Caso Clínico: Não confio nos homens, eles me fazem de boba

relacionamento-mulher-triste-e1350477683415Mulher de 35 anos, solteira.

A paciente me procurou por se sentir uma fracassada, pois não conseguia arrumar um namorado. Ou seja, aqueles que se interessavam não queriam compromissos ou só atraía homens casados que a enganavam. Segundo a paciente, teve um que se aproveitou dela sexualmente – e até mesmo financeiramente -, tirando proveito de sua carência.

Desta forma, veio ao meu consultório querendo entender por que não conseguia ter um relacionamento afetivo estável e duradouro. Profissionalmente, sentia-se também fracassada, pois era uma advogada não realizada profissional e financeiramente. Prestou vários concursos públicos, mas não fora aprovada em nenhum. Assim, sua vida estava emperrada, com isso, ficava nervosa, angustiada, impaciente e muito ansiosa.

Achava que a vida estava sendo injusta com ela, pois via pessoas mais medíocres conseguindo as coisas, e ela não. Por isso, não se sentia realizada em nada. Por fim, não se dava bem com sua mãe, pois ela a cobrava por ainda não ter se casado e nem se dado bem em sua profissão. Sua mãe sempre a colocava para baixo, comparando-a com pessoas bem sucedidas.

Após ter passado pela primeira sessão de regressão, na segunda sessão, a paciente me relatou: ”Sinto um peso no braço e também na costela do lado esquerdo…Parece que tem alguém…é um ser espiritual que está do meu lado esquerdo. Ele segura o meu braço com força”. (pausa).

– Pergunte em pensamento a esse ser espiritual o que ele sente por você?

”Diz que sente raiva , pois puxei o tapete dele na encarnação passada”.

– De que forma?

”Ele me indaga: – Você não sabe, sua vagabunda?! Eu era seu empregado, trabalhava para você e me mandou embora, sua piranha!” (pausa).

– Pergunte-lhe há quanto tempo ele vem te acompanhando?

”Diz que desde que nasci. Fala que o mandei embora injustamente, que eu era muita gananciosa, ruim. Ele tinha família, esposa e dois filhos pequenos para sustentar, que depois que foi mandado embora, teve muitas dificuldades de sustentar sua família.

Afirma que sempre me prejudicou; por isso, minha vida não vai para frente”. (pausa).

– Pergunte como ele te prejudica?

”Ele gargalha e me diz: – Eu te intuo para que não vá bem nos concursos públicos, afasto seus clientes no seu escritório de advocacia e, principalmente, os homens que você se interessa”. (pausa).

– Vamos juntos fazer a oração do perdão, emanando-lhe a luz dourada de Cristo – Peço à paciente. (pausa).

”Sinto o meu braço esquerdo bem mais leve, mas me sinto cansada…Um outro ser espiritual está me dizendo: – Calma, está tudo bem agora! É o meu mentor espiritual, diz que esse ser obsessor me detestava, mas que agora foi levado para a luz. Diz ainda que queria que eu soubesse da existência desse ser trevoso para ajudá-lo a ir para a luz. Ele me pede calma, fala que está sempre comigo, que não estou sozinha”.

Na terceira e última sessão, a paciente me relatou: ”Vejo um homem, um ser espiritual, que irradia muita luz, usa uma túnica branca… É o meu mentor espiritual novamente. Ele fala de minha mãe, que a gente briga muito porque não tenho paciência com ela. Esclarece que minha mãe é um espírito que não tem conhecimento da espiritualidade, mas que não é uma pessoa ruim, ela gosta de mim. Pede para que seja carinhosa, que tenha mais paciência com ela. Fala que eu implico muito com ela, pois não percebo que ela é uma pessoa muito carente”. (pausa).

– Pergunte ao seu mentor espiritual de onde vem sua implicância com sua mãe?

”Diz que é dessa vida. Sorri e reitera para ter paciência com ela e também com outras coisas em minha vida, pois sou muito impaciente, quero tudo para ontem. Fala que não é assim que a vida funciona. Ele me assegura que se for mais paciente, as coisas irão vir naturalmente em minha vida”. (pausa).

– Pergunte-lhe como está aquele ser espiritual obsessor?

”Assegura que ele me deixou mesmo, está sendo cuidado no hospital do astral”.

– Pergunte-lhe qual seu principal aprendizado na encarnação atual?

”Afirma que é ser paciente, tolerante e gostar mais das pessoas. Mas diz que não sou uma pessoa má, porém, impaciente. Pede para não me cobrar tanto, que ainda vou me realizar”.

– O que ele tem a lhe dizer de sua desconfiança em relação aos homens?

”Diz que em outras vidas, eu desrespeitava às pessoas, fazendo-as de boba, não só os homens. E que fiz muita gente sofrer, pois não tinha amor em meu coração. Por isso, hoje, inconscientemente acho que todo mundo vai me fazer de boba”.

Finaliza, dizendo que o que eu tinha que saber nessa terapia soube, porém, o mais importante era ajudar aquele ser obsessor a ir para a luz, pois era ele que estava emperrando a minha vida. Mas esclarece que tanto o obsessor espiritual, como o obsidiado acabam, no final, um aprendendo com o outro as lições necessárias para o crescimento.

Foto: reprodução

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