Caso Clínico: Competência profissional não reconhecida no trabalho

Mulher de 25 anos, solteira.

vidas passadasA paciente veio ao meu consultório se queixando que, apesar dos seus chefes valorizarem o seu trabalho, a sua competência profissional, eles não a reconheciam financeiramente, promovendo-a para um cargo de mando. Disse-me também que era muito visada pelos colegas de trabalho que a humilhavam querendo competir com ela por sentirem inveja de seu bom desempenho profissional.

Portanto, ela não se sentia acolhida e aceita no seu ambiente de trabalho. Queria entender também por que desde criança sentia falta, saudade de alguém, mas não sabia de quem (chegava a chorar copiosamente). Tinha também muito medo de errar, de fazer algo errado. Era muito dura consigo mesma quando cometia um erro, a ponto de não se perdoar jamais. Por fim, queria saber por que tinha conflitos, brigas constantes com sua mãe e a irmã mais velha (a paciente era a caçula da família).

Ao regredir, ela me relatou: “Vejo um lago, estou lavando o rosto feliz, meu cavalo toma água… Agora está vindo ao meu encontro um rapaz galopando em seu cavalo. Ele desce para lavar o rosto também. Estou rindo porque ganhei a corrida. Ele tem cabelos castanhos claros, rosto bem delineado e forte, e é mais alto do que eu. Parece que vestimos uma roupa parecida, de montaria.

É uma vida passada…Sou mulher, branca, minhas mãos são delicadas, uso botas, meus cabelos são ruivos. Devo ter uns 20 anos e o rapaz é mais velho, uns 30 anos… Ele é o meu marido. Moramos num castelo enorme. É um lugar bonito, vasto, de muita vegetação, muito verde. Nós governamos essa região. Existem muitas moradias e habitantes.

Meu pai morreu e tive que assumir o reinado no lugar dele. Fui preparada para ficar em seu lugar porque sou a irmã mais velha, pois somos em duas. A minha irmã dessa vida passada, eu a identifico como sendo a minha irmã mais velha da vida atual. E a minha mãe dessa vida passada, eu a reconheço como sendo a minha atual irmã do meio.

Agora explica o porquê na vida presente a minha irmã do meio sempre quis me proteger, tomar conta de mim. Ela sempre agiu como se fosse a minha mãe. Claro, ela foi a minha mãe dessa vida passada. Ela era uma senhora muito tranqüila, mas quase não cuidou de mim nessa existência passada, pois foi o meu pai que cuidou de minha educação porque queria me preparar para o dia em que ele viesse morrer.

Meu pai era um senhor de barba, cabelos curtos, uns 40 anos. Veio a falecer de uma febre alta por conta de um ferimento, de uma doença que não sei precisar o que era. Minha mãe gostava muito dele, cuidou dele quando estava doente. E quando ele morreu, precisei me casar. O meu marido era meu vizinho, de uma propriedade vizinha, e quando nos casamos ampliamos o domínio na região, pois juntamos as nossas propriedades. Ele era um marido maravilhoso, tinha muita paciência comigo e sempre lutava pelas nossas terras. Era muito corajoso.

Eu o amava muito, mas não podia demonstrar em público os meus sentimentos. Era muito perigoso, tinha muita gente que queria ocupar o meu lugar (paciente faz uma analogia dizendo que na vida atual sempre teve dificuldades, ficava constrangida em demonstrar afeto em público, pois se sentia vulnerável, fraca).

Se eu mostrasse em público que o amava, seria um ponto de vulnerabilidade. Por isso, a gente não demonstrava nenhum afeto entre nós, e mesmo com a minha família. Tínhamos que ser formais, fortes, passar uma imagem de seriedade e respeito. Tive um filho que morreu, mas não tive certeza se foi de doença ou foi assassinado, envenenado.

A minha irmã mais nova vivia tramando; ela era muito fútil, fazia alianças com quem não devia. Ela queria o meu lugar, me causava muita tristeza (paciente relata que na vida atual as duas sempre tiveram uma relação conflituosa pelo fato de sua irmã fazer intrigas, fofocas, mentiras a respeito dela para os outros). Ela tinha muita inveja de mim, pois achava que era ela que devia governar. Junto com o seu companheiro, tramavam muitas coisas para me prejudicar“.

– De que forma? – Pergunto à paciente.
“Minha irmã fez várias intrigas, fofocas, dizendo que o meu marido estava me traindo com outra mulher. Acreditei nessa trama inventada por ela e acabei brigando com ele, pois duvidei de suas palavras (paciente começa a chorar). Ele ficou muito triste, magoado por eu não acreditar nele, Nossa vida mudou muito depois desse episódio. Ele andava desgostoso, infeliz, e, com isso, foi ferido numa batalha e veio a morrer”.

– Veja o que ocorreu após sua morte? – Pergunto à paciente.
“Eu sentia muito a falta dele (paciente chora copiosamente). Não sabia mais viver sem ele, cometi alguns erros de julgamento no governo. Ele não estava mais para me ajudar, como fazia antes. Eu me sentia muito fragilizada, desamparada sem ele. A minha irmã conseguiu me afastar, alegando para o Conselho que eu não estava no meu juízo perfeito e acabou assumindo o meu lugar dizendo ao povo que eu estava em tratamento. Ela não podia me matar porque isso poderia provocar uma revolta grande no povo. Entrei numa depressão profunda, não saia do meu quarto, comia muito pouco, e acabei morrendo”.

– Veja o que acontece com você após sua morte? – Peço-lhe.
“Estou num jardim, no Astral (mundo espiritual), choro muito. As entidades espirituais de luz estão à minha volta, falam que eu não devia chorar, pois vou ter outra oportunidade de voltar, de reencarnar e encontrar o meu marido daquela vida passada. Mas o meu coração dói, não devia ter acreditado em minha irmã, não queria que ele tivesse morrido magoado. Queria que ele me perdoasse, poder consertar o que fiz, voltar à época em que fomos muito felizes (paciente entende agora por que na vida atual é tão dura consigo mesma, a ponto de não se perdoar quando cometia um erro; por isso, tinha muito medo de errar)”.

– Você chegou a revê-lo no plano espiritual, após sua morte? – Pergunto à paciente.
“Não. Eu tentei encontrá-lo, mas não consegui. Na verdade, eu reencarnei na vida atual para reencontrá-lo. Mas tenho muito medo de não reconhecê-lo. Sei que ele está aqui na vida atual, reencarnado (pausa)”.

– Volte novamente àquele jardim no astral – Peço à paciente.
“Estou caminhando junto com o meu mentor espiritual. Ele não fala nada. Sinto ainda saudades de meu marido. Meu mentor pede para eu ter paciência, que um dia vou encontrá-lo, mas tenho que ter muita paciência. Diz que as coisas não acontecem no tempo que eu quero, mas no tempo que precisa acontecer. Fala para eu ter fé no meu destino. Confirma que reencarnei na vida atual para procurar o meu marido e me revela que já estivemos próximos, várias vezes, mas a mágoa que carregamos acabou nos afastando. Afirma que se a gente não resolver essa mágoa, não iremos nos encontrar de novo na vida atual”.

– De que forma você pode tirar essa mágoa? – Pergunte ao seu mentor espiritual.
“Ele fala para orar a Deus e pedir para que possamos limpar essa mágoa. Fala ainda que a vida é cercada de milagres, mas nós não paramos para percebê-los porque somos muito racionais, só enxergamos o nosso próprio cérebro. Por isso, pede para eu escutar mais a voz de meu coração, de minha alma. Esclarece que quando eu perceber que a minha vida é cercada de luz, não vou mais chorar, ficar triste; assim, tudo vai ficar mais fácil.

Diz que em várias encarnações eu mandei muito, e que agora, na vida atual, preciso aprender a obedecer. Não devo reclamar de títulos, cargos porque  já tive muitos em outras vidas. Fala que título é só título, mas o mais importante é a aprendizagem que se obtém com o cargo que ocupamos.

Esclarece ainda que em muitas vidas, tive vários títulos, que eu mandei, e que nem sempre fui boa. Às vezes, cometi injustiças, mas não foi por querer. Diz que tudo é uma questão de circunstância, pois as pessoas ao tomarem uma decisão vêem apenas um aspecto da situação e acabam sendo injustas. Fala que no passado, muitas pessoas invejavam o meu cargo. E essas pessoas são hoje os meus colegas de trabalho. Diz para eu não dar atenção às coisas pequenas, afinal, não está faltando nada em minha vida, não estou passando por necessidade. Então, qual é o problema? – ele me pergunta.

Ressalta que o que realmente importa na vida é me lembrar das pessoas que me ajudaram. Diz também que o fato de eu brigar constantemente com a minha mãe tem como origem quando eu estava no útero dela. Esclarece que na vida atual, como minha mãe perdeu dois filhos, antes de mim, ela não queria mais engravidar. Então, quando eu estava em seu útero fiquei com raiva dela porque queria nascer para reencontrar o meu marido da vida passada, e me perguntava: – E se ela não me deixar nascer?

Assim, achava que ela iria atrapalhar o reencontro com o meu marido. Pensava que ela estava sendo muito egoísta, que só pensava nela. É por isso – o meu mentor espiritual me esclarece – o porquê de eu sempre brigar com minha mãe.

Mas ele fala que a minha mãe não tinha nada contra mim, não foi nada pessoal o fato dela não querer ter outro filho. Na verdade, ela estava traumatizada por perder dois filhos seguidos, antes de mim. Fala ainda que ela sente falta de meu carinho, e que eu posso conviver melhor com ela, até para não levar essa situação para a próxima encarnação.

Revela que a minha vinda ao consultório não foi por acaso, que há muito tempo era para eu ter vindo aqui. Por isso, ele precisou criar um problema maior em minha vida (problemas no trabalho) para que eu tivesse um motivo, uma justificativa maior para procurar o senhor. O meu mentor espiritual me explica que foi a única forma que ele encontrou para acelerar algumas coisas em minha vida. Ele pede a minha compreensão, que eu entenda que ele tem paciência comigo, mas têm coisas que não dá para esperar que eu aprenda sozinha”.

– Pergunte-lhe se há necessidade de continuarmos o nosso trabalho? (era a 3ª sessão de regressão).
“Diz que ele está muito feliz por eu ter entendido muitas coisas nessa terapia, mas que foi só um começo. Pede para fazer bom uso do que aprendi. Acha que foi o suficiente o que ele me passou, e que outras revelações ainda virão no futuro, mas, por enquanto é o suficiente.

Fala que a chave de tudo na vida é o coração porque ele, sim, sabe as respostas. Ele me esclarece que é preciso escutar a minha alma, ou seja, ouvir o meu eu verdadeiro e não o ego, a mente racional. Diz que o meu eu verdadeiro, a minha alma, é o que me liga ao Universo, ao nosso Pai Maior.

Finaliza, dizendo que está sempre me ajudando, e pede para agradecer ao senhor como facilitador nessa terapia, e continuar com esse trabalho maravilhoso que é a Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual, pois ela tem ajudado muitas pessoas a encontrarem os seus verdadeiros caminhos”.

Após a sessão de regressão, a paciente me enviou um e-mail dizendo que estava se sentindo muito bem, mais livre, mais solta e alegre.

Quero ressaltar, que o contato com o mentor espiritual nessa terapia realmente proporciona efeitos terapêuticos bastante positivos na vida dos pacientes, por conta de sua sabedoria e profundo amor, além do que, o mentor espiritual conhece muito bem o paciente por acompanhá-lo em várias encarnações.

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