Artigo: A Vida é um jogo de quebra-cabeça

:: Osvaldo Shimoda ::QuebraCabeca

Entender a vida em sua plenitude é algo bastante complexo, pois a enxergamos através da fresta de uma fechadura. No entanto, as pessoas racionais, cartesianas, querem entendê-la de uma forma lógica, racional como se ela fosse uma ciência exata. 

Reconheço que eu era uma dessas pessoas, pois como fui treinado a buscar respostas lógicas para a causa dos problemas que afligem o ser humano, ajudando-o em seu processo de autoconhecimento e mudança interna.

Os anos de estudos me tornaram um ser humano mais sofisticado intelectualmente, porém, “emburreci” espiritualmente, pois assuntos ligados à espiritualidade, como reencarnação, vidas passadas, carma, evolução espiritual, plano espiritual de luz (astral superior) e das trevas (astral inferior), obsessão espiritual, mediunidade, comunicação com os espíritos, etc., não faziam parte da grade de ensino dos cursos acadêmicos (aliás, ainda hoje).

Muitos professores justificam que são assuntos considerados de âmbito religioso, portanto, não científico, sem comprovação científica, pertinentes à religião.

Assim, me tornei “científico”, “racional”, “lógico”, me sentia auto-suficiente. Após ter me especializado, a análise transacional, desqualificava as crenças religiosas de meus pacientes, adotando uma postura de “apóstolo da ciência” que combatia as superstições, as fraquezas e a ignorância do ser humano.

Mas a vida me curvou, pois suas vicissitudes me levaram a entrar numa profunda crise existencial, obrigando-me a descer do pedestal e rever os meus pensamentos, crenças, valores e preconceitos.

Sabemos que a evolução humana se dá por dois caminhos: a dor ou amor e, como a maioria dos seres humanos, escolhi o caminho da dor. Na condição de ser espiritual em evolução, como aprendiz no processo evolutivo, hoje me considero “professor” e “aluno” em relação aos meus pacientes, pois na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem espiritual breve, canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral, estou sempre aprendendo com eles e, principalmente, com os seus mentores espirituais, que são seres de profundo amor e sabedoria, responsáveis pela nossa evolução espiritual.

Desta forma, nesta terapia, me considero um “coxo” (manco) tentando ajudar um “cego” (paciente) a atravessar a rua. Apesar de minhas imperfeições, maus hábitos, resgates cármicos que trago de outras existências, isso não me invalida como terapeuta holístico de ser um facilitador da abertura de comunicação entre meu paciente e o seu mentor espiritual, para que ele possa receber suas sábias orientações acerca da causa de seus problemas e sua resolução.

Após ter conduzido mais de 15000 sessões de regressão e de ter presenciado inúmeros benefícios que meus pacientes conseguiram na TRE, considero-me um privilegiado, um abençoado, por estar aprendendo sempre com as lições de vida, amor e sabedoria que esses seres benfeitores passam a eles.

Com as experiências de regressão vivenciadas pelos meus pacientes, aprendi também que a vida é realmente um jogo de quebra-cabeça, por conta do “véu do esquecimento” – barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia, que nos impede de acessarmos as memórias de nossas existências passadas-, e que nos tornam ignorantes, inconscientes acerca de nós mesmos e da vida. 

Por isso, o grande psicanalista C. G. Jung, discípulo de Freud, dizia: “O consciente é uma pequena ilha localizada no mar imenso do inconsciente”.

Eu me recordo que quando cursava o ensino médio, na prova de filosofia, a professora pediu para que os alunos explicassem o que cada um entendia da máxima “Conheça-te a ti mesmo”, em que Sócrates (filósofo grego do séc. V a.C.) recomendava aos seus discípulos.

Resultado: tirei um zero bem redondo, pois me deu um branco, não conseguia escrever absolutamente nada nessa prova. Hoje, aos 54 anos, ainda fico em dúvida se me conheço verdadeiramente.

Perguntaram a Tales de Mileto (filósofo e matemático grego, que também viveu no séc. V a.C.) qual era a tarefa mais difícil do ser humano? “Conhecer a si mesmo”, assim respondeu o filósofo.

De onde vim? Qual é o meu verdadeiro propósito de vida? Para onde irei após minha morte física? São perguntas que a grande parcela das pessoas não sabe responder, por conta do véu que as tornam amnésicas, inconscientes acerca de seu passado e de suas vidas. Mas, seguramente, os mentores espirituais sabem.

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