Aprenda com a crise

“Filhos amados, a palavra crise vem sendo pronunciada constantemente por meus irmãos na Terra. De fato, o momento é de crise inegável nos mais variados campos da atividade humana. Mas nada se encontra fora do controle do Pai que nos ama, e se Ele permite a existência de turbulências é para que possamos extrair as lições para o nosso amadurecimento. Na crise econômica, aprendamos a viver com mais simplicidade; na crise da solidão, aprendamos a ser mais solidários; na crise ética, tenhamos posturas mais justas; na crise do preconceito, aprendamos a respeitar mais os irmãos que pensam diferente de nós; na crise espiritual, fiquemos mais pertos de Deus pela fé e oração; na crise do ressentimento, perdoemos um pouco mais; na crise da saúde, guardemos mais equilíbrio em nossas atitudes; na crise do amor, deixemos o nosso coração falar mais alto do que o egoísmo.

Momentos de crise é o momento de um passo adiante; retroceder, rebelar ou estacionar, nunca.

A crise pede avanço, e se ela chegou para cada um de nós, é hora de levantar, mudar e seguir em frente na construção de um novo tempo de amor e paz”.

 

Ditado por Bezerra de Menezes

Psicografia: José Carlos de Lucca

Recebida em 15/08/2015

 


Gostaria de falar a respeito da crise que estamos atravessando neste país. Aliás, a palavra crise dentro do ideograma chinês é Wei-Ji e tem dois significados: O primeiro é perigo e o segundo é oportunidade para mudar, dar uma virada na vida, um período crucial, decisivo para se mudar algo. Neste sentido, a crise convida todos a mudarem, a reverem a forma de pensar. Note que toda mudança vem precedida de uma crise. Agora, se você vê a crise como uma inimiga, recusa-se a rever sua forma de pensar, fecha-se para a vida e se torna rígido e inflexível, obviamente não vai aprender nada com ela.

Observe as pessoas que tem uma vida infeliz, problemática, que estão desempregadas, têm relacionamentos difíceis, dolorosos, seja com seus familiares, cônjuges ou amigos, são pessoas rígidas, que estão presas a alguma coisa. Uma pessoa desempregada, muitas vezes, perdeu seu emprego porque se recusou a mudar, não se atualizou, não estava, portanto, aberta às exigências da nova realidade.

Por outro lado, a pessoa que vai bem profissionalmente é aquela que está sempre se atualizando, movimentando-se, não se acomoda. É que nem o movimento das marés. Quando a maré sobe, se você ficar parado e não sair do lugar, a água vai te encobrir. Se você tem dificuldades de se relacionar com seu marido ou com sua esposa, é provável que esteja esperando que ele (a) mude, ao invés de provocar suas próprias mudanças. A tendência da maioria é sempre esperar que os outros mudem, culpando-os e responsabilizando-os pela sua infelicidade.

 

Mas por quê?

 

Porque mudar dá trabalho, precisa abrir mão de muitas coisas, principalmente do orgulho, daí é mais fácil esperar que os outros mudem. Então, é preciso agir feito o bambu, que é flexível, molda-se de acordo com a força do vento. Diante de um vento forte, ele não oferece resistência, adapta-se, por isso não se quebra. Da mesma forma, precisamos ser flexíveis em tudo na vida.

Nos dias atuais, o que mais as pessoas, a mídia falam é a palavra mudança. Mudança na economia mundial, mudanças para o novo milênio, mudança de mentalidade, etc. Agora, mudar significa o quê? Significa transformar, soltar o velho e estar aberto para o novo. Porém, mudar assusta porque o novo é algo desconhecido e, portanto, ameaçador. Mas como diz um velho dito popular: “Se você não mudar pelo amor, pela inteligência, vai ter que mudar pela dor, pelo sofrimento”.

 

Infelizmente, muitos preferem mudar pela dor, segurando o velho, o que é conhecido. Por outro lado, sua vida não flui, fica emperrada porque a vida funciona de forma dinâmica, nada fica parado, nada na natureza está estática, mas está sempre em constante movimento, em constante mutação. Na verdade, a dor, o sofrimento, tem uma função, que é o de convidar a pessoa a rever sua forma de pensar. Mas a maioria não faz isso, até que seja forçado a mudar. Espera a dor vir para se transformar.

Tem gente que só muda quando está no fundo do poço. Freud, o pai da Psicanálise dizia: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa tende a mudar”. Aliás, este é um comportamento humano clássico. Você espera até aquele ponto máximo para provocar suas próprias mudanças. A razão pela qual temos tanto stress no mundo de hoje é muito simples: recusamo-nos a mudar.

 

Mudar o nosso próprio comportamento. Agarramo-nos rigidamente aos nossos padrões, ao passado, às experiências do passado.


Observe que gastamos 80% do nosso tempo pensando no passado, principalmente nas coisas que fizemos, e que não deram certo. Ora, se você tiver que ir ao passado, vá de maneira positiva e procure descobrir quais foram suas vitórias, tudo aquilo que você fez de bom, e que você pode celebrar; anote tudo isso, e use essas experiências para traçar suas metas.

 

A maioria dos seres humanos não têm metas claras. Numa pesquisa feita recentemente com 200 pessoas, foi perguntado: “Você tem suas metas escritas diariamente sobre o que está almejando?”.

 

Apenas 4% responderam que escrevem as metas que têm a cada dia. Então, é preciso estar claro sobre quais são suas metas.

No meu consultório, ao indagar aos pacientes sobre suas metas, muitos se sentem incomodados e inseguros com a pergunta “Por que não acredita que é capaz de realizá-las?”.

 

Explico que todos nós temos o poder de escolha. E este poder não está lá fora. Está dentro de nós. E a única forma de alcançá-lo é através de uma viagem interna. Uma viagem interior, para dentro de sim mesmo. É por isso que os sábios praticam a meditação. Eles entram em si para encontrar o Poder, para restaurar a sua autopercepção, eles viajam para fazer uma escolha consciente do que querem conseguir em suas vidas, ou seja, para alcançar suas metas, criam uma visão.

 

Eles têm consciência que não basta ter vontade, desejo de se conseguir algo, mas é preciso visualizar o objetivo de forma que possam vê-lo, senti-lo e tocá-lo. Criam cenas mentais daquilo que almejam em suas vidas, através da imaginação e da visualização. Talvez você desconheça o Poder da imaginação como recurso para se alcançar algo em sua vida.

 

Há pessoas que nem sequer ousam imaginar, visualizar cenas mentais daquilo que almejam, simplesmente porque não acreditam que são capazes de concretizar seus sonhos. Levam uma vida tão limitada porque têm uma cabeça limitada, acreditam e cultivam a crença na falta.


É preciso então mudar seus padrões de pensamento, procurando nutrir seus pensamentos de coisas boas, ser alegre, ter espírito de criança. O grande mestre Jesus já dizia: “Se não te tornares criança, não entrarás no reino dos céus”.

 

É preciso também ter atitudes adultas, tomando decisões e ter firmeza. Ser feliz quando tudo vai bem na sua vida é fácil; o difícil é ser feliz nas experiências dolorosas, buscar crescer sem perder o humor e a alegria.

 

Em muitas situações, não podemos mudar os acontecimentos da vida, mas podemos mudar a maneira com que reagimos a eles.

 

 

 

De que forma?

 

Evitando cultivar o hábito de comentar aspectos de sua vida com as pessoas. Quando você tem o hábito de comentar algo negativo, está realçando, sublinhando esse algo. E, de tanto comentar, acaba materializando seu temor. É que nem o medroso, observe, ele só fala no medo. Ele só pensa e fala nas coisas trágicas, dramáticas. Por isso sua vida é tão complicada.

Agora, para ter entusiasmo em querer viver, é preciso antes de tudo viver bem consigo, cultivar um profundo respeito por si, gostar de tudo o que se refere a seu respeito, tanto aquilo que te orgulha, como o que te envergonha. Gostar verdadeiramente de si resulta em querer viver, ter paixão pela vida.


Quando você aprende a gostar de si, torna-se uma pessoa funcional do ponto de vista amoroso, sua vida se torna mais fácil e produtiva. Você se sente melhor, consegue o emprego que quer e seus relacionamentos se tornam mais carinhosos e nutritivos, resgatando sua capacidade de amar.

 

Por outro lado, como dá para uma pessoa viver bem consigo e se valorizar se tem uma autocrítica acentuada? Vive se censurando, se criticando, se corrigindo constantemente. Agora, por que será que uma pessoa vive se corrigindo?

 

Na verdade, é porque tem uma auto-imagem negativa. Auto-imagem é como você se vê, isto é, o que você pensa e sente a seu respeito. ”Eu sou uma pessoa fracassada, nada dá certo na minha vida”. Se você pensa assim, é porque têm uma auto-imagem negativa. Agora, você tem uma auto-imagem positiva, se pensa que é capaz, competente, merecedor e se julga uma pessoa valorosa.

 

É preciso também vencer seus pensamentos autolimitadores do tipo: “Não consigo, não posso, não sou capaz”. Veja o caso de atletas que sonham com medalhas nas olimpíadas. São exemplos do que é se superar. Numa das Olimpíadas passadas, uma atleta de maratona chegou por último na linha de chegada e foi aplaudida em pé dentro do Estádio. Mas por que foi aplaudida em pé se foi à última a chegar?

 

Foi aplaudida porque cumpriu o que se propôs a fazer. Chegou toda cambaleando, “torta”, mas chegou. Cumpriu sua meta. Ela se superou!

 

 

Por isso, não faça da vida um depósito de lamentações, críticas e artimanhas. Creia em si. Acenda uma luz que ilumine toda a estrada. Seja alegre, resistente ao desânimo e descobrirá a felicidade. Acenda o otimismo! Lembre-se: O fogo no palito de fósforo ou na floresta começa de pequena faísca. Sejamos essa faísca!

 

Caso Clínico:

Dificuldade de se relacionar com a filha.



Mulher de 35 anos, casada, ela me procurou em função de sua dificuldade de se relacionar com sua filha de 18 anos.
Teve uma gravidez difícil e conturbada porque sentia dores constantes, indisposição, ansiedade, nervosismo e depressão. Tinha crises frequentes de choro e angústia, sem motivo aparente. Antes de me procurar, tinha passado por vários profissionais (psicólogos e psiquiatras), mas não obteve bons resultados. Durante boa parte da gravidez, sua filha se mexia muito, era inquieta, agitada e costumava dar “pontapés” dentro de seu ventre. Quando criança era comum a filha beijar e abraçar o pai e, pelas costas, mostrar a língua para a mãe.
Prevalecia entre elas muito ciúme, rivalidade e disputa para conseguir a atenção e afeto do mesmo homem. As discussões e as agressões eram tantas que a filha resolveu morar com seus avós paternos.

Antes de começar a regressão, conversei separadamente com as duas e ambas concordaram que não trocariam informações a respeito do conteúdo de suas sessões de regressão, e que só depois de se submeterem a cinco sessões, eu iria reuni-las e revelar suas descobertas. O objetivo desse acordo era evitar influenciar e contaminar os conteúdos de suas regressões.
Na regressão, descobriram que na vida anterior a essa, foram esposa e amante do mesmo homem. Curiosamente, na vida atual, marido e esposa preservaram seus papéis, e a amante, desta vez, veio como filha do casal. Mãe e filha descobriram também que na encarnação passada, a esposa (mãe atual) convidou a amante (filha) de seu marido para jantar em sua casa e a assassinou colocando veneno em sua comida. Esta por sua vez, depois de morta, ao descobrir que fora envenenada, jurou vingança. Foi nesta sessão que a mãe compreendeu a razão de seu ciúme quando a filha beijava o pai.

A filha, por sua vez, entendeu por que tinha dificuldades de gostar de sua mãe. Lembrou-se também que quando estava no astral, no plano espiritual, seu mentor espiritual a orientou para que perdoasse a mulher (mãe atual) que lhe tirou sua vida. Recordou-se que na ocasião concordou em vir nesta vida como filha de seu desafeto para tentar dissolver o ódio que nutria por ela. Até aquele momento, eu era o único que sabia das revelações feitas em suas regressões. Pensei comigo: “A vida é realmente uma grande professora. Na encarnação passada, a esposa ciumenta tira a vida da amante de seu marido e, nesta vida, a traz dentro de seu próprio ventre para gerá-la como filha”.

Após as duas terem passado por cinco sessões de regressão, eu as reuni e revelei o que ambas descobriram como experiências de suas vidas passadas.  Mãe e filha se abraçaram, para minha surpresa, num choro emocionado. Foi neste abraço caloroso que pude perceber que a regressão desatou os “nós energéticos” oriundos de suas vidas passadas, e que estavam impedindo-as de se darem bem.

Ao término do tratamento, fui informado pela mãe que a filha resolvera voltar a morar novamente com os pais.

 

 

Anúncios