Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico também conhecida por transtorno do pânico é um transtorno de ansiedade que surge sem um motivo aparente, subitamente, de forma inesperada. No ataque de pânico os sintomas físicos mais comuns são: respiração curta, sensação de falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio e de calor, tontura, sensação de perda de controle, medo de morrer, aperto no peito ou taquicardia, náusea, sudorese (suor), angústia. Em muitos casos, os pacientes podem achar que estão enlouquecendo ou prestes a morrer. Alguns chegam a ter diarréias intensas ou sintomas de uma labirintite. Depois de ter uma crise de pânico, por exemplo, enquanto dirigem em congestionamentos, túneis ou estradas, fazendo compras num shopping lotado ou dentro de um elevador, metrô, avião, os pacientes desenvolvem um quadro de fobia (medo irracional) destas situações e começam a evitá-las.

A partir da ocorrência da primeira crise eles podem entrar num círculo vicioso no qual o medo de terem uma nova crise precipita outra crise.

Os portadores do transtorno do pânico costumam passar por uma verdadeira via-crúcis em busca da cura de seu problema. Muitos buscam ajuda em prontos-socorros, onde são submetidos a exames que não identificam nenhuma anormalidade, o que aumenta sua insegurança e desespero. O tratamento médico é feito na base de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos. Mas, em muitos casos, tais medicações são paliativas, pois para muitos ao suspendê-los, as crises podem retornar. Assim, não basta só através da medicação restabelecer o equilíbrio bioquímico do cérebro, mas é necessário combater a causa verdadeira do problema, ou seja, identificar a causa mais profunda que leva uma pessoa a ter uma crise de pânico.

Para isso, é preciso ver o ser humano em sua totalidade, não apenas do ponto de vista biológico, mas tratá-lo como um todo (mente, corpo e espírito).

No meu consultório, após conduzir mais de 15.000 sessões de regressão de memória pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – a Terapia do Mentor Espiritual, método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, que busca unir a ciência psicológica e a espiritualidade, constatei três causas principais que ocasionam o transtorno do pânico: 1) Causa psicológica (interna): geralmente as crises de pânico se iniciam com o disparo (“gatilho”) de uma reação inicial de ansiedade decorrente de uma situação de estresse que o paciente está passando. Exemplos: divórcio, perda de um ente querido, perda do poder aquisitivo, falência, desemprego, doenças graves, estresse pós-traumático (assalto, sequestro, etc.).

Essas situações estressantes funcionam como um “gatilho” que dispara, desencadeia uma experiência traumática vivida pelo paciente, seja nesta vida (infância, nascimento ou útero materno) ou num passado mais remoto, numa vida passada (experiências dolorosas, traumáticas de como ele veio a morrer).

Seus sintomas de pânico na verdade são experiências que o paciente sentiu no momento de sua morte numa vida passada (ele pode ter morrido por asfixia ao ser enterrado vivo, guilhotinado, esganado, soterrado, enlouquecido num manicômio, etc.).

2) Causa espiritual(externa): é fruto de uma interferência de um ser espiritual das trevas, um obsessor espiritual(popularmente conhecido como “encosto”).

Neste caso, a doença é fruto de um assédio espiritual que o paciente sofre de seu obsessor espiritual, que movido a ódio e vingança, ataca-o provocando suas crises de pânico. Não é por acaso que quando o paciente passa por essa terapia, a TRE, após seu mentor espiritual (ser desencarnado de luz, de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) lhe ajudar a se reconciliar com o seu desafeto espiritual – através do perdão e reconciliação e encaminhá-lo à luz -, suas crises de pânico desaparecem.

3) Causa mista(psico-espiritual):  neste caso, o obsessor espiritual apenas agrava, potencializa a causa psicológica do paciente, ou seja, as experiências traumáticas de seu passado.

 

Caso Clínico:

Síndrome do Pânico

Homem de 45 anos, casado, três filhos, veio ao meu consultório com Síndrome do Pânico.

Ele me relatou na entrevista de avaliação que sentia: taquicardia, boca seca, dificuldade de engolir, falta de ar, dor, desconforto no peito, formigamento,  tontura, tremores, náusea, sensação de irrealidade, sensação de iminência de morte, embasamento da visão, sudorese, ondas de calor e frio.

Os sintomas não vinham todos juntos, às vezes tinha três ou quatro sintomas e outras vezes manifestava apenas um sintoma, mas o suficiente para que não conseguisse trabalhar.

Na entrevista de avaliação, assim me relatou: – Tenho uma empresa com 170 funcionários e uma família com três filhos. Uma vida pela frente, mas não consigo sair de casa. Não quero me encher de remédios, mas se não tomá-los as crises de pânico vêm com tudo, pois tentei parar de tomar e elas vieram com muita intensidade.

Na 1ª sessão de regressão, ele me relatou: – Dr. Osvaldo preciso de um cobertor, estou sentindo muito frio. Nossa! Está muito frio! (paciente fala tremendo muito, apesar do calor que fazia no consultório).

– O que você vê ou sente? – Pergunto ao paciente.

– Sinto muitas dores de cabeça e muito frio, a ponto de sentir dor no meu corpo. Desculpe, não consigo me concentrar… .

– Vamos com calma, respire fundo, tente se acalmar. (pausa).

– Dr. Osvaldo estou vendo uma mulher toda deformada, é um ser espiritual das trevas, ela está me olhando fixamente. Parece que está com muita raiva de mim. Ela me olha como se tivesse nojo de mim… Essa é a sensação.

– Pergunte quem é ela?

– Ela diz gargalhando que tudo o que eu sinto, isto é, os sintomas do pânico  é ela que está provocando.

– Pergunte o que você lhe fez no passado?

– Ela disse que éramos jovens. Estudávamos juntos. Nessa vida passada, eu era um rapaz muito bonito e ela era muito tímida e não era bonita. Ela disse que eu apostei com meus amigos dizendo-lhes que eu sairia e transaria com ela, tirando a sua virgindade.

Ela era de uma família religiosa, de crentes, e acreditou em mim. Ela está me acusando de mentiroso, que a enganei, e fala com muito ódio.

Ela diz: – Você agora sente o que eu senti – a vergonha quando todos da escola descobriram que eu estava grávida.

Meus pais se envergonharam de mim. Fugi sozinha para outra cidade onde tive minha filha, mas acabei dando-a para adoção, pois não tinha condições de criá-la. Seu desgraçado, arruinou minha vida!

Hoje você se acha um homem bom, de família, mas você é um hipócrita, dissimulado. Você me paga! Vou matá-lo aos poucos. Mas não tenho pressa.

E agora, doutor, o que faço? – Paciente me pergunta.

– Faça a oração do perdão em sua casa, emando-lhe a luz dourada, o amor de Cristo para amainar o coração dela, pois ela ainda tem muito ódio de você.

Na 2ª sessão de regressão, o paciente me disse que quase não vinha para o meu consultório, pois na véspera da consulta teve uma das crises mais agudas de pânico, a ponto de sentir vontade de tirar sua vida. Estava desesperado e angustiado.

Após passar pelo relaxamento muscular progressivo, assim me relatou: – Vejo uma criança segurando uma boneca e com a outra mão segura a minha me puxando para um bosque. Sinto muita paz, doutor.

– Ela sorri e fala que é minha filha daquela encarnação – a que foi adotada. Diz que conversou com a mãe dela (ser espiritual obsessora do paciente).

Laura é o seu nome. Diz que sua mãe está muito magoada e triste, morreu sentindo muita tristeza naquela vida. (pausa).

Mas que a oração do perdão que venho fazendo para sua mãe melhorou muito o sentimento que ela nutre por mim. (pausa).

– Você quer dizer algo para a mãe da Laura? – Pergunto ao paciente.

– Por favor, venho humildemente lhe pedir perdão. Eu errei muito com você. Estamos vivendo em momentos e dimensões diferentes. Mas quero lhe pedir outra chance. Não quero que você sofra mais. Nós dois estamos sofrendo. Nossa filha está aí com você e pronta para nos ajudar. Pelo amor de Deus, devolva minha vida (paciente chora copiosamente).

Talvez você não saiba o quanto estou sofrendo por saber o que lhe fiz.

Fui egoísta, imaturo, não tenho nem palavras para descrever o que fiz, o quanto te magoei, fiz sofrer, mas me dê outra chance, por nós, pela nossa filha. (pausa).

Dr. Osvaldo, ela agora aparece… Não está mais deformada, e não está também com aquele semblante de ódio. Ela olha dentro dos meus olhos e diz:

– Senti sinceridade em suas palavras. Realmente, você ficou triste com o que fez. Desta vez, sinto que não está me enganando. Sei que na vida atual você casou muito cedo por conta da gravidez de sua esposa. Hoje um dos seus filhos, de 23 anos, o mais velho, está noivo e vai se casar. (pausa).

Dr. Osvaldo ela me diz que quer vir, reencarnar como minha neta, filha desse meu filho. Eu lhe digo que se ela vier como minha neta vou amá-la muito e que ela será bem vinda em minha família. Por favor, me dê essa oportunidade!

Doutor, ela respondeu que sim… Agora as duas (Laura e ela) estão indo embora, em direção a uma luz branca.

Dois anos depois o paciente veio ao meu consultório para uma visita trazendo sua esposa, seu filho mais velho e sua nora. Ele segurava um bebê, uma menina. Todo feliz, ele me disse: – Doutor vim lhe apresentar um novo membro de nossa família, Laura, minha netinha querida. Vim com minha família para lhe agradecer, pois depois da terapia não senti mais nenhuma crise de pânico. Estou muito feliz, sou agora outro homem. Muito obrigado!

 

 

 

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