Você tem muitos problemas?

Certa ocasião, um homem, ao ver tanta injustiça, miséria e sofrimento no mundo ajoelhou-se diante do altar e suplicou a Deus: – Pai, faça com que a humanidade mude! Passarem-se meses, anos e nada da humanidade mudar efetivamente.
Frustrado, voltou ao altar e suplicou: – Pai, então faça que o meu país mude!
Passaram-se anos e nada de seu país mudar.
Angustiado por sua prece não ser atendida, novamente suplicou a Deus: – Então, faça com que a minha família mude!
Anos se passaram e nada também de sua família mudar.
Mais conformado, pediu ao Pai: – Então, peço que pelo menos eu mude!

Moral da estória: Aprenda a ser modesto, reconheça que você não tem condições de modificar as pessoas. Saia da ilusão de querer salvar a humanidade, as pessoas. Ninguém tem o poder de mudar o outro se este se recusa a mudar. Essa afirmativa pode parecer óbvia para muitos. No entanto, nas atitudes das pessoas, principalmente com os meus pacientes no consultório, observo o contrário – muitos entram na onipotência de achar que é capaz de mudar a todos (marido, esposa, filho, parentes, sogra, etc.), apesar de estes se recusarem a querer se modificar.

Entram na ilusão, por exemplo, de achar que irão fazer o namorado sair do vício da bebida, das drogas, ou mudar o seu casamento tendo um filho. A meu ver, impotência e onipotência são duas faces de uma mesma moeda.

Note que quando você entra na onipotência (“tudo posso”), mais cedo ou mais tarde irá cair na impotência (“não sou capaz de nada”).
São os extremos de uma mesma moeda. Portanto, o saudável é buscar o caminho do meio (o caminho do sábio). Ou seja, sentir-se potente (não onipotente ou impotente), capaz, respeitando seus limites e os dos outros; caso contrário, irá se frustrar, se infelicitar.

Percebo também em meus pacientes – aqueles que estão sempre cheios de problemas -, que muitos têm um conceito equivocado de ajuda, vindo da cultura judaico-cristã. Aprendemos nessa cultura que ajudar é sermos piedosos (ter pena, dó das pessoas), ao invés de termos compaixão (é compreender, mas não ter pena das pessoas).
No meu entender, piedade estimula o coitadismo, o vitimismo nas pessoas e, com isso, subtrai o poder pessoal (capacidade, potencial de crescimento e realização) delas. Quando você tem pena de uma pessoa, está vendo-a como um ser incapaz, desrespeitando sua capacidade, seu potencial. Se tiver pena de todo mundo, lembre-se de que com isso você está estimulando, fomentando também a dependência, a subserviência, em vez de estimular as pessoas a serem autônomas, donas de si mesmas, resgatando sua autoestima, sua dignidade.

Certo dia assistiu na TV a entrevista de uma vítima da talidomida (medicamento sedativo e anti-inflamatório especifico para mulheres grávidas, fabricado por um laboratório multinacional na década de 60, que provocou em muitos países o nascimento de crianças com deformações físicas – no caso da vítima entrevistada se tratava de um homem brasileiro que só tinha os braços, não tinha os antebraços e nem as pernas).
Apesar de sua deficiência física acentuada, ele fazia tudo o que uma pessoa normal faz (trabalhar, namorar, andar a cavalo, laçá-lo, vestir-se, cozinhar, etc., sem precisar de ajuda).

Ele disse à jornalista que deficiente não é aquele que não tem braços e pernas, e sim aquele que tem braços e pernas, mas vive reclamando da vida, é um viciado em drogas que rouba, mata. E que a verdadeira força não está nos braços e nas pernas, mas na mente e na força de vontade.
Portanto, a verdadeira ajuda não é fazer algo pelas pessoas, mas dar-lhes a oportunidade que façam, descubram sua própria força, sua autoestima, sua dignidade. Ajudar verdadeiramente é ensinar uma pessoa a caminhar com as próprias pernas, libertando-a da ilusão limitadora do comodismo.

Observe que muitos de seus problemas não são seus, mas que você pegou dos outros porque cultiva a crença que tem a obrigação de salvar as pessoas, de resolver os seus problemas.

Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – aprendi (e continuo aprendendo) com os mentores espirituais (espírito desencarnado responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) de cada paciente, a não ter piedade, pois, segundo eles, ninguém é incapaz.

Os mentores espirituais tratam os pacientes com muito amor, compreensão, respeito, compaixão; porém, firmes nas suas orientações, respeitando suas decisões, seu livre-arbítrio, não subestimando a sua capacidade de resolver os seus problemas.
Não fazem pelo paciente, mas estimulam, encorajam-no a desenvolver sua própria força, as aprendizagens necessárias. Orientam também o seu pupilo a ter fé, cultivar pensamentos e atitudes positivas, enfrentar seus medos, ter alegria, confiança em si e na vida, para elevar o teor vibratório de suas energias e, com isso, se equilibrar energeticamente.

Desta forma, nessa terapia, para que o paciente possa efetivamente ter bons resultados, é fundamental que ele faça a sua parte – querer realmente mudar, ser ajudado, ter humildade, isto é, orar, ter fé em si, no Criador e no auxílio das forças superiores (em seu mentor espiritual e nos espíritos superiores do Astral).
A outra parte cabe a mim, enquanto terapeuta, abrir o canal de comunicação do paciente com o seu mentor para que ele possa descortinar o véu do esquecimento de seu passado e orientá-lo a respeito da causa de seus problemas e, com isso, libertá-lo dos bloqueios de seu passado.

 

Caso Clínico: Vida Truncada


Mulher de 30anos, separada

Veio ao meu consultório por conta de seu descontrole emocional, oscilação de humor, irritabilidade, nervosismo, insônia, enjoos constantes, dores na nuca e nas costas. Queria entender também por que sua vida não fluía como deveria – trabalhava apenas para pagar suas contas, pois estava sempre endividada.

Ao regredir me relatou: – Sinto uma presença espiritual aqui no consultório…
Tenho a impressão que é um homem. (Paciente não vê, mas intui, sente essa presença espiritual)

Ele é o meu mentor espiritual (pausa).
Diz que não o vejo para não me assustar (em muitos casos o mentor do paciente não o deixa vê-lo por conta de um vínculo afetivo muito forte que houve entre ambos numa vida passada (os dois podem ter sido marido e mulher, pai e filho, etc. e, caso o paciente o reconheça, poderia abalar-se emocionalmente e comprometer a encarnação atual).
Diz ainda: – Não leve tudo a sério. Esse peso da responsabilidade, essa dor nas costas que carrega, uma parte é sua e a outra não lhe pertence.
É preciso dividir as tarefas, responsabilidade, cada um precisa cuidar de seus problemas, saber até onde se envolver (segundo a paciente me disse, é comum pegar os problemas dos outros, ter pena das pessoas).

Você tem excesso de pena, o que é diferente de compaixão. (Pausa).
Vejo agora o rosto de um cliente que ajudei (paciente tem um comércio).

O meu mentor está me dizendo que não devia tê-lo ajudado. Eu o ajudei com dinheiro, emprestei-lhe um dinheiro que não podia, e ele ficou de pagar (paciente me disse que até hoje esse cliente não lhe pagou).
O meu mentor espiritual ressalta para não me envolver com os problemas dos outros (pausa).
Agora ele está me mostrando uma cena de um funcionário que ajudei. Ele fala que o ajudei muito mais do que podia, novamente. Eu o ajudei em dinheiro (fiz um empréstimo) e depois ele tentou me extorquir. Esse acontecimento me abalou profundamente.
Pede para não entrar em sintonia com os problemas alheios, colocando uma muralha de proteção, sendo firme, aprendendo a dizer não. Desta forma, ele diz que vou me equilibrar e resolver os meus problemas.
Diz que essas pessoas são parasitas, acomodadas. Esclarece que ajudar é bom desde que não me prejudique.
Sinto que é ele que ameniza o meu sofrimento me fazendo rir, ter bom humor, apesar de tudo…
Agora ele está tirando a carga negativa que carrego (paciente está deitada no divã).
Visualizo uma cena onde estou tomando banho numa cachoeira para me limpar. Eu me sinto bem leve… É como se essa limpeza fosse abrir os meus horizontes.
O meu mentor me intui (em pensamento) que preciso também frequentar ambientes mais saudáveis para drenar essa energia negativa, pois absorvo muita dessa energia no trabalho e a levo para casa. Pede para pegar mais a minha filha e sair de casa, arejar a minha mente (ela me relatou também que não tem lazer, só trabalha).
Ele explica que um dos motivos de meu nervosismo, irritabilidade e oscilação de humor é essa energia negativa que absorvo em meu trabalho.
Pede para ter um lazer saudável, conhecer pessoas boas, positivas, com uma mente saudável. Pede ainda para purificar a minha casa não só através da oração, mas dos pensamentos, ações e palavras positivas. Explica que purificar é vibrar, pensar e expressar boas palavras, não se deixando abater pelas adversidades da vida.
Diz que essas oscilações de humor e insônia constantes vêm também da minha mediunidade não desenvolvida. Ele esclarece que no Astral (mundo espiritual), antes de encarnar na vida atual, assumi o compromisso com a espiritualidade de exercitar a minha mediunidade como médium de cura. Fala que tenho a mediunidade de cura através das mãos. Ele me lembra de que por conta dessa mediunidade, quando coloquei a minha mão em imposição em cima de um machucado de minha filha, a dor passou.
Diz ainda que por conta dessa minha faculdade mediúnica, os espíritos desencarnados necessitados de ajuda se aproximam de mim, encostam para absorver as minhas energias e vão ficando, não querendo se afastar de mim.

Explica que alguns de meus sintomas físicos (enjoos, salivação constante, dores no pescoço e nas costas, pés e mãos gelados) ou perturbações emocionais (oscilação de humor, irritabilidade, agressividade, tristeza, medo de dormir, pesadelos constantes) não são meus, mas dessas entidades espirituais sofredoras.
Elas ficam vampirizando as minhas energias, influenciando também para que eu tome bebida alcoólica (elas absorvem a essência do álcool).

O meu mentor espiritual comenta que quando o médium não tem compromisso com a espiritualidade (não desenvolve sua mediunidade), torna-se presa fácil desses “vampiros do astral”.
Esclarece que para ser um bom médium é preciso cultivar a humildade, pois pode levá-lo a ser arrogante (“sou diferente”, “tenho um dom”, “poder de cura”)

Ele diz que o médium veio para servir e, em compensação, a cura de seu passado (débitos cármicos) se dá ao servir à espiritualidade.

Fala que eu falhei anteriormente devido à minha arrogância; portanto, a minha lição de casa nessa encarnação, reafirma, é exercitar a humildade.
Explica que, se tiver necessidade (esta era a 5ª sessão de regressão), ele irá me intuir a procurar novamente a TRE.

Finaliza, dizendo que me mostrou o caminho, e que agora preciso colocar em prática o que foi mostrado na terapia.

Após essa sessão, a paciente estava se sentindo mais calma, tranquila, equilibrada, e me disse que entendeu perfeitamente as orientações de seu mentor espiritual.

 

 

 

 

 

 

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