Mau uso do dinheiro

Muitos de meus pacientes, que vêm ao meu consultório querendo entender por que suas vidas financeiras estão bloqueadas, estagnadas, não prosperam, após passarem pela regressão de memória, descobrem que fizeram mau uso do dinheiro – seja nesta ou em outras vidas. Portanto, o insucesso, a instabilidade financeira, a falta de prosperidade é um resgate cármico, fruto de erros cometidos no passado, onde roubaram, exploraram as pessoas, ou esbanjaram, ostentaram, gastaram irresponsavelmente de forma negligente, fazendo, portanto, mau uso do dinheiro, não o valorizando.

É o caso de uma paciente, que veio perdendo tudo o que havia conquistado materialmente, a ponto de quase perder sua moradia.

 

Caso Clínico: Dificuldade financeira e problema de saúde

Mulher de 40 anos, solteira.

 

Paciente veio ao meu consultório se queixando de sua dificuldade financeira, dizendo que havia perdido tudo o que havia conquistado (apartamento na praia, carro, consultório, e quase perdeu sua morada). Foi perdendo tudo gradativamente e, com isso, acabou ficando depressiva (tomava fluoxetina) e doente – sofria de hipertireoidismo, a ponto de perder cabelo e a dentição, tosses constantes dia e noite e taquicardia bastante acentuada. Sofria também de insônia, angústia, tristeza e solidão. Por último, queria saber qual era seu verdadeiro caminho profissional e sua missão de vida.

Após passar por 4 sessões de regressão de memória, na 5ª sessão, ela me relatou:

– Tenho a impressão que um ser espiritual das trevas puxa com força o meu braço direito e dá uma gargalhada…. é um homem. (Pausa).

– Pergunte o que ele quer com você?

– Diz que quer me matar.

– Pergunte o que houve entre vocês na vida passada?

– Vejo um homem com um facão, matando pessoas…Ele veste uma roupa chic, de veludo e desfere vários golpes nelas. Ele tem muita raiva, deve ter uns 40 anos.

A impressão que esse homem, sou eu nessa vida passada. Eu mato por vingança.

Vejo a minha casa sendo invadida por vários camponeses, matando a minha esposa e meus dois filhos. Aquele ser que puxou meu braço com força, no início dessa sessão, é um dos camponeses que eu matei. Ele está junto aqui no consultório com outros seres das trevas, os mesmos camponeses, que tirei suas vidas com aquele facão. Diz que eles tiraram a vida de minha esposa e meus filhos porque estavam passando fome. Diz ainda que eu era o senhor das terras, que sua esposa morreu de fome, pois os explorava, e que só pensava na riqueza.

Eles trabalhavam nas minhas terras, eram miseráveis, diz que os explorava com o trabalho braçal deles. Eu lhe peço perdão, peço também para largar meu braço, mas ele não larga. Fala que muitos camponeses morreram de fome por conta de minha ganância.

– Pergunte-lhe se sabe onde está sua esposa e seus filhos?

– Diz que não…

– Então, diga-lhe que se quiser saber, ele precisa pedir ajuda aos seres espirituais amparadores para levá-lo para a luz e lá saberá. (Pausa).

– Ele soltou meu braço, pediu ajuda, e ele e todos os camponeses estão indo embora em direção a uma luz.

Meus Deus, que alívio!

Ele segurava o meu braço com tanta força que achei que ia quebrá-lo.

Agora, não estou mais sentindo aquela dor, foi insuportável!

Na 6ª e última sessão, a paciente me relatou: – Vejo um jardim, gramado bem vasto, estou sentada num banco com o meu Mentor Espiritual  , que é jovem, está todo de branco e semblante tranquilo. Diz que o nome dele é Kairão. (Pausa).

– Pergunte-lhe por que você contraiu o hipertireoidismo?

– Fala que foi por conta da energia negativa daqueles obsessores espirituais (camponeses) que prejudiquei, e que era para eu ter morrido. Diz que só não morri porque ainda tenho uma jornada para cumprir nesta vida.

Esclarece que a minha dificuldade financeira, a depressão, o hipertireoidismo, a perda de cabelo, a dentição e as tosses crônicas constantes, fazem parte de meu resgate cármico, pois os mesmos erros daquela vida passada continuei cometendo na vida presente, achando que sou dona do mundo. Fala que a vida é uma dádiva, mas que deixei a sombra (trevas) tomar conta.

Diz que eu adoeci para poder mudar, foi um aprendizado, pois o hipertireoidismo pegou a minha garganta para eu aprender a falar, criticar e julgar menos as pessoas. Diz ainda que entrei em depressão e me senti só porque afastei as pessoas de mim, pois era muito negativa.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como fica daqui para frente o seu lado financeiro?

– Diz que muito me foi dado e tudo foi tirado porque eu não soube usar de forma correta o dinheiro. Mas agora com o meu trabalho, vou ter o suficiente para viver…Ele está me esclarecendo melhor dizendo que não usei corretamente o meu dinheiro, não dei o devido valor, pois esbanjei e ostentei muito de forma irresponsável. Mas afirma que vou ter uma nova chance, vivendo de forma modesta.

Afirma ainda que o esbanjamento do dinheiro eu fazia também na vida passada, pois tinha poder e dinheiro.

– Pergunte-lhe o que é fazer o bom uso do dinheiro?

– Diz que é usá-lo para ser feliz e não para ostentar e esbanjar de forma irresponsável.

– Qual é o seu verdadeiro caminho profissional?

– Diz que é trabalhar com pessoas e não com papéis, a parte burocrática. Na verdade, ele diz que é trabalhar com cura, e que já iniciei o caminho.

– Qual caminho?

– Fala que estar aqui fazendo essa terapia já é o caminho, pois despertei a verdadeira consciência espiritual.

Diz que com essa terapia, resgatei a fé em mim e nas presenças invisíveis de luz. Diz ainda que o meu verdadeiro propósito, missão de minha alma, é curar o outro para me curar, pois somente assim vou me curar também.

– E qual é o seu principal aprendizado, lição maior de vida?

– Diz que é a humildade.

– O que é ser humilde?

– É curvar-se diante da vida e aceitar o outro. Ele explica melhor, citando a oração da serenidade: “Senhor, dai-me coragem para mudar o que pode ser mudado; serenidade para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma da outra”.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual o que seria aceitar o outro?

– Diz que é não ser arrogante, não olhar o defeito do outro, mas, primeiro olhar o meu, pois a hora que me compreender melhor vou poder compreender melhor o outro…. Agora, ele me mostra um lugar muito escuro (trevas).

Fala que por muito tempo estive nesse lugar…. Ele me mostra também um lugar claro e diz que agora estou nesse lugar. Mas pede cuidado para não sair desse caminho (Luz), pois é muito fácil voltar para aquela escuridão.

Diz que esse caminho (trevas, a escuridão) eu o conheço muito bem, que é a dor, o sofrimento, a raiva, a doença, o isolamento, a solidão e a depressão. Ele me abraça carinhosamente, põe a mão em minha cabeça e diz que, além dele, muitos espíritos de luz estão me amparando…. Ele se despede, está indo embora.

No final do tratamento, a paciente me disse que estava conseguindo dormir bem melhor, as tosses que eram constantes haviam diminuído bastante; a taquicardia que era frequente e acentuada, estava ocorrendo esporadicamente e bem leve.

Enfim, ela estava se sentindo mais calma e tranquila.

 

 

 

 

 

 

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