A dor da rejeição

Não há quem não tenha sido preterido em alguma brincadeira infantil, esquecido na hora de uma festa, perdido o emprego ou sofrido desilusão amorosa.

Em pesquisa recente nos EUA mostra que ser rejeitado dói tanto quanto derramar café quente na mão. O estudo foi feito com 40 voluntários (21 mulheres e 19 homens) que tinham recentemente levado um chute do (a) parceiro (a), onde suas atividades cerebrais foram monitoradas pelo aparelho de ressonância magnética.

Os voluntários foram submetidos a duas experiências: 1ª) Tinham que ver fotos de seus “ex”; 2ª) Receberam estímulos térmicos semelhantes ao café quente derramado na mão.

Conclusão da pesquisa: nas duas experiências, o cérebro dos voluntários deu respostas similares, ou seja, houve ativação cerebral de áreas envolvidas (córtex somatossensorial secundário e a ínsula dorsal posterior) na sensação de dor física.

Por isso, não é nenhum exagero quando alguém que foi traído ou rejeitado comenta que “dói no peito, parece que enfiaram uma faca”.

Em outras palavras, ser rejeitado ou traído são os cortes e arranhões psicológicos que machucam a pele emocional e penetram na carne. O mesmo acontece em relação ao sofrimento amoroso – a dor pode ser profunda. Mas as reações das pessoas podem ser diferentes. Há os que simplesmente superam, vão em frente, mas há ainda os que caem em depressão e, sem falar nos casos, em que a rejeição se transforma em raiva e revolta.

 

Caso Clínico:

A dor da separação

Mulher de 30 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório porque recentemente seu namorado havia rompido o namoro. Entrou em depressão porque achava que ele era o seu verdadeiro amor e queria constituir uma família com ele, mas com o término do namoro, seu sonho se desmoronou. Angustiada e muito triste se perguntava o tempo todo por que ele saiu de sua vida. Começou a desenvolver fobia de ficar sozinha em lugares fechados. Por exemplo, no seu trabalho se deixasse a porta do banheiro trancada sentia muito medo, ansiedade e angústia.

Queria entender também o significado de dois sonhos que teve: 1) Ex-namorado a abandonou, deixando-a nas mãos de um homem poderoso, asqueroso e gordo, e que a usava sexualmente; 2) Via uma mulher loira de tranças, olhos verdes, sorridente, que aparentava ter uns 35 anos.

Após passar por algumas sessões de regressão, na última sessão, a paciente me relatou: – A minha mão direita está quente e formigando (ela estava sentindo a presença de um ser espiritual desencarnado que segurava a sua mão).

– Pede para esse ser espiritual se identificar – Peço à paciente.

– Dr. Osvaldo estou vendo novamente aquela moça loira de tranças, olhos verdes, sorridente que vi em meu sonho.

Ela diz que seu nome é Ester, e que é a minha mentora espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual). Diz ainda que está sempre comigo.

– Pergunte-lhe do real significado daquele sonho que você teve onde seu ex-namorado a deixou nas mãos de um homem poderoso, e que a usava sexualmente?

– Diz que esse sonho, na verdade, foi uma lembrança que tive de uma vida passada onde me tornei uma escrava sexual, mas que hoje na encarnação atual não preciso mais me sentir desta forma e nem abandonada. Fala que posso ser a mestra de minha vida, e pede para não me entregar às ilusões.

Fala ainda que o meu ex-namorado saiu de minha vida para não me fazer sofrer como fez naquela existência passada, e que foi providencial.

Pede para me acalmar, que ainda vou encontrar o meu verdadeiro companheiro e constituir uma família. Pede também para confiar, viver com alegria, pois coisas boas virão. Diz que não devo entregar a minha vida a ninguém, e que devo priorizar ser feliz, não me apegar ao que não me faz bem.

Diz ainda que comecei a me sentir bem essa semana porque conseguir me abrir à vida e, por isso, tomei a decisão de seguir em frente e deixar para trás o sofrimento.

Ela me lembra de que quanto mais eu fizer isso, isto é, tomar as rédeas de minha vida, mais vou me sentir bem. Explica que nunca devemos nos apegar ao sofrimento porque a paz e o amor estão dentro de nós, e que o bem estar é o termômetro para eu saber se estou seguindo as orientações dela (em muitos casos, boas ideias ou bons pensamentos que surgem em nossas mentes, na verdade, são os mentores espirituais que nos intuem, através dos pensamentos).

Ela me orienta que quando me sentir mal devo orar para conseguir voltar ao caminho que devo seguir. Por isso, preciso me manter vigilante como todos aqui na Terra.

Fala que está muito feliz por perceber que estou me sentindo bem, que foi uma bela conquista que consegui.

– Pergunte à sua mentora espiritual se foi ela que lhe intuiu a procurar essa terapia?

– Diz que foi ela e também outros seres espirituais do bem que estão sempre comigo. Diz ainda que o canal de comunicação entre nós vai continuar aberto, que é só eu querer. Para isso, basta me concentrar, respirar fundo e orar. Fala que agora está encerrando o nosso tratamento e agradece à Maria e a Jesus por essa oportunidade, agradece também ao senhor, pede para que fiquemos na paz. Reafirma que sempre que eu quiser posso entrar em contato com ela.

 

 

 

 

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