Quebra de Paradigmas: Crenças limitadoras

A chave do sucesso é fazer coisas diferentes.  Mas, para isso, é preciso olhar com outros olhos, isto é, quebrar paradigmas, crenças equivocadas, auto-limitadoras.

O mundo está cheio de paradigmas. Então, a questão é quebrar os paradigmas. A Internet quebrou uma série de paradigmas. Sou da época da Biblioteca Municipal, das enciclopédias Barsa e Britânica, da datilografia.

Quando tinha que pesquisar um tema escolar ficava o dia todo na Biblioteca Municipal em São Paulo, na capital. Hoje, com a Internet, não preciso mais sair de casa para pesquisar um determinado assunto. São as facilidades da tecnologia ao nosso alcance.

Mas, para quebrar os paradigmas é preciso deixar as experiências velhas de lado para adquirir novas experiências. Todavia, há uma tendência do ser humano de rejeitar o novo, o desconhecido. Na língua portuguesa existe um nome para isso que se chama misoneísmo, o mesmo que neofobia, que é a aversão, repulsa a tudo o que é novo ou aquilo que representa mudança. A história da medicina ou das invenções estão recheadas de misoneísmo. Galileu teve que se retratar, caso contrário, seria queimado na fogueira pela santa inquisição da Igreja Católica por defender a teoria heliocêntrica (o sol é o centro do Universo) que ia contra a teoria geocêntrica (a Terra é o centro do Universo) defendida pela Igreja Católica.

Genner, descobridor da vacina contra a varíola, o povo revoltado o acusou de pretender inocular a bestialidade no homem.

Horácio Weiss, descobridor da anestesia, acabou se matando por não ter aguentado tantas perseguições, campanhas difamatórias, injúrias contra ele.

Thomas Alva Edison, inventor e cientista norte-americano, descobridor da lâmpada e do fonógrafo, era visto como um louco, lunático, pois tinha o desejo ardente de iluminar o mundo. Tentou 10.000 vezes para descobrir a lâmpada. Ele dizia: “Eu não falhei, encontrei 10.000 soluções que não davam certo”; “Uma experiência nunca é um fracasso, pois sempre vai demonstrar algo”; “O gênio é aquele que tem uma grande paciência”.

Em 1470, o parlamento francês confiscou os primeiros livros impressos em Paris porque o povo considerava os tipógrafos e os impressos como “coisas de bruxaria”.

Dominico acabou morrendo numa masmorra por ter provado cientificamente o fenômeno do arco-íris. A lista de grandes cientistas, pensadores ou inventores que foram perseguidos e/ou mortos por terem ousado quebrar os paradigmas de suas épocas, não termina por aqui.

Na minha prática clínica com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006, observo claramente que o que infelicita os pacientes de não terem sucesso em suas vidas – principalmente nas áreas afetiva, profissional e financeira – são suas crenças equivocadas que acabam limitando, sabotando suas vidas, impedindo-os de serem prósperos e felizes.

Veja, a seguir, o caso de uma paciente que não conseguia se firmar nos seus relacionamentos afetivos por ter uma crença negativa dos homens, oriunda de uma vida passada (no momento de sua morte, decidiu nunca mais deixar que homem nenhum a aprisionasse, e isso a impedia na vida atual de se entregar em seus relacionamentos afetivos).

Caso Clínico: Porque não consigo me firmar nos meus relacionamentos afetivos?

Mulher de 32 anos, solteira.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de não conseguir ter um relacionamento afetivo estável e constituir uma família.

Queria saber por que quando se apaixonava por um homem, ficava insegura, com medo que a abandonasse, e acabava acontecendo mesmo (ela teve quatro namorados). Queria entender também por que tinha o hábito de procrastinar, adiar o que precisava fazer, deixando sempre para depois. E, por último, tinha um sonho recorrente que sempre a acompanhava de que não havia se formado (ela se formou em Farmácia) no curso de 2º grau ou na Faculdade. No sonho, um aluno ou professor lhe dizia que precisava voltar a estudar e se formar. Acordava sempre angustiada querendo entender por que esse sonho se repetia.

Após passar por três sessões de regressão, na quarta sessão, a paciente me relatou: “Na escadaria (recurso técnico que utilizo nessa terapia onde peço aos pacientes para que imaginem descendo uma escadaria e, com isso, aprofundem seu relaxamento progressivo) uma moça me pegou pelo braço suavemente e me ajudou a descê-la. (pausa).

Vejo o lodo de um pântano, e estou atolada nele até a altura do umbigo. Falo para mim mesma: – Não mereço estar nesse pântano, não entendo por que estou aqui? Estou revoltada por estar nesse lodo. (pausa).

Aquela moça que me conduziu pela escadaria, apareceu de novo. Ela tem pele clara, olhos grandes e amendoados, é bonita, tem uma luz em volta dela. Ela se veste como uma indiana, cores bem claras. Passa uma energia muito positiva”.

– Pede para ela se identificar – Peço à paciente.

“Diz que é a minha mentora espiritual… Estou agora dentro desse lodo dando voltas, não consigo sair… É a mesma sensação que sinto hoje nos meus relacionamentos afetivos que não dão certo. Eu me sinto impotente nesses relacionamentos mal sucedidos como se não conseguisse me mexer, exatamente como estou me sentido nesse pântano. A minha mentora espiritual me diz: – É você que se colocou aí!”.

– Pede para ela lhe esclarecer melhor como você se colocou aí? – Peço-lhe.

“Ela me responde: – Você fica atolada nos seus problemas, em seus pensamentos negativos. Fez um lodo ao seu redor se atolando e por isso não consegue sair. Ela agora me mostra uma flor de lótus (na Índia essa flor simboliza o crescimento espiritual, a pureza, uma vez que essa bela flor emerge das águas sujas, turvas e estagnadas) e me diz: – De todo lodo tem que nascer uma flor de lótus; você tem que transcender esses pensamentos negativos onde você mesma se colocou.

Ela está me mostrando a flor de lótus com muita luz em volta e fala: – Você pode! Acredite que você pode!

Agora, vejo uma mão me agarrando, alguém me prende… É um homem bem forte (paciente estava trazendo uma cena de sua vida passada).

Ele fala: – Você não vai!

Eu digo: – Eu vou me soltar!

Esse homem fica me aprisionando pela força. Agora, ele me soltou. Vejo uma taberna, mesa de jogo, e ele jogando. Hoje, na vida atual, eu odeio jogos… Eu me vejo nesse lugar, sou jovem, muito maquiada, uso uma roupa bem sensual, decotada”.

– O que você faz nessa taberna? – Pergunto à paciente.

“Eu danço, e esse homem me pega para dançar, ele se sente meu dono, mas não é meu marido. Ele é dono desse lugar, fica rindo e bebendo.

Danço num palco para entreter os homens. O lugar é horrível! Há também outras mulheres que dançam. O chão é de madeira bem rústica, época bem antiga do período medieval. Odeio esse homem, tenho um ódio profundo dele! (pausa).

Estou relacionando esse homem com o rosto de meu primeiro namorado da vida atual. Ele fica bebendo com outros homens (paciente me disse que seu primeiro namorado teve sérios problemas com a bebida alcoólica).

Ele vem conversar comigo e lhe falo: – Não aguento mais!

Ele tem muito ciúme de mim, mas, às vezes, sinto pena dele; outras vezes, ódio, vontade que ele morra. Começo a beber também, fico alcoolizada, não consigo dançar, e ele me manda dormir. Eu começo a beber cada vez mais… Agora me vejo feia nesse lugar como se não prestasse mais para nada. Bebo na hora de dançar porque não quero dançar. Não tenho mais vontade de me arrumar, mas ainda moro nessa taberna.

Eu acabei me tornando uma faxineira, não danço mais, me mantenho feia para não ser mais explorada por esse homem. No início, ele brigava comigo, mas agora me ignora. (pausa).

Eu me vejo fora daquela taberna, estou passeando ao ar livre, parece que aquela taberna fechou. Estou livre, porém, estou velha, ando curvada, uso bengala. Moro com uma família que me acolheu. Sinto que desperdicei minha vida. No começo, eu o amava, ele me convenceu a ficar com ele para abrir um negócio. Mas agora já estou velha, ele me aprisionou. (pausa).

Estou caminhando num jardim, penso muito nos erros que cometi… Não sei se estou morta ou apenas desmaiada. Meu corpo está caído num gramado e vejo alguns seres espirituais de luz e sinto uma pressão no meu umbigo (chacra umbilical é onde o cordão de prata liga o nosso corpo espiritual do corpo físico).

Eles estão me ajudando a sair de meu corpo físico, a desencarnar. A minha mentora espiritual fala que eu era muito apegada à matéria nessa vida passada. Eu caio no gramado e acabo morrendo. Falo para mim mesma: – nunca mais vou deixar homem nenhum me aprisionar, vou fazer tudo o que quero! (foi essa decisão que a paciente tomou em relação aos homens no momento de sua morte nessa vida passada, e que trouxe ainda à encarnação atual. Daí sua dificuldade de se entregar nos seus relacionamentos afetivos).

Sinto que esse homem roubou minha vida, me aprisionou e me fez ir contra os meus princípios. Quando fiquei livre já era tarde, pois estava velha. Agora, a minha mentora espiritual está finalizando essa sessão, faz um cumprimento com as palmas das mãos justapostas e me diz: – Namastê! (é um cumprimento, saudação utilizada na Índia, no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas, que significa “O Deus que habita no meu coração saúda o mesmo Deus que habita no seu coração”).

Pede para ficar tranquila e diz: – Nós mesmos nos aprisionamos e também nos libertamos! Fique em paz!”.

Na quinta e última sessão, a paciente me disse: “A minha mentora espiritual me mostra um lugar muito claro e limpo (a paciente estava vendo o astral superior, isto é, o plano espiritual de luz). Tem muita luz, vejo muitas pessoas (seres de luz) que caminham tranquilas, serenas, esse lugar não tem sofrimento e nem maldade, diferente do plano terreno. Essas pessoas se vestem de branco. É impressionante!

Esse lugar é de muita paz e serenidade, não dá vontade de sair daqui. A minha mentora espiritual me pergunta: – Por que não viver dessa forma, com serenidade , amor e confiança? É mais fácil se aprisionar do que questionar suas próprias crenças. As pessoas preferem se aprisionar no lodo, não é mesmo? (pausa).

Agora, ela me esclarece em relação ao meu sonho recorrente de não ter me formado ainda. Diz que têm dois aspectos a considerar nesse sonho: 1) Esse sonho representa a minha auto-cobrança, crença de não me achar digna das coisas que conquisto, principalmente em minha área profissional; 2) Devo aprender a perseverar e completar tudo o que inicio até o fim, sem procrastinar.

A minha mentora espiritual me assegura que quando isso acontecer não vou mais ter esses sonhos recorrentes.

Diz ainda que a minha cobrança interna e o meu comportamento procrastinador é uma auto-sabotagem comigo mesma, mas que isso vai acabar na medida em que for trabalhando essas tendências internas… Eu lhe pergunto por que as coisas não acontecem em meus relacionamentos afetivos?

Ela me responde: – As coisas estão acontecendo, é você que não as vê; você está evoluindo, indo na direção da luz divina, está tudo bem, não se preocupe!

Pede para memorizar mentalmente aquele plano espiritual de luz que ela me mostrou, que vai me ajudar e me acalmar nos momentos difíceis quando me sentir angustiada. Ela me orienta dizendo para não me abandonar, pois o meu medo de ser abandonada pelos homens, na verdade, sou eu que estou no auto-abandono, eu que me rejeito e não eles. Diz ainda: – Se você não se aprisionar ninguém será capaz de te aprisionar. Não culpe os homens, apenas os abençoe, os perdoe, os deixe ir, e siga o seu caminho.

Agora, ela está passando energia no meu perispírito (corpo espiritual). (pausa).

Pede para eu continuar com atitudes positivas, ter fé e perseverança. Afirma que todos os meus bloqueios serão vencidos. Ela me mostra novamente a flor de lótus e fala: – Não se esqueça: da lama nasce o lótus!

Fique na paz e no amor divino! Namastê!”.

 

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