Caso Clínico: Baixa auto-estima e sentimentos de incapacidade e inferioridade

Mulher de 30 anos, solteira.

Foto: reprodução
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A paciente me procurou por conta de sua baixa auto-estima, sentimentos de desvalorização, incapacidade e inferioridade. Sentia-se também muito solitária, não se entregava nos relacionamentos afetivos, pois tinha medo dos homens, de ser maltratada, agredida. Por conta desse medo, queria saber se um dia iria se realizar afetivamente, encontrar um companheiro que viesse amá-la verdadeiramente. Após passar por duas sessões de regressão, na terceira e última sessão, ela me relatou: Vejo umas carroças sendo puxadas por cavalos… Agora, vejo um mercado aberto, pessoas passando… É uma vida passada, uma época bem antiga.

– Veja como as pessoas estão vestidas – peço à paciente.
Elas se vestem de maneira simples, são comerciantes, artesãos, também vejo homens com armaduras, cavalgando. É um reinado, onde há um castelo enorme. (pausa).

– Vai prosseguindo nessa cena – Peço à paciente.
Vejo agora um penhasco que se desmorona… Alguns cavaleiros caem desse penhasco…Volto à cena do mercado, subo uns degraus de pedras rústicas, e entro por uma porta…É uma taverna…Vejo homens bebendo.

– Você consegue se ver nessa cena? – Pergunto à paciente.
A impressão é que sou uma mulher (ela não estava se vendo, mas se via intuitivamente, ou seja, tinha a sensação de ser uma mulher), uso um vestido de camponesa… procuro alguém… Ele está atrás do balcão, é jovem, pele clara, cabelos castanhos. Esse homem me coloca para fora da taverna e, em seguida, fecha a porta. Eu desço a escada, tropeço e caio, estou chorando. (pausa).

– Veja por que você está chorando – peço à paciente.
“Vem à mente que o meu marido morreu esfaqueado… A impressão é que houve uma briga, e que ele morreu por minha causa. Eu me envolvi com outro homem porque ele não me dava atenção, sentia-me muito solitária… É a mesma solidão que sinto hoje. O meu marido foi tirar satisfação com o meu amante e ele o esfaqueou (paciente fala chorando). Tenho a impressão que o meu amante só gostava de mim sexualmente. Após a morte de meu marido, acabei ficando com ele. Mas ele era um homem ruim, agressivo, me maltratava muito, era machão, e eu era muito submissa. Acabei fugindo… Agora volto à cena da taverna. Após a fuga, fui pedir ajuda àquele jovem que estava atrás do balcão. Ele era o meu irmão mais novo nessa vida passada. Ele não quis me ajudar por conta do adultério que cometi, me chama de vagabunda. Estou chorando, caída no chão, após ter tropeçado nos degraus. Eu me sinto abandonada, inferior, sem valor (fala chorando). (pausa). A impressão que tenho é que vem dessa existência passada a minha baixa auto-estima, o desvalor, e os sentimentos de incapacidade e inferioridade.  Como fui muito destratada, agredida pelo meu amante dessa vida passada, trago ainda na vida atual o temor de que os homens venham a me agredir, me destratar. Sofri muito nessa vida passada, ninguém queria me ajudar (paciente fala chorando copiosamente). É por isso também que hoje não peço ajuda, quero fazer tudo sozinha, não quero depender de ninguém. (pausa). Alguém está me dizendo – paciente intui – que preciso aprender a confiar, que tudo vai acontecer para o meu bem. (pausa).
Sinto que é o meu mentor espiritual que está falando… Ele diz que os meus caminhos vão se abrir, mas que preciso ter certeza do que quero porque depois não dá para voltar atrás. Ele está se referindo à decisão que tomei nessa vida passada ficando com um homem agressivo e violento”. (pausa).

– Veja o que mais lhe vem? – Peço à paciente.
“Não vejo mais nada… Mas ainda sinto a presença de meu mentor espiritual, embora não o veja. (pausa).
Eu lhe perguntei o que devo fazer?
Ele me responde: – Siga o caminho da luz”.

– Pede para o seu mentor espiritual lhe esclarecer melhor o que é o caminho da luz…
“Ele diz que é o caminho do respeito, da felicidade, da família, do amor ao próximo, do trabalho, da solidariedade, do amor a Deus. (pausa).
Eu lhe perguntei qual é o seu nome?

– Milton, ele me responde. Diz que é um dos meus sete mentores espirituais.
Pergunto o que preciso aprender nessa encarnação?
Ele responde: – Seja mais tolerante, paciente, tenha fé em si, em Deus, e no amor, que brevemente o seu amor irá chegar. Ele é o homem que você sempre quis, mas precisa ter paciência. O seu amor irá lhe dar muito carinho e atenção. Você não sentirá mais solidão porque ele a amará muito (seu mentor espiritual estava lhe revelando acontecimentos futuros, portanto, uma progressão de memória). Precisa ter calma, pois tudo vai se resolver da forma como tem que ser (os mentores espirituais têm uma visão mais ampla da vida, do que não ocorre com os encarnados, pois estamos limitados ao corpo carnal e ao mundo terreno tridimensional). Estamos muito felizes por você, por estar aprendendo suas lições. Por ora, era isso que precisava saber nessa terapia e reitero que faça o que tem que fazer com mais calma, relaxe, entre em contato com a natureza. Isso irá ajudá-la a se reequilibrar.

De agora em diante, sua vida irá melhorar porque está fazendo sua reforma íntima, limpando as mágoas, tristezas, através da oração do perdão que o Dr. lhe recomendou (ele estava se referindo à mim como terapeuta). Sua vida irá fluir com mais facilidade. Irá se reencontrar com o seu amor, pois ele tem um resgate cármico, uma dívida porque a abandonou numa vida pretérita. Por isso, ele vai cuidar de você. Toda vez que sentir medo de ser abandonada, ore ao Pai Maior que Ele vai acalmar o seu coração. Você é forte e independente. Mostre sua independência para o seu futuro companheiro porque assim ele vai respeitá-la e amá-la mais, pois ele irá se sentir ameaçado com sua independência. Ele precisa passar por essa experiência para valorizá-la mais, porque isso faz parte do aprendizado dele. Siga em paz, estarei sempre com você!”

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