A vida sempre age para nosso melhor

A vida não é uma ciência exata, portanto, não pode ser compreendida apenas dentro da ótica do raciocínio lógico, cartesiano.

Querer entendê-la buscando respostas dos porquês de nossos problemas, de determinados acontecimentos em nossas vidas através de nossa mente racional do ego, não se chega a nenhum lugar porque a mente do ego não tem profundidade para as questões mais complexas.

A vida guarda seus próprios segredos e só os revela à medida que estamos preparados para conhecê-los. Se ela estendeu um véu sobre determinados problemas que estamos passando, é sempre para o nosso bem mesmo que não possamos entender.

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, os pacientes vêm em busca de respostas às suas indagações. Obviamente, todos vêm com o intuito de saber a causa e resolução de seus problemas.


No entanto, sempre digo aos meus pacientes que a TRE é uma caixinha de surpresas, pois não se pode prever como o mentor espiritual de cada paciente irá conduzir essa terapia, o que ele irá lhe mostrar acerca da causa de seus problemas.


O mentor espiritual é um ser desencarnado de elevada evolução espiritual, diretamente responsável pela nossa evolução espiritual. Por conhecer profundamente o paciente, pois vêm o acompanhando em várias encarnações, são muito objetivos, porém, cuidadosos, só lhe revelando aquilo que seja útil, necessário e, portanto, jamais irá revelar algo que o prejudique.

O meu papel, enquanto terapeuta é o de facilitar o processo de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual para que ele possa orientá-lo melhor em relação à sua vida.

No entanto, há casos (10% de meus pacientes) em que o paciente sai da terapia sem nenhuma resposta, por não estar pronto, maduro para saber a verdade em relação aos seus problemas. Nesses casos, o paciente não regride ao seu passado – desta ou de outras vidas -, causador de seu(s) problema(s), e, em nenhum momento entra em contato com o seu mentor espiritual. Vale aqui lembrar a máxima secular hindu: ”Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece” para explicar melhor a relação entre o paciente (discípulo) e o seu mentor espiritual (mestre).

Esses pacientes não se comunicam com o seu mentor espiritual por várias razões, mas os mais comuns são: incredulidade e ceticismo exacerbados, mente fechada acerca de assuntos ligados à espiritualidade – mundo espiritual, reencarnação, vida após a morte, presenças espirituais, etc.

Muitos ainda seja por falta de esclarecimento na parte espiritual, ou mesmo por serem excessivamente racionais, querendo entender tudo através de uma explicação lógica, cartesiana, não estão ainda maduros, preparados para entrar em contato com a causa de seus problemas, bem como com o que o seu mentor espiritual irá lhe revelar.

Certa ocasião, numa das sessões de regressão, um paciente, ao atravessar o portão de um jardim (o portão é um recurso técnico que utilizo nessa terapia, um portal da espiritualidade que separa o plano terreno do espiritual, o presente do passado) viu um casal de seres espirituais desencarnados – seus mentores espirituais – aguardando-o num jardim do plano espiritual.

O homem, um senhor de barba e cabelos grisalhos, vestindo uma túnica branca, disse-lhe: – Enquanto você não perdoar o seu inimigo, sua dor irá dobrar.

Após escutar o seu mentor espiritual, o paciente o interpelou dizendo: – Quanta asneira que o senhor está me dizendo!

Seu mentor espiritual novamente lhe aconselhou, repetindo o que havia lhe dito, e se retirou do jardim.

Ato contínuo, a mentora espiritual carinhosamente o pegou pela mão e o conduziu até fora do portão, fechando-o delicadamente à sua frente. Surpreso, o paciente me perguntou: – Os meus mentores espirituais me expulsaram desse jardim?

Respondi que seu mentor espiritual lhe deu o recado, e que agora cabia a ele seguir ou não seu conselho.

Novamente, ele me perguntou: – Acabou a terapia?
Afirmei que sim, pois o que o seu mentor tinha que lhe dizer nessa terapia foi dito (era a 4ª sessão de regressão).

Mas seu orgulho, prepotência, a falta de humildade, o impediam de se reconciliar com o seu desafeto através do perdão. Portanto, não estava ainda maduro e preparado para se libertar de seu problema.

Caso Clínico:
Dificuldade de expressar seus pensamentos e sentimentos.
Mulher de 50 anos, casada, três filhos.

Veio ao meu consultório por dois motivos: bloqueio financeiro e na comunicação. Na parte financeira não prosperava, não conseguia juntar dinheiro (o dinheiro escoava pelos seus dedos) e na comunicação desde criança era fechada, reservada. Tinha medo também de compartilhar, de falar de seus problemas ao marido e este criticá-la.
Portanto, nada comentava, preferindo guardar para si os seus problemas. Seu marido sempre se queixava que ela era calada, muito reservada, que não compartilhava suas coisas com ele.
Quando discutia com o marido, não conseguia argumentar, defender-se, ficava calada, chorava, sentindo-se incompreendida e injustiçada.
Por isso, não conseguia ser sincera e espontânea com ele.

Ao regredir, ela me relatou: – Vejo um homem com uma pá, a imagem se forma e desaparece… Estou deitada num buraco, de lá vejo o céu, está claro, é um dia ensolarado.

– Como você se sente deitada nesse buraco? – Pergunto à paciente.
– Nada confortável. Tenho a impressão (paciente intui) que esse homem vai jogar algo em cima de mim com essa pá. Não consigo sair desse buraco… Sinto o meu peito sufocado (paciente respira ofegante).
A impressão que tenho é que ele joga terra em cima de mim. Acho que eu era casada com ele, e o traí com o amigo dele.
Ele se vinga querendo me enterrar viva. Eu vivia numa casa de pedra incrustada numa colina, no meio do campo. É uma época antiga essa vida passada.
Vejo a luz acesa nas janelas das casas dos moradores. É noite, estou dentro de minha casa cozinhando. Uso roupa de uma época antiga, saia comprida, avental cinza por cima da blusa e uma toca na cabeça.
Sou morena, mais baixa do que sou hoje, devo ter uns 25 anos.
Tem uma pessoa que entra em casa (pausa). Ele é o meu marido nessa vida passada. Usa uma capa e chapéu preto que escondem sua fisionomia, fica perto de mim me encarando, próximo ao fogão de lenha, e não fala nada (pausa).
Eu me sinto incomodada com a presença dele. Agora, ele está me acusando de algo e não sei revidar. Diz que o traí com o seu amigo, mas não saí com ninguém, não o traí (paciente fala chorando). Não sei se alguém encheu a cabeça dele, falou alguma coisa (pausa).
Vejo uma mulher observando, espionando a gente por fora da janela de minha casa. Ela é branca, usa as mesmas vestimentas dessa época, e parece ser mais nova do que eu. Ela só fica espionando pela janela.
Falo para o meu marido que não aconteceu nada, que estão inventando tudo, que não fiz nada.
Ele não acredita, está muito bravo, me arrasta fora de casa, entrando pela mata… Volto àquela cena do buraco no chão no início da regressão onde me vi dentro. Ele fica andando, hesita, não consegue jogar terra, fica rodeando. (Pausa).

– Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente.
– Ele fala que é para eu aprender a não fazer isso com ele. Eu falo novamente que não fiz nada, mas ele não acredita, está muito transtornado (paciente fala chorando). Agora o reconheço, ele é o meu marido da vida atual. Nessa vida passada, não tivemos filhos. Sinto muito medo dele, era muito submissa (a paciente me disse que o seu marido atual comentou certa ocasião que ela deveria ser submissa a ele). Ele não parece ser um homem violento, mas está transtornado. Ele vai me enterrar, embora não queira fazer isso, mas a raiva é maior. Eu me sinto sufocada (respira com dificuldade, ofegante).

– Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
– Eu morri, estou em espírito fora do buraco. Vejo-o totalmente coberto de terra. Eu me sinto mais leve, estou vendo o meu marido voltar para casa. Aquela mulher que estava espionando pela janela está consolando-o. Foi ela que arrumou essa intriga. Eu me sinto perdida, não sei para onde vou. Estou magoada com ele por não ter acreditado em mim, de ter me jogado naquele buraco.
Eu me sinto injustiçada, incompreendida (paciente chora). (pausa).
Caminho agora numa névoa branca, tem um clarão, uma luz na frente. Estou indo em sua direção… Tem alguém que estende a mão para eu entrar nessa luz. É uma mulher. (pausa) Agora estou sentada no banco de um jardim do plano espiritual.
Ela pede para ficar calma, para não ter mais medo. Eu só choro, não consigo falar. Eu me sinto injustiçada de algo que não fiz. Ela é a minha mentora espiritual, diz que tudo vai passar, que as coisas vão se resolver. Pede também para não me afastar de Deus, me aproximar mais Dele, que a resolução de meus problemas virá a seu tempo. Fala para eu confiar mais em minha intuição, que às vezes ela se comunica comigo através de minha intuição. Pede para prestar mais atenção nela. Diz que na vida passada eu não conseguia me defender de meu marido, que só chorava, e que na vida atual venho repetindo a mesma dificuldade, o mesmo problema. Mas pede novamente para ter calma e confiar, que tudo irá se resolver. Afirma que o que precisava saber aqui nessa terapia eu soube.

– Pergunte à sua mentora espiritual se foi ela que a intuiu a vir ao meu consultório?
– Diz que sim, que foi ela que me intuiu a ver sua matéria em seu Site a respeito desta terapia. Por isso, ela está agradecendo ao senhor.
Pede também para eu ter paciência, que as coisas vão se resolver não no tempo que quero, mas no tempo que as coisas devem acontecer, no tempo deles (o tempo do plano espiritual é diferente do plano terreno). Agora, ela está se afastando dentro de um clarão, de uma luz intensa.
No final do tratamento, após ter passado por cinco sessões de regressão, a paciente me relatou que não tinha mais medo de expressar o que pensava e sentia, não só com o seu marido, mas com os seus filhos também. Agora, numa discussão, estava conseguindo argumentar, expressar o seu ponto de vista sem medo, sem bloqueios. Antes, saia magoada, chorava sem conseguir expressar o que pensava e sentia.

 

 

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