Insucesso amoroso

Por que os meus relacionamentos afetivos não dão certo?

Essa é a pergunta mais comum, com mais frequência, que os meus pacientes fazem e que os levam a procurar a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim em 2006.

Muitos tentam explicar a causa de seu insucesso amoroso ao fator sorte e azar, atribuindo a um fator casualístico e não causalístico. Ignoram, portanto, que nada é fruto do acaso, que tudo na vida obedece à lei da causalidade, que tudo segue o princípio de causa e efeito. Desta forma, é preciso sair da superficialidade e ir a fundo para se entender o que infelicita homens e mulheres nos seus relacionamentos afetivos.

Em verdade, os relacionamentos humanos existem para propiciar mudanças internas, ou seja, mudar os padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes inadequados, e perceber que o sofrimento é fruto do quanto teimamos em não mudar, em não aprender as nossas respectivas lições nesta encarnação.

Em todo o meu trabalho em TRE (conduzi mais de 40.000 sessões de regressão de memória, onde milhares de pacientes passaram em meu consultório para resolver seus problemas afetivos), apenas em alguns casos não consegui estabelecer um elo de vidas passadas.

Por isso, não tenho dúvida em afirmar que muitos casais na vida presente já estiveram juntos também em existências passadas. Nesses relacionamentos conturbados, frequentemente a TRE revela a causa desses conflitos, para que o casal aprenda a fazer suas mudanças internas. Nesse sentido, se o casal reage a uma crise conjugal de forma positiva, buscando mudar seus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes a respeito do (a) parceiro (a) estará rompendo o cordão energético que os une, isto é, o carma que existe entre os dois.

Entretanto, se ambos reagem de maneira negativa com ódio, mágoa, vingança, ressentimento, colherão os frutos do carma negativo porque ainda não aprenderam suas respectivas lições. Mas, para se quebrar um ciclo cármico, é necessário que o casal exercite a humildade e se despoje do orgulho e da prepotência para mudar suas atitudes. Embora a experiência da intimidade seja a forma mais rica de relacionamento entre as pessoas, homens e mulheres em sua maioria não sabem como serem íntimos.

Por conta disso, conversam com o seu cônjuge apenas assuntos triviais de seu cotidiano. Desta forma, nãos se entregam, raramente expressam sentimentos de calor, ternura e proximidade, ou mesmo compartilham sues conflitos, anseios e preocupações pessoais. Vivem, portanto, na superficialidade, ou em “pé de guerra” trocando farpas e acusações mútuas. Por outro lado, há aqueles que conversam o estritamente necessário, vivem num verdadeiro “torpor” mental e emocional e não percebem que estão “anestesiados” por dentro. Sendo assim, a vida afetiva de homens e mulheres não vai bem por que são disfuncionais do ponto de vista amoroso.

Mas, há também os que não têm sucesso amoroso, por conta do resgate cármico de erros cometidos em outras vidas. Veja a seguir, o caso de uma paciente que não conseguia encontrar seu verdadeiro companheiro porque estava passando por um aprendizado, uma prova, um teste para aprender a valorizar seus relacionamentos afetivos.

 

 

Caso Clínico:

Por que até hoje não encontrei o meu verdadeiro companheiro?

Mulher de 57 anos, solteira.

A paciente me procurou para entender por que começava um relacionamento afetivo, ia bem, mas do nada se desinteressava, e com isso, rompia o relacionamento.

Após a morte de sua mãe (na ocasião, a paciente tinha dois anos de idade), seus três irmãos ficaram com o pai e ela foi morar com os avós maternos em São Paulo. Aos 18 anos resolveu morar sozinha para trabalhar e estudar. Queria entender, portanto, por que não tinha nenhuma afinidade e vínculo afetivo com seus familiares, pois se sentia muito diferente deles. Queria entender também por que teve que morar sozinha numa cidade grande como São Paulo.

Por último, queria saber onde estava a criança que ela havia abortado (para quem acredita na espiritualidade, na vida após a morte, sabe que, após o aborto, há 3 hipóteses de onde possa estar o espírito de uma criança abortada: 1)astral superior (plano de luz); 2) astral inferior (trevas); 3) pode já ter reencarnado) e qual era o seu verdadeiro propósito, missão de vida, bem como seu principal aprendizado, lição maior de vida.

Após passar por duas sessões de regressão, na 3ª sessão, ela me relatou: – Eu me vejo numa vida passada, sou casada, tenho um marido e somos pessoas de posse. A casa é de muito luxo, mas não é nossa; na verdade, é um baile de pessoas importantes.

– Como você é? – Pergunto à paciente.

– Sou jovem, bonita e elegante… Meu marido é muito ciumento, por isso a gente vive se desentendendo. Ele puxa o meu cabelo, pois acha que estou traindo-o com outro homem. Ele me fala: – Vocês dois não vão ficar juntos (paciente fala chorando).

Ele me joga no chão, mas lhe digo que não tenho nada com outro homem. Ele é muito ciumento, mas nunca o traí. Ele não me deixa sair, fico presa, enclausurada numa casa, até receber a notícia que o meu marido havia morrido num duelo com o homem que ele achava ser o meu amante. Ganhei a liberdade, saí daquela casa, mas, ao mesmo tempo em que senti um alívio, senti também tristeza, pois no fundo o amava. Apesar de tudo o que ele fez comigo, senti a sua morte.

– Veja o que acontece com você após a morte de seu marido?

– Não me interessei por mais nenhum homem, meus dias foram tristes.

– Como terminou sua vida?

– Segui o curso normal, embora triste, não tirei a minha vida, morri de forma natural. Quando morri era uma pessoa idosa… Não consigo ver o rosto de meu marido dessa vida passada, talvez não me seja permitido ainda.

– Veja se vem mais algo?

– A impressão que me vem é que ele está encarnado também, e que não está distante de mim, mas não teve ainda permissão para me encontrar na vida atual.

– Por quê?

– Pelos atos de desobediência às leis divinas, mas somos um só.

– O que significa essa expressão “somos um só”?

– Significa que um completa o outro (ela fala chorando). Mas para isso, para atingir a plenitude temos que nos reajustar.

– O que seria reajustar?

– Cumprir as leis divinas, fazer o certo. Enquanto ele não se livrar da posse, orgulho e vaidade haverá o afastamento, a gente ainda não vai poder se reencontrar nesta vida.

Por isso, o caminho para nos reencontrar é o perdão, tenho que perdoá-lo pelo que ele me fez naquela existência passada.

– Sugiro então que faça a oração do perdão em sua casa e procure lhe emanar à luz dourada de Cristo – Peço à paciente.

Na 4ª sessão de regressão, a paciente incorporou seu mentor espiritual (ela era uma médium de psicofonia consciente): – Deus está contigo, não temas, sedes confiante, siga em frente.

– Pede para esse ser de luz se identificar – Peço à paciente.

– Sou o ser que te velas, sou seu mentor espiritual. As provas são muitas, mas em breve terás o período de glória, o fim da tua tristeza. Deus é misericordioso, as provas de seus filhos são para o aprendizado e crescimento.

– Pergunte se ele hoje pode te responder a algumas questões que a afligem?

– Diz que sim.

– Por que você reencarnou numa família onde não sente nenhuma afinidade?

– Porque essa família serviu para o seu aprendizado.

– O que você teve que aprender com sua família?

– Humildade, simplicidade, sem riqueza. A cidade grande (São Paulo) também lhe serviu como aprendizado para valorizar o que você não valorizou em outras vidas.

– O que você tinha que valorizar?

– A família em si, o seio familiar, o aconchego. Você teve que sentir falta disso para valorizar (caro leitor, note que na vida, muitas vezes, é pela falta que a gente aprende a valorizar as pessoas, a saúde, o dinheiro, etc.).

– Por que até hoje você não encontrou seu verdadeiro companheiro?

– Não foi merecedora.

– Do quê?

– De tê-lo com você.

– Por quê?

– Porque nunca o apoiou naquela vida passada, não cumpriu sua missão que era ajudá-lo.

– Que tipo de ajuda?

– O equilíbrio, entendê-lo usando sua paciência e compreensão, pois não foi compreensiva. Há muitas coisas que um depende do outro para se equilibrar no relacionamento a dois.

– Pergunte ao seu mentor espiritual se ele tem mais algo a lhe dizer em relação à sua vida afetiva?

– Espere em Deus, Ele sabe a hora certa.

– Onde está a criança que você abortou?

– Já reencarnou, Deus deu a oportunidade dela de reencarnar.

– Pergunte se ele pode te revelar onde ela está?

– Não. Fala que hoje não tem mais nada a me dizer.

Na 5ª e última sessão, a paciente me relatou: – Alguém vem me buscar… É uma senhora, ela é de idade. A impressão é que sou uma criança, devo ter uns 7, 8 anos.

Essa senhora usa um vestido bufante, de uma época antiga. Ela segura a minha mão e me diz: – Vamos, minha querida!

Ela me leva para um caminho, uma estrada… Não sei quem é essa senhora.

– Pergunte quem é ela?

– Diz que é a minha falecida mãe (paciente fala chorando).

– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer?

– Pede para eu ser forte, ter pensamentos positivos, continuar caminhando em frente, acreditando em Deus, que tudo vai melhorar, mudar. Afirma que onde ela está – no plano espiritual de luz – vela por todos os seus filhos, e que em muitas dificuldades que passei ela estava do meu lado. Por isso, ela me pede para ser forte.

Esse caminho, estrada que ela me convida é a minha jornada de hoje, e que é para eu seguir em frente. Diz também que a minha insegurança quanto ao futuro, Deus conduzirá tudo.

– Você quer lhe dizer algo?

– Quero que Deus a ilumine. Ela me diz: – Espere e confie! (pausa).

A impressão que ela já foi embora.

– Agradeça mentalmente a presença de seu mentor espiritual no consultório e pergunte se ele tem algo a lhe dizer ou mostrar?

– Ele me mostra a imagem de um homem forte aparentando entre 50 a 60 anos, cabelos escuros. Ele é corpulento, viúvo e tem dois filhos adultos.

– Pergunte ao seu mentor espiritual quem é esse homem?

– Diz que ele aparecerá no meu caminho, mas pede para não ficar ansiosa.

– Pergunte se ele te mostrou seu verdadeiro companheiro?

– Fala que esse homem está predestinado para mim.

– Você consegue ver seu rosto?

– Não vi com detalhes… Meu mentor espiritual pede novamente para não ficar ansiosa, pede para continuar firme em minha caminhada, confiar sempre e não fraquejar. Diz que como fui fraca naquela existência passada, hoje tenho que ser forte.

– Pergunte-lhe qual é a sua missão de vida?

– Diz que é superar as minhas fraquezas, desenvolver o espírito de solidariedade, doar àqueles que precisam de uma palavra amiga, dando conforto, semear o bem e, por fim, evoluir.

– Qual é o seu principal aprendizado, lição maior que você precisa aprender nesta jornada?

– Fala que é valorizar tudo, desde essa oportunidade de ter reencarnado, até os dissabores das provas. Diz ainda que tudo isso é derivado de Deus para nosso bem maior e pede para cultivar sempre a gratidão.

– Veja se ele tem mais algo a lhe dizer?

– Diz que não, só me dá um abraço fraterno.

– Qual a avaliação que ele faz desse tratamento?

– Diz que esse trabalho é importante para a percepção e melhoria individual, e agradece a oportunidade. Pede para eu ficar com Deus e com Jesus.

– Pergunte se você terá que voltar a essa terapia?

– Afirma que por enquanto esse trabalho foi suficiente para o meu entendimento e reflexão.

 

 

Somos aprendizes da vida no processo evolutivo

Muitas pessoas ao lerem os meus artigos no meu blog, me enviam e-mails perguntando – após descreverem detalhadamente os seus problemas – qual a causa e a solução de suas angústias, inquietações e mazelas. Querem, via on-line, todas as respostas para as suas indagações, não levando em consideração que toda pessoa é única, um fenômeno muito singular, com características e sintomatológicas muito particulares.
Respondo esses e-mails ressaltando, portanto, que cada pessoa traz consigo uma história de vida única. Por isso, há a necessidade de se agendar inicialmente em meu consultório, uma entrevista de avaliação (anamnese) para que eu possa conhecer melhor o paciente, isto é, sua história de vida, bem como me inteirar detalhadamente de seu(s) problema(s). Esclareço ainda, que só após essa entrevista é que damos início às sessões de regressão de memória. Muitos ainda querem uma solução ou um bálsamo para o seu sofrimento, sem querer abrir mão de nada. Ou seja, querem se livrar de seus problemas, mas, se recusam a mudar de atitude.
Querem, por exemplo, se relacionar bem com o seu cônjuge, desde que ele (a) mude; querem que os seus obsessores espirituais – desafetos de suas vidas passadas – os deixem em paz, mas não querem pedir perdão por tê-los prejudicado no passado.
Muitos desejam também se livrar da depressão, mas não querem exercitar a humildade, acham que a Vida lhes deve, pois não se curvou aos seus desejos, às suas expectativas.
Outros ainda, numa atitude de rebeldia, de birra, se recusam a viver porque reencarnaram a contragosto na vida atual.
Querem, sobretudo, que eu resolva, os livre de seus sofrimentos, transferindo para mim a responsabilidade de seu processo de mudança, de aprendizado, e de evolução espiritual, não percebendo que sou apenas um facilitador do seu processo de libertação.

Neste aspecto, esclareço aos meus pacientes que a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – método terapêutico de autoconhecimento e cura criado por mim em 2006 é um trabalho de equipe, onde existem 3 partes envolvidas: o terapeuta (na verdade, nessa terapia, sou um facilitador, um co-terapeuta); o paciente (a parte mais interessada, onde o sucesso dessa terapia depende  mais dele); mentor espiritual (ser desencarnado responsável diretamente pelo crescimento espiritual do paciente – ele,sim, é o verdadeiro terapeuta do paciente, pois o conhece profundamente, vem acompanhando-o em várias encarnações).
Como todo trabalho de equipe, é evidente que para se chegar a um resultado positivo, é necessário o esforço de todos os envolvidos.
De minha parte, enquanto co-terapeuta, é necessário ter um conhecimento teórico e prático da psicologia humana e da espiritualidade.

Mas, sem a colaboração e o apoio do mentor espiritual do paciente na condução do processo terapêutico, os resultados, sem dúvida alguma, seriam medíocres.

Como parte integrante da equipe do Astral, eu me comparo a um coxo, um manco, que enxerga um pouco mais tentando ajudar um cego a atravessar a rua.
É óbvio que como coxo trago também os maus hábitos, imperfeições das minhas vidas passadas, bem como os meus resgates cármicos. Como seres imperfeitos que somos, trazemos feridas não cicatrizadas de falhas no passado mais distante (vidas passadas) e no passado recente (vida atual).

Na verdade, somos todos aprendizes da vida no processo evolutivo, pois estamos sempre aprendendo e nunca sabemos o suficiente. Não obstante, a minha imperfeição não me invalida de eu ser um canal das forças espirituais (mentores espirituais) para auxiliar o paciente a se libertar das amarras de seu passado, bem como no seu processo de evolução espiritual.
Por outro lado, ao paciente cabe querer verdadeiramente se libertar de seus problemas e estar minimamente com a mente aberta para passar pelo processo regressivo. É fundamental ressaltar aqui que o paciente é a parte mais importante desse trabalho, pois o resultado terapêutico vai depender muito mais dele do que do terapeuta e de seu mentor espiritual. Só vai depender do próprio paciente em trabalhar consigo mesmo no seu processo de mudança e reformulação de seu modelo de vida. Mas, tenho o prazer de dizer a todos que me perguntam sobre a eficácia da TRE, que essa terapia – na maioria dos casos – costuma ser um processo terapêutico muito bonito, em que há a vitória do paciente sobre a enfermidade de sua alma.

Caso Clínico:
Sentimento de incapacidade
Mulher de 40 anos, solteira.

Veio ao meu consultório se queixando de seu sentimento de incapacidade que a levava a ter muito medo de tomar decisões em sua vida. Tinha muito medo de assumir responsabilidades, de enfrentar a vida. Sentia-se insegura e se achava incapaz de fazer as coisas do dia-a-dia. Ao ter que tomar uma decisão, transferia o problema para sua irmã resolver. Portanto, era bastante dependente de sua família.
Desde criança, sentia um vazio inexplicável, estava perdida e desorientada. Tinha também muita dificuldade de se comunicar com as pessoas, de expressar seus pensamentos e sentimentos.

Ao regredir, ela me relatou: – Sinto a minha língua inchar, parece que ela dobra dos lados, fica grossa (paciente fala de forma ‘enrolada’, com dificuldade).
Estou vendo a cena de uma menina de cabelos compridos e escuros. O rosto dela é redondo, olhos pequenos e puxados, meio vesgos. Parece que ela tem um retardo mental (Síndrome de Down). Ela aparenta ter uns 6 anos… Sinto que essa menina, sou eu nessa vida passada. Estou sozinha, trancada num quarto escuro.

– Como você se sente? – pergunto à paciente.
– Eu sinto um vazio grande dentro do meu peito… É o mesmo vazio que eu sempre senti, desde criança, na vida atual.

– Quem te trancou nesse quarto escuro? – pergunto-lhe.
– A minha mãe. Ela não coloca muita mobília nesse quarto para que eu não me machuque. Na verdade, ela me deixa trancada para que eu não dê muito trabalho. Eu já me acostumei, fico parada nesse quarto (pausa). Vejo agora um menino, ele é o meu irmão mais novo. Ele veste uma camisa e um macacãozinho, seus cabelos são castanhos e curtinhos. Deve ter uns 4 anos.
Minha mãe e o meu irmão parecem distantes de mim. Eu não sinto nada por eles. Não vejo outras pessoas, além deles. Eu não brinco com o meu irmão, passo a maior parte do meu tempo trancada nesse quarto. Minha mãe é alta, magra, usa um vestido longo e um gorrinho na cabeça. Ela me alimenta, e o resto do tempo fico trancada nesse quarto.

– Avance mais para frente nessa cena, para anos depois – peço-lhe.
– Estou ardendo em febre, é noite, vejo uma lamparina acesa. Minha mãe cuida de mim, passa um pano úmido na minha testa. Estou deitada numa cama… Acho que eu morri por conta dessa febre. Não vejo mais nada, ficou tudo escuro.

– Pergunte mentalmente ao seu mentor espiritual qual o motivo de você ter vindo nessa vida passada com esse retardo mental? – peço à paciente.
– Ele me diz que na Grécia antiga – numa outra vida – fui uma sacerdotisa, e que utilizei de forma errada o meu Poder, sacrificando muitas vidas como oferenda a um Deus. E, com isso, desrespeitei uma lei universal – a lei do amor fraternal – tirando essas vidas.
O meu mentor espiritual está me mostrando uma cena… Vejo muito fogo e pessoas amarradas pelas mãos sendo queimadas. Diz ainda que por conta dessas vidas perdidas, eu vim com esse retardo mental nessa vida passada para não prejudicar mais ninguém. Fala que foi a minha alma que pediu à espiritualidade vir com esse retardo mental para eu não ter vontade de prejudicar às pessoas.
Assim como não deixei muita gente viver, eu tive que aprender a valorizar mais a vida vivendo uma vida limitada, por conta desse problema mental nessa vida passada. Diz ainda que, na verdade, o meu retardo mental não era tão grave assim, e que eu não me esforcei para mudar a minha situação. Era cômodo de minha parte ser totalmente dependente de minha mãe.
Eu me omiti, não me esforcei para me comunicar com ela porque eu poderia correr o risco de descobrir que ela não gostava de mim. Eu achava que se a minha mãe soubesse que eu era capaz de entender alguma coisa, ela não iria mais cuidar de mim. Portanto, sendo inválida mentalmente, ela teria que cuidar de mim. Diz também que na vida atual, apesar de eu reencarnar, desta vez, com um cérebro perfeito, ainda trago os resquícios daquela vida passada, sentindo-me incapaz mentalmente, duvidando da minha capacidade de fazer as coisas, achando que eu não sei fazer nada. Esclarece que só irei ter mais autoconfiança com o tempo, porque tomar decisões é ainda algo novo para mim, mas que vou conseguir.

Após passar por mais 4 sessões de regressão, a paciente me disse contente que não vinha mais aquele pensamento negativo de incapacidade “Será que vou dar conta, vou conseguir?”.
Disse-me também que estava conseguindo tomar decisões em seu dia-a-dia, sem depender de seus familiares. Atividades comuns à maioria das pessoas, como ir ao banco, marcar uma consulta médica, fazer compras, ela estava conseguindo. Estava também se sentindo mais segura, mostrando mais autoconfiança ao se comunicar com as pessoas. Nessa terapia, com a ajuda de seu mentor espiritual, ela resgatou sua autoestima e o seu poder pessoal.

 

Gatilhos disparadores

Um senhor de 65 anos me procurou acompanhado de seu filho de 28 anos. Motivo: transtorno de pânico. Queria entender por que nessa idade teve sua primeira crise de pânico. Era representante de uma indústria farmacêutica no interior de São Paulo e precisava participar de uma reunião importante na capital; porém, seu carro estava passando por uma revisão na concessionária. Então, pediu ao motorista, funcionário da empresa, que o levasse a capital.
Mas a van já estava lotada, e, se o levasse, poderia pegar uma multa na rodovia. Então, sugeriu que o paciente fosse no porta mala do veículo. Não tendo outra escolha, pois não podia faltar na reunião, aceitou a sugestão.
No entanto, o porta mala estava abarrotado de caixotes com remédios e, espremido, procurou se acomodar. Mas, durante a viagem, pelo aperto, pela penumbra e pelo calor que fazia começou a passar mal e teve sua primeira crise de pânico – taquicardia, sudorese, falta de ar, sensação de desmaio, que iria morrer.
Angustiado, começou a esmurrar no interior do veículo. O motorista parou no acostamento e todos os passageiros saíram para ver o que estava acontecendo.
Pálido e suando muito, falou que não iria mais continuar a viagem. O motorista quis levá-lo ao pronto-socorro, mas ele não quis, disse que iria pegar um ônibus do outro lado da rodovia para voltar para casa, e que não iria mais à reunião. Dali em diante teve sucessivas crises de pânico, a ponto de seu filho ter que acompanhá-lo para sair de casa, pois além do transtorno de pânico, desenvolveu também agorafobia (medo incontrolável de ter um ataque de pânico ou de perder o controle físico e/ou emocional num ambiente onde a ajuda pode não estar disponível, ser ineficaz ou simplesmente ser embaraçoso).
Ao passar pela regressão de memória, ele se viu dentro de um caixão numa vida passada – fora enterrado, pois teve um infarto, mas dentro do caixão seu coração voltou a bater. Desesperado, gritava esmurrando a tampa do caixão e acabou morrendo por asfixia. Na sessão de regressão, veio a descobrir que as condições do porta mala da van (penumbra, aperto e calor intenso) o fez lembrar inconscientemente o interior do caixão aonde veio a morrer naquela vida passada.
Em outras palavras, as condições do porta mala do veículo foram um “gatilho” que disparou, desencadeou a lembrança reencarnatória da forma como veio a morrer naquele caixão. Ou seja, os sintomas da crise de pânico foram similares à sua morte por asfixia na existência passada.
Na sessão seguinte, ele veio sozinho em meu consultório, sem a companhia de seu filho. Disse-me que não teve mais as crises de pânico, estava se sentindo muito bem e autoconfiante. Da mesma forma, muitos dos pacientes que me procuram com sintomas desagradáveis como fobias, depressão, transtornos de ansiedade como tiques nervosos, toc (transtorno obsessivo compulsivo), problemas de relacionamento conjugal, familiar, social e no trabalho, bem como as doenças orgânicas de causa desconhecida pela medicina oficial como a alergia, enxaqueca, asma, dores, podem ser disparados por “gatilhos”, isto é, situações de vida estressantes que desencadeiam experiências traumáticas, oriundas de outras vidas.
Não por acaso, outras situações de estresse como divórcio litigioso, desemprego, perda do poder aquisitivo, problemas de saúde (câncer, AIDS, infarto), perda de um ente querido, transtornos sexuais (impotência, ejaculação precoce, retardada, falta de libido, de desejo sexual), instabilidade de humor, isto é, transtorno bipolar, podem também funcionar como “gatilhos” disparadores de experiências traumáticas vividas pelo paciente em encarnações passadas.
Caso Clínico:
Problema de relacionamento com o filho.
Mulher de 30 anos, casada, um filho de sete anos.
A paciente me procurou querendo entender por que brigava constantemente com o filho. Segundo me relatou, o filho tinha um gênio muito forte, extremamente irritadiço. Quando era contrariado, pegava o brinquedo e chutava longe, chutava também tudo que tivesse na frente. Dizia que ela não era uma boa mãe, que não o deixava fazer nada que ele queria. A paciente acabava brigando com ele, gritava, perdia a paciência e depois se arrependia.
Queria entender também por que quando ela e o filho ficavam sozinhos – ao brincar com ele ou quando o ajudava em suas tarefas escolares – a paciente bocejava muito, a ponto de lacrimejar (bocejar muito, sem um motivo aparente que justifique, pode ser um indicador da presença de um ser espiritual das trevas).
O bocejo excessivo não ocorria quando seu marido ou outra pessoa ficava com os dois. Na 1ª sessão de regressão, ela me relatou: – Sinto o meu corpo pesado e inclinado para o lado direito (ela estava deitada no divã e seu corpo estava reto).
Sinto também os pés gelados (não justificava o gelo nos seus pés, pois não estava fazendo frio, era um dia de verão). Agora, senti uma fisgada no meu ombro esquerdo e coceira como se tivesse sido picada por um inseto (é comum nessa terapia os pacientes sentirem essas sensações físicas por conta da presença de um ser espiritual das trevas que as provocam para desconcentrá-los).
No final da sessão, ela me disse que apareceu em flash uma cena fugaz, bem rápido, duas mãozinhas de uma criança tentando derrubá-la do divã.
Na 2ª sessão de regressão, antes da regressão de memória, a paciente me disse que depois da 1ª sessão de regressão, à noite, antes de dormir, viu uma cena (apareceu em flash) de um rosto de uma menina de quatro anos, que nunca havia visto (é comum também nessa terapia o ser espiritual obsessor aparecer ao paciente em flash, bem rápido, só mostrando o rosto).
Ao iniciar a regressão, ela me disse: – Vejo novamente o mesmo rosto daquela menina que vi antes de dormir.
– Pergunte a essa menina, esse ser espiritual, quem é ela?
– Diz que foi minha filha numa vida passada. Diz ainda que se sente triste por tê-la abandonada, pois eu não a queria. Fala que eu tinha inveja dela, pois era feliz. Chora muito, diz que a abandonei, fui embora de casa.
– Pergunte-lhe quem foi que cuidou dela depois que você a abandonou?
– Diz que ela foi criada pelo seu pai. Fala que, desde então, se tornou uma criança infeliz, que nunca mais me viu (paciente fala chorando muito).
– Você quer lhe dizer algo?
– Quero lhe pedir perdão, pois uma mãe jamais deve sentir inveja de sua filha, tem que se sentir feliz pela sua felicidade. (pausa).
– Pergunte se ela tem algo a lhe dizer?
– Diz que sente tristeza e raiva de mim… Dr. Osvaldo, do meu lado direito vejo uma claridade e do meu lado esquerdo uma escuridão (eu lhe esclareci que seu lado direito tinha um ser espiritual de luz, daí a claridade, e que seu lado esquerdo estava escuro por conta da presença de sua filha da vida passada, sua obsessora espiritual, um ser das trevas, uma sombra, um vulto escuro).
Em seguida, fizemos juntos a oração do perdão para sua filha. Pedi-lhe que levantasse suas mãos, em imposição, palmas viradas para frente, e as direcionasse à sua esquerda – onde estava sua filha – e lhe emanasse a luz dourada de Cristo (luz amarelo ouro). (pausa).
– Percebe algo? – Perguntei-lhe.
– Agora, o meu lado esquerdo está mais claro… Na verdade, os dois lados do meu corpo estão claros… O meu mentor espiritual (ser desencarnado, responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) fala que fiz muito bem em ajudar a minha filha, emanando-lhe a luz dourada de Cristo, pois ela estava precisando de luz.
– Pergunte-lhe se sua filha foi ou não para a luz?
– Disse que ainda não, por isso pede para eu continuar fazendo a oração do perdão emanando-lhe diariamente a luz dourada, o amor de Cristo.
Na 3ª sessão de regressão, a paciente me relatou: – Vejo uma sombra na minha frente… Tive a impressão que alguém se apoiou por trás de mim, em meus ombros, e me pressionou para baixo… Acho que é a minha filha, pois a vi em flash novamente.
– Pergunte-lhe como vem se sentindo com suas orações?
– Diz que se sente incomodada por me preocupar com ela… A impressão (paciente intui) é que ela pensa, questiona por que agora estou me preocupando com ela, querendo ajudá-la se na vida passada não me importei com ela, a ponto de tê-la abandonada.
– Você quer lhe dizer algo?
– Gostaria que ela se libertasse, que fosse realmente feliz, e que viva em paz. (pausa).
– Pergunte à sua filha se sabe por que você a abandonou naquela existência passada?
– Diz que eu não queria que ela tivesse nascido porque eu era muito nova.
– Se ela quisesse hoje vir novamente como sua filha, você a aceitaria?
– Apesar das dificuldades financeiras que eu e o meu marido estamos passando, eu a aceitaria, sim, como minha filha.
– Veja se ela tem algo a lhe dizer?
– Fala que gostaria de vir novamente como minha filha, porém, tem dúvidas, pois não sabe se seria bem vinda por mim e pelo meu marido. Mas reafirma que quer voltar a ser minha filha.
Na 4ª sessão de regressão, a paciente me disse que seu filho fez aniversário no sábado e que ele estava muito nervoso, agressivo, a ponto de agredir, chutar o filho de um convidado. Ao iniciarmos a sessão de regressão, a paciente me relatou: – A minha filha me diz que está tentando ir para a luz, que está aceitando melhor às minhas orações. (pausa).
– Pergunte se foi ela que fez com que seu filho – em seu aniversário – agredisse o menino?
– Diz que sim porque ela ficou com inveja dele, pois queria vir também como minha filha. Revela que o meu filho de hoje foi o pai dela naquela vida passada. Ou seja, ele foi o meu marido naquela existência passada.
– Pergunte-lhe como ele a tratava como pai?
– Diz que cuidava dela, mas não entende por que ele voltou, reencarnou como meu filho, e ela não. Quer saber por que o aceitei como filho na vida presente e ela não.
Ela me esclarece que naquela vida passada não se casou, não teve filhos, e acabou morrendo velha e solitária.
– Você quer lhe dizer algo?
– Quero que ela tire toda essa mágoa, que encontre o caminho da luz, e que se for o nosso destino, que venha como minha filha para finalizar o que a gente precisa finalizar.
Fizemos novamente a oração do perdão, emanamos à sua filha a luz dourada de Cristo.
– Tenho a impressão que agora ela conseguiu ir para a luz porque a minha vista está bem clara, o meu lado esquerdo não está mais escuro, está bem claro.
Na 5ª e última sessão, a paciente me disse que havia sonhado grávida, e depois viu uma cena tendo uma criança. Disse-me também que seu filho estava bem mais calmo, mais obediente e mais acessível, não estavam mais brigando, pois agora conseguia conversar com ele. Antes, seu filho não a escutava, e aí ela ficava estressada, irritada e acabava gritando com ele.
Quando lhe falou que estava na hora de dormir, ele relutou um pouco, mas, desta vez, aceitou sem ficar nervoso e sem chutar as coisas. Percebeu, portanto, que seu filho estava bem mais calmo e não estava mais irritadiço e nervoso.
Na última sessão, a paciente me relatou: – O meu mentor espiritual me diz que a minha filha da vida passada foi mesmo para a luz, que está feliz lá, e que o sonho que tive foi realmente premonitório, ou seja, ela vai voltar como minha filha. Diz ainda que essa filha vai ser a libertação também de meu filho porque ele vai conseguir dedicar todo o seu amor por ela como irmão, o que ele não conseguiu como pai naquela vida passada, pois ele não lhe deu carinho.
Finaliza dizendo que essa terapia foi muito boa, pois atingimos o nosso objetivo que era ajudar a minha filha, encaminhá-la à luz.

Reforma Íntima

“Com menos orgulho na classe alta e menos inveja nas baixas camadas sociais, uma solidariedade efetiva nascerá ao contato desta consoladora doutrina e talvez nos seja dado ver desaparecerem as lutas fratricidas, produtos ineptos da ignorância, dissipando-se diante dos ensinamentos de amor e fraternidade que são a irradiante auréola do Espiritualismo”.
– G. Délanne

Certa ocasião, um paciente no final da entrevista de avaliação (é praxe eu agendar antes com o paciente uma entrevista de avaliação para que possa conhecê-lo melhor, me inteirar com mais detalhes a respeito de seus problemas, bem como lhe explicar como funciona a Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – A Terapia do Mentor Espiritual, uma abordagem psicológica e espiritual criada por mim em 2006) ficou frustrado após lhe esclarecer que essa terapia de regressão de memória é consciente, ou seja, o paciente entra num transe hipnótico leve (alfa) ou médio (teta) – um estado alterado de consciência (rebaixamento de consciência) – onde permanece sempre consciente e, obviamente, vai se lembrar de tudo que recordou de seu passado.
Portanto, nessa terapia, o paciente não entra num transe hipnótico mais profundo (delta), isto é, não fica totalmente inconsciente, e quando volta para o estado de vigília (beta), lembra-se de tudo.
Expliquei também que na TRE não adiantava o paciente entrar num transe profundo de inconsciência, pois era necessário que o mesmo ficasse minimamente consciente para entender a causa de seus problemas e, com isso, fazer suas modificações internas.

Visivelmente decepcionado, ele achava que nessa terapia o paciente entrava num transe hipnótico profundo – ficava inconsciente – e quando voltasse para o estado de consciência, de vigília, seus problemas iriam desaparecer num passe de mágica.
Esclareci que, como ele, muitas pessoas pensavam dessa forma. E que isso era um pensamento mágico, não correspondia à realidade dos fatos, pois é mais cômodo buscar uma técnica milagrosa, ao invés de fazer suas próprias mudanças internas. Não adiantou a minha elucidação, pois sua expectativa não correspondia às minhas explicações, e acabou indo embora.

O grande pensador italiano, Pietro Ubaldi, dizia que “o homem é capaz de tudo, contanto que não se transforme”.
Sem dúvida, mudar dá trabalho, requer esforços, e, na maioria das vezes, precisa abrir mão de algo. Mas, como dizia Freud: “Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, o ser humano tende a mudar”. Trocando em miúdos, traduzo o que Freud disse citando o ditado popular: “Se não mudar pelo amor, vai ter que mudar pela dor, pelo sofrimento”.
Digo aos meus pacientes que o sofrimento é um indicador do quanto teimamos em querer mudar.
Mas, o que nos leva a não querer mudar?
É a ignorância, o desconhecimento da verdade a nosso respeito e da vida. É o que Buda chamava de Maya (Ilusão).
Ele dizia que um dos pilares que sustenta o sofrimento humano é a ilusão, isto é, o desconhecimento da verdade.
Freud dizia também que “todo o poder emana do conhecimento”. Não o poder contextual, externo (cargos, status, dinheiro, títulos, papéis sociais), mas, o poder pessoal, interno (o autoconhecimento, a fé, a consciência, o autodomínio).
É fundamental esclarecer que o poder pessoal é uma conquista, um trabalho interior resultado de várias encarnações.
Notem que os grandes sábios fizeram esse trabalho interior para se superarem. É por isso que Siddarta Gautama (Buda) dizia com propriedade: “O Rei mais nobre de todos os reis, é aquele que é capaz de se dominar”.

Em verdade, reencarnamos para aprender a superar os maus hábitos e imperfeições (maledicência, criticismo, arrogância, autoritarismo, orgulho, soberba, medo, impaciência, ansiedade, desejo de vingança, ciúmes, ira, impulsividade, insegurança, inferioridade, possessividade, etc.) e, somente através dos estudos, dos esclarecimentos e sofrimentos, derivados da luta constante contra esses maus hábitos e imperfeições oriundos de outras vidas, é que o nosso espírito se esclarece e alcança uma maior evolução. Em resumo, só fazendo uma reforma íntima (reeducação interior, ou seja, reeducarmos nossos padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes ainda inferiores) evoluímos e nos tornamos um ser humano melhor.

Na TRE é o mentor espiritual (espírito responsável diretamente pela evolução do paciente, que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações) que irá ajudá-lo nessa reforma íntima, orientando-o e esclarecendo-o a respeito da causa de seus problemas, sua solução, bem como as aprendizagens necessárias e indispensáveis à sua evolução espiritual.
Por outro lado, o meu papel enquanto terapeuta é facilitar, auxiliar o mentor espiritual de cada paciente na condução do processo terapêutico, procurando abrir o canal de comunicação para que ele possa orientá-lo de forma mais efetiva.
Caso Clínico:
Por que fico agressivo quando sou contrariado?
Homem de 28 anos, solteiro.

Paciente veio ao meu consultório com problemas de relacionamento. Tinha muita dificuldade de ser contrariado, de ouvir um não, ficava alterado, nervoso, agressivo, ressentido com a pessoa, afastava-se geralmente com desejo de vingança.
Tinha dificuldade também em lidar com figuras de autoridade – não parava em nenhum emprego -, pois era comum discutir com a chefia. Ao ser demitido, ficava profundamente ressentido, não conseguia perdoar as pessoas por conta do orgulho.
Era muito impulsivo, explosivo, impaciente, agredia verbalmente as pessoas no trânsito. Sentia frequentes dores, queimação no estômago, ardor nas pernas, inchaço (ficava latejando), embora os exames clínicos não acusassem nenhuma anomalia orgânica.
Sentia também falta de ar, faringite (incomodava bastante o excesso de catarro, pigarro).
Por conta de seu temperamento explosivo e dominador, não conseguia também se vincular a nenhuma mulher, pois não aceitava nenhuma imposição das mulheres.
Apesar de seu temperamento forte, no entanto, era uma pessoa muito caridosa (trabalhava voluntariamente num centro espírita) ajudando os necessitados.

Ao regredir, ele me relatou: “Estou me vendo como um menino, uso uma calça curta e um bonezinho. É um tempo muito antigo, onde as mulheres usam um vestido longo, com muito tecido. Moro com os meus pais numa casa grande. Vejo uma lareira, mesa de jantar, móveis muito antigos”. (pausa).

– Avance mais para frente nessa cena – Peço-lhe.
“ Vejo uma menina, usa um chapéu estranho, vestido longo e cabelos encaracolados… Não consigo ver o seu rosto. Vejo também uma mulher com chapéu, vestido longo… Estranho, não consigo também ver o rosto dela… Tenho a impressão de que a menina é a minha irmã e a mulher, minha mãe dessa vida passada”. (pausa).

– E o seu pai? – Pergunto-lhe.
“ Ele está sentado à mesa, tem um cabelo curto, escuro, penteado para trás e usa um bigode”.

– Avance bem mais para frente nessa cena – Peço-lhe novamente.
“ Vejo agora uma mulher jovem, bonita, está sentada comigo numa carruagem. Ela tem um rosto muito bonito, pele muito delicada… Não consigo ver direito o seu rosto, pois ela está de perfil, do meu lado. Também sou jovem, devo ter mais de 20 anos. Sou uma pessoa rica, tenho muitos serviçais. Um serviçal nos recebe, abre a porta da carruagem. Estamos entrando num castelo… É um lugar escuro, acinzentado. Essa moça entra comigo… Ela é a minha namorada (pausa).
Meu estômago queima! (paciente geme, colocando as mãos no abdome)”.

– Veja o que está acontecendo com você? – Peço-lhe.
“ O meu estômago dói muito… Estou muito angustiado! (fala gemendo muito). Vejo homens com espadas iguais a dos mosqueteiros… Alguém enfiou uma espada no meu abdome, está sangrando muito, dói muito (chora, gemendo). Vejo um homem com chapéu de mosqueteiro, usa uma camisa branca, aberta no peito. Ele tem um olhar muito frio. Ele olhou para mim e enfiou a espada na minha barriga… Estou sentindo falta de ar, eu me engasgo com o sangue que sai pela minha boca (paciente relata isso ofegante e tossindo muito).
Agora, me vejo caído no chão… É tudo escuro, cinza, está escurecendo tudo. Mas a minha barriga dói muito. Estou desfalecendo, ninguém me ajuda. Cadê a minha namorada? (grita).
Vejo-a agora chorando do meu lado… Ela chora muito.
Não estou enxergando mais nada… Estou flutuando”.

– Veja o que está acontecendo com você? – peço-lhe.
“ Saio da área cinzenta, estou fora do castelo, em espírito – eu faleci -, estou flutuando. Lá fora está muito claro… Agora estou subindo, subindo… Tenho a impressão de que estou nas nuvens. Vejo muitos rostos, mas não vejo o corpo dessas pessoas (seres espirituais).
Elas olham para mim, sorriem. Estou vestindo um manto branco. Agora estou deitado numa cama, tudo é branco (paciente estava descrevendo o plano espiritual de luz).
O meu estômago ainda dói muito, sinto algo pegajoso na minha garganta. Sinto como se tivesse um furo no meu abdome. Vejo um homem de cabelos compridos, encaracolados, barba bem feita. É um homem maduro, bonito, imponente, está todo de branco. Ele me pergunta como estou. Digo que estou melhor.
Ele diz para não me preocupar, fala que é um amigo, mas não diz o seu nome, fala que isso não é importante… Tenho a impressão de que ele é o meu mentor espiritual.
Ele sorri para mim, passa a mão no meu rosto, alisa os meus cabelos, diz que está tudo bem.
Fala que foi um grande aprendizado o que aconteceu comigo nessa vida passada. Esclarece que tudo o que vivenciei na sessão de hoje foi para me mostrar de onde vêm as dores físicas que sinto na vida atual.
Diz que as dores, as queimações que sinto no meu estômago são resquícios provenientes do ferimento da espada em meu abdome naquela vida passada e vão ainda permanecer, pois a recomposição de meu perispírito (corpo espiritual) demora um pouco porque a minha morte foi muito traumática.
Diz que reencarnei para recompor essas dores, que o meu perispírito projeta no meu corpo físico essas dores que trago daquela vida passada.
Diz ainda que essas dores diminuirão gradativamente e que irão desaparecer. A minha faringite (dificuldade de engolir o catarro) também é sequela do momento que regurgitei sangue na hora de minha morte.
Pede para não me preocupar com isso, que também vai passar.
Explica ainda que a minha falta de ar constante é resultado do refluxo de sangue ocorrido no momento de minha morte naquela vida passada”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual por que aquele homem tirou a sua vida? – Peço-lhe.
“Diz que não há necessidade de saber por que pelo meu temperamento isso irá realimentar o meu ódio. Esclarece também o motivo dele não ter permitido na regressão de memória mostrar o rosto de ninguém daquela vida passada.
Pede para eu ficar na paz, e que está me ajudando na minha ascensão moral para eu entender e diminuir as minhas faltas, as doenças de minha alma, a arrogância, a prepotência.
A maldade que pratiquei no passado, não me foi mostrada, mas apenas os efeitos, as consequências dos meus atos.
Fala que eu magoei muita gente em vidas passadas, apesar de ser uma pessoa boa, mas diante de minha impulsividade, sede de poder, querer dominar as pessoas, não admitir erros e imperfeições das pessoas -apesar das minhas -, cultivei muitos desafetos no passado.
Um deles é aquele homem que enfiou a espada no meu ventre e acabou tirando a minha vida.
O meu mentor espiritual explica que esse homem não tinha o olho direito, porque fui eu que mandei arrancá-lo, mas não esclarece a razão de ter feito isso.
Explica ainda porque os meus relacionamentos amorosos não dão certo, pois hoje as mulheres me tratam com desdém, me confrontam e me agridem. Fala que todas conviveram comigo numa vida passada, e que as tratava da mesma forma que elas me tratam hoje. Eu as humilhava, subjugava-as. Em relação às pessoas que ajudo no centro espírita, muitas delas são as que também prejudiquei no passado.
Consigo ajudar algumas espiritualmente a se levantarem e se tornam amigas, mas outras recebem ajuda, vão embora e nem agradecem.
Na minha ignorância, julgo-as como ingratas. O meu mentor espiritual está me revelando que muitas dessas pessoas que prejudiquei no passado ainda irão me procurar no centro espírita.
Diz que eu as escravizei, persegui, as maltratei por causa da minha formação de guerreiro, de militar, onde tudo era na base da força, da brutalidade.
Fala que hoje estou melhorando, mas que continuarei colhendo os atos praticados no passado e, somente com muito estudo, serviços no centro espírita, minha vida prosperará. No entanto, as entidades de luz estarão sempre me protegendo, me ajudando. Esclarece ainda que por trás das minhas caídas e recaídas sempre existem grandes aprendizagens, mas que várias mãos me seguram, me levantam, e estão sempre me amparando. Ele me diz: – Haverá momentos de alegria e dor, mas sabemos que você tem condições de suportá-los bem. Levante-se e continue em sua caminhada. Olhe para frente! Espiritualmente, você conseguiu muitos amigos que lhe querem muito bem, que te amam e te sustentam. Estamos com você agora e sempre, e assim seja! Graças a Deus!
O meu mentor espiritual está agora se despedindo, e os amigos de luz também. Todos sorriem para mim e me dizem: – Estamos com você!

Após passar por mais quatro sessões de regressão, o paciente estava se sentido mais sereno, mais paciente com as pessoas, relacionando-se de forma mais madura e equilibrada, e não sentia mais falta de ar nem dores e queimação no estômago.

Doença de causa idiopática

Idiopatia (do grego idios = de si próprio; pathos = doença, sofrimento) é o termo que, em medicina, é usado para indicar que determinado mal ou doença não possui causa certa ou conhecida. Ou seja, a causa de uma determinada doença é obscura ou desconhecida. Melhor explicando: o médico faz todos os exames necessários e não encontra a etiologia (origem) da doença do paciente. Há uma lista de doenças onde a medicina – apesar de seus recursos científicos e tecnológicos – não consegue encontrar a causa e/ou curá-las. Mas por quê?
Porque são doenças de causa psicogênica (psicológica) e/ou espiritual, isto é, são doenças de origem espiritual, portanto, mais complexas de serem tratadas, pois ainda não são diagnosticadas usualmente pela ciência médica. São decorrentes de três fatores: 1º) erros cometidos pelos pacientes nesta ou em vidas passadas (doenças cármicas); 2º) de sua mediunidade desajustada; 3º) provocadas por um ser espiritual obsessor (desafeto do passado, onde o paciente o prejudicou nesta ou em vidas passadas e, movido a ódio e vingança, quer se vingar provocando doenças em seu corpo físico, podendo evoluir com febres, dores, inflamações e outros sintomas orgânicos, confundindo o raciocínio clínico do médico, pois os exames clínicos não acusam nenhuma alteração).
Veja o caso de uma paciente que me procurou querendo entender por que sentia dores e dormência no lado esquerdo do corpo, principalmente em seu braço esquerdo.
Caso Clínico: Por que o lado esquerdo de meu corpo dói e fica dormente?
Mulher de 28 anos, solteira, uma filha de um ano e meio.
A paciente veio ao meu consultório querendo entender por que sentia dor e parestesia (dormência, formigamento) no lado esquerdo de seu corpo – principalmente no braço.
Fez todos os exames clínicos necessários e não acusou nenhuma alteração que justificasse esses sintomas. Queria entender também por que sua filha de um ano e meio tinha pavor de lavar a cabeça: gritava, entrava em pânico. Por último, queria saber por que não confiava nos homens, tinha medo que ela e sua filha fossem abusadas sexualmente. Após passar por quatro sessões de regressão, na 5ª e última sessão, ela me relatou: – Vejo um lago muito escuro e tem mato em volta. A água é escura, não vejo o fundo, e me dá medo. Não consigo enxergar o céu, vejo a água escura. Não consigo olhar para cima…
– O que te impede?
– Não sei. Não me vejo nesse lago. Não sei onde estou.
– Veja o que mais que lhe vem?
– É como se tivesse andando nessa água suja e tem mato.
– Vai prosseguindo.
– Agora, no meio do lago fica mais fundo, não quero ir lá não. Nunca vi esse lago, não sei onde estou.
– Como você se sente?
– Enjoada… É como se o céu ficasse mudando de cor, fica mais escuro, vermelho, preto, roxo, fica mudando de tonalidade.
-Você está no umbral (plano espiritual inferior, das trevas), diz o terapeuta.
– Estou sozinha nesse lago, a água é viscosa. Estou olhando, passo a mão na água e vejo sangue e uma coisa preta como se fosse petróleo.
– Como são suas mãos?
– A perna esquerda coça muito. É como se de meu corpo saísse pedaços de pele. Coça muito a minha perna esquerda. O meu rosto também sai pedaços de pele. Essa coceira pega a outra perna. Quando fico dentro d’água a coceira diminui… Agora, não é mais um lago, me vejo dentro de um caldeirão, sinto calor, como se a água tivesse borbulhando… É bruxaria.
– Por que você está nesse caldeirão?
– Estou sendo castigada, muita gente rindo. Fiz maldade às pessoas como bruxa na vida passada, usei o meu conhecimento para o mal.
– Que conhecimento?
– De bruxaria, eu controlava as pessoas.
– Como?
– O que eu queria as pessoas faziam para mim… Sinto cansada… Tem a haver com as crianças, não quero ver! (paciente cobre o rosto com as mãos).
Eu abusava das crianças.
– Como?
– Sexualmente… Agora entendo por que na vida atual tenho medo que eu e a minha filha sejamos abusadas sexualmente.
– Você era homem ou mulher?
– Acho que era mulher… Estou cansada. (pausa).
Tem um homem junto comigo, acho que a gente fazia as coisas juntos nessa vida passada. Fazíamos muita magia, coisas erradas. Muitas crianças morreram abusadas e torturadas por nós. É como se fosse um galpão de madeira pequeno no meio do mato. Têm muitas crianças mortas, na faixa dos cinco anos (paciente chora).
Tem uma parede com um monte de corpos de crianças penduradas. A gente roubava as crianças, os órgãos delas, e vendia em hospitais.
Agora, a cena mudou para uma vida mais recente. Sinto muita dor no útero, a minha filha está morrendo! (paciente estava descrevendo outra vida).
Ela é um bebezinho, precisa de um transplante de órgão, ela está morrendo… Não sei por que tenho essa dor, mas minha filha não está bem, ela está morrendo, indo embora. Antes dela, eu perdi um bebê, sempre perco um bebê, sempre acontece isso. Quando fico grávida, perco o bebê, ele morre (fala chorando).
Não consigo ter filhos, sempre morrem. Queria tanto um filho! A minha pequena morreu também. Agora (é a mesma vida onde a paciente perdeu os filhos) as minhas pernas estão amarradas porque os médicos têm receio que eu perca o bebê novamente. Sinto muita dor no útero… Ai que dor! (fala gemendo).
Meu casamento vai acabar caso não consiga ter um filho, todos morrem. Ai que dor!
É muito dolorido! Não mereço ter um filho por conta das maldades que fiz no passado, mas quero tanto ter um filho! O meu menino nasceu morto. Estou num hospital sozinha, sangrando muito, não quero mais viver.
O meu marido foi embora porque o meu filho nasceu morto. Eu me esfaqueei várias vezes, eu me matei no hospital. Tinha uma faca do meu lado, meu marido que a deixou. Ele queria que eu me matasse, pois não merecia viver. Eu era amaldiçoada, ele dizia.
– Por quê?
– Meus filhos morriam todos, então, eu tinha que morrer também. Foi assim que fui parar em espírito naquele lago sujo, no umbral, que vi no início dessa sessão. Havia muito sangue, mas algo aconteceu, uma luz veio e me iluminou, me puxou daquele lago e consegui sair de lá, mas estou muito machucada. Fico vomitando muito sangue.
Eles (seres espirituais de luz) me colocaram numa maca, é muito claro, não enxergo nada, tem muita luz nesse lugar (ela estava descrevendo o plano espiritual de luz). (pausa).
Parece a Santa Rita, o rosto que vejo agora é de uma mulher. Ela diz que está sempre comigo. Quando lhe perguntei se ela é a minha mentora espiritual, ela me disse: – Sim, minha filha! Ela põe a mão em minha testa e tem uma luz que sai de minha testa e dela também, mas estou muito machucada, vai demorar muito para me recuperar no plano espiritual de luz. (pausa).
Vejo agora uma cena de guerra, sou um soldado, é outra vida. A bomba explodiu e abriu toda a minha perna esquerda. Eu coloquei a minha mão esquerda no rosto para me proteger e aí explodiu tudo, abriu o meu lado esquerdo. Eu acabei morrendo, não resisti aos ferimentos da bomba. Minha mulher estava grávida, ela se sentiu abandonada porque não voltei, eu morri, e não conheci a minha filha.
A minha mentora espiritual me esclarece que vem dessa vida a dor e a dormência que hoje sinto no lado esquerdo de meu corpo, principalmente, no braço esquerdo, pois instintivamente o levantei para me proteger da bomba. Mas afirma que está na hora de eu canalizar minha energia para ajudar as pessoas e, assim, essa dor no meu braço esquerdo irá desaparecer.
Fala que o meu débito cármico é com as crianças, e não só com os adultos. Diz que o nosso ego não reconhece a importância das crianças, que elas são sensíveis, e muitas delas são hiperativas. Por isso, muitos obsessores espirituais acabam sugando a energia delas.

– Pergunte à sua mentora espiritual qual é seu verdadeiro propósito, missão de vida?
– É fazer o curso que o senhor ministra de formação de terapeutas em TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual e, com essa terapia, preparar as crianças para o novo mundo, conscientizando-as de que a vida não é só isso, que existe vida após a morte, isto é, o plano espiritual.

– Pergunte-lhe qual é seu principal aprendizado, lição de vida?
– Diz que é acreditar na cura e cultivar a esperança e a perseverança. Por isso, vim como mulher para criar – desde o nascimento de uma criança, até o nascimento de uma ideia. Diz que viemos nesta vida – eu e o senhor – para plantarmos a semente da cura, ajudando as pessoas.
– Por que sua filha tem pavor de lavar a cabeça?
– A minha mentora espiritual mostra uma menina que é a minha filha atual, eu e o meu marido numa vida passada, num grupo de pessoas. Ela escorrega na cachoeira e bate a cabeça… Vejo sangue n’água. Ela grita me chamando: – Mami!
A gente estava no grupo bebendo, conversando, e não a vimos cair na cachoeira. Ela diz que é preciso pedir à Iemanjá para cuidar de minha filha. Revela que a Iemanjá é a protetora de minha filha; por isso, pede que quando ela ficar maiorzinha fazer a oferenda à Iemanjá no mar. Mas é ela que tem que fazer essa oferenda. É para ela levar a foto de Iemanjá e reitera novamente que só ela mesma pode fazer essa oferenda. Assim, ela vai se curar dessa fobia, desse pavor de lavar a cabeça.

Você sofre de fibromialgia?

Fibromialgia é uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas de uma doença) em que a pessoa sente dores crônicas que migram por várias partes do corpo, durante longos períodos nas articulações, nos músculos e tendões. Essa doença está diretamente ligada também à fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão e ansiedade.

Sintomas principais: – Dor generalizada;

– Fadiga;

– Falta de disposição e energia;

– Alterações do sono;

– Síndrome do cólon irritável;

– Sensibilidade durante a micção;

– Cefaléia (dores de cabeça);

– Distúrbios emocionais e psicológicos.

Veja o caso de uma paciente que sofria de fibromialgia, com dores crônicas constantes que migravam, caminhavam pelo seu corpo, a ponto de deixá-la deprimida e desanimada.

Caso Clínico: Fibromialgia

Mulher de 35 anos, separada, e um filho.

A paciente me procurou se queixando de dores crônicas pelo corpo todo. Ela sofria de fibromialgia desde os 25 anos de idade e isso a deixava depressiva, desanimada, com falta de disposição e energia para fazer as coisas.

Após passar por 3 sessões de regressão, na 4ª sessão , ela me relatou: “Parece que tem um ser espiritual do meu lado esquerdo, e é escuro (ser espiritual obsessor). (pausa).

Eu o vejo na vida passada como um padre católico do período da inquisição que torturava as pessoas. Eu me vejo como mulher sendo torturada por ele, estou deitada e ele estica os meus braços e pernas que estão amarradas por cordas”.

– Pergunte para esse ser espiritual das trevas (padre) por que ele te torturava?

“Diz por que odiava as mulheres… A impressão é que esse ódio que ele tinha das mulheres vem de sua mãe. Ele me mostra uma cena de sua mãe afastando-o, rejeitando-o para cuidar de outros filhos menores, seus irmãos. Quando adulto, torturar as mulheres foi uma forma de se vingar de sua mãe”.

– Pergunte-lhe se você fez algo para ele nessa vida passada?

“Diz que não. Na verdade, ele torturava qualquer pessoa que era enviada para ele pela inquisição, mas ele tinha prazer em torturar as mulheres”.

– Qual o motivo de sua presença aqui no consultório?

“Disse que quer uma 2ª chance, pois vem vivendo há muitos séculos na escuridão, nas trevas, mas que ainda tem ódio das mulheres, embora queira superar esse ódio, pois quer ir para a luz e ter a oportunidade de buscar uma evolução”.

– Você quer lhe dizer algo?

“Eu espero que ele se cure, que o que importa não é o que ele fez, mas o que vai fazer daqui para frente”.

– Veja se ele lhe diz algo?

“Ele está na minha frente, segura minhas mãos, chora e pede perdão… Digo-lhe que de minha parte o perdoo”.

– Pergunte-lhe se quer pedir ajuda para ir à luz?

“Têm outros seres das trevas, uns 20, 30, juntos com ele, que também foram torturadores”.

Peço então para que a paciente direcione as palmas de suas mãos para frente e faça comigo a oração do perdão, emanando a esses seres das trevas a luz dourada, o amor de Cristo. (pausa).

“Sinto que eles já estão indo, tem um portal e também um anjo bem grande sobre eles e um ser de luz que conduz todos em direção ao portal. O anjo diz que não precisamos mais nos preocupar com aqueles seres das trevas. Na verdade, ele diz que aquele padre torturador já queria ir à luz, mas não tinha força por causa do ódio, da raiva muito forte que nutria em relação às mulheres. (pausa).

Vejo agora outra cena de uma vida passada onde uma mulher está amarrada numa linha de trem. Parece ser na Inglaterra ou nos EUA, final do século XIX”.

– Quem é essa mulher?

“Meu anjo diz que sou eu”.

– Pergunte-lhe quem te amarrou nessa linha de trem?

“Diz que o homem que me amarrou era meu marido nessa vida passada”.

– O que aconteceu para ele te amarrar nessa linha de trem?

“Eu não aceitava a bebedeira dele. Quando ele chegava em casa, eu o questionava pelo tipo de vida que levava, sempre bebendo em bares e saindo com mulheres, e pouca atenção a mim e aos meus 4 filhos pequenos. Mas ele não quis me matar diretamente por medo de meu pai e irmãos se vingarem dele.

Então, ele me prendeu nessa linha de trem para dar a impressão que alguém, um bandido fez isso. E acabei morrendo nessa linha de trem… Senti uma dor muito grande quando o trem passou pelo meu corpo. (pausa).

Agora, me vejo em espírito no cemitério onde fui enterrada. O meu anjo me diz que tenho ainda um vínculo energético com esse corpo, que precisa ser cortado”.

– Pergunte-lhe como você pode cortar esse vínculo?

“Ele esclarece que a minha fibromialgia vem daquela vida que fui torturada por aquele padre e, principalmente, dessa vida que morri atropelada na linha de trem.

Pede agora para me ajoelhar naquele cemitério… Estou dentro de um tubo de luz violeta que desce do alto e transmuta, dissolvendo os fios energéticos que estavam me ligando ao corpo físico daquela existência passada. (pausa).

Agora, ele encaixa o meu corpo espiritual (perispírito) em meu corpo físico de hoje… Estou de volta aqui no consultório”.

– Como você se sente?

“Parece que tem outro tubo de luz violeta onde estou dentro aqui no consultório. O meu anjo pede para fazer isso diariamente, me visualizando dentro dessa luz violeta porque a dor, o sofrimento que senti nessas duas vidas onde morri ficaram gravadas em minha memória perispiritual. Revela também que eu sinto mais as dores no corpo com homens violentos. Por isso, cada vez que me sinto hoje insultada ou qualquer problema com os homens (pai, ex-marido e filho), ou seja, quando me sinto agredida por figuras masculinas, as dores se acentuam em meu corpo.

Pede para quando me sentir agredida emocionalmente por um homem, visualizá-lo numa luz rosa, que é a luz do amor, da compaixão, da vibração feminina”.

“Na 5ª e última sessão, a paciente me disse que as dores no corpo haviam diminuído significativamente, pois não sentia mais àquelas que a deixavam deprimida e sem vontade de fazer nada”.

 

 

 

 

 

 

Rezar pra quê?

“Os médicos devem ir ao santuário de Lourdes – aonde vão os doentes incuráveis – para entenderem o valor da esperança e da oração. De que serve nossa formação médica num santuário, aonde vão todos os doentes incuráveis?

Bem, você começa a perceber que o que tem valor é sua presença”.

– Dr. Bernie Siegel (autor do livro “Viver bem apesar de tudo” – Summus Editorial).

Quando era um psicólogo convencional e via alguém rezar, eu pensava: – Rezar pra quê? O que isso vai acrescentar em nossas vidas?

Pensava dessa forma porque era uma pessoa agnóstica, incrédula, avessa às religiões.

Hoje percebo o quanto era obtuso, ignorante, arrogante, pretensioso, pois não sabia o valor da prece. Subestimava a força da prece, da fé como instrumento de cura e mudança em nossas vidas.

Mas para orar é preciso ter humildade, entrega, docilidade no coração. É preciso transcender o ego, a vaidade, pois o ego, essa mente racional, cartesiana, que alimenta a crença na autossuficiência faz com que muitos se julguem Deus ou acima dele.

Nesse momento de crise econômica em que o país atravessa, é preciso orar e pedir a Deus fé, paciência, sabedoria e discernimento. Rezar é bom para quem tem fé, para quem quer ter fé e, principalmente, quem quer ter paz de espírito.

Quem tem fé supera melhor os obstáculos, os percalços da vida; quem não tem tende a entrar em desequilíbrio, passa a fumar, beber excessivamente, ou mesmo a tomar rivotril, pois não aguenta as pressões, as vicissitudes da vida.

Após adotar a prece como prática diária tornei-me uma pessoa mais equilibrada, mais calma e menos ansiosa, pois era uma pessoa preocupada, muito nervosa, impaciente e agitada.

Quando você ora, entra em sintonia com o bem, a positividade, com a irmandade de luz (seres de luz), vai de encontro com a lei da afinidade – os semelhantes se atraem – porque eleva seus padrões de pensamentos, sentimentos e atitudes.

No meu blog, os leitores devem ter percebido que recomendo sempre aos meus pacientes a prece, a oração do perdão, principalmente, quando estão obsediados, influenciados negativamente pelos seres das trevas (desafetos espirituais do passado, seja desta ou de outras vidas) que boicotam suas vidas de todas as formas possíveis e inimagináveis.

Certa ocasião, numa das sessões de regressão, percebi que havia uma interferência espiritual obsessora sabotando a terapia, pois a paciente não conseguia se concentrar, estava muito dispersa e ansiosa. Então, evoquei o mantra “kodoish, kodoish, kodoish, adonai, tsebaioth” (é do hebraico, que significa “Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, Soberano do Universo”) e após recitá-la sete vezes (a cabala pede isso), a paciente me disse: – Dr. Osvaldo estou toda arrepiada, pois, enquanto o senhor evocava o mantra, percebi que não havia mais as quatro paredes do consultório e, sim, um espaço infinito onde vi milhares, uma legião de seres de luz com túnicas brancas, todos com as mãos justapostas (em posição de prece) evocando junto com o senhor esse mantra.

Outra paciente também me relatou que, nas primeiras vezes que evoquei o mantra, seu obsessor espiritual, uma sombra, um vulto escuro, gargalhava de mim, porém, na terceira vez que o evoquei, ela me disse que seu obsessor espiritual me mandava calar a boca, pedia para eu parar de evocar o mantra.

Por último, ela o viu tampando os ouvidos com as mãos, gritando, e se afastando do consultório. Mas esse obsessor espiritual apenas se afastou dela, não saiu definitivamente de sua vida. Por isso, pedi que ela fizesse a oração do perdão (é uma adaptação que fiz da oração do perdão do Dr. Masaharu Taniguchi, fundador da seita filosófica Seicho-No-Ie) em sua casa, e emanasse para esse ser espiritual obsessor a luz dourada, o amor de Cristo.

Após ter feito essa oração durante quinze dias, seu obsessor espiritual finalmente aceitou ser levado para a luz pelos espíritos amparadores de luz.

É preciso ter em mente, que a prece é o alimento da alma, que o espírito, a alma se nutre das vibrações das palavras, da mesma forma que o alimento sólido nutre nosso corpo físico para mantê-lo vivo.

Hoje, a cada manhã e a cada noite, eu rezo não para me tornar santo, mas para pedir ao Grande Soberano, Arquiteto do Universo, nosso querido Criador, e aos seres espirituais amigos, para me ajudarem a ser uma pessoa melhor e fortalecer a minha fé em Deus e no plano invisível.

 

Caso Clínico: Relacionamento conflituoso no trabalho.

Homem de 46 anos, casado, e uma filha.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender o porquê de sua insatisfação com a vida, pois nunca estava contente com o que tinha – não só material, mas também no emprego – só focava os aspectos ruins da empresa e, com isso, brigava com a chefia e acabava sendo demitido ou pedia demissão.

Há 2 meses estava desempregado (era a 4ª vez). Apesar de ter uma reserva financeira para se manter, isso o deixava angustiado, chateado, pois não estava sendo produtivo, sentia-se inútil.

Queria entender, portanto, por que sempre teve um relacionamento conflituoso com a empresa onde trabalhava. Queria entender também por que tinha um relacionamento conflituoso com sua ex- esposa, onde teve uma filha.

Há 20 anos foi casado com ela, brigavam muito, pois só via aspectos negativos nela e há 2 anos se separou dela e hoje estava vivendo com outra mulher, onde se davam muito bem. No entanto, não conseguia se desvincular de sua ex-esposa, tinha medo dela e, por isso, mantinha-se submisso a ela.

Na 1ª sessão de regressão, o paciente me relatou: “Estou vendo a imagem de fogo, como se na vida passada tivesse vivido com o povo asteca.

Na verdade, esse fogo é um ritual, uma cerimônia religiosa desse povo, e sou um preso sendo levado ao líder da cerimônia (sacerdote) por dois índios que seguram uma lança. Vou ser sacrificado, queimado na fogueira. (pausa).

Esse sacerdote eu o conheço, tenho a impressão (paciente intui) que é a minha ex-esposa de hoje. Ela que me mandou para o sacrifício nessa existência passada… Agora estou entendendo por que esse relacionamento conflituoso que hoje tenho com ela. Explica também por que mesmo separado dela tenho medo de confrontá-la, mantenho-me submisso a ela.

Nessa existência passada, eu me vejo gritando, suplicando para me soltarem, não quero ser queimado na fogueira. Nesse sacrifício, o sacerdote me oferece aos deuses”.

Após a 1ª sessão, encontrou-se com a ex-esposa, conversou com ela, mas em nenhum momento sentiu medo, intimidado com a sua presença, estava calmo e a conversa fluiu bem, pois ela foi educada com ele.

Na 2ª sessão de regressão, ele me relatou: “Vejo o meu avô paterno falecido… Ele está com o rosto sereno. Só o conheci por foto, pois ele havia falecido antes de eu nascer. Ele me abraça, me beija, diz que sempre teve muito orgulho de mim, que sou um ótimo pai. Tenho o mesmo nome dele, fala que honrei o seu nome. Fala também que sempre esteve de meu lado, olhando por mim, e me protegendo.

Diz que é o meu mentor espiritual, que veio me transmitir paz e carinho. (pausa).

Agora, ele está de mãos dadas com um menino de 3 anos. Revela que esse menino será o meu futuro filho, que essa criança me trará muita felicidade, pois será um filho muito carinhoso e companheiro.

Vejo agora o meu avô paterno de terno e gravata ainda de mãos dadas com esse menino num jardim (plano espiritual de luz).

Ele me esclarece que eu e a minha ex-esposa – apesar de termos brigado muito – a gente precisava passar por tudo isso para romper com o passado, pois tínhamos uma pendência cármica daquela vida passada, onde ela como sacerdote me sacrificou na fogueira. Mas afirma que essa energia ruim entre nós vai se dissipar aos poucos.

Fala para criar bem meu futuro filho, que ele vai ser uma criança iluminada e preencher a carência que tenho dentro de mim, pois vai ser meu grande amigo.

Pede para não me preocupar com a questão do emprego, que o fato de estar desempregado é um tempo que precisava para purificar a minha alma, mas que vou encontrar um emprego. Diz ainda que a minha atual companheira é uma pessoa maravilhosa, que, na verdade, estamos nos reencontrando, pois já fomos felizes em outras vidas. Fala para ficar tranquilo que a minha vida vai se abrir de novo, que a família que vou criar a gente vai ser feliz”

Na 3ª sessão de regressão, o paciente me disse: “Novamente estou vendo o meu avô paterno, o meu mentor espiritual… Estou sentindo uma angústia muito forte no peito e garganta”. (pausa).

– Observe por que está vindo essa angústia?

“Estou me recordando que há um ano, meu pai me contou que no ano de 1555 nossa família teve um Papa (Paulo IV) que usava e abusava do poder, da politicagem e de intrigas. Após seu falecimento, o povo comemorou sua morte 3 dias, pois ele era muito odiado.

Quando meu pai me contou que esse Papa foi nosso parente fiquei intrigado, fiz a busca no Google e li que ele foi um tremendo f.d.p. (pausa).

Meu mentor espiritual está rindo porque estou com dificuldade de aceitar o que ele me falou”.

– O que ele lhe falou?

“Diz que fui eu esse Papa… Ele está rindo da minha cara de espanto… Que merda!

Mas fala rindo, brincando, que hoje estou “bem melhorzinho” que esse Papa.

Agora, fala sério, diz que é por isso que na vida atual sempre tive necessidade de poder, de mandar, de ficar por cima dos outros. Hoje quero também – como naquela vida passada como Papa – que todo mundo me obedeça, que façam o que estou mandando, e que me respeitem.

Na verdade, ele diz que gosto de mandar e não ser mandado. É por isso que acabo brigando com a chefia e sou demitido ou peço demissão. Trago ainda na vida presente a personalidade autoritária e mandona desse Papa”.

– Pergunte ao seu mentor espiritual qual é o seu principal aprendizado, lição maior que você precisa aprender?

“Diz que é trocar a arrogância pela humildade”.

– Como você pode fazer isso?

“Controlando meus impulsos, tendo novamente o poder, mas, desta vez, usá-lo para o bem”.

– O que seria usar o poder para o bem?

“Diz que é usar minha inteligência para ajudar os menos inteligentes, sem discriminar quem é diferente de mim. Esclarece que esse processo já começou com a minha filha que é muito diferente de mim. Ela é o meu oposto, é das artes, sensível, e eu sou racional, da ciência exata, da engenharia. Meu mentor espiritual fala que não é por acaso que ela veio como minha filha. Ele diz ainda: – Será que você não percebe por que não consegue mandar nas 3 mulheres (ex-esposa, filha, e atual companheira) de sua vida?”.

Na 4ª e última sessão, ele me relatou: “Estou vendo novamente o meu avô paterno”.

– Pergunte-lhe como você pode ser menos arrogante e mais humilde?

“Fala que vou saber como em meu dia-a-dia. Fala ainda que a frase “trocar a arrogância pela humildade” que ele me falou na sessão passada não vai mais sair de minha cabeça porque me marcou muito. Diz que essa minha atitude de arrogância é uma defesa porque sou muito carente. Mas como ele já havia me dito, o meu futuro filho vai vir para compensar a minha carência… Agora, vejo o meu futuro filho no meu colo me beijando e me abraçando, fala que me ama.

Meu avô fala que esse filho vai ser um grande marco de mudança em minha vida, onde vou ser uma pessoa mais doce comigo e com meus filhos.

O carinho que ele vai me dar irá me trazer uma paz de espírito e, com isso, vou conseguir domar o meu lado de personalidade que não gosto (arrogância, orgulho, vaidade e autoritarismo).

Meu avô diz que estou muito próximo de arrumar o emprego porque agora estou pronto, que sei como me comportar no ambiente de trabalho”.

– Pergunte-lhe qual é sua missão de vida?

“Diz que é usar minha inteligência e poder para ajudar os outros e não só a mim. Diz ainda que na minha profissão (Recursos Humanos), o meu papel é de ajudar os funcionários da empresa em sua autoestima, a serem mais felizes e realizados no trabalho e aí vou me sentir também dessa forma.

Quando realmente ajudá-los a serem mais felizes no trabalho, a minha insatisfação pela vida irá melhorar bastante. Fala que tenho um coração muito bom, porém, está encoberto pela minha carência interior. Fala também que sou apenas uma criança carente, que a minha ex-esposa se aproximou de mim pela minha casca (ego, vaidade) porque ela é igual a mim e a minha atual companheira enxergou o que está por trás de minha casca, ou seja, a minha essência.

Então, ela se apaixonou pelo que realmente sou. Esclarece, que agora que tomei consciência de tudo o que ele me revelou nessa terapia, a minha responsabilidade aumentou, e o tombo vai ser maior e a dor também, caso venha a cometer os mesmos erros. Diz ainda que agora vou exercer efetivamente o meu livre arbítrio, pois ele me mostrou o caminho, e cabe a mim decidir se vou seguir esse caminho.

Mas sabe que sou uma pessoa inteligente e, por isso, acredita que vou fazer direito à lição de casa.