Felicidade no condicional

Os grandes sábios tinham o dom de não ver através da ilusão. Ilusão é o desconhecimento da verdade. Não por acaso, Cristo dizia: “Conheça a verdade, que a verdade vos libertará”. Por isso, toda pessoa realista está de bem com sua realidade.

Buda dizia que a ilusão gera sofrimento. Mas por quê?

Porque toda pessoa iludida coloca a felicidade no condicional. Exemplos; “Só vou ser feliz se comprar a minha casa própria, se encontrar a minha alma gêmea, se me aposentar, etc. É tudo no se…

Mas, e se esse momento não chegar? Não pode ser feliz?

Então, eu pergunto: “O que uma pessoa iludida tem deixado a fazer por causa de sua ilusão?

Agora, o pior iludido é aquele que não percebe que está iludido, que coloca uma série de condições para ser feliz.

Para essa pessoa, a felicidade presente, no aqui e agora, se inviabiliza por conta de sua exigência e, obviamente, por colocar sempre a felicidade no condicional.

A TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual, foi criada por mim em 2006 para auxiliar os pacientes a desmistificarem suas ilusões.

Nesta terapia, os mentores espirituais dos pacientes mostram suas ilusões, revelando-lhes a verdade a respeito de si e de seus problemas, bem como as aprendizagens necessárias e benéficas à sua evolução.

Veja a seguir, o caso de uma paciente que entrou em depressão por não conseguir ter outro filho.

 

Caso clínico: Depressão por ter só um filho.

Mulher de 30 anos, casada, um filho de 3 anos.

A paciente me procurou querendo saber como superar o fato de não poder ter mais que um filho. Casada há 15 anos, seu marido lhe disse categoricamente que não queria mais ter outro filho. Ela havia tentando de tudo para convencê-lo a mudar de ideia, mas ele não aceitava ter outro filho. Isso a levou a entrar num quadro de depressão, pois sempre quis ter mais que um filho. Achava triste ter só um filho.

Queria entender também por que sentia um aperto, dor na lateral esquerda da garganta (fez todos os exames médicos necessários, mas não acusou nada).

Após passar por 5 sessões de regressão, na 6 ª e última sessão, ela me relatou: “Sinto uma mão (paciente intui) no topo de minha cabeça me amparando, fazendo carinho … Esse ser espiritual é o meu mentor espiritual.

Fala que tenho muita afinidade com o meu filho de 3 anos porque já o conheço de muitas vidas … Afirma que amor e coragem a gente não compra”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual por que ele está falando isso para você?

“Por que tenho medo de amar, fala que eu gostaria de fazer muitas coisas, mas que não faço porque tenho medo de ser feliz… Sinto agora um aperto, pressão na garganta …. É o mesmo aperto, dor que costumo sentir na lateral esquerda da garganta. A impressão é que alguém está apertando a minha garganta”.

– Pergunte para esse ser espiritual por que ele aperta sua garganta?

“Ele sente raiva de mim … Tenho a impressão que é ele que incute em minha mente esse medo de ser feliz”.

– Pergunte ao seu obsessor espiritual o que você lhe fez na vida passada?

“Diz que o traí. Éramos ladrões – eu também era homem, e era comparsa dele.

Vejo o rosto dele, é sujo, a impressão é que eu o roubei”.

– Você quer lhe dizer algo?

“Quero lhe pedir desculpas … Sinto dor e peso na mão esquerda … É o peso do dinheiro que roubei dele, e que faz doer a minha mão. (pausa).

Acho que ele está agora mais calmo, não aperta mais a minha garganta. Na verdade, ele só queria me dizer que eu roubei o seu dinheiro, e que me mostrando isso seria o suficiente. Mas ele não sente mais raiva”.

– Veja se vem mais algo?

“O meu mentor espiritual me fala que agora o meu obsessor espiritual vai me deixar ser feliz, não vai mais apertar a minha garganta. Fala que fui muito egoísta, querendo ficar com todo o dinheiro …. Agora sinto uma paz muito grande … Fala também que eu não tive o meu segundo filho para eu deixar de ser egoísta. Preciso superar o meu egoísmo, pois eu acho que as coisas têm que ser do meu jeito. Esclarece, que o meu medo de ser feliz só vou superar quando for de fato generosa”.

– Pergunto-lhe o que é ser generosa?

“Ele diz que é fazer as coisas não só visando benefício próprio, mas também pensando nos outros … Sinto agora na minha mão direita uma sensação refrescante … Fala que é ele que segura a minha mão, e que o amor é refrescante.

Ele está se despedindo, pede para eu ir em paz e ter coragem. Pede também para colocar amor nas coisas que faço”.

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