Caso Clínico: Por que me sinto deprimido, angustiado e me vêm constantemente pensamentos suicidas?

Homem de 30 anos, solteiro.

O paciente veio ao meu consultório por estar se sentindo deprimido, angustiado e vinha constantemente tendo pensamentos suicidas (reagir a um assalto, provocar acidente de carro, etc.).
Tinha também medo de lidar com figuras de autoridade e pessoas autoritárias. Ficava trêmulo, sua voz saía também trêmula, boca seca, não conseguia respirar direito, ficava com medo diante de chefes autoritários. Sentia-se paralisado, não conseguia argumentar diante de seu superior.

Desde criança era tímido, inseguro, sempre teve medo de ser rejeitado ao se relacionar com as pessoas. Preocupava-se muito em ser aceito; por isso, não conseguia ficar à vontade, pois estava sempre querendo agradar às pessoas, tinha uma necessidade constante de aprovação alheia.

Por último, queria saber qual era o seu verdadeiro caminho profissional, pois não se sentia realizado profissionalmente.
Ao regredir, o paciente me relatou: “Logo que fechei os olhos no relaxamento, vi um par de olhos com raiva na escuridão, dentes afiados de um animal, um gorila (chamamos de zoantropia quando um ser obsessor plasma-se na figura de um animal para atemorizar o paciente)”.

– Pergunte a esse ser espiritual o que você lhe fez no passado – Pedi à paciente.
“Veio em pensamento a frase: ‘Você tirou a minha vida me estrangulando, e éramos irmãos ‘(nessa terapia, o paciente se comunica com o ser espiritual das trevas ou da luz intuindo-o, em pensamento)”.

– Pergunte-lhe por que você o estrangulou – Pedi novamente ao paciente. (pausa).
“Não obtive uma resposta”.

– Pergunte ao seu irmão dessa vida passada, há quanto tempo ele o vem acompanhando…
“Diz que desde que nasci, que reencarnei na vida atual… Sinto frio no meu pé esquerdo (o frio é decorrente do paciente sentir o campo vibracional do ser obsessor, que é um habitante das trevas – região gélida, escura e fétida – e que estava presente no consultório ao seu lado esquerdo).
Ele diz que vivemos juntos no ano de 1879 (segundo o paciente, os algarismos apareceram no seu campo visual em chamas)”.

– Você quer lhe dizer algo? Peço ao paciente.
“Gostaria de lhe dizer para ficar em paz, ser feliz, e que se fiz algo de errado para ele, peço perdão (nessa terapia, por conta do véu do esquecimento do passado que nos torna amnésicos, o paciente não recupera sua memória de vidas passadas), que ele possa me perdoar e evoluir espiritualmente. (pausa).
Eu o vejo em pé, de meu lado esquerdo, acenando a cabeça negativamente, mostrando sua desaprovação pelo que lhe falei”.
No final da sessão, pedi ao paciente para fazer a oração do perdão, entregando-lhe a oração.
Na terceira e última sessão, após o relaxamento, ele me disse: “Vejo o rosto sereno de uma mulher…Diz que é a minha mentora espiritual. Fala para ajudar o meu irmão dessa vida passadae e esclarece que ele não é uma pessoa má. Pede para continuar fazendo a oração do perdão, que assim ele irá para a luz”.

– Pergunte à sua mentora espiritual de onde vem sua angústia, depressão e pensamentos suicidas. Peço à paciente.
“Vêm de muito tempo atrás, de uma outra vida, onde era uma pessoa má; revela que nessa existência passada, eu maltratava muito às pessoas, e que também não era confiável, pois prometia, mas não cumpria e, com isso, fui perdendo a credibilidade”.

– Pergunte-lhe novamente o que essa vida passada tem a ver com sua angústia, depressão e pensamentos suicidas…
“Ela só fala que como prejudiquei às pessoas, preciso ajudá-las doando o meu tempo. Ela me lembra que, na vida atual, eu quis fazer um trabalho voluntário, mas só ficou na vontade; por isso, preciso colocar em prática esse trabalho. Fala que ele vai me trazer satisfação, alegria e aprendizado em minha vida”.

– Pergunte à sua mentora espiritual que tipo de trabalho voluntário você deve fazer.
“Diz que todos são válidos, mas o mais importante é começar de imediato, não ficar adiando. Todavia, revela que já pensei em trabalhar em instituições com crianças cancerosas, e que o fato de ter acompanhado o câncer da mãe de minha noiva – que veio a falecer -, me deu uma base da dor que uma criança sofre com essa doença. Mas fala que vai me ajudar, me conduzir a uma instituição certa para trabalhar como voluntário”.

– Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro caminho profissional.
“Pede para montar um negócio próprio para flexibilizar os meus horários e, desta forma, vou ter mais condições para realizar esse trabalho voluntário”.

– Qual o tipo de negócio?
“Diz que já venho pensando nos últimos tempos, que é no ramo alimentício”.

– Pergunte-lhe por que essa dificuldade de lidar com pessoas autoritárias?
“Fala que não pode responder agora, mas que faz parte de meu aprendizado. Fala ainda que o meu aprendizado principal é doar e ser feliz. Diz que seu eu me doar para os outros, vou poder ser feliz”.

– E o seu medo de ser rejeitado pelas pessoas, o que ela tem a lhe dizer?
“Fala que ao me relacionar nesse trabalho voluntário com as crianças, vou aprender com elas e não vou mais me sentir rejeitado. Pede novamente para continuar fazendo a oração do perdão para o meu irmão daquela vida passada porque, ao me obsediar, ele também está contribuindo para eu me sentir rejeitado. Mas fala para não me preocupar, e afirma novamente que se fizer esse trabalho vou ser muito feliz. Fala ainda que vou formar uma família com a minha noiva, e que a gente vai ter uma menina.

A minha mentora espiritual está agradecendo ao senhor pelo fato dela estar conversando comigo e me orientar. Diz que o seu nome é Letícia…está se despedindo, indo embora”.

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