Obsessão espiritual nos relacionamentos afetivos

Caros leitores,

A partir de hoje , irei postar apenas casos clínicos inéditos em um novo formato; os novos artigos serão postados semanalmente e em capítulos , onde todos poderão acompanhar sessão a sessão de cada caso trabalhado em meu consultório.Obrigado à todos pelo carinho.

Osvaldo Shimoda

Abaixo segue o capítulo 1 que fala sobre obsessão espiritual nos relacionamentos afetivos e progressão de memória.

 

Obsessão espiritual nos relacionamentos afetivos e progressão de memória

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado responsável diretamente pelo nosso aprimoramento Espiritual) – é comum o paciente, antes de passar pelo processo terapêutico, achar que essa terapia só utiliza a regressão de memória como instrumento de autoconhecimento e cura, mas isso não é verdade.

A regressão de memória é, sem dúvida, o instrumento principal de autoconhecimento e cura dessa terapia, mas, em alguns casos, ela se utiliza também da progressão de memória (regressão de memória é uma revelação passada, desta vida – infância, nascimento, útero materno – ou de outras vidas, e a progressão de memória é uma revelação futura, isto é, do que ainda vai acontecer na vida do paciente).

Veja o caso de uma paciente que me procurou por conta de seus relacionamentos afetivos não darem certo.

 

Caso Clínico: Desencontros Amorosos

Mulher de 32 anos, solteira.

 

A paciente me procurou querendo entender por que com frequência ocorriam desencontros nos seus relacionamentos afetivos. Ou seja, quando seu namorado se interessava por ela, no decorrer do namoro, ela acabava se desinteressando por ele e terminava o namoro; por outro lado, quando era ela quem se interessava pelo namorado, ele que rompia o namoro. Atualmente, estava namorando; porém, seu namorado havia lhe dito que não sabia se queria casar, pois tinha medo de perder a liberdade e de assumir responsabilidade de ter uma família.

Na 1ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “ Sinto um formigamento que começou quando iniciamos a oração, ele subiu para a cabeça (nessa terapia, normalmente, quando o paciente sente formigamento ou dormência é um sintoma de uma presença de um ser espiritual) ”.

– Há uma presença de um ser espiritual com você – digo-lhe.

“ Estou toda arrepiada e vi um borrão preto (o ser espiritual das trevas se manifesta nessa terapia em forma de borrão, mancha, sombra ou vulto escuro) ”

– Pergunte o que ele sente por você?

“ Diz que sente ódio ”

– O que vocês foram no passado?

“ Fala que fomos amantes… A impressão é que agora estou num salão, numa festa (ela estava descrevendo uma vida passada) “

– Você consegue se ver?

“ Uso um vestido rodado, armado, cheio de tecido e sapato branco. Minha pele é branca e devo ter 18 anos. É o meu aniversário, tem muita gente olhando para mim e o meu vestido tem um laço atrás.

A minha casa é bem espaçosa, sou filha de uma pessoa com posse, filha única, e tratada como princesa. Agora, estou sentada no jardim de minha casa esperando alguém “.

– Quem você espera?.

“ É um rapaz que chegou por trás e me assustou. Fico encantada por ele, parece que ele é militar, um soldado, está subordinado ao meu pai.

Acho que gosto dele, não sei se ele gosta de mim, pois nem deu parabéns para mim. Ele sorri para mim e foi falar direto com o meu pai. Acho que é uma conversa particular…. Agora, estou num balanço, e aquele soldado voltou. Acho que a gente namora escondido. Tenho a impressão de que é um amor proibido porque ele é pobre, embora seja o braço direito de meu pai. (Pausa).

Tenho a impressão também que esse soldado é aquele obsessor espiritual que apareceu no início dessa sessão e falou que fomos amantes.

Agora, aparece uma cena da gente brigando. Não gosto mais dele, parece que me enjoei dele…. Hoje, na vida atual, eu repito a mesma coisa: acabo me enjoando de meus namorados.

Ele se afasta, mas a contragosto. Eu acabei me casando com outro homem. Meu pai me obrigou a casar, foi um casamento arranjado.

Depois que casei, como não gostava de meu marido, voltei a me relacionar com aquele soldado – ele também havia se casado e constituído uma família. Mas sua esposa descobriu o nosso envolvimento e o expulsou de casa. Eu também não o quis mais, preferi continuar com o meu marido.

Por isso, ele ficou depressivo, com muito ódio e rancor de mim. No final da sessão, pedi que ela fizesse a oração do perdão para esse obsessor espiritual emanando-lhe a luz dourada, o amor de cristo…

Aguarde o próximo capítulo !