O véu do esquecimento do passado

Nota Explicativa:

Em função de minha saúde e por recomendação médica, reduzi a minha carga horária de trabalho. Por conta disso, preparei cuidadosamente – com o apoio e orientação da espiritualidade – um terapeuta de confiança que pudesse dividir os meus atendimentos no consultório. Por isso, estou comunicando aos meus queridos leitores e pacientes que Odair Campos – é o nome dele – um médium competente e dedicado terapeuta (fez a formação nessa terapia comigo e foi também o meu assistente durante sete anos) está dividindo comigo os atendimentos de 2ª a Sábado (8:00 às 20:00hs) em meu consultório.

Que a Luz do Altíssimo e a Luz dourada de Cristo iluminem os vossos corações!

Atenciosamente,

Osvaldo Shimoda

 

“Sendo a alma imortal e tendo nascido muitas vezes e tendo visto tudo quanto existe… conhece tudo; não é admiração alguma que ele tenha condições de trazer de volta à lembrança de tudo quanto já soube acerca da virtude e de tudo. Toda natureza é solidária e a alma que tudo aprendeu não encontra dificuldade em ir buscar, ou como dizem os homens, em aprender, a partir de uma simples lembrança tudo o que restar, se o homem se esforça bastante e não desanima, dado que todo o aprendizado não é mais do que recordação”.
– Sócrates (Filósofo grego que viveu no séc. V a.C.).

Sócrates, o Pai da Filosofia, dizia que a alma trazia na memória o conhecimento desejado e, portanto, aprender é recordar um conhecimento adquirido em existências anteriores. Ele não via nisso nenhum absurdo, mas apenas um fato óbvio por si só.
Desta forma, o conceito de reencarnação era para esse grande filósofo algo natural, que, aliás, nada tinha de novidade; muito pelo contrário. Até mesmo Aristóteles, que era mais voltado para os aspectos materiais da vida, admitia a preexistência da alma.
O próprio mestre Jesus revelou que Elias era a reencarnação de João Batista e ainda estranhou que Nicodemus, mestre em Israel, desconhecesse isso.
No livro “Les Egyptes”, de Marius Fontane, o autor cita os ensinamentos dos egípcios, que acreditavam na reencarnação: “Antes de nascer a criança já viveu, e a morte nada termina. A vida é um porvir; ela passa como os dias solares recomeçam”.
Desta forma, a reencarnação é um fenômeno da natureza, pois tudo na natureza obedece às leis cíclicas. Ou seja, todos os dias o sol nasce e se põe; existem as quatro estações do ano, onde no inverno as folhas caem, os galhos secam, mas na primavera tudo renasce, floresce. Goethe também acreditava na reencarnação. Ele escreveu: “A alma do homem é como água – Vem do céu e ao céu volta, depois retorna a Terra, em eterna alternância”.
Ora, se tudo na natureza obedece às leis cíclicas, por que nós, seres humanos, seríamos diferentes, não estaríamos também sujeitos às leis cíclicas da natureza, da reencarnação?

Note o leitor que o reino animal também obedece às leis cíclicas, pois na cadeia alimentar existe sempre o predador e a presa e, nós humanos, estamos no topo dessa cadeia, pois com a nossa inteligência, dominamos, somos o maior predador do reino animal. Mas, faço uma pergunta: se o ser humano é o maior predador do reino animal na cadeia alimentar, quem seria então o nosso predador?

Incrível que pareça o nosso maior predador é um ser primitivo, que não tem a nossa inteligência, é insignificante, tão insignificante que é invisível a olho nu, pois é um ser diminuto, apenas o enxergamos com o auxílio do microscópio: são os microrganismos – bactérias, vírus, fungos, parasitas, causadores de doenças, e que nos matam.

Na verdade, esses microrganismos não são “insignificantes” porque são altamente letais, tiram as nossas vidas, vão de encontro com o conhecido dito popular: “tamanho não é documento”.

Aqui se fecha o ciclo da cadeia alimentar, pois com a nossa morte, o corpo carnal vai servir de alimento aos vermes.


Sabemos que o Universo é constituído por leis, que visam o equilíbrio, a harmonia de tudo. Em outras palavras, o homem é regido por leis superiores, cuja compreensão ainda foge à sua inteligência. É preciso ter humildade para reconhecer isso. Aliás, o planeta Terra não passa de um grão de areia a girar na imensidão do Universo. Apesar da Terra, aos nossos olhos, ser imenso, seria pretensão em demasia de o homem orgulhar-se disso, pois existem inúmeras galáxias no Universo. A descoberta recente dos cientistas da NASA, do Kepler – 186f, planeta fora do sistema solar semelhante ao nosso, foi apenas à primeira de uma série de revelações que virão das dezenas de missões de busca de lugares que possam abrigar vida fora da Terra.

A reencarnação é uma das leis do Universo e, por conta disso, nascemos, crescemos, morremos e tornamos a nascer quantas vezes for preciso para o progresso, para a evolução de nossa alma. As experiências das vidas passadas ficam arquivadas em nosso inconsciente – mais precisamente ficam gravadas em nossa memória perispiritual (corpo espiritual). Nascemos, ou melhor, renascemos com um acervo de conhecimento inconsciente adquirido em várias encarnações. Aqui explica o gênio, a precocidade intelectual, o conhecimento e habilidade de muitas crianças.
Portanto, o gênio é fruto de muitas encarnações dentro de uma mesma função. No entanto, a ciência materialista (psicologia, psiquiatria e a neurociência) insiste em negar sistematicamente a tese da reencarnação, esforçando-se em explicar a inteligência e as aptidões dessas crianças, atribuindo-as ao fator genético, hereditário. Mas, a bem da verdade, o que se observa é que raramente filho de gênio é gênio e não raro filho de pais medíocres é gênio.
Se trouxemos habilidades, conhecimentos desenvolvidos de outras vidas, por outro lado, por vezes trazemos também maus hábitos, imperfeições, erros cometidos no passado por conta de nossa imaturidade, ignorância enquanto seres espirituais em evolução. Desta forma, o propósito de reencarnarmos é reduzir os nossos defeitos e aumentar as qualidades, e isso requer esforço, humildade, vontade do espírito em querer progredir.
Não obstante, ao reencarnarmos, automaticamente esquecemos o que fizemos no passado, pois na Terra, estamos retidos temporariamente em estreita faixa energética para podermos esquecer os erros cometidos em vidas passadas, o que é um alívio, pois se lembrássemos das barbáries que cometemos, no mínimo ficaríamos perturbados, senão loucos, e isso poderia comprometer as nossas aprendizagens e as reparações das faltas cometidas.
Não foi por acaso que o mestre Jesus pregava: ”Orai e Vigiai”, referindo-se ao descuido na vigilância que pode facilmente nos levar a repetir os erros praticados em vidas passadas, pois o “véu do esquecimento” – barreira da memória que se manifesta em forma de amnésia – nos impede de acessar as nossas memórias passadas. Todavia, espíritos mais elevados são capazes de lembrar-se espontaneamente, não apenas dos fatos da existência imediatamente anterior à vida atual, como de várias vidas passadas.
A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim vai de encontro com a máxima secular de Cristo” Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (é importante ressaltar nessa máxima, que a Verdade liberta somente às pessoas que estão prontas, maduras para recebê-la).
Nesta terapia, através do mentor espiritual do paciente, que é responsável pela sua evolução espiritual, e, portanto, conhece-o profundamente, o “véu do esquecimento” do paciente é descortinado para que este saiba a Verdade a seu respeito, ou seja, a causa de seus problemas, sua resolução, bem como suas aprendizagens nesta encarnação e, o mais importante, se não está se desvirtuando de seu caminho, de seu verdadeiro propósito de vida.

Certa ocasião, uma paciente ao passar pela TRE seu mentor espiritual lhe revelou que em várias encarnações abreviara sua vida suicidando-se, inclusive na vida atual. Na entrevista de avaliação – que costumo agendar inicialmente com cada paciente para conhecê-lo melhor, me inteirar com mais detalhes acerca de seus problemas, bem como lhe esclarecer como funciona essa terapia, a paciente não havia me informado que tinha tentado o suicídio também na vida atual.
Só veio a me revelar o fato após ter descoberto na regressão de memória que estava repetindo os mesmos erros, abreviando sua vida em várias encarnações. Ela me confidenciou que aos 10 anos de idade tinha tomado “chumbinho” (veneno de rato) em dose cavalar. O médico que a atendeu no pronto-socorro disse à sua mãe, na ocasião, que pela dose elevada de veneno que havia ingerido era para ela ter morrido. No entanto, foi poupada pela espiritualidade, desta vez, não morrendo como ocorrera nas vidas anteriores para fazer suas aprendizagens. Portanto, ao passar por essa terapia, seu mentor espiritual descortinou seu “véu do esquecimento” para que ela pudesse perceber que estava cometendo o mesmo erro, em várias encarnações, inclusive nessa, abreviando sua própria vida.

Caso Clínico:
Alma Gêmea.
Homem de 48 anos, casado, pai de um casal de filhos.

O paciente veio ao meu consultório se queixando de depressão (tomava fluoxetina), desânimo, falta de concentração e não conseguia enfrentar e ansiedade.
Sentia muita tristeza – às vezes tinha vontade de chorar, acompanhado de pensamentos de desesperança, de não mais querer viver. Sentia também muita angústia, um aperto no peito, que o acompanhava desde criança, mesmo quando estava se divertindo. Fez todos os exames médicos complementares, mas não acusou nenhum distúrbio cardiológico. Quando criança, segundo o relato de sua mãe, costumava ficar horas quieto, pensativo.
A morte de seu filho o abalou profundamente (teve gêmeos, mas só um sobreviveu). Sua depressão estava afetando também o seu sono – acordava de madrugada e não conseguia mais dormir.
Tudo isso o deixava impaciente e irritadiço com sua esposa, a ponto de agredi-la verbalmente.

Ao regredir, ele me relatou: “Desde o início do relaxamento (paciente estava se referindo à técnica de relaxamento que utilizo com os meus pacientes para facilitar à regressão de memória) senti um perfume agradável de lavanda (é comum um ser espiritual desencarnado exalar um odor suave para marcar sua presença no consultório).
Vi uma mulher muito bonita, cabelos compridos, estava toda de branco e usava um camisolão esvoaçante. Não vi o seu rosto porque a imagem apareceu como uma foto em negativo.
Ao olhá-la senti muita saudade (a alma do paciente reconheceu essa mulher). Ela tem um jeito delicado, passa bondade, muita confiança e amor.
No início, como havia lhe dito, senti um cheiro de lavanda. Fiquei em dúvida achando que o senhor tinha acendido um incenso aqui no consultório, mas, subitamente, o cheiro mudou para flor de laranjeira. Na verdade, ela mudou repentinamente o cheiro para me mostrar que esse odor não é de incenso, e sim de sua presença (pausa).
Estamos agora sentados num banco de jardim, de mãos dadas, emocionados – a saudade é recíproca (paciente relata chorando).
Ela está me dizendo (os seres desencarnados se comunicam telepaticamente, em pensamento, portanto, não articulam a boca como os encarnados) que também sente muita saudade de mim… Ela não consegue falar direito, por conta dessa emoção”(paciente relata chorando também copiosamente).

– Pergunte quem é ela e que ligação havia entre vocês no passado?
“Ela fala que nós já fomos unidos no passado, fomos casados. Mas que agora ela é a minha mentora espiritual.
Fomos unidos no passado em várias encarnações e nos amamos muito. É por isso que também sinto falta dela, embora como encarnado não lembre disso por conta de meu ‘véu do esquecimento’ que bloqueia as minhas lembranças reencarnatórias. Ela completa dizendo que tivemos uma vida muito intensa e feliz”.

– Pergunte à sua mentora espiritual desde quando ela vem te acompanhando?
“Desde pequeno. É por isso também que quando criança ficava sentada no quintal horas, pensativo, quieto. Na verdade, ficava em pensamento conversando com ela. Eu ficava feliz com a presença dela, embora na ocasião não tivesse consciência disso. A minha mentora espiritual é muito evoluída (pausa).
Agora, ela está me mostrando um moço. Diz que ele foi nosso filho numa vida passada, e que hoje veio também como meu filho (paciente se refere ao seu filho gêmeo que sobreviveu).
A minha filha da vida atual também foi nossa filha no passado.
Revela ainda que o meu filho gêmeo – que não sobreviveu – foi também nosso filho numa vida passada (paciente chora). Ela esclarece que os meus filhos de hoje (casal de filhos) vieram, reencarnaram para me confortar, matar a saudade que sinto dela”.

Na sessão seguinte, o paciente me relatou sua vida passada: “Estou vendo uma imagem bem nítida e colorida de uma batalha. Vejo uma batalha de cavalaria, soldados segurando suas espadas. Estou montado num cavalo dentro dessa batalha, visto uma farda azul escuro, com enfeites amarelos. Com a espada, vou lutando, matando os inimigos. Uso um chapéu militar com enfeite amarelo, dourado. O meu cavalo chama atenção, é branco, bonito. São muitos soldados”.

– Avance mais para frente nessa cena – peço ao paciente.
“Vejo agora casas no campo, camponeses muito pobres, sofridos. Estou com a tropa, muita gente chorando. São retirantes, choram pelas vidas perdidas. É o lado perdedor. Estou acostumado com essa cena, me comove um pouco o sofrimento desse povo, mas preciso cumprir a minha missão. Não judio deles, vou cavalgando, comando a tropa. Vencemos a batalha. Esse povo está se retirando com suas carroças, pertences. Têm crianças, mulheres se retirando com o que restou. (pausa).
Retorno à minha casa – ela é muito bonita, grande. A minha esposa está me esperando. É a minha mentora espiritual. Ela é uma mulher bonita, usa um vestido de época, longo, cabelos presos, claros, arrumado, pele branca. Chego, ela me abraça, somos muito felizes nessa vida passada, temos dois filhos, um casal”.

– Avance mais para frente nessa cena – peço novamente.
“Vejo outra batalha… É outra vida passada. Estou em pé, há muitos soldados inimigos. Eu mando atirar. Vamos vencer de novo essa batalha. O uniforme que uso é diferente daquela vida anterior. É vermelho, não é mais paletó azul, e a calça é branca. Nós arrasamos os inimigos. Não sinto remorso, mas orgulho, pois cumpro a minha missão. Mando atirar, mas sem rancor. Tenho respeito pelos inimigos, embora não tenha pena. O lado dos inimigos está todo arrasado – nós vencemos de novo. Sou casado também com a mesma mulher, a minha mentora espiritual. Ela é a minha alma gêmea. Moramos numa colina e em baixo vejo um verde bem bonito, árvores, rio e o vilarejo. Nessa vida, vivi também muito feliz com ela”.

– Na sessão seguinte, o paciente me relatou sua 3ª vida passada: “Vejo agora uma cidade mais moderna, tem um bonde puxado por cavalo, carruagens, a rua é calçada de pedra. É uma vida passada mais moderna. As mulheres usam aqueles vestidos longos, armados, sombrinhas rendadas, calçam luvas nas mãos. Os homens andam com fraques, cartolas, alguns usam também bengalas.
Nessa vida a minha alma gêmea (mentora espiritual) é morena, cabelos mais escuros. Mas ela continua bonita. Sou um homem de negócios, algo relacionado com navios, mercadorias. Vejo um menino com bonezinho, usa uma boina, calça curta com suspensórios. Ele é o nosso filho. Nessa vida temos só um filho. Tenho navios, sou comerciante. Sou rico, mas não avarento. Sou bem querido pelos habitantes dessa cidade. Estamos conversando, rindo, caminhando por uma rua (pausa).
Vejo agora um navio a vapor, tem uma chaminé preta. Estamos dentro desse navio, fazendo uma viagem. Chegamos ao porto com as nossas malas. Fui fazer negócio, parece ser a América e a impressão é que viemos da Europa” (pausa).

– Avance mais para frente nessa cena – peço ao paciente.
“Vejo agora um velório, uma mulher morta dentro do caixão… É a minha mulher (paciente chora).
Estou em pé acompanhando as pessoas, tem muita gente. Visto a mesma roupa da época. Estou de preto, de luto. Sinto muita tristeza.
Parece que deu uma epidemia na cidade, peste, e ela morreu.
A minha mentora espiritual quer me mostrar com essa cena, que nas outras vidas eu morri antes dela, e ela sofreu muito com a minha morte. Agora, nessa, desta vez, eu que sofro porque ela morreu antes de mim. Ela me explica que é por isso que na minha vida atual tinha certa melancolia quando criança, e era muito apegado ao meu avô. Quando ele morreu, ativou, desencadeou como um gatilho a lembrança da perda de minha esposa dessa vida passada. Tinha 10 anos quando o meu avô faleceu. Entrei na adolescência, e essa perda foi se apagando, mas, em seguida, perdi o meu pai.
Depois que me casei, minha mulher teve dois gêmeos e um deles veio a falecer. Isso foi o estopim, desencadeou novamente a lembrança da perda de minha esposa da vida passada. Até hoje trago essa tristeza, depressão, dá vontade de ir embora antes dos meus entes queridos para não enfrentar mais outra perda”.

– Pergunte à sua mentora espiritual a causa de sua dificuldade de se concentrar no trabalho?
“Fala que me sinto contrariado, pois sempre comandei nas encarnações passadas enquanto militar. E na vida atual, desta vez, tenho que acatar, e quando os meus clientes (paciente trabalha como autônomo) me cobram, exigem, fico contrariado, aborrecido. Mas ela me diz que receber ordens faz parte de minha aprendizagem, de minha evolução na vida atual.
A minha mentora agora está carregando no colo o meu filho gêmeo que faleceu. Ela mostra-o para mim. Fala para ficar tranquilo que ela está tomando conta dele. Esclarece que ele não sobreviveu porque tinha que ser assim, ou seja, reencarnou para fazer uma missão curta: viver algumas horas e voltar novamente para o plano espiritual.
Portanto, reitera que ele reencarnou para não viver por longo tempo.
Esclarece também que essas sucessivas perdas que sofri – dela naquela vida passada, anterior à vida atual -, e de outros entes queridos (avô, pai e filho gêmeo) é um resgate cármico, fazem também parte de minha aprendizagem para sentir na pele o que é perder um ente querido, como ocorreu com os parentes daqueles soldados mortos naquelas batalhas quando eu era comandante.
Mas ela me diz que já aprendi essa lição e sabe que hoje não faria o que fiz no passado – ser militar e matar às pessoas. No entanto, preciso evoluir ainda na parte do orgulho. Como sempre comandei, dei ordens nas encarnações passadas, tenho dificuldades agora de receber ordens. Essa é a parte que ainda tenho que trabalhar, pois trago o orgulho das minhas encarnações passadas.
Em relação à minha esposa da vida atual, pede para ter mais paciência com ela, pois cada um tem a sua individualidade. Diz que inconscientemente a comparo com ela. Daí a minha irritação e impaciência com ela.
Fala que a minha esposa atual é importante para me ajudar a cumprir a minha missão na encarnação presente, além do que ela me propiciou a vinda de meus dois filhos (pausa).
Vejo agora cenas de navios da época atual, carregados de contêineres. A minha mentora quer me mostrar com essa cena que seria um bom caminho trabalhar nessa área de transporte de cargas de navios (quando é permitido, é comum o mentor de cada paciente fazer uma progressão, uma revelação futura).
Revela que esse trabalho seria um bom futuro, e que eu iria ficar muito satisfeito, feliz com esse trabalho”.

– Pergunte à sua mentora se devemos continuar ou não com o nosso trabalho? (essa era a 5ª sessão de regressão).
“Diz que não há mais necessidade, pois o que ela tinha que ter me mostrado e me orientado foi o suficiente. Ela está agradecendo ao senhor pelo seu trabalho pioneiro (a TRE – Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual visa agregar a ciência psicológica com a espiritualidade, mas por ser uma abordagem terapêutica ainda nova, não é aceita, reconhecida pela ciência psicológica oficial – psicologia e psiquiatria).

Não obstante, esclarece que o reconhecimento virá e, por isso, pede para o senhor não desanimar e continuar com esse trabalho porque quem abre o caminho está sujeito a receber mais “flechadas” (críticas, perseguições carregadas de preconceitos).
No início de nosso trabalho – na 1ª sessão de regressão -, a imagem dela veio similar a uma fotografia em negativo, mas, agora a vejo nitidamente, seu rosto aparece perfeitamente. Agora, ela está se despedindo de mim”.

Após o tratamento, o paciente me disse que aquela angústia, aperto no peito que o acompanhava desde criança, havia desaparecido, sua ansiedade tinha diminuído, não estava mais acordando de madrugada como antes (estava dormindo direto) e o relacionamento com a esposa havia melhorado bastante (não estava mais a comparando com a sua mentora espiritual – sua esposa de vidas passadas).

 

 

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