Caso Clínico: Retocolite ulcerativa e Fístula anal

colica1Mulher de 30 anos, solteira

A paciente me procurou por conta de duas doenças: retocolite ulcerativa (inflamação do cólon intestinal – é uma doença tida como idiopática, ou seja, sem causa definida, desconhecida) e fístula anal (abcesso, acumulação de pus no ânus).

A retocolite ulcerativa lhe provocava fortes cólicas e sangramento e, quando não sentia esses sintomas, à noite, ao deitar-se, era acometida por pensamentos negativos de incapacidade, desesperança, de que nunca iria se curar.

Nas três sessões de regressão que a paciente passou, sua irmã a acompanhou e nos ajudou muito com sua presença por ser uma médium de psicofonia (incorporação).

Na primeira sessão de regressão, após pedir à paciente para atravessar o portão (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, que funciona como um portal que separa o plano terreno do plano espiritual, o passado do presente), ela me relatou:

– Está escuro, é um breu total (é comum quando o paciente atravessa esse portal, enxergar uma escuridão completa, pois está descrevendo o umbral, o plano espiritual das trevas).

Sinto dor, pressão na nuca e nas costas, os meus braços estão pesados (ela estava deitada, apoiando seus braços no divã). É como se não conseguisse me levantar (nessa terapia, esses sintomas são fortes indícios de uma presença de um ser espiritual obsessor. Os braços da paciente estavam pesados pelo fato do obsessor espiritual estar segurando-os, uma forma de dominá-la, imobilizá-la).

– Pergunte a esse ser espiritual se ele tem algo a lhe dizer? – Peço à paciente.

– Ouço uma risada, uma gargalhada feminina.

– Pergunte o que você fez para ela no passado?

– Sinto um calafrio no corpo todo e escutei alguém gritando (é comum também nessa terapia, o paciente sentir calafrios ou arrepios de frio pelo fato de estar captando o campo vibracional do ser espiritual obsessor – habitante das trevas, região muito gélida).

De forma súbita, a irmã da paciente que estava na sala acompanhando a sessão de regressão, incorporou a obsessora espiritual, que lhe disse com ódio: ”Você vendeu a minha casa, éramos irmãs na vida passada; na herança, na partilha, você ficou com tudo, sua egoísta, gananciosa! Tomou até a minha casa, deixando-me no olho da rua, sua desgraçada!

Ai, que dor! (a obsessora coloca a mão no baixo ventre, contorcendo-se, gemendo muito).

Olha a dor que você me faz passar! Por sua causa, tornei-me uma moradora de rua e morri dessa maldita doença! (grita, gemendo de dor)”.

A cólica, a retocolite ulcerativa que a paciente sofria, tinha como causa a presença desse ser espiritual obsessor, sua irmã dessa vida passada; desta forma, era ela que estava provocando a sua doença.

No final dessa sessão, pedi à paciente que fizesse a oração do perdão de coração, que lhe emanasse a luz dourada de Cristo para ajudá-la a ir para a luz.

Na segunda sessão, após atravessar o portão, ela me relatou: – Sinto um desconforto, vejo uma névoa escura, não tenho vontade de estar nesse lugar. O meu corpo está dolorido, sinto uma pressão na cabeça, está pesada. Vejo um rosto feminino…É a minha irmã dessa vida passada (obsessora espiritual).

– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer? – Peço à paciente.

– Parece que ela diz que quer ser ajudada, ir para a luz…

– Você gostaria de dizer algo para sua irmã antes de ela ir para a luz? – Pergunto.

– Quero pedir perdão pelo que lhe fiz naquela existência passada (paciente fala chorando).(pausa).

Vejo uma luz forte, branca, que vem de cima…A luz está querendo puxá-la, mas ela não quer ir.

– Pergunte por que ela não quer ir?- Peço

– Ela quer ficar, continuar nas trevas…Acho que ela está com medo.

– Medo do quê?

– Não responde, ela não quer falar comigo.

– Diga que, se ela aceitar ser ajudada, vão tratá-la com todo o carinho no plano de luz; caso ainda estiver com medo, fale para ela pedir aos espíritos amigos que lhe mostrem como é o plano de luz. (pausa).

– Ela está em dúvida, não quer ir (é comum um ser condicionado pelo medo, solidão, recursar-se a ir para a luz devido ao medo do desconhecido).

No final da sessão, a irmã da paciente que estava acompanhando a regressão, disse-nos que viu vários seres de luz (espíritos socorristas), e um deles se identificou à obsessora como sendo seu filho daquela vida passada, mas ela não o reconheceu por estar há muito tempo nas trevas.

Na terceira e última sessão, após atravessar novamente o portal, a paciente me relatou: – Vejo um lugar gostoso, agradável, de muita paz, tem pássaros, um gramado amplo…É o plano espiritual de luz. Sinto que tem muita gente, mas não consigo vê-los. Eu me sinto muito bem nesse lugar, é bem claro e amplo. (pausa).

Agora, vejo seres espirituais de branco. Um deles se aproxima de mim e me diz: ”Não precisa se preocupar que está tudo bem, ela – obsessora espiritual – está bem, aceitou a nossa ajuda e estamos cuidando dela. Mas continue orando por ela”. (pausa).

Ele é o meu mentor espiritual, diz que ela está bem no plano de luz.

– Pergunte-lhe se ele tem algo a lhe dizer sobre sua doença?

– Fala para continuar tomando as medicações, que tudo vai ficar bem. Pede para ter mais paciência e ser menos ansiosa.

– Pergunte ao seu mentor espiritual se sua vinda à terapia foi útil somente para você se reconciliar com sua obsessora espiritual?

– Fala que não foi só para isso, mas também para cuidar de minha doença. Esclarece que o meu corpo espiritual (corpo astral) está sendo tratado, pois o estrago que ela (obsessora) provocou foi grande, pois se refletiu em meu corpo físico. Afirma que a cura não irá ocorrer de uma hora para outra, em razão dos resíduos de toxinas deixados por ela em mim. Por isso, reitera para eu continuar orando, irradiando para ela a luz dourada de Cristo.

Após o encerramento da sessão, a irmã da paciente comentou que viu a obsessora espiritual num hospital do astral, deitada num leito, sendo tratada pelos médicos espirituais.

Cinco meses após o término da terapia, sua irmã me encaminhou um e-mail dizendo que a paciente fez todos os exames laboratoriais a pedido de seu médico e, pela primeira vez, em dois anos de doença, desta vez, os exames deram normais, não acusaram nenhuma anomalia.

Transcrevo na íntegra, o seu e-mail: ”Oi, Dr. Osvaldo, quem está lhe escrevendo é a irmã de sua paciente, a Solange (nome fictício), que lhe procurou por estar com retocolite ulcerativa e fístula anal. Acompanhei as três sessões de regressão dela e estou mandando esse e-mail para lhe dizer que a minha irmã fez todos os exames médicos necessários e, pela primeira vez, em dois anos sofrendo com essas doenças, os exames não deram absolutamente nada de anormal. Essa é uma prova do sucesso dessa terapia, a TRE, aliado, é claro, ao interesse e esforço dela em ter colaborado, feito a sua parte nessa terapia.

Bom, o senhor atende tanta gente e, por isso, espero que tenha se lembrado de nós.

Muito obrigada e um abraço fraterno!

Sueli (nome fictício)”.

Anúncios