Evoluir é buscar o equilíbrio do lado masculino e feminino

O Taoismo (religião surgida na China no Séc. II, originária de uma filosofia oriental, muito valorizada pelo Confucionismo, conhecida como Tao que significa caminho) afirma que a vida é regida por dois elementos: yin (feminino) e yang (masculino) e essas duas forças se complementam e não podem existir uma sem a outra.

Por isso, o ser humano deve buscar o equilíbrio desses dois elementos. Não é à toa que tanto o homem quanto à mulher produzem em seus organismos os hormônios masculino (testosterona) e o feminino (estrógeno).

Sendo assim, evoluir implica em buscar o equilíbrio das energias masculina (coragem, ousadia, determinação, conquista, etc.) e feminina (ternura, o amor, carinho, cuidar, receptividade, etc.).

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura, que busca unir a ciência psicológica e a espiritualidade, os mentores espirituais – seres desencarnados de elevada evolução espiritual, responsáveis diretamente pelo nosso crescimento espiritual – dos pacientes costumam lhes revelar nas sessões de regressão por que na encarnação atual vieram como homens ou mulheres.

No caso das mulheres, muitas delas foram homens nas encarnações anteriores e, desta vez, na vida atual vieram como mulheres para exercitar o cuidar através da maternidade, ou mesmo para exercitar a energia feminina.

Eu me recordo de uma paciente que comentou que desde criança gostava de jogar futebol, brincar com os meninos, e mesmo depois de adulta, preferia nas reuniões sociais a companhia dos homens, pois achava chato, entediante, desinteressante estar com as mulheres onde os assuntos eram moda, cabelo, babá, crianças, culinária, etc.

Ao regredir, descobriu que em várias encarnações fora homem e na encarnação atual veio pela primeira vez como mulher. Mas, apesar de ser mulher, tinha uma “cabeça de homem”, pois pensava e agia como homem.

Em contrapartida, recordo de um paciente em que seu mentor espiritual lhe revelou que em várias existências passadas reencarnou como mulher e na vida atual veio como homem para exercitar a energia masculina.

Entretanto, como resquício, hábito de mulher que fora em várias encarnações, ele me confessou que tinha um desejo oculto de se produzir como mulher, maquiando, passando batom, usando vestido, calçinha e sapato com salto alto.

Mas há mulheres que vieram na condição feminina para exercer a maternidade, porém, não conseguem engravidar porque inconscientemente negam, não aceitam o seu lado feminino.

É o caso de uma paciente de 30 anos, casada, que veio ao meu consultório porque além de não conseguir engravidar, desde os 18 anos sofria de endometriose.

 

Caso Clínico:

Dificuldade de engravidar e endometriose

Mulher casada, 30 anos.

A paciente após passar por algumas sessões de regressão, na última sessão ela me relatou:

Paciente: – Vejo muita luz, é bonita. É tão ofuscante que não vejo nada.

Terapeuta: – Como você sente seu corpo?

Paciente: – Melhorou a cólica, estava me sentindo bem incomodada. Vejo uma porta branca e a luz se desfez que nem fumaça… Por enquanto, só vejo a porta. (pausa).

Tem alguém vestido todo de branco. É um homem. Ele tem cabelo curto e grisalho.

Terapeuta: – O que ele passa?

Paciente: – Muita paz e confiança. Estou de frente a ele. Agora, ele pôs a mão no meu ombro direito.

Terapeuta: – Você vê a expressão do rosto dele?

Paciente: – Expressão serena e tem pele lisa, nariz um pouco avantajado.

Terapeuta: – Pede para ele se identificar?

Paciente: – Veio um nome: Samuel.

Terapeuta: – Quem é Samuel?

Paciente: – Veio à frase: – Minha cara amiga, você já esteve comigo em outras existências.

Terapeuta: – O que vocês foram no passado?

Paciente: – Veio que ele foi meu pai e hoje é o meu mentor espiritual.

Terapeuta: – Veja o que mais que vem?

Paciente: – O Samuel diz: – Para falar de sua vida atual é preciso que você entenda o real significado da vida. A vida nos traz ensinamentos pelos quais devemos passar, mas o mais importante é a forma como ela nos transforma. Não importa onde e como você vai viver, e com quem vai partilhar. O que importa é o que você faz de cada partilha, ou seja, no que você transforma essa partilha. Para entender melhor o que estou lhe falando é preciso viver, doar-se, resgatar, aceitar e acima de tudo amar.

Todas as relações sejam quais forem, se você viver tudo isso dessa forma, estará vivendo bem, de forma certa.

Não precisa de dúvidas, pois o chão que estamos pisando é o caminho que devemos percorrer. Se a sua pergunta é: – Eu vou conseguir?

A resposta se dá na medida em que você acreditar e querer em todos os aspectos de sua vida acolher e ser acolhida. Isso é o que vocês serão um para o outro (seu mentor espiritual estava se referindo ao seu marido).

Amar e se deixar amar, perdoar para poder ser perdoada, suportar para ter a certeza no reencontro pleno.

Andem juntos, sabendo escutar, parar ou prosseguir. Assim, obterão êxito!

No amor, não vence quem luta, mas, sim, quem persevera. O amor então é feito de perseverança. Fiquem em Paz!

Terapeuta: – Pergunte ao Samuel, seu mentor espiritual, por que até hoje você não conseguiu engravidar e desde os 18 anos sofre de endometriose?

Paciente: – Ele diz: – Você usou mal sua energia em outras vidas e agora precisa restabelecer esse campo.

Terapeuta: – Pergunte que energia ele está se referindo?

Paciente: – Ele se refere à energia sexual. Diz que agora estou mais preparada, com mais humildade para receber uma criança que vai ser totalmente dependente de mim nos primeiros anos de vida. Diz ainda que preciso cultivar a energia do amor, dedicar-me como mulher, pois em outras vidas não quis ser mulher e me dedicar a ser só mãe. Isso é uma condição natural quando se é mãe, onde eu nunca quis me colocar numa posição de receptividade, doação, isto é, de humildade, passividade, nunca aceitei, inclusive na encarnação atual, pois sempre vi como uma coisa ruim.

Ele fala que agora estou mais preparada, receptiva para aceitar essa passividade tão necessária para ser mãe. Fala ainda que eu precisava para isso de um homem como o meu marido, o perfil dele como homem para que eu me dobrasse para ser mais passiva. Mas que ainda tenho muitas coisas a melhorar, ou seja, aflorar mais essa passividade que não é humilhação e me colocar à disposição de tudo aquilo que sempre quis: ter uma família unida e conseguir ser mulher.

No fundo, quero ser mais passiva, aceitar mais a energia feminina, e que tenho isso muito latente. Samuel, meu mentor espiritual me revela também, que muitas das vidas passadas eu era uma mulher que tinha que fazer, resolver tudo, e isso acontece até hoje. Essas experiências ofuscaram, reprimiram a minha energia feminina, que é a minha essência pura. A maioria de minhas encarnações vim como mulher, mas tive que tomar atitudes masculinas para sobreviver, mas foi somente por necessidade.

Fala também que já fui homem em outras vidas, mas muito pouco, pois a maioria de minhas encarnações vim como mulher. Por isso, está latente o meu lado feminino. Eu tenho que me permitir ser mulher, passar a ser somente mulher. Mas que ainda trago na vida atual dificuldade de ser mulher, ser passiva, pois as circunstâncias de outras vidas sempre me trouxeram situações que me obrigaram a agir como homem.

Numa das vidas que fui homem, fui muito inteligente, poderoso, perspicaz e dominador. Preciso então, buscar o equilíbrio entre os dois lados (masculino e feminino), mas hoje preciso exercer mais o lado feminino, caso queira ser mãe.

Terapeuta: – Como você pode fazer para que o seu lado feminino prevaleça?

Paciente: – Gosto de ser mulher, mas vivi épocas que a mulher era muito inferiorizada e sofri profundamente, por isso, essa resistência hoje de ser mulher. Eu coloquei para mim, que se fosse forte, destemida e até inflexível, dura, ninguém iria me fazer sofrer. Mas hoje, ele diz que já estou trabalhando com a minha inflexibilidade, tendo que ser mais passiva, aceitar mais as coisas, que são atitudes próprias de energia feminina. Porém, ele reitera que as atitudes masculinas ainda são fortes em mim.

O meu mentor espiritual diz também que posso usar as qualidades masculinas que tinha quando homem, e que trago ainda para ajudar o meu companheiro, mas sempre devemos andar lado a lado.

Para isso, preciso ter paciência e ver que o tempo do meu marido não é o mesmo que o meu. Pede para ser passiva e andar lado a lado com ele, que devo deixá-lo tomar iniciativa como homem. Diz que sou muito ligeira, perspicaz, que ainda trago quando era homem. Se eu não equilibrar esse lado masculino, vou querer competir com o meu marido.

Resumindo: devo andar lado a lado com ele, sem adiantar os passos, mas também não atrasar. E isso é o meu principal aprendizado.

Mesmo que eu anteveja as coisas, preciso guardar isso para mim e esperar o momento certo, calando-me, observando. Na verdade, ele diz que já estou exercitando isso que ele falou desde que conheci o meu marido.

Terapeuta: – Pergunte ao seu mentor espiritual se há necessidade de você voltar a essa terapia?

Paciente: – Ele diz que tenho todas as condições de acertar, mas é uma questão de ajustes porque trago o lado masculino e feminino de outras vidas muito forte; por isso, entro em conflito muitas vezes com meu marido, mas que posso resgatar o meu lado feminino porque gosto de ser mulher, por ter vivido muitas encarnações como mulher, que tenho um lado maternal muito forte.

Mas a escolha será minha de voltar a essa terapia, porém, tenho condições de colocar em prática tudo o que ele me disse.

 

 

 

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