VOCÊ SOFRE DE BULLYING?

A mídia tem falado muito em Bullying (termo da língua inglesa que vem de bully = “valentão”), e que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais e/ ou físicas, intencionais e repetitivas, que são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa que se vê impossibilitada de se defender. É uma relação desigual de poder entre dominador e dominado, isto é, entre opressor e oprimido. Vítimas de Bullying têm mais chances de desenvolverem transtornos de humor, transtornos alimentares, distúrbios de sono e/ou de ansiedade e tentativas de suicídio.

Na verdade, através do Bullying, pessoas assediam pessoas em todas as relações humanas. O assédio pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, cônjuges, vizinhos e locais de trabalho.

Na escola, o cyberbullying, via web, pode ser considerado tão prejudicial quanto o Bullying “tradicional” como enviar e-mails com ameaças, espalhar fotos ou comentários sexuais, apelidos ou rótulos pejorativos, tornando a vítima alvo de ridicularizarão e humilhação.

Os sintomas observáveis mais comuns em alunos que sofrem de Bullying são: – enurese noturna (urinar na cama);

– distúrbios do sono (insônia e/ou pesadelos constantes);

– transtornos alimentares;

– tentativas de suicídio;

– transtorno de ansiedade;

– depressão;

– resistência/aversão a ir à escola;

– mau rendimento escolar, etc.

Entre pais e filhos, ocorrem agressões físicas e/ou verbais constantes, com humilhações, xingamentos, castigos, chantagens, etc.

Nos relacionamentos amorosos, o Bullying decorre de um “amor” tirano, possessivo, ciumento, que tolhe, sufoca a liberdade do outro, onde o casal cultiva um relacionamento tóxico, doentio, destrutivo. Em casos extremos, pode terminar com um desfecho trágico: crime passional.

Em muitos casos, o cônjuge exerce na vida do outro o mesmo que uma droga exerce nos viciados em drogas. É a dependência afetiva.

No trabalho, o Bullying se manifesta naquele chefe que persegue sistematicamente, humilhando, torturando psicologicamente o subordinado de todas as formas possíveis para minar, acabar com a sua autoestima e a autoconfiança. É o assédio moral.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, observei em meus pacientes duas causas que os levam a sofrer Bullying: 1) A relação opressor e oprimido que se caracteriza na prática do Bullying ocorre porque são – na maioria dos casos – velhos inimigos, desafetos de várias encarnações, que se alternam em vários papéis sociais a cada encarnação(marido e mulher, pai e filho, irmãos, etc.);

2) Resgate cármico: é a lei da ação e reação, ou seja, por terem humilhado, discriminado, agredido verbal/fisicamente, chantageado, perseguido sistematicamente pessoas em outras encarnações, agora na vida atual sofrem as mesmas ações que praticaram no passado.

 

Caso Clínico:

Bullying

Mulher de 32 anos, solteira.

 

Veio ao meu consultório uma paciente que queria entender o porquê na época da escola fora tão perseguida, humilhada. Diariamente era uma luta para ir à escola, pois tinha medo, era humilhada por seus colegas de sala. Quando terminou o ensino médio foi para a faculdade e aconteceu a mesma coisa, ou seja, seus colegas de sala faziam piadas de mau gosto com ela, deixando-a bastante constrangida.

 

Com isso, tornou-se uma mulher insegura, medrosa, desconfiada, arredia e agressiva. As pessoas não podiam dizer nada que ela ficava muito agressiva e isso afastava as pessoas. Não mais procurou emprego, pois tinha muito medo de ser destratada em seu trabalho.

Assim, tornou-se uma pessoa antissocial, desconfiada, pois não confiava em ninguém. Morava com sua mãe que se preocupava com ela, pois não trabalhava e não saia mais de casa para nada.

Na 1ª sessão de regressão, ela não trouxe nada porque estava muito agitada e defensiva. Assim, marcamos para o dia seguinte a outra sessão.

Na 2ª sessão, após passar pelo portão (recurso técnico que utilizo nessa terapia, que funciona como um portal que separa o mundo material do mundo espiritual, o presente do passado) a paciente começou a chorar copiosamente.

Eu lhe pergunto o que estava ocorrendo e ela me respondeu: – Vejo rostos, muito rostos, todos rindo de mim. Estão dando gargalhadas. Estou com medo…

– Calma, fique calma, respire fundo. O que mais você está vendo ou sentindo? – Pergunto.

– Há um ser espiritual das trevas que lidera aqueles rostos (também seres desencarnados das trevas).

– Pergunte quem é ela – Peço-lhe.

– É uma menina, deve ter uns 14 anos. Ela agora está olhando bem perto do meu rosto e me pergunta se gosto da sensação de ser humilhada, de ser ridicularizada?

Paciente começa a chorar e responde: – Por favor, eu não quero mais passar por isso. Tenho medo. Muito medo, por favor, quem é você? E porque faz isso comigo?(chora copiosamente).

Ela segura a minha mão e começo a ver uma cena.

– Descreva a cena – Peço-lhe.

– Vejo uma escola muito grande… Não consigo ver a época. Começo a andar no pátio da escola. Está tudo calmo, nem parece que há alunos. Entro na escola e todos os alunos estão dentro das salas. Toca o sino e todos saem de forma ordenada. As crianças saem bem comportadas. (pausa).

Vejo agora uma mulher, parece que todos a temem. Uma aluna esbarra nela e é o suficiente para que essa mulher que é a diretora da escola comece a falar absurdos para ela. Ela pega a menina pelo braço bruscamente e lhe diz que não vale nada, que ela não presta.

– Quem é essa mulher? – Pergunto.

– Nossa, sou eu nessa vida passada!

Meu Deus, eu era uma diretora implacável. Humilhava àquelas crianças, não as deixava brincar no pátio do colégio. Espancava-as e até mesmo torturava-as física e psicologicamente. Meu Deus, que coisa horrível!

Por favor, me perdoem do fundo de meu coração, peço perdão. Fui uma pessoa muito ruim. Mas eu mudei, não sou mais daquele jeito (paciente fala chorando muito).

Hoje, na vida atual, vocês me fizeram sentir na pele o que fiz com vocês nessa vida passada.

Realmente, humilhei, espanquei, torturei crianças. Elas tinham pavor de mim, viviam em pânico, como vivi também na encarnação atual em minha escola e na faculdade. (pausa).

Na 3ª e última sessão a paciente estava mais tranquila, seu semblante estava mais calmo.

Ela me disse que passou a semana bem, em paz, e até arriscou a criar uma página social para tentar encontrar seus colegas de escola.

Após novamente passar pelo portão, não estava mais vendo aqueles rostos e não escuta também gargalhadas. (pausa).

– Doutor Osvaldo, vejo aquela menina (ser obsessora das trevas). Ela não está mais escura, um vulto escuro como a vi na sessão passada. Está com as vestes brancas e sorri. Ela disse que sentiu sinceridade em minhas palavras e me pede desculpas pelo sofrimento que me causou. Agora, ela está indo embora.

Sinto um alívio, sensação muito boa. Agradeço do fundo do meu coração a oportunidade de saber o que fiz e pedir perdão nessa terapia. Muito obrigada!

 

 

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