Caso Clínico: Tristeza, melancolia e desânimo

Mulher de 40 anos, viúva. 

A paciente veio ao meu consultório querendo saber o porquê de sua tristeza, melancolia e desânimo, que a acompanhavam desde criança, sem um motivo aparente. Tinha pensamentos suicidas, de acabar com a sua vida.

Não tinha vontade de trabalhar por conta dessa falta de vontade de querer viver. Embora fosse uma pessoa sociável, de gostar de estar no meio de gente, preferia se isolar, ficar sozinha.

Sua tristeza e melancolia se acentuavam, principalmente, ao entardecer e ao amanhecer do dia. Era de chorar muito quando ficava triste, não se sentia vinculada, pertencente a ninguém, a grupos, mesmo com relação aos seus familiares.

Desde criança, tinha a impressão, sensação (a alma sente) de como iria ser a sua vida. Dizia à mãe que na fase adulta iria contrair uma doença grave, e foi o que aconteceu. Aos 29 anos teve um câncer no canal cervical (tirou as trompas, ovário, útero e parte do intestino). Dizia ainda que iria acabar sua vida sozinha, sem um companheiro (a paciente é viúva).

Na última sessão de regressão, após induzi-la ao relaxamento para que entrasse em estado alterado de consciência (transe consciente alfa ou teta) e abrisse o canal de comunicação para ser orientada pelo seu mentor espiritual, pedi para que a paciente atravessasse um portão. Esse é um artifício técnico que sempre utilizo nessa terapia, e que funciona como um “portal da espiritualidade”, que separa o passado do presente, o plano terreno do plano espiritual. Pedi, então, que ela visualizasse uma luz grande e intensa (grande foco de luz que representa o Astral Superior, o plano espiritual de luz).

Em seguida, a paciente me relatou:

“Vejo uma luz amarela, quase dourada, é bem grande e esférica. Dentro, vejo um lugar, um gramado verde, um rio, muitas árvores, é de dia, de manhã, o lugar é bem claro. Parece um campo de golfe, muito verde, gramados… Vejo pessoas (seres espirituais) caminhando, conversando, usam roupões brancos. São homens e mulheres, estão conversando, mas não os ouço.

Na verdade, eles conversam entre si mentalmente (os espíritos desencarnados não articulam a boca como nós encarnados para conversar, mas se comunicam mentalmente. É dessa forma também que eles se comunicam com os encarnados, em pensamento, intuitivamente).

– Então, procure intuir o que eles estão conversando – peço à paciente.
“Dizem entre eles que têm muita coisa para fazer, que existem muitos doentes para eles curarem. Caminham conversando. É um caminhar despreocupado. Eu os vejo dentro dessa grande luz, de fora”.

– Aproxime-se então dessa luz, e entre nela – peço à paciente (pausa).
“Quando entrei nessa grande luz, senti uma paz, uma tranqüilidade muito grande. É uma sensação bem diferente da Terra, de nosso plano terreno (pausa). Estou vendo agora um homem claro, cabelos compridos, usa também um roupão branco. Ele me diz que é cedo para acompanhá-los, e que ainda vai demorar muito”.

– Pede para ele se identificar – peço à paciente.
“Fala que é o meu mentor espiritual, e me revela que não vou mais adoecer; pede para eu ficar despreocupada”.

– Pergunte ao seu mentor de onde vem essa tristeza que a acompanha desde criança, principalmente, ao entardecer e amanhecer do dia – peço novamente à paciente.
“Ele me diz que é porque quero antecipar à minha vinda no plano espiritual, ou seja, quero estar junto deles o quanto antes.
Mas esclarece que não chegou ainda a minha hora de desencarnar. Esclarece também que tenho que me acostumar ao que pedi antes de encarnar na vida atual.

Explica que a doença que contraí, o câncer, na verdade, veio para eu controlar os meus impulsos suicidas. Esses impulsos poderiam antecipar a minha partida desta vida, mas reitera que ainda não é hora, e que ninguém pode antecipá-la.
Desta forma, contraindo o câncer, tive que me cuidar mais. Diz que a doença foi uma chance para eu valorizar mais a vida, porque pedi no plano espiritual, antes de encarnar na vida atual, para viver muitos anos. Portanto, vim nessa vida para envelhecer porque nunca cheguei a envelhecer nas vidas passadas. Nunca quis vir nas encarnações anteriores para envelhecer porque tinha medo de ficar sozinha na velhice”.

– De onde vem esse medo? – Peço à paciente.
“Ele fala que isso vou ter que descobrir por mim mesma (há coisas que os mentores não revelam aos pacientes para não prejudicá-los em suas aprendizagens). Ele diz que na encarnação atual vou ter que envelhecer para não reencarnar novamente e passar pela mesma experiência, porque nunca consegui fechar o ciclo da vida (nascer, crescer, envelhecer e morrer).

Diz ainda que sempre morri prematuramente como criança porque sofria de alguma doença, por pobreza ou por ser órfã. Isso explica também o porquê de não me sentir vinculada, pertencente a nenhum grupo, mesmo familiar. Fala que preciso, principalmente com os meus familiares, exercitar a paciência. Ele me explica, portanto, que não me vinculo a nenhum grupo porque nunca tive uma família, não criei vínculos afetivos e, por isso, as pessoas são tão estranhas para mim”.

– Pergunte-lhe por que você costuma chorar muito – peço à paciente.
“Ele me responde: ‘As crianças choram muito, não é mesmo?’ Desde criança a minha alma sabia que iria contrair uma doença grave, bem como envelhecer, sem um companheiro, e isso me entristecia, embora fizesse parte de meu programa reencarnatório da vida atual e tivesse concordado no plano espiritual antes de reencarnar.

Entretanto, esclarece que posso mudar esse programa, envelhecendo com um companheiro se eu quiser, pois todos têm o livre arbítrio. Pede para eu cuidar da minha parte espiritual, orando mais e procurando ajudar às pessoas, cuidando delas. Ele me lembra que têm muitas instituições que precisam de minha ajuda (pausa).

O meu mentor espiritual está me revelando também que ele é o meu avô paterno (paciente diz que não o conheceu). Pede para ser firme, ter perseverança, que tudo vai dar certo, e que ele está sempre perto de mim, e, portanto, não preciso ter medo. Diz que essa tristeza e melancolia vão passar, e que eu acertei ao vir aqui no consultório, mas que me deu uma mãozinha para vir a esse tratamento”(é comum os mentores espirituais afirmarem que são eles que influenciam os pacientes a me procurarem).

– Pergunte ao seu mentor espiritual se devemos ou não continuar com a terapia… (é importante esclarecer que nessa terapia é sempre o mentor espiritual de cada paciente que, por conhecê-lo profundamente, irá avaliar se o mesmo deve ou não prosseguir com o tratamento).
“O meu mentor diz que agora eu posso andar sozinha. No entanto, me esclarece que sempre que precisar dele, vai estar comigo, e que agora sei que não estou mais sozinha (paciente chora emocionada). E daqui para frente, para me conectar com ele, é só chamá-lo, pensando firmemente nele. Ele me lembra que irá se comunicar comigo me intuindo, em pensamento”.

– Como você se sente com essas revelações? – Pergunto à paciente.
“Parece que tirei um peso enorme das minhas costas, porque agora sei os motivos de meus problemas (a máxima milenar de Cristo ’A verdade vos libertará’ se aplica aqui). Estou me sentindo muito bem, mais aliviada. Ainda estou muito emocionada por ter conversado com o meu mentor espiritual e por saber que posso contar com ele, principalmente, nos momentos difíceis da vida (é comum os pacientes se emocionarem ao conversar com os seus mentores).

Ele agradece ao senhor, agora está indo embora… foram todos”. (Tinha outros espíritos com ele; os mentores sempre vêm acompanhados, pois trabalham em equipe).

Foto: reprodução

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Um comentário em “Caso Clínico: Tristeza, melancolia e desânimo

  1. este livro conta sobre um terapeuta americano que faz regressão e caiu por acaso em vidas passadas da paciente, historia bem parecida com a que aconteceu com o sr. Osvaldo shimoda, sugiro o S.R ler para conhecimentos maiores, livro muito bom mesmo. Parabéns pelo seu trabalho, ajuda a muitas pessoas.
    livro muitas vidas muitos mestres
    http://www.americanas.com.br/produto/6843541/livro-muitas-vidas-muitos-mestres

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