Você está na profissão certa?

É grande o número de pacientes que procuram a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de luz, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) por estarem perdidos, sem rumo, não sabendo ao certo que caminho seguir profissionalmente.

É comum em nossa sociedade pragmática, materialista e tecnicista as pessoas escolherem uma profissão por razão puramente financeira, isto é, o que é mais rentável. Mas, no decorrer do tempo, muitos acabam se perdendo, pois não exercem suas profissões com esmero, dedicação, competência e capricho, ou seja, não colocam bons sentimentos naquilo que fazem porque não sentem prazer em suas profissões.

Capricho é um atributo da alma, por isso, para se fazer algo com capricho é preciso gostar, sentir prazer no que faz. No entanto, é comum ver profissionais que trabalham só pelo dinheiro, pela subsistência, e não por realização, prazer.

Daí a insatisfação, os queixumes de muitos profissionais que não gostam do que fazem. A insatisfação, o vazio, a angústia, são tão acentuados e recorrentes que passam a somatizar em forma de doenças.

Dr. Adib Jatene, grande cardiologista (foi secretário de saúde do Estado de São Paulo e Ministro da Saúde), dizia: “O que mata não é só triglicérides e colesterol, mas a raiva em trabalhar e a inveja do sucesso alheio”.

Veja a seguir, o caso de um paciente que estava numa profissão errada e, por isso, sentia muita angústia, insatisfação e vazio interior – acordar de manhã para trabalhar era um martírio.

 

Caso clinico: Qual é o meu verdadeiro caminho profissional?

Homem de 30 anos, solteiro.

 

O paciente me procurou querendo entender por que os negócios não iam bem (ele tinha um restaurante).

Não sentia alegria, prazer no seu trabalho. Desde os 15 anos trabalhava, lutou muito para conseguir algo em sua vida. Chegou a ter vários negócios, em diferentes ramos de atividades. Ultimamente estava sem ânimo, sem vontade de trabalhar, era um tormento levantar da cama para trabalhar. Sentia um vazio interior, angústia, insatisfação, agravados pela crise financeira que estava passando.

Trabalhava, mas não tinha um retorno financeiro e, pior, não via perspectiva de melhora. Queria saber, portanto, qual era seu verdadeiro caminho profissional. Queria também constituir uma família, ter esposa e filhos, mas tinha medo, receio de não conseguir sustentá-los financeiramente.

Após passar por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, ele me relatou: “ Vejo uma fumaça esbranquiçada (paciente estava vendo o perispírito, o corpo espiritual de um ser desencarnado de luz, que é fluídico).

Fala que é o meu mentor espiritual. Ele me mostra a cena de uma vida passada, onde vejo um homem acorrentado e bem machucado. Ele está pendurado numa corrente e sangrando bastante…. Meu mentor espiritual diz que esse homem era o meu pai nessa vida passada.

Diz ainda que meu pai era muito rico, porém, era uma pessoa ruim, explorava os pobres. Eles estavam passando fome, até que se revoltaram e roubaram toda a sua fortuna. Meu mentor espiritual fala que meu pai acabou morrendo, mas antes ficou muito apreensivo, com medo de como eu iria me virar, sem a presença dele.

Após sua morte, passei por necessidades, pois não tinha o que comer.

Esclarece, que me mostrou essa vida passada para eu entender que ainda carrego na vida atual o medo da falta, de passar por necessidades, e, por isso, sinto medo, receio de constituir uma família e não conseguir sustentá-la”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode superar esse medo?

“ Responde que quando encontrar uma profissão que eu sinta prazer, alegria e vontade de trabalhar, esse medo vai desaparecer. Diz que quando a gente trabalha em algo que nos dá prazer, alegria, satisfação, e não dor, sofrimento e insatisfação, a gente faz com capricho, coloca bons sentimentos, e, com isso, dinheiro é consequência.

Na verdade, ele me revela que eu já havia encontrado uma profissão que me dava prazer, que é a marcenaria. Mas como pensei apenas no lado financeiro, não tive a paciência de continuar nessa profissão.

Afirma que sempre fui imediatista, pensava numa profissão que me desse mais retorno financeiro.

Quando trabalhava como marceneiro, me dava prazer, fazia tudo com esmero, capricho, porque era algo que me realizava.

Porém, não me atentei para isso, e acabei desistindo para montar um restaurante. Achava que dava mais dinheiro, que iria ter um retorno financeiro mais rápido.

Ele enfatiza novamente, que dinheiro é consequência de um trabalho bem feito.

Mas, para isso, é preciso gostar do que faz, o que não ocorre com o restaurante. Diz que, no fundo, eu sabia de tudo isso. Por isso, preciso aprender a confiar mais em minha intuição, isto é, naquilo que me faz feliz, pois sempre trabalhei só pelo dinheiro. Finaliza, dizendo que não vou me lamentar por trabalhar muito quando exercer uma profissão que me dá prazer. Afirma que esse vazio interior que sinto é porque não estou na profissão certa e, com isso, a minha alma cobra, pois não está satisfeita.

A Doença é o caminho da Cura

A Doença é o caminho da Cura

“Em tese, todas as manifestações mórbidas se reduzem a desequilíbrio, desequilíbrio esse cuja causa repousa no mundo mental”- Emmanuel

 

Saúde é fruto de um organismo em equilíbrio energético, enquanto a doença é o rompimento desse equilíbrio. Portanto, para se curar é preciso resgatar o equilíbrio energético perdido. Mas para descobrir o motivo pelo qual se adoece, é preciso entrar no psiquismo de profundidade, mergulhar nas camadas mais profundas do ser e saber a verdade sobre a doença, o porquê se adoece.

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – através do Espiritual do paciente – propicia-lhe respostas às suas indagações. É o caso de uma paciente de 32 anos, solteira, que veio ao meu consultório para saber por que o câncer em seu seio havia voltado.

 

Caso Clínico: Câncer no seio

Mulher de 32 anos, solteira

 

Paciente me procurou querendo entender por que havia voltado o nódulo (câncer) no mesmo seio (direito). Estava fazendo tratamento de quimioterapia. Após passar por 8 sessões de regressão de memória, na 9ª sessão, ela me relatou: – Vejo uma vida passada, as pessoas andam rápido, as mulheres usam um véu na cabeça – é no oriente médio. Parece um mercado, ao ar livre, todos falam rápido e ao mesmo tempo…. Estou andando nesse mercado, ando com a cabeça meio de lado, escondendo o meu rosto…Tem alguém que não pode me ver, pois estou fugindo dele… É um homem. (pausa).

– Veja quem é esse homem?

– Eu era amante dele, tinha um relacionamento às escondidas; tivemos um filho e  agora ele quer o nosso filho. Por isso, fujo dele, mas ele acaba me encontrando. Dois homens me seguram, e ele tira o meu filho de meus braços.(pausa)

Meu Mentor Espiritual (ser desencarnado, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) me fala que preciso trabalhar a perda desse filho.

Na vida atual, sempre me senti triste e não sabia o porquê… Ele fala que é por causa dessa perda (paciente fala chorando muito).

Ele me pede calma…. Estou lhe perguntando como posso superar essa perda?

Ele fala: “ Aceite, isso faz parte de seu passado. A sua missão é grande e isso pode atrapalhar, estragar sua missão. Reitero que aceite!

Deixe o que é do passado no passado. O seu filho dessa vida foi bem criado, pois teve alguém que o criou”.

Eu volto agora para o meu corpo físico e senti umas pontadas em meu seio. O meu Mentor Espiritual está me dizendo: “ Você está no caminho da Luz e receberá toda a proteção que precisa em relação à sua doença”.

Revela que o câncer no meu seio tem a haver com aquela vida que perdi o meu filho, pois o tiraram de mim. Diz que me senti culpada por não tê-lo protegido como mãe, que nunca me perdoei. Por isso, eu somatizei no meu seio como uma autopunição.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual se ele pode te revelar onde está seu filho?

– Diz que não pode me revelar…. Pede para eu relaxar. O meu lado direito está todo adormecido e, de vez em quando, sinto uma fisgada no seio direito, está tudo paralisado.

O meu Mentor Espiritual afirma que estou sendo tratada, que tem uma equipe médica do Astral também cuidando de mim. (longa pausa).

Pede para que eu descanse hoje, que vá direto para casa. Encerra a sessão dizendo: “ Você fez tudo que estava ao seu alcance em relação ao seu filho, por isso, não se culpe”.

Na 10ª e última sessão, a paciente me relatou: – Sinto a presença de meu Mentor Espiritual novamente do meu lado esquerdo. Fala que sou muito dura comigo, que preciso ter o mesmo amor que tenho com os outros, que mereço ser feliz, mas não me permito, que já me puni demais pelo que aconteceu com o meu filho daquela vida passada. (pausa).

Tenho a sensação de ser levada por uma brisa gostosa, é como se a minha cabeça tivesse saindo de meu corpo (paciente estava tendo uma experiência extracorpórea, seu espírito estava querendo sair de seu corpo físico).

Na minha frente, tem uma luz amarela em formato de pétalas; é um amarelo intenso.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual o que significa essa pétala de luz amarela?

– Diz que os seres espirituais de luz estão trabalhando a minha energia, equilibrando-a… Agora, sinto essa pétala de luz amarela se deslocando, mudando para o lado esquerdo, ou seja, entra de um lado de meu corpo e sai do outro lado, como uma fumaça meio marrom.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual se ele tem algo a lhe dizer?

– Ele diz: “Ame-se!”

– O que é se amar?

– Diz que é dar a mim mesma o que dou aos outros, que é a paciência, atenção e carinho. Diz ainda que se não mudar, não vou conseguir superar definitivamente o câncer no meu seio. Fala que preciso dormir mais, ler e me cercar de pessoas boas, de bons pensamentos. Evitar pessoas que não me acrescentam em nada. Pede para falar menos de coisas que também não me acrescentam em nada.

Ele fala pausadamente: “ Você precisa aprender a ser paciente, exercite, faça meditação, que isso lhe trará a paciência, que é muito importante na cura de sua doença, além das sessões de quimioterapia. Você já sabe o suficiente para prosseguir em sua caminhada. É uma filha muito amada, não tem consciência do amor que Cristo tem por você. Sua fé se desenvolverá a partir de sua consciência no amor de Deus. Quando tiver essa consciência, ele irá aumentar muito, e isso vai tornar tudo mais fácil.

Eu lhe reafirmo que a partir de sua consciência do tamanho do amor que Deus tem por você, sua fé irá se intensificar. Precisa ter mais disciplina, pois começa muitas coisas e não termina. O tempo que seu nódulo no seio vai precisar para cicatrizar irá te auxiliar no seu processo em ter paciência. É esse seu principal aprendizado, lição maior de vida.

O nódulo está sendo um teste para aprender a ter paciência. Precisa também colocar em prática o que aprendeu nessa terapia, e, mais para frente terá que voltar novamente a essa terapia. Busque também equilibrar a balança do dar e receber, pois no momento você está mais recebendo do que dando.

Fique em paz, estarei sempre com você!

 

O 6º sentido: Mito ou Verdade ?

Numa das sessões de regressão de memória, o paciente, um jovem de 20 anos, me indagou: – Essa terapia é muito punk! De onde está vindo essa brisa, esse ventinho gostoso e o cheiro de rosa? (a sala de atendimento onde ele estava deitado no divã, a janela e a porta estavam fechadas e, portanto, não havia nenhuma correnteza de ar).

Nessa modalidade de terapia, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser espiritual responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual, que na linguagem católica é o anjo da guarda e na umbanda é o guia espiritual) – método terapêutico de autoconhecimento e cura, que une a ciência psicológica e a espiritualidade, uma abordagem psico-espiritual breve, criada por mim em 2006, é comum os pacientes terem experiências de cunho espiritual, que foi o caso desse jovem.

A brisa, o ventinho que ele sentiu batendo em seu rosto e braços, bem como o odor agradável de rosa, são indicadores da presença de um ser do bem, um ser espiritual do Astral superior (plano espiritual de luz, onde os pacientes descrevem-no como um jardim com gramado vasto e muitas flores perfumadas).

Por isso, quando um ser espiritual do plano de luz aparece em meu consultório, os pacientes costumam sentir um odor agradável de perfume de flores, bem como uma brisa, próprios das emanações do ambiente do plano de luz que esse ser traz.

Nesta terapia, é preciso que o paciente se utilize dos cinco sentidos físicos (visão, audição, olfato, paladar e tato) e, principalmente, do sexto-sentido (intuição), pois pode acontecer dele não ver nada durante as sessões de regressão de memória. Nesses casos, ele precisa usar e confiar no seu 6º sentido.

Mas para isso, o paciente precisa aquietar sua mente racional (ego) por meio de técnicas de relaxamento, pois é comum o ego estar sempre argumentando e contra-argumentando, duvidando se o que vem à sua mente é uma fantasia, imaginação, se realmente é um ser espiritual que está presente nas sessões de regressão, ou mesmo se está regredindo, trazendo uma recordação de uma vida passada (o véu do esquecimento que se manifesta em forma de amnésia, não nos permite recuperar a memória e lembrar nossas vidas passadas).

Em suma, ao silenciar o seu ego, através do relaxamento, o paciente entra em contato com o seu eu verdadeiro (alma) para que o seu mentor espiritual possa orientá-lo melhor e, com isso, convidá-lo a ver os seus problemas sob uma nova ótica, de forma mais lúcida, sem a interferência da mente racional, da incredulidade do ego.

Em “A Arte da Felicidade – Um manual para a vida”, do psiquiatra americano Howard C. Cutler, em parceria com sua Santidade, o Dalai Lama, o autor, num desses encontros com o mestre tibetano, descreveu-lhe o caso de uma paciente que persistia em manter comportamentos autodestrutivos (o autor não especificou quais eram esses comportamentos).

O psiquiatra queria saber do mestre tibetano se ele tinha uma explicação para esses comportamentos, e como poderia lidar melhor com a paciente. Pensativo, depois de uma longa pausa, o mestre simplesmente respondeu que não sabia.

Ao perceber a reação de espanto do psiquiatra, Dalai Lama esclareceu que, do ponto de vista do budismo, são muitos os fatores que contribuem para um determinado tipo de comportamento humano, e que a visão ocidental, procura explicar tudo de uma forma simplista, dentro de uma única vida, negando a existência de vidas passadas: “A psicologia ocidental ao procurar às origens dos problemas humanos, não aceita a ideia de um determinado tipo de acontecimento ter ocorrido num período anterior a esta vida e ter deixado um registro muito forte na mente, registro este que pode permanecer oculto e mais tarde afetar o comportamento nesta vida”.

Muitos pacientes me encaminham um longo e-mail explicando em detalhes a sua história de vida, bem como seus problemas e, no fim, me perguntam qual a causa de seus problemas.

Eu respondo dizendo que cada caso é um caso, como se diz no jargão médico, pois o ser humano é único, um fenômeno muito singular, com características e sintomatologias muito particulares. Reproduzindo o grande mestre tibetano, o Dalai Lama, eu digo que não saberia lhes responder, mas seus mentores espirituais têm a resposta.

Desta forma, nessa terapia, o mentor espiritual é a peça chave para que o paciente possa saber a causa e resolução de seus problemas. Por isso, a TRE é uma nova revolução na saúde porque revoluciona os conceitos tradicionais de terapia e terapeuta, ou seja, o meu papel como terapeuta foge totalmente dos moldes tradicionais de uma psicoterapia convencional, pois não sou eu que conduz o processo terapêutico e, sim, o mentor espiritual de cada paciente.

Ressalto que nessa terapia, o mentor espiritual é o seu verdadeiro terapeuta, pois o conhece profundamente porque vem acompanhando-o há muitas encarnações. Portanto, é a pessoa mais gabaritada, com mais autoridade para falar a respeito do paciente. Pelo fato do mentor espiritual ir direto ao ponto, revelando-lhe a causa e resolução de seus problemas, essa terapia é conhecida por ser breve, segura e eficaz.

Como terapeuta em TRE, sou um facilitador, busco auxiliar o mentor espiritual de cada paciente a lhe mostrar a causa e resolução de seus problemas, bem como às aprendizagens necessárias e indispensáveis à sua evolução espiritual.

Mas para o paciente se comunicar com o seu mentor espiritual e se beneficiar de suas sábias orientações, precisa confiar no seu sexto-sentido, pois a comunicação com os desencarnados (espíritos) se dá intuitivamente, em pensamento.

A intuição tornou-se algo mágico, místico, sobrenatural porque foi reprimida por nossa sociedade pragmática, racional e tecnicista onde se valoriza mais os recursos científicos e tecnológicos. A nossa educação é muito voltada para o racional e o técnico. Por esta razão cultura, arte, literatura e o próprio lado espiritual não são muito valorizados e incentivados.

O avanço científico e tecnológico é algo impressionante se compararmos a humanidade nos primórdios do período da pré-história, a idade da pedra. São inegáveis os benefícios desse avanço na qualidade, no bem estar de nossas vidas. Mas esse avanço, essa conquista, no entanto, não acompanhou o ser humano em sua evolução espiritual, na mesma proporção, pois entendo que não lidamos bem com as mudanças internas, pois em muitos aspectos agimos feito os animais.

Neste aspecto, somos como um centauro (figura mitológica grega, que é metade animal e metade homem, ou seja, membro superior de um homem e o inferior, o corpo, de um cavalo). Nós cultivamos ainda padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes ainda inferiores, como: ódio, ira, desejo de vingança, querer prejudicar o outro, possessividade, ciúme desmedido e egocentrismo. Geralmente, o ser humano lida melhor com as questões materiais do que às espirituais.

Devido ao desconhecimento, despreparo e preconceito a respeito da natureza espiritual do ser humano, a sociedade ocidental ainda ignora, ou mesmo desqualifica a intuição, não a vendo como um fenômeno natural, inerente ao ser humano.

Fomos doutrinados a valorizar, a focar apenas o lado lógico, racional e a rejeitar ou mesmo negar a intuição. Por esta razão, o lado espiritual não é muito valorizado por muitos, pois acreditam que a intuição, a fé e a espiritualidade são sinônimos de crendice popular e misticismo. Em seu lugar foi erguido o altar do intelecto.

Por isso, para a ciência a intuição é um fenômeno irracional porque não existe uma explicação racional, lógica, “não faz sentido”. É o caso daquele jovem paciente de 20 anos que relatei no início desse artigo em que sentiu do nada uma brisa e odor de rosa. Para a ciência esse relato não faz sentido, é um absurdo porque o que não pode ser entendido ou explicado pelo intelecto (razão), não existe.

Eu me recordo de um paciente, um senhor de 60 anos, físico nuclear, com pós-doutorado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), que é uma universidade privada de excelência localizada em Cambridge, Massachusetts, EUA.

Após o término da sessão de regressão, ele me disse surpreso: – Aconteceu algo aqui que vai além de minha capacidade de entendimento, mas que aconteceu, aconteceu. Isso não posso negar. Se negar estarei faltando com a verdade.

Outra paciente, uma médica de 45 anos, na entrevista inicial de avaliação (anamnese), ao lhe perguntar como soube dessa terapia, ela me respondeu: – Meu amigo que indicou o seu trabalho. Ele me disse que o senhor iria me ajudar.

Perguntei-lhe se seu amigo havia lhe explicado como funcionava essa terapia?

Disse que não, que só havia indicado o meu nome. Então, indaguei-lhe se tinha algum esclarecimento sobre os fundamentos da espiritualidade, isto é, noções básicas sobre reencarnação, plano espiritual, vida após a morte, lei do carma, pois para passar por essa terapia, expliquei que era necessário o paciente ter o mínimo de esclarecimento sobre esses assuntos para entender e se entregar no processo terapêutico, já que nessa modalidade de terapia, a TRE, ela tem como base experiências de cunho espiritual e lida com a reencarnação.

Ela me disse que não acreditava nesses assuntos espirituais, mas que queria fazer uma sessão de regressão para conhecer melhor essa abordagem terapêutica.

Na sessão de regressão, ela trouxe imagens, cenas de uma vida passada, porém, pela sua incredulidade e ceticismo, desqualificou essa experiência, achando que era pura imaginação, fantasia de sua mente. Mas, no final dessa sessão, ela me indagou incrédula: – Estou ficando louca? Como posso eu mesma estar me xingando?

Perguntei-lhe o que estava acontecendo?

Ela me respondeu: – Veio à minha mente o pensamento: “Sua vagabunda, piranha, nunca vou te deixar em paz! Você me paga pelo que me fez no passado!”.

Falei que não era ela que estava se xingando, mas, sim, um espírito obsessor, habitante do plano espiritual das trevas, desafeto dela, e que ela o prejudicou numa vida passada. Esclareci que a comunicação com os seres espirituais, normalmente, não se dá de forma clara, audível; por isso, nessa terapia, ela não iria escutar uma voz externa, mas, em pensamento (intuitivamente), pois os seres espirituais entram em nossas mentes e leem os nossos pensamentos. A paciente não se convenceu, pois achou que estava ficando “louca” e não quis continuar com a terapia.

Para que o paciente possa se beneficiar dessa terapia, é necessário que tenha maturidade espiritual, ou seja, ele precisa preencher três requisitos, que é a fé em si mesmo, isto é, acreditar em suas experiências espirituais nas sessões de regressão, humildade e esclarecimento (leitura prévia em relação aos assuntos espirituais, tais como: vida após a morte, reencarnação, carma e espíritos de luz e das trevas).

Esclareço aos meus pacientes, que o processo de autoconhecimento é feito de três etapas: humildade, não ter vergonha do que vai descobrir nessa terapia e coragem para saber a verdade a seu respeito.

Essa terapia sempre dará certo quando os corações dos pacientes estiverem sinceramente buscando a verdade. Então, os combustíveis que movem a TRE são o amor à verdade, isto é, o compromisso com a verdade, e as vibrações de luz.

A verdade sempre vem quando a gente pede por ela de forma sincera, desejo sincero de saber a verdade. Quem busca as respostas para seus problemas e é merecedora delas, certamente irá recebê-las.

Muitos pacientes relutam em se entregar nessa terapia, mas muitos também – a maioria – relutam em se entregar, inicialmente, mas depois acabam se entregando e se transformando.

Osho (foi considerado pelo Sunday Times de Londres como uma das mil personalidades mais influentes do séc. XX e, pelo Sunday Mid- Day da Índia, como uma das dez pessoas, ao lado de Gandhi, Nehru e Buda, que mudaram o destino da Índia) relata no prefácio de seu livro “Intuição – O saber além da lógica”: – A intuição não pode ser explicada cientificamente porque o fenômeno em si é irracional e não científico.

A intuição é algo além do intelecto, vem de um lugar (alma, do espírito) onde o intelecto é totalmente inconsciente. Assim, o intelecto pode sentir a intuição, mas não explicá-la porque a explicação precisa da causalidade (a ciência se baseia no nexo causal, onde todo o efeito tem uma causa).

Em outras palavras, a explicação significa responder à pergunta: – De onde vem à intuição, qual é a causa?

Osho diz ainda: – Se a intuição viesse por meio de raios ou ondas poderíamos construir um aparelho para recebê-las. Mas nenhum aparelho pode captar a intuição porque ela não é um fenômeno ondulatório.

A intuição ocorre súbita, repentinamente. Ela vem simplesmente do nada. Por isso, a razão nega porque ela é incapaz de enfrentá-la, entendê-la. A mente reacional se fecha, fica presa, circunscrita dentro dos limites da razão, e a intuição não pode penetrar. Só aqueles que são capazes de ir além das limitações da lógica racional que conseguem intuir.

Não por acaso, Einstein afirmou: – Não existe caminho lógico para a descoberta das leis do universo; o único caminho é a intuição. No dicionário Aurélio da língua portuguesa, Intuição é “Conhecimento imediato, que independe do raciocínio”.

Quero finalizar este artigo com as explicações de Osho sobre a razão, a intuição e a fé: “Para a razão existem duas esferas de existência: o conhecido e o desconhecido (o que ainda não é conhecido, mas que algum dia pode ser conhecido).

A intuição reconhece três esferas de existência: o conhecido, desconhecido e o incognoscível (aquilo que não pode ser conhecido, entendido pela razão).

São os mistérios, os segredos da vida!

Na vida existem coisas mais profundas que a razão, o intelecto não pode entender, mas a vida tem suas razões. Por isso, para se resolver um problema não basta só o raciocínio lógico, racional, pois é superficial, não responde às questões mais complexas da vida. Aqui entra a intuição. O intelecto percebe uma lacuna: – Aconteceu algo aqui que vai além de minha capacidade de compreensão. É aqui que vem a fé ou não ter fé”.

Caro leitor, a intuição e a fé são como duas irmãs siamesas – uma depende da outra. Ou seja, para intuir é preciso ter fé, acreditar, confiar em suas impressões. Santo Inácio de Loyola, jesuíta, fundador da Companhia de Jesus, dizia: – Aos que creem, nenhuma palavra é preciso; aos que não creem, nenhuma palavra é possível.

Auto – sabotagem

Auto – sabotagem

Os leitores assíduos de meus artigos, percebem nos relatos de meus pacientes, que a causa espiritual (obsessores espirituais) é frequente na gênese de seus problemas. No entanto, a causa psicológica, isto é, a auto – punição (auto – sabotagem), por conta de erros cometidos no passado – principalmente de outras vidas – pode ser também a causa de seus problemas.

Por isso, muitas pessoas levam uma vida cheia de frustrações, limitações, angústias e infelicidades em muitas áreas de suas vidas – afetiva, sexual, profissional, financeira, saúde, social e familiar por estarem se sabotando, se auto – punindo, por conta de erros cometidos, de terem prejudicado muita gente, principalmente, em outras vidas.

Veja o caso de uma paciente, que não conseguia dormir por conta  dos choros constantes de sua filhinha, reflexo de sua auto – sabotagem, de não se sentir merecedora de ser feliz.

 

Caso clinico: Porque a minha filha acorda desesperada e gritando?

Mulher de 30 anos, casada, e dois filhos.

 

A paciente me procurou, queixando-se que há 4 anos, ela e o marido, não dormiam direito – tudo começou com seu filho de 4 anos, que acordava também gritando e desesperado.

Agora, era sua filha de um ano e cinco meses, que acordava o casal quase que diariamente, de madrugada – de 2 em 2horas – sem um motivo que justificasse. Ela acordava gritando, desesperada, contorcendo-se, e a paciente não conseguia muitas vezes acalmá-la.

A paciente sentia angústia, com peso na consciência quando ia trabalhar, ou mesmo sair à noite, pois ninguém conseguia fazê-la parar de chorar.

Outro motivo que a deixava angustiada, era que seus filhos viviam adoentados – quando se curavam de uma doença, aparecia outra, em seguida.

Após passar por 7 sessões de regressão de memória, na 8ª sessão, ela me relatou:

– O meu mentor espiritual (ser desencarnado, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) está estendendo a mão, me ajudando a entrar num jardim muito bonito, gramado verde e vasto (a paciente estava vendo o plano espiritual de luz).

Ele usa uma veste, túnica branca e longa, seus cabelos são castanhos, ondulados e um pouco curto. Aparenta ter uns 30 anos. Ele é muito carinhoso, passa a mão no meu rosto…. Estamos agora sentados num banco desse jardim, e ele diz que vai me mostrar uma coisa: a gente se levanta, ele pega em minha mão, e ficou tudo mais escuro. Sinto frio, mas ele continua segurando a minha mão. Eu lhe pergunto se conheço esse lugar?

Ele responde que sim, que é o umbral (trevas), e fala que já passei muito tempo aqui…. Eu me vejo com cabelos desgrenhados, sujos, aparência feia, de bruxa. Uso uma roupa escura e maltrapilha.

Ele diz que na vida passada, eu mexia com feitiçaria, magia negra, e, após minha morte, fui parar nas trevas. Diz ainda que eu tinha bastante conhecimento de magia, mas fiz mau uso desse conhecimento. Ele me mostra uma cena dessa vida passada, onde fazia tudo o que as pessoas pediam. Por exemplo, uma esposa me procurava para fazer mal ao seu marido, eu lançava os feitiços. Como bruxa, lidava com os seres das trevas, mas não tinha consciência do que me aconteceria depois de minha morte.

Eu era bem poderosa, vinham pessoas de longe procurando o meu trabalho, mas eu era gananciosa, soberba em relação ao dinheiro, fazia tudo pelo dinheiro…. Depois que saí das trevas para a luz, eu me comprometi a curar as pessoas através da imposição das mãos; porém, eu me tornei muito vitimista e subserviente e até hoje carrego essa culpa por ter prejudicado as pessoas.

Na busca de reparar meus erros, eu me mantenho submissa, fico me boicotando, não me permito ser feliz…. O meu mentor espiritual está me mostrando de forma simbólica as correntes que me prendiam no umbral e está rompendo-as dizendo que estou livre de meu passado (paciente fala chorando).

Eu o abraço e agradeço muito…. Agora estou na posição fetal (ela fica toda encolhida) e ele fala que essa posição é um novo começo, que sou merecedora, e que mereço dormir bem. Explica que trago a crença de que não mereço dormir bem, pois estou me auto – punindo pelos erros cometidos no passado como feiticeira. E essa crença está colaborando para minha filha não dormir bem.

Na 9ª sessão, ela me relatou: – Meu mentor espiritual pede para parar de me auto – punir, de ignorar meu cansaço, de estar 100% pronta, à disposição de meus filhos, que eles precisam aprender a ter frustração. Diz que eu mesma inconscientemente criei essa situação de minha filha acordar, chorando de madrugada, quando estou dormindo porque acho que não mereço dormir bem. Fala que não adianta eu me punir porque Deus já me perdoou; por isso, eu tenho que me perdoar.

Fala ainda que a auto – punição é um pecado muito grande porque é como se duvidasse do perdão e do amor infinito de Deus.

Afirma que não sou eu que decido que ainda tenho que sofrer, pois existem acordos feitos antes de reencarnar, mas que também existem coisas que eu mesma estou infringindo às leis universais com a auto – sabotagem.

Diz que o fato de hoje meus filhos adoecerem constantemente é fruto do acordo que eles fizeram no astral para limpar seus corpos espirituais.

Fala que grande parte das crianças trazem na vida terrena, alguma deficiência física e doenças de ordem cármica. Dá um exemplo meu, quando era criança, onde vivia doente da garganta e do ouvido. Esclarece, que isso tem a haver com a culpa que carrego de outra vida, onde fui uma freira, morta, com a garganta cortada.

Ele me mostra a cena dessa vida passada como freira, onde questiono as ordens que os bispos nos deram, que tem a haver com poder, dinheiro dos governantes e não com os preceitos de Deus.

Eu lidero as freiras no convento para irmos contra essas ordens, mas houve uma retaliação deles que nos mataram, cortaram nossas gargantas, como um recado para calar nossas bocas. Eu me sinto responsável pela morte das freiras (paciente fala chorando).

Meu mentor espiritual fala para não me sentir culpada, pois, na verdade, fui um instrumento da espiritualidade, e que lancei uma semente naquele convento contra a corrupção dos bispos. Ele esclarece, que tenho que me sentir honrada porque o plano maior me orientou para aquela missão.

Na 10ª e última sessão, a paciente me relatou: – O meu mentor espiritual me orienta dizendo que tenho que aprender a me desapegar de meus filhos, que faz parte do aprendizado deles ficar com outras pessoas e não depender tanto de mim.

– O que você precisa aprender com seus filhos?

– Diz que tenho primeiro que me amar mais, que não posso doar, além da conta, que tenho que respeitar o meu limite.

Fala que a minha filha é o reflexo de minha falta de respeito pelos meus limites. Fala ainda que a minha grande lição é aprender a me amar de verdade. Diz que gosto de ajudar muito os outros, mas enquanto não me amar de verdade, a ajuda aos outros não será duradoura, não vai ser um bem verdadeiro porque não me amo de verdade.

Ele lembra a máxima de Cristo: ” Amai ao próximo como a ti mesmo”. Explica que não dá para amar o próximo de verdade se a gente não se amar de verdade também.

Fala que estou criando uma dependência e superproteção com os meus filhos e isso tira a oportunidade de meu marido participar também dos cuidados deles. Fico achando que o meu marido vai se cansar com os meus filhos, acordando de madrugada com o choro de minha filha. Mas diz que isso limita o crescimento de todos.

Ele me lembra também que tudo na vida precisa ter um equilíbrio, que acho que tenho que estar presente o tempo todo com meus filhos porque a minha mãe fez o contrário comigo. Afirma que estou fazendo o contrário, o extremo também.

Após o tratamento, a paciente me deu um feedback dizendo que sua filha não estava mais acordando desesperada, gritando e se contorcendo. Agora, só acordava de vez em quando de madrugada, mas voltava a dormir rápido. Percebeu que seu marido estava mais calmo e amoroso com as crianças, pois antes da terapia ele vivia estressado e gritava com o choro de sua filha.

Percebeu também que seus filhos estavam brincando mais entre eles, o que não ocorria antes, pois brigavam muito.

Sua casa estava mais tranquila e, por fim, percebeu que estava mais consciente e assumindo mais responsabilidade pelos seus pensamentos e ações, pois estava cada vez lamentando menos e fazendo mais, pois era muito queixosa, entrava no vitimismo, sentindo-se infeliz e injustiçada.

Segundo a paciente, essa terapia lhe trouxe muitos esclarecimentos e a consciência de que precisava tomar as rédeas de sua própria vida.

 

Mau uso do dinheiro

Muitos de meus pacientes, que vêm ao meu consultório querendo entender por que suas vidas financeiras estão bloqueadas, estagnadas, não prosperam, após passarem pela regressão de memória, descobrem que fizeram mau uso do dinheiro – seja nesta ou em outras vidas. Portanto, o insucesso, a instabilidade financeira, a falta de prosperidade é um resgate cármico, fruto de erros cometidos no passado, onde roubaram, exploraram as pessoas, ou esbanjaram, ostentaram, gastaram irresponsavelmente de forma negligente, fazendo, portanto, mau uso do dinheiro, não o valorizando.

É o caso de uma paciente, que veio perdendo tudo o que havia conquistado materialmente, a ponto de quase perder sua moradia.

 

Caso Clínico: Dificuldade financeira e problema de saúde

Mulher de 40 anos, solteira.

 

Paciente veio ao meu consultório se queixando de sua dificuldade financeira, dizendo que havia perdido tudo o que havia conquistado (apartamento na praia, carro, consultório, e quase perdeu sua morada). Foi perdendo tudo gradativamente e, com isso, acabou ficando depressiva (tomava fluoxetina) e doente – sofria de hipertireoidismo, a ponto de perder cabelo e a dentição, tosses constantes dia e noite e taquicardia bastante acentuada. Sofria também de insônia, angústia, tristeza e solidão. Por último, queria saber qual era seu verdadeiro caminho profissional e sua missão de vida.

Após passar por 4 sessões de regressão de memória, na 5ª sessão, ela me relatou:

– Tenho a impressão que um ser espiritual das trevas puxa com força o meu braço direito e dá uma gargalhada…. é um homem. (Pausa).

– Pergunte o que ele quer com você?

– Diz que quer me matar.

– Pergunte o que houve entre vocês na vida passada?

– Vejo um homem com um facão, matando pessoas…Ele veste uma roupa chic, de veludo e desfere vários golpes nelas. Ele tem muita raiva, deve ter uns 40 anos.

A impressão que esse homem, sou eu nessa vida passada. Eu mato por vingança.

Vejo a minha casa sendo invadida por vários camponeses, matando a minha esposa e meus dois filhos. Aquele ser que puxou meu braço com força, no início dessa sessão, é um dos camponeses que eu matei. Ele está junto aqui no consultório com outros seres das trevas, os mesmos camponeses, que tirei suas vidas com aquele facão. Diz que eles tiraram a vida de minha esposa e meus filhos porque estavam passando fome. Diz ainda que eu era o senhor das terras, que sua esposa morreu de fome, pois os explorava, e que só pensava na riqueza.

Eles trabalhavam nas minhas terras, eram miseráveis, diz que os explorava com o trabalho braçal deles. Eu lhe peço perdão, peço também para largar meu braço, mas ele não larga. Fala que muitos camponeses morreram de fome por conta de minha ganância.

– Pergunte-lhe se sabe onde está sua esposa e seus filhos?

– Diz que não…

– Então, diga-lhe que se quiser saber, ele precisa pedir ajuda aos seres espirituais amparadores para levá-lo para a luz e lá saberá. (Pausa).

– Ele soltou meu braço, pediu ajuda, e ele e todos os camponeses estão indo embora em direção a uma luz.

Meus Deus, que alívio!

Ele segurava o meu braço com tanta força que achei que ia quebrá-lo.

Agora, não estou mais sentindo aquela dor, foi insuportável!

Na 6ª e última sessão, a paciente me relatou: – Vejo um jardim, gramado bem vasto, estou sentada num banco com o meu Mentor Espiritual  , que é jovem, está todo de branco e semblante tranquilo. Diz que o nome dele é Kairão. (Pausa).

– Pergunte-lhe por que você contraiu o hipertireoidismo?

– Fala que foi por conta da energia negativa daqueles obsessores espirituais (camponeses) que prejudiquei, e que era para eu ter morrido. Diz que só não morri porque ainda tenho uma jornada para cumprir nesta vida.

Esclarece que a minha dificuldade financeira, a depressão, o hipertireoidismo, a perda de cabelo, a dentição e as tosses crônicas constantes, fazem parte de meu resgate cármico, pois os mesmos erros daquela vida passada continuei cometendo na vida presente, achando que sou dona do mundo. Fala que a vida é uma dádiva, mas que deixei a sombra (trevas) tomar conta.

Diz que eu adoeci para poder mudar, foi um aprendizado, pois o hipertireoidismo pegou a minha garganta para eu aprender a falar, criticar e julgar menos as pessoas. Diz ainda que entrei em depressão e me senti só porque afastei as pessoas de mim, pois era muito negativa.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como fica daqui para frente o seu lado financeiro?

– Diz que muito me foi dado e tudo foi tirado porque eu não soube usar de forma correta o dinheiro. Mas agora com o meu trabalho, vou ter o suficiente para viver…Ele está me esclarecendo melhor dizendo que não usei corretamente o meu dinheiro, não dei o devido valor, pois esbanjei e ostentei muito de forma irresponsável. Mas afirma que vou ter uma nova chance, vivendo de forma modesta.

Afirma ainda que o esbanjamento do dinheiro eu fazia também na vida passada, pois tinha poder e dinheiro.

– Pergunte-lhe o que é fazer o bom uso do dinheiro?

– Diz que é usá-lo para ser feliz e não para ostentar e esbanjar de forma irresponsável.

– Qual é o seu verdadeiro caminho profissional?

– Diz que é trabalhar com pessoas e não com papéis, a parte burocrática. Na verdade, ele diz que é trabalhar com cura, e que já iniciei o caminho.

– Qual caminho?

– Fala que estar aqui fazendo essa terapia já é o caminho, pois despertei a verdadeira consciência espiritual.

Diz que com essa terapia, resgatei a fé em mim e nas presenças invisíveis de luz. Diz ainda que o meu verdadeiro propósito, missão de minha alma, é curar o outro para me curar, pois somente assim vou me curar também.

– E qual é o seu principal aprendizado, lição maior de vida?

– Diz que é a humildade.

– O que é ser humilde?

– É curvar-se diante da vida e aceitar o outro. Ele explica melhor, citando a oração da serenidade: “Senhor, dai-me coragem para mudar o que pode ser mudado; serenidade para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma da outra”.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual o que seria aceitar o outro?

– Diz que é não ser arrogante, não olhar o defeito do outro, mas, primeiro olhar o meu, pois a hora que me compreender melhor vou poder compreender melhor o outro…. Agora, ele me mostra um lugar muito escuro (trevas).

Fala que por muito tempo estive nesse lugar…. Ele me mostra também um lugar claro e diz que agora estou nesse lugar. Mas pede cuidado para não sair desse caminho (Luz), pois é muito fácil voltar para aquela escuridão.

Diz que esse caminho (trevas, a escuridão) eu o conheço muito bem, que é a dor, o sofrimento, a raiva, a doença, o isolamento, a solidão e a depressão. Ele me abraça carinhosamente, põe a mão em minha cabeça e diz que, além dele, muitos espíritos de luz estão me amparando…. Ele se despede, está indo embora.

No final do tratamento, a paciente me disse que estava conseguindo dormir bem melhor, as tosses que eram constantes haviam diminuído bastante; a taquicardia que era frequente e acentuada, estava ocorrendo esporadicamente e bem leve.

Enfim, ela estava se sentindo mais calma e tranquila.

 

 

 

 

 

 

As escolhas e suas consequências

A vida é feita de escolhas e suas consequências e, com isso, vamos moldando o nosso destino. Sendo assim, por conta dos erros cometidos no passado – seja desta, e, principalmente, de outras vidas – o livre arbítrio é muito limitado.

Visto por esse ângulo, quanto mais carma você contrai, menor será o seu livre arbítrio, seu poder de escolha. Por outro lado, quanto menos carma, maior será sua autonomia, sua liberdade de viver a vida que você gostaria.

É o caso de uma paciente que sofria de solidão e, com frequência, era demitida das empresas onde trabalhava.

 

Caso Clínico: Solidão e perdas de empregos.

Mulher de 35 anos, solteira.

 

Após passar por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, a paciente relatou:

– Tenho a impressão de estar num campo de flores e sol bem quente…É uma cena de uma vida passada.

– Como você está vestida?

– Uso um vestido dos anos 20, comprido, de manga, e a gola é de renda. Sou bonita, uns 40 anos, clara, mais para loira…. Estou fugindo com uma mala enorme e me sinto perdida.

– Você está fugindo de quem?

– De um casamento imposto pelo meu pai, com um homem mais velho…. Estou perdida, não sei para onde ir, eu me sinto desesperada…. Acabo voltando para casa, mas não sou bem recebida, pois os empregados não me deixam entrar.

Falam que não estou autorizada a entrar, ordem do meu marido. Vou embora de novo, fico perambulando pelas ruas…. Acho que é na Itália.

As pessoas me chamam de louca, contraio uma doença, tusso muito e respiro mal…Acho que estou com tuberculose e acabo morrendo sozinha na rua. (Pausa).

– Pergunte em pensamento à sua mentora espiritual por que ela te mostrou essa vida passada?

– Responde que sempre me pergunto:  – Por que que me sinto sozinha?

– Esclarece que durante muitas vidas eu escolhi a solidão, que nunca estava contente com que tinha, e que nessa vida passada fugi de casa porque queria encontrar um homem mais jovem, que eu gostasse; por isso, larguei meu casamento.

Minha mentora espiritual explica que sempre fugi da situação em que vivia para encontrar uma coisa melhor, pois achava que merecia uma coisa melhor. Diz que eu deveria encarar, enfrentar a realidade tal como ela apresenta, e não fugir dela.

– O que você precisava aprender em suas vidas passadas?

– Cumprir acordos, terminar a minha estória, evitando fugir.

Diz ainda que em outras vidas fugi de países, continentes, por estar insatisfeita, pois eu era um poço de insatisfação. Afirma que não adiantou eu ter mudado de país, pois a insatisfação continuou porque não mudei por dentro, internamente.

Fala que a felicidade não está fora, mas, dentro de mim, pois é uma conquista interior.

Fala também que hoje faço a mesma coisa, mudando de empregos, pois estou sempre insatisfeita, e que continuo buscando a felicidade, a satisfação fora, e não dentro de mim. Esclarece que a vida é feita de escolhas, mas elas têm consequências.

– Naquela existência passada, ao invés de fugir de seu casamento, o que você poderia ter feito?

– Explica que eu poderia ter conversado com o meu marido, mesmo em tempos difíceis. Deveria ter feito de outra forma e não ter saído de casa como uma fugitiva, com uma mala na mão. Pede para parar de fugir de tudo. Diz que hoje fujo do meu trabalho e, mesmo sendo difícil, não é para fugir. Diz ainda que fui demitida várias vezes porque inconscientemente procurei empresas que estavam na fase de demissão.

– Por que essa tendência de fugir, ao invés de encarar a realidade?

– Esclarece que fugir é o caminho aparentemente mais fácil, mas, que na vida tudo requer treino, isto é, um bom treinamento. Por isso, reitera para eu não fugir de situações estressantes nas empresas, não desesperar, e não criar situações para facilitar minha demissão. Meus chefes – ela afirma – sabiam de meu poder de manipulação, sentiam isso inconscientemente.

Está encerrando a terapia, citando a máxima de Cristo: “Bem aventurados os mansos e pacíficos”.

Pede para ser mais mansa, pacífica, dulcificando o coração, pois sou muito impulsiva e explosiva. A paciência e a persistência são as principais lições de vida que preciso aprender.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obsessão espiritual nos relacionamentos afetivos

Caros leitores,

Atendendo aos pedidos, voltarei a postar na íntegra os artigos e casos clínicos.Abaixo segue o artigo na íntegra que iniciei em capítulos, um grande abraço fraterno.

Osvaldo Shimoda

 

Obsessão espiritual nos relacionamentos afetivos

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado responsável diretamente pelo nosso aprimoramento Espiritual) – é comum o paciente, antes de passar pelo processo terapêutico, achar que essa terapia só utiliza a regressão de memória como instrumento de autoconhecimento e cura, mas isso não é verdade.

A regressão de memória é, sem dúvida, o instrumento principal de autoconhecimento e cura dessa terapia, mas, em alguns casos, ela se utiliza também da progressão de memória (regressão de memória é uma revelação passada, desta vida – infância, nascimento, útero materno – ou de outras vidas, e a progressão de memória é uma revelação futura, isto é, do que ainda vai acontecer na vida do paciente).

Veja o caso de uma paciente que me procurou por conta de seus relacionamentos afetivos não darem certo.

 

Caso Clínico: Desencontros Amorosos

Mulher de 32 anos, solteira.

 

A paciente me procurou querendo entender por que com frequência ocorriam desencontros nos seus relacionamentos afetivos. Ou seja, quando seu namorado se interessava por ela, no decorrer do namoro, ela acabava se desinteressando por ele e terminava o namoro; por outro lado, quando era ela quem se interessava pelo namorado, ele que rompia o namoro. Atualmente, estava namorando; porém, seu namorado havia lhe dito que não sabia se queria casar, pois tinha medo de perder a liberdade e de assumir responsabilidade de ter uma família.

Na 1ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “ Sinto um formigamento que começou quando iniciamos a oração, ele subiu para a cabeça (nessa terapia, normalmente, quando o paciente sente formigamento ou dormência é um sintoma de uma presença de um ser espiritual) ”.

– Há uma presença de um ser espiritual com você – digo-lhe.

“ Estou toda arrepiada e vi um borrão preto (o ser espiritual das trevas se manifesta nessa terapia em forma de borrão, mancha, sombra ou vulto escuro) ”

– Pergunte o que ele sente por você?

“ Diz que sente ódio ”

– O que vocês foram no passado?

“ Fala que fomos amantes… A impressão é que agora estou num salão, numa festa (ela estava descrevendo uma vida passada) “

– Você consegue se ver?

“ Uso um vestido rodado, armado, cheio de tecido e sapato branco. Minha pele é branca e devo ter 18 anos. É o meu aniversário, tem muita gente olhando para mim e o meu vestido tem um laço atrás.

A minha casa é bem espaçosa, sou filha de uma pessoa com posse, filha única, e tratada como princesa. Agora, estou sentada no jardim de minha casa esperando alguém “.

– Quem você espera?.

“ É um rapaz que chegou por trás e me assustou. Fico encantada por ele, parece que ele é militar, um soldado, está subordinado ao meu pai.

Acho que gosto dele, não sei se ele gosta de mim, pois nem deu parabéns para mim. Ele sorri para mim e foi falar direto com o meu pai. Acho que é uma conversa particular…. Agora, estou num balanço, e aquele soldado voltou. Acho que a gente namora escondido. Tenho a impressão de que é um amor proibido porque ele é pobre, embora seja o braço direito de meu pai. (Pausa).

Tenho a impressão também que esse soldado é aquele obsessor espiritual que apareceu no início dessa sessão e falou que fomos amantes.

Agora, aparece uma cena da gente brigando. Não gosto mais dele, parece que me enjoei dele…. Hoje, na vida atual, eu repito a mesma coisa: acabo me enjoando de meus namorados.

Ele se afasta, mas a contragosto. Eu acabei me casando com outro homem. Meu pai me obrigou a casar, foi um casamento arranjado.

Depois que casei, como não gostava de meu marido, voltei a me relacionar com aquele soldado – ele também havia se casado e constituído uma família. Mas sua esposa descobriu o nosso envolvimento e o expulsou de casa. Eu também não o quis mais, preferi continuar com o meu marido.

Por isso, ele ficou depressivo, com muito ódio e rancor de mim. No final da sessão, pedi que ela fizesse a oração do perdão para esse obsessor espiritual emanando-lhe a luz dourada, o amor de cristo.

Na 2ª sessão de regressão, a paciente comentou que no 1º dia que fez a oração do perdão, ao emanar-lhe a luz dourada de cristo, ele resistiu, não queria receber a luz. Disse-lhe então que se quisesse vir como seu filho iria recebê-lo com todo amor e carinho.

Após ter dito isso, não percebeu mais resistência dele durante a oração que fez a semana toda. Iniciamos então a regressão de memória, e ela me relatou: “ Estou sentindo um calor suave do meu lado esquerdo e um odor de floral bem refrescante, passando em minha frente (paciente estava sentindo a presença de um ser espiritual de luz que costuma exalar um odor agradável, normalmente, perfume de flores, próprio do plano espiritual de luz, onde há muitas flores) “.

– Pergunte em pensamento quem está presente?

“ Diz que é a minha mentora espiritual, e que seu nome é Safira. Diz ainda que aquele obsessor espiritual ainda não foi para a luz, pois o nosso relacionamento é antigo, que tivemos juntos em várias encarnações “.

– Pergunte-lhe o que você precisa fazer para que ele possa ir à luz?

“ Orar, muita oração, disse que tudo na vida acontece ao seu tempo. Disse também que em parte ele vem me prejudicando nos meus relacionamentos afetivos, mas que a outra parte vem de mim também. Afirma que me falta comprometimento, de eu querer verdadeiramente que dê certo os meus relacionamentos afetivos, e que isso já vem de outras vidas.

Fala que venho repetindo os mesmos padrões de comportamentos em várias encarnações, querendo ora ter um relacionamento sério, ora não querendo mais.

Isso acaba confundindo a cabeça dos homens, pois sou muito instável emocionalmente “.

Na 3ª sessão de regressão, ela me relatou: “ Sinto os braços pesados e formigando “.

– Pergunte quem segura seus braços?

“ Ele não fala, mas sinto, tenho a impressão (paciente intui) que é aquele obsessor espiritual “.

– Pergunte como ele vem se sentindo com suas orações?

“ Diz que vem se sentindo bem melhor “.

– Pergunte-lhe se tem algo a lhe dizer?

“ Ele diz: – Cuidado com os colegas de trabalho, eles têm muita inveja de você…. O que ele falou faz sentido, pois eles querem saber tudo de minha vida “.

– Você quer lhe dizer algo?

“ Quero que ele me perdoe, que seja feliz indo para a luz, e que um dia se ele quiser, pode vir como meu filho, pois estarei de braços e coração abertos para recebê-lo, mas na hora certa “.

– Veja se ele diz algo?

“ Vou vir sim, ele me responde “.

– Então, despeça-se dele para que vá para a luz (Pausa).

“ Acho que ele foi para a luz “.

Na 4ª sessão, ela me disse: “ Estou sentindo novamente o odor suave e refrescante, bem como o calor da presença de minha mentora espiritual.

Ela diz que está feliz por aquele obsessor espiritual ter ido para a luz, que depois que ele foi, ela me vê mais leve.

Realmente, sinto as minhas costas mais leves (a sábia expressão popular “encosto” aplica-se a essa paciente, pois literalmente seu obsessor espiritual estava encostado em suas costas).

Antes da terapia, eu sentia com frequência um peso e dor nas costas. Achava que tinha um problema de coluna, pensei até em procurar um médico, mas não sinto mais nada desde que aquele ser obsessor foi para a luz “.

Na 5ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “ Eu me vejo correndo num cavalo…. A minha mentora espiritual me mostra essa cena de uma vida passada. Fala que eu adorava ser livre, que não gostava de regras, por isso, vivia fugindo de me relacionar afetivamente, não queria casar. Interessante! Hoje quando era adolescente, não queria casar de jeito nenhum. Pensava em morar sozinha, ser livre (Pausa).

Ela me mostra, nessa vida passada, o meu obsessor espiritual encostado na porta do estábulo – na verdade, ela está me mostrando outra vida em que também estivemos juntos. Ele cuidava dos cavalos, e eu gostava dele.

Deixo o cavalo com ele, dou um tchau, e vou caminhando para casa, mas olho para trás para vê-lo. Não deu certo a gente ficar juntos, parece que ele tinha outra mulher.

Nessa cena – de novo como naquela vida que fomos amantes – não deu certo a gente viver como marido e mulher.

A Safira, minha mentora espiritual, fala que me mostrou essa cena para que eu soubesse que já vivemos em outras vidas, mas cada um seguiu o seu caminho. Porém, nessa vida, a gente se gostava, mas eu que fazia pouco caso porque queria ser livre. Ela revela que eu não queria me amarrar a ninguém e constituir uma família porque tinha medo de ser submissa a um marido e ele ser violento comigo.

Esclarece, que presenciei nessa vida passada o meu pai espancando a minha mãe. Não queria casar porque achava que os homens eram violentos e machões como meu pai era “.

Na 6ª e última sessão, a paciente me relatou: “ Parece que estou numa sala vazia, não tem ninguém “.

– Como é a sala?

“ Ela é meio branca…. Vejo a cozinha, vitral de alumínio, mas não tem mobília.

Vi uma criança correndo nessa cozinha….

Acho que era uma menina. Deve ter uns dois anos de idade, usa um vestidinho e seu cabelo é preto. O vestido dela é de hoje, de nossa época. Vejo uma escada fora da cozinha, fica embaixo da casa, do lado dessa escada. Para entrar nela precisa descer a escada…. A minha mentora espiritual me revela que está me mostrando uma cena futura, e que aquela menina que vi correndo nessa cozinha é a minha futura filha.

Tenho a impressão que estou nessa casa para comprá-la. Mas não gostei dela porque para acessar a cozinha tem que descer a escada. Estou no celular conversando com o meu futuro marido falando dos detalhes dessa casa e lhe digo que não gostei. Sou eu que tomo a decisão final.

Vejo a menina de cabelo preto e liso, ela é branquinha, fica rodando, balançando seu vestido. Ela é bonitinha, mas não é parecida comigo, só os olhos e nariz que parecem um pouco.

Agora, estamos indo embora desta casa, estamos dentro do carro, sou eu que dirijo.

Não é o meu carro atual, é outra marca.

Tenho a impressão que estamos indo almoçar com o pai dela” (Pausa).

– Você consegue ver seu futuro marido?

“ Estou tentando vê-lo…. Não o conheço.. Tento ver se é o meu atual namorado, mas não consigo vê-lo direito…. Parece que estamos no Shopping.

Não consigo ver quem é esse meu futuro marido…. Ele está de costas, usa uma camisa polo, e é magro. Minha filha está sentada à minha frente e ele está do meu lado…. Pode ser o meu atual namorado, mas não tenho certeza.

Ele passa tranquilidade e é do bem. Fala baixinho, não fala alto. A impressão é de que gosto dele, a gente é bem cúmplice, temos muita amizade, nossa relação é bem tranquila. Não é aquela paixão, mas é uma relação tranquila. Temos um laço forte de afetividade e amizade, a gente se gosta muito.

Não somos casados de muito tempo.

Agora, a minha mentora me mostra outra cena: nosso carro segue por uma estrada com bastante árvores. Tem um caminho de terra e muito verde…. Acho que tenho também uma cachorra, pois a vejo correndo, latindo quando o portão de nossa casa se abre. Parece a minha cachorra que tenho hoje, ela tem dois anos, a Bela. Ela corre de encontro ao carro. A casa é meia abóbora, laranja por fora, é bem bonita.

Tem um jardim na frente da casa e um quintal atrás. Não tem piscina. Eu entro e dou de cara com a sala e à minha direita há uma escada que dá para os quartos. Não tem ninguém na casa, só a gente mesmo.

À direita tem a cozinha, não é uma casa grande, mas é bem bonita, o quintal é grande. Vejo a Bela correndo com a minha filha. O meu marido subiu a escada e fico conversando e brincando com minha filha…. A minha mentora espiritual me diz: -Tenha fé e paciência, que tudo vai se concretizar.

Ela diz isso porque o tempo de Deus, isto é, do plano espiritual, é diferente do plano terreno. Por isso, essas cenas que ela me mostrou vão levar um certo tempo para se concretizar.

Finaliza dizendo para não ter pressa, mas ressalta que quando começar a acontecer vai ser rápido e irá ocorrer em sequência. Diz que quando menos eu esperar, vai acontecer.

No final do tratamento, a paciente notou que depois que aquele obsessor espiritual foi para a luz, não teve mais pesadelos (tinha pesadelos constantes).

Percebeu também que o seu namorado melhorou bastante, de água para o vinho (segundo a paciente), pois seu humor era muito instável (certamente, era aquele obsessor espiritual que estava interferindo em seu humor para desestabilizar o relacionamento do casal).

Antes da terapia, ele me dizia: – Você não me merece!

Agora, ele está mais calmo, mais carinhoso, tranquilo, e mais equilibrado.