Artigo: Obsessão entre familiares

:: Osvaldo Shimoda ::

family with children on hands, sunset skyChico Xavier dizia que é nas famílias onde costumam se reunir os inimigos do passado.
Concordo plenamente com ele, pois é a queixa principal da maioria de meus pacientes que vem à TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, abordagem espiritual breve, criada por mim, em busca da causa e solução de seus conflitos familiares.

Por isso, as queixas mais comuns que ouço em meu consultório são: Por que a minha mãe sempre me odiou desde criança? Ela me espancava até quase me matar?;
Por que os meus irmãos até hoje me agridem fisicamente?;
Eu me sinto um estranho no ninho, não tenho amor pelos meus familiares;
Meu pai sempre defendeu, amou o meu irmão, e a mim me rejeitou, me desprezou;
Eu me dou bem com os meus irmãos, mas não suporto a minha irmã, e a recíproca é verdadeira;
Há quinze anos cortei as minhas relações com a minha família, não converso mais com eles.

A obsessão que ocorre entre familiares é bastante comum, visto que encarnamos e nos vinculamos por laços de sangue tanto a amigos como inimigos do passado, isto é, de vidas passadas.

É daí que surgem muitas das rixas familiares, as aversões e antipatias muitas vezes recíprocas entre pais e filhos, irmãos, com tios, avós, etc. Mas unidos agora por laços da consanguinidade, pais recebem, como filhos, antigos desafetos, obsessores espirituais de outras vidas.

Eu me recordo de uma paciente que, numa das sessões de regressão, gritava chorando no útero materno que odiava a sua mãe, pois a reconheceu como sua algoz da vida passada quando tirou sua vida, envenenando-a.
Uma outra paciente veio ao meu consultório querendo entender por que seu marido e filho não se suportavam, brigavam constantemente.

Ela me relatou que quando estava grávida do filho sempre que o seu marido se aproximava para tocar em sua barriga, o bebê ficava mais agitado de que o comum. Neste período, ela sentia muita raiva e hostilidade do marido, apesar de amá-lo e se darem muito bem. Ela não conseguia entender esses sentimentos, já que o marido não fazia nada que justificasse o aparecimento desses sentimentos.

Ao nascer, a criança costumava chorar muito quando o pai a pegava no colo. E, mesmo na infância, os atritos e os desentendimentos entre os dois eram muito freqüentes. Ao regredir, a paciente veio a descobrir que numa vida passada seu namorado (atual marido) a obrigou a abortar a criança (seu atual filho).

Portanto, ao passar por essa terapia veio a entender o porquê das brigas constantes entre pai e filho. Veio a entender também, que a raiva que nutria pelo marido quando grávida, não era dela, mas, sim, do filho, cujo sentimento de ódio que nutria pelo pai trouxe daquela vida passada onde foi abortado.

O mentor espiritual da paciente pediu, então, para que ela relatasse para o marido o que descobriu na regressão, sugerindo que ele fizesse a oração do perdão para o filho. Prontamente, ele fez a oração do perdão e, após isso, o relacionamento entre pai e filho melhorou significativamente.

Anúncios