio intenso).
Ele é um homem, tem um rosto muito triste. Não fala nada, só segura a minha mão e me olha com muita tristeza (paciente começa a chorar).
Eu o reconheço (intui)… Ele é o meu filho de uma encarnação passada. Ele está no escuro (região do umbral na linguagem dos espíritas).
Tudo em volta dele é escuro; é muito frio esse lugar! (fala tremendo muito). Ele quer me levar, está pegando a minha mão para me levar nesse lugar escuro. Na verdade, ele me leva para eu ver o que o está prendendo.
Sinto falta de ar, é um lugar ruim, escuro, gelado, triste, solitário e sufocante. Não dá para respirar direito (respira ofegante). Ele precisa de ajuda, por isso me leva para esse lugar. Ele está chorando, tem olhos e cabelos claros. (pausa).
Agora, não estou mais com frio, pois o meu mentor espiritual está comigo. Está jogando luz em nós. É uma luz clara, estamos recebendo essa luz. Sinto que agora o meu filho dessa vida passada me perdoou. Ele está me olhando com amor, feliz. O nosso amor é recíproco, estamos abraçados, eu me sinto também feliz. O meu mentor está ajudando a gente a se reconciliar.
Tenho a impressão que lhe fiz mal. Eu o abandonei ainda pequeno, e ele veio a morrer. Não devia tê-lo abandonado (paciente chora muito).
Engravidei e o pai dele não quis assumi-lo. Fiquei com medo de meu pai dessa vida passada – ele era muito opressor e, por isso, acabei abandonando o meu filho. Mas ele me perdoou. (pausa).
Agora, ele está indo em direção a uma luz grande e muito clara.
É como se essa luz o chamasse. Sinto outras presenças espirituais que o levam para essa luz (são os espíritos amparadores que têm a função de resgatar, tirar os espíritos das trevas).

O meu mentor espiritual está perto de mim. Emana uma luz para mim, transmitindo muita calma. Ele está me dizendo que consegui me desvincular desse laço de dor, de tristeza e abandono que me unia ao meu filho. Era um laço de muita aflição, sofrimento e solidão. Diz que agora o meu filho vai ficar bem, será cuidado no Astral Superior. Diz ainda que nós nos amamos, e que o meu filho irá voltar, reencarnar como uma pessoa muito próxima a mim, e que na hora vou reconhecê-lo, vou poder ajudá-lo a evoluir. O meu mentor passa muita paz e joga luz em cima de mim. Fala que nunca me abandonou, e que sempre me ajuda, principalmente, nos momentos de tristeza.

Esclarece que, por conta do que fiz com o meu filho, de tê-lo abandonado na vida passada, eu contraí a infecção na bexiga e o corrimento vaginal. Mas como agora ele me perdoou, esses problemas foram sanados. Sinto um calor, o meu mentor joga mais luz por toda a extensão de meu corpo. Ele está curando o resto da infecção vaginal, do útero e da bexiga. Estou me sentido muito bem. Pede para ficar em paz, e se precisar dele é só chamá-lo em pensamento. Reitera que sempre vai estar comigo me auxiliando e me guiando. Ele se despede, está indo em direção a uma luz branca (paciente chora emocionada)”.

Após o término do tratamento, a paciente me disse que não tinha mais corrimento e nem o ardor que sentia com frequência ao urinar.

 

Você já conversou com o seu mentor espiritual?

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

Você já conversou com o seu mentor espiritual?


“Nos próximos anos, a canalização vai se tornar uma parte comum da vida cotidiana. Vai deixar de ser algo pouco usual, diferente e meio estranho ou uma dádiva para uns poucos, pois todos os que atingiram o nível de frequência da quarta dimensão (mundo espiritual) serão capazes de ter acesso e de se comunicar com o seu Eu Superior (Alma), mentores espirituais, auxiliares angélicos e até mesmo com os mestres ascensionados”.
Revista Amaluz – Mensagem Canalizada por Ronna Herman do Arcanjo Miguel em 19/12/97.

Somos todos canais das forças espirituais. Melhor explicando: somos influenciados – mesmo não tendo consciência disso – tanto pelos espíritos habitantes do plano de luz, como pelos das trevas.
A alteração de humor, principalmente sem motivo aparente, com explosão de ira, irritação, impaciência, pensamentos negativos, pessimistas e atitudes irracionais, em muitos casos são provocados por influência dos seres das trevas (obsessores).
Da mesma forma, bons pensamentos e atitudes positivas, repentinas, e sentimentos agradáveis de alegria, esperança, bom humor e otimismo, podem vir sob influência dos bons espíritos, seres de luz.
Portanto, os nossos padrões de pensamento, sentimentos e atitudes são influenciados por esses seres espirituais muito mais do que podemos imaginar. Neste aspecto, somos todos canais das forças espirituais, uns mais e outros menos.
Sendo assim, cabe a cada um escolher se quer ser um canal das forças espirituais da luz ou das trevas.

De acordo com a Lei da Afinidade – os semelhantes se atraem – é que iremos atrair, sintonizarmos com os bons ou maus espíritos.
Em outras palavras, se você quiser canalizar bons espíritos (seu mentor espiritual, espíritos guardiões, seres angelicais, mestres ascensionados), é preciso elevar seu teor vibracional, cultivando a positividade, os bons pensamentos, sentimentos e atitudes.

Para isso, é preciso monitorar os pensamentos, controlar as emoções, ser cuidadoso com as palavras e ações, pois as palavras e pensamentos têm energia e força transformadora.
Quando você está bem, o bem vai estar com você. Mas se ocorrer o contrário, o mal vai estar com você. É a lei da Afinidade, uma das Leis Universais.
Portanto, é preciso assumir responsabilidade, tomar posse de si pela qualidade de seus padrões vibracionais. Precisamos também cultivar a prece, fortalecer a fé, termo tão desacreditado no mundo moderno, principalmente aos mais céticos e incrédulos. A era científica e tecnológica em que vivemos valoriza, maximiza muito o intelecto e trata com descaso a fé.

Ainda é comum no meio científico e acadêmico, muitos terem uma visão restritiva, arrogante e preconceituosa a respeito desse assunto, desqualificando a importância da fé em nossas vidas, por terem uma mente cartesiana e uma visão materialista do mundo.
O famoso psiquiatra, criador da Bioenergética, discípulo de Reich, conhecido por sua seriedade e idoneidade científica, Alexandre Lowen, diz em seu livro “O corpo em depressão – as bases biológicas da fé e da realidade”: – Os psiquiatras geralmente não pensam em termos religiosos, e eu, em especial, relutava em fazer isso. Teria evitado a palavra fé se ela não tivesse surgido espontaneamente durante meu estudo da natureza da depressão.
Fui forçado à conclusão de que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. A pessoa que não tem fé não pode amar, e a pessoa que não pode amar não tem fé. As pessoas fortes têm fé e as pessoas que têm fé são fortes. Nossa única salvação está na fé.
De forma similar, como psicólogo e psicoterapeuta que fui (hoje me considero um terapeuta holístico, pois tenho uma visão holística, integral do ser humano – mente, corpo e espírito -, o que não ocorre com a psicologia e psiquiatria que vê ainda o ser humano de forma fragmentada, dicotomizada – mente e corpo – desconsiderando o lado espiritual) pude constatar também a importância da fé e da prece na conexão com o Altíssimo (Criador) e com a espiritualidade (forças espirituais amigas), bem como na resolução dos problemas de meus pacientes.

Costumo comentar com os meus pacientes que é relativamente fácil adquirir conhecimento, informação, cultura, mas, sabedoria e fé inabalável na ajuda das forças invisíveis, principalmente nos momentos mais dolorosos da vida, sem se deixar abater, são para poucos.

A Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual – abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006, que busca unir a ciência psicológica à espiritualidade, visa resgatar a capacidade do paciente em acreditar em si, na vida e nas forças espirituais amigas (mentores espirituais).

Ao colocar o paciente em estado alterado de consciência (rebaixamento da consciência, através da hipnose, em estado alfa, onde o paciente fica sempre consciente), busco facilitar que o mesmo possa canalizar o seu mentor espiritual nas sessões de regressão.
Sem dúvida, através da TRE, a barreira que separa o mundo terreno do mundo espiritual vem diminuindo consideravelmente, sendo que 90% de meus pacientes canalizam os seus mentores espirituais e são beneficiados pela sabedoria e conhecimento que eles proporcionam. É comum no início das sessões de regressão os pacientes terem certa dúvida, ceticismo quanto à existência de seu mentor espiritual, mas, após se comunicarem com ele e obterem os benefícios de suas orientações, a dúvida dá lugar à certeza de sua existência.

A seguir, veja o caso de uma paciente cuja vida estava bloqueada em todos os setores e foi beneficiada pelas orientações de seu mentor espiritual Seraphis Bey, um mestre ascensionado da Grande Fraternidade Branca, que é uma fraternidade hierárquica celestial composta de seres evoluídos, avançadíssimos, que protegem e orientam a humanidade há milênios. Os mestres ascensionados estão entre Deus e os Anjos.
Ao conversarmos com os anjos, quando pedimos algo, de acordo com o pedido, eles têm ou não autonomia para nos atender; então, pedem permissão para os mestres ascensionados para realizar o pedido. É importante esclarecer que esses pedidos são aqueles que podem interferir no Carma dos envolvidos. Mas, quando se trata de um pedido que não venha a interferir nos resgates cármicos, os anjos resolvem por conta própria.

Os mestres ascensionados são seres iluminados que evoluíram na Terra e que a história conhece como santos, sábios, avatares, iluminados. Todos trouxeram uma mensagem de Deus e foram reconhecidos como enviados. Depois que desencarnaram no plano físico, continuam sendo mensageiros de Deus, em esferas mais elevadas do astral. Eles são os dirigentes dos sete raios.
O mentor espiritual da paciente, Seraphis Bey, é o Chohan (mestre) do 4º raio, o branco. Foi sumo sacerdote no templo da Atlântida; Leônidas, o Rei Espartano, e, em outra encarnação foi Fídias, o construtor do Partenon.
O 4º raio é o raio da pureza (purificação do corpo, da mente e do espírito). Por isso, seus discípulos precisam ter uma disciplina rigorosa, já que não é fácil obter a graça celeste após tantas reencarnações ocasionadas pelo mau uso de nosso livre arbítrio, comum em todos nós, seres humanos, em nosso processo de evolução.

 

Caso Clínico: Por que a minha vida está bloqueada?
Mulher de 30 anos, divorciada.

Veio ao meu consultório querendo saber o porquê de estar travada, bloqueada em todas as áreas de sua vida.
Desenvolveu o hipotireoidismo e zumbido nos dois ouvidos. Fez todos os exames médicos sem constatar nenhuma anomalia orgânica. Não sentia também desejo sexual (ausência da libido) preferindo ficar sozinha, sem um companheiro. Embora a separação com o seu ex-marido foi amigável, sofreu muito porque o amava. Portanto, queria entender por que seus relacionamentos amorosos começavam bem e depois eram cortados, não davam certo. Sempre teve problemas financeiros (não conseguia poupar suas economias para comprar um carro – a parte material não fluía, impedindo-a de ser uma pessoa próspera). Por fim, queria entender qual era o seu verdadeiro propósito de vida.

Após levá-la a um aprofundamento hipnótico leve (transe alfa, um estado alterado sempre consciente), pedi para que a paciente visualizasse um portão – é um recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, e que funciona como um portal que separa o mundo terreno (3ª dimensão) do espiritual (4ª dimensão), o presente do passado, e imaginasse uma luz grande, intensa e sem limites (astral superior – plano espiritual de luz).
Ao atravessar o portão, ela me relatou: “Essa luz aparece e desaparece. Há momentos em que ela aparece como um grande foco, uma luz dourada. Esse foco parece um portal”.

- Aproxime-se e entre nesse foco – peço à paciente.
“Fiz uma reverência a essa luz e estou entrando bem devagar… Agora está tudo branco, é um lugar branco, alto, um grande espaço. Sinto um misto de euforia, tensão, ao mesmo tempo curiosidade. Estou olhando para todos os lados…”.

- Veja se vem alguém para conversar com você nesse lugar – peço à paciente.
“A imagem está distorcida, desfocada, não é uma imagem definida. Questiono o porquê de não ver direito. Sinto que estou bloqueando, tenho medo”.

- Do quê? – Pergunto à paciente.
“De não conseguir fazer o que me pediram, de não dar conta, ser incapaz (paciente estava intuindo, pressentindo que iria se encontrar com o seu mentor espiritual e inconscientemente estava bloqueando, impedindo de vê-lo claramente. Por isso, a imagem estava vindo com dificuldade, desfocada).
Peço perdão para essa presença espiritual; por isso, o meu ombro direito dói (a dor era resultado do peso da responsabilidade que sua alma estava sentindo de ser discípula do seu mentor, um mestre ascensionado).
Agora, ele apareceu… Eu o reconheço – é o meu mentor espiritual -, o Mestre Seraphis Bey.
Eu me ajoelho em sinal de reverência, de respeito. Falo que não mereço tanto (paciente começa a chorar).
Ele me levanta, me abraça, e diz que estou renegando esse encontro há muito tempo por conta desse medo que sentia em me encontrar com ele.
Falo que me sinto muito honrada, mas que não sou merecedora (é muito comum nessa terapia o paciente não se sentir merecedor ao entrar em contato com seres de elevado nível espiritual como os mestres ascensionados, Jesus, e outros grandes avatares, por se autodesqualificar, sentir-se diminuído).
Quando olho para a foto dele em casa, choro de gratidão, de emoção. E agora ele aparece para mim como meu mentor espiritual… É muita emoção, não sabia que ele era o meu mentor espiritual (paciente chora emocionada, trêmula).
Ele pede para não me menosprezar, fala que eu mereço tê-lo como seu mentor espiritual por merecimento, pela minha dedicação.
Diz que está comigo há muito tempo (o véu de esquecimento do passado não a deixava ter essa consciência). Ele sorri e me abraça carinhosamente. É muito bom estar sentindo a presença dele, mas ao mesmo tempo estou assustada (fala trêmula).
É uma honra muito grande, não consigo expressar com palavras o que estou sentindo (fala chorando).
Agora entendo porque estava relutante em entrar naquele grande foco de luz… É o medo de falhar, de não dar conta, de não estar à altura de um grande mestre como ele. É muita responsabilidade!
Ele pede para me acalmar. Estou tentando (fala trêmula). Agora ele me dá um passe, estou sendo banhada pela chama branca do 4º raio (pausa). Estou mais calma agora.
Ele me diz: “Amada filha, você está sendo muito amada, protegida e preparada. A sua missão já está definida, pois foi aceita por você (o véu de esquecimento do passado não deixa o encarnado lembrar que antes de reencarnar, no astral, concordou em vir com um determinado propósito de vida). E é por isso que estou aqui na sua presença para te dizer do bem maior que está por vir. Você têm muitos dons a serem manifestados e conforme for se abrindo, eles vão ser entregues a você (pausa).
O meu mentor espiritual não mexe a boca. Ele olha para mim e conversa comigo em pensamento.
A sua missão é proporcionar luz, amor e cura. Estou no seu altar e foi uma escolha sua (paciente montou um altar em sua casa com a foto dele). Tudo vai vir ao seu tempo. Esses espíritos que foram libertos (ele estava se referindo aos espíritos obsessores que nas sessões anteriores se manifestaram e a paciente os ajudou a sair das trevas onde estavam há centenas de anos) foram conduzidos pelos espíritos amparadores e levados ao plano espiritual de luz. Isso era parte de sua aprendizagem. Você aprendeu aqui na terapia o dom de dialogar com os espíritos obsessores e fazê-los entender que a luz e o amor são o caminho para todos”.
Ele fala ainda que esse dom vai ser usado muito por mim daqui para frente, e que o Arcanjo Miguel estará sempre comigo.
Revela que ele já me consagrou e colocou sua espada de luz azul nas minhas costas e que essa espada que está sendo me dada agora é a proteção que também estou recebendo. Afirma que daqui em diante não vou ter medo de espécie alguma dos seres das trevas.
Diz ainda que vou receber muitas informações de Ashtar Sheran (comandante estelar das naves espaciais). Mas tudo isso virá ao seu tempo e no lugar certo. Fala que já sou conduzida nos lugares e pessoas que precisam de luz e amparo espiritual.
Comenta que a minha nova clínica (paciente é terapeuta) é um templo sagrado que já dediquei aos mestres ascensos e lá será um local de muita cura. O fato de ainda não receber esses seres para cura é porque eu precisava passar primeiro por esse momento, por essa iniciação espiritual que estou tendo agora.
Esclarece também que quando estiver realizando o processo de cura em minha clínica, o mestre Jesus irá me conduzir e me orientar qual procedimento devo tomar.
Diz também que o meu trabalho de cura vai começar a partir de agora, que vou ter muito trabalho, graças a Deus. Fala que treva alguma irá atrapalhar o meu caminho, a minha missão. Uma nova etapa começa na minha vida, que tudo está sendo desbloqueado a partir de agora, e os meus medos vão deixar de existir.
Revela que essas missões estão sendo dadas a mim por aceitação, merecimento e por eu ter muita fé e força.
O lado financeiro, o familiar, o amoroso e o sexual, tudo será destravado. Explica que a minha vida estava bloqueada por causa desses seres (espíritos obsessores), mas que eu precisava promover a redenção, conversando com eles.
Fala que o zumbido nos ouvidos irá desaparecer, que iremos ainda ter milhares de encontros, e que sou muito protegida, e que ele sempre esteve comigo.
Pede para dizer ao senhor que essa sessão (era a 5ª sessão de regressão) é o último encontro de nosso tratamento. Ele agora se despede de mim e está indo em direção ao grande foco de luz, aquela luz dourada do início.

 

O que mais você almeja em sua vida?

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

 

Quer encontrar a sua alma gêmea? Ser mãe? Saúde plena? Um casamento feliz? Harmonia familiar? Reconquistar a pessoa amada? Sucesso financeiro e profissional? Equilíbrio, paz interior?
Enfim, o que mais você deseja de coração, do fundo de sua alma?

Saiba que, para conseguir o que quer, é imprescindível responder a quatro questões fundamentais: 1) O que preciso mudar ou abrir mão?(na vida nada vem de graça, tudo tem a sua contrapartida, o seu sacrifício para conseguir o que almeja);
2) Que preço vou ter que arcar com essa mudança?;
3) Estou disposto a pagar esse preço?;
4) Vou realmente pagar esse preço?

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006, após ter conduzido mais de 20.000 sessões de regressão de memória, aprendi (e continuo aprendendo) com as sábias orientações do mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) de cada paciente acerca da origem de seus problemas e sua resolução.

Nessa terapia, o paciente – ao se comunicar com o seu mentor espiritual -, descobre a perfeição da vida e o quanto estava a vendo de forma limitada.

Mas por que essa visão restrita que temos dela, de seu funcionamento?
A resposta está no “véu do esquecimento” do passado (barreira da memória que se manifesta em nós em forma de amnésia), e que nos torna ignorantes, inconscientes acerca de nossas vidas pregressas.

Por conta disso, há muitas indagações e poucas respostas em relação ao que nos aflige e nos angustia. Muitos querem entender a vida sob uma ótica cartesiana, lógica, linear, achando que ela é uma ciência exata.
Jung, o grande psicanalista suíço, gigante da psicologia, discípulo de Freud, dizia: “o consciente é uma pequena ilha localizada no mar imenso do inconsciente”. Realmente, somos mais inconscientes do que conscientes, por conta do “véu do esquecimento” que encobre o passado, principalmente de outras encarnações, e que nos impede de saber a causa de nossos problemas e mazelas. Mas, se a sabedoria da vida estendeu esse véu sobre o nosso passado, devemos respeitá-lo.

Por isso, na TRE, é sempre o mentor espiritual do paciente que irá descortinar ou não o véu de seu passado, pois é ele quem sabe se o mesmo está preparado para a regressão de memória. O mesmo ocorre também em relação à progressão de memória (revelação futura), quando o mentor espiritual assim julgar necessário.
Certa ocasião, um paciente indagou ao seu mentor espiritual por que motivo, apesar de seus esforços, dedicação e competência profissional, não era bem sucedido profissional e financeiramente.
O mentor espiritual lhe respondeu: “Para ter sucesso, não basta ter competência profissional, esforço e dedicação; é preciso se expor, mostrar às pessoas sua competência, o seu talento. Se quiser ter sucesso, precisa abrir mão de sua vaidade, pois teme o julgamento alheio, o que as pessoas vão pensar de você. Lembre-se: Quem faz sucesso se sobressai, aparece, e, com isso, é visado. Sendo assim, as críticas e opiniões contrárias ocorrerão inevitavelmente. Quando abrir mão de sua vaidade e se expor, sem receio de defender suas ideias, agindo de acordo com suas convicções, mostrando-se como é verdadeiramente, pode ter certeza de que terá sucesso em sua empreitada”.

Num outro caso, uma paciente queria entender o porquê de seus sucessivos fracassos amorosos. Ao conversar com o seu mentor espiritual numa das sessões de regressão, este lhe revelou: “O que você chama de fracasso em seus relacionamentos afetivos, não o considere dessa forma, pois lhe está sendo reservada a pessoa certa. Este, sim, é o ser destinado a você. Mas, para que isso ocorra, é necessário que ambos estejam maduros para que haja o encontro. Para isso, você precisa abrir mão de sua intolerância, individualismo, querer verdadeiramente compartilhar a sua vida com ele. Não é o caso dele, pois ele está pronto para isso. Saiba que ele está só aguardando as suas mudanças para que ambos estejam prontos para esse encontro, ou melhor dizendo, reencontro, pois ele já foi seu esposo numa vida pretérita”.

Caso Clínico:
Por que tive que ser adotada e separada de minha família biológica?
Mulher de 30 anos, solteira

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que teve que passar pela experiência da adoção. Caçula de uma família de seis irmãos, aos seis anos de idade foi adotada por uma família onde sua irmã mais velha cuidava do bebê de sua patroa. Nunca aceitou ser retirada de sua família biológica para morar numa família estranha. Apesar de ter sido bem acolhida e tratada com todo respeito e carinho pela família adotiva, sempre a incomodou o fato de não ser filha de sangue dessa família. Sentia-se abandonada pela ausência de seus pais biológicos (a mãe veio a falecer quando a paciente tinha dois anos e não se sabia o paradeiro do pai, pois ele havia abandonado os filhos).
Sentia também uma carência profunda, um vazio que não conseguia preencher. Por conta desse sentimento de abandono, quando um namoro era desfeito, isso reforçava sua crença de que “não era digna, merecedora de ser amada verdadeiramente”. Não acreditava, portanto, que um dia pudesse constituir sua família e ter um relacionamento estável no casamento.
Apesar de ser querida e amada por sua família adotiva, era comum ficar triste, quieta, recolher-se, isolando-se. Sentia-se travada, bloqueada, não conseguia se abrir, compartilhar seu íntimo com essa família, pois se sentia muito constrangida em se expor. O outro motivo que a levou ao meu consultório era sua depressão, por conta de não conseguir atar e nem desatar com o seu companheiro atual, com inúmeras idas e vindas nesse relacionamento. Moravam juntos, mas tinha que procurar uma nova moradia, pois ambos haviam rompido novamente o relacionamento.

Após o relaxamento inicial (era a segunda sessão de regressão, sendo que na primeira a paciente não conseguira regredir) pedi para que ela atravessasse o portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia, e funciona como um portal que separa o presente do passado, o mundo terreno do mundo espiritual), assim me relatou: “Não me vejo atravessando o portão, fico parada, não consigo atravessá-lo… A impressão que tenho é de resistência de minha parte. É medo e resistência”.

- Medo do quê? – Pergunto à paciente.

“Sinto medo de saber a verdade, de que se atravessar esse portão vou saber de coisas dolorosas, ou seja, do que fiz em vidas passadas… Agora, o portão sumiu, não estou vendo mais nada. Estou totalmente ligada aqui em seu consultório, eu me desconcentrei”.
É importante esclarecer ao leitor que em alguns casos o paciente não consegue atravessar o portão e, com isso, regredir ao seu passado, devido a dois tipos de bloqueio: a) Bloqueio interno (psicológico): criado pelo próprio paciente, decorrente de experiências dolorosas, traumáticas de seu passado nesta vida (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas. Portanto, não regride por medo de revivenciar essas experiências;
b) Bloqueio externo (interferência espiritual externa): é o espírito obsessor -desafeto de seu passado, desta ou de outras vidas – que bloqueia, sabota, não deixando o paciente se concentrar na sessão de regressão e, assim, atravessar o portão. Nesses casos, quando o paciente não consegue regredir pedimos ajuda de seu mentor espiritual para auxiliá-lo. Desta forma, o paciente recebe suas orientações acerca da causa de seu(s) problema(s) e sua resolução.

Vou transcrever na íntegra como a mentora espiritual dessa paciente a orientou em relação à causa de seus problemas, resolução, bem como revelações futuras de sua vida (quando necessário, o mentor espiritual faz uma progressão, isto é, revelações de acontecimentos futuros da vida do paciente):
” Você numa vida passada se chamava Lúcia; era uma mulher que nunca estava satisfeita com o que tinha. Casou-se com um homem que se chamava Olavo e tiveram 13 filhos. Sua família biológica da vida atual é formada por seus filhos dessa vida passada; todos foram vendidos ou trocados por algo que você e seu marido precisavam, como: boi, cavalo, galinhas, etc.
Olavo, seu marido, não queria, não concordava com essa troca, mas você era muito autoritária e acabou impondo sua vontade.

Na verdade, sua família adotiva de hoje foi um bálsamo para que você não sofresse tanto (pausa).
Quem está aqui no consultório, com muita mágoa, obsediando-a e fazendo com que você sofra é o Olavo, seu marido dessa vida passada. Vejo-o triste, olhar perdido e chora muito. Está muito arrependido por ter vendido seus filhos naquela vida pregressa, diz que queria ter a oportunidade de voltar atrás e consertar seu erro, mas sabe que não pode mais fazer isso.

Você já aprendeu a lição na vida presente, pois passou por todos os percalços com muita resignação. Mas deve cultivar o sentimento de gratidão por ter sido adotada na vida atual por essa família que a acolheu com muito carinho.
Em relação à sua família biológica, todos já a perdoaram, ficou somente você que ainda se cobra muito. O seu verdadeiro companheiro à qual irá constituir uma família já está pronto. Mas, para que isso ocorra, só falta você se perdoar e não mais se sentir uma vítima, uma coitada.

Olavo não será mais um problema, não irá mais obsediá-la, pois será levado à luz, e quem sabe terá a oportunidade de reencarnar vindo também como seu filho”.

- Vou encontrar o meu lugar, o meu canto de moradia? – Paciente pergunta à sua mentora espiritual.
“ Sim, mas, para isso, você precisa agradecer de coração à sua família adotiva, abrindo mão de seu orgulho, não se sentindo constrangida em se abrir e pedir ajuda e orientação deles. Você precisa também ser mais firme com o seu atual companheiro, não se envolvendo mais com ele porque irá fazê-la se desvirtuar de seu verdadeiro caminho, pois não é o homem certo para você.

O homem certo, conforme já lhe revelei só espera a sua mudança interna para se aproximar de você. Reitero que o que você veio aprender na vida atual é a valorização familiar, o que não fez na vida passada.

Dr. Osvaldo, ela finaliza agradecendo ao senhor e a mim, e afirma que, graças a essa terapia, ela teve a oportunidade de se manifestar e conversar comigo para me orientar melhor acerca de meus problemas, bem como em minha evolução espiritual”.

 

O véu do esquecimento do passado

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“Sendo a alma imortal e tendo nascido muitas vezes e tendo visto tudo quanto existe… conhece tudo; não é admiração alguma que ele tenha condições de trazer de volta à lembrança de tudo quanto já soube acerca da virtude e de tudo. Toda natureza é solidária e a alma que tudo aprendeu não encontra dificuldade em ir buscar, ou como dizem os homens, em aprender, a partir de uma simples lembrança tudo o que restar, se o homem se esforça bastante e não desanima, dado que todo o aprendizado não é mais do que recordação”.
- Sócrates (Filósofo grego que viveu no séc. V a.C.).

Sócrates, o Pai da Filosofia, dizia que a alma trazia na memória o conhecimento desejado e, portanto, aprender é recordar um conhecimento adquirido em existências anteriores. Ele não via nisso nenhum absurdo, mas apenas um fato óbvio por si só.
Desta forma, o conceito de reencarnação era para esse grande filósofo algo natural, que, aliás, nada tinha de novidade; muito pelo contrário. Até mesmo Aristóteles, que era mais voltado para os aspectos materiais da vida, admitia a preexistência da alma.
O próprio mestre Jesus revelou que Elias era a reencarnação de João Batista e ainda estranhou que Nicodemus, mestre em Israel, desconhecesse isso.
No livro “Les Egyptes”, de Marius Fontane, o autor cita os ensinamentos dos egípcios, que acreditavam na reencarnação: “Antes de nascer a criança já viveu, e a morte nada termina. A vida é um porvir; ela passa como os dias solares recomeçam”.
Desta forma, a reencarnação é um fenômeno da natureza, pois tudo na natureza obedece às leis cíclicas. Ou seja, todos os dias o sol nasce e se põe; existem as quatro estações do ano, onde no inverno as folhas caem, os galhos secam, mas na primavera tudo renasce, floresce. Goethe também acreditava na reencarnação. Ele escreveu: “A alma do homem é como água – Vem do céu e ao céu volta, depois retorna a Terra, em eterna alternância”.
Ora, se tudo na natureza obedece às leis cíclicas, por que nós, seres humanos, seríamos diferentes, não estaríamos também sujeitos às leis cíclicas da natureza, da reencarnação?

Note o leitor que o reino animal também obedece às leis cíclicas, pois na cadeia alimentar existe sempre o predador e a presa e, nós humanos, estamos no topo dessa cadeia, pois com a nossa inteligência, dominamos, somos o maior predador do reino animal. Mas, faço uma pergunta: se o ser humano é o maior predador do reino animal na cadeia alimentar, quem seria então o nosso predador?

Incrível que pareça o nosso maior predador é um ser primitivo, que não tem a nossa inteligência, é insignificante, tão insignificante que é invisível a olho nu, pois é um ser diminuto, apenas o enxergamos com o auxílio do microscópio: são os microrganismos – bactérias, vírus, fungos, parasitas, causadores de doenças, e que nos matam.

Na verdade, esses microrganismos não são “insignificantes” porque são altamente letais, tiram as nossas vidas, vão de encontro com o conhecido dito popular: “tamanho não é documento”.

Aqui se fecha o ciclo da cadeia alimentar, pois com a nossa morte, o corpo carnal vai servir de alimento aos vermes.


Sabemos que o Universo é constituído por leis, que visam o equilíbrio, a harmonia de tudo. Em outras palavras, o homem é regido por leis superiores, cuja compreensão ainda foge à sua inteligência. É preciso ter humildade para reconhecer isso. Aliás, o planeta Terra não passa de um grão de areia a girar na imensidão do Universo. Apesar da Terra, aos nossos olhos, ser imenso, seria pretensão em demasia de o homem orgulhar-se disso, pois existem inúmeras galáxias no Universo. A descoberta recente dos cientistas da NASA, do Kepler – 186f, planeta fora do sistema solar semelhante ao nosso, foi apenas à primeira de uma série de revelações que virão das dezenas de missões de busca de lugares que possam abrigar vida fora da Terra.

A reencarnação é uma das leis do Universo e, por conta disso, nascemos, crescemos, morremos e tornamos a nascer quantas vezes for preciso para o progresso, para a evolução de nossa alma. As experiências das vidas passadas ficam arquivadas em nosso inconsciente – mais precisamente ficam gravadas em nossa memória perispiritual (corpo espiritual). Nascemos, ou melhor, renascemos com um acervo de conhecimento inconsciente adquirido em várias encarnações. Aqui explica o gênio, a precocidade intelectual, o conhecimento e habilidade de muitas crianças.
Portanto, o gênio é fruto de muitas encarnações dentro de uma mesma função. No entanto, a ciência materialista (psicologia, psiquiatria e a neurociência) insiste em negar sistematicamente a tese da reencarnação, esforçando-se em explicar a inteligência e as aptidões dessas crianças, atribuindo-as ao fator genético, hereditário. Mas, a bem da verdade, o que se observa é que raramente filho de gênio é gênio e não raro filho de pais medíocres é gênio.
Se trouxemos habilidades, conhecimentos desenvolvidos de outras vidas, por outro lado, por vezes trazemos também maus hábitos, imperfeições, erros cometidos no passado por conta de nossa imaturidade, ignorância enquanto seres espirituais em evolução. Desta forma, o propósito de reencarnarmos é reduzir os nossos defeitos e aumentar as qualidades, e isso requer esforço, humildade, vontade do espírito em querer progredir.
Não obstante, ao reencarnarmos, automaticamente esquecemos o que fizemos no passado, pois na Terra, estamos retidos temporariamente em estreita faixa energética para podermos esquecer os erros cometidos em vidas passadas, o que é um alívio, pois se lembrássemos das barbáries que cometemos, no mínimo ficaríamos perturbados, senão loucos, e isso poderia comprometer as nossas aprendizagens e as reparações das faltas cometidas.
Não foi por acaso que o mestre Jesus pregava: ”Orai e Vigiai”, referindo-se ao descuido na vigilância que pode facilmente nos levar a repetir os erros praticados em vidas passadas, pois o “véu do esquecimento” – barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia – nos impede de acessar as nossas memórias passadas. Todavia, espíritos mais elevados são capazes de lembrar-se espontaneamente, não apenas dos fatos da existência imediatamente anterior à vida atual, como de várias vidas passadas.
A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim vai de encontro com a máxima secular de Cristo” Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (é importante ressaltar nessa máxima, que a Verdade liberta somente às pessoas que estão prontas, maduras para recebê-la).
Nesta terapia, através do mentor espiritual do paciente, que é responsável pela sua evolução espiritual, e, portanto, conhece-o profundamente, o “véu do esquecimento” do paciente é descortinado para que este saiba a Verdade a seu respeito, ou seja, a causa de seus problemas, sua resolução, bem como suas aprendizagens nesta encarnação e, o mais importante, se não está se desvirtuando de seu caminho, de seu verdadeiro propósito de vida.

Certa ocasião, uma paciente ao passar pela TRE seu mentor espiritual lhe revelou que em várias encarnações abreviara sua vida suicidando-se, inclusive na vida atual. Na entrevista de avaliação – que costumo agendar inicialmente com cada paciente para conhecê-lo melhor, me inteirar com mais detalhes acerca de seus problemas, bem como lhe esclarecer como funciona essa terapia, a paciente não havia me informado que tinha tentado o suicídio também na vida atual.
Só veio a me revelar o fato após ter descoberto na regressão de memória que estava repetindo os mesmos erros, abreviando sua vida em várias encarnações. Ela me confidenciou que aos 10 anos de idade tinha tomado “chumbinho” (veneno de rato) em dose cavalar. O médico que a atendeu no pronto-socorro disse à sua mãe, na ocasião, que pela dose elevada de veneno que havia ingerido era para ela ter morrido. No entanto, foi poupada pela espiritualidade, desta vez, não morrendo como ocorrera nas vidas anteriores para fazer suas aprendizagens. Portanto, ao passar por essa terapia, seu mentor espiritual descortinou seu “véu do esquecimento” para que ela pudesse perceber que estava cometendo o mesmo erro, em várias encarnações, inclusive nessa, abreviando sua própria vida.

Caso Clínico:
Alma Gêmea.
Homem de 48 anos, casado, pai de um casal de filhos.

O paciente veio ao meu consultório se queixando de depressão (tomava fluoxetina), desânimo, falta de concentração e não conseguia enfrentar e ansiedade.
Sentia muita tristeza – às vezes tinha vontade de chorar, acompanhado de pensamentos de desesperança, de não mais querer viver. Sentia também muita angústia, um aperto no peito, que o acompanhava desde criança, mesmo quando estava se divertindo. Fez todos os exames médicos complementares, mas não acusou nenhum distúrbio cardiológico. Quando criança, segundo o relato de sua mãe, costumava ficar horas quieto, pensativo.
A morte de seu filho o abalou profundamente (teve gêmeos, mas só um sobreviveu). Sua depressão estava afetando também o seu sono – acordava de madrugada e não conseguia mais dormir.
Tudo isso o deixava impaciente e irritadiço com sua esposa, a ponto de agredi-la verbalmente.

Ao regredir, ele me relatou: “Desde o início do relaxamento (paciente estava se referindo à técnica de relaxamento que utilizo com os meus pacientes para facilitar à regressão de memória) senti um perfume agradável de lavanda (é comum um ser espiritual desencarnado exalar um odor suave para marcar sua presença no consultório).
Vi uma mulher muito bonita, cabelos compridos, estava toda de branco e usava um camisolão esvoaçante. Não vi o seu rosto porque a imagem apareceu como uma foto em negativo.
Ao olhá-la senti muita saudade (a alma do paciente reconheceu essa mulher). Ela tem um jeito delicado, passa bondade, muita confiança e amor.
No início, como havia lhe dito, senti um cheiro de lavanda. Fiquei em dúvida achando que o senhor tinha acendido um incenso aqui no consultório, mas, subitamente, o cheiro mudou para flor de laranjeira. Na verdade, ela mudou repentinamente o cheiro para me mostrar que esse odor não é de incenso, e sim de sua presença (pausa).
Estamos agora sentados num banco de jardim, de mãos dadas, emocionados – a saudade é recíproca (paciente relata chorando).
Ela está me dizendo (os seres desencarnados se comunicam telepaticamente, em pensamento, portanto, não articulam a boca como os encarnados) que também sente muita saudade de mim… Ela não consegue falar direito, por conta dessa emoção”(paciente relata chorando também copiosamente).

- Pergunte quem é ela e que ligação havia entre vocês no passado?
“Ela fala que nós já fomos unidos no passado, fomos casados. Mas que agora ela é a minha mentora espiritual.
Fomos unidos no passado em várias encarnações e nos amamos muito. É por isso que também sinto falta dela, embora como encarnado não lembre disso por conta de meu ‘véu do esquecimento’ que bloqueia as minhas lembranças reencarnatórias. Ela completa dizendo que tivemos uma vida muito intensa e feliz”.

- Pergunte à sua mentora espiritual desde quando ela vem te acompanhando?
“Desde pequeno. É por isso também que quando criança ficava sentada no quintal horas, pensativo, quieto. Na verdade, ficava em pensamento conversando com ela. Eu ficava feliz com a presença dela, embora na ocasião não tivesse consciência disso. A minha mentora espiritual é muito evoluída (pausa).
Agora, ela está me mostrando um moço. Diz que ele foi nosso filho numa vida passada, e que hoje veio também como meu filho (paciente se refere ao seu filho gêmeo que sobreviveu).
A minha filha da vida atual também foi nossa filha no passado.
Revela ainda que o meu filho gêmeo – que não sobreviveu – foi também nosso filho numa vida passada (paciente chora). Ela esclarece que os meus filhos de hoje (casal de filhos) vieram, reencarnaram para me confortar, matar a saudade que sinto dela”.

Na sessão seguinte, o paciente me relatou sua vida passada: “Estou vendo uma imagem bem nítida e colorida de uma batalha. Vejo uma batalha de cavalaria, soldados segurando suas espadas. Estou montado num cavalo dentro dessa batalha, visto uma farda azul escuro, com enfeites amarelos. Com a espada, vou lutando, matando os inimigos. Uso um chapéu militar com enfeite amarelo, dourado. O meu cavalo chama atenção, é branco, bonito. São muitos soldados”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço ao paciente.
“Vejo agora casas no campo, camponeses muito pobres, sofridos. Estou com a tropa, muita gente chorando. São retirantes, choram pelas vidas perdidas. É o lado perdedor. Estou acostumado com essa cena, me comove um pouco o sofrimento desse povo, mas preciso cumprir a minha missão. Não judio deles, vou cavalgando, comando a tropa. Vencemos a batalha. Esse povo está se retirando com suas carroças, pertences. Têm crianças, mulheres se retirando com o que restou. (pausa).
Retorno à minha casa – ela é muito bonita, grande. A minha esposa está me esperando. É a minha mentora espiritual. Ela é uma mulher bonita, usa um vestido de época, longo, cabelos presos, claros, arrumado, pele branca. Chego, ela me abraça, somos muito felizes nessa vida passada, temos dois filhos, um casal”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço novamente.
“Vejo outra batalha… É outra vida passada. Estou em pé, há muitos soldados inimigos. Eu mando atirar. Vamos vencer de novo essa batalha. O uniforme que uso é diferente daquela vida anterior. É vermelho, não é mais paletó azul, e a calça é branca. Nós arrasamos os inimigos. Não sinto remorso, mas orgulho, pois cumpro a minha missão. Mando atirar, mas sem rancor. Tenho respeito pelos inimigos, embora não tenha pena. O lado dos inimigos está todo arrasado – nós vencemos de novo. Sou casado também com a mesma mulher, a minha mentora espiritual. Ela é a minha alma gêmea. Moramos numa colina e em baixo vejo um verde bem bonito, árvores, rio e o vilarejo. Nessa vida, vivi também muito feliz com ela”.

- Na sessão seguinte, o paciente me relatou sua 3ª vida passada: “Vejo agora uma cidade mais moderna, tem um bonde puxado por cavalo, carruagens, a rua é calçada de pedra. É uma vida passada mais moderna. As mulheres usam aqueles vestidos longos, armados, sombrinhas rendadas, calçam luvas nas mãos. Os homens andam com fraques, cartolas, alguns usam também bengalas.
Nessa vida a minha alma gêmea (mentora espiritual) é morena, cabelos mais escuros. Mas ela continua bonita. Sou um homem de negócios, algo relacionado com navios, mercadorias. Vejo um menino com bonezinho, usa uma boina, calça curta com suspensórios. Ele é o nosso filho. Nessa vida temos só um filho. Tenho navios, sou comerciante. Sou rico, mas não avarento. Sou bem querido pelos habitantes dessa cidade. Estamos conversando, rindo, caminhando por uma rua (pausa).
Vejo agora um navio a vapor, tem uma chaminé preta. Estamos dentro desse navio, fazendo uma viagem. Chegamos ao porto com as nossas malas. Fui fazer negócio, parece ser a América e a impressão é que viemos da Europa” (pausa).

- Avance mais para frente nessa cena – peço ao paciente.
“Vejo agora um velório, uma mulher morta dentro do caixão… É a minha mulher (paciente chora).
Estou em pé acompanhando as pessoas, tem muita gente. Visto a mesma roupa da época. Estou de preto, de luto. Sinto muita tristeza.
Parece que deu uma epidemia na cidade, peste, e ela morreu.
A minha mentora espiritual quer me mostrar com essa cena, que nas outras vidas eu morri antes dela, e ela sofreu muito com a minha morte. Agora, nessa, desta vez, eu que sofro porque ela morreu antes de mim. Ela me explica que é por isso que na minha vida atual tinha certa melancolia quando criança, e era muito apegado ao meu avô. Quando ele morreu, ativou, desencadeou como um gatilho a lembrança da perda de minha esposa dessa vida passada. Tinha 10 anos quando o meu avô faleceu. Entrei na adolescência, e essa perda foi se apagando, mas, em seguida, perdi o meu pai.
Depois que me casei, minha mulher teve dois gêmeos e um deles veio a falecer. Isso foi o estopim, desencadeou novamente a lembrança da perda de minha esposa da vida passada. Até hoje trago essa tristeza, depressão, dá vontade de ir embora antes dos meus entes queridos para não enfrentar mais outra perda”.

- Pergunte à sua mentora espiritual a causa de sua dificuldade de se concentrar no trabalho?
“Fala que me sinto contrariado, pois sempre comandei nas encarnações passadas enquanto militar. E na vida atual, desta vez, tenho que acatar, e quando os meus clientes (paciente trabalha como autônomo) me cobram, exigem, fico contrariado, aborrecido. Mas ela me diz que receber ordens faz parte de minha aprendizagem, de minha evolução na vida atual.
A minha mentora agora está carregando no colo o meu filho gêmeo que faleceu. Ela mostra-o para mim. Fala para ficar tranquilo que ela está tomando conta dele. Esclarece que ele não sobreviveu porque tinha que ser assim, ou seja, reencarnou para fazer uma missão curta: viver algumas horas e voltar novamente para o plano espiritual.
Portanto, reitera que ele reencarnou para não viver por longo tempo.
Esclarece também que essas sucessivas perdas que sofri – dela naquela vida passada, anterior à vida atual -, e de outros entes queridos (avô, pai e filho gêmeo) é um resgate cármico, fazem também parte de minha aprendizagem para sentir na pele o que é perder um ente querido, como ocorreu com os parentes daqueles soldados mortos naquelas batalhas quando eu era comandante.
Mas ela me diz que já aprendi essa lição e sabe que hoje não faria o que fiz no passado – ser militar e matar às pessoas. No entanto, preciso evoluir ainda na parte do orgulho. Como sempre comandei, dei ordens nas encarnações passadas, tenho dificuldades agora de receber ordens. Essa é a parte que ainda tenho que trabalhar, pois trago o orgulho das minhas encarnações passadas.
Em relação à minha esposa da vida atual, pede para ter mais paciência com ela, pois cada um tem a sua individualidade. Diz que inconscientemente a comparo com ela. Daí a minha irritação e impaciência com ela.
Fala que a minha esposa atual é importante para me ajudar a cumprir a minha missão na encarnação presente, além do que ela me propiciou a vinda de meus dois filhos (pausa).
Vejo agora cenas de navios da época atual, carregados de contêineres. A minha mentora quer me mostrar com essa cena que seria um bom caminho trabalhar nessa área de transporte de cargas de navios (quando é permitido, é comum o mentor de cada paciente fazer uma progressão, uma revelação futura).
Revela que esse trabalho seria um bom futuro, e que eu iria ficar muito satisfeito, feliz com esse trabalho”.

- Pergunte à sua mentora se devemos continuar ou não com o nosso trabalho? (essa era a 5ª sessão de regressão).
“Diz que não há mais necessidade, pois o que ela tinha que ter me mostrado e me orientado foi o suficiente. Ela está agradecendo ao senhor pelo seu trabalho pioneiro (a TRE – Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual visa agregar a ciência psicológica com a espiritualidade, mas por ser uma abordagem terapêutica ainda nova, não é aceita, reconhecida pela ciência psicológica oficial – psicologia e psiquiatria).

Não obstante, esclarece que o reconhecimento virá e, por isso, pede para o senhor não desanimar e continuar com esse trabalho porque quem abre o caminho está sujeito a receber mais “flechadas” (críticas, perseguições carregadas de preconceitos).
No início de nosso trabalho – na 1ª sessão de regressão -, a imagem dela veio similar a uma fotografia em negativo, mas, agora a vejo nitidamente, seu rosto aparece perfeitamente. Agora, ela está se despedindo de mim”.

Após o tratamento, o paciente me disse que aquela angústia, aperto no peito que o acompanhava desde criança, havia desaparecido, sua ansiedade tinha diminuído, não estava mais acordando de madrugada como antes (estava dormindo direto) e o relacionamento com a esposa havia melhorado bastante (não estava mais a comparando com a sua mentora espiritual – sua esposa de vidas passadas).