Terapia do Mentor Espiritual: A Terapia desejável dos nossos tempos.

O grande médium Chico Xavier, quando em vida, afirmou: “A psicanálise, associada com as ideias reencarnacionistas será, sem dúvida alguma, a terapia desejável dos nossos tempos”.
Na obra “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, na questão 399, escreve: “Integrado na vida corpórea o espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem às vezes uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos Superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã”.

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, a meu ver, vai de encontro com o que o médium Chico Xavier acima afirmou (essa terapia busca unir a psicanálise e a espiritualidade), e está também em perfeita sintonia com o que Kardec se referiu na questão 399.
Embora Kardec não tenha especificado em que circunstâncias as lembranças reencarnatórias são reveladas, eu incluo a TRE como fazendo parte da expressão “em certas circunstâncias” empregada por ele, pois essa terapia é conduzida pelo mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) do paciente, que é um espírito superior do Astral.
Portanto, o mentor espiritual do paciente é a peça chave nessa terapia, pois, por conhecê-lo profundamente (vem acompanhando-o em várias encarnações) é a pessoa com mais autoridade para descortinar (ou não) o véu do esquecimento de seu passado e lhe mostrar a causa de seus problemas para que possa se libertar das amarras (bloqueios) de seu passado.

E o meu papel, enquanto terapeuta é buscar abrir o canal de comunicação entre eles, para que o mentor possa orientá-lo melhor acerca de seus problemas, aprendizagens necessárias, bem como se está no caminho certo, ou seja, se está cumprindo o seu programa reencarnatório – seu verdadeiro propósito de vida.


Desta forma, é comum após passar pela TRE, o paciente continuar se comunicando com o seu mentor espiritual em seu cotidiano, beneficiando-se de suas orientações acerca de sua vida.

 

Quero ressaltar que o mentor espiritual não é paternalista, pois respeita profundamente a escolha do livre-arbítrio de seu pupilo, sem interferir em suas decisões, para que o mesmo possa evoluir e fazer suas próprias aprendizagens. Mas, para passar por essa terapia e receber as sábias orientações de seu mentor espiritual, o paciente precisa estar disposto a esvaziar a sua mente de ideias preconcebidas, crenças equivocadas, receios infundados, altas expectativas sobre essa terapia, só assim estará apto para ouvir e aprender realmente o que o seu mestre tem a lhe dizer, pois uma pessoa de mente fechada é incapaz de aprender qualquer coisa nova.

Para o paciente se comunicar com o seu mentor espiritual, precisa dominar o seu ego (é a mente da dúvida, ceticismo, da incredulidade, preconceitos, medos, receios, insegurança, conflitos) e entrar em contato com o seu Eu Superior (alma, espírito).
Neste aspecto, essa terapia é contraindicada para pacientes excessivamente racionais, incrédulos, céticos acerca da espiritualidade, vidas passadas, mundo espiritual e suas influências em nossas vidas. Portanto, é preciso que o paciente esteja com a mente minimamente aberta, maduro emocional e espiritualmente para passar pela TRE.

É importante ressaltar também, que o paciente precisa usar sua intuição (o sentir) nessa terapia, pois muitas das experiências reencarnatórias não serão vistas com os seus olhos carnais, mas intuídas, sentidas com os olhos de sua alma.
No entanto, esse é o grande dificultador, pois a cultura ocidental sempre bloqueou fortemente a intuição. Ou seja, aprendemos a valorizar apenas o pensar, o lado lógico, racional, e não o intuir, sentir. É para isso que serve a prática meditativa: anular nosso lado racional e entrar em contato com a nossa alma, com o nosso espírito (inteligência maior). A mente do ego (racional) não é capaz de responder às questões mais complexas da vida, que são a causa dos problemas existenciais (o sentido da vida), psicoemocionais (fobias, síndrome do pânico, depressão, ansiedade generalizada, angústia, insegurança, problemas sexuais, descontrole emocional, insônia, toc), de relacionamento interpessoal (problemas familiares, amorosos, trabalho, social) e de saúde do paciente (doenças, cuja causa é desconhecida, não encontrada pela medicina oficial). O raciocínio lógico não tem profundidade, é muito superficial.

Nessa terapia, o paciente entra em estado alterado de consciência através da hipnose, mas num transe leve ou médio de aprofundamento (alfa e teta), onde fica sempre consciente (nessa terapia, é muito raro na regressão de memória o paciente ficar inconsciente).
Nesta abordagem terapêutica, trabalha-se, portanto, num nível mais profundo (supraconsciente) da psique humana, que é o nível intuitivo, espiritual. Mas para isso, o paciente precisa utilizar mais o hemisfério direito de seu cérebro, que é o lado intuitivo, espiritual, emocional, do que o seu hemisfério esquerdo (racional, analítico, lógico) para revivenciar sua lembranças reencarnatórias e/ou experiências espirituais.

Pelo fato da TRE ser uma terapia profunda da alma, os próprios mentores espirituais dos pacientes costumam dizer que para entrar em contato com eles, é preciso que o mesmo cultive três pontos fundamentais: a) Fé: Cultivar o hábito diário da oração, que é um instrumento poderoso para nutrir a alma. Nunca é demais lembrar que o alimento da alma é a prece. Portanto, a oração é o caminho, o canal para se conectar com o mentor espiritual.


b) Meditação: Qualquer prática meditativa ou relaxamento nos leva a entrar em estado alterado de consciência (rebaixamento da consciência) e, com isso, aguça a nossa intuição, a P.E.S. (Percepção Extra-Sensorial) facilitando a comunicação com os seres espirituais.


c) Gratidão: Cultivar o sentimento de gratidão para com o nosso Pai Supremo e com as forças espirituais amigas (parentes desencarnados, mentor espiritual, etc.), pois deles recebemos as bênçãos, as graças e, com isso, estreitamos os laços com eles.

Caso Clínico:
Por que me sinto confusa, desorientada e com medo da vida?
Mulher de 40 anos, divorciada.


Paciente me procurou por se sentir confusa, desorientada e com medo de viver. Sua vida estava enrolada, não sabendo qual rumo tomar em sua vida afetiva, profissional e financeira. Apesar de estar separada de seu ex-marido, não conseguia obter o divórcio. Não sabia também que rumo tomar em sua vida profissional.

Ao regredir, ela me relatou: “Estou num jardim vasto, cheio de flores, parece um parque (Astral Superior).
Tenho a impressão (paciente não estava vendo, mas, sim, intuindo) que o meu mentor espiritual está comigo nesse lugar (pausa). Sinto como se tivesse vivido numa guerra. Tenho a sensação de bombardeio, pessoas correndo de um lado para outro… Estou recordando intuitivamente uma vida passada.
Todo mundo grita, corre, é uma cidade que está sendo bombardeada.
Eu me vejo sozinha nessa correria. Estou correndo e vejo pessoas com os corpos chamuscando. Estou muito assustada, corro desorientada”.

– Você consegue se ver ? – Pergunto à paciente.
“Sou criança, devo ter nove anos. Uso uma roupa bege, acho que sou um menino. Não sei onde estão os meus pais.
Vou seguindo aterrorizada as pessoas. Sinto-me perdida, não sei o que está acontecendo”.

– Avance mais para frente nessa cena- Peço-lhe.
“Agora devo ter uns 13 anos. Estou sentada no chão com um monte de gente num lugar destruído pelo bombardeio. Eu como um pão duro. Acho que deve ser a 2ª guerra mundial.
Vejo aviões, escorrem lágrimas de meu rosto, me sinto triste. Sinto um vazio, uma apatia… Acho que os meus pais morreram (pausa).
Estou nessa fila, estamos todos sentados no chão, tristes, olhar sem esperança. Vejo guardas, soldados armados, usam uniformes militares. Eles nos vigiam. Parece ser um campo de concentração nazista. Vejo arame-farpado. É a hora da refeição, é dia. Estamos agora encostados na parece, comendo. Têm homens, mulheres e adolescentes”.

– Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente.
“Acho que vou morrer. Estou bem magrinho. Estou numa fila, ninguém fala”.
– Como você se sente? – Pergunto-lhe.
“Eu me sinto desesperançosa, indo nessa fila. A gente sabe que vai acontecer alguma coisa ruim, mas ninguém fala nada, está todo mundo cansado. Tem gente que cai por fraqueza”.

– Vá para o momento de sua morte – peço à paciente.
“Na fila, quando chega a minha vez de morrer, começa a me dar uma tristeza, mas ao mesmo tempo choro aliviada. O local onde estamos é quente, parece vapor(paciente estava na câmara de gás)”.

– Veja o que acontece com você no momento de sua morte?
“Vejo o meu corpo caído, mas o meu espírito chora aliviado.
Vejo pessoas de branco, amorosas, que vêm me pegar. São espíritos do bem, de muita luz. Fazem carinho, me levantam. Ainda estou chorando, mas mais aliviada. Eles não falam nada, só passam serenidade, muita paz, aconchego. Eles sorriem para mim. Estão me levando daquele lugar”.

– Veja para onde eles te levam? – pergunto à paciente.
“Vamos subindo, estou pairando no ar (pausa).
Eles me levam para um lugar (plano espiritual), que só têm seres de luz, seus corpos irradiam luz. Eles me recebem, pareço ser um adolescente. Sou tão acolhida, eles dizem que me conhecem, mas não os reconheço (o véu de esquecimento do passado da paciente não a deixa lembrar).
Esses seres espirituais me levam para um lugar onde tomo banho de luz, pois o meu corpo (perispírito) está meio sujo. É um banho gostoso, fico cheirosa (perfume floral).
O banho é para recarregar a minha energia. Eles também tomam esse banho para se limparem e se recarregarem. Vejo agora várias salas, eles me mostram pessoas deitadas em macas. O lugar é um jardim, é lindo, sublime, é um jardim celestial!
O período de quatro anos que fiquei naquele campo de concentração nazista passou a não ser mais importante para mim.
Esses seres de luz… não os vejo como parentes, mas como irmãos de luz. Nesse lugar de tratamento reconheço algumas pessoas que estavam naquele campo de concentração. É como se estivessem dormindo (pausa).


Vejo agora o meu mentor espiritual. Ele sorri para mim quando pergunto se essa vida passada me influenciou hoje para ter medo da vida. Ele diz que sim, mas pede para eu seguir o caminho da luz.

Diz ainda que preciso me conectar, exercitar com as falanges do bem e que a Limpeza Espiritual dos 21 dias do Arcanjo Miguel (veja essa limpeza em meu site http://www.osvaldoshimoda.com) está me ajudando para isso.

 

Esclarece que a confusão mental que sinto na vida atual é fruto da guerra que vivi nessa vida passada, mas que não sentirei mais, pois está resolvido. Fala que foi muito importante nessa terapia ter revivido essa vida passada para que eu me libertasse desse passado.
Pede para sempre me conectar com eles e me banhar com as lâmpadas elétricas (cromoterapia).


Esclarece ainda que o lilás e o verde são bons para mim. Mas explica que o lilás é o mais completo. Finaliza dizendo para me banhar também com a luz do sol. O meu mentor espiritual me abraça e fala que está sempre ao meu dispor para me ajudar. Agora estou me despedindo deles, são todos irmãos de luz. Eles são muitos altos, suas feições são todas semelhantes, serenas. É só luz. É um lugar de muita paz e felicidade. Estão todos me dando um tchau”.

Peço à paciente voltar para o portão do jardim (é um recurso técnico que utilizo no inicio da regressão, e que funciona como um portal da espiritualidade, separando o presente do passado, o mundo terreno do espiritual) e visualizá-lo se fechando. Em seguida, peço-lhe para se afastar desse portão e subir uma escadaria brilhante, voltando para o meu consultório.

Após passar por mais quatro sessões de regressão, a paciente me disse que essa terapia foi um renascimento para ela. Não estava mais se sentindo confusa e desorientada. Já estava vislumbrando um novo horizonte em sua vida, estava focando mais qual rumo tomar em sua profissão, e me disse que conseguiu o divórcio com o juiz.

 

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