Mau uso do dinheiro

Muitos de meus pacientes, que vêm ao meu consultório querendo entender por que suas vidas financeiras estão bloqueadas, estagnadas, não prosperam, após passarem pela regressão de memória, descobrem que fizeram mau uso do dinheiro – seja nesta ou em outras vidas. Portanto, o insucesso, a instabilidade financeira, a falta de prosperidade é um resgate cármico, fruto de erros cometidos no passado, onde roubaram, exploraram as pessoas, ou esbanjaram, ostentaram, gastaram irresponsavelmente de forma negligente, fazendo, portanto, mau uso do dinheiro, não o valorizando.

É o caso de uma paciente, que veio perdendo tudo o que havia conquistado materialmente, a ponto de quase perder sua moradia.

 

Caso Clínico: Dificuldade financeira e problema de saúde

Mulher de 40 anos, solteira.

 

Paciente veio ao meu consultório se queixando de sua dificuldade financeira, dizendo que havia perdido tudo o que havia conquistado (apartamento na praia, carro, consultório, e quase perdeu sua morada). Foi perdendo tudo gradativamente e, com isso, acabou ficando depressiva (tomava fluoxetina) e doente – sofria de hipertireoidismo, a ponto de perder cabelo e a dentição, tosses constantes dia e noite e taquicardia bastante acentuada. Sofria também de insônia, angústia, tristeza e solidão. Por último, queria saber qual era seu verdadeiro caminho profissional e sua missão de vida.

Após passar por 4 sessões de regressão de memória, na 5ª sessão, ela me relatou:

– Tenho a impressão que um ser espiritual das trevas puxa com força o meu braço direito e dá uma gargalhada…. é um homem. (Pausa).

– Pergunte o que ele quer com você?

– Diz que quer me matar.

– Pergunte o que houve entre vocês na vida passada?

– Vejo um homem com um facão, matando pessoas…Ele veste uma roupa chic, de veludo e desfere vários golpes nelas. Ele tem muita raiva, deve ter uns 40 anos.

A impressão que esse homem, sou eu nessa vida passada. Eu mato por vingança.

Vejo a minha casa sendo invadida por vários camponeses, matando a minha esposa e meus dois filhos. Aquele ser que puxou meu braço com força, no início dessa sessão, é um dos camponeses que eu matei. Ele está junto aqui no consultório com outros seres das trevas, os mesmos camponeses, que tirei suas vidas com aquele facão. Diz que eles tiraram a vida de minha esposa e meus filhos porque estavam passando fome. Diz ainda que eu era o senhor das terras, que sua esposa morreu de fome, pois os explorava, e que só pensava na riqueza.

Eles trabalhavam nas minhas terras, eram miseráveis, diz que os explorava com o trabalho braçal deles. Eu lhe peço perdão, peço também para largar meu braço, mas ele não larga. Fala que muitos camponeses morreram de fome por conta de minha ganância.

– Pergunte-lhe se sabe onde está sua esposa e seus filhos?

– Diz que não…

– Então, diga-lhe que se quiser saber, ele precisa pedir ajuda aos seres espirituais amparadores para levá-lo para a luz e lá saberá. (Pausa).

– Ele soltou meu braço, pediu ajuda, e ele e todos os camponeses estão indo embora em direção a uma luz.

Meus Deus, que alívio!

Ele segurava o meu braço com tanta força que achei que ia quebrá-lo.

Agora, não estou mais sentindo aquela dor, foi insuportável!

Na 6ª e última sessão, a paciente me relatou: – Vejo um jardim, gramado bem vasto, estou sentada num banco com o meu Mentor Espiritual  , que é jovem, está todo de branco e semblante tranquilo. Diz que o nome dele é Kairão. (Pausa).

– Pergunte-lhe por que você contraiu o hipertireoidismo?

– Fala que foi por conta da energia negativa daqueles obsessores espirituais (camponeses) que prejudiquei, e que era para eu ter morrido. Diz que só não morri porque ainda tenho uma jornada para cumprir nesta vida.

Esclarece que a minha dificuldade financeira, a depressão, o hipertireoidismo, a perda de cabelo, a dentição e as tosses crônicas constantes, fazem parte de meu resgate cármico, pois os mesmos erros daquela vida passada continuei cometendo na vida presente, achando que sou dona do mundo. Fala que a vida é uma dádiva, mas que deixei a sombra (trevas) tomar conta.

Diz que eu adoeci para poder mudar, foi um aprendizado, pois o hipertireoidismo pegou a minha garganta para eu aprender a falar, criticar e julgar menos as pessoas. Diz ainda que entrei em depressão e me senti só porque afastei as pessoas de mim, pois era muito negativa.

– Pergunte ao seu mentor espiritual como fica daqui para frente o seu lado financeiro?

– Diz que muito me foi dado e tudo foi tirado porque eu não soube usar de forma correta o dinheiro. Mas agora com o meu trabalho, vou ter o suficiente para viver…Ele está me esclarecendo melhor dizendo que não usei corretamente o meu dinheiro, não dei o devido valor, pois esbanjei e ostentei muito de forma irresponsável. Mas afirma que vou ter uma nova chance, vivendo de forma modesta.

Afirma ainda que o esbanjamento do dinheiro eu fazia também na vida passada, pois tinha poder e dinheiro.

– Pergunte-lhe o que é fazer o bom uso do dinheiro?

– Diz que é usá-lo para ser feliz e não para ostentar e esbanjar de forma irresponsável.

– Qual é o seu verdadeiro caminho profissional?

– Diz que é trabalhar com pessoas e não com papéis, a parte burocrática. Na verdade, ele diz que é trabalhar com cura, e que já iniciei o caminho.

– Qual caminho?

– Fala que estar aqui fazendo essa terapia já é o caminho, pois despertei a verdadeira consciência espiritual.

Diz que com essa terapia, resgatei a fé em mim e nas presenças invisíveis de luz. Diz ainda que o meu verdadeiro propósito, missão de minha alma, é curar o outro para me curar, pois somente assim vou me curar também.

– E qual é o seu principal aprendizado, lição maior de vida?

– Diz que é a humildade.

– O que é ser humilde?

– É curvar-se diante da vida e aceitar o outro. Ele explica melhor, citando a oração da serenidade: “Senhor, dai-me coragem para mudar o que pode ser mudado; serenidade para aceitar o que não pode ser mudado e sabedoria para distinguir uma da outra”.

– Pergunte ao seu Mentor Espiritual o que seria aceitar o outro?

– Diz que é não ser arrogante, não olhar o defeito do outro, mas, primeiro olhar o meu, pois a hora que me compreender melhor vou poder compreender melhor o outro…. Agora, ele me mostra um lugar muito escuro (trevas).

Fala que por muito tempo estive nesse lugar…. Ele me mostra também um lugar claro e diz que agora estou nesse lugar. Mas pede cuidado para não sair desse caminho (Luz), pois é muito fácil voltar para aquela escuridão.

Diz que esse caminho (trevas, a escuridão) eu o conheço muito bem, que é a dor, o sofrimento, a raiva, a doença, o isolamento, a solidão e a depressão. Ele me abraça carinhosamente, põe a mão em minha cabeça e diz que, além dele, muitos espíritos de luz estão me amparando…. Ele se despede, está indo embora.

No final do tratamento, a paciente me disse que estava conseguindo dormir bem melhor, as tosses que eram constantes haviam diminuído bastante; a taquicardia que era frequente e acentuada, estava ocorrendo esporadicamente e bem leve.

Enfim, ela estava se sentindo mais calma e tranquila.

 

 

 

 

 

 

As escolhas e suas consequências

A vida é feita de escolhas e suas consequências e, com isso, vamos moldando o nosso destino. Sendo assim, por conta dos erros cometidos no passado – seja desta, e, principalmente, de outras vidas – o livre arbítrio é muito limitado.

Visto por esse ângulo, quanto mais carma você contrai, menor será o seu livre arbítrio, seu poder de escolha. Por outro lado, quanto menos carma, maior será sua autonomia, sua liberdade de viver a vida que você gostaria.

É o caso de uma paciente que sofria de solidão e, com frequência, era demitida das empresas onde trabalhava.

 

Caso Clínico: Solidão e perdas de empregos.

Mulher de 35 anos, solteira.

 

Após passar por 5 sessões de regressão, na 6ª e última sessão, a paciente relatou:

– Tenho a impressão de estar num campo de flores e sol bem quente…É uma cena de uma vida passada.

– Como você está vestida?

– Uso um vestido dos anos 20, comprido, de manga, e a gola é de renda. Sou bonita, uns 40 anos, clara, mais para loira…. Estou fugindo com uma mala enorme e me sinto perdida.

– Você está fugindo de quem?

– De um casamento imposto pelo meu pai, com um homem mais velho…. Estou perdida, não sei para onde ir, eu me sinto desesperada…. Acabo voltando para casa, mas não sou bem recebida, pois os empregados não me deixam entrar.

Falam que não estou autorizada a entrar, ordem do meu marido. Vou embora de novo, fico perambulando pelas ruas…. Acho que é na Itália.

As pessoas me chamam de louca, contraio uma doença, tusso muito e respiro mal…Acho que estou com tuberculose e acabo morrendo sozinha na rua. (Pausa).

– Pergunte em pensamento à sua mentora espiritual por que ela te mostrou essa vida passada?

– Responde que sempre me pergunto:  – Por que que me sinto sozinha?

– Esclarece que durante muitas vidas eu escolhi a solidão, que nunca estava contente com que tinha, e que nessa vida passada fugi de casa porque queria encontrar um homem mais jovem, que eu gostasse; por isso, larguei meu casamento.

Minha mentora espiritual explica que sempre fugi da situação em que vivia para encontrar uma coisa melhor, pois achava que merecia uma coisa melhor. Diz que eu deveria encarar, enfrentar a realidade tal como ela apresenta, e não fugir dela.

– O que você precisava aprender em suas vidas passadas?

– Cumprir acordos, terminar a minha estória, evitando fugir.

Diz ainda que em outras vidas fugi de países, continentes, por estar insatisfeita, pois eu era um poço de insatisfação. Afirma que não adiantou eu ter mudado de país, pois a insatisfação continuou porque não mudei por dentro, internamente.

Fala que a felicidade não está fora, mas, dentro de mim, pois é uma conquista interior.

Fala também que hoje faço a mesma coisa, mudando de empregos, pois estou sempre insatisfeita, e que continuo buscando a felicidade, a satisfação fora, e não dentro de mim. Esclarece que a vida é feita de escolhas, mas elas têm consequências.

– Naquela existência passada, ao invés de fugir de seu casamento, o que você poderia ter feito?

– Explica que eu poderia ter conversado com o meu marido, mesmo em tempos difíceis. Deveria ter feito de outra forma e não ter saído de casa como uma fugitiva, com uma mala na mão. Pede para parar de fugir de tudo. Diz que hoje fujo do meu trabalho e, mesmo sendo difícil, não é para fugir. Diz ainda que fui demitida várias vezes porque inconscientemente procurei empresas que estavam na fase de demissão.

– Por que essa tendência de fugir, ao invés de encarar a realidade?

– Esclarece que fugir é o caminho aparentemente mais fácil, mas, que na vida tudo requer treino, isto é, um bom treinamento. Por isso, reitera para eu não fugir de situações estressantes nas empresas, não desesperar, e não criar situações para facilitar minha demissão. Meus chefes – ela afirma – sabiam de meu poder de manipulação, sentiam isso inconscientemente.

Está encerrando a terapia, citando a máxima de Cristo: “Bem aventurados os mansos e pacíficos”.

Pede para ser mais mansa, pacífica, dulcificando o coração, pois sou muito impulsiva e explosiva. A paciência e a persistência são as principais lições de vida que preciso aprender.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obsessão espiritual nos relacionamentos afetivos

Caros leitores,

Atendendo aos pedidos, voltarei a postar na íntegra os artigos e casos clínicos.Abaixo segue o artigo na íntegra que iniciei em capítulos, um grande abraço fraterno.

Osvaldo Shimoda

 

Obsessão espiritual nos relacionamentos afetivos

Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado responsável diretamente pelo nosso aprimoramento Espiritual) – é comum o paciente, antes de passar pelo processo terapêutico, achar que essa terapia só utiliza a regressão de memória como instrumento de autoconhecimento e cura, mas isso não é verdade.

A regressão de memória é, sem dúvida, o instrumento principal de autoconhecimento e cura dessa terapia, mas, em alguns casos, ela se utiliza também da progressão de memória (regressão de memória é uma revelação passada, desta vida – infância, nascimento, útero materno – ou de outras vidas, e a progressão de memória é uma revelação futura, isto é, do que ainda vai acontecer na vida do paciente).

Veja o caso de uma paciente que me procurou por conta de seus relacionamentos afetivos não darem certo.

 

Caso Clínico: Desencontros Amorosos

Mulher de 32 anos, solteira.

 

A paciente me procurou querendo entender por que com frequência ocorriam desencontros nos seus relacionamentos afetivos. Ou seja, quando seu namorado se interessava por ela, no decorrer do namoro, ela acabava se desinteressando por ele e terminava o namoro; por outro lado, quando era ela quem se interessava pelo namorado, ele que rompia o namoro. Atualmente, estava namorando; porém, seu namorado havia lhe dito que não sabia se queria casar, pois tinha medo de perder a liberdade e de assumir responsabilidade de ter uma família.

Na 1ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “ Sinto um formigamento que começou quando iniciamos a oração, ele subiu para a cabeça (nessa terapia, normalmente, quando o paciente sente formigamento ou dormência é um sintoma de uma presença de um ser espiritual) ”.

– Há uma presença de um ser espiritual com você – digo-lhe.

“ Estou toda arrepiada e vi um borrão preto (o ser espiritual das trevas se manifesta nessa terapia em forma de borrão, mancha, sombra ou vulto escuro) ”

– Pergunte o que ele sente por você?

“ Diz que sente ódio ”

– O que vocês foram no passado?

“ Fala que fomos amantes… A impressão é que agora estou num salão, numa festa (ela estava descrevendo uma vida passada) “

– Você consegue se ver?

“ Uso um vestido rodado, armado, cheio de tecido e sapato branco. Minha pele é branca e devo ter 18 anos. É o meu aniversário, tem muita gente olhando para mim e o meu vestido tem um laço atrás.

A minha casa é bem espaçosa, sou filha de uma pessoa com posse, filha única, e tratada como princesa. Agora, estou sentada no jardim de minha casa esperando alguém “.

– Quem você espera?.

“ É um rapaz que chegou por trás e me assustou. Fico encantada por ele, parece que ele é militar, um soldado, está subordinado ao meu pai.

Acho que gosto dele, não sei se ele gosta de mim, pois nem deu parabéns para mim. Ele sorri para mim e foi falar direto com o meu pai. Acho que é uma conversa particular…. Agora, estou num balanço, e aquele soldado voltou. Acho que a gente namora escondido. Tenho a impressão de que é um amor proibido porque ele é pobre, embora seja o braço direito de meu pai. (Pausa).

Tenho a impressão também que esse soldado é aquele obsessor espiritual que apareceu no início dessa sessão e falou que fomos amantes.

Agora, aparece uma cena da gente brigando. Não gosto mais dele, parece que me enjoei dele…. Hoje, na vida atual, eu repito a mesma coisa: acabo me enjoando de meus namorados.

Ele se afasta, mas a contragosto. Eu acabei me casando com outro homem. Meu pai me obrigou a casar, foi um casamento arranjado.

Depois que casei, como não gostava de meu marido, voltei a me relacionar com aquele soldado – ele também havia se casado e constituído uma família. Mas sua esposa descobriu o nosso envolvimento e o expulsou de casa. Eu também não o quis mais, preferi continuar com o meu marido.

Por isso, ele ficou depressivo, com muito ódio e rancor de mim. No final da sessão, pedi que ela fizesse a oração do perdão para esse obsessor espiritual emanando-lhe a luz dourada, o amor de cristo.

Na 2ª sessão de regressão, a paciente comentou que no 1º dia que fez a oração do perdão, ao emanar-lhe a luz dourada de cristo, ele resistiu, não queria receber a luz. Disse-lhe então que se quisesse vir como seu filho iria recebê-lo com todo amor e carinho.

Após ter dito isso, não percebeu mais resistência dele durante a oração que fez a semana toda. Iniciamos então a regressão de memória, e ela me relatou: “ Estou sentindo um calor suave do meu lado esquerdo e um odor de floral bem refrescante, passando em minha frente (paciente estava sentindo a presença de um ser espiritual de luz que costuma exalar um odor agradável, normalmente, perfume de flores, próprio do plano espiritual de luz, onde há muitas flores) “.

– Pergunte em pensamento quem está presente?

“ Diz que é a minha mentora espiritual, e que seu nome é Safira. Diz ainda que aquele obsessor espiritual ainda não foi para a luz, pois o nosso relacionamento é antigo, que tivemos juntos em várias encarnações “.

– Pergunte-lhe o que você precisa fazer para que ele possa ir à luz?

“ Orar, muita oração, disse que tudo na vida acontece ao seu tempo. Disse também que em parte ele vem me prejudicando nos meus relacionamentos afetivos, mas que a outra parte vem de mim também. Afirma que me falta comprometimento, de eu querer verdadeiramente que dê certo os meus relacionamentos afetivos, e que isso já vem de outras vidas.

Fala que venho repetindo os mesmos padrões de comportamentos em várias encarnações, querendo ora ter um relacionamento sério, ora não querendo mais.

Isso acaba confundindo a cabeça dos homens, pois sou muito instável emocionalmente “.

Na 3ª sessão de regressão, ela me relatou: “ Sinto os braços pesados e formigando “.

– Pergunte quem segura seus braços?

“ Ele não fala, mas sinto, tenho a impressão (paciente intui) que é aquele obsessor espiritual “.

– Pergunte como ele vem se sentindo com suas orações?

“ Diz que vem se sentindo bem melhor “.

– Pergunte-lhe se tem algo a lhe dizer?

“ Ele diz: – Cuidado com os colegas de trabalho, eles têm muita inveja de você…. O que ele falou faz sentido, pois eles querem saber tudo de minha vida “.

– Você quer lhe dizer algo?

“ Quero que ele me perdoe, que seja feliz indo para a luz, e que um dia se ele quiser, pode vir como meu filho, pois estarei de braços e coração abertos para recebê-lo, mas na hora certa “.

– Veja se ele diz algo?

“ Vou vir sim, ele me responde “.

– Então, despeça-se dele para que vá para a luz (Pausa).

“ Acho que ele foi para a luz “.

Na 4ª sessão, ela me disse: “ Estou sentindo novamente o odor suave e refrescante, bem como o calor da presença de minha mentora espiritual.

Ela diz que está feliz por aquele obsessor espiritual ter ido para a luz, que depois que ele foi, ela me vê mais leve.

Realmente, sinto as minhas costas mais leves (a sábia expressão popular “encosto” aplica-se a essa paciente, pois literalmente seu obsessor espiritual estava encostado em suas costas).

Antes da terapia, eu sentia com frequência um peso e dor nas costas. Achava que tinha um problema de coluna, pensei até em procurar um médico, mas não sinto mais nada desde que aquele ser obsessor foi para a luz “.

Na 5ª sessão de regressão, a paciente me relatou: “ Eu me vejo correndo num cavalo…. A minha mentora espiritual me mostra essa cena de uma vida passada. Fala que eu adorava ser livre, que não gostava de regras, por isso, vivia fugindo de me relacionar afetivamente, não queria casar. Interessante! Hoje quando era adolescente, não queria casar de jeito nenhum. Pensava em morar sozinha, ser livre (Pausa).

Ela me mostra, nessa vida passada, o meu obsessor espiritual encostado na porta do estábulo – na verdade, ela está me mostrando outra vida em que também estivemos juntos. Ele cuidava dos cavalos, e eu gostava dele.

Deixo o cavalo com ele, dou um tchau, e vou caminhando para casa, mas olho para trás para vê-lo. Não deu certo a gente ficar juntos, parece que ele tinha outra mulher.

Nessa cena – de novo como naquela vida que fomos amantes – não deu certo a gente viver como marido e mulher.

A Safira, minha mentora espiritual, fala que me mostrou essa cena para que eu soubesse que já vivemos em outras vidas, mas cada um seguiu o seu caminho. Porém, nessa vida, a gente se gostava, mas eu que fazia pouco caso porque queria ser livre. Ela revela que eu não queria me amarrar a ninguém e constituir uma família porque tinha medo de ser submissa a um marido e ele ser violento comigo.

Esclarece, que presenciei nessa vida passada o meu pai espancando a minha mãe. Não queria casar porque achava que os homens eram violentos e machões como meu pai era “.

Na 6ª e última sessão, a paciente me relatou: “ Parece que estou numa sala vazia, não tem ninguém “.

– Como é a sala?

“ Ela é meio branca…. Vejo a cozinha, vitral de alumínio, mas não tem mobília.

Vi uma criança correndo nessa cozinha….

Acho que era uma menina. Deve ter uns dois anos de idade, usa um vestidinho e seu cabelo é preto. O vestido dela é de hoje, de nossa época. Vejo uma escada fora da cozinha, fica embaixo da casa, do lado dessa escada. Para entrar nela precisa descer a escada…. A minha mentora espiritual me revela que está me mostrando uma cena futura, e que aquela menina que vi correndo nessa cozinha é a minha futura filha.

Tenho a impressão que estou nessa casa para comprá-la. Mas não gostei dela porque para acessar a cozinha tem que descer a escada. Estou no celular conversando com o meu futuro marido falando dos detalhes dessa casa e lhe digo que não gostei. Sou eu que tomo a decisão final.

Vejo a menina de cabelo preto e liso, ela é branquinha, fica rodando, balançando seu vestido. Ela é bonitinha, mas não é parecida comigo, só os olhos e nariz que parecem um pouco.

Agora, estamos indo embora desta casa, estamos dentro do carro, sou eu que dirijo.

Não é o meu carro atual, é outra marca.

Tenho a impressão que estamos indo almoçar com o pai dela” (Pausa).

– Você consegue ver seu futuro marido?

“ Estou tentando vê-lo…. Não o conheço.. Tento ver se é o meu atual namorado, mas não consigo vê-lo direito…. Parece que estamos no Shopping.

Não consigo ver quem é esse meu futuro marido…. Ele está de costas, usa uma camisa polo, e é magro. Minha filha está sentada à minha frente e ele está do meu lado…. Pode ser o meu atual namorado, mas não tenho certeza.

Ele passa tranquilidade e é do bem. Fala baixinho, não fala alto. A impressão é de que gosto dele, a gente é bem cúmplice, temos muita amizade, nossa relação é bem tranquila. Não é aquela paixão, mas é uma relação tranquila. Temos um laço forte de afetividade e amizade, a gente se gosta muito.

Não somos casados de muito tempo.

Agora, a minha mentora me mostra outra cena: nosso carro segue por uma estrada com bastante árvores. Tem um caminho de terra e muito verde…. Acho que tenho também uma cachorra, pois a vejo correndo, latindo quando o portão de nossa casa se abre. Parece a minha cachorra que tenho hoje, ela tem dois anos, a Bela. Ela corre de encontro ao carro. A casa é meia abóbora, laranja por fora, é bem bonita.

Tem um jardim na frente da casa e um quintal atrás. Não tem piscina. Eu entro e dou de cara com a sala e à minha direita há uma escada que dá para os quartos. Não tem ninguém na casa, só a gente mesmo.

À direita tem a cozinha, não é uma casa grande, mas é bem bonita, o quintal é grande. Vejo a Bela correndo com a minha filha. O meu marido subiu a escada e fico conversando e brincando com minha filha…. A minha mentora espiritual me diz: -Tenha fé e paciência, que tudo vai se concretizar.

Ela diz isso porque o tempo de Deus, isto é, do plano espiritual, é diferente do plano terreno. Por isso, essas cenas que ela me mostrou vão levar um certo tempo para se concretizar.

Finaliza dizendo para não ter pressa, mas ressalta que quando começar a acontecer vai ser rápido e irá ocorrer em sequência. Diz que quando menos eu esperar, vai acontecer.

No final do tratamento, a paciente notou que depois que aquele obsessor espiritual foi para a luz, não teve mais pesadelos (tinha pesadelos constantes).

Percebeu também que o seu namorado melhorou bastante, de água para o vinho (segundo a paciente), pois seu humor era muito instável (certamente, era aquele obsessor espiritual que estava interferindo em seu humor para desestabilizar o relacionamento do casal).

Antes da terapia, ele me dizia: – Você não me merece!

Agora, ele está mais calmo, mais carinhoso, tranquilo, e mais equilibrado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Insucesso amoroso

Por que os meus relacionamentos afetivos não dão certo?

Essa é a pergunta mais comum, com mais frequência, que os meus pacientes fazem e que os levam a procurar a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Muitos tentam explicar a causa de seu insucesso amoroso ao fator sorte e azar, atribuindo a um fator casualístico e não causalístico. Ignoram, portanto, que nada é fruto do acaso, que tudo na vida obedece à lei da causalidade, que tudo segue o princípio de causa e efeito. Desta forma, é preciso sair da superficialidade e ir a fundo para se entender o que infelicita homens e mulheres nos seus relacionamentos afetivos.

Em verdade, os relacionamentos humanos existem para propiciar mudanças internas, ou seja, mudar os padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes inadequados, e perceber que o sofrimento é fruto do quanto teimamos em não mudar, em não aprender as nossas respectivas lições nesta encarnação.

Em todo o meu trabalho em TRE (conduzi mais de 40.000 sessões de regressão de memória, onde milhares de pacientes passaram em meu consultório para resolver seus problemas afetivos), apenas em alguns casos não consegui estabelecer um elo de vidas passadas.

Por isso, não tenho dúvida em afirmar que muitos casais na vida presente já estiveram juntos também em existências passadas. Nesses relacionamentos conturbados, frequentemente a TRE revela a causa desses conflitos, para que o casal aprenda a fazer suas mudanças internas. Nesse sentido, se o casal reage a uma crise conjugal de forma positiva, buscando mudar seus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes a respeito do (a) parceiro (a) estará rompendo o cordão energético que os une, isto é, o carma que existe entre os dois.

Entretanto, se ambos reagem de maneira negativa com ódio, mágoa, vingança, ressentimento, colherão os frutos do carma negativo porque ainda não aprenderam suas respectivas lições. Mas, para se quebrar um ciclo cármico, é necessário que o casal exercite a humildade e se despoje do orgulho e da prepotência para mudar suas atitudes. Embora a experiência da intimidade seja a forma mais rica de relacionamento entre as pessoas, homens e mulheres em sua maioria não sabem como serem íntimos.

Por conta disso, conversam com o seu cônjuge apenas assuntos triviais de seu cotidiano. Desta forma, nãos se entregam, raramente expressam sentimentos de calor, ternura e proximidade, ou mesmo compartilham sues conflitos, anseios e preocupações pessoais. Vivem, portanto, na superficialidade, ou em “pé de guerra” trocando farpas e acusações mútuas. Por outro lado, há aqueles que conversam o estritamente necessário, vivem num verdadeiro “torpor” mental e emocional e não percebem que estão “anestesiados” por dentro. Sendo assim, a vida afetiva de homens e mulheres não vai bem por que são disfuncionais do ponto de vista amoroso.

Mas, há também os que não têm sucesso amoroso, por conta do resgate cármico de erros cometidos em outras vidas. Veja a seguir, o caso de uma paciente que não conseguia encontrar seu verdadeiro companheiro porque estava passando por um aprendizado, uma prova, um teste para aprender a valorizar seus relacionamentos afetivos.

 

 

Caso Clínico:

Por que até hoje não encontrei o meu verdadeiro companheiro?

Mulher de 57 anos, solteira.

A paciente me procurou para entender por que começava um relacionamento afetivo, ia bem, mas do nada se desinteressava, e com isso, rompia o relacionamento.

Após a morte de sua mãe (na ocasião, a paciente tinha dois anos de idade), seus três irmãos ficaram com o pai e ela foi morar com os avós maternos em São Paulo. Aos 18 anos resolveu morar sozinha para trabalhar e estudar. Queria entender, portanto, por que não tinha nenhuma afinidade e vínculo afetivo com seus familiares, pois se sentia muito diferente deles. Queria entender também por que teve que morar sozinha numa cidade grande como São Paulo.

Por último, queria saber onde estava a criança que ela havia abortado (para quem acredita na espiritualidade, na vida após a morte, sabe que, após o aborto, há 3 hipóteses de onde possa estar o espírito de uma criança abortada: 1)astral superior (plano de luz); 2) astral inferior (trevas); 3) pode já ter reencarnado) e qual era o seu verdadeiro propósito, missão de vida, bem como seu principal aprendizado, lição maior de vida.

Após passar por duas sessões de regressão, na 3ª sessão, ela me relatou: – Eu me vejo numa vida passada, sou casada, tenho um marido e somos pessoas de posse. A casa é de muito luxo, mas não é nossa; na verdade, é um baile de pessoas importantes.

– Como você é? – Pergunto à paciente.

– Sou jovem, bonita e elegante… Meu marido é muito ciumento, por isso a gente vive se desentendendo. Ele puxa o meu cabelo, pois acha que estou traindo-o com outro homem. Ele me fala: – Vocês dois não vão ficar juntos (paciente fala chorando).

Ele me joga no chão, mas lhe digo que não tenho nada com outro homem. Ele é muito ciumento, mas nunca o traí. Ele não me deixa sair, fico presa, enclausurada numa casa, até receber a notícia que o meu marido havia morrido num duelo com o homem que ele achava ser o meu amante. Ganhei a liberdade, saí daquela casa, mas, ao mesmo tempo em que senti um alívio, senti também tristeza, pois no fundo o amava. Apesar de tudo o que ele fez comigo, senti a sua morte.

– Veja o que acontece com você após a morte de seu marido?

– Não me interessei por mais nenhum homem, meus dias foram tristes.

– Como terminou sua vida?

– Segui o curso normal, embora triste, não tirei a minha vida, morri de forma natural. Quando morri era uma pessoa idosa… Não consigo ver o rosto de meu marido dessa vida passada, talvez não me seja permitido ainda.

– Veja se vem mais algo?

– A impressão que me vem é que ele está encarnado também, e que não está distante de mim, mas não teve ainda permissão para me encontrar na vida atual.

– Por quê?

– Pelos atos de desobediência às leis divinas, mas somos um só.

– O que significa essa expressão “somos um só”?

– Significa que um completa o outro (ela fala chorando). Mas para isso, para atingir a plenitude temos que nos reajustar.

– O que seria reajustar?

– Cumprir as leis divinas, fazer o certo. Enquanto ele não se livrar da posse, orgulho e vaidade haverá o afastamento, a gente ainda não vai poder se reencontrar nesta vida.

Por isso, o caminho para nos reencontrar é o perdão, tenho que perdoá-lo pelo que ele me fez naquela existência passada.

– Sugiro então que faça a oração do perdão em sua casa e procure lhe emanar à luz dourada de Cristo – Peço à paciente.

Na 4ª sessão de regressão, a paciente incorporou seu mentor espiritual (ela era uma médium de psicofonia consciente): – Deus está contigo, não temas, sedes confiante, siga em frente.

– Pede para esse ser de luz se identificar – Peço à paciente.

– Sou o ser que te velas, sou seu mentor espiritual. As provas são muitas, mas em breve terás o período de glória, o fim da tua tristeza. Deus é misericordioso, as provas de seus filhos são para o aprendizado e crescimento.

– Pergunte se ele hoje pode te responder a algumas questões que a afligem?

– Diz que sim.

– Por que você reencarnou numa família onde não sente nenhuma afinidade?

– Porque essa família serviu para o seu aprendizado.

– O que você teve que aprender com sua família?

– Humildade, simplicidade, sem riqueza. A cidade grande (São Paulo) também lhe serviu como aprendizado para valorizar o que você não valorizou em outras vidas.

– O que você tinha que valorizar?

– A família em si, o seio familiar, o aconchego. Você teve que sentir falta disso para valorizar (caro leitor, note que na vida, muitas vezes, é pela falta que a gente aprende a valorizar as pessoas, a saúde, o dinheiro, etc.).

– Por que até hoje você não encontrou seu verdadeiro companheiro?

– Não foi merecedora.

– Do quê?

– De tê-lo com você.

– Por quê?

– Porque nunca o apoiou naquela vida passada, não cumpriu sua missão que era ajudá-lo.

– Que tipo de ajuda?

– O equilíbrio, entendê-lo usando sua paciência e compreensão, pois não foi compreensiva. Há muitas coisas que um depende do outro para se equilibrar no relacionamento a dois.

– Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem mais algo a lhe dizer em relação à sua vida afetiva?

– Espere em Deus, Ele sabe a hora certa.

– Onde está a criança que você abortou?

– Já reencarnou, Deus deu a oportunidade dela de reencarnar.

– Pergunte se ele pode te revelar onde ela está?

– Não. Fala que hoje não tem mais nada a me dizer.

Na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: – Alguém vem me buscar… É uma senhora, ela é de idade. A impressão é que sou uma criança, devo ter uns 7, 8 anos.

Essa senhora usa um vestido bufante, de uma época antiga. Ela segura a minha mão e me diz: – Vamos, minha querida!

Ela me leva para um caminho, uma estrada… Não sei quem é essa senhora.

– Pergunte quem é ela?

– Diz que é a minha falecida mãe (paciente fala chorando).

– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer?

– Pede para eu ser forte, ter pensamentos positivos, continuar caminhando em frente, acreditando em Deus, que tudo vai melhorar, mudar. Afirma que onde ela está – no plano espiritual de luz – vela por todos os seus filhos, e que em muitas dificuldades que passei ela estava do meu lado. Por isso, ela me pede para ser forte.

Esse caminho, estrada que ela me convida é a minha jornada de hoje, e que é para eu seguir em frente. Diz também que a minha insegurança quanto ao futuro, Deus conduzirá tudo.

– Você quer lhe dizer algo?

– Quero que Deus a ilumine. Ela me diz: – Espere e confie! (pausa).

A impressão que ela já foi embora.

– Agradeça mentalmente a presença de seu mentor espiritual no consultório e pergunte se ele tem algo a lhe dizer ou mostrar?

– Ele me mostra a imagem de um homem forte aparentando entre 50 a 60 anos, cabelos escuros. Ele é corpulento, viúvo e tem dois filhos adultos.

– Pergunte ao seu mentor espiritual quem é esse homem?

– Diz que ele aparecerá no meu caminho, mas pede para não ficar ansiosa.

– Pergunte se ele te mostrou seu verdadeiro companheiro?

– Fala que esse homem está predestinado para mim.

– Você consegue ver seu rosto?

– Não vi com detalhes… Meu mentor espiritual pede novamente para não ficar ansiosa, pede para continuar firme em minha caminhada, confiar sempre e não fraquejar. Diz que como fui fraca naquela existência passada, hoje tenho que ser forte.

– Pergunte-lhe qual é a sua missão de vida?

– Diz que é superar as minhas fraquezas, desenvolver o espírito de solidariedade, doar àqueles que precisam de uma palavra amiga, dando conforto, semear o bem e, por fim, evoluir.

– Qual é o seu principal aprendizado, lição maior que você precisa aprender nesta jornada?

– Fala que é valorizar tudo, desde essa oportunidade de ter reencarnado, até os dissabores das provas. Diz ainda que tudo isso é derivado de Deus para nosso bem maior e pede para cultivar sempre a gratidão.

– Veja se ele tem mais algo a lhe dizer?

– Diz que não, só me dá um abraço fraterno.

– Qual a avaliação que ele faz desse tratamento?

– Diz que esse trabalho é importante para a percepção e melhoria individual, e agradece a oportunidade. Pede para eu ficar com Deus e com Jesus.

– Pergunte se você terá que voltar a essa terapia?

– Afirma que por enquanto esse trabalho foi suficiente para o meu entendimento e reflexão.

 

 

Somos aprendizes da vida no processo evolutivo

Muitas pessoas ao lerem os meus artigos no meu blog, me enviam e-mails perguntando – após descreverem detalhadamente os seus problemas – qual a causa e a solução de suas angústias, inquietações e mazelas. Querem, via on-line, todas as respostas para as suas indagações, não levando em consideração que toda pessoa é única, um fenômeno muito singular, com características e sintomatológicas muito particulares.
Respondo esses e-mails ressaltando, portanto, que cada pessoa traz consigo uma história de vida única. Por isso, há a necessidade de se agendar inicialmente em meu consultório, uma entrevista de avaliação (anamnese) para que eu possa conhecer melhor o paciente, isto é, sua história de vida, bem como me inteirar detalhadamente de seu(s) problema(s). Esclareço ainda, que só após essa entrevista é que damos início às sessões de regressão de memória. Muitos ainda querem uma solução ou um bálsamo para o seu sofrimento, sem querer abrir mão de nada. Ou seja, querem se livrar de seus problemas, mas, se recusam a mudar de atitude.
Querem, por exemplo, se relacionar bem com o seu cônjuge, desde que ele (a) mude; querem que os seus obsessores espirituais – desafetos de suas vidas passadas – os deixem em paz, mas não querem pedir perdão por tê-los prejudicado no passado.
Muitos desejam também se livrar da depressão, mas não querem exercitar a humildade, acham que a Vida lhes deve, pois não se curvou aos seus desejos, às suas expectativas.
Outros ainda, numa atitude de rebeldia, de birra, se recusam a viver porque reencarnaram a contragosto na vida atual.
Querem, sobretudo, que eu resolva, os livre de seus sofrimentos, transferindo para mim a responsabilidade de seu processo de mudança, de aprendizado, e de evolução espiritual, não percebendo que sou apenas um facilitador do seu processo de libertação.

Neste aspecto, esclareço aos meus pacientes que a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006 é um trabalho de equipe, onde existem 3 partes envolvidas: o terapeuta (na verdade, nessa terapia, sou um facilitador, um co-terapeuta); o paciente (a parte mais interessada, onde o sucesso dessa terapia depende  mais dele); mentor espiritual (ser desencarnado responsável diretamente pelo crescimento espiritual do paciente – ele,sim, é o verdadeiro terapeuta do paciente, pois o conhece profundamente, vem acompanhando-o em várias encarnações).
Como todo trabalho de equipe, é evidente que para se chegar a um resultado positivo, é necessário o esforço de todos os envolvidos.
De minha parte, enquanto co-terapeuta, é necessário ter um conhecimento teórico e prático da psicologia humana e da espiritualidade.

Mas, sem a colaboração e o apoio do mentor espiritual do paciente na condução do processo terapêutico, os resultados, sem dúvida alguma, seriam medíocres.

Como parte integrante da equipe do Astral, eu me comparo a um coxo, um manco, que enxerga um pouco mais tentando ajudar um cego a atravessar a rua.
É óbvio que como coxo trago também os maus hábitos, imperfeições das minhas vidas passadas, bem como os meus resgates cármicos. Como seres imperfeitos que somos, trazemos feridas não cicatrizadas de falhas no passado mais distante (vidas passadas) e no passado recente (vida atual).

Na verdade, somos todos aprendizes da vida no processo evolutivo, pois estamos sempre aprendendo e nunca sabemos o suficiente. Não obstante, a minha imperfeição não me invalida de eu ser um canal das forças espirituais (mentores espirituais) para auxiliar o paciente a se libertar das amarras de seu passado, bem como no seu processo de evolução espiritual.
Por outro lado, ao paciente cabe querer verdadeiramente se libertar de seus problemas e estar minimamente com a mente aberta para passar pelo processo regressivo. É fundamental ressaltar aqui que o paciente é a parte mais importante desse trabalho, pois o resultado terapêutico vai depender muito mais dele do que do terapeuta e de seu mentor espiritual. Só vai depender do próprio paciente em trabalhar consigo mesmo no seu processo de mudança e reformulação de seu modelo de vida. Mas, tenho o prazer de dizer a todos que me perguntam sobre a eficácia da TRE, que essa terapia – na maioria dos casos – costuma ser um processo terapêutico muito bonito, em que há a vitória do paciente sobre a enfermidade de sua alma.

Caso Clínico:
Sentimento de incapacidade
Mulher de 40 anos, solteira.

Veio ao meu consultório se queixando de seu sentimento de incapacidade que a levava a ter muito medo de tomar decisões em sua vida. Tinha muito medo de assumir responsabilidades, de enfrentar a vida. Sentia-se insegura e se achava incapaz de fazer as coisas do dia-a-dia. Ao ter que tomar uma decisão, transferia o problema para sua irmã resolver. Portanto, era bastante dependente de sua família.
Desde criança, sentia um vazio inexplicável, estava perdida e desorientada. Tinha também muita dificuldade de se comunicar com as pessoas, de expressar seus pensamentos e sentimentos.

Ao regredir, ela me relatou: – Sinto a minha língua inchar, parece que ela dobra dos lados, fica grossa (paciente fala de forma ‘enrolada’, com dificuldade).
Estou vendo a cena de uma menina de cabelos compridos e escuros. O rosto dela é redondo, olhos pequenos e puxados, meio vesgos. Parece que ela tem um retardo mental (Síndrome de Down). Ela aparenta ter uns 6 anos… Sinto que essa menina, sou eu nessa vida passada. Estou sozinha, trancada num quarto escuro.

– Como você se sente? – pergunto à paciente.
– Eu sinto um vazio grande dentro do meu peito… É o mesmo vazio que eu sempre senti, desde criança, na vida atual.

– Quem te trancou nesse quarto escuro? – pergunto-lhe.
– A minha mãe. Ela não coloca muita mobília nesse quarto para que eu não me machuque. Na verdade, ela me deixa trancada para que eu não dê muito trabalho. Eu já me acostumei, fico parada nesse quarto (pausa). Vejo agora um menino, ele é o meu irmão mais novo. Ele veste uma camisa e um macacãozinho, seus cabelos são castanhos e curtinhos. Deve ter uns 4 anos.
Minha mãe e o meu irmão parecem distantes de mim. Eu não sinto nada por eles. Não vejo outras pessoas, além deles. Eu não brinco com o meu irmão, passo a maior parte do meu tempo trancada nesse quarto. Minha mãe é alta, magra, usa um vestido longo e um gorrinho na cabeça. Ela me alimenta, e o resto do tempo fico trancada nesse quarto.

– Avance mais para frente nessa cena, para anos depois – peço-lhe.
– Estou ardendo em febre, é noite, vejo uma lamparina acesa. Minha mãe cuida de mim, passa um pano úmido na minha testa. Estou deitada numa cama… Acho que eu morri por conta dessa febre. Não vejo mais nada, ficou tudo escuro.

– Pergunte mentalmente ao seu mentor espiritual qual o motivo de você ter vindo nessa vida passada com esse retardo mental? – peço à paciente.
– Ele me diz que na Grécia antiga – numa outra vida – fui uma sacerdotisa, e que utilizei de forma errada o meu Poder, sacrificando muitas vidas como oferenda a um Deus. E, com isso, desrespeitei uma lei universal – a lei do amor fraternal – tirando essas vidas.
O meu mentor espiritual está me mostrando uma cena… Vejo muito fogo e pessoas amarradas pelas mãos sendo queimadas. Diz ainda que por conta dessas vidas perdidas, eu vim com esse retardo mental nessa vida passada para não prejudicar mais ninguém. Fala que foi a minha alma que pediu à espiritualidade vir com esse retardo mental para eu não ter vontade de prejudicar às pessoas.
Assim como não deixei muita gente viver, eu tive que aprender a valorizar mais a vida vivendo uma vida limitada, por conta desse problema mental nessa vida passada. Diz ainda que, na verdade, o meu retardo mental não era tão grave assim, e que eu não me esforcei para mudar a minha situação. Era cômodo de minha parte ser totalmente dependente de minha mãe.
Eu me omiti, não me esforcei para me comunicar com ela porque eu poderia correr o risco de descobrir que ela não gostava de mim. Eu achava que se a minha mãe soubesse que eu era capaz de entender alguma coisa, ela não iria mais cuidar de mim. Portanto, sendo inválida mentalmente, ela teria que cuidar de mim. Diz também que na vida atual, apesar de eu reencarnar, desta vez, com um cérebro perfeito, ainda trago os resquícios daquela vida passada, sentindo-me incapaz mentalmente, duvidando da minha capacidade de fazer as coisas, achando que eu não sei fazer nada. Esclarece que só irei ter mais autoconfiança com o tempo, porque tomar decisões é ainda algo novo para mim, mas que vou conseguir.

Após passar por mais 4 sessões de regressão, a paciente me disse contente que não vinha mais aquele pensamento negativo de incapacidade “Será que vou dar conta, vou conseguir?”.
Disse-me também que estava conseguindo tomar decisões em seu dia-a-dia, sem depender de seus familiares. Atividades comuns à maioria das pessoas, como ir ao banco, marcar uma consulta médica, fazer compras, ela estava conseguindo. Estava também se sentindo mais segura, mostrando mais autoconfiança ao se comunicar com as pessoas. Nessa terapia, com a ajuda de seu mentor espiritual, ela resgatou sua autoestima e o seu poder pessoal.

 

Gatilhos disparadores

Um senhor de 65 anos me procurou acompanhado de seu filho de 28 anos. Motivo: transtorno de pânico. Queria entender por que nessa idade teve sua primeira crise de pânico. Era representante de uma indústria farmacêutica no interior de São Paulo e precisava participar de uma reunião importante na capital; porém, seu carro estava passando por uma revisão na concessionária. Então, pediu ao motorista, funcionário da empresa, que o levasse a capital.
Mas a van já estava lotada, e, se o levasse, poderia pegar uma multa na rodovia. Então, sugeriu que o paciente fosse no porta mala do veículo. Não tendo outra escolha, pois não podia faltar na reunião, aceitou a sugestão.
No entanto, o porta mala estava abarrotado de caixotes com remédios e, espremido, procurou se acomodar. Mas, durante a viagem, pelo aperto, pela penumbra e pelo calor que fazia começou a passar mal e teve sua primeira crise de pânico – taquicardia, sudorese, falta de ar, sensação de desmaio, que iria morrer.
Angustiado, começou a esmurrar no interior do veículo. O motorista parou no acostamento e todos os passageiros saíram para ver o que estava acontecendo.
Pálido e suando muito, falou que não iria mais continuar a viagem. O motorista quis levá-lo ao pronto-socorro, mas ele não quis, disse que iria pegar um ônibus do outro lado da rodovia para voltar para casa, e que não iria mais à reunião. Dali em diante teve sucessivas crises de pânico, a ponto de seu filho ter que acompanhá-lo para sair de casa, pois além do transtorno de pânico, desenvolveu também agorafobia (medo incontrolável de ter um ataque de pânico ou de perder o controle físico e/ou emocional num ambiente onde a ajuda pode não estar disponível, ser ineficaz ou simplesmente ser embaraçoso).
Ao passar pela regressão de memória, ele se viu dentro de um caixão numa vida passada – fora enterrado, pois teve um infarto, mas dentro do caixão seu coração voltou a bater. Desesperado, gritava esmurrando a tampa do caixão e acabou morrendo por asfixia. Na sessão de regressão, veio a descobrir que as condições do porta mala da van (penumbra, aperto e calor intenso) o fez lembrar inconscientemente o interior do caixão aonde veio a morrer naquela vida passada.
Em outras palavras, as condições do porta mala do veículo foram um “gatilho” que disparou, desencadeou a lembrança reencarnatória da forma como veio a morrer naquele caixão. Ou seja, os sintomas da crise de pânico foram similares à sua morte por asfixia na existência passada.
Na sessão seguinte, ele veio sozinho em meu consultório, sem a companhia de seu filho. Disse-me que não teve mais as crises de pânico, estava se sentindo muito bem e autoconfiante. Da mesma forma, muitos dos pacientes que me procuram com sintomas desagradáveis como fobias, depressão, transtornos de ansiedade como tiques nervosos, toc (transtorno obsessivo compulsivo), problemas de relacionamento conjugal, familiar, social e no trabalho, bem como as doenças orgânicas de causa desconhecida pela medicina oficial como a alergia, enxaqueca, asma, dores, podem ser disparados por “gatilhos”, isto é, situações de vida estressantes que desencadeiam experiências traumáticas, oriundas de outras vidas.
Não por acaso, outras situações de estresse como divórcio litigioso, desemprego, perda do poder aquisitivo, problemas de saúde (câncer, AIDS, infarto), perda de um ente querido, transtornos sexuais (impotência, ejaculação precoce, retardada, falta de libido, de desejo sexual), instabilidade de humor, isto é, transtorno bipolar, podem também funcionar como “gatilhos” disparadores de experiências traumáticas vividas pelo paciente em encarnações passadas.
Caso Clínico:
Problema de relacionamento com o filho.
Mulher de 30 anos, casada, um filho de sete anos.
A paciente me procurou querendo entender por que brigava constantemente com o filho. Segundo me relatou, o filho tinha um gênio muito forte, extremamente irritadiço. Quando era contrariado, pegava o brinquedo e chutava longe, chutava também tudo que tivesse na frente. Dizia que ela não era uma boa mãe, que não o deixava fazer nada que ele queria. A paciente acabava brigando com ele, gritava, perdia a paciência e depois se arrependia.
Queria entender também por que quando ela e o filho ficavam sozinhos – ao brincar com ele ou quando o ajudava em suas tarefas escolares – a paciente bocejava muito, a ponto de lacrimejar (bocejar muito, sem um motivo aparente que justifique, pode ser um indicador da presença de um ser espiritual das trevas).
O bocejo excessivo não ocorria quando seu marido ou outra pessoa ficava com os dois. Na 1ª sessão de regressão, ela me relatou: – Sinto o meu corpo pesado e inclinado para o lado direito (ela estava deitada no divã e seu corpo estava reto).
Sinto também os pés gelados (não justificava o gelo nos seus pés, pois não estava fazendo frio, era um dia de verão). Agora, senti uma fisgada no meu ombro esquerdo e coceira como se tivesse sido picada por um inseto (é comum nessa terapia os pacientes sentirem essas sensações físicas por conta da presença de um ser espiritual das trevas que as provocam para desconcentrá-los).
No final da sessão, ela me disse que apareceu em flash uma cena fugaz, bem rápido, duas mãozinhas de uma criança tentando derrubá-la do divã.
Na 2ª sessão de regressão, antes da regressão de memória, a paciente me disse que depois da 1ª sessão de regressão, à noite, antes de dormir, viu uma cena (apareceu em flash) de um rosto de uma menina de quatro anos, que nunca havia visto (é comum também nessa terapia o ser espiritual obsessor aparecer ao paciente em flash, bem rápido, só mostrando o rosto).
Ao iniciar a regressão, ela me disse: – Vejo novamente o mesmo rosto daquela menina que vi antes de dormir.
– Pergunte a essa menina, esse ser espiritual, quem é ela?
– Diz que foi minha filha numa vida passada. Diz ainda que se sente triste por tê-la abandonada, pois eu não a queria. Fala que eu tinha inveja dela, pois era feliz. Chora muito, diz que a abandonei, fui embora de casa.
– Pergunte-lhe quem foi que cuidou dela depois que você a abandonou?
– Diz que ela foi criada pelo seu pai. Fala que, desde então, se tornou uma criança infeliz, que nunca mais me viu (paciente fala chorando muito).
– Você quer lhe dizer algo?
– Quero lhe pedir perdão, pois uma mãe jamais deve sentir inveja de sua filha, tem que se sentir feliz pela sua felicidade. (pausa).
– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer?
– Diz que sente tristeza e raiva de mim… Dr. Osvaldo, do meu lado direito vejo uma claridade e do meu lado esquerdo uma escuridão (eu lhe esclareci que seu lado direito tinha um ser espiritual de luz, daí a claridade, e que seu lado esquerdo estava escuro por conta da presença de sua filha da vida passada, sua obsessora espiritual, um ser das trevas, uma sombra, um vulto escuro).
Em seguida, fizemos juntos a oração do perdão para sua filha. Pedi-lhe que levantasse suas mãos, em imposição, palmas viradas para frente, e as direcionasse à sua esquerda – onde estava sua filha – e lhe emanasse a luz dourada de Cristo (luz amarelo ouro). (pausa).
– Percebe algo? – Perguntei-lhe.
– Agora, o meu lado esquerdo está mais claro… Na verdade, os dois lados do meu corpo estão claros… O meu mentor espiritual (ser desencarnado, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) fala que fiz muito bem em ajudar a minha filha, emanando-lhe a luz dourada de Cristo, pois ela estava precisando de luz.
– Pergunte-lhe se sua filha foi ou não para a luz?
– Disse que ainda não, por isso pede para eu continuar fazendo a oração do perdão emanando-lhe diariamente a luz dourada, o amor de Cristo.
Na 3ª sessão de regressão, a paciente me relatou: – Vejo uma sombra na minha frente… Tive a impressão que alguém se apoiou por trás de mim, em meus ombros, e me pressionou para baixo… Acho que é a minha filha, pois a vi em flash novamente.
– Pergunte-lhe como vem se sentindo com suas orações?
– Diz que se sente incomodada por me preocupar com ela… A impressão (paciente intui) é que ela pensa, questiona por que agora estou me preocupando com ela, querendo ajudá-la se na vida passada não me importei com ela, a ponto de tê-la abandonada.
– Você quer lhe dizer algo?
– Gostaria que ela se libertasse, que fosse realmente feliz, e que viva em paz. (pausa).
– Pergunte à sua filha se sabe por que você a abandonou naquela existência passada?
– Diz que eu não queria que ela tivesse nascido porque eu era muito nova.
– Se ela quisesse hoje vir novamente como sua filha, você a aceitaria?
– Apesar das dificuldades financeiras que eu e o meu marido estamos passando, eu a aceitaria, sim, como minha filha.
– Veja se ela tem algo a lhe dizer?
– Fala que gostaria de vir novamente como minha filha, porém, tem dúvidas, pois não sabe se seria bem vinda por mim e pelo meu marido. Mas reafirma que quer voltar a ser minha filha.
Na 4ª sessão de regressão, a paciente me disse que seu filho fez aniversário no sábado e que ele estava muito nervoso, agressivo, a ponto de agredir, chutar o filho de um convidado. Ao iniciarmos a sessão de regressão, a paciente me relatou: – A minha filha me diz que está tentando ir para a luz, que está aceitando melhor às minhas orações. (pausa).
– Pergunte se foi ela que fez com que seu filho – em seu aniversário – agredisse o menino?
– Diz que sim porque ela ficou com inveja dele, pois queria vir também como minha filha. Revela que o meu filho de hoje foi o pai dela naquela vida passada. Ou seja, ele foi o meu marido naquela existência passada.
– Pergunte-lhe como ele a tratava como pai?
– Diz que cuidava dela, mas não entende por que ele voltou, reencarnou como meu filho, e ela não. Quer saber por que o aceitei como filho na vida presente e ela não.
Ela me esclarece que naquela vida passada não se casou, não teve filhos, e acabou morrendo velha e solitária.
– Você quer lhe dizer algo?
– Quero que ela tire toda essa mágoa, que encontre o caminho da luz, e que se for o nosso destino, que venha como minha filha para finalizar o que a gente precisa finalizar.
Fizemos novamente a oração do perdão, emanamos à sua filha a luz dourada de Cristo.
– Tenho a impressão que agora ela conseguiu ir para a luz porque a minha vista está bem clara, o meu lado esquerdo não está mais escuro, está bem claro.
Na 5ª e última sessão, a paciente me disse que havia sonhado grávida, e depois viu uma cena tendo uma criança. Disse-me também que seu filho estava bem mais calmo, mais obediente e mais acessível, não estavam mais brigando, pois agora conseguia conversar com ele. Antes, seu filho não a escutava, e aí ela ficava estressada, irritada e acabava gritando com ele.
Quando lhe falou que estava na hora de dormir, ele relutou um pouco, mas, desta vez, aceitou sem ficar nervoso e sem chutar as coisas. Percebeu, portanto, que seu filho estava bem mais calmo e não estava mais irritadiço e nervoso.
Na última sessão, a paciente me relatou: – O meu mentor espiritual me diz que a minha filha da vida passada foi mesmo para a luz, que está feliz lá, e que o sonho que tive foi realmente premonitório, ou seja, ela vai voltar como minha filha. Diz ainda que essa filha vai ser a libertação também de meu filho porque ele vai conseguir dedicar todo o seu amor por ela como irmão, o que ele não conseguiu como pai naquela vida passada, pois ele não lhe deu carinho.
Finaliza dizendo que essa terapia foi muito boa, pois atingimos o nosso objetivo que era ajudar a minha filha, encaminhá-la à luz.

Reforma Íntima

“Com menos orgulho na classe alta e menos inveja nas baixas camadas sociais, uma solidariedade efetiva nascerá ao contato desta consoladora doutrina e talvez nos seja dado ver desaparecerem as lutas fratricidas, produtos ineptos da ignorância, dissipando-se diante dos ensinamentos de amor e fraternidade que são a irradiante auréola do Espiritualismo”.
– G. Délanne

Certa ocasião, um paciente no final da entrevista de avaliação (é praxe eu agendar antes com o paciente uma entrevista de avaliação para que possa conhecê-lo melhor, me inteirar com mais detalhes a respeito de seus problemas, bem como lhe explicar como funciona a Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual, uma abordagem psicológica e espiritual criada por mim em 2006) ficou frustrado após lhe esclarecer que essa terapia de regressão de memória é consciente, ou seja, o paciente entra num transe hipnótico leve (alfa) ou médio (teta) – um estado alterado de consciência (rebaixamento de consciência) – onde permanece sempre consciente e, obviamente, vai se lembrar de tudo que recordou de seu passado.
Portanto, nessa terapia, o paciente não entra num transe hipnótico mais profundo (delta), isto é, não fica totalmente inconsciente, e quando volta para o estado de vigília (beta), lembra-se de tudo.
Expliquei também que na TRE não adiantava o paciente entrar num transe profundo de inconsciência, pois era necessário que o mesmo ficasse minimamente consciente para entender a causa de seus problemas e, com isso, fazer suas modificações internas.

Visivelmente decepcionado, ele achava que nessa terapia o paciente entrava num transe hipnótico profundo – ficava inconsciente – e quando voltasse para o estado de consciência, de vigília, seus problemas iriam desaparecer num passe de mágica.
Esclareci que, como ele, muitas pessoas pensavam dessa forma. E que isso era um pensamento mágico, não correspondia à realidade dos fatos, pois é mais cômodo buscar uma técnica milagrosa, ao invés de fazer suas próprias mudanças internas. Não adiantou a minha elucidação, pois sua expectativa não correspondia às minhas explicações, e acabou indo embora.

O grande pensador italiano, Pietro Ubaldi, dizia que “o homem é capaz de tudo, contanto que não se transforme”.
Sem dúvida, mudar dá trabalho, requer esforços, e, na maioria das vezes, precisa abrir mão de algo. Mas, como dizia Freud: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, o ser humano tende a mudar”. Trocando em miúdos, traduzo o que Freud disse citando o ditado popular: “Se não mudar pelo amor, vai ter que mudar pela dor, pelo sofrimento”.
Digo aos meus pacientes que o sofrimento é um indicador do quanto teimamos em querer mudar.
Mas, o que nos leva a não querer mudar?
É a ignorância, o desconhecimento da verdade a nosso respeito e da vida. É o que Buda chamava de Maya (Ilusão).
Ele dizia que um dos pilares que sustenta o sofrimento humano é a ilusão, isto é, o desconhecimento da verdade.
Freud dizia também que “todo o poder emana do conhecimento”. Não o poder contextual, externo (cargos, status, dinheiro, títulos, papéis sociais), mas, o poder pessoal, interno (o autoconhecimento, a fé, a consciência, o autodomínio).
É fundamental esclarecer que o poder pessoal é uma conquista, um trabalho interior resultado de várias encarnações.
Notem que os grandes sábios fizeram esse trabalho interior para se superarem. É por isso que Siddarta Gautama (Buda) dizia com propriedade: “O Rei mais nobre de todos os reis, é aquele que é capaz de se dominar”.

Em verdade, reencarnamos para aprender a superar os maus hábitos e imperfeições (maledicência, criticismo, arrogância, autoritarismo, orgulho, soberba, medo, impaciência, ansiedade, desejo de vingança, ciúmes, ira, impulsividade, insegurança, inferioridade, possessividade, etc.) e, somente através dos estudos, dos esclarecimentos e sofrimentos, derivados da luta constante contra esses maus hábitos e imperfeições oriundos de outras vidas, é que o nosso espírito se esclarece e alcança uma maior evolução. Em resumo, só fazendo uma reforma íntima (reeducação interior, ou seja, reeducarmos nossos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes ainda inferiores) evoluímos e nos tornamos um ser humano melhor.

Na TRE é o mentor espiritual (espírito responsável diretamente pela evolução do paciente, que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações) que irá ajudá-lo nessa reforma íntima, orientando-o e esclarecendo-o a respeito da causa de seus problemas, sua solução, bem como as aprendizagens necessárias e indispensáveis à sua evolução espiritual.
Por outro lado, o meu papel enquanto terapeuta é facilitar, auxiliar o mentor espiritual de cada paciente na condução do processo terapêutico, procurando abrir o canal de comunicação para que ele possa orientá-lo de forma mais efetiva.
Caso Clínico:
Por que fico agressivo quando sou contrariado?
Homem de 28 anos, solteiro.

Paciente veio ao meu consultório com problemas de relacionamento. Tinha muita dificuldade de ser contrariado, de ouvir um não, ficava alterado, nervoso, agressivo, ressentido com a pessoa, afastava-se geralmente com desejo de vingança.
Tinha dificuldade também em lidar com figuras de autoridade – não parava em nenhum emprego -, pois era comum discutir com a chefia. Ao ser demitido, ficava profundamente ressentido, não conseguia perdoar as pessoas por conta do orgulho.
Era muito impulsivo, explosivo, impaciente, agredia verbalmente as pessoas no trânsito. Sentia frequentes dores, queimação no estômago, ardor nas pernas, inchaço (ficava latejando), embora os exames clínicos não acusassem nenhuma anomalia orgânica.
Sentia também falta de ar, faringite (incomodava bastante o excesso de catarro, pigarro).
Por conta de seu temperamento explosivo e dominador, não conseguia também se vincular a nenhuma mulher, pois não aceitava nenhuma imposição das mulheres.
Apesar de seu temperamento forte, no entanto, era uma pessoa muito caridosa (trabalhava voluntariamente num centro espírita) ajudando os necessitados.

Ao regredir, ele me relatou: “Estou me vendo como um menino, uso uma calça curta e um bonezinho. É um tempo muito antigo, onde as mulheres usam um vestido longo, com muito tecido. Moro com os meus pais numa casa grande. Vejo uma lareira, mesa de jantar, móveis muito antigos”. (pausa).

– Avance mais para frente nessa cena – Peço-lhe.
“ Vejo uma menina, usa um chapéu estranho, vestido longo e cabelos encaracolados… Não consigo ver o seu rosto. Vejo também uma mulher com chapéu, vestido longo… Estranho, não consigo também ver o rosto dela… Tenho a impressão de que a menina é a minha irmã e a mulher, minha mãe dessa vida passada”. (pausa).

– E o seu pai? – Pergunto-lhe.
“ Ele está sentado à mesa, tem um cabelo curto, escuro, penteado para trás e usa um bigode”.

– Avance bem mais para frente nessa cena – Peço-lhe novamente.
“ Vejo agora uma mulher jovem, bonita, está sentada comigo numa carruagem. Ela tem um rosto muito bonito, pele muito delicada… Não consigo ver direito o seu rosto, pois ela está de perfil, do meu lado. Também sou jovem, devo ter mais de 20 anos. Sou uma pessoa rica, tenho muitos serviçais. Um serviçal nos recebe, abre a porta da carruagem. Estamos entrando num castelo… É um lugar escuro, acinzentado. Essa moça entra comigo… Ela é a minha namorada (pausa).
Meu estômago queima! (paciente geme, colocando as mãos no abdome)”.

– Veja o que está acontecendo com você? – Peço-lhe.
“ O meu estômago dói muito… Estou muito angustiado! (fala gemendo muito). Vejo homens com espadas iguais a dos mosqueteiros… Alguém enfiou uma espada no meu abdome, está sangrando muito, dói muito (chora, gemendo). Vejo um homem com chapéu de mosqueteiro, usa uma camisa branca, aberta no peito. Ele tem um olhar muito frio. Ele olhou para mim e enfiou a espada na minha barriga… Estou sentindo falta de ar, eu me engasgo com o sangue que sai pela minha boca (paciente relata isso ofegante e tossindo muito).
Agora, me vejo caído no chão… É tudo escuro, cinza, está escurecendo tudo. Mas a minha barriga dói muito. Estou desfalecendo, ninguém me ajuda. Cadê a minha namorada? (grita).
Vejo-a agora chorando do meu lado… Ela chora muito.
Não estou enxergando mais nada… Estou flutuando”.

– Veja o que está acontecendo com você? – peço-lhe.
“ Saio da área cinzenta, estou fora do castelo, em espírito – eu faleci -, estou flutuando. Lá fora está muito claro… Agora estou subindo, subindo… Tenho a impressão de que estou nas nuvens. Vejo muitos rostos, mas não vejo o corpo dessas pessoas (seres espirituais).
Elas olham para mim, sorriem. Estou vestindo um manto branco. Agora estou deitado numa cama, tudo é branco (paciente estava descrevendo o plano espiritual de luz).
O meu estômago ainda dói muito, sinto algo pegajoso na minha garganta. Sinto como se tivesse um furo no meu abdome. Vejo um homem de cabelos compridos, encaracolados, barba bem feita. É um homem maduro, bonito, imponente, está todo de branco. Ele me pergunta como estou. Digo que estou melhor.
Ele diz para não me preocupar, fala que é um amigo, mas não diz o seu nome, fala que isso não é importante… Tenho a impressão de que ele é o meu mentor espiritual.
Ele sorri para mim, passa a mão no meu rosto, alisa os meus cabelos, diz que está tudo bem.
Fala que foi um grande aprendizado o que aconteceu comigo nessa vida passada. Esclarece que tudo o que vivenciei na sessão de hoje foi para me mostrar de onde vêm as dores físicas que sinto na vida atual.
Diz que as dores, as queimações que sinto no meu estômago são resquícios provenientes do ferimento da espada em meu abdome naquela vida passada e vão ainda permanecer, pois a recomposição de meu perispírito (corpo espiritual) demora um pouco porque a minha morte foi muito traumática.
Diz que reencarnei para recompor essas dores, que o meu perispírito projeta no meu corpo físico essas dores que trago daquela vida passada.
Diz ainda que essas dores diminuirão gradativamente e que irão desaparecer. A minha faringite (dificuldade de engolir o catarro) também é sequela do momento que regurgitei sangue na hora de minha morte.
Pede para não me preocupar com isso, que também vai passar.
Explica ainda que a minha falta de ar constante é resultado do refluxo de sangue ocorrido no momento de minha morte naquela vida passada”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual por que aquele homem tirou a sua vida? – Peço-lhe.
“Diz que não há necessidade de saber por que pelo meu temperamento isso irá realimentar o meu ódio. Esclarece também o motivo dele não ter permitido na regressão de memória mostrar o rosto de ninguém daquela vida passada.
Pede para eu ficar na paz, e que está me ajudando na minha ascensão moral para eu entender e diminuir as minhas faltas, as doenças de minha alma, a arrogância, a prepotência.
A maldade que pratiquei no passado, não me foi mostrada, mas apenas os efeitos, as consequências dos meus atos.
Fala que eu magoei muita gente em vidas passadas, apesar de ser uma pessoa boa, mas diante de minha impulsividade, sede de poder, querer dominar as pessoas, não admitir erros e imperfeições das pessoas -apesar das minhas -, cultivei muitos desafetos no passado.
Um deles é aquele homem que enfiou a espada no meu ventre e acabou tirando a minha vida.
O meu mentor espiritual explica que esse homem não tinha o olho direito, porque fui eu que mandei arrancá-lo, mas não esclarece a razão de ter feito isso.
Explica ainda porque os meus relacionamentos amorosos não dão certo, pois hoje as mulheres me tratam com desdém, me confrontam e me agridem. Fala que todas conviveram comigo numa vida passada, e que as tratava da mesma forma que elas me tratam hoje. Eu as humilhava, subjugava-as. Em relação às pessoas que ajudo no centro espírita, muitas delas são as que também prejudiquei no passado.
Consigo ajudar algumas espiritualmente a se levantarem e se tornam amigas, mas outras recebem ajuda, vão embora e nem agradecem.
Na minha ignorância, julgo-as como ingratas. O meu mentor espiritual está me revelando que muitas dessas pessoas que prejudiquei no passado ainda irão me procurar no centro espírita.
Diz que eu as escravizei, persegui, as maltratei por causa da minha formação de guerreiro, de militar, onde tudo era na base da força, da brutalidade.
Fala que hoje estou melhorando, mas que continuarei colhendo os atos praticados no passado e, somente com muito estudo, serviços no centro espírita, minha vida prosperará. No entanto, as entidades de luz estarão sempre me protegendo, me ajudando. Esclarece ainda que por trás das minhas caídas e recaídas sempre existem grandes aprendizagens, mas que várias mãos me seguram, me levantam, e estão sempre me amparando. Ele me diz: – Haverá momentos de alegria e dor, mas sabemos que você tem condições de suportá-los bem. Levante-se e continue em sua caminhada. Olhe para frente! Espiritualmente, você conseguiu muitos amigos que lhe querem muito bem, que te amam e te sustentam. Estamos com você agora e sempre, e assim seja! Graças a Deus!
O meu mentor espiritual está agora se despedindo, e os amigos de luz também. Todos sorriem para mim e me dizem: – Estamos com você!

Após passar por mais quatro sessões de regressão, o paciente estava se sentido mais sereno, mais paciente com as pessoas, relacionando-se de forma mais madura e equilibrada, e não sentia mais falta de ar nem dores e queimação no estômago.