Caso clínico: Alergia alimentar

Mulher de 35 anos, solteira, uma filha.

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

A paciente me procurou querendo entender por que sofria de alergia alimentar – os exames constataram que ela era alérgica a 150 alimentos, inclusive leite e seus derivados. Após se alimentar, sentia dor de cabeça, náuseas, mal-estar, fraqueza, confusão mental e dependendo do alimento que ingeria ficava até três dias de cama. Com essa restrição alimentar, chegou a pesar 37 kg (veio a recuperar o seu peso normal – 52 kg – somente com reposição, através de soros), não tinha praticamente vida social, e acabou ficando reclusa. Sua vida se resumia só em trabalhar, e levava sempre comida pronta que ela mesma preparava, pois se comesse fora passava muito mal.

Queria entender também por que nunca se deu bem com o pai – ele negava tudo a ela, até mesmo roupa; por conta do alcoolismo, veio a falecer em 2006 (foi na mesma época quando começou sua alergia à comida).

Por fim, queria saber por que não prosperava, não conseguia ter uma reserva financeira, e por que após ter sua filha – através de cesárea – entrou em coma por ter tido uma hemorragia uterina contínua e, com isso, teve que extrair seu útero, sofrendo, em seguida, uma queimadura grave nas nádegas na mesa cirúrgica do hospital.

Após passar pela 1ª sessão de regressão, na 2ª sessão, pedi que ela atravessasse um portão (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, e que funciona como um portal que separa o mundo físico do mundo espiritual, o passado do presente), e assim me relatou: Tem alguém que não me deixa atravessar o portão… ele me empurra… É um ser espiritual, um vulto escuro; na verdade, é um homem. Ele abre os braços e não me deixa passar, fica rindo de forma sarcástica. Fala que é o meu dono. (pausa).

– Pergunte-lhe que ligação que havia entre vocês no passado?
Diz que foi o meu pai numa vida passada, e que o matei.

– Pergunte a esse ser espiritual por que você tirou a sua vida?
Diz que ele me abusou sexualmente e, com isso, tirei sua vida golpeando a sua cabeça com um ferro pesado.

– Você quer lhe dizer algo?
Quero lhe pedir perdão – embora ele tenha abusado de mim – não poderia ter tirado a sua vida (paciente fala chorando). (pausa).

Ele diz que não me perdoa, me empurra agressivo… Ele é mau, fica rindo. (pausa).

Vamos fazer juntos a oração do perdão e irradiar para ele a luz dourada de Cristo – Peço à paciente.Meu Deus! Agora estou vendo melhor o seu rosto… Ele é o meu pai falecido da vida atual. Ele está muito irado, diz que não acreditou na luz que lhe mandei, que sou muito vaidosa, que só penso em mim, e que não fui sincera em meu perdão, em minha oração. Fala que vai continuar no meu caminho me atrapalhando, que não vai sair perto de mim… Eu o vejo na escuridão, nas trevas, tem um aspecto sujo, parece um mendigo, exala um mau cheiro muito forte.

Fala ainda, que mesmo na vida atual vindo novamente como meu pai, nunca me perdoou e, por isso, a gente nunca se deu bem, pois ainda me culpa por ter tirado sua vida naquela existência passada. (pausa).
Agora entendo por que após ele ter falecido na vida atual tive um pesadelo em que ele me pegava pelos cabelos e me arrastava no chão. Ele dá gargalhadas, fala que não vou desfrutar de nenhum prazer em minha vida, pois ele vai continuar me atrapalhando.

Diz – rindo muito – que fez com que eu ficasse alérgica à comida para não me dar prazer, mas confessa que sente desespero onde ele está (nas trevas) porque ainda não acabou o que precisava fazer, que é me destruir.
Fala que me privou de tudo o que gosto – comida, viagens, amizades, festas, e até do meu trabalho. Afirma que quer muito me ver junto com ele nas trevas.

Na 3ª e última sessão de regressão, ela me relatou: “Vejo um campo florido e muitos seres espirituais irradiando luz (a paciente estava descrevendo o plano espiritual de luz). No meio deles, sai uma mulher… Ela é branca, cabelos loiros, cacheados, é muito bonita. Usa uma túnica branca perolada, vem sorrindo em minha direção”.

– Veja quem é essa mulher?
“Ela é a minha mentora espiritual, pega carinhosamente na minha mão. Ela irradia um amor muito grande e sua luz me envolve. Fala que sou muito querida, e fazia tempo que estava à minha espera, e que as dificuldades que passei foram para que valorizasse mais o ser humano. Fala ainda que na outra vida eu era muito soberba, que maltratava muito o meu próximo; por isso, a vida atual é de resgate, onde eu trouxe resquícios de personalidade daquela existência passada, mas que aos 25 anos quando tive a minha filha, melhorei bastante.
Pede para continuar sendo amável, doce, mas que preciso irradiar mais amor às pessoas, pois ele liberta, nos faz evoluir”.

– Pergunte-lhe por que você não prospera, não consegue ter uma reserva financeira?
“Diz que isso é conseqüência também dos meus atos daquela vida passada, pois era uma patroa rica, arrogante, humilhava os escravos, valia do poder que tinha. Eles me obedeciam pela força, pois mandava açoitá-los e privava-os de comida e água. Afirma que o meu resgate cármico é também na área financeira e, na medida que irradiar amor, generosidade, tratar bem o próximo, o meu lado financeiro irá melhorar.
Revela que o meu pai ainda está nas trevas, mas que está recolhido, que não vai mais interferir em minha vida. Diz que está completamente isolado de tudo e de todos. Ela afirma que ele ficou muito sensibilizado com o encontro que tivemos na sessão passada, que chorou muito após ter conversado comigo. Fala que o meu pai está começando a dar sinais de arrependimento e vontade de ir para a luz. Por isso, ela acredita que se eu continuar fazendo a oração do perdão, emanando muita luz, ele irá para o astral superior, e que isso não está longe de acontecer. Pede também para ler diariamente o salmo 91”.

– Pergunte à sua mentora espiritual por que ocorreu a hemorragia no seu útero, a ponto de ter que extraí-lo?
“Diz que numa outra encarnação fiz muitos abortos, e que a minha filha só nasceu porque eu precisava cumprir a minha meta na vida atual, que é aprender a amar”.

– E a queimadura nas nádegas que você sofreu na mesa cirúrgica?
“Fala que é resultado também daquela vida como patroa, onde mandei queimar, marcar as nádegas dos escravos com um ferro preto a letra R, que era a inicial do meu nome”.
Após o tratamento, a paciente me informou que estava comendo de tudo, que não sentiu mais dor de cabeça, náuseas, mal estar, fraqueza, confusão mental e estômago inchado que a incomodava tanto, após ingerir alimentos”.

Anúncios