Caso Clínico: Mau cheiro

espiritualidadeHomem de 42 anos, solteiro

Veio ao meu consultório um homem de 42 anos, que assim me relatou na entrevista de avaliação: Não consigo me relacionar com ninguém, pois desde que eu tinha 15 anos me fechei, por conta de um mau cheiro que exalava. Tudo foi muito difícil para mim e na escola o meu apelido era ‘privada suja’; com isso, com muito custo terminei os estudos, pois não queria ir pra escola para não apanhar dos moleques.

Nunca consegui um emprego, por isso sempre trabalhei em casa, aprendi a consertar computadores e construo sites; desta forma, não preciso ficar perto das pessoas, porque sei que tenho esse mau-cheiro, embora não o sinta. Tomo banho várias vezes por dia, porém, algumas pessoas sentem e fico muito mal, bastante constrangido.

Após passar por uma sessão de regressão, na segunda sessão, o paciente viu quatro pontos pretos, e me disse:
Dr. Osvaldo, vejo quatro pontos pretos, e estão bem perto de mim… Não consigo entender o que são esses pontos pretos, e por que estão aqui. Sinto muito frio! (paciente fala chorando muito).

Dr. Osvaldo, agora eles se movem muito rápido, indo de um lado para outro, e vejo sair deles uma nuvem preta (o corpo espiritual é fluídico; por isso, muitas pessoas enxergam os seres espirituais das trevas como uma nuvem ou fumaça escura). Parece que vem daí o mau cheiro…

– Pergunte para esses seres espirituais quem são, e por que estão aqui?
Eles fazem muito barulho, parecem rir de mim… Eles dizem que sou muito ruim. Eles ficam me rodeando… Parece que são crianças. (pausa). Eles não querem mais falar… Foram embora.

Na terceira e última sessão, assim que o paciente ‘desceu a escada’ (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia para que o paciente aprofunde o relaxamento) viu novamente os pontos pretos, eles o estavam esperando ao final dessa escada.

Eles querem me mostrar algo… estou vendo uma construção, parece ser um hospital, pedem para que entre nele.
Eles me mostram que eu era um médico nessa vida passada, mas só praticava a medicina por dinheiro, e eu nem olhava para as pessoas que não tinham condição financeira para pagar as minhas consultas.

Na verdade, esses pontos pretos são crianças às quais eu não dei atendimento médico, as deixei morrer… Que coisa horrível, como pude fazer isso?! (pausa). Agora estou entendendo: o mau cheiro que elas exalam é porque tinham lepra, e eu não as ajudei.

Por favor, me perdoem, do fundo do meu coração, me perdoem, eu fui uma pessoa muito ruim! Eu poderia ajudá-las e não fiz… O que posso fazer para que vocês me perdoem? (pausa).  Elas querem que eu faça um trabalho voluntário com crianças que sofrem de câncer. É claro que faço, meu pai do céu, que coisa terrível que fiz!.

Após o término da terapia, o paciente me mandou um e-mail dizendo que entendeu o que tinha que fazer, e sem pensar se as pessoas iriam sentir o mau cheiro que exalava, procurou imediatamente uma instituição para poder fazer o trabalho voluntário.

Quatro meses após o tratamento, ele retornou à minha clínica apenas para falar como estava, disse que já não tinha mais receio das pessoas, e que aos poucos estava conseguindo sair de casa. Ele falou que as pessoas que o conheciam, principalmente seus pais e irmãos, diziam que o mau cheiro que exalava estava diminuindo.

Ele estava muito feliz e agradecido por ter conseguido obter resultado através dessa terapia.

Foto: reprodução

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