ARTIGO: O intelecto atrapalha a fé

celestialA maravilha da vida humana apenas existe e se perpetua porque os espermatozoides nunca perdem a fé. Mesmo os mais deficientes e frágeis, com milhões de concorrentes mais fortes, nunca desistem da busca e luta pelo sonhado óvulo. A própria vida é um testemunho de fé“. – Roberto Crema – psicólogo e filósofo

Muitas pessoas associam a fé com a religião e ao misticismo, e, não, com a ciência. Então, veja as palavras do famoso psiquiatra criador da Bioenergética, discípulo de Reich, notável por sua seriedade e postura científica, Dr. Alexandre Lowen, em seu livro “O Corpo em Depressão – As bases biológicas da fé e da realidade”: ‘Os psiquiatras geralmente não pensam em termos religiosos, e eu, em especial, relutava muito em fazer isso. Teria evitado a palavra fé se ela não tivesse surgido espontaneamente durante o meu estudo da natureza da depressão. Fui forçado à conclusão de que o paciente deprimido é uma pessoa sem fé. Quando ocorre uma perda da fé, as pessoas parecem perder também o desejo e o impulso de se lançarem na vida, de procurarem suas extensões, e lutar. E, como os meus pacientes deprimidos, sua atitude extremada é: “pra que viver?”, acredito que pouco importa que Deus as pessoas veneram, que crenças tenham , enquanto sua fé for profunda. A pessoa que não tem fé não pode amar, e a pessoa que não pode amar não tem fé. As pessoas fortes têm fé e as pessoas que têm fé são fortes. Tanto para a sociedade como para o indivíduo, a fé é a força que sustenta a vida e a faz movimentar-se para frente e para cima. Nossa única salvação está na fé”.

A crise do mundo moderno está ligada à veneração ao poder e à tecnologia. Nossa era científica e tecnológica decretou morte à fé, que para muitos passou a ser sinônimo de alienação e misticismo. Em seu lugar foi erguido o altar do intelecto.

Mas o intelecto, a mente racional do ego, não responde às questões mais complexas da vida do tipo: – De onde vim? O que faço neste planeta? Para onde vou após minha morte física? A morte é o fim? Ou seja, o intelecto não responde a essas questões porque só reconhece dois aspectos da vida: 1)O conhecido2) O desconhecido (o que ainda não é conhecido, mas que algum dia será conhecido). Mas ele não explica um outro aspecto da vida que é o incognoscível (aquilo que não pode ser entendido, conhecido, que é o mistério, o segredo da vida).

A vida realmente é um mistério, pois temos muitas indagações e poucas respostas. Portanto, o incognoscível são as coisas mais profundas da vida que o intelecto não pode entender, pois não tem acesso. Neste aspecto, o intelecto é manco, aleijado da dimensão espiritual, um caminho imprescindível para se entender as questões mais profundas da vida. Na mitologia egípcia o moribundo para entrar no reino dos céus precisa responder a duas perguntas: 1) Você encontrou alegria em sua vida?; 2) Proporcionou alegria às pessoas?

Alegria, felicidade, paz de espírito, amor, não são atributos do intelecto, mas, sim, da alma, do espírito. Por isso, na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criada por mim em 2006, o mentor espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) do paciente, além de lhe mostrar a causa de seus problemas e sua resolução, irá lhe responder às questões mais complexas de sua vida. Mas para isso, o paciente precisa ter uma mente aberta, receptiva, não deixar que seu intelecto interfira duvidando, achando que foi fantasia ou imaginação o que vivenciou nas sessões de regressão. É aqui que entra a fé do paciente, que é acreditar no invisível, ou seja, aquilo que não se vê, mas que se sente.

Essa terapia é, portanto, um ato de fé, pois pacientes descrentes, céticos, incrédulos, excessivamente racionais e cartesianos, que não têm a fé necessária, acreditam que o que não pode ser entendido ou explicado pelo intelecto, não existe. Mas por que acontece isso?

Porque se fecham, ficam presos, circunscritos apenas dentro dos limites da mente racional e, obviamente, a intuição não pode penetrar.

Por isso, na TRE, a linguagem que o paciente precisa utilizar é a intuição, que é a percepção direta da realidade espiritual, extra-física, sem depender do raciocínio, da lógica cartesiana. Somente aqueles que são capazes de ir além da limitação da lógica racional é que conseguem intuir e obter os benefícios dessa terapia.

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