Que rumo devo tomar em minha vida?

Antes de criar a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psico-espiritual breve (criada por mim em 2006), durante o dia trabalhava como consultor de empresas e à noite atendia alguns pacientes no consultório.

Aos poucos estava me desligando, encerrando a minha atividade clínica, transferindo meus pacientes a um colega de trabalho, pois tinha tomado a firme decisão de não mais trabalhar como psicólogo e psicoterapeuta.

Viajava bastante, ministrava cursos, workshops, palestras aos funcionários e gerentes de várias empresas nacionais e multinacionais onde abordava temas diversos, como: liderança, relacionamento entre chefia e funcionários, motivação, qualidade de vida, etc.

As avaliações eram sempre muito boas, muitos diziam que as atividades conduzidas por mim foram além de suas expectativas. Estava feliz, realizado como consultor empresarial, achava que era esse o meu verdadeiro caminho profissional.

No entanto, o destino me “pregou” uma peça. Aos poucos, os convites das empresas foram diminuindo, escasseando, e isso me obrigou a voltar a trabalhar no consultório.

Na ocasião, fiquei revoltado, contrariado, perdido, sem rumo, não entendia o porquê das empresas não me chamarem mais, apesar do meu trabalho sempre ser bem avaliado. Mas hoje entendo que o que aconteceu comigo não foi por acaso. Na verdade, a espiritualidade interveio, pois estava me desvirtuando de meu verdadeiro propósito, missão de vida, trabalhando como consultor de empresas.

A bem da verdade, o meu verdadeiro propósito de vida era de implantar a TRE – A Terapia do Mentor Espiritual nesta vida terrena para auxiliar os necessitados – encarnados e desencarnados – a buscarem o caminho da luz.

Nunca tive a pretensão de criar um novo método terapêutico de autoconhecimento e cura, ainda por cima de cunho espiritual e de lidar com a reencarnação, pois era um psicólogo cético, incrédulo, bastante fechado acerca da espiritualidade.

Desconhecia os fundamentos da realidade espiritual, pois não fui treinado na minha formação acadêmica como psicólogo a compreender e lidar com as manifestações mediúnicas de meus pacientes, com as obsessões espirituais, que causam as mais variadas desordens na vida dos pacientes, inimagináveis aos olhos de uma pessoa desavisada.

Desta forma, assim como me sentia no passado, muitos de meus pacientes vêm ao meu consultório em busca de auxílio por estarem perdidos, sem norte, desorientados, sem saber que rumo tomar em suas vidas. Nessa terapia, a TRE, após receberem as sábias orientações de seus mentores espirituais, percebem que estão se desvirtuando de seus verdadeiros caminhos profissionais e são orientados corretamente a segui-los.

É importante esclarecer aqui, que o mentor espiritual de cada paciente o orienta não só em relação ao aspecto profissional, mas em todas as áreas de sua vida – financeira, afetiva, saúde, familiar, social, relacionamento interpessoal, propósito de vida (missão) e espiritual.

Caso Clínico: Que rumo devo dar à minha vida?

Homem de 21 anos, solteiro.

Paciente procurou essa terapia querendo um norte, um rumo em sua vida. Havia acabado de se formar em jornalismo, porém, estava confuso, não tinha certeza se era o seu verdadeiro caminho profissional. Mudou-se para São Paulo, capital, recentemente, na casa de parentes (ele era de Recife, Pernambuco).

Estava desempregado e não sabia se deveria buscar um emprego na área de jornalismo ou em outra área profissional. Apesar de ter se formado em jornalismo, gostava muito de artes, em especial de dança. Mas tinha dúvida se iria conseguir sobreviver financeiramente nessa crise que o país está vivendo, escolhendo a dança como profissão.

Pensou também em se mudar para o exterior para trabalhar e estudar, mas tinha dúvida se esse era o seu caminho. Por último, queria saber se iria ou não encontrar sua verdadeira companheira.

Após ter passado por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ele me relatou: “Vejo no consultório uma silhueta branca… É um ser espiritual de luz, fala que o seu nome é Alberto, e é o meu mentor espiritual”.

– Agradeça a presença dele em nosso trabalho, por ter vindo lhe ajudar. Pergunte se ele pode te responder às questões que o afligem em sua vida?

“Diz que vai responder apenas a algumas que forem necessárias. (pausa).

Agora o vejo melhor: é um senhor de barba, veste uma túnica branca, fala que gosta muito de mim, que é o meu irmão espiritual, de minha família espiritual (é a nossa verdadeira família de origem, de onde viemos do plano espiritual).

Revela que a dança é o meu verdadeiro caminho, e que o jornalismo também pode ser um caminho. Esclarece que a dança é um bom caminho para me encontrar e o jornalismo é um caminho para me divulgar, me projetar profissionalmente na dança.

Ele me orienta a pedir ajuda ao meu professor de dança, que tem um coração bom, e que vai me ajudar. Falou que pode se difícil no começo me firmar financeiramente, mas pede calma, que mais para frente vai melhorar.

Faz carinho no meu rosto, sinto dele um paternalismo, a impressão que ele me passa é que cuida de mim. Sinto que ele passa amor, afaga minha cabeça.

Ele me diz: – Não se preocupe que vai dar tudo certo!

Fala que também preciso ter paciência com minha mãe, que ela vai ficar relutante com a dança, mas que com o tempo vai aceitar que no jornalismo posso usar os meus conhecimentos para divulgar o meu trabalho voltado à dança.

Ele me orienta também para que eu procure de momento um emprego no jornalismo e que com o tempo vou conseguir sobreviver só com a dança. Pede para me esforçar e não esquecer de sempre me atualizar na dança e no jornalismo”.

– Pergunte se o seu destino é morar aqui em São Paulo ou em Recife?

“Esclarece que o destino final é ficar em Recife, mas que vou precisar ficar um tempo em São Paulo para aprender mais e me profissionalizar. Pede para que eu faça também teatro, que é uma maneira de me desenvolver. Fala que o teatro não é meu caminho profissional, mas que pode ser um meio”.

– Pergunte em relação a você ir para o exterior?

“Pode ser necessário que eu vá, mas depende de como as coisas vão acontecer em São Paulo. Se as coisas ficarem limitadas, devo ir para o exterior”.

– Pergunte em relação ao seu lado afetivo?

“Diz que preciso ter um pouco de paciência, fala que não é o momento agora me focar no lado afetivo, pede para não me preocupar com isso”.

– Qual é o seu principal aprendizado, lição maior que deve aprender nessa encarnação?

“É aprender a amar mais, a esperar e ter fé”.

– Como você pode aprofundar sua fé?

“Fala para ir à Federação Espírita, orar sempre, não fazer corpo mole para orar, procurar manter a oração como um hábito diário”.

– Qual é sua missão de vida?

“Fala que é dançar, levar alegria às pessoas, que é uma forma de fazer o bem, pois através da arte vou tocar o coração das pessoas. Fala também para não esquecer de manter sempre a humildade, ser firme em meus propósitos. Diz que vou encontrar pessoas que pensam diferente de mim, mas é para estar sempre firme em meus ideais”.

– Qual é o tempo que você precisa ficar em São Paulo?

“Cerca de um ano e meio ou talvez menos, mas depende de como as coisas vão se desenrolar. Reafirma que preciso aprender algumas coisas em São Paulo, e se aprender antes, dá para voltar para Recife”.

– O que você tem que aprender nesse tempo em São Paulo?

“Preciso aprender a resiliência (capacidade de lidar com os problemas, superar os obstáculos, resistir à pressão diante de situações adversas), a calma, jogo de cintura, ser mais prático, pensar menos e agir mais. O meu mentor espiritual me diz ainda: – Tenha fé, meu irmão!

Fala que o que precisava saber nessa terapia eu soube, que serei intuído para outras coisas da vida e pede sempre para confiar na espiritualidade. Diz que agora precisa ir, me abraça, agradece ao senhor por essa oportunidade dele ter me orientado e pede para eu ir em paz”.

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