Desilusão Amorosa

A Verdade Vos Libertará.
Jesus Cristo

O grande mestre Jesus dizia que a verdade nos liberta, e o contrário, a ilusão (mentira, distorção), nos aprisiona. Ele dizia também que para sair das trevas (ignorância) bastava acender a luz (verdade, consciência).

O mestre estava certíssimo, realmente a verdade liberta conforme tenho observado em meus pacientes. Após passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva)- A Terapia do Mentor Espiritual(ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual) em sua maioria, os pacientes conseguem se transformar e se libertar das amarras (bloqueios) que o prendiam ao seu passado.

No entanto, a grande questão, o grande desafio é tirarmos as nossas ilusões, isto é, as vendas dos olhos e enxergarmos a verdade, a realidade dos fatos. O dito popular “A verdade dói, machuca” reflete bem a dificuldade do ser humano de entrar em contato com a verdade. Muitos preferem dormir profundamente na “cama da ilusão” e se tentar acordá-los, vão ficar aborrecidos ou até mesmo agressivos.
A grande magia dos sábios é que eles têm o dom de não ver a vida através da ilusão. E isso é resultado de um trabalho interior intenso, através da prática do autoconhecimento.

Muitas pessoas não estão prontas para a verdade porque não foram educadas para tal. A bem da verdade, fomos educados mais para a mentira do que para a verdade. Neste aspecto, somos profundamente desonestos conosco. Por que começar a dieta na 2ª feira? Quem quer realmente emagrecer, não posterga a sua dieta, começa agora, imediatamente. Em verdade, procrastinar, isto é, adiar, é um mecanismo de defesa psíquica para se evitar algo que nos seja desagradável ou que nos ameace.

Muitas pessoas obesas se utilizam da gordura para se proteger contra o desafeto, a crítica e a desconsideração afetiva. Fazer dieta, portanto, tiraria seu escudo protetor (a gordura).
Assim, o que muitos obesos costumam alegar é que não conseguem fazer ou manter uma dieta. Na verdade, não é que não conseguem, no fundo, inconscientemente, não querem. A justificativa de não conseguir é uma defesa para preservar sua integridade emocional.
O mesmo ocorre na área amorosa. Muitas mulheres buscam ajuda em meu consultório alegando que não conseguem ter sucesso amoroso. A justificativa é que só aparecem em suas vidas homens comprometidos, problemáticos, com dificuldades financeiras e que não querem se envolver.

Em muitos casos, o insucesso é consequência do medo da intimidade, isto é, do medo de se envolver e acabar novamente sofrendo uma desilusão amorosa. E, por conta desse medo, inconscientemente essas mulheres selecionam homens não disponíveis, problemáticos, que muitas vezes também têm medo de se envolver. Desta forma, não se envolvendo, não correm o risco de sofrerem uma nova decepção amorosa. Por isso, é necessário desarmar os mecanismos auto-sabotadores que as impedem de amar. Para isso, é preciso identificar em seu passado a experiência traumática que originou o seu problema amoroso.
Visto por esse ângulo, uma pessoa saudável é aquela que vive intensamente o momento porque não está presa ao passado, pois tem um contato amplo com a realidade. Quanto mais uma pessoa se adapta à realidade presente, mais saudável ela é.
Por outro lado, a pessoa desiludida quer continuar se realimentando de seu passado ou coloca a sua felicidade sempre no condicional. Exemplo: “Só serei feliz se encontrar a minha alma gêmea”; “E se esse momento não chegar?”.
Faço aqui uma pergunta: o que se tem deixado de fazer por causa dessa condição?
Toda felicidade presente se inviabiliza quando se fica presa (o) rigidamente a esse sonho.

Quando a gente coloca uma série de condições para ser feliz, não usufruímos da vida. Neste aspecto, a TRE pode ser um instrumento muito eficaz para fazer o paciente se desvincular das amarras de sua ilusão. Em muitos casos, o simples fato do paciente recordar e revivenciar uma experiência traumática de seu passado, seja desta ou de outras vidas, que originou o seu problema atual, resulta em cura emocional.

Leia a seguir, o caso de uma paciente que se submeteu à TRE e se libertou de sua ilusão.

Caso Clínico:
Tristeza profunda


Mulher de 30 anos, solteira, veio ao meu consultório por sentir uma tristeza profunda. De manhã, ao acordar, frequentemente sentia essa tristeza. Muitas vezes, esse sentimento perdurava o dia todo. Sentia também essa tristeza quando ouvia uma música romântica, em especial, canções italianas. Quando ouvia essas músicas, vinha o pensamento: “Eu ainda vou reencontrar a minha alma gêmea que deixei atrás”.

Quando criança, ao aprender a andar (com 1 ano e 5 meses), teve paralisia infantil (poliomielite) e, com 7 anos, sofreu uma atrofia muscular nas pernas, que a deixou manca. Sentia-se discriminada quando alguém a chamava de aleijada, e isso a incomodava muito. Nunca se conformou com a sua deficiência física. Dizia que não tinha motivo para sentir alegria. Queria entender também o porquê de tudo vir difícil em sua vida.
Ao regredir ela me relatou: – Estou num jardim muito bonito. Existem flores azuis, mulheres bonitas vestidas com roupas bem leves. Sinto que existem homens também, mas não consigo vê-los.
– Peço-lhe para que prossiga na cena.
– O lugar é muito bonito… (paciente estava em espírito, desencarnada, no plano espiritual). Vejo agora um homem moreno, alto, cabelo preto, bem penteado. Ele diz que é o meu mentor espiritual. Fala que vou ter que voltar a essa vida terrena e que vai me ajudar. Fala também que vou ter que consertar o que fiz de errado na existência passada.
É por isso que preciso retornar à vida terrena, mas que não teria nada do que tive na vida anterior à atual, ou seja, dinheiro, conforto, uma vida boa. Diz que vou ter que lutar muito para ter tudo de novo. (pausa). Mas o que mais me incomodou em sua fala foi quando ele me disse que teria que vir diferente dos outros: aleijada! Isso doeu muito (paciente começa a chorar), mas me assegura que sempre estará comigo.

Brigo com ele e digo que não quero voltar nessas condições. Meu coração dói muito porque não quero voltar como aleijada. Eu não quero! ( Fala com raiva).
Ele diz que vai me ajudar, mas  não quero. Reafirma que preciso consertar o que fiz e que vai ser melhor para mim. Digo que não. Ele cansou de falar comigo, está indo embora… Agora, sumiu tudo: o jardim, as pessoas… Está tudo escuro… Não vejo nada. Sinto essa dor no coração.
– Pergunte ao seu mentor espiritual como você pode tirar essa dor no coração? – Peço à paciente.
– Ele fala que o caminho é me aceitar, mas lhe indago como?(pausa)
Ele diz: ‘Gostar de mim como sou, diferente de todos: um lado mais fino e uma perna mais curta, e o outro lado mais grosso. Você veio como aleijada porque em todas as outras encarnações não fez nada de bom para ninguém.
Veio com esse defeito físico para aprender a valorizar mais as coisas que têm. Note que na vida atual, até mesmo para andar teve dificuldades. Isso ocorreu para você valorizar as suas pernas. No plano espiritual, sabendo que iria passar por tudo isso, você retardou a sua vinda, pois não queria vir (pausa).

– Pede ao seu mentor espiritual prosseguir em seu relato, peço à paciente.
– Ele diz que tive cinco existências, mas todas inúteis porque fiz muitas coisas não certas. Na existência anterior a essa, o meu propósito de vida era ajudar às pessoas que eu tinha prejudicado. Mas fiz o contrário; apesar disso, ele diz que está sempre comigo, me ajudando.

– Pergunte ao seu mentor espiritual quem ele é? – Peço-lhe.
– Diz que já esteve comigo numa vida passada, e que já o vi num sonho na vida atual (paciente confirma que recorda do sonho). Ele está tirando a minha ilusão. Diz que eu achava que iria reencontrá-lo aqui na minha vida atual. Mas me diz que não será desta vez que iremos nos reencontrar.

 

Paciente chora copiosamente e me diz soluçando: – Ontem, senti essa dor no coração porque no fundo sabia que na regressão de hoje eu iria recordar que não me aceito, que ninguém iria me amar de verdade. Sabia também da existência de minha alma gêmea que deixei para trás. Mas agora sei que não vou reencontrá-la aqui.

– De que forma você pode se aceitar? –Pergunte ao seu mentor espiritual.
– Responde que é cuidando mais de mim. Fala que não gosto nem de me ver no espelho. Esclarece que não preciso ter a vaidade que tinha na vida passada, pois era muito rica, bonita, vaidosa, mas prejudiquei muita gente. Eu só pensava em mim e prejudiquei muitas famílias porque era muito rica, poderosa. Não admitia ser contrariada por ninguém. Eu perseguia, a ponto de deixar a pessoa na miséria. Hoje não suporto roupas de seda, cetim. Eu já gostei muito dessas coisas nessa vida passada (pausa).
O meu mentor espiritual diz que me ama, pede para não errar de novo, e que ele está sempre comigo. (pausa).
A minha dor no coração passou, não a sinto mais.

Na sessão seguinte, a paciente me relatou que foi muito difícil aceitar a revelação de que não iria se reencontrar com sua alma gêmea na vida atual, mas que no decorrer da semana isso foi se dissipando.
Mas o que mais a surpreendeu foi que a tristeza profunda que sentia não existia mais desde aquela sessão. Houve também uma acentuada melhora no seu nível de bem-estar.

 

 

 

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