O Caminho da Evolução

Em 2006, quando estava no início da elaboração da TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado de elevada evolução espiritual, responsável diretamente pelo nosso aprimoramento espiritual), uma mentora espiritual de uma paciente me mandou um recado (ocasionalmente, ainda hoje, o mentor espiritual de um paciente me manda um recado): “Irmão, essa terapia, a TRE, é para os aprimorandos e não para os neófitos, iniciantes no campo da espiritualidade.

Ela estava querendo dizer que para o paciente ser beneficiado por essa terapia é necessário que o mesmo tenha um mínimo de maturidade espiritual, ou seja, que preencha 3 requisitos: 1) Fé em si mesmo, ou seja, acreditar em sua percepção, no que traz como conteúdo nas sessões de regressão de memória e fé também na existência do plano invisível; 2) Humildade; 3) Esclarecimento – leitura prévia, conhecimento acerca de assuntos ligados à espiritualidade como mediunidade, reencarnação, obsessão espiritual, lei do carma, etc.

Por isso, uma pessoa de mente fechada, preconceituosa acerca dos fundamentos da espiritualidade não vai estar aberta, receptiva para se entregar nessa terapia.

Sendo assim, é importante esclarecer que a TRE não é uma terapia de massa, onde toda a população possa se beneficiar com ela. Acredito que o mesmo se aplica ao Budismo, Seicho-No-Ie, Kardecismo, pois nem todos têm o entendimento necessário para se beneficiar de seus ensinamentos.

No processo evolutivo do ser humano existem 4 grupos de pessoas:

1º) Os que dormem profundamente na ilusão do ego, são movidos predominantemente pelo desejo de vingança, ódio, ira, rancor, violência, ganância, drogas, sexo promíscuo, egocentrismo, arrogância, autoritarismo. Agem por impulso, pelos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes ainda inferiores.

Se tiverem uma religião (normalmente não frequentam, pois são materialistas) são religiões com rituais e magia negra.

2º) Nesse grupo, o que prevalece é o emocional, e se seguem uma religião tendem à devoção e ao fanatismo, isto é, a fé cega, irracional.

3º) É o grupo dos racionais, agem predominantemente pela raciocínio lógico, analítico, cartesiano , são movidos pelo intelecto. Muitos são céticos, incrédulos, não estão abertos, receptivos aos assuntos de cunho espiritual e muito menos de religião; querem comprovação científica de tudo, pois só acreditam no que é observável, palpável, concreto, mensurável, testável. São intelectualmente desenvolvidos, porém, cegos espiritualmente falando. Há também nesse grupo os que estão abertos, receptivos a esses assuntos, mas querem entender tudo pela razão, pelo intelecto, buscam a fé raciocinada e não acreditar por acreditar.

4º) É o grupo minoritário, são os grande avatares, mestre espirituais. Para compreendê-los, como por exemplo: Jesus Cristo, Buda, Sócrates, é preciso estar no mesmo nível de consciência e de evolução deles.

Por isso, como a grande maioria das pessoas não estão no mesmo nível de evolução desses grandes mestres, eles foram tão pouco compreendidos e estupidamente julgados. Cristo foi crucificado no meio de ladrões e Sócrates, o grande filósofo grego que viveu no séc. V a.C. foi  julgado e condenado a tomar cicuta(veneno) por não venerar os deuses da cidade de Atenas, introduzir inovações religiosas e de corromper os jovens com suas ideias.

Apesar de durante o julgamento lhe ser dada a oportunidade de renunciar às suas ideias, preferiu mantê-las fiel em busca da verdade. Ele reagiu com serenidade à sentença de morte e desafiou o júri dizendo: “Enquanto eu puder respirar e exercer minhas faculdades físicas e mentais jamais deixarei de praticar a filosofia, elucidar a verdade, exortar todos que cruzarem meu caminho a buscá-la. Portanto, senhores, saibam que não alterarei minha conduta, mesmo que tenha de morrer cem vezes”.

Não por acaso, Albert Einstein disse: “Existem duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humano”.

No atual estágio de evolução em que encontramos, somos como aquela figura mitológica, o Centauro, cujo membro superior é de um homem e o membro inferior é de um animal, um cavalo. Portanto, evoluir é se tornar um ser humano por inteiro e não metade humano e metade animal. Em outras palavras, evoluir é depurar a nossa alma, isto é, eliminar ou pelo menos atenuar o nosso lado ainda primitivo, animalesco, que são os nossos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes inferiores, tais como desejo de vingança, ódio, rancor, orgulho, arrogância, excessiva vaidade, ganância desmedida, autoritarismo, ciúme, inveja, ignorância, preconceitos, intolerância, etc.

Por fim, evoluir é dominar a si mesmo, isto é, os maus hábitos e imperfeições que trazemos de várias encarnações; é desenvolver o que os grandes mestre espirituais conseguiram que é a tríade: fé, sabedoria e compaixão.

Nascemos para evoluir, é a nossa vocação, como tudo na natureza, pois viemos da Luz e retornaremos para a Luz.

 

 

 

Caso Clínico: Depressão e tentativas de suicídio.
Mulher de 28 anos, casada.
A paciente desde criança via vultos acinzentados com muita frequência. Escutava alguém chamá-la pelo seu nome. Esses vultos eram entidades espirituais desencarnadas das trevas que sussurravam em seu ouvido sugerindo para se suicidar. Sempre sentia que tinha alguém (entidade espiritual) acompanhando-a na rua ou em sua casa.
Era comum também sentir calafrios, arrepios no corpo quando essa entidade espiritual a acompanhava.
Por conta dessas tentativas de suicídio (tentou se suicidar com facas, tomando remédios em excesso e atirando-se para ser atropelada) e de agredir o marido (jogava copos no marido, embora não quisesse agredi-lo). Foi internada quatros vezes em hospital psiquiátrico.
Desde criança sofria também de depressão por se sentir rejeitada pela sua família (em especial pela sua mãe), bem como insegurança e medo de enfrentar a vida.

Após passar por quatro sessões de regressão, na quinta sessão a paciente me relatou: “Estou entrando num túnel… Agora ficou bem mais claro… É a saída do túnel. Em volta de mim vejo um azul celeste, parece que estou nas nuvens (pausa).
Vejo agora uma pessoa… Ela está longe”.

– Aproxime-se dela – peço à paciente.
“É um homem. Ele está com um roupão branco, azul e dourado… Mas não consigo ver o seu rosto. Sei que ele é um homem, e é um ser de luz, irradia uma luz intensa – um arco-íris em sua volta.
Sinto que é o meu mentor espiritual. Ele me envolve com sua luz, sinto paz, alegria, vontade de dançar. É uma sensação indescritível! (pausa).
Agora, ele está me puxando para fora de meu corpo… Nossa! Estou flutuando, estou mais ou menos um metro acima de meu corpo! (ela estava deitada no divã de meu consultório).
Meu Deus, é incrível! Estou em espírito, flutuando, pairando acima de meu corpo físico. Vejo nitidamente o senhor (referindo-se a mim enquanto terapeuta) sentado na poltrona em frente ao divã com um bloco de papel fazendo anotações.
É a primeira vez que saio fora de meu corpo (paciente estava em desdobramento, em espírito).
É bastante diferente a sensação de estar dentro do corpo físico e fora. Eu me sinto muito bem, leve. Em espírito, sinto que posso fazer tudo, conseguir tudo o que quero. Eu me sinto poderosa. Olhando daqui de cima, sinto que sou totalmente diferente dessa que está deitada no divã, e que é medrosa, insegura, tem medo de enfrentar a vida. Percebo que essa que está deitada, de corpo carnal, é fraca (paciente referia-se a ela como se estivesse observando outra pessoa).

Ela quer se matar, fugir de seus problemas. O pensamento constante de se matar é um ato de desespero, uma fuga, porque ela não consegue encarar os seus problemas.
É uma sofredora porque é fraca. Na verdade, ela quer abreviar a sua vida com o intuito de se libertar desse corpo físico. É incrível, a sensação de estar fora do corpo é muito boa! (pausa).
Agora, o meu mentor espiritual está me fazendo voltar para o meu corpo físico… Estou descendo, entrei nele. Não enxergo mais o senhor e nem a mim. Não sinto ainda o meu corpo, está dormente. Mas sinto uma paz muito grande. Foi uma experiência muito boa, gratificante!”.

– O que você aprendeu com essa experiência de sair fora de seu corpo físico? – Pergunto-lhe.
“Não tinha consciência do quanto estava sendo fraca, escondendo-me diante da vida. Aprendi que devo enfrentá-la sem temor, pois em espírito senti muita autoconfiança, eu me senti capaz, algo que nunca senti em minha vida. Percebi também que tinha medo das pessoas, das críticas alheias, do que as pessoas iriam pensar de mim, caso viesse contrariá-las. Desta forma, acabei me anulando, principalmente em relação à minha família, para não ser criticada, rejeitada.
É impressionante, só em espírito, fora de meu corpo, percebi que preciso encarar os meus problemas de frente, não me escondendo das pessoas. Eu colocava uma espécie de véu no meu rosto, não querendo me enxergar e nem perceber a realidade dos fatos.
Percebo agora claramente que posso ser eu mesma, sem medo de contrariar as pessoas e ser rejeitada. Essa experiência fora de meu corpo que o meu mentor espiritual me propiciou na sessão de hoje, acalmou o meu coração e a minha mente, e me fez enxergar o que preciso mudar em minha vida (pausa).
Agora, ele está me dizendo que estou curada, equilibrada no aspecto espiritual. No entanto, esclarece que o meu corpo físico ainda precisa de tratamento. Diz que agora estou nas mãos dos médicos, e que não posso deixar de tomar os remédios, pois venho tomando-os há muito tempo (há mais de oito anos). Explica que o meu corpo físico se acostumou com as medicações, e que por isso, as medicações devem ser diminuídas gradativamente com orientação médica. Pede, portanto, para eu ter paciência. Diz que está sempre comigo… Agora está se despedindo de mim. O meu mentor espiritual exala uma fragrância suave, de essência floral”.

Mesmo com o término da sessão de regressão, a paciente me disse que continuava sentindo ainda o odor agradável que o seu mentor espiritual exalava. O seu marido, que a acompanhou em todas as sessões de regressão, relatou que ela estava muito bem, percebeu claramente mudanças em seu humor e comportamento, pois ela não estava mais agressiva e chorosa. Antes, mesmo tomando as medicações, era muito agressiva e instável emocionalmente.
Notou também que a esposa estava mais autoconfiante e tranquila, agora estava saindo sozinha de casa, o que não acontecia antes do tratamento, pois não sentia mais que alguém a perseguia na rua.
A paciente me disse que não pensava mais em se matar, pois aquelas vozes que sussurravam em seu ouvido haviam desaparecido.
Sua depressão havia também desaparecido, pois não se sentia mais rejeitada pela sua família, embora sua mãe e família ainda a tratassem com frieza.

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