Caso Clínico: Em busca de sua alma gêmea

Mulher de 27 anos, solteira.

“Dr.Osvaldo quando saí de sua clínica na 3ª e última sessão de regressão, não conseguia dormir de tanta ansiedade porque havia coisas que não perguntei à minha mentora espiritual. Enfim, tinha muitas dúvidas com relação ao tempo, de como e quando ocorreu aquela encarnação passada.

Na segunda noite, após o término da terapia, muito cansada por não conseguir dormir, acabei pegando no sono e tive um sonho com a minha mentora espiritual, que me disse: – Minha querida, não se preocupe quanto a datas, períodos que já aconteceram, pois, quando se regride, muitas vezes os períodos se misturam. Desta forma, fique calma e siga os sinais que irei te mandar. Essa terapia que você fez abriu seu canal de comunicação com a espiritualidade, então, se acalme. O objetivo agora, minha querida, é encontrar sua alma gêmea.

No dia seguinte, acordei mais calma após esse sonho, porém, meu coração ainda estava intranquilo. Passaram-se três semanas, após o tratamento, e nada aconteceu. Minha mentora não fez mais contato e tive que esperar, não tinha outra opção. Então, resolvi pesquisar sobre a cidade, pois não conseguia pensar em outra coisa. Mas sentia, intuía que estava perto de encontrá-lo. Daí sonhei que podia ir ao Município de Salete, em Santa Catarina, e fui, mas não sabia o que iria encontrar.

Cheguei à cidade, não lembrava nada dali, não sabia onde e como encontrá-lo; eu me hospedei, fiquei lá no hotel. Sentia uma mistura de medo, angústia, alegria, não sei bem ao certo o que era. Lembrei que a minha mentora espiritual havia me dito que a minha comunicação com ela fora aberta, e que eu prestasse atenção em minha intuição, ou seja, em minhas sensações, impressões…. enfim, que eu acreditasse no que sentisse, pois era dessa forma que ela iria me orientar.

Andei pela cidade e fui até a igrejinha, mas ela estava bem diferente daquela que vi na regressão. Eu olhava para as pessoas em busca de alguma pista. Mas lembrei novamente que a minha mentora espiritual havia me dito para eu confiar no que sentisse. Então, um dia, senti que precisava ir à igreja e fui: sentei e fiquei perto da estátua que tinha lá. Fiquei por algum tempo e algo me chamou atenção: era uma senhora e um rapaz, ele um pouco mais velho que eu. Eles passaram por mim, me cumprimentaram e entraram na igreja. Fique olhando para ele, não sei o que me deu, até pensei: – Você está ficando louca!

Ele me olhou também, meu coração disparou. Eles ficaram um bom tempo dentro da igreja e eu não sabia o que fazer. Fiquei lá parada… .

Eles saíram e a senhora me perguntou se eu era nova na cidade; eu respondi que sim, que tinha ido lá para conhecer a cidade. Ele não tirava os olhos de mim, parecia que estava hipnotizado. A senhora – que é mãe dele – percebeu e me perguntou se eu não queria ir jantar com eles. Prontamente, aceitei – não sabia o que pensar – mas aceitei.

Bom, Doutor, resumindo: era ele. Foi muito interessante, parecia que ele me esperava. Ele me disse que tinha também um sonho recorrente, em que encontrava uma moça sentada ao lado da estátua dentro da Igreja, e essa moça era bem parecida comigo. Disse também que quando me viu ficou sem entender.

A mãe e a família dele sabiam desse sonho, então, quando sua mãe me viu na igreja também ficou surpresa. Fui muito bem recebida, parecia que eu já fazia parte daquela família. Eu acabei contando para ele do que havia acontecido comigo na terapia, e ele ficou muito emocionado. Por isso, me disse que fazia questão de vir para São Paulo conhecer o senhor pessoalmente.

Vamos nos casar e queremos que o senhor e sua esposa fossem nossos padrinhos de casamento. Espero de coração que aceite. Tenho muito a lhe agradecer, sei que o senhor vem ajudando muitos pacientes em seu consultório, e sei também que mesmo os ajudando há sempre aqueles que não têm o merecimento necessário e acabam por culpá-lo, mas continue em sua maravilhosa missão. O meu avô materno dizia “que as pessoas só jogam pedras em árvores que dão frutos”.

Sua missão é linda e, com certeza, se eu não tivesse fé e não estivesse ainda pronta para essa terapia, não teria conseguido encontrar o Lorenzo, pois minha estória seria muito difícil de acontecer, caso eu não acreditasse. Gostaria de combinar um dia com o senhor, ainda nessa semana, e levar o meu noivo em seu consultório para que ele possa conhecê-lo, bem como lhe entregar o convite de nosso casamento.

Dr. Osvaldo Shimoda, muito obrigada mesmo, de coração!

Aline (nome fictício)”.

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