O poder da prece sobre os espíritos obsessores

Os leitores assíduos de meus artigos em meu site pessoal (www.osvaldoshimoda.com) já devem ter percebido que a oração do perdão (impresso que entrego aos meus pacientes) é um instrumento, um recurso terapêutico indispensável por sua eficácia no tratamento da desobsessão espiritual.

Em minha estatística, 90% dos pacientes que vêm ao meu consultório se a obsessão espiritual (ser desencarnado, desafeto do paciente, seja desta ou de outras vidas, por ter sido prejudicado, movido a ódio e desejo de vingança, quer a qualquer custo ajustar contas com o paciente) não for a causa primária, é sempre uma causa secundária, agravante de seu(s) problema(s).

Apenas 10% dos casos, a causa é puramente psicológica, não havendo, portanto, nenhuma interferência espiritual provocando ou agravando seu(s) problema(s).
Esse percentual altíssimo de 90% dos casos de pacientes com interferência espiritual obsessora em meu consultório se explica, obviamente, por sermos espíritos em evolução, portanto, passíveis de erros, frutos da ignorância, falta de esclarecimento acerca das leis universais.

Sendo assim, por conta das más ações praticadas no passado, sobretudo em vidas passadas, ganhamos inimigos que podem reencarnar juntos em nosso convívio familiar, social, profissional, ou continuarem no astral inferior, nas trevas, como obsessores desencarnados (os piores inimigos são aqueles que a gente não vê, pois se aproveitam de sua condição de invisibilidade para nos prejudicar).

São esses seres espirituais que – na maioria dos casos – sabotam, dificultam ao máximo a vinda dos pacientes ao meu consultório, ou mesmo durante o tratamento, não deixando que os mesmos se concentrem nas sessões de regressão, semeando dúvidas para que desacreditem na eficácia dessa terapia.
Por isso, faço questão de lembrar aos meus pacientes a máxima de Cristo: “Orai e Vigiai”.

Desta forma, para que o paciente tenha êxito nessa terapia, a TRE(Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, é imprescindível a fé, a prece, principalmente se o obsessor espiritual for um espírito endurecido, rancoroso e vingativo. Mas, quando o paciente tem fé, faz a oração do perdão de coração em sua casa após eu prescrevê-la, com humildade e bons sentimentos, isso irá amainar o ódio desse ser espiritual. E isso também o encorajará a pedir ajuda para os espíritos amparadores de luz, que o levarão ao astral superior.

Vencido pelo cansaço (muitos vêm obsediando o paciente há séculos) e desejosos de se reabilitarem, aceitam serem levados para a luz.
Mas, antes de eu recomendar ao paciente para fazer a oração do perdão, é necessário nessa terapia que ele converse com o seu obsessor espiritual nas sessões de regressão para que saiba o que fez para ele nas vidas passadas.
Entretanto, é o mentor espiritual do paciente que determina se ele irá ou não revivenciar o que fez ao seu desafeto espiritual. Em muitos casos, o mentor espiritual prefere revelar, não o deixando reviver cenas de como o prejudicou, por serem fortes, chocantes. Mas quando necessário, o faz regredir, rememorar o passado.
Eu me recordo de um paciente em que numa das sessões de regressão, seu mentor lhe mostrou e também ao seu obsessor espiritual – que estava presente no consultório – uma cena de uma vida passada.

Após ver toda a cena, o obsessor espiritual, aos prantos, pediu perdão ao paciente, pois veio a perceber que ele não fora o causador de sua morte. Ele achava que o responsável fora o paciente que o delatou na vida passada e, com isso, acabou sendo enforcado naquela vida.
Chorava, pedindo perdão pelo erro que havia cometido (o obsessor espiritual o perseguiu implacavelmente, obsediando-o durante 300 anos).

Após o paciente tê-lo perdoado, aceitou prontamente ser levado para a luz.
Portanto, na maioria dos casos, é necessário que o paciente saiba o que fez ao obsessor para que faça a oração do perdão de coração, consciente do mal que lhe causou no passado, pois uma prece feita com arrependimento sincero, vinda do coração, sem dúvida, é muito mais eficaz.

Caso Clínico:
Sem rumo na vida
Homem de 42 anos casado.

O paciente veio ao meu consultório querendo saber qual era o seu verdadeiro propósito de vida. Apesar de ser bem sucedido financeira e profissionalmente, estava perdido, sem rumo na vida. Antes, sabia do que queria, traçava metas claras e as concretizava. Mas veio a perceber que canalizou toda sua energia apenas no lado material, ou seja, no financeiro e profissional, esquecendo o lado espiritual (uma grande parcela da população – talvez a maioria – vive o seu cotidiano apenas para o trabalho, estudo, família, esposa, filhos, lazer, viagens, etc., e se esquece de desenvolver o lado espiritual, seu verdadeiro propósito de vida).

Por isso, ele sentia um vazio, insatisfação (a alma é impiedosa, nos cobra quando nos desvirtuamos de nosso verdadeiro propósito a que viemos na encarnação atual).

Já havia pensado em fazer uma terapia de regressão, pois chamava sua atenção esse lado espiritual. Só depois que leu os meus artigos é que tomou a firme decisão de me procurar.
Queria entender também por que as pessoas mais próximas – pai, irmãos e primos – eram tão dependentes dele em todos os aspectos. Com isso, acabava sendo “o pai” de todos.

Após passar por três sessões de regressão, na 4ª sessão, o paciente me relatou: “Vejo um gramado vasto, o sol no fundo, e um lago no meio desse jardim. Tem também uma pedra enorme na frente do lago, com um desenho entalhado… Não consigo ver esse desenho. Vejo um monte de borboletas nesse jardim. Sinto muita paz… Agora, aparece um leão, surge na minha frente… É uma coisa bem feroz (nessa terapia, é comum o ser espiritual obsessor plasmar em forma de um animal feroz – o que chamamos de zoantropia – para atemorizar o paciente).
Ele não quer que eu continue, prossiga nessa terapia. É uma coisa ruim, meio sem cor, preto e branco”.

– Veja quem é esse ser espiritual das trevas?
“É o meu inimigo… Diz que o enforquei numa vida passada. (pausa).
Falo para ele que não quero o seu mal e, sim, o seu perdão por ter feito justiça com as minhas próprias mãos… Ele mudou de feição, está chorando”.

– Pergunte-lhe se quer buscar à luz?
“Diz que quer… Vejo agora uma mulher muito bonita, veste uma túnica branca, irradia muita luz. Revela que é a minha mentora espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso crescimento espiritual). Fala que vai ajudá-lo, levá-lo para a luz. (pausa).
Vejo flores, continuo nesse jardim (o paciente estava descrevendo o jardim do astral superior), cheguei perto do lago, me deu sede… A água é bem limpa, cristalina. Estou com vontade de beber essa água. (pausa).

Vejo dois anjos em cima de uma pedra enorme. Sai uma luz muito forte deles, são muito bonitos, eles passam muita paz. Falam que vão meu ajudar. Eu lhes agradeço de coração. Afirmam que vão me ajudar em tudo que eu for fazer daqui para frente. (pausa).

Agora, mudou o cenário… Estou em Roma, numa outra encarnação, em cima de uma biga (carro romano de duas ou quatro rodas atrelado com dois cavalos).

Têm umas pontas de lança nas duas rodas. Sou alto, uso uma saia de couro, sou um soldado romano. Uso um capacete, sandália também de couro com as tiras entrelaçadas nas pernas. Estou dentro de uma arena… As pessoas aplaudem… O meu adversário está entrando também na arena. Vamos lutar… Cortei a sua cabeça com uma espada, a platéia entra em delírio, me aplaudem. À minha esquerda, está a platéia, à direita é onde ficam o rei e a nobreza. Não queria fazer isso, saio triste da arena, fui obrigado a fazer aquilo, pois fizeram a minha família como refém. (pausa).

Voltei novamente para a cena daquele jardim, para o lago. Os anjos me pegaram pelo braço, estou voando, estão me levando… Vejo uma luz muito forte do meu lado direito… É um grupo de espíritos de luz.
Vejo a silhueta deles em forma humana – são homens e mulheres, me cumprimentam… Sinto (intuo) que todos eles fazem parte de minha família espiritual (é a nossa família de origem, de onde viemos no astral superior e retornaremos após o nosso desencarne).
A minha mentora espiritual revela que vim ao consultório do senhor para aprender, evoluir espiritualmente. Fala que está na hora de evoluir, que tenho muita coisa ainda para fazer nesta encarnação”.

– Pergunte à sua mentora espiritual qual é o seu verdadeiro propósito de vida?
“Ajudar muita gente, e que ainda vou descobrir como. Diz que vai me revelar mais para frente. Pede para fazer a oração do perdão para aquele ser que foi levado para a luz e outros que ainda estão nas trevas”.

Na sessão seguinte (5ª e última), o paciente me relatou: “Vejo novamente aquele lago límpido e cristalino da sessão passada. Minha mentora espiritual está do outro lado do lago. Pede para ir nadando em sua direção. Tenho medo de entrar nesse lago, mas ela pede para não ter medo, diz que a água vai ajudar a limpar o meu perispírito (envoltório que cobre o nosso corpo espiritual).
Atravessei o lago, cheguei nela… Ela me diz que sou bem-vindo, que estava me esperando faz tempo”.

– Pergunte-lhe qual é o seu verdadeiro propósito de vida?

“Você sabe, meu filho! Você reencarnou nesse plano terreno para ajudar às pessoas ao seu redor dando amor, carinho. Mas não se resume só à sua família, é bem mais amplo. Você acabou se desvirtuando de seu verdadeiro propósito”.

– Pergunte à sua mentora espiritual de que forma você se desvirtuou?
“Trabalhando muito, atendo-se apenas ao lado material. Você não era assim, parou de pensar na espiritualidade, no amor, no bem, enfim, em tudo aquilo que o faz feliz. Todos os seus parentes de hoje sofreram muito em suas mãos, em várias encarnações. Por isso, está aí nessa jornada terrena para resgatar o mal que lhes causou. Você os maltratou de todas as formas no passado, mas não será útil lhe revelar como”.

– Pergunte-lhe por que você os trata como se fosse o pai deles?

“O pai é aquele que dá o maior amor. É assim que você vai reverter o que fez com eles no passado, por não ter lhes dado amor”. (pausa).

– Pergunte à sua mentora espiritual se ela tem mais algo a lhe dizer deles?

“Deles, não tenho mais nada a lhe dizer. Vamos dar um passo de cada vez. Estou aqui para te mostrar o que precisa saber, mas tudo na hora certa”.

– Pergunte em relação ao nosso tratamento, se ela tem mais algo a lhe revelar?

“Fala que por enquanto não, que talvez eu precise voltar mais para frente à essa terapia. Caso precisar, irá me orientar. Esclarece que irá se comunicar comigo em sonho. Pede para continuar fazendo a oração do perdão por mais dois meses. Revela que não só aquele ser obsessor foi levado à luz, mas vários outros seres obsessores, graças a oração do perdão que venho fazendo.

Diz também que a minha nuca não está esquentando tanto como antes (os obsessores provocam peso, pressão, dor e, muitas vezes, ardume na nuca), mas afirma que ainda há outros seres que terei que ajudar a serem levados para a luz. Por isso, pede para continuar fazendo a oração do perdão. Revela que o nome dela é Marta, que estará sempre me ajudando; diz que sou uma pessoa muito boa. Está se despedindo, indo embora”.

Anúncios