A Verdade liberta?

Conhecendo a causa de meu(s) problema(s) vou resolvê-lo(s)?
Esta é a pergunta mais comum que os pacientes me fazem antes de passar pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva – A Terapia do Mentor Espiritual) – Abordagem psicológica e espiritual breve criada por mim em 2006. Em verdade, essa terapia vai de encontro com a máxima secular de Cristo “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

Em minha prática clínica – já conduzi mais de 20.000 sessões de regressão de memória – constatei que essa máxima é realmente libertadora. A maioria de meus pacientes quando entra em contato com a causa de seus problemas se libertam das amarras (bloqueios) de seu passado, resolvendo, portanto, os seus problemas.
Não obstante, como o ser humano é um fenômeno singular, com características e sintomatologia únicas e, por isso de acordo com o jargão médico “cada caso é um caso”, há pacientes que não se transformam de imediato após seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) lhes mostrar a causa de seu(s) problema(s). Mas por que ocorre isso?
Porque ainda não estão prontos, maduros para se libertarem de seu passado, das amarras de seu passado, seja desta (infância, nascimento, útero materno) ou de vidas passadas. Tendo conhecido a verdade, ainda terão que passar por outras experiências de vida como parte de suas aprendizagens e colocarem em prática o que o seu mentor espiritual lhes revelou nessa terapia. Só assim irão se libertar, resolver os seus problemas.

Sendo assim, quero esclarecer mais detalhadamente ao leitor como funciona a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual.


O paciente que se submete a essa terapia passa por duas etapas:

  1. a) Conscientizadora: nessa etapa, o mentor espiritual de cada paciente irá lhe revelar – através da regressão de memória – a causa de seu (s) problema (s) e fará também uma progressão(revelação futura), caso seja necessário .É importante esclarecer aqui que o mentor espiritual só revela ao paciente aquilo que irá ajudá-lo; portanto, jamais revela algo que irá prejudicá-lo, ou que não irá acrescentar ao seu crescimento, aprendizado.
    As lembranças de vidas passadas (experiências traumáticas), reprimidas no inconsciente, são afloradas ao consciente através da regressão de memória, que o leva à compreensão das origens de seus problemas atuais.
     

    b) Transformadora: muitos pacientes, ao tomarem consciência da causa de seus problemas, de imediato se transformam, resolvendo, portanto, os seus problemas.
    Mas, para outros, apenas a conscientização de experiências traumáticas reprimidas nas profundezas do inconsciente não será suficiente ainda para a cura ou solução de seus problemas. É necessário que esse paciente trabalhe consigo mesmo, colocando em prática no seu cotidiano o que foi revelado pelo seu mentor espiritual. Ele passa a compreender que o passado é passado, que realmente já foi, e que as experiências traumáticas de outrora não deverão mais exercer influências prejudiciais em seu presente. Quando o paciente melhora a si mesmo, melhora também em relação ao seu ambiente familiar, conjugal, social e no trabalho. Em decorrência de sua mudança interna passa a ver a si, aos outros e ao mundo sob uma nova ótica.
    Para passar por essa terapia, agendo inicialmente com o paciente uma entrevista de avaliação a fim de conhecê-lo melhor (história de vida), compreender com mais detalhes os problemas que o afligem, bem como o esclarecimento necessário de como funciona essa terapia. Após a entrevista, já em seguida, o paciente passa por uma sessão de regressão de memória, e, no final desta, vou avaliar pela minha experiência clínica o número de sessões que o paciente terá que passar (para que ele obtenha um resultado mais efetivo, normalmente são necessários de 5 a 10 sessões de regressão de memória).

No final dessas sessões, seu mentor espiritual irá fazer uma avaliação da necessidade ou não de se prosseguir com o tratamento (se o mentor espiritual é responsável diretamente pela evolução espiritual do paciente, obviamente, conhece-o profundamente, sabe de suas virtudes, fraquezas e necessidades, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Portanto, é a pessoa mais indicada, com mais autoridade para fazer essa avaliação. O meu papel, enquanto terapeuta, é o de abrir o canal de comunicação para que o mentor de cada paciente possa se comunicar diretamente com ele, e orientá-lo acerca de seus problemas, bem como a sua resolução).

No final do tratamento, muitos mentores dizem ao paciente que o trabalho foi bem concluído, ou seja, o paciente teve êxito, resolveu o(s) seu problema(s) – e, portanto, não há mais necessidade de prosseguir com a terapia.
Outros, avaliam que ainda há necessidade de se prosseguir com a terapia, pois precisam mostrar, revelar-lhe outras experiências de seu passado. E há ainda aqueles que dizem que o paciente necessita continuar com o tratamento, mas, não por ora, pois precisa colocar em prática o que lhe foi revelado. Afirmam que mais para frente terá que retornar à terapia. Nesse caso, o paciente é intuído pelo seu mentor a me procurar ou a necessidade irá levá-lo a me procurar novamente ).

 

Caso Clínico:
Dispareunia (dor no ato sexual).
Mulher de 25 anos, solteira.

Veio ao meu consultório, por conta de seu problema sexual. Em suas relações, embora tivesse desejo sexual, sentia muita dor, impedindo que o namorado prosseguisse, deixando, evidentemente, ambos frustrados.
Sofria também de fobia social (medo de falar, de se expor em público).
Em reuniões no trabalho, quando chegava a sua vez de falar ficava ansiosa a ponto de não conseguir falar (gaguejava, dava um “branco”). Tinha também medo de assumir cargos de responsabilidade (gerência), por conta de sua insegurança, falta de autoconfiança e baixa autoestima. Com isso, ficava estagnada, não era promovida, não tinha ascensão profissional.
Desde criança, exalava também um forte odor nas axilas (segundo a paciente, não havia desodorante que segurasse o mau cheiro do seu suor, e isso a deixava muito constrangida).

Ao regredir, ela me relatou: – “Vejo o meu mentor espiritual. Ele é magro, claro, carequinha – o corte de seu cabelo é estilo franciscano, com uma franjinha. Veste uma túnica branca, está na entrada do portão (é um recurso técnico que utilizo nessa terapia).

Meu mentor espiritual quer me mostrar algo… ”

– Veja o que ele quer lhe mostrar? – peço à paciente.
“ Ele me leva para dentro de uma mata… É uma floresta. É uma cena de uma vida passada.
Vejo um homem a cavalo. Ele desce e vem em minha direção (ela começa a chorar).
Acho que ele me estuprou. Ele é jovem, bonito, mas eu pensava que fosse outro homem. Na verdade, estava esperando outro homem”.

– Veja o que aconteceu para ele te estuprar? – pergunto à paciente.
“Ele me enganou, armou tudo para me estuprar, me confundindo para pensar que era aquele homem que eu esperava.
Após o estupro, ele me largou dentro dessa mata. Volto para casa arrasada, mas não conto a ninguém”.

– Você mora com quem? – Peço à paciente.
“Moro com a minha família. Sou solteira, mas não vejo os meus familiares. A gente mora no campo, é uma época antiga onde as pessoas andam a cavalo (paciente não as veem, mas intui essa vida passada). Estou preocupada porque engravidei”.

– Vá prosseguindo nessa cena – peço à paciente.
“O homem de quem eu gostava casou com outra mulher. Na verdade, ele não gostava de mim, eu que gostava dele. Como fiquei grávida, sem o pai da criança, fui muito discriminada, fiquei largada. Na época, não se aceitava uma mãe solteira”.

– Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe novamente.
“Não me casei, ajudava a cuidar dos filhos das minhas irmãs. Era muito ligada à minha família (até hoje na vida atual, a paciente me disse que não gosta de sair da casa de seus pais, pois é muito ligada à família)”.

– Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço à paciente.
“Estou velha, continuo morando na casa de meus pais. Eu me sinto frustrada, pois não me casei, não tive um companheiro, embora a minha família me desse apoio e carinho.
Tenho muita raiva desse homem que me estuprou. Ele era um conhecido da família, tinha planejado me estuprar, e depois foi embora.

– Vá para o momento de sua morte – peço-lhe novamente.
“Acho que morri de velhice. (pausa). Vem à mente que deveria ter aproveitado mais essa vida, ter batalhado, mas era muito passiva. Após minha morte física, não consigo me mexer, sei que morri, mas fico estagnada. O meu mentor espiritual vem me ajudar.
Ele tenta me levar para outro lugar (Astral Superior), mas estou prostrada, morri, mas o meu espírito não consegue sair de meu corpo… Agora, ele conseguiu me tirar”.

– Veja para onde ele te leva? – peço à paciente.
“Leva para um jardim muito bonito (é o jardim celestial).
Fico um tempo descansando nesse lugar. Ele explica sobre essa encarnação passada. Esclarece que esse estuprador ficou com raiva de mim porque estava interessado em mim, mas não o correspondia. Disse que depois do estupro, ele se arrependeu, mas acabou sumindo.
Pede para perdoar esse homem. Fala que nem tudo pode ser revelado nessa terapia (a paciente não estava ainda preparada para saber, compreender, ou iria prejudicá-la em sua aprendizagem); portanto, somente o que precisava saber me foi revelado. Afirma que só pelo fato de ter me conscientizado da causa de meu problema sexual, que trago na vida atual como consequência desse estupro, vai me ajudar a superá-lo”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual de onde vem esse bloqueio de falar, de se expor em público? – peço à paciente.
“Diz que parte desse bloqueio vem dessa vida passada em que fui estuprada, pois as pessoas me questionavam querendo saber o motivo de minha gravidez e, com isso, eu evitava qualquer contato social, isolando-me. Mas a verdadeira causa desse bloqueio vem de outra vida passada. Ele quer me mostrar alguma coisa dessa outra existência… Ele me mostra uma cena. Eu era um xerife da época do velho oeste americano. Vejo as pessoas (habitantes da cidade) jogando algo em mim, revoltados, por eu ter falado algo. Fujo para o meu escritório e fico lá. Eu me sinto muito mal, foi algo que prometi a essas pessoas e não cumpri. Acabo sendo expulso da cidade. Isso arruinou a minha carreira.
Meu mentor não me revela o que prometi à população. Mas é algo que não podia cumprir e tinha consciência disso.
Queria mostrar serviço, competência, mas sinto remorso. Diz que isso reflete na vida atual de eu ter receio de assumir cargos de responsabilidade e de falar em público. Na verdade, tenho medo das cobranças e de não atender as expectativas das pessoas como ocorreu nessa vida passada em que era muito inseguro e, por isso, queria mostrar serviço, mas isso agravou mais ainda a minha insegurança.
Esclarece ainda que o medo que adquiri das cobranças da população daquela cidade, mais a experiência do estupro que me levou ao isolamento, ao recolhimento social, estavam causando na minha vida atual o bloqueio de falar em público. E o forte odor que exalo das axilas é uma forma de defesa, como um escudo de proteção.
Afirma que o odor nas axilas é uma forma inconsciente de afastar as pessoas de mim; por isso, preciso me perdoar”.

– Pergunte ao seu mentor como você pode superar todos esses problemas? – peço à paciente.
“Reitera que tendo consciência da causa de meus problemas, aceitando essas revelações como verdadeiras, e não como fantasiosas, e compreendendo-as, vou conseguir superá-los”.

– E esse bloqueio de não ter ascensão profissional, de onde vem? – Pergunte ao seu mentor.
“Vem também dessa vida passada em que fui xerife. Esclarece que tive problemas estomacais antes de vir às sessões de regressão porque estava com medo de passar por essa terapia e saber a verdade a meu respeito. Mas pede para não me preocupar, reafirma novamente que vou superar todos esses problemas”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual se devemos continuar com o tratamento? (era a 5ª sessão de regressão).
“Diz que está encerrada a 1ª fase do tratamento, pois vou ter que digerir todas as informações que me foram reveladas.
Ressalta que terei que voltar novamente à terapia para a 2ª fase, e aí sim, vou me libertar definitivamente das amarras de meu passado.

Por ora, eu precisava somente saber dessas informações sobre os fatos causadores de meus problemas. Diz também que foi ele quem me intuiu para vir a essa terapia, e que demorei em decidir começar porque não estava ainda preparada para passar pela TRE.
Agradece ao senhor (referindo-se a mim como terapeuta) e elogia bastante o seu trabalho, enquanto facilitador da abertura de nossa comunicação. Faz questão de afirmar que o seu trabalho é muito sério por entender que muitos ainda não valorizam essa terapia como deveria por desinformação, preconceito, enfim, por ignorância em relação à espiritualidade”.

 

 

 

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