Doença de causa idiopática

Idiopatia (do grego idios = de si próprio; pathos = doença, sofrimento) é o termo que, em medicina, é usado para indicar que determinado mal ou doença não possui causa certa ou conhecida. Ou seja, a causa de uma determinada doença é obscura ou desconhecida. Melhor explicando: o médico faz todos os exames necessários e não encontra a etiologia (origem) da doença do paciente. Há uma lista de doenças onde a medicina – apesar de seus recursos científicos e tecnológicos – não consegue encontrar a causa e/ou curá-las. Mas por quê?
Porque são doenças de causa psicogênica (psicológica) e/ou espiritual, isto é, são doenças de origem espiritual, portanto, mais complexas de serem tratadas, pois ainda não são diagnosticadas usualmente pela ciência médica. São decorrentes de três fatores: 1º) erros cometidos pelos pacientes nesta ou em vidas passadas (doenças cármicas); 2º) de sua mediunidade desajustada; 3º) provocadas por um ser espiritual obsessor (desafeto do passado, onde o paciente o prejudicou nesta ou em vidas passadas e, movido a ódio e vingança, quer se vingar provocando doenças em seu corpo físico, podendo evoluir com febres, dores, inflamações e outros sintomas orgânicos, confundindo o raciocínio clínico do médico, pois os exames clínicos não acusam nenhuma alteração).
Veja o caso de uma paciente que me procurou querendo entender por que sentia dores e dormência no lado esquerdo do corpo, principalmente em seu braço esquerdo.
Caso Clínico: Por que o lado esquerdo de meu corpo dói e fica dormente?
Mulher de 28 anos, solteira, uma filha de um ano e meio.
A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que sentia dor e parestesia (dormência, formigamento) no lado esquerdo de seu corpo – principalmente no braço.
Fez todos os exames clínicos necessários e não acusou nenhuma alteração que justificasse esses sintomas. Queria entender também por que sua filha de um ano e meio tinha pavor de lavar a cabeça: gritava, entrava em pânico. Por último, queria saber por que não confiava nos homens, tinha medo que ela e sua filha fossem abusadas sexualmente. Após passar por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ela me relatou: – Vejo um lago muito escuro e tem mato em volta. A água é escura, não vejo o fundo, e me dá medo. Não consigo enxergar o céu, vejo a água escura. Não consigo olhar para cima…
– O que te impede?
– Não sei. Não me vejo nesse lago. Não sei onde estou.
– Veja o que mais que lhe vem?
– É como se tivesse andando nessa água suja e tem mato.
– Vai prosseguindo.
– Agora, no meio do lago fica mais fundo, não quero ir lá não. Nunca vi esse lago, não sei onde estou.
– Como você se sente?
– Enjoada… É como se o céu ficasse mudando de cor, fica mais escuro, vermelho, preto, roxo, fica mudando de tonalidade.
-Você está no umbral (plano espiritual inferior, das trevas), diz o terapeuta.
– Estou sozinha nesse lago, a água é viscosa. Estou olhando, passo a mão na água e vejo sangue e uma coisa preta como se fosse petróleo.
– Como são suas mãos?
– A perna esquerda coça muito. É como se de meu corpo saísse pedaços de pele. Coça muito a minha perna esquerda. O meu rosto também sai pedaços de pele. Essa coceira pega a outra perna. Quando fico dentro d’água a coceira diminui… Agora, não é mais um lago, me vejo dentro de um caldeirão, sinto calor, como se a água tivesse borbulhando… É bruxaria.
– Por que você está nesse caldeirão?
– Estou sendo castigada, muita gente rindo. Fiz maldade às pessoas como bruxa na vida passada, usei o meu conhecimento para o mal.
– Que conhecimento?
– De bruxaria, eu controlava as pessoas.
– Como?
– O que eu queria as pessoas faziam para mim… Sinto cansada… Tem a haver com as crianças, não quero ver! (paciente cobre o rosto com as mãos).
Eu abusava das crianças.
– Como?
– Sexualmente… Agora entendo por que na vida atual tenho medo que eu e a minha filha sejamos abusadas sexualmente.
– Você era homem ou mulher?
– Acho que era mulher… Estou cansada. (pausa).
Tem um homem junto comigo, acho que a gente fazia as coisas juntos nessa vida passada. Fazíamos muita magia, coisas erradas. Muitas crianças morreram abusadas e torturadas por nós. É como se fosse um galpão de madeira pequeno no meio do mato. Têm muitas crianças mortas, na faixa dos cinco anos (paciente chora).
Tem uma parede com um monte de corpos de crianças penduradas. A gente roubava as crianças, os órgãos delas, e vendia em hospitais.
Agora, a cena mudou para uma vida mais recente. Sinto muita dor no útero, a minha filha está morrendo! (paciente estava descrevendo outra vida).
Ela é um bebezinho, precisa de um transplante de órgão, ela está morrendo… Não sei por que tenho essa dor, mas minha filha não está bem, ela está morrendo, indo embora. Antes dela, eu perdi um bebê, sempre perco um bebê, sempre acontece isso. Quando fico grávida, perco o bebê, ele morre (fala chorando).
Não consigo ter filhos, sempre morrem. Queria tanto um filho! A minha pequena morreu também. Agora (é a mesma vida onde a paciente perdeu os filhos) as minhas pernas estão amarradas porque os médicos têm receio que eu perca o bebê novamente. Sinto muita dor no útero… Ai que dor! (fala gemendo).
Meu casamento vai acabar caso não consiga ter um filho, todos morrem. Ai que dor!
É muito dolorido! Não mereço ter um filho por conta das maldades que fiz no passado, mas quero tanto ter um filho! O meu menino nasceu morto. Estou num hospital sozinha, sangrando muito, não quero mais viver.
O meu marido foi embora porque o meu filho nasceu morto. Eu me esfaqueei várias vezes, eu me matei no hospital. Tinha uma faca do meu lado, meu marido que a deixou. Ele queria que eu me matasse, pois não merecia viver. Eu era amaldiçoada, ele dizia.
– Por quê?
– Meus filhos morriam todos, então, eu tinha que morrer também. Foi assim que fui parar em espírito naquele lago sujo, no umbral, que vi no início dessa sessão. Havia muito sangue, mas algo aconteceu, uma luz veio e me iluminou, me puxou daquele lago e consegui sair de lá, mas estou muito machucada. Fico vomitando muito sangue.
Eles (seres espirituais de luz) me colocaram numa maca, é muito claro, não enxergo nada, tem muita luz nesse lugar (ela estava descrevendo o plano espiritual de luz). (pausa).
Parece a Santa Rita, o rosto que vejo agora é de uma mulher. Ela diz que está sempre comigo. Quando lhe perguntei se ela é a minha mentora espiritual, ela me disse: – Sim, minha filha! Ela põe a mão em minha testa e tem uma luz que sai de minha testa e dela também, mas estou muito machucada, vai demorar muito para me recuperar no plano espiritual de luz. (pausa).
Vejo agora uma cena de guerra, sou um soldado, é outra vida. A bomba explodiu e abriu toda a minha perna esquerda. Eu coloquei a minha mão esquerda no rosto para me proteger e aí explodiu tudo, abriu o meu lado esquerdo. Eu acabei morrendo, não resisti aos ferimentos da bomba. Minha mulher estava grávida, ela se sentiu abandonada porque não voltei, eu morri, e não conheci a minha filha.
A minha mentora espiritual me esclarece que vem dessa vida a dor e a dormência que hoje sinto no lado esquerdo de meu corpo, principalmente, no braço esquerdo, pois instintivamente o levantei para me proteger da bomba. Mas afirma que está na hora de eu canalizar minha energia para ajudar as pessoas e, assim, essa dor no meu braço esquerdo irá desaparecer.
Fala que o meu débito cármico é com as crianças, e não só com os adultos. Diz que o nosso ego não reconhece a importância das crianças, que elas são sensíveis, e muitas delas são hiperativas. Por isso, muitos obsessores espirituais acabam sugando a energia delas.

– Pergunte à sua mentora espiritual qual é seu verdadeiro propósito, missão de vida?
– É fazer o curso que o senhor ministra de formação de terapeutas em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual e, com essa terapia, preparar as crianças para o novo mundo, conscientizando-as de que a vida não é só isso, que existe vida após a morte, isto é, o plano espiritual.

– Pergunte-lhe qual é seu principal aprendizado, lição de vida?
– Diz que é acreditar na cura e cultivar a esperança e a perseverança. Por isso, vim como mulher para criar – desde o nascimento de uma criança, até o nascimento de uma ideia. Diz que viemos nesta vida – eu e o senhor – para plantarmos a semente da cura, ajudando as pessoas.
– Por que sua filha tem pavor de lavar a cabeça?
– A minha mentora espiritual mostra uma menina que é a minha filha atual, eu e o meu marido numa vida passada, num grupo de pessoas. Ela escorrega na cachoeira e bate a cabeça… Vejo sangue n’água. Ela grita me chamando: – Mami!
A gente estava no grupo bebendo, conversando, e não a vimos cair na cachoeira. Ela diz que é preciso pedir à Iemanjá para cuidar de minha filha. Revela que a Iemanjá é a protetora de minha filha; por isso, pede que quando ela ficar maiorzinha fazer a oferenda à Iemanjá no mar. Mas é ela que tem que fazer essa oferenda. É para ela levar a foto de Iemanjá e reitera novamente que só ela mesma pode fazer essa oferenda. Assim, ela vai se curar dessa fobia, desse pavor de lavar a cabeça.

Anúncios