O que é o Vale dos Suicidas?

Nota de esclarecimento:

Quero esclarecer aos meus queridos e fiéis leitores (as), que vêm acompanhando assiduamente os meus artigos e relatos de pacientes que passaram pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, que por motivo pessoal de saúde não estava mais publicando novos artigos e casos clínicos, apenas reproduzindo os casos que já haviam sido publicados.

Sendo assim, por respeito e consideração aos fiéis leitores (as), pacientes e ex-pacientes, alunos e ex-alunos, amigos, informo que a partir desta data voltarei a escrever e publicar quinzenalmente novos artigos e casos clínicos em meu site “Espaço da Espiritualidade” (www.osvaldoshimoda.com).

Que a Luz do Altíssimo e a Luz de Maria e de Cristo iluminem os vossos corações!

Com todo amor Crístico,

Osvaldo Shimoda

São Paulo, 13/abril/ 2015.

O que é o Vale dos Suicidas?

É uma região do umbral (trevas) onde os espíritos desencarnados que praticaram o suicídio quando em vida se agrupam pela lei da atração ou afinidade, uma das leis universais, que pode ser traduzida na máxima “Os iguais se atraem”.

A médium Yvonne Pereira, em seu livro psicografado “Memórias de um suicida”, descrito pelo espírito Camilo Castelo Branco, fala do Vale dos Suicidas, onde os seres desencarnados suicidas vivem os mesmos dramas, dores e aflições, agrupando-se no mesmo vale das trevas.

Da mesma forma, agrupam-se também nas trevas, em vales, por afinidade, os espíritos ligados às drogas, à loucura, aos desequilíbrios sexuais, às guerras, aos abortos (abortados e aborteiros vivem nesses vales lado a lado).

Mas todo suicida vai parar no Vale dos Suicidas?

Na minha experiência clínica, após conduzir mais de 20.000 sessões de regressão pela TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, onde os pacientes descrevem suas vidas passadas no umbral após terem praticado o suicídio, posso afirmar que cada caso é um caso.

Muitos – após cometerem o suicídio na vida pretérita – ficam presos ao local do crime, pois não conseguem se libertar por terem transgredido a lei da vida.

Eu me recordo de uma paciente que numa existência passada fora um general autoritário, vaidoso, arrogante e centralizador. Numa das reuniões com seus comandados foi questionado por um auxiliar de sua estratégia de guerra equivocada, onde iria colocar em risco a vida de suas tropas.

Mandou o auxiliar calar a boca por se sentir afrontado em sua autoridade. Mas seu auxiliar estava certo, pois toda a tropa fora dizimada, inclusive seu filho (o general não sabia que ele fora convocado para participar dessa batalha).

Desolado, cabisbaixo, viu seu filho e os soldados ensanguentados, mortos no chão. Pegou o corpo do filho e o enterrou. Após isso, subiu em seu cavalo e foi em direção a um estábulo e pegou uma corda, jogando-a por cima de uma viga do teto, e deu cabo à sua vida, enforcando-se. Após o suicídio, em espírito, ficava observando seu corpo físico balançando na corda.

Não conseguia sair da cena do crime e, mesmo após um longo tempo, continuava vendo seu corpo se decompondo. Transcorrido muitos e muitos anos, apareceu uma senhora vestindo uma túnica branca – era sua mentora espiritual – que lhe disse que havia chegado o momento de sair daquele local e o levou para o plano de luz.

Eu me recordo também de outra paciente, cujo tio, irmão de seu pai, e que havia se suicidado em seu quarto dando um tiro em sua cabeça, apareceu em espírito numa de suas sessões de regressão em meu consultório pedindo ajuda.

Ele não conseguia sair daquele quarto, pois se sentia culpado, bastante arrependido por ter tirado sua própria vida. A paciente orou muito por ele, emanando-lhe diariamente a luz dourada de Cristo, até que em uma das sessões de regressão, seu tio foi levado pelos seres amparadores de luz para uma Luz Maior.

Quero finalizar esse artigo dando um recado aos que pensam em suicídio. O suicídio não é a solução. O suicida materialista pode achar que seja a porta de saída para seus problemas, mas, para o espiritualista que acredita que a vida continua após a morte do corpo físico, o suicídio é porta de entrada para mais problemas, dores e aflições.

Caso Clínico: O Vale dos Suicidas

Mulher de 25 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório por sentir angústia, aflição e aperto no peito sempre ao cair da noite. Por isso, evitava ir a festas, aniversários, eventos sociais, etc., e, com isso, só saia de casa durante o dia. Mas, quando estava longe de sua casa e começava a escurecer, ficava muito nervosa, perturbada, chorava, pois tinha medo de não conseguir chegar a tempo em sua casa, antes do anoitecer.

Na entrevista inicial (anamnese), eu lhe fiz as seguintes perguntas: 1) Quando você começou a ter essa angústia, aflição e aperto no peito?

Paciente: – Bom, que eu me lembre desde os sete anos, mas um dia conversando com os meus pais eles me disseram que desde quando nasci eu chorava muito quando começava a anoitecer.

2) O que essa angústia, aflição e aperto no peito lhe trouxe de malefício em sua vida?

Paciente: – Não tenho amizades, namorado, convívio social, pois quando sou convidado para festas, cinema, encontro com amigos, eu recuso, pois a maioria desses eventos é à noite. Com isso, também não consigo namorar, pois todos os meus namorados não aceitam eu não querer sair à noite, principalmente, nos fins de semana.

3) E como ocorreu o start para você procurar essa terapia, a TRE?

Paciente: – Eu já tinha lido alguns de seus artigos no seu site, mas nunca tive coragem de te procurar, até que na semana passada o pior aconteceu: comecei a ficar muito angustiada em casa – antes só sentia isso fora de casa. Senti muita angústia, aflição, desespero, a ponto de não conseguir respirar, pois faltava ar. Então, disse para mim mesma: “Não aguento mais sentir tudo isso, vou procurar ajuda!”.

Na 1ª sessão de regressão, após ter utilizado o recurso técnico dessa terapia para facilitar o aprofundamento do relaxamento, que é fazer o paciente descer uma escada imaginária, ver um jardim e um portão, eu pedi à paciente que o atravessasse, mas ela viu só a escuridão atrás do portão.

Ela me disse: – Não enxergo nada, estou nervosa, pois estou sentindo novamente aquele desespero (paciente fala chorando).

Não vou conseguir… (chora de forma incontrolável).

Diante de seu desespero, resolvi encerrar essa sessão.

Na 2ª sessão, ela me relatou: – Novamente, não vejo nada atrás do portão.

A paciente me disse: – Eu me sinto desesperada, impotente (fala chorando).

Eu lhe esclareci que muitas vezes isso acontece nessa terapia por conta da ação de um obsessor espiritual (ser das trevas) que visa sabotar, não deixar o paciente ver nada e, com isso, fazer desistir dessa terapia. Pedi-lhe que se preparasse mais antes de vir a essa terapia, orando, para que pudesse se sintonizar mais com os seres de luz.

Na 3ª sessão, a paciente conseguiu ultrapassar o portão, pois, desta vez, não estava com medo, e, assim me relatou: – Sinto que tem um ser espiritual de luz que segura as minhas mãos… Sinto uma paz indescritível e muita segurança. (pausa).

Essa semana, conforme o senhor me orientou, orei bastante, pedi a Deus e ao meu mentor espiritual que me ajudassem nessa terapia e, com isso, percebi que essa semana foi bem mais tranquila, dormi muito bem.

Na 4ª sessão, ao atravessar o portão, além de sentir alguém (ser espiritual) segurando sua mão delicadamente, veio em pensamento, de forma intuitiva, a impressão de ouvir uma voz de uma mulher. A paciente me disse: – É uma voz muito calma, acalentadora… Ela se identificou como minha mentora espiritual, fala que irá me mostrar o porquê de minha angústia, aflição e aperto no peito. Mas para isso, preciso confiar nela, não temer, que tudo vai dar certo.

Agora, está abrindo como se fosse uma cortina… Vejo uma garota que parece ser eu, só que de uma vida passada.  Tenho 17 anos e gosto de pintar telas (hoje a paciente também gosta de pintar). É uma época antiga, parece ser do século XVIII.

A minha mentora espiritual me diz: – Segura a minha mão, pois o que você vai ver agora vai ser muito forte e vai explicar o porquê de seu problema.

Estamos bem perto dessa moça – que fui nessa vida passada – e vi no seu olhar algo semelhante ao que sinto hoje na vida atual: um vazio. (pausa).

Agora, essa moça – após ter terminado de pintar – vai até um celeiro. Ela sobe em um banquinho de madeira e amarra uma corda em seu pescoço… Meu Deus! Ela se enforcou (paciente fala chorando).

A minha mentora espiritual me mostrou o horário que ela se enforcou: 17h30min para 18 hs. Nossa! É o horário que em São Paulo começa a escurecer, e é por isso que me dá angústia, desespero e aperto no peito quando começa a anoitecer.

Ela não demorou em morrer, acredito que levou uns 3 minutos, foi muito rápido. Era uma moça tão bonita, jovem, tinha tudo pela frente e se matou daquele jeito! (fala chorando muito).

Na 5ª sessão, ela chegou ao meu consultório ansiosa, querendo saber mais de sua vida passada, estava muito angustiada. Ao atravessar o portão, veio novamente à cena do enforcamento… A minha mentora espiritual nessa sessão quer me mostrar o porquê de eu ter me enforcado naquela vida passada.

Fala que a moça tinha sido violentada e estava grávida. Tinha muita vergonha, não sabia o que fazer. Sentia desespero, angustiada, e a morte para ela parecia ser a melhor solução.

No final dessa sessão, eu a orientei para que fizesse mais cinco sessões de regressão, pois senti (intuí) que sua mentora espiritual precisava lhe mostrar mais coisas.

A paciente deu continuidade ao tratamento e, numa das sessões, ela se viu em espírito no Vale dos Suicidas, após se suicidar naquela vida, onde ficou por um longo tempo. O lugar era escuro, frio, ela ouvia gritos, gemidos, choros, um lugar horrível.

Na sessão seguinte, ela viu um anjo que a tirou daquele Vale, que resgatou junto com ela uma criança, a filha dela, pois a paciente se matou grávida.

No final dessa terapia, sua mentora espiritual lhe fez uma revelação futura (nessa modalidade de terapia, a TRE, quando o mentor espiritual do paciente julga ser benéfico, útil, faz uma progressão de memória, isto é, uma revelação futura).

Ela lhe esclareceu que a paciente veio à encarnação atual para ser mãe daquela criança. Ou seja, precisava reencarnar para cuidar daquela criança que morreu com ela naquela existência passada. A paciente ficou surpresa e feliz com essa revelação futura e me disse que não estava mais sentindo aquela angústia, aflição e aperto no peito.

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