Obsessor encarnado

O ex-presidente Nelson Mandela sobreviveu 27 anos e meio na prisão. Mas o que o fez sobreviver esse tempo todo na prisão?

Segundo ele foram as palavras de sua mãe em cartas escritas: “Acredite na justiça de sua convicção e lute por ela”.

Ele teve uma mãe que sempre o apoiou, o encorajou. Porém, nem todos teve uma mãe como a dele. Pelo menos, é o que constato nas queixas de meus pacientes, que vêm ao meu consultório querendo entender por que têm problema de relacionamento com suas mães.

Eu me recordo de uma paciente que me disse aos prantos que quando criança sujou seu vestido brincando e sua mãe nervosa esfregou com sabão a parte que estava suja, lavando-a, e, em seguida, passou o ferro de passar na parte molhada do vestido. Detalhe: ela sofreu queimadura de 1º grau porque sua mãe passou o ferro de passar em seu corpo, pois ela estava vestida.

É conhecida da maioria das pessoas que acreditam na interferência espiritual obsessora, que ela se dá de um desencarnado para um encarnado. No entanto, muitos desconhecem que a obsessão espiritual se dá também – e é muito comum – de um encarnado para um encarnado.

São pessoas obsidiando pessoas em todas as relações humanas. É uma relação desigual de poder entre dominador (obsessor) e dominado (obsediado).

É o caso de uma paciente que desde criança sofria de violência física e psicológica (agressão verbal) constantes de sua mãe.

 

Caso Clínico: Agressão física e psicológica da mãe

Mulher de 28 anos, solteira

 

A paciente veio ao meu consultório para entender por que desde criança sofria agressões físicas e psicológicas de sua mãe.

Sua tia paterna lhe disse que quando a paciente tinha cinco anos teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e queria levá-la ao fisioterapeuta para fazer reabilitação, mas sua mãe não quis alegando que ela não tinha “nada”. Resultado: ela perdeu a coordenação motora na mão direita e até hoje não consegue pegar as coisas ou escrever. Por último, sofria também de fibromialgia – dores fortíssimas no corpo todo, principalmente, na musculatura.

Após passar por cinco sessões de regressão de memória, na 6ª e última sessão, ela me relatou: “ Vejo uma figura escura, um vulto escuro, próximo do meu lado direito… Ele é um menino (paciente estava vendo um ser espiritual obsessor). Ele me diz: – Estou te sabotando!

– Pergunte se você o prejudicou no passado?

“ Diz que sim, fala que na vida passada, antes desta vida, eu fui um general nazista do campo de concentração em Auschwitz (Polônia).

Fala ainda que o maltratei, o machuquei, fiz o que os nazistas achavam que tinham direito, e que ele veio a falecer na câmara de gás. Afirma que na vida atual ele tentou vir como meu filho, mas eu o abortei. Diz debochando, que os maus tratos físicos e psicológicos que hoje minha mãe fez comigo, eu fiz com ele naquele campo de concentração. (Pausa).

Agora, estou vendo um senhor de cabelos grisalhos, túnica branca e olhar sereno. Diz que é o meu Mentor Espiritual.

Ele me esclarece que as dores que sinto no corpo todo por conta da fibromialgia têm a haver com as agressões físicas, maus tratos que provoquei às pessoas como general nazista”

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual por que você veio na encarnação atual como filha de sua mãe?

“ Diz que a minha mãe de hoje foi a mãe desse menino. E como general naquele campo de concentração, eu a espanquei e a estuprei ”

– Pergunte-lhe o que hoje você precisa aprender com sua mãe?

“ Humildade e respeito com os seres humanos, mas diz que estou no caminho certo, pois hoje sou uma pessoa melhor, mais espiritualizada. Revela que hoje minha mãe me abortou como vingança do que fiz com ela e com os prisioneiros do campo de concentração. Então, ele pede para não julgá-la, pois sou tão devedora quanto ela.

Ele me explica, que antes de vir a essa terapia, eu pedi à espiritualidade que me revelasse o que fiz à minha mãe para ela me maltratar tanto desde criança. Então, através dessa terapia, ele está atendendo o meu pedido.

Por isso, ele me intuiu a vir a essa terapia. Pede para ter fé, continuar firme em minha caminhada espiritual e fazer a oração do perdão para minha mãe, aquele menino (obsessor espiritual) e todos os prisioneiros do campo de concentração que prejudiquei.

Pede também para me amar e ao próximo, acreditar que sou merecedora do amor de Deus. Por último, pede para fazer o curso de formação de terapeuta em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, que o senhor ministra, para servir ao próximo como terapeuta.

Esclarece que é curando os outros que serei curada. Ou seja, servindo o próximo como terapeuta, receberei as bênçãos, as graças do Pai ”.

 

Problema sexual

Problema Sexual

 

Os transtornos sexuais em homens e mulheres (após conduzir mais de 40.000 sessões de regressão de memória) pude constatar que se originam de três fatores:

  1. Interno (psicológico): criado pelo próprio paciente, oriundo de experiências traumáticas – seja desta (infância, nascimento e útero materno) ou de outras vidas.
  2. Externo (interferência espiritual obsessora): a causa do problema sexual do paciente é provocada por um espírito obsessor.
  3. Misto (psico-espiritual): neste caso, é a combinação do psicológico do paciente e agravada por influência de um espírito obsessor. Ou seja, o desequilíbrio psíquico do paciente abre brecha para que o ser espiritual obsessor agrave seu problema sexual.

É o caso de uma paciente que veio ao meu consultório para entender por que não conseguia se entregar nos seus relacionamentos sexuais.

 

Caso Clínico: Dificuldade de se entregar sexualmente

Mulher de 28 anos, solteira.

 

A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que nos seus relacionamentos sexuais – embora tivesse desejo sexual – não conseguia chegar ao orgasmo (sofria de anorgasmia).

Após passar por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, ela me relatou: “ Estou em frente de uma árvore grande e frondosa (paciente estava descrevendo a cena de uma vida passada)

Sou branca, loira, olhos claros, e uso um vestido azul claro, que vai até os pés e manga comprida – é uma roupa do período medieval. Do lado dessa árvore, há uma pequena casa de madeira, bem rústica. Bato na porta, olho para os lados para ver se ninguém me seguiu.

Entro e vejo uma mesa com livros de magia e tem um senhor idoso, cabelo branco … Ele é um mago. Ele me ensina magia. Na verdade, ele usa a minha capacidade mediúnica para se comunicar com os seres espirituais. Ou seja, através de mim, ele recebe mensagens do plano espiritual. Ele me coloca em transe mediúnico e lhe passo o que os espíritos comunicantes dizem. Mas o que ele me ensina é muito pouco.

Ele começou a perguntar aos seres espirituais sobre a morte e aí a vibração energética mudou e começamos a nos comunicar só com os seres espirituais das trevas.

Por isso, comecei a me sentir mal, não queria ir mais lá, mas ele insistia, dizia que a minha presença era muito importante. Ele jogava com a minha vaidade, dizia que eu era indispensável para ele se comunicar com os seres espirituais.

Na verdade, como mago, ele queria encontrar uma maneira de burlar a morte.

Um dia, quando fui lá, tinha uns símbolos demoníacos pintados na parede. Ele falou que eu tinha que usar um camisolão vermelho. Deitei numa mesa e, atrás de mim, ele fez um pacto com as trevas.

Ele usou o meu sangue para isso e acabou me matando. Foi um ritual bem demoníaco! Fiquei escrava dos seres das trevas, embora lhes dissesse que eu não sabia o que estava fazendo. Mas eles disseram que eu tinha me levado pelo ego, pela minha vaidade, pois me achava muito importante, bonita, especial, pelo meu dom mediúnico.

Por isso, foi fácil eles me dominarem. Sinto agora uma pressão e um peso no lado esquerdo de meu pescoço e braço … É como se alguém tivesse encostado em mim”.

– Veja quem é?

“ É aquele mago … Eu o vejo aqui no consultório como um vulto escuro… Ele está rindo, gargalhando “

– Pergunte o que ele quer com você?

“ Diz que sou dele, que fiz um pacto com ele, e que esse pacto só pode ser desfeito com sangue”

– Você quer lhe dizer algo?

“ Como ele está de perfil, se conversasse comigo de frente, poderíamos conversar melhor… (pausa).

Ele diz que não é idiota, que não vai ficar de frente para mim, pois sabe do que sou capaz”

– Pergunte há quanto tempo ele vem te acompanhando?

“ Diz que há muito tempo (pausa)

Vejo agora duas silhuetas de luz do meu lado esquerdo …Ele está em pânico.

Agora, vejo uma 3ª silhueta de luz, é um homem. Ele é um médico, usa uma roupa branca.

Diz que é o meu mentor espiritual, fala que o pacto que esse mago fez criou um vínculo energético muito forte comigo. Por isso, ele se grudou como um carrapato em meu campo de energia. Fala que ele e a equipe médica do Astral Superior vão agora fazer uma cirurgia espiritual em meu perispírito (corpo espiritual).

Sinto uma dormência forte do lado esquerdo de meu corpo. Vejo agora aquele mago (obsessor espiritual) como uma “mumiazinha” seca. Eles o tiraram de mim e agora estão fazendo um curativo no meu perispírito, do lado esquerdo de meu pescoço e braço”

– Como você se sente?

“ O lado esquerdo de meu corpo está todo dormente. O meu mentor espiritual pede para hoje eu repousar, pois passei por uma cirurgia espiritual. Pede para não sair de casa e nem tomar bebida alcoólica”

– Pergunte-lhe o que esse obsessor espiritual estava lhe provocando?

“ Diz que estava agravando meu problema sexual. Ele esclarece que naquela vida passada, depois que o meu obsessor espiritual (mago) fez o ritual de magia negra, ele me estuprou e, em seguida, cravou uma faca em meu coração. Após isso, bebeu o meu sangue e, com isso, criou um amálgama energético difícil de quebrar. Depois, ele veio a falecer, e nas trevas ficou muito atormentado, pois percebeu que não era aquele mago poderoso que acreditava ser.

Ele se tornou um escravo das trevas pelo pacto que fez com os seres trevosos. No desespero, onde se encontrava nas trevas, ele passou a me obsediar grudando em mim como um carrapato. O meu mentor espiritual diz que a minha dificuldade em me entregar sexualmente se deve também pelas experiências traumáticas de abuso sexual que sofri não só com aquele mago, mas em outras vidas.

Reafirma para repousar hoje, pois ainda vou sentir um pouco de dormência e formigamento no lado esquerdo de meu corpo onde passei pela cirurgia, mas que vai melhorar a dor que estava sentindo no pescoço e braço esquerdo. Esclarece que é aquele obsessor espiritual que estava provocando essa dor”.

– Pergunte-lhe como fica seu problema sexual?

“ Diz que vai melhorar porque aquele obsessor espiritual foi retirado, porém, ele apenas agravava o meu problema sexual. Fala que mais frente vou precisar retornar a essa terapia para tratar a causa psicológica, isto é, o trauma decorrente dos abusos sexuais que sofri em outras vidas. Ele me diz: – Um passo de cada vez!

Fala ainda que saberei voltar a essa terapia no momento certo, pois serei intuída por ele. Agora, ele se despede agradecendo ao senhor pela oportunidade que teve de me ajudar”

 

 

 

 

 

Desperte seu Poder Pessoal

Desperte seu Poder Pessoal

“ Quando me desespero, eu me lembro de que, durante toda a história, os caminhos da verdade e do amor sempre ganharam”.

– Mahatma Gandhi

 

Freud, o pai da psicanálise, dizia: “Todo o poder emana do conhecimento”.

Por isso, quanto mais você souber a seu respeito, mais condições terá de acessar o seu poder pessoal, isto é, seu poder interior (autoconhecimento, autoconfiança, autocontrole, fé, intuição, sabedoria, talento, resiliência, determinação, persistência, etc.) e, com isso, tomar as rédeas de sua vida.

Veja o caso de uma paciente, que passou pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do mentor espiritual- e recebeu sábias orientações de seu mentor espiritual para resgatar seu poder pessoal.

 

Caso Clínico: Como mudar meu padrão financeiro e prosperar?

Mulher de 30 anos, solteira.

 

A paciente veio ao meu consultório buscando respostas às seguintes questões: – Por que sua vida financeira estava travada?;

Por que estava se sabotando, sempre colocava defeitos nos seus relacionamentos afetivos?;

Como se libertar da dependência afetiva com sua mãe e a avó? ( ela morava com as duas);

Por último, queria saber se devia levar a sério o fato de sua mãe ter lhe dito que iria se matar.

Após passar pelo portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia, e que funciona como um portal, que separa o mundo terreno do mundo espiritual, o presente do passado) ela me relatou: “ Vejo um caminho, uma estrada de terra bem arborizada, é um bosque … Agora têm algumas pessoas, com roupa branca. A impressão que tenho é que são os meus mentores espirituais…  Eles vieram mandar uma mensagem para mim.

Falam que vou viver uma vida de muito brilho, luz e amor, que a minha missão de vida, de alma é ser uma mensageira do amor e da luz, que tenho feito um ótimo trabalho com minha família (mãe e avó materna).

Mas que já é hora de me libertar e seguir o meu caminho, pois a minha mãe vai ser amparada. Pedem para não ter medo, ser forte, porque um caminho de felicidade me aguarda.

Porém, tenho que conceder para mim da mesma forma que concedo aos outros. Ou seja, eu me preocupo em ver o outro satisfeito, mas agora tenho que me preocupar e me ver satisfeita”.

Pergunte aos seus mentores espirituais como você pode destravar o seu lado financeiro?

“ Falam que eu gasto muito para compensar a minha carência afetiva (paciente é uma consumidora compulsiva). Falam também que não preciso me sentir sozinha, pois eles estão sempre me amparando. Dizem carinhosamente que sou muito linda…. Estou muito emocionada (fala chorando muito).

Eles conversam comigo com muito carinho nesse bosque. Agora percebo que não estou sozinha nessa vida terrena.

Dizem que tenho que entender que o amor não pode ser comprado; por isso, gasto mais do que posso para compensar a minha carência. Afirmam que chegou a hora de eu desamarrar tudo o que está amarrado. Mas pedem para eu ficar tranquila, pois as coisas vão se resolver naturalmente”.

– Pergunte-lhes por que você coloca sempre defeitos nos seus namorados?

“ Dizem que faço isso porque tenho medo de me machucar, sofrer. Mas é também um pouco de orgulho, ou seja, tenho medo de ser traída. Então, penso que a melhor forma de não ser traída é não me envolver com ninguém”.

– Por que você tem medo de ser traída?

“ Afirmam que já fui traída nessa e em outras vidas”.

– Como você pode superar esse trauma?

“Falam que preciso confiar, me entregar, acreditar, e se der errado, fazer tudo de novo, porque se o outro trair minha confiança, o problema está nele”.

– O que eles têm a lhe dizer de sua dependência afetiva com sua mãe e avó?

“ Agora estou sentada na grama conversando com os meus mentores espirituais, têm uns quatro. Eles me esclarecem que as duas se aproveitam de minha boa vontade, mas que elas têm uma força interior muito mais do que penso.

Falam que é muito nobre de minha parte querer ajudá-las, porém, já é hora de me desligar delas. Afirmam que nada do que fiz está errado, pois está dentro do que eu tinha que fazer. Mas agora devo seguir a minha vida, numa nova frequência vibracional, pois elas estão numa outra frequência, incompatível com a minha.

Esclarecem que a angústia que sinto em relação a elas é porque sinto essa diferença de frequência entre nós. Mas me asseguram que elas vão ficar bem.

O desligamento que preciso fazer não é só com a minha mãe e avó, mas também do meu lado amoroso, pois tem a haver com minha missão de alma – sou um ser do mundo.

Falam que vou ainda ter uma boa carreira profissional, marido e filhos, mas sempre terei muitas atividades voltadas ao mundo. Mas, para isso, preciso praticar, exercitar o desapego.

No começo, o desapego vai ser doloroso, mas quando sentir a sensação de liberdade ao me desapegar, vou me desapegar com mais facilidade”.

– Pergunte-lhes se tem fundamento sua mãe ter lhe dito que ela vai se matar?

“ Eles me respondem dizendo que ela tem o livre arbítrio, mas que está desistindo aos poucos da vida. Falam que ela está se matando aos poucos, mas a escolha é dela”.

– Qual a atitude que você deve tomar em relação à sua mãe?

“ Dizem que não há o que eu possa fazer, pois ela se ampara em mim como se eu fosse uma bengala. Mas ela tem que parar de se esconder atrás de mim.

Reafirmam que ela tem uma força interior, poder pessoal, para reagir diante da vida, mas que ela desconhece. Reafirmam também que é o momento de eu viver a minha vida e fazer as minhas decisões, escolhas”.

– O que está levando sua mãe em desistir de viver?

“ Dizem que ela tem medo de romper as barreiras que eu estou rompendo, que são as limitações, o medo de ser adulta, tomar as rédeas de minha vida.

Ela ainda não tomou posse de sua vida, mas tenho que entender que não adianta eu querer consertar a vida dela, tenho que viver a minha vida”.

– Por que se criou essa dependência entre vocês?

“ Falam que viemos de muitas vidas passadas juntas”

– E a sua avó materna?

“ A minha avó também, mas essa dependência é mais entre eu e a minha mãe.

Eles revelam que a minha mãe já foi em outras vidas minha filha, marido, irmã e pai. Ela, nessas vidas, manipulou, mentiu muito para mim”.

– O que você precisa aprender com sua mãe?

“ Falam que preciso me desvincular da manipulação dela, da dependência que me submeti a ela. Eles me esclarecem que para mim é difícil crescer, ser melhor que a minha mãe, porque inconscientemente acho que ela tem que ser melhor do que eu.

Por isso, chegou a hora de parar de me anular, de me subestimar. Daqui para frente vão se abrir “portas” de níveis de consciência maiores em minha vida, e se minha mãe e avó não evoluírem também, vão ficar no caminho. Isso é inevitável!

Reafirmam que a minha missão de alma, nesta vida terrena, é plantar sementes de luz, conhecimento e amor. Mas quando deixo de interagir com outras pessoas e com o mundo para ficar só com a minha família, estou deixando de cumprir o meu propósito, missão de vida”.

– Pergunte se eles têm mais algo a lhe dizer?

“ Pedem para eu seguir na fé e vibrar no amor. Mandam um abraço carinhoso, boas vibrações ao senhor, e agradecem o seu trabalho”.

Família não é um mero agrupamento de pessoas

Muitas pessoas acreditam que família é um mero grupo de pessoas, que aleatoriamente estão juntos por acaso. Na verdade, família é, sim, um grupo de espíritos, unidos por afinidades ou laços cármicos, por dívidas contraídas em outras vidas e hoje estão juntos para repararem erros cometidos por meio da reconciliação, bem como a aprendizagem mútua, lições necessárias e benéficas à evolução, aprimoramento de todos.
Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A terapia do Mentor Espiritual, o paciente fica sabendo (caso seu mentor espiritual autorize revelar) por que, por exemplo, desde criança tem atritos constantes com seu pai, não consegue ter um bom relacionamento com ele.
É o caso de um paciente que me procurou querendo entender por que se sentia “preso” ao pai na área profissional e financeira.

Caso Clínico:
Eu me sinto amarrado profissional e financeiramente ao meu pai.
Homem de 38 anos, solteiro.

Paciente me procurou querendo entender sua relação com o pai. Desde criança tinha atritos constantes com o pai. Trabalhava como engenheiro numa empresa e o pai o chamou para trabalhar na empresa dele. Paciente aceitou o convite para ajudá-lo, pois, o pai estava com câncer. Porém, não estava feliz, satisfeito em sua atividade. Queria sair, mas se sentia mal, incomodado em deixar o pai na mão. Sentia-se preso ao pai e percebeu que o pai também sentia a mesma coisa, pois ele queria ajudá-lo profissional e financeiramente.
Desta forma, sentia que havia uma dívida – embora não soubesse do que – entre os dois. Após passar por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, o paciente me relatou: “ Vejo uma casa antiga, móveis escuros. Tem uma lareira e uma mesa perto dela. A casa é de pedra por fora… Ela fica numa aldeia na Itália. Vejo também uma discussão dentro dessa casa, perto da lareira”. (Pausa).
– Quem discute?
“ Eu e o meu pai de hoje, só que numa outra vida … Ele discute comigo gritando”
– Qual o motivo da briga?
“ Eu quero me tornar um franciscano, mas ele como pai, não concorda. Ele quer controlar, acha que tenho que trabalhar com ele, ganhar dinheiro, mas eu só quero ajudar as pessoas.
Fala que não vai deixar nada para mim se me tornar um franciscano. Digo que não preciso de nada e ele fica muito bravo. (pausa).
Vejo-o agora deitado na cama, diz que está doente, tosse muito, mas sinto que ele está fingindo para eu não ir embora de casa”.
– Prossiga na cena e veja o que acontece?
“ Eu me sinto bem na companhia dos frades franciscanos, mas meus pais fazem muita chantagem. Eles acham que vou ser infeliz como franciscano, querem controlar a minha vida. Sou filho único …. Na verdade, eu tinha um irmão que veio a falecer. (pausa).
Tenho a impressão que esse irmão da vida passada é hoje o meu irmão mais velho. A gente discutia o tempo todo, mas estava decidido, resolvi sair de casa…. Eu me vejo com roupa de franciscano numa comunidade rural, onde tem uma igreja e alojamentos.
Vivemos como irmãos, ajudamos com comida e orientamos as pessoas que nos procuram dando bons conselhos e palavras de incentivo; damos também aulas para crianças. A aldeia fica numa região pobre, ao sul da Itália, mas meus pais tentam me tirar de lá. Falo que estou bem, eles acham que alguém fez a minha cabeça.
Não se conformam de eu viver nessa comunidade. Estou muito feliz aqui, eu os convido para morarem comigo, mas não aceitam. Estão obstinados, querem que eu more com eles em casa. (pausa).
Tenho a impressão (paciente intui) que a minha mãe dessa vida passada é hoje a minha avó paterna e a minha mãe da vida atual vivia comigo nessa comunidade. Eu me envolvi com ela, tivemos um relacionamento amoroso, os meus pais ficaram sabendo, e o meu pai denunciou aos dirigentes franciscanos.
Fomos expulsos da comunidade, fiquei com muita raiva dele. A minha vontade era de matá-lo. Fiquei perdido, mas não voltei para casa. Vivia na rua, não tinha o que comer e acabei morrendo como mendigo, um indigente. Nunca mais voltei para casa. Fiquei depressivo e morri de fome.
Essa experiência foi muito ruim e explica por que na vida atual sempre tive medo de ficar pobre e morrer de fome.
Meus pais nunca mais me viram, mas depois ficaram sabendo que morri na rua como indigente. Ficaram com muito remorso”. (pausa).
– Veja se vem mais algo?
“ Após a minha morte, fui parar no umbral (trevas) depressivo, muito mal.
Depois de algum tempo, pedi ajuda e os seres de luz amparadores me tiraram de lá e fui parar numa colônia espiritual (plano espiritual de luz).
Eu me vejo vestido de branco ajudando os seres desencarnados chegando na colônia, dou passes e converso com eles, orientando-os.
Vejo agora meu mentor espiritual aqui no consultório. Ele me diz que mostrou essa vida passada para que pudesse entender a minha relação com o meu pai. Fala que viemos novamente na vida atual como pai e filho para nos reconciliar. Por isso, essa necessidade que temos de um ajudar o outro profissional e financeiramente. Mas revela que esse ciclo cármico já está encerrando entre nós e que com o seu término terei a minha própria independência profissional e financeira. Pede paciência e fé!

 

Você está na profissão certa?

É grande o número de pacientes que procuram a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de luz, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) por estarem perdidos, sem rumo, não sabendo ao certo que caminho seguir profissionalmente.

É comum em nossa sociedade pragmática, materialista e tecnicista as pessoas escolherem uma profissão por razão puramente financeira, isto é, o que é mais rentável. Mas, no decorrer do tempo, muitos acabam se perdendo, pois não exercem suas profissões com esmero, dedicação, competência e capricho, ou seja, não colocam bons sentimentos naquilo que fazem porque não sentem prazer em suas profissões.

Capricho é um atributo da alma, por isso, para se fazer algo com capricho é preciso gostar, sentir prazer no que faz. No entanto, é comum ver profissionais que trabalham só pelo dinheiro, pela subsistência, e não por realização, prazer.

Daí a insatisfação, os queixumes de muitos profissionais que não gostam do que fazem. A insatisfação, o vazio, a angústia, são tão acentuados e recorrentes que passam a somatizar em forma de doenças.

Dr. Adib Jatene, grande cardiologista (foi secretário de saúde do Estado de São Paulo e Ministro da Saúde), dizia: “O que mata não é só triglicérides e colesterol, mas a raiva em trabalhar e a inveja do sucesso alheio”.

Veja a seguir, o caso de um paciente que estava numa profissão errada e, por isso, sentia muita angústia, insatisfação e vazio interior – acordar de manhã para trabalhar era um martírio.

 

Caso clinico: Qual é o meu verdadeiro caminho profissional?

Homem de 30 anos, solteiro.

 

O paciente me procurou querendo entender por que os negócios não iam bem (ele tinha um restaurante).

Não sentia alegria, prazer no seu trabalho. Desde os 15 anos trabalhava, lutou muito para conseguir algo em sua vida. Chegou a ter vários negócios, em diferentes ramos de atividades. Ultimamente estava sem ânimo, sem vontade de trabalhar, era um tormento levantar da cama para trabalhar. Sentia um vazio interior, angústia, insatisfação, agravados pela crise financeira que estava passando.

Trabalhava, mas não tinha um retorno financeiro e, pior, não via perspectiva de melhora. Queria saber, portanto, qual era seu verdadeiro caminho profissional. Queria também constituir uma família, ter esposa e filhos, mas tinha medo, receio de não conseguir sustentá-los financeiramente.

Após passar por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, ele me relatou: “ Vejo uma fumaça esbranquiçada (paciente estava vendo o perispírito, o corpo espiritual de um ser desencarnado de luz, que é fluídico).

Fala que é o meu mentor espiritual. Ele me mostra a cena de uma vida passada, onde vejo um homem acorrentado e bem machucado. Ele está pendurado numa corrente e sangrando bastante…. Meu mentor espiritual diz que esse homem era o meu pai nessa vida passada.

Diz ainda que meu pai era muito rico, porém, era uma pessoa ruim, explorava os pobres. Eles estavam passando fome, até que se revoltaram e roubaram toda a sua fortuna. Meu mentor espiritual fala que meu pai acabou morrendo, mas antes ficou muito apreensivo, com medo de como eu iria me virar, sem a presença dele.

Após sua morte, passei por necessidades, pois não tinha o que comer.

Esclarece, que me mostrou essa vida passada para eu entender que ainda carrego na vida atual o medo da falta, de passar por necessidades, e, por isso, sinto medo, receio de constituir uma família e não conseguir sustentá-la”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode superar esse medo?

“ Responde que quando encontrar uma profissão que eu sinta prazer, alegria e vontade de trabalhar, esse medo vai desaparecer. Diz que quando a gente trabalha em algo que nos dá prazer, alegria, satisfação, e não dor, sofrimento e insatisfação, a gente faz com capricho, coloca bons sentimentos, e, com isso, dinheiro é consequência.

Na verdade, ele me revela que eu já havia encontrado uma profissão que me dava prazer, que é a marcenaria. Mas como pensei apenas no lado financeiro, não tive a paciência de continuar nessa profissão.

Afirma que sempre fui imediatista, pensava numa profissão que me desse mais retorno financeiro.

Quando trabalhava como marceneiro, me dava prazer, fazia tudo com esmero, capricho, porque era algo que me realizava.

Porém, não me atentei para isso, e acabei desistindo para montar um restaurante. Achava que dava mais dinheiro, que iria ter um retorno financeiro mais rápido.

Ele enfatiza novamente, que dinheiro é consequência de um trabalho bem feito.

Mas, para isso, é preciso gostar do que faz, o que não ocorre com o restaurante. Diz que, no fundo, eu sabia de tudo isso. Por isso, preciso aprender a confiar mais em minha intuição, isto é, naquilo que me faz feliz, pois sempre trabalhei só pelo dinheiro. Finaliza, dizendo que não vou me lamentar por trabalhar muito quando exercer uma profissão que me dá prazer. Afirma que esse vazio interior que sinto é porque não estou na profissão certa e, com isso, a minha alma cobra, pois não está satisfeita.

A Doença é o caminho da Cura

A Doença é o caminho da Cura

“Em tese, todas as manifestações mórbidas se reduzem a desequilíbrio, desequilíbrio esse cuja causa repousa no mundo mental”- Emmanuel

 

Saúde é fruto de um organismo em equilíbrio energético, enquanto a doença é o rompimento desse equilíbrio. Portanto, para se curar é preciso resgatar o equilíbrio energético perdido. Mas para descobrir o motivo pelo qual se adoece, é preciso entrar no psiquismo de profundidade, mergulhar nas camadas mais profundas do ser e saber a verdade sobre a doença, o porquê se adoece.

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – através do Espiritual do paciente – propicia-lhe respostas às suas indagações. É o caso de uma paciente de 32 anos, solteira, que veio ao meu consultório para saber por que o câncer em seu seio havia voltado.

 

Caso Clínico: Câncer no seio

Mulher de 32 anos, solteira

 

Paciente me procurou querendo entender por que havia voltado o nódulo (câncer) no mesmo seio (direito). Estava fazendo tratamento de quimioterapia. Após passar por 8 sessões de regressão de memória, na 9ª sessão, ela me relatou: – Vejo uma vida passada, as pessoas andam rápido, as mulheres usam um véu na cabeça – é no oriente médio. Parece um mercado, ao ar livre, todos falam rápido e ao mesmo tempo…. Estou andando nesse mercado, ando com a cabeça meio de lado, escondendo o meu rosto…Tem alguém que não pode me ver, pois estou fugindo dele… É um homem. (pausa).

– Veja quem é esse homem?

– Eu era amante dele, tinha um relacionamento às escondidas; tivemos um filho e  agora ele quer o nosso filho. Por isso, fujo dele, mas ele acaba me encontrando. Dois homens me seguram, e ele tira o meu filho de meus braços.(pausa)

Meu Mentor Espiritual (ser desencarnado, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual) me fala que preciso trabalhar a perda desse filho.

Na vida atual, sempre me senti triste e não sabia o porquê… Ele fala que é por causa dessa perda (paciente fala chorando muito).

Ele me pede calma…. Estou lhe perguntando como posso superar essa perda?

Ele fala: “ Aceite, isso faz parte de seu passado. A sua missão é grande e isso pode atrapalhar, estragar sua missão. Reitero que aceite!

Deixe o que é do passado no passado. O seu filho dessa vida foi bem criado, pois teve alguém que o criou”.

Eu volto agora para o meu corpo físico e senti umas pontadas em meu seio. O meu Mentor Espiritual está me dizendo: “ Você está no caminho da Luz e receberá toda a proteção que precisa em relação à sua doença”.

Revela que o câncer no meu seio tem a haver com aquela vida que perdi o meu filho, pois o tiraram de mim. Diz que me senti culpada por não tê-lo protegido como mãe, que nunca me perdoei. Por isso, eu somatizei no meu seio como uma autopunição.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual se ele pode te revelar onde está seu filho?

– Diz que não pode me revelar…. Pede para eu relaxar. O meu lado direito está todo adormecido e, de vez em quando, sinto uma fisgada no seio direito, está tudo paralisado.

O meu Mentor Espiritual afirma que estou sendo tratada, que tem uma equipe médica do Astral também cuidando de mim. (longa pausa).

Pede para que eu descanse hoje, que vá direto para casa. Encerra a sessão dizendo: “ Você fez tudo que estava ao seu alcance em relação ao seu filho, por isso, não se culpe”.

Na 10ª e última sessão, a paciente me relatou: – Sinto a presença de meu Mentor Espiritual novamente do meu lado esquerdo. Fala que sou muito dura comigo, que preciso ter o mesmo amor que tenho com os outros, que mereço ser feliz, mas não me permito, que já me puni demais pelo que aconteceu com o meu filho daquela vida passada. (pausa).

Tenho a sensação de ser levada por uma brisa gostosa, é como se a minha cabeça tivesse saindo de meu corpo (paciente estava tendo uma experiência extracorpórea, seu espírito estava querendo sair de seu corpo físico).

Na minha frente, tem uma luz amarela em formato de pétalas; é um amarelo intenso.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual o que significa essa pétala de luz amarela?

– Diz que os seres espirituais de luz estão trabalhando a minha energia, equilibrando-a… Agora, sinto essa pétala de luz amarela se deslocando, mudando para o lado esquerdo, ou seja, entra de um lado de meu corpo e sai do outro lado, como uma fumaça meio marrom.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual se ele tem algo a lhe dizer?

– Ele diz: “Ame-se!”

– O que é se amar?

– Diz que é dar a mim mesma o que dou aos outros, que é a paciência, atenção e carinho. Diz ainda que se não mudar, não vou conseguir superar definitivamente o câncer no meu seio. Fala que preciso dormir mais, ler e me cercar de pessoas boas, de bons pensamentos. Evitar pessoas que não me acrescentam em nada. Pede para falar menos de coisas que também não me acrescentam em nada.

Ele fala pausadamente: “ Você precisa aprender a ser paciente, exercite, faça meditação, que isso lhe trará a paciência, que é muito importante na cura de sua doença, além das sessões de quimioterapia. Você já sabe o suficiente para prosseguir em sua caminhada. É uma filha muito amada, não tem consciência do amor que Cristo tem por você. Sua fé se desenvolverá a partir de sua consciência no amor de Deus. Quando tiver essa consciência, ele irá aumentar muito, e isso vai tornar tudo mais fácil.

Eu lhe reafirmo que a partir de sua consciência do tamanho do amor que Deus tem por você, sua fé irá se intensificar. Precisa ter mais disciplina, pois começa muitas coisas e não termina. O tempo que seu nódulo no seio vai precisar para cicatrizar irá te auxiliar no seu processo em ter paciência. É esse seu principal aprendizado, lição maior de vida.

O nódulo está sendo um teste para aprender a ter paciência. Precisa também colocar em prática o que aprendeu nessa terapia, e, mais para frente terá que voltar novamente a essa terapia. Busque também equilibrar a balança do dar e receber, pois no momento você está mais recebendo do que dando.

Fique em paz, estarei sempre com você!

 

O 6º sentido: Mito ou Verdade ?

Numa das sessões de regressão de memória, o paciente, um jovem de 20 anos, me indagou: – Essa terapia é muito punk! De onde está vindo essa brisa, esse ventinho gostoso e o cheiro de rosa? (a sala de atendimento onde ele estava deitado no divã, a janela e a porta estavam fechadas e, portanto, não havia nenhuma correnteza de ar).

Nessa modalidade de terapia, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser espiritual responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual, que na linguagem católica é o anjo da guarda e na umbanda é o guia espiritual) – método terapêutico de autoconhecimento e cura, que une a ciência psicológica e a espiritualidade, uma abordagem psico-espiritual breve, criada por mim em 2006, é comum os pacientes terem experiências de cunho espiritual, que foi o caso desse jovem.

A brisa, o ventinho que ele sentiu batendo em seu rosto e braços, bem como o odor agradável de rosa, são indicadores da presença de um ser do bem, um ser espiritual do Astral superior (plano espiritual de luz, onde os pacientes descrevem-no como um jardim com gramado vasto e muitas flores perfumadas).

Por isso, quando um ser espiritual do plano de luz aparece em meu consultório, os pacientes costumam sentir um odor agradável de perfume de flores, bem como uma brisa, próprios das emanações do ambiente do plano de luz que esse ser traz.

Nesta terapia, é preciso que o paciente se utilize dos cinco sentidos físicos (visão, audição, olfato, paladar e tato) e, principalmente, do sexto-sentido (intuição), pois pode acontecer dele não ver nada durante as sessões de regressão de memória. Nesses casos, ele precisa usar e confiar no seu 6º sentido.

Mas para isso, o paciente precisa aquietar sua mente racional (ego) por meio de técnicas de relaxamento, pois é comum o ego estar sempre argumentando e contra-argumentando, duvidando se o que vem à sua mente é uma fantasia, imaginação, se realmente é um ser espiritual que está presente nas sessões de regressão, ou mesmo se está regredindo, trazendo uma recordação de uma vida passada (o véu do esquecimento que se manifesta em forma de amnésia, não nos permite recuperar a memória e lembrar nossas vidas passadas).

Em suma, ao silenciar o seu ego, através do relaxamento, o paciente entra em contato com o seu eu verdadeiro (alma) para que o seu mentor espiritual possa orientá-lo melhor e, com isso, convidá-lo a ver os seus problemas sob uma nova ótica, de forma mais lúcida, sem a interferência da mente racional, da incredulidade do ego.

Em “A Arte da Felicidade – Um manual para a vida”, do psiquiatra americano Howard C. Cutler, em parceria com sua Santidade, o Dalai Lama, o autor, num desses encontros com o mestre tibetano, descreveu-lhe o caso de uma paciente que persistia em manter comportamentos autodestrutivos (o autor não especificou quais eram esses comportamentos).

O psiquiatra queria saber do mestre tibetano se ele tinha uma explicação para esses comportamentos, e como poderia lidar melhor com a paciente. Pensativo, depois de uma longa pausa, o mestre simplesmente respondeu que não sabia.

Ao perceber a reação de espanto do psiquiatra, Dalai Lama esclareceu que, do ponto de vista do budismo, são muitos os fatores que contribuem para um determinado tipo de comportamento humano, e que a visão ocidental, procura explicar tudo de uma forma simplista, dentro de uma única vida, negando a existência de vidas passadas: “A psicologia ocidental ao procurar às origens dos problemas humanos, não aceita a ideia de um determinado tipo de acontecimento ter ocorrido num período anterior a esta vida e ter deixado um registro muito forte na mente, registro este que pode permanecer oculto e mais tarde afetar o comportamento nesta vida”.

Muitos pacientes me encaminham um longo e-mail explicando em detalhes a sua história de vida, bem como seus problemas e, no fim, me perguntam qual a causa de seus problemas.

Eu respondo dizendo que cada caso é um caso, como se diz no jargão médico, pois o ser humano é único, um fenômeno muito singular, com características e sintomatologias muito particulares. Reproduzindo o grande mestre tibetano, o Dalai Lama, eu digo que não saberia lhes responder, mas seus mentores espirituais têm a resposta.

Desta forma, nessa terapia, o mentor espiritual é a peça chave para que o paciente possa saber a causa e resolução de seus problemas. Por isso, a TRE é uma nova revolução na saúde porque revoluciona os conceitos tradicionais de terapia e terapeuta, ou seja, o meu papel como terapeuta foge totalmente dos moldes tradicionais de uma psicoterapia convencional, pois não sou eu que conduz o processo terapêutico e, sim, o mentor espiritual de cada paciente.

Ressalto que nessa terapia, o mentor espiritual é o seu verdadeiro terapeuta, pois o conhece profundamente porque vem acompanhando-o há muitas encarnações. Portanto, é a pessoa mais gabaritada, com mais autoridade para falar a respeito do paciente. Pelo fato do mentor espiritual ir direto ao ponto, revelando-lhe a causa e resolução de seus problemas, essa terapia é conhecida por ser breve, segura e eficaz.

Como terapeuta em TRE, sou um facilitador, busco auxiliar o mentor espiritual de cada paciente a lhe mostrar a causa e resolução de seus problemas, bem como às aprendizagens necessárias e indispensáveis à sua evolução espiritual.

Mas para o paciente se comunicar com o seu mentor espiritual e se beneficiar de suas sábias orientações, precisa confiar no seu sexto-sentido, pois a comunicação com os desencarnados (espíritos) se dá intuitivamente, em pensamento.

A intuição tornou-se algo mágico, místico, sobrenatural porque foi reprimida por nossa sociedade pragmática, racional e tecnicista onde se valoriza mais os recursos científicos e tecnológicos. A nossa educação é muito voltada para o racional e o técnico. Por esta razão cultura, arte, literatura e o próprio lado espiritual não são muito valorizados e incentivados.

O avanço científico e tecnológico é algo impressionante se compararmos a humanidade nos primórdios do período da pré-história, a idade da pedra. São inegáveis os benefícios desse avanço na qualidade, no bem estar de nossas vidas. Mas esse avanço, essa conquista, no entanto, não acompanhou o ser humano em sua evolução espiritual, na mesma proporção, pois entendo que não lidamos bem com as mudanças internas, pois em muitos aspectos agimos feito os animais.

Neste aspecto, somos como um centauro (figura mitológica grega, que é metade animal e metade homem, ou seja, membro superior de um homem e o inferior, o corpo, de um cavalo). Nós cultivamos ainda padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes ainda inferiores, como: ódio, ira, desejo de vingança, querer prejudicar o outro, possessividade, ciúme desmedido e egocentrismo. Geralmente, o ser humano lida melhor com as questões materiais do que às espirituais.

Devido ao desconhecimento, despreparo e preconceito a respeito da natureza espiritual do ser humano, a sociedade ocidental ainda ignora, ou mesmo desqualifica a intuição, não a vendo como um fenômeno natural, inerente ao ser humano.

Fomos doutrinados a valorizar, a focar apenas o lado lógico, racional e a rejeitar ou mesmo negar a intuição. Por esta razão, o lado espiritual não é muito valorizado por muitos, pois acreditam que a intuição, a fé e a espiritualidade são sinônimos de crendice popular e misticismo. Em seu lugar foi erguido o altar do intelecto.

Por isso, para a ciência a intuição é um fenômeno irracional porque não existe uma explicação racional, lógica, “não faz sentido”. É o caso daquele jovem paciente de 20 anos que relatei no início desse artigo em que sentiu do nada uma brisa e odor de rosa. Para a ciência esse relato não faz sentido, é um absurdo porque o que não pode ser entendido ou explicado pelo intelecto (razão), não existe.

Eu me recordo de um paciente, um senhor de 60 anos, físico nuclear, com pós-doutorado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), que é uma universidade privada de excelência localizada em Cambridge, Massachusetts, EUA.

Após o término da sessão de regressão, ele me disse surpreso: – Aconteceu algo aqui que vai além de minha capacidade de entendimento, mas que aconteceu, aconteceu. Isso não posso negar. Se negar estarei faltando com a verdade.

Outra paciente, uma médica de 45 anos, na entrevista inicial de avaliação (anamnese), ao lhe perguntar como soube dessa terapia, ela me respondeu: – Meu amigo que indicou o seu trabalho. Ele me disse que o senhor iria me ajudar.

Perguntei-lhe se seu amigo havia lhe explicado como funcionava essa terapia?

Disse que não, que só havia indicado o meu nome. Então, indaguei-lhe se tinha algum esclarecimento sobre os fundamentos da espiritualidade, isto é, noções básicas sobre reencarnação, plano espiritual, vida após a morte, lei do carma, pois para passar por essa terapia, expliquei que era necessário o paciente ter o mínimo de esclarecimento sobre esses assuntos para entender e se entregar no processo terapêutico, já que nessa modalidade de terapia, a TRE, ela tem como base experiências de cunho espiritual e lida com a reencarnação.

Ela me disse que não acreditava nesses assuntos espirituais, mas que queria fazer uma sessão de regressão para conhecer melhor essa abordagem terapêutica.

Na sessão de regressão, ela trouxe imagens, cenas de uma vida passada, porém, pela sua incredulidade e ceticismo, desqualificou essa experiência, achando que era pura imaginação, fantasia de sua mente. Mas, no final dessa sessão, ela me indagou incrédula: – Estou ficando louca? Como posso eu mesma estar me xingando?

Perguntei-lhe o que estava acontecendo?

Ela me respondeu: – Veio à minha mente o pensamento: “Sua vagabunda, piranha, nunca vou te deixar em paz! Você me paga pelo que me fez no passado!”.

Falei que não era ela que estava se xingando, mas, sim, um espírito obsessor, habitante do plano espiritual das trevas, desafeto dela, e que ela o prejudicou numa vida passada. Esclareci que a comunicação com os seres espirituais, normalmente, não se dá de forma clara, audível; por isso, nessa terapia, ela não iria escutar uma voz externa, mas, em pensamento (intuitivamente), pois os seres espirituais entram em nossas mentes e leem os nossos pensamentos. A paciente não se convenceu, pois achou que estava ficando “louca” e não quis continuar com a terapia.

Para que o paciente possa se beneficiar dessa terapia, é necessário que tenha maturidade espiritual, ou seja, ele precisa preencher três requisitos, que é a fé em si mesmo, isto é, acreditar em suas experiências espirituais nas sessões de regressão, humildade e esclarecimento (leitura prévia em relação aos assuntos espirituais, tais como: vida após a morte, reencarnação, carma e espíritos de luz e das trevas).

Esclareço aos meus pacientes, que o processo de autoconhecimento é feito de três etapas: humildade, não ter vergonha do que vai descobrir nessa terapia e coragem para saber a verdade a seu respeito.

Essa terapia sempre dará certo quando os corações dos pacientes estiverem sinceramente buscando a verdade. Então, os combustíveis que movem a TRE são o amor à verdade, isto é, o compromisso com a verdade, e as vibrações de luz.

A verdade sempre vem quando a gente pede por ela de forma sincera, desejo sincero de saber a verdade. Quem busca as respostas para seus problemas e é merecedora delas, certamente irá recebê-las.

Muitos pacientes relutam em se entregar nessa terapia, mas muitos também – a maioria – relutam em se entregar, inicialmente, mas depois acabam se entregando e se transformando.

Osho (foi considerado pelo Sunday Times de Londres como uma das mil personalidades mais influentes do séc. XX e, pelo Sunday Mid- Day da Índia, como uma das dez pessoas, ao lado de Gandhi, Nehru e Buda, que mudaram o destino da Índia) relata no prefácio de seu livro “Intuição – O saber além da lógica”: – A intuição não pode ser explicada cientificamente porque o fenômeno em si é irracional e não científico.

A intuição é algo além do intelecto, vem de um lugar (alma, do espírito) onde o intelecto é totalmente inconsciente. Assim, o intelecto pode sentir a intuição, mas não explicá-la porque a explicação precisa da causalidade (a ciência se baseia no nexo causal, onde todo o efeito tem uma causa).

Em outras palavras, a explicação significa responder à pergunta: – De onde vem à intuição, qual é a causa?

Osho diz ainda: – Se a intuição viesse por meio de raios ou ondas poderíamos construir um aparelho para recebê-las. Mas nenhum aparelho pode captar a intuição porque ela não é um fenômeno ondulatório.

A intuição ocorre súbita, repentinamente. Ela vem simplesmente do nada. Por isso, a razão nega porque ela é incapaz de enfrentá-la, entendê-la. A mente reacional se fecha, fica presa, circunscrita dentro dos limites da razão, e a intuição não pode penetrar. Só aqueles que são capazes de ir além das limitações da lógica racional que conseguem intuir.

Não por acaso, Einstein afirmou: – Não existe caminho lógico para a descoberta das leis do universo; o único caminho é a intuição. No dicionário Aurélio da língua portuguesa, Intuição é “Conhecimento imediato, que independe do raciocínio”.

Quero finalizar este artigo com as explicações de Osho sobre a razão, a intuição e a fé: “Para a razão existem duas esferas de existência: o conhecido e o desconhecido (o que ainda não é conhecido, mas que algum dia pode ser conhecido).

A intuição reconhece três esferas de existência: o conhecido, desconhecido e o incognoscível (aquilo que não pode ser conhecido, entendido pela razão).

São os mistérios, os segredos da vida!

Na vida existem coisas mais profundas que a razão, o intelecto não pode entender, mas a vida tem suas razões. Por isso, para se resolver um problema não basta só o raciocínio lógico, racional, pois é superficial, não responde às questões mais complexas da vida. Aqui entra a intuição. O intelecto percebe uma lacuna: – Aconteceu algo aqui que vai além de minha capacidade de compreensão. É aqui que vem a fé ou não ter fé”.

Caro leitor, a intuição e a fé são como duas irmãs siamesas – uma depende da outra. Ou seja, para intuir é preciso ter fé, acreditar, confiar em suas impressões. Santo Inácio de Loyola, jesuíta, fundador da Companhia de Jesus, dizia: – Aos que creem, nenhuma palavra é preciso; aos que não creem, nenhuma palavra é possível.