Insucesso amoroso

Por que os meus relacionamentos afetivos não dão certo?

Essa é a pergunta mais comum, com mais frequência, que os meus pacientes fazem e que os levam a procurar a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Muitos tentam explicar a causa de seu insucesso amoroso ao fator sorte e azar, atribuindo a um fator casualístico e não causalístico. Ignoram, portanto, que nada é fruto do acaso, que tudo na vida obedece à lei da causalidade, que tudo segue o princípio de causa e efeito. Desta forma, é preciso sair da superficialidade e ir a fundo para se entender o que infelicita homens e mulheres nos seus relacionamentos afetivos.

Em verdade, os relacionamentos humanos existem para propiciar mudanças internas, ou seja, mudar os padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes inadequados, e perceber que o sofrimento é fruto do quanto teimamos em não mudar, em não aprender as nossas respectivas lições nesta encarnação.

Em todo o meu trabalho em TRE (conduzi mais de 40.000 sessões de regressão de memória, onde milhares de pacientes passaram em meu consultório para resolver seus problemas afetivos), apenas em alguns casos não consegui estabelecer um elo de vidas passadas.

Por isso, não tenho dúvida em afirmar que muitos casais na vida presente já estiveram juntos também em existências passadas. Nesses relacionamentos conturbados, frequentemente a TRE revela a causa desses conflitos, para que o casal aprenda a fazer suas mudanças internas. Nesse sentido, se o casal reage a uma crise conjugal de forma positiva, buscando mudar seus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes a respeito do (a) parceiro (a) estará rompendo o cordão energético que os une, isto é, o carma que existe entre os dois.

Entretanto, se ambos reagem de maneira negativa com ódio, mágoa, vingança, ressentimento, colherão os frutos do carma negativo porque ainda não aprenderam suas respectivas lições. Mas, para se quebrar um ciclo cármico, é necessário que o casal exercite a humildade e se despoje do orgulho e da prepotência para mudar suas atitudes. Embora a experiência da intimidade seja a forma mais rica de relacionamento entre as pessoas, homens e mulheres em sua maioria não sabem como serem íntimos.

Por conta disso, conversam com o seu cônjuge apenas assuntos triviais de seu cotidiano. Desta forma, nãos se entregam, raramente expressam sentimentos de calor, ternura e proximidade, ou mesmo compartilham sues conflitos, anseios e preocupações pessoais. Vivem, portanto, na superficialidade, ou em “pé de guerra” trocando farpas e acusações mútuas. Por outro lado, há aqueles que conversam o estritamente necessário, vivem num verdadeiro “torpor” mental e emocional e não percebem que estão “anestesiados” por dentro. Sendo assim, a vida afetiva de homens e mulheres não vai bem por que são disfuncionais do ponto de vista amoroso.

Mas, há também os que não têm sucesso amoroso, por conta do resgate cármico de erros cometidos em outras vidas. Veja a seguir, o caso de uma paciente que não conseguia encontrar seu verdadeiro companheiro porque estava passando por um aprendizado, uma prova, um teste para aprender a valorizar seus relacionamentos afetivos.

 

 

Caso Clínico:

Por que até hoje não encontrei o meu verdadeiro companheiro?

Mulher de 57 anos, solteira.

A paciente me procurou para entender por que começava um relacionamento afetivo, ia bem, mas do nada se desinteressava, e com isso, rompia o relacionamento.

Após a morte de sua mãe (na ocasião, a paciente tinha dois anos de idade), seus três irmãos ficaram com o pai e ela foi morar com os avós maternos em São Paulo. Aos 18 anos resolveu morar sozinha para trabalhar e estudar. Queria entender, portanto, por que não tinha nenhuma afinidade e vínculo afetivo com seus familiares, pois se sentia muito diferente deles. Queria entender também por que teve que morar sozinha numa cidade grande como São Paulo.

Por último, queria saber onde estava a criança que ela havia abortado (para quem acredita na espiritualidade, na vida após a morte, sabe que, após o aborto, há 3 hipóteses de onde possa estar o espírito de uma criança abortada: 1)astral superior (plano de luz); 2) astral inferior (trevas); 3) pode já ter reencarnado) e qual era o seu verdadeiro propósito, missão de vida, bem como seu principal aprendizado, lição maior de vida.

Após passar por duas sessões de regressão, na 3ª sessão, ela me relatou: – Eu me vejo numa vida passada, sou casada, tenho um marido e somos pessoas de posse. A casa é de muito luxo, mas não é nossa; na verdade, é um baile de pessoas importantes.

– Como você é? – Pergunto à paciente.

– Sou jovem, bonita e elegante… Meu marido é muito ciumento, por isso a gente vive se desentendendo. Ele puxa o meu cabelo, pois acha que estou traindo-o com outro homem. Ele me fala: – Vocês dois não vão ficar juntos (paciente fala chorando).

Ele me joga no chão, mas lhe digo que não tenho nada com outro homem. Ele é muito ciumento, mas nunca o traí. Ele não me deixa sair, fico presa, enclausurada numa casa, até receber a notícia que o meu marido havia morrido num duelo com o homem que ele achava ser o meu amante. Ganhei a liberdade, saí daquela casa, mas, ao mesmo tempo em que senti um alívio, senti também tristeza, pois no fundo o amava. Apesar de tudo o que ele fez comigo, senti a sua morte.

– Veja o que acontece com você após a morte de seu marido?

– Não me interessei por mais nenhum homem, meus dias foram tristes.

– Como terminou sua vida?

– Segui o curso normal, embora triste, não tirei a minha vida, morri de forma natural. Quando morri era uma pessoa idosa… Não consigo ver o rosto de meu marido dessa vida passada, talvez não me seja permitido ainda.

– Veja se vem mais algo?

– A impressão que me vem é que ele está encarnado também, e que não está distante de mim, mas não teve ainda permissão para me encontrar na vida atual.

– Por quê?

– Pelos atos de desobediência às leis divinas, mas somos um só.

– O que significa essa expressão “somos um só”?

– Significa que um completa o outro (ela fala chorando). Mas para isso, para atingir a plenitude temos que nos reajustar.

– O que seria reajustar?

– Cumprir as leis divinas, fazer o certo. Enquanto ele não se livrar da posse, orgulho e vaidade haverá o afastamento, a gente ainda não vai poder se reencontrar nesta vida.

Por isso, o caminho para nos reencontrar é o perdão, tenho que perdoá-lo pelo que ele me fez naquela existência passada.

– Sugiro então que faça a oração do perdão em sua casa e procure lhe emanar à luz dourada de Cristo – Peço à paciente.

Na 4ª sessão de regressão, a paciente incorporou seu mentor espiritual (ela era uma médium de psicofonia consciente): – Deus está contigo, não temas, sedes confiante, siga em frente.

– Pede para esse ser de luz se identificar – Peço à paciente.

– Sou o ser que te velas, sou seu mentor espiritual. As provas são muitas, mas em breve terás o período de glória, o fim da tua tristeza. Deus é misericordioso, as provas de seus filhos são para o aprendizado e crescimento.

– Pergunte se ele hoje pode te responder a algumas questões que a afligem?

– Diz que sim.

– Por que você reencarnou numa família onde não sente nenhuma afinidade?

– Porque essa família serviu para o seu aprendizado.

– O que você teve que aprender com sua família?

– Humildade, simplicidade, sem riqueza. A cidade grande (São Paulo) também lhe serviu como aprendizado para valorizar o que você não valorizou em outras vidas.

– O que você tinha que valorizar?

– A família em si, o seio familiar, o aconchego. Você teve que sentir falta disso para valorizar (caro leitor, note que na vida, muitas vezes, é pela falta que a gente aprende a valorizar as pessoas, a saúde, o dinheiro, etc.).

– Por que até hoje você não encontrou seu verdadeiro companheiro?

– Não foi merecedora.

– Do quê?

– De tê-lo com você.

– Por quê?

– Porque nunca o apoiou naquela vida passada, não cumpriu sua missão que era ajudá-lo.

– Que tipo de ajuda?

– O equilíbrio, entendê-lo usando sua paciência e compreensão, pois não foi compreensiva. Há muitas coisas que um depende do outro para se equilibrar no relacionamento a dois.

– Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem mais algo a lhe dizer em relação à sua vida afetiva?

– Espere em Deus, Ele sabe a hora certa.

– Onde está a criança que você abortou?

– Já reencarnou, Deus deu a oportunidade dela de reencarnar.

– Pergunte se ele pode te revelar onde ela está?

– Não. Fala que hoje não tem mais nada a me dizer.

Na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: – Alguém vem me buscar… É uma senhora, ela é de idade. A impressão é que sou uma criança, devo ter uns 7, 8 anos.

Essa senhora usa um vestido bufante, de uma época antiga. Ela segura a minha mão e me diz: – Vamos, minha querida!

Ela me leva para um caminho, uma estrada… Não sei quem é essa senhora.

– Pergunte quem é ela?

– Diz que é a minha falecida mãe (paciente fala chorando).

– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer?

– Pede para eu ser forte, ter pensamentos positivos, continuar caminhando em frente, acreditando em Deus, que tudo vai melhorar, mudar. Afirma que onde ela está – no plano espiritual de luz – vela por todos os seus filhos, e que em muitas dificuldades que passei ela estava do meu lado. Por isso, ela me pede para ser forte.

Esse caminho, estrada que ela me convida é a minha jornada de hoje, e que é para eu seguir em frente. Diz também que a minha insegurança quanto ao futuro, Deus conduzirá tudo.

– Você quer lhe dizer algo?

– Quero que Deus a ilumine. Ela me diz: – Espere e confie! (pausa).

A impressão que ela já foi embora.

– Agradeça mentalmente a presença de seu mentor espiritual no consultório e pergunte se ele tem algo a lhe dizer ou mostrar?

– Ele me mostra a imagem de um homem forte aparentando entre 50 a 60 anos, cabelos escuros. Ele é corpulento, viúvo e tem dois filhos adultos.

– Pergunte ao seu mentor espiritual quem é esse homem?

– Diz que ele aparecerá no meu caminho, mas pede para não ficar ansiosa.

– Pergunte se ele te mostrou seu verdadeiro companheiro?

– Fala que esse homem está predestinado para mim.

– Você consegue ver seu rosto?

– Não vi com detalhes… Meu mentor espiritual pede novamente para não ficar ansiosa, pede para continuar firme em minha caminhada, confiar sempre e não fraquejar. Diz que como fui fraca naquela existência passada, hoje tenho que ser forte.

– Pergunte-lhe qual é a sua missão de vida?

– Diz que é superar as minhas fraquezas, desenvolver o espírito de solidariedade, doar àqueles que precisam de uma palavra amiga, dando conforto, semear o bem e, por fim, evoluir.

– Qual é o seu principal aprendizado, lição maior que você precisa aprender nesta jornada?

– Fala que é valorizar tudo, desde essa oportunidade de ter reencarnado, até os dissabores das provas. Diz ainda que tudo isso é derivado de Deus para nosso bem maior e pede para cultivar sempre a gratidão.

– Veja se ele tem mais algo a lhe dizer?

– Diz que não, só me dá um abraço fraterno.

– Qual a avaliação que ele faz desse tratamento?

– Diz que esse trabalho é importante para a percepção e melhoria individual, e agradece a oportunidade. Pede para eu ficar com Deus e com Jesus.

– Pergunte se você terá que voltar a essa terapia?

– Afirma que por enquanto esse trabalho foi suficiente para o meu entendimento e reflexão.

 

 

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